VIOMUNDO

Diário da Resistência


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Paulo Metri: De golpe em golpe, a Casa Grande se perpetua


23/09/2012 - 12h16

De golpe em golpe, a Casa Grande se perpetua

no Correio da Cidadania, em 20/09/12

por Paulo Metri – conselheiro da Federação Brasileira de Associações de Engenheiros e do Clube de Engenharia

Até que enfim o Brasil está destravando. Agora, vai ser para valer. Depois do julgamento do mensalão, teremos o do mensalão mineiro, aqueles derivados das operações Satiagraha, Castelo de Areia, Vampiro…

Operações da Polícia Federal, até hoje sem conseqüências judiciais, mas cheias de descobertas escabrosas, não faltam.

O Ministério Público Federal e a Procuradoria Geral da República vão ter muito que fazer nas suas áreas de competência, pois cuidarão de diversos processos para encaminhar aos Tribunais.

Os potenciais fichas-sujas, que sempre estiveram escondidos nos trâmites burocráticos, coloquem suas barbas de molho, pois seus períodos de impunidade estão prestes a terminar.

Quem sabe se, agora, o réu confesso Ronivon Santiago não vai conseguir a paz?

Ele queria, salvo engano, expiar sua culpa, pois confessou ter vendido por R$ 200.000 seu voto parlamentar em troca de apoiar a reeleição do presidente Fernando Henrique Cardoso, segundo reportagem da Folha de São Paulo de 13/5/1997.

Os preços mínimos e o modelo de privatização, que levaram as empresas estatais a serem privatizadas por preços muito baixos no período FHC, podem ser investigados.

Aliás, para este caso, o livro “Privataria Tucana” pode vir a ser útil.

Há pouco tempo, circulou na internet um correio com uma extensa lista de escândalos sem solução do Brasil nos últimos anos. Assim, muitos dos processos, que dormem em pilhas há anos, com o beneplácito dos “engavetadores”, vão ser acordados.

Depois desta “passada a limpo”, não haverá mais denúncia sem a devida averiguação e a eventual abertura de processo.

Neste ponto do sonho, me acordam e jogam contra mim a dura realidade, que chega a doer.

Existirá tão somente este julgamento, o do suposto mensalão.

Portanto, não é um processo global de respeito à Justiça.

É um julgamento único, que também deve existir, e como em todos os julgamentos, nele, a justiça também deve prevalecer.

Aliás, a eventual culpa dos que podem estar comprometendo todo um belo projeto de libertação dos miseráveis deve ser punida.

Entretanto, espantos relevantes existem. Só este processo? Julgado exatamente no presente momento, quando se está próximo da eleição municipal, que certamente irá influenciar os rumos da campanha presidencial de 2014? Com razoável celeridade, por sinal bem vinda, mas incomum na nossa Justiça?

Pode-se até dizer que, para certos grupos políticos, este julgamento veio a calhar, pois os ajuda de montão. As más línguas chegam a lançar versões venenosas, dizendo que é um julgamento encomendado. Não compartilho de tamanha agressão, pois, nesta versão, grupamentos políticos estariam utilizando a justiça como instrumento para chegar ao poder.

Contudo, é verdade que, toda vez que classes menos favorecidas têm alguma melhoria de vida significativa, alguma mais valia deixa de ser usurpada e classes abastadas ficam ligeiramente menos ricas. O prejuízo nem é tão grande, mas, para criar exemplos, este horror precisa ser contido.

Neste momento, os donos do capital chamam, dependendo do momento histórico e do local, forças diversas para socorrê-los. No Brasil, em 1964, foram chamados os militares para auxiliar na perpetuação da má distribuição de renda, que aceitaram a proposta em troca do mando da nação, exceto em qualquer área que comprometesse a lucratividade das classes mais ricas. Ocorreu, assim, um golpe militar.

Recentemente, no Paraguai, foram chamados os próprios representantes da classe dominante, que compõem a quase totalidade dos integrantes do Congresso. Foi um golpe legislativo. Em alguns países, os donos de capital locais se aliam até com forças estrangeiras para dominar seus compatriotas, que não se subjugam à exploração. Tem-se, assim, um golpe militar com apoio de forças estrangeiras.

O golpe dos integrantes da Casa Grande em processo no Brasil, hoje, é tão ardiloso que quem o denuncia é rotulado como pertencente ao PT ou corrupto interessado no perdão dos culpados (assim definidos a priori). Nunca será visto como interessado na continuidade do processo de inclusão social em curso há dez anos. Ou alguém tem dúvida que a paralisação desta inclusão é o passo seguinte após as vitórias eleitorais do grupo conservador, se isto ocorrer?

É óbvio que não podemos retirar os créditos merecidos da mídia caluniosa. As televisões, onde a grande massa brasileira obtém informações, não divulga os verdadeiros fatos, deforma a realidade com versões deturpadas, ludibria, mente, enfim, prejudica a sociedade e está sempre a serviço do capital. Na mídia, existem exceções honrosas, como, por exemplo, a revista Carta Capital. Mas, todo golpe tem suporte midiático.

Sobre este ponto, não me esqueço da imagem recente de um articulista sofrível colocado para ser comentarista de um grande canal de televisão, que falava sobre o mensalão. Assim, tendo que desenvolver o raciocínio que lhe ordenaram, sem grande afinidade com questões jurídicas, era uma figura estranha. Mas não existia inocência nele, pois seu salário certamente é muito alto. Era uma mensagem para o grande público sobre a culpa de José Dirceu, mas com o intuito de constranger os ministros do Supremo, uma vez que os votos destes não poderão fugir ao óbvio ensinado, sob pena de ser algo “muito errado”.

Há esperança de que, mais uma vez, um desenvolvimento tecnológico esteja quebrando um monopólio de controle das mentes. A Igreja perdeu este controle, detido através dos monges copistas, quando publicava só o que era de seu interesse, à medida que Gutemberg inventou a prensa para produção de impressos em série. Atualmente, a internet seria o desenvolvimento tecnológico que permite à população ter acesso a diferentes versões para o que acontece, ou seja, ela mostra um novo mundo escondido pela mídia convencional e corrupta. Afinal de contas, estou sendo lido, agora, graças à internet.

PS do Viomundo: De quem depende a CPI da Privataria?

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78 comentários

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nina rita de cássia

27 de setembro de 2012 às 00h06

Mas houve um momento em que JB foi humilde. Foi quando da sustentação oral da defesa de Roberto Jefferson, o advogado afrontou principalmente a ele e a Gurgel, de dedo em riste, EXIGINDO-LHES que provassem a culpa dos réus. Os advogados dos outros apresentaram a defesa de seus pacientes, somente este ousou cobrar-lhes, duramente, trabalho. Mas, JB não ficou indignado, postou-se humilde. Foi muito estranho, falou com autoridade, parecia o patrão, cobrando os empregados.

Responder

neopartisan

24 de setembro de 2012 às 23h05

No golpe de 64, quem teve o domínio do fato? Em 2 ½ minutos http://www.youtube.com/watch?v=n6HV-Jpc3I8 você pode dar a sua resposta. O PiG? Os milicos? Os ianques?

Responder

    Mário SF Alves

    30 de setembro de 2012 às 21h47

    Dai, resta saber. Na compra de votos para a reeleição (estelionato eleitoral) do FeAgaCê, quem era o detentor do domínio sobre o fato? O office boy ali da esquina?

Índio Tupi: Justiça célere, mas sem incorporar a cidadania « Viomundo – O que você não vê na mídia

24 de setembro de 2012 às 22h00

[…] De golpe em golpe a Casa Grande se perpetua […]

Responder

Zé Eduardo

24 de setembro de 2012 às 19h45

OK, tudo isso a gente sabe. É golpe mesmo, em plena vigência, super articulado. O tigre é de papel, mas morde. O mesmo cara que agora é o ‘batman’ dos ‘destraídos’ não foi quem acusou o Gilmar Dantas de ter capangas? Deu no quê? A maioria do país sabe que o espetáculo montado não passa de uma farsa. Mas e daí? Vamos ficar olhando na base do xororô? Nada a fazer? Prá que Parlamento? Prá que partidos? Prá que MP? Prá que a rede? Quem vai articular essa angústia? Se não houver vanguarda, isso pode virar uma m… pior (de um lado por ardilosa articulação, de outros por falta dela e por espontaneísmo inócuo). Quem vai puxar esse cordão com mais consistência? A gente tá com medo do que? Que estabilidade é essa que se quer preservar? Quais ‘instituições democráticas’ temos medo de fragilizar?

Responder

    Mário SF Alves

    30 de setembro de 2012 às 21h52

    Zé, por favor, uma revolução de cada vez, cara. Primeiro temos de consolidar a democrática. Aliás, desculpe-me, parece que é exatamento disso que você estava falando, não?

Gerson Carneiro

24 de setembro de 2012 às 18h42

“PS do Viomundo: De quem depende a CPI da Privataria?”

Unicamento do PT.

Foi o PT inclusive, através do Vacarezza, quem fez cara de paisagem para a CPI da Privataria.

Responder

FrancoAtirador

24 de setembro de 2012 às 17h49

.
.
CPMI DO CACHOEIRA/VEJA/DEMÓSTENES

CPMIVEGAS

TRECHO DA ATA DA REUNIÃO DE 14/08/2012

(…)

Inscritos os Deputados Jilmar Tatto, o Senador Fernando Collor de Mello, o Deputado Rubens Bueno.
Por enquanto, vejo esses três inscritos.
Deputado Jilmar Tatto com a palavra.

O SR. JILMAR TATTO (PT – SP) – Sr. Presidente, nobres Srs. Senadores, nobres Srs. Deputados, primeiro, eu quero elogiar o trabalho desta CPI, a condução do trabalho do Presidente Vital do Rêgo e a organização e o trabalho do nobre Relator Odair Cunha. Nós tivemos, Sr. Presidente, no final de semana, algumas matérias que saíram no jornal…

O SR. PRESIDENTE (Paulo Teixeira. PT – SP. Faz soar a campainha.) – Peço atenção ao orador na tribuna.

O SR. JILMAR TATTO (PT – SP) – … principalmente na revista Carta Capital e também na TV Record, que trata do Jornalista Policarpo Júnior, que é o diretor da sucursal da revista Veja aqui em Brasília.
Veja, Sr. Presidente, o nome desse jornalista vem aparecendo em todos os momentos da investigação. O delegado que esteve aqui e que coordenou, organizou os trabalhos de investigação da Operação Monte Carlo, falou do Jornalista Policarpo Júnior. Ele tem 73 vezes o seu nome citado de forma direta e indireta, a maneira como ele se movimenta, se comporta e a maneira que ele tenta buscar as suas fontes. Este Jornalista Policarpo Júnior, da revista Veja, apareceu inclusive naquela montagem, naquela gravação do Hotel Naoum, onde as gravações internas das imagens não foram gravações feitas pelo Hotel Naoum, mas foram a partir da organização criminosa do Cachoeira, tendo como o Dadá, digamos assim, o “técnico” – entre aspas – que fez as gravações. A matéria da revista Veja foi justamente a partir daquelas gravações feitas de forma ilegal.
O Jornalista Policarpo Júnior, da revista Veja, aparece numa operação, num processo de licitação, numa combinação de 70 empresários, ele tenta se infiltrar não como jornalista, não como alguém que quer fazer um furo de reportagem, mas como alguém ligado à empresa Delta, para justamente poder beneficiar esse crime organizado.
O Jornalista Policarpo Júnior aparece nas gravações agora pedindo para que fossem feitas ligações com o Deputado Jovair Arantes, do PTB, conversando, dialogando, com Carlinhos Cachoeira, o chefe desse crime organizado, justamente para fazer uma matéria para prejudicar o Deputado Jovair Arantes quando do assunto Conab. Não se trata aqui de buscar fontes. Trata-se aqui, na verdade, de buscar informações ilegais, ligadas ao crime organizado do Carlinhos Cachoeira.
Aqui foi feita uma espécie de acordo de não colocar em pauta a convocação desse jornalista, apesar de todos esses indícios. Não quero, de maneira alguma, em tempo algum, e se trata, aqui, de dizer, de falar sobre a liberdade de imprensa, de falar sobre a democratização dos meios de comunicação.
Nós estamos falando, na verdade, de um senhor que, na minha opinião, atravessou o Rubicão. Se trata, aqui, de convidar um senhor que, na minha opinião, começa a envergonhar a categoria desses profissionais sérios, que trabalham seriamente e que ajudam no processo de democratização e de transparência da sociedade brasileira. Se trata, na verdade, de convocar um senhor que … O Sindicato dos Jornalistas deveria tomar providência. Ele está envergonhando os jornalistas brasileiros, essa profissão.
Portanto, a CPI, neste momento, decidiu não convocá-lo, apesar de todos os indícios, apesar de a Polícia Federal dizer ter gravado mais de 73 diálogos desse senhor, e diálogos não republicanos, diálogos esses que, necessariamente, não são diálogos para buscar fontes, diálogos esses, na verdade, que têm relação direta com o crime organizado do Carlinhos Cachoeira.
Portanto, aqui não se trata de politizar, não se trata de condenar a imprensa, não se trata de fazer o debate da imprensa brasileira, que é livre, democrática e tem de cumprir o seu papel no Brasil. Esse debate nós não queremos fazer.
Na verdade, nós queremos saber de um senhor que atravessou o Rubicão, um senhor que está usando a sua inteligência, a sua profissão e usando um meio de comunicação, que é a revista Veja, para se aliar ao crime organizado, para fazer matérias para prejudicar esse ou aquele empresário, esse ou aquele político, e, aqui, eu falo de todos os partidos, de todos os partidos, inclusive.
Portanto, espero, tenho fé de que esta CPI, no momento adequado, vai convocá-lo. No momento adequado, vai chamá-lo para que se sente aqui, do lado esquerdo da mesa, para que ele possa explicar como ele age, qual é a relação que ele tem com o crime organizado, com Carlinhos Cachoeira, a relação que ele teve com Demóstenes, que foi cassado, a relação que ele tem com o Sr. Abreu, a relação que ele tem com esse crime organizado que é objeto da CPI.
Portanto, eu espero, com muita paciência, que nós não tenhamos, agora sim, Senador Collor, que não tenhamos medo.
Aqui, nós tivemos coragem de convocar Senadores. Aqui, tivemos coragem de convidar governadores. Aqui, esta CPMI teve coragem, inclusive agora, de convidar ou convocar Deputados.
Espero que nós tenhamos coragem e não tenhamos medo de convocar um jornalista, ou, mais do que isso, um pseudojornalista.
Estendo, para não dizer que há perseguição em relação à revista Veja, porque tenho uma opinião muito particular em relação a essa revista, estendo, inclusive, aos outros profissionais que foram citados pela Polícia Federal – do Correio Braziliense –, aqueles dois jornalistas, para encerrar, lá de Goiás, de um jornal local de que não me recordo o nome, e todos aqueles que estejam envolvidos.

O SR. PRESIDENTE (Vital do Rêgo. PMDB – PB) – Para sua conclusão.

O SR. JILMAR TATTO (PT – SP) – Portanto, é esse o pedido que eu faço a esta CPMI.

O SR. PRESIDENTE (Vital do Rêgo. PMDB – PB) – Obrigado, Deputado Jilmar Tatto.

Passo a palavra, agora, ao Senador e Presidente Fernando Collor de Mello.

O SR. FERNANDO COLLOR (PTB – AL) – Sr. Presidente, Srs. Parlamentares, eu gostaria de manifestar a minha mais profunda frustração pelo fato de, hoje, não ter sido levado à votação o requerimento convocando para prestar depoimento, nesta Comissão Parlamentar Mista de Inquérito, o bandido Policarpo Júnior e os seus asseclas, respectivamente, Gustavo Ribeiro e Rodrigo Júnior.
Trouxe, hoje, uma informação que é um fato novo. É um fato novo que, talvez, possa ajudar nessa convocação, ao final, por esta Comissão Parlamentar Mista de Inquérito.
À data de 02 de março, uma sexta-feira deste ano de 2012, encontraram-se esses dois jornalistas, Rodrigo Rangel e Gustavo Ribeiro, dessa revista que é um coito de bandidos chamada Veja, comandada pelo seu chefe maior, que é o Sr. Roberto Civita. Encontraram-se com dois Procuradores – aliás, três Procuradores: a Sra. Léa Batista de Oliveira, o Procurador Daniel de Resende Salgado. Esses dois levados ao encontro, com os jornalistas já citados por mim, do Sr. Procurador Alexandre Camanho de Assis, que é o braço direito desse Procurador-Geral da República que vem deslustrando o Ministério Público da nossa Pátria.
O Sr. Gurgel, Roberto Gurgel, é uma peça apodrecida dentro dessa instituição que nós tanto louvamos, que é o Ministério Público Federal. Ele não pode mais continuar exercendo as suas funções.
É também um criminoso, é um prevaricador, é um chantagista. Chantageou um ex-Senador que até há pouco convivia aqui conosco. É ele que faz com que esses procuradores tentem intimidar Parlamentares para que eles se calem em relação à possível convocação, que também já está solicitada. Dele, Sr. Procurador-Geral, e da Subprocuradora-Geral Cláudia – e isso é gravíssimo –, que têm a reserva de mercado em relação aos processos que chegam à Procuradoria-Geral da República, que tenham pessoas citadas com foro privilegiado ou com prerrogativa de foro.
Pela primeira vez na história da Procuradoria, vê-se tal reserva de mercado. Não se participa mais, não se resolve mais a distribuição pelo sorteio eletrônico ou pela distribuição, obedecendo a qualquer tipo de sistemática. A sistemática é uma só: chegou algum processo na Procuradoria-Geral da República que inclua pessoas nesses processos que tenham prerrogativa de foro, imediatamente esse processo é encaminhado às mãos da Sra. Subprocuradora Cláudia, esposa do Procurador-Geral.
Portanto, ao lado da minha manifestação de frustração muito grande, pelo fato de hoje não termos aqui votado a convocação desse Sr. Policarpo Júnior, desses outros a que já me referi, eu quero aditar esse fato novo, talvez, Sr. Relator, que possa ajudar e reforçar a convocação dele.
Eles estiveram reunidos no dia 2 de março, sexta-feira, com dois jornalistas de Veja, levando esses Procuradores aos jornalistas de Veja os dois inquéritos que resultaram na Operação Vegas e na Operação Monte Carlo e que corriam sob segredo de justiça. Vejam V. Exas., Sr. Relator, Sr. Presidente, Sras. e Srs. Senadores, a gravidade desse fato!
Eu, aqui, venho denunciando seguidamante – aqui, na CPMI, e também da tribuna do Senado – esse fatos criminosos que estão sendo urdidos na Procuradoria-Geral da República. Quero dizer que isso se restringe a esse grupo que circunda o Procurador-Geral. Não é a instituição Ministério Público. E também esses jornalistas que estão lá acoitados, que estão lá acobertados pela Editora Abril. Não é toda a imprensa brasileira.
Por isso, ao lado dessa frustração, repito: quero aqui reforçar a minha denúncia. E eu dou nome, data, hora e pessoas que estiveram presentes a essas reuniões, para ver se isso pode sensibilizar, de uma vez por todas, para que seja colocado em votação o requerimento em que se convoca… E aqui está o Deputado Rosinha, que apresentou ainda antes de ontem ou ontem um requerimento também convocando o Sr. Policarpo Júnior. Que urge trazê-lo aqui, porque, no meu entender, no coração dessa organização criminosa, está a Editora Abril e a Procuradoria-Geral da República.
Lá, no quarto 1.103 do antigo Hotel Naoum, era o local onde o Sr. Policarpo Júnior se reunia com as empreiteiras todas, para saber e tirar informações delas e dar a essas informações o uso que julgasse conveniente na publicização ou na publicidade que daria por intermédio da sua revista.
O Sr. Roberto Civita é conhecedor de todos esses assuntos e de todas essas questões. Eu sei também. E, no momento oportuno em que ele aqui estiver sentado, nesta cadeira, eu irei contar alguns fatos que são horripilantes a respeito da atuação desse senhor, como dirigente de uma empresa de comunicação, que se emporcalhou e que envergonha hoje o Brasil, que é essa revista Veja, patrocinada pela Editora Abril.
Peço a V. Exa., Sr. Presidente, que junto com o Sr. Relator, façam o possível para que aqui tenhamos presentes, respondendo a essas indagações que vários de nós teremos a fazer não somente à Procuradora Léa Batista de Oliveira, o procurador Daniel de Resende Salgado, o Procurado Alexandre Camanho de Assis, que são os braços que praticam os cirmes do Sr. Procurador Geral da República, mas também os jornalistas e bandidos Policarpo Júnior, Gustavo Ribeiro, Rodolfo Rangel e alguns outros que oportunamente aqui trarei também o requerimento pedindo a convocação desses senhores para aqui prestarem os seus esclarecimentos.
E quero dizer que não adianta mais invocar a questão de sigilo de fonte, porque esse sigilo de fonte, há muito, já foi para o espaço; não há mais nenhum sigilo em relação a essa questão, nem o segredo de justiça que deveria ser obedecido, a começar por aqueles que representam o Ministério Público neste caso específico, como essa procuradora Léa, como todos os outros que têm conhecimento, tinham que manter segredo de justiça. E ela própria fica dando entrevistas dizendo do conteúdo com as informações que tem na Operação Vegas e nos processos da Operação Vegas e da Operação Monte Carlo. Por isso, Sr. presidente, agradeço a V. Exa. o tempo que me foi concedido e lamento, mais uma vez, saio daqui extremamente frustrado por não termo hoje convocado para esta CPMI o bandido chamado Policarpo Júnior e, com ele, os seus asseclas, aqueles outros, aquela raiazinha miúda que faz o trabalho podre do Sr. Policarpo Júnior, que são os jornalistas Gustavo Ribeiro e Rodrigo Rangel.
Muito obrigado, Sr. Presidente.

http://www19.senado.gov.br/sdleg-getter/public/getDocument?docverid=8eaad1c7-309e-4b24-ad18-09c4563370c7

http://legis.senado.gov.br/sicon/index.jsp?action=AvancadaTradicionalSil&niveis=Comissao&niveis=CPI&niveis=Comissao&niveis=CPMIVEGAS&niveis=Ata&dataDe=24/04/2012&dataAte=24/09/2012&[email protected]@Data%20Documento

http://www.senado.gov.br/atividade/comissoes/comissao.asp?origem=CN&com=1589

Responder

    Mário SF Alves

    30 de setembro de 2012 às 21h59

    Ih! Sei não. A coisa já começa com nobreza demais. É nobre esse; nobre aquele; nobre aquele outro. Não sei não… a inferir daí, a coisa já começou mal. Mas, não obstante a rasgação de seda, prometo continuar a leitura. Valha-me deus!

Roberto Locatelli

24 de setembro de 2012 às 12h58

PT e PCdoB já fecharam questão sobre a convocação de Policarpo. Infelizmente, a oposição (PSOL, PSDB e DEM) é RADICALMENTE contra. Não poderia ser diferente, pois a oposição e a mídia são faces da mesmíssima moeda.

Militantes psolistas vão para reuniões sindicais com a Veja debaixo do braço, para repercutir as “denúncias” do órgão oficial do Cachoeira. Parlamentares demotucanos vivem fazendo discursos usando essas “denúncias”.

Dependemos, pois, de partidos “aliados” de direita como PMDB e PDT para conseguir ganhar essa votação.

Responder

    Conceição Lemes

    24 de setembro de 2012 às 13h53

    Psol tá contra Locatelli? abs

    Marcelo de Matos

    24 de setembro de 2012 às 15h13

    É. Pode parecer estranho, mas, é o que todos os blogs estão dizendo. O PSOL também votou contra a convocação de Policarpo.

    FrancoAtirador

    24 de setembro de 2012 às 17h31

    .
    .
    Parece que está havendo um equívoco nessa informação.

    Ao menos o senador do PSOL Randolfe Rodrigues protocolou um requerimento

    para convocar o diretor da sucursal da Revista Veja, em Brasília,

    Policarpo Jr., a fim de que preste depoimento na CPMI do Cachoeira.

    A lista completa com a íntegra dos requerimentos e as devidas justificativas, que foram protocolados até esta data (24/09/2012) e que ainda serão apreciados pela CPMI – Práticas criminosas desvendadas pelas operações “Vegas” e “Monte Carlo”, da Polícia Federal – CPMIVEGAS (CPMI DO CACHOEIRA) pode ser lida em:

    http://www.senado.gov.br/comissoes/documentos/SSCEPI/ReqVg_a_Apreciar.pdf

    O requerimento do senador do PSOL é o de número 732/12 (item 220):

    “Requer a oitiva de Policarpo Júnior para que, sob
    compromisso, esclareça os fatos e as circunstâncias
    acerca de sua ligação com a quadrilha chefiada por
    Carlos Augusto Ramos, bem como com Andressa
    Mendonça e sobre a produção de dossiê contra o
    juiz federal Alderico Rocha Santos.”

    http://www.senado.gov.br/atividade/comissoes/comissao.asp?origem=CN&com=1589

    assalariado.

    24 de setembro de 2012 às 18h04

    Conceição, tem jeito de você consultar algum parlamentar do Psol na camara federal pra confirmar este voto contrário que o Locatelli alega?

    Abraços.

Marcelo de Matos

24 de setembro de 2012 às 11h48

A elite ri à toa. Reportagem do UOL mostra que Sorriso-MT, “Capital do agronegócio” tem candidatos milionários rindo à toa e população carente. “Todos os quatro candidatos à prefeitura são ligados à lavoura ou à pecuária, e fizeram fortuna com a valorização da terra na cidade e do grão no mercado internacional”. Aí o UOL faz uma enquete: “Ter um grande patrimônio é ponto positivo para um candidato”? Não. Desde quando é preciso dinheiro para vencer eleição? O STF, sob a batuta de Joaquim Barbosa, não está demonstrando que não existe caixa dois eleitoral, mas, “mensalão”? Formar caixa dois para campanha eleitoral agora é crime, mas, há a possibilidade de que essa jurisprudência só valha para o PT. O conselho aos políticos é: enriqueça primeiro, depois faça campanha. E como ficam os candidatos não milionários de Sorriso e desses brasis afora? Vão sair por aí correndo o pires?

Responder

Messias Franca de Macedo

24 de setembro de 2012 às 11h35

[BOMBA! O STF NO CADAFALSO!]

Dêem uma olhada nesse vídeo que saiu agora:
“A verdade da AP 470, doa a quem doer.”
http://www.youtube.com/watch?v=V8a9Bo20ios
22 de setembro de 2012 às 20:45

postado por Felipe Protti
em http://www.conversaafiada.com.br/brasil/2012/09/21/wanderley-despe-o-stf-e-um-julgamento-de-excecao-sim/

República de ‘Nois’ (Quase-)Babacas – ou (Quase-)Bananas, como o PIG queira!
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

assalariado.

24 de setembro de 2012 às 11h29

Paulo Metri, acho que o povo que acompanha as discussões nos ditos blogs sujos está começando a enxergar/ entender, quem são os golpistas de fato e de direito. Porém, com roupagens diferentes (tentaram na Venezuela, tentaram no Equador, conseguiram em Honduras, conseguiram no Paraguai, … E agora?). Os verdadeiros fichas sujas são os lavadores de cerebros midiaticos e seus agentes ocultos (a serviço da burguesia capitalista).

Ou seja, agem tempo integral por dentro do Estado, que é, e sempre foi, sua ferramenta logística, legalista e legitimadora ‘democratica’ da exploração da MAIS VALIA sobre os assalariados e de dominio ideologico sobre a sociedade. Para dar um basta nestes golpistas fichas sujas será necessário, construirmos nossa hegemonia politica nesta correlação de forças. Logo, os golpistas e inimigos ocultos, pertencem a que classe mesmo?

Abraços Fraternos.

Responder

    Mário SF Alves

    30 de setembro de 2012 às 22h08

    Você tem razão assalariado. A coisa mais deplorável deste mundo é a sociedade/humanidade dividida em classes. Outra coisa igualmente deplorável é a falta de classe; ou seja, igualmente deplorável é a falta de consciência da própria classe.

Marcelo de Matos

24 de setembro de 2012 às 11h13

PIG e STF fazem um balão de ensaio com vistas à condenação de José Dirceu. A Folha Online critica a “obediência de Lewandowsky”. Não diz a quem, mas, como foi o Lula que indicou… Já a edição impressa retira do baú uma teoria gurgeliana: “a possibilidade de adotarem a chamada teoria do “domínio do fato” em relação a Dirceu, que considera que autor do delito é quem tem o domínio final sobre o fato, as circunstâncias e os executores”. Por ela, o acusado pode ser condenado sem haver prova cabal de que ordenou ato criminoso, mas sim que tinha o controle sobre ele. A teoria foi levantada pela primeira vez pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que apontou Dirceu como “líder do grupo” e “principal figura” de tudo que foi apurado no processo. Disse que o “autor intelectual” de um grupo criminoso “não fala ao telefone, não envia mensagens eletrônicas”. O ministro Luiz Fux afirmou que a de um “megadelito” permite observar a possibilidade de “domínio do fato”. Aí como fica o princípio do devido processo legal?

Responder

    Mário SF Alves

    30 de setembro de 2012 às 23h14

    De acordo com o art. 5º inciso XXXVII da Constituição Federal de 1988, não haverá juízo ou tribunal de exceção.

    O “interessante” é que mesmo o Tribunal de Exceção de Nuremberg, o que julgou os dirigentes nazistas, cercou-se de cuidados para julgar os réus, tudo baseado em provas incontestáveis, não tendo sido aceita a esdrúxula tese do domínio de fato, segundo a qual exercer um cargo é por si só prova de que o ato criminoso fora praticado. Isso não quer dizer que o Processo de Nuremberg não tenha adotado ineditismos, adotou sim, como por exemplo a tese dos crimes contra a humanidade, não existente quando da ocorrência dos fatos. Os ineditismos de Nuremberg são justificáveis por se tratar de Tribunal de Exceção, o que não é aceitável num Estado de Direito como o nosso.

    Fonte: http://advivo.com.br/blog/luisnassif/sobre-o-ineditismo-do-dominio-de-fato-no-julgamento

Alexandro Rodrigues

24 de setembro de 2012 às 10h47

Gostei do PS do Viomundo! A questão é que grande parte dos beneficiários da Privataria estão na base de apoio do PT… Ou seja, nada vai acontecer!

Responder

    Matheus

    24 de setembro de 2012 às 14h04

    Poderia acontecer se houvesse um clamor popular.

anac

24 de setembro de 2012 às 10h39

Direita no poder é o retorno ao passado humilhante:
Em 1998, houve uma grande crise das bolsas. Foi com o colapso do fundo americano LTCM, o Long Term Capital Management. Poucos meses depois de sua eclosão, o Brasil e a Rússia quebraram.
(Essa foi uma das três vezes em que o Brasil quebrou com FHC no comando…)
FHC dizia que a culpa era da Rússia, das Bolsas americanas, do PT, etc.
Até Clinton enfim vaticinar que a culpa era de FHC que governava mal e porcamente o Brasil.

Responder

    Mário SF Alves

    30 de setembro de 2012 às 23h19

    Mas, afinal, não é esse o tipo de (des)governo que umbilicalmente se vê atrelado aos interesses da elite? Não é esse o (des)governo que é ferrenhamente defendido pela oligarquia representada no consórcio PiG-Opportunity-demotucanos?

anac

24 de setembro de 2012 às 10h24

Aprende – lê nos olhos, lê nos olhos – aprende a ler jornais, aprende: a verdade pensa com tua cabeça”. – Bertolt Brecht

Responder

anac

24 de setembro de 2012 às 10h10

Pela defesa de adesão incondicional à Alca, da privatização do “dinossauro” PETROBRAS, do BB, da Caixa, e a doação que promoveu das empresas de telecomunicações, eletricas, siderurgicas e Vale do Rio Doce com financiamento do BNDES, quando governou o paÍs, através de FHC, não tenho a menor dúvida que retornando ao poder, a direita fará o Brasil retroagir a condição de colonia dos USA, uma especie de Mexico. Depois o PiG vai divulgar que o fracasso é culpa do PT e de Lula colocado no poder pelo povinho que habita as terras brasillis Alguem tem duvida da capacidade da direita?

Responder

Mariac

24 de setembro de 2012 às 09h36

Eu já tô lá na frente.
A direita conhece melhor seu gado do que a esquerda.E voltamos ao ponto onde disseram “intlectual é que gosta de pobre…” pois o pobre da periferia fisica e intelectual acata o candidato da direita, Russomano.O pobre faz isso porque não é politizado nem escolarizado de verdade.E o Brasil retorna ao buraco com esse filho de Maluf. perdemos o que o PT fez em décadas por culpa das igrejas e da falta de regulação do próprio PT.O pobre quer resultados, acha que Russomano vai baixar a conta do celular, a única coisa que foi feita no gov, FHC, e ainda não presta por falta de regulação. O pobre se cansou de ligar pras telefonicas e quer um Messias.

Responder

Cláudio

24 de setembro de 2012 às 04h13

“Se você não for cuidadoso, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” – Malcolm X (1925-1965).

“Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma.” – Joseph Pulitzer (1847-1911).

Ley de Medios, já ! ! ! Comissão da Verdade, já ! ! !

Responder

Francisco

24 de setembro de 2012 às 03h03

Todas as concessões de “governabilidade” que o PT fez foi para “reduzir danos” quanto à apuração deste mensalão.

Pois bem.

Eu não votei no PG (Partido da Governabilidade) mas, pacientemente, aguardei.

Tanto tato e tanto zelo e o prejuizo maior aconteceu assim mesmo…

Agora ou o PT começa a “governar as instituições” ou vou ter que procurar outro para votar.

A lista é longa:

Reforma agrária
Lei da Anistia
Reforma Politica
Demarcação de terras indigenas e quilombolas
Lei de Mídia…

Responder

FrancoAtirador

24 de setembro de 2012 às 00h37

.
.
Celso Bandeira de Mello desmente revista Veja

Em nota, jurista desmente nota publicada pela Veja, segundo a qual ele estaria redigindo um manifesto contra a atuação dos ministros do STF no julgamento do mensalão.

“Não tomei conhecimento imediato da notícia pois não leio publicações às quais não atribuo a menor credibilidade”, disse Bandeira de Mello.

E acrescentou:
“não teria sentido concitar os encarregados de afirmar a ordem jurídica do País, a respeitarem noções tão rudimentares que os estudantes de Direito, desde o início do Curso, já a conhecem, quais as de que ‘o mundo do juiz é o mundo dos autos’ – e não o da Imprensa –
e que é com base neles que se julga e que, ademais, em todo o mundo civilizado existe a ‘presunção de inocência dos réus’.”

Do Blog do Nassif, via Carta Maior

O jurista Celso Antônio Bandeira de Mello desmentiu nota publicada na edição 2.287 da revista Veja informando que ele estaria redigindo um manifesto criticando a atuação dos ministros do STF no julgamento do mensalão.

Leia a declaração de Celso Antônio Bandeira de Mello:

Uma notícia deslavadamente falsa publicada por um semanário intitulado “Veja” diz que eu estaria a redigir um manifesto criticando a atuação de Ministros do Supremo Tribunal Federal no julgamento da ação que a imprensa batizou de mensalão e sobremais que neste documento seria pedido que aquela Corte procedesse de modo “democrático”, “conduzido apenas de acordo com os autos” e “com respeito à presunção de inocência dos réus”.

Não tomei conhecimento imediato da notícia, pois a recebi tardiamente, por informação que me foi transmitida, já que, como é compreensível, não leio publicações às quais não atribuo a menor credibilidade.

No caso, chega a ser disparatada a informação inverídica, pois não teria sentido concitar justamente os encarregados de afirmar a ordem jurídica do País, a respeitarem noções tão rudimentares que os estudantes de Direito, desde o início do Curso, já a conhecem, quais as de que “o mundo do juiz é o mundo dos autos” – e não o da Imprensa – e que é com base neles que se julga e que, ademais, em todo o mundo civilizado existe a “presunção de inocência dos réus”.

http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20951

MAIS UMA MENTIRA DESLAVADA DA REVISTA VEJA (TEA PARTY CONECTION)

Responder

    Bonifa

    24 de setembro de 2012 às 12h31

    A Veja está mentindo sobre qualquer um. Se uma mentira puder ser atirada sobre alguém que ela julgue uma ameaça a seus interesses, ela não tergiversa, vai lá e prega a mentira. Pode ser quem seja, não tem medo de nada e ninguém. E está livre e impune e até protegida por quem deveria proteger o povo contra o abuso do poder de imprensa.

    FrancoAtirador

    24 de setembro de 2012 às 18h15

    .
    .
    O mais grave é que os interesses da revista são os interesses do dono.

    E o dono da revista, e da editora, atende aos interesses de quem mesmo?

    Não precisa responder, meu caro Bonifa.

    O técnico da seleção feminina de vôlei dos EUA citou a resposta,
    durante as partidas dos jogos olímpicos, após cada pedido tempo:

    “Give-me an U! Give-me a S! Give-me an A!”
    .
    .

sil

24 de setembro de 2012 às 00h29

Eu li e concordo!
Parabéns!

Responder

Henrique

23 de setembro de 2012 às 23h39 Responder

sandro

23 de setembro de 2012 às 22h40

“Sou à favor da liberdade de imprensa, mas isso não significa que eu confie na mesma”.
Campanha: Para políticos, donas de casa , donos de escolas, bancárioss
ou empresários etc – Antes de dar qualquer entrevista a qualquer orgão de
midia ligado ao “pig , usem o método “juruna”, ou seja : GRAVEM!!
Façam disso pré-condição para a entrevista, assim vc estará furando
o “pig e tbm esculachando-o.

Responder

SILOÉ-RJ

23 de setembro de 2012 às 22h10

E como sempre a casa grande iludindo a senzala para conseguir seus objetivos.

Responder

ZePovinho

23 de setembro de 2012 às 20h04

http://www1.folha.uol.com.br/folha/circulo/pre_mer_voto_1.htm

Mercado de Voto
Deputado diz que vendeu seu voto a favor da reeleição por R$ 200 mil

13/05/97
Editoria: BRASIL
Página: 1-6

FERNANDO RODRIGUES
da Sucursal de Brasília

O deputado Ronivon Santiago (PFL-AC) vendeu o seu voto a favor da emenda da reeleição por R$ 200 mil, segundo relatou a um amigo. A conversa foi gravada e a Folha teve acesso à fita.
Ronivon afirma que recebeu R$ 100 mil em dinheiro. O restante, outros R$ 100 mil, seriam pagos por uma empreiteira -a CM, que tinha pagamentos para receber do governo do Acre.
Os compradores do voto de Ronivon, segundo ele próprio, foram dois governadores: Orleir Cameli (sem partido), do Acre, e Amazonino Mendes (PFL), do Amazonas.
Todas essas informações constam de gravações de conversas entre o deputado Ronivon Santiago e uma pessoa que mantém contatos regulares com ele. As fitas originais estão em poder da Folha.
O interlocutor do deputado não quer que o seu nome seja revelado. Essas conversas gravadas com Ronivon aconteceram ao longo dos últimos meses, em diversas oportunidades.

Outros venderam
Nas gravações a que a Folha teve acesso, o deputado acreano diz não ser o único parlamentar que se vendeu na votação da reeleição, no último dia 28 de janeiro, quando a emenda foi aprovada, em primeiro turno, com 336 votos favoráveis na Câmara.
”O Amazonino marcou dinheiro para dar (R$) 200 (mil) para mim, 200 pro João Maia, 200 pra Zila e 200 pro Osmir”, diz Ronivon na gravação.
Os personagens citados são os deputados federais João Maia, Zila Bezerra e Osmir Lima, todos do Acre e filiados ao PFL.
Outro parlamentar também recebeu dinheiro para votar a favor da reeleição, conforme explicação de Ronivon.
Eis como Ronivon menciona esse fato em suas conversas: ”Ele (Amazonino) foi e passou (o dinheiro) pro Orleir (…) Mas no dia anterior ele (Orleir) parece que precisou dar 100, parece que foi pro Chicão, e só deu 100 pra mim.”
Na gravação, Ronivon fazia referência a deputados do Acre. O único deputado do Acre conhecido como Chicão é Chicão Brígido (PMDB), que, sempre segundo as conversas de Ronivon, entrou no negócio na última hora. Por isso, Orleir Cameli precisou de mais dinheiro e teve de dividir uma das cotas de R$ 200 mil.
Em alguns momentos, entretanto, o deputado sugere que Chicão Brígido e João Maia também receberam apenas R$ 100 mil.
Dos 8 parlamentares acreanos na Câmara, 6 votaram a favor da emenda da reeleição e 2 contra.

Venda corriqueira
Ronivon tem comentado a sua venda de voto a favor da reeleição como se fosse algo corriqueiro. Fala com vários colegas deputados. Algumas dessas conversas casuais é que foram gravadas.
Nessas gravações, o deputado revela detalhes de toda a operação.
Primeiro, Ronivon diz que foi contatado pelo governador do Acre, Orleir Cameli. Em troca do voto a favor da emenda da reeleição, cada deputado recebeu R$ 200 mil. O pagamento foi por meio de um cheque pré-datado -deveria ser depositado só depois de a votação ter sido concluída favoravelmente ao governo.
As fitas apontam que, nos dias que antecederam a votação, cheques nesse valor foram entregues para, pelo menos, quatro deputados acreanos: Ronivon Santiago, João Maia, Osmir Lima e Zila Bezerra.
Na gravação, Ronivon afirma que os cheques eram do Banco do Amazonas, em nome de uma empresa de Eládio Cameli, irmão de Orleir Cameli.
Apesar de tudo acertado, a operação acabou não agradando aos deputados nem ao governador acreano. O arrependimento se deu na véspera da votação da reeleição. Era uma segunda-feira, dia 27 de janeiro passado.

”Você é infantil”
De acordo com Ronivon, em conversas posteriores à venda de seus votos, os parlamentares começaram a avaliar que poderiam ser logrados depois da votação. Nada impediria, pensaram, que os cheques fossem sustados.
Já aos ouvidos de Orleir Cameli chegou um alerta importante do seu colega do Amazonas, o governador Amazonino Mendes.
Segundo Ronivon relata a seu amigo, Amazonino foi precavido e disse o seguinte a Cameli: ”Você é tão infantil, rapaz. Vai dar esse cheque para esse pessoal? Pega um dinheiro e leva”.
Depois dessa sugestão de Amazonino Mendes, conta Ronivon Santiago, o governador do Acre ”pegou todo mundo e deu a todo mundo em dinheiro”.
O dinheiro, emprestado a Orleir por Amazonino Mendes, só foi entregue aos parlamentares na manhã do dia da votação do primeiro turno da emenda da reeleição, 28 de janeiro, uma terça-feira, conforme a gravação.
A entrega dos R$ 200 mil, em dinheiro, para cada deputado, foi feita mediante a devolução dos cheques pré-datados -que foram rasgados na frente de Orleir, segundo relato de Ronivon .
A troca dos cheques por dinheiro ocorreu em um local combinado em Brasília. Cada deputado se apresentou, rasgou seu cheque na hora e recebeu o pagamento em dinheiro dentro de uma sacola.
”Aí chegou o Osmir, estava lá com a sacola assim… (risos). João Maia com a outra”, relata Ronivon, de bom humor, a cena da manhã que antecedeu a votação.
”Sou leso?” Endividado, Ronivon diz que usou o produto da venda de seu voto para diminuir débitos bancários. O deputado disse que saldou uma dívida de ”196 pau” (R$ 196 mil) que tinha contraído em bancos. Nas suas conversas, o deputado cita quatro bancos onde contraiu dívidas: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco de Brasília e Banacre (do governo do Acre).
Ronivon diz que aproveitou também o dinheiro obtido com a venda de seu voto a favor da reeleição para resgatar cheques sem fundos que havia emitido.
Cauteloso, não quis fazer os pagamentos logo depois da votação da reeleição. ”Sou leso?”, pergunta aos risos para seu interlocutor em uma das gravações.
”Leso”, segundo o ”Novo Dicionário Aurélio”, significa ”idiota” e ”amalucado”. A pronúncia correta pede que a primeira sílaba seja tônica: ”lé-so”.
Para evitar que fosse rastreado o dinheiro, Ronivon explica que saldou totalmente suas dívidas apenas no início de março -quando dá a entender que já teria recebido todo o pagamento pelo seu voto.

Leia mais
Apoio no plenário subiu antes do voto

Responder

    Bonifa

    24 de setembro de 2012 às 12h45

    Não sabemos ao certo, mas será verdade que a Folha então atacou violentamente a reeleição de FHC porque achava que ele estava roubando a vez do Serra? A Folha estava com o Serra já naquela tempo?

Julio Silveira

23 de setembro de 2012 às 19h35

Essa preocupação é compartilhada por mim, mas sou dos que acreditam na realidade da mudança, não apenas no sonho. Para pensar dessa forma me baseio na força da proporção, que me pareceu esquecida pelo articulista. Explico. Se nos periodos anteriores da historia, em que o conservadorismo conseguia formar uma quase unanimidade no inconsciente coletivo da sociedade, quando eram vozes dominantes, mesmo entre da mais carentes, tanto que virou um fator cultural, forçando-os a aceitar com naturalidade a submissão e a vassalagem, trazendo perda de auto estima, consequencia da falta do referencial de importância com consequencias até hoje. Se nesse tempo surgiram expoentes para se rebelar contra essa lavagem cultural excludente e feudal, se nesse tempo não foi conseguida a completa submissão, ocorrendo estragos no modus operandi e vivendi dos conservadores. Se cada vez mais cidadãos conseguiram formar consciencia critica sobre sua cidadania, imagina hoje, quando, supomos, temos uma representação que se diz progressista, em grande numero, que conseguiu esse feito por convencimento. Que diz serem alinhadas com os interesses de melhor qualidade da cidadania. Principalmente dos menos favorecidos e desatendidos pelo conservadorismo. Se tivemos no passado, alguns poucos guerreiros, que levantaram suas vozes fazendo diferença, a ponto de chegarem a ser um força crivel, que arrebanhou multidões e chegar ao poder de forma constitucional, então, a continuarem incorporando os espiritos dos guerreiros de outrora, nesta nossa atual representação, que nunca foi tão ampla, se sincera, não haverá mais chances para o dominio do conservadorismo e de seus feudos economicos e culturais. Se não, vivemos e viveremos uma eterna fraude, e ai pouco importa. Nunca seremos uma nação, apenas um amontoado de pessoas com ambições individuais, regidas por algumas regras, com alguma organização para evitar a barbarie.

Responder

francisco pereira neto

23 de setembro de 2012 às 19h03

PS do Viomundo: De quem depende a CPI da Privataria?
Se não me engano o sr. Marco Maia, presidente da Câmara, está com o seu bundão sentado em cima do requerimento.
E olha que ele é do PT hein!!!
E depois não querem tomar porrada dos bisonhos oposicionistas e da sempre “genial” mídia golpista.

Responder

    Matheus

    24 de setembro de 2012 às 13h54

    Essa é a grande verdade. O PT poderia detonar o demotucanismo de uma vez por toda, com uma CPI da privataria. Bastava uma canetada do Marco Maia, deputado petista e presidente da Câmara dos Deputados, para abrir a CPI. E por que não faz? RABO PRESO.

    maria olimpia

    24 de setembro de 2012 às 17h49

    Nada disso. Existe uma ordem cronológica para implantação de CPI. Esse pedido já foi feito e aprovado, só aguardando chegar a sua vez.

Mario

23 de setembro de 2012 às 18h09

Tá no blog do PHA:

É o seguinte: O Roberto Jefferson foi entrevistado por um repórte da revista veja.
Só que a veja, segundo Jefferson, sacaneou com ele.

Veja mais esta da veja em

http://www.conversaafiada.com.br/pig/2012/09/23/jefferson-e-a-mentira-da-veja-ou-do-supremo/

Até tu, Bob, estás sendo sacaneado?

Responder

Mario

23 de setembro de 2012 às 18h00

TUDO É GOLPE, NADA É MAIS FORA DE PAUTA

“Jefferson desmente a revista veja e, por tabela, desmente o supremo”.

Não está razoável este meu raciocínio? Ou será que o do Barbosa é mais consistente?

É como as pessoas estão dizendo: ou se toma uma providência ou a Dilma não chega em 2014. Se chegar, não deve ganhar a eleição; se ganhar, não deve assumir; se assumir, não deve governar.

Agora, vejam esta matéria que eu li no Blog do Nassif:

” O noticiário político está pegando fogo com a disputa acirrada pelo segundo lugar na corrida eleitoral em São Paulo e com o julgamento do mensalão caminhando para a sua fase mais crítica.

Num momento de ânimos muito acirrados, a manchete da Folhade quarta-feira passada teve o efeito de uma bomba. No impresso: “Haddad diz que associá-lo a José Dirceu é degradante”. No site: “Haddad diz que é degradante ser ligado a Dirceu e Delúbio”.

Quem lesse só os títulos concluiria, como disse um leitor, que o candidato petista, num momento confessional, admitiu algo que estava entalado na garganta.

Não era isso. A campanha de Fernando Haddad tinha tentado proibir na Justiça Eleitoral uma propaganda de José Serra que afirmava que votar no adversário implica trazer de volta José Dirceu, Delúbio Soares e Paulo Maluf”.

IMPRESSINANTE, até para os otimistas que falam da beleza da nossa democracia.

Responder

José Ricardo Romero

23 de setembro de 2012 às 17h40

A oposição, PIG e judiciário não estão sendo devidamente compreendidos e avaliados pelo PT, governo e o autor deste atigo. O golpe está se dando via eleições. O PT vai perder e a oposição se fortalecer. Tudo legal, inquestionável. Imagine só se o PIG e o judiciário dariam um golpe explícito. Claro que não! Eles têm a picardia e a organização que a esquerda no Brasil sequer cogita ter. Não passou ainda pelos setores progressistas e trabalhistas deste país a urdidura do golpe, a costura feita entre os protagonistas citados acima, em nome da “democracia e da moralidade” (e quem poderá reclamar?). Não haverá o que contestar. Com o PT enfraquecido, ainda este ano o PMDB e o PSB, além do PDT, PTB e outros menores, farão com o PSDB uma frente ampla para derrotar Dilma e o PT em 2014. O resto do mandato a Dilma não poderá contar com o congresso. E porque não? O PSB traiu o PT na maior caradura! O PMDB fica sempre com quem tem a maior chance de governar. Este golpe que está sendo executado e muito bem sucedido até aqui vai destruir o PT que ainda não se deu conta do que está acontecendo. Pouca gente, aliás pelo que leio, se deu conta do projeto “institucional e jurídico” da oposição.

Responder

    sandro

    23 de setembro de 2012 às 22h49

    Amigo.
    No voto eles não ganham não.
    Lembre-se que quando estourou o dito “mensalão! tentaram derrubar o Lula, não deu. Ele foi re-eleito. A coisa já esteve bem pior ,muito pior
    na campanha da Dilma e .. não deu. Eles não vão desistir, mas creio que os
    mesmos estão com algum problema interno. Esse problema se chama “carlinhos Cachoeira. É esperar pra ver

Mailson

23 de setembro de 2012 às 17h31

TÁ NO CONVERSA AFIADA DE PHA

http://www.conversaafiada.com.br/pig/2012/09/23/jefferson-e-a-mentira-da-veja-ou-do-supremo/

Por sugestão do amigo navegante Mauricio, o ansioso blogueiro foi ao Blog do Jefferson:

“E por falar a mentira… (1)

Essa semana, logo após sair do hospital em mais uma dolorosa internação em razão de meus problemas de saúde, dei um voto de confiança e recebi em minha casa um repórter da revista “Veja”, que para lá mandou um jornalista que já era meu conhecido e por isso tinha minha confiança. A revista aproveitou-se dessa proximidade para, de novo e infelizmente, trair o voto de confiança de quem acredita que jornalistas fazem jornalismo, e produziu uma matéria pouco exata, para dizer o mínimo, e mentirosa, para dizer a verdade. O que era para ser o perfil teve metade do texto dedicado a atribuir a mim ações que não foram minhas e não existiram.

Postado por Roberto Jefferson

22/09/2012
E por falar a mentira… (2)

Assim, por falar da mentira, não custa esclarecer a verdade: a revistinha diz que eu teria confessado o recebimento de R$ 4 milhões para que meu partido, o PTB, “apoiasse o governo Lula”. Mentira! Mentira deslavada e das mais desonestas! O dinheiro que nunca neguei ter sido entregue ao partido, bem porque nunca neguei ou manipulei a verdade como é de praxe a revistinha fazer, não era nem nunca foi para comprar apoio. Era dinheiro para as campanhas eleitorais municipais que então se avizinhavam, como se avizinham a cada quatro anos. Mentira capenga e manca, porque o PTB, então, já era base de apoio do governo Lula e, por isso, não precisava ser vendido. Mentira manca, de tão curtas que são as pernas, porque o PTB nunca esteve à venda. E já que a “Veja” precisa corrigir suas letras, pode também explicar quais os “muitos casos de corrupção” que me atribuiu em mais uma frase desconexa da revista que só serve de ataque gratuito e mentiroso”.

Ou seja, a Veja não respeita nem seus informantes.

Responder

Rose SP

23 de setembro de 2012 às 17h29

Paulo Metri, li e achei seu artigo de uma clareza absoluta, fantástica, realmente é a internet que nos tem proporcionado ler as verdades que não podemos ver ou ler pelo PIG. Valeu! Demais!

Responder

Messias Franca de Macedo

23 de setembro de 2012 às 17h15

(…)
Joaquim Barbosa, no entanto, tem exibido sor¬risos irônicos e meneios de cabeça ao desmanchar argumentos dos réus. Não mostra constrangimento. Esses gestos, esgares (caretas de escárnio/zombaria), dão um toque cruel ao poder soberano do julgador.
(…)
É verdade, porém, que esse ex-procurador da República tem currículo robusto. Tem, também, uma história pessoal que mostra fôlego de maratonista em trajeto especial. Saltou obstáculos sociais e materiais.
De onde partiu, acertaria quem previsse que não iria longe. Ele frustrou as expectativas. Essa corrida de longa distância, porém, deixa marcas.
Na segunda quinzena de novembro, Joaquim Barbosa assumirá a presidência do STF.
(…)
Na pequena biografia dele registrada na Wikipédia, pode-se ler: “No mais polêmico julgamento desde que tomou posse no tribunal, votou a favor da tese de que políticos condenados em primeira instância poderiam ter sua candidatura anulada”.
Foi voto vencido. Mas a manifesta aversão ao mundo político, que o favoreceu com uma cadeira no STF, é um caminho para compreender Joaquim Barbosa. Esse rancor faz dele vítima preferencial da política.

Por Mauricio Dias – ‘Joaquim pune e sorri’
em http://www.cartacapital.com.br/sociedade/joaquim-pune-e-sorri/#todos-comentarios

República de ‘Nois’ (Quase-)Babacas – ou (Quase-)Bananas, como o PIG queira!
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Taques

23 de setembro de 2012 às 16h48

“Operação segundo turno, por Ilimar Franco

Está em curso a formação de uma força-tarefa pró-Fernando Haddad com o objetivo de levá-lo para o segundo turno em São Paulo. O PT negocia com PMDB e PDT, e pressiona o Planalto, para montar a seguinte equação: uma desistência “branca” dos candidatos do PMDB, Gabriel Chalita; e, do PDT, Paulo Pereira da Silva. Se der certo, são grandes as chances de Chalita assumir o Ministério da Educação em 2013. O atual ministro, Aloizio Mercadante, seria transferido para a Casa Civil. Candidata ao governo do Paraná, Gleisi Hoffmann voltaria ao Senado, o que lhe garante maior flexibilidade para percorrer as bases e ter contato direto com os eleitores.”

Em suma: pra levantar um poste gasta-se uma penca de ministérios. Bom esse Haddad, não???

Responder

    maria olimpia

    24 de setembro de 2012 às 18h01

    Quer saber? Isso seria o lógico e o ideal, desde o princípio. Afinal, ambos fazem parte da base aliada. Os cargos a que vc se refere não são piores do que os dado pelo cerra ao Roberto freire, raul jungmam e o resto, cargos !fantasmas”.

    Maria Izabel L Silva

    24 de setembro de 2012 às 22h55

    Fernando Haddad não é um poste. Por isso é fácil de levantar.

Messias Franca de Macedo

23 de setembro de 2012 às 16h45

Celso Bandeira de Mello desmente revista Veja

Em nota, jurista desmente nota publicada pela Veja, segundo a qual ele estaria redigindo um manifesto contra a atuação dos ministros do STF no julgamento do mensalão. “Não tomei conhecimento imediato da notícia pois não leio publicações às quais não atribuo a menor credibilidade”, disse Bandeira de Mello. E acrescentou: “não teria sentido concitar os encarregados de afirmar a ordem jurídica do País, a respeitarem noções tão rudimentares que os estudantes de Direito, desde o início do Curso, já a conhecem, quais as de que “o mundo do juiz é o mundo dos autos” – e não o da Imprensa.
Blog do Nassif
(*) Publicado no Blog do Nassif.
E repercutido em http://cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=20951

República de ‘Nois’ (Quase-)Babacas – ou (Quase-)Bananas, como o PIG queira!
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Indio Tupi

23 de setembro de 2012 às 16h39

Aqui do Alto Xingu, os indios consideram que é puro delirio supor-se que o paralegalismo ora aplicado no caso da Ação Penal sob referência será aplicado a qualquer outro partido, quanto mais o PSDB, representante emérito do capitalismo econômico-rentista neoliberal.

Também é sonho de uma noite de primavera supor-se que serão exumados os inumeráveis escândalos passados, especialmente os diversos descalabros enfileirados no que se passou a conhecer como a Privataria Tucana.

Outro delírio é supor-se que a mais do que divulgada e comprovada compra de votos para a Emenda Constitucional que permitiu a reeleição de um Presidente será alvo de qualquer averiguação do Egrégio Supremo.

Todo esses sonhos e delírios sofrem de uma deformação de perspectiva quanto ao que se constitui a chamada democracia representativa burguesa, que admite apenas oponentes domesticados desde e até quando não representem a mais mínima ameaça ao quantum que a burguesia tradicionalmente extrai de mais-valia das classes trabalhadoras, do campo ou das cidades.

O fato é que as políticas sociais do PT, que permitiram a ascensão social de cerca de 40 milhões de pessoas e que possibilitaram a elevação do salário-mínimo de US 80,00 para cerca de US 300,00, significaram uma redução algo expressiva da taxa de exploração do capital, nacional ou estrangeiro.

Essas políticas sociais se traduziram em significativa redução da taxa de desigualdade na distribuição da renda no Brasil nos últimos dez anos, como reconhecem organismos nacionais, como o IBGE e a FGV, para não mencionar organismos internacionais como a ONU-Pnud, a OCDE e até mesmo o Banco Mundial e o FMI.

Outro efeito dessa construtiva política social, que apenas resgatou parte da histórica dívida social, foi que ela praticamente quase que eliminou o protagonismo político da conservadora classe média — aliada tradicional de nossa burguesia econômico-rentista neoliberal –, protagonismo esse substituído no campo político pelas dezenas de milhões de excluídos, os quais experimentaram abrupta ascensão social, abocanhando maior fatia do excedente social, em detrimento das frações burguesas e da classe média.

A política social do PT contrariou a demanda econômica de caráter intenso vinda dos grupos econômicos e de pressão nacional e internacional que, desde os primórdios do neoliberalismo enxergam até hoje, nos direitos dos países periféricos, uma construção jurídica complexa e pouco eficaz e que impede a agilidade negocial desejada pelas demandas internacionais globalizadas contemporâneas e em “tempo real” e sem intervencionismo estatal, este minimamente ressuscitado pelo PT depois do desmanche do Estado pelos “traders” tucanos.

Por conta disso, os grupos internos do direito que desde a década dos anos 1990 vêm preparando e realizando a reforma do Poder Judiciário e do processo encaminharam a reforma das instituições jurídicas apenas para a celeridade e a eficácia, e não para a afirmação da participação e da consolidação da cidadania.

Esse processo, em escala internacional, vem esvaziando a possibilidade de direção do Estado e da democracia representativa nos rumos do direito progressista, dando à mão a grupos judiciários reconhecidamente reacionários a incumbência e o poder de tornar o direito apenas ágil e eficaz, mas — ressalve-se — na defesa da ampliação dos poderes judiciários, personificado no paralegalismo que atinge até a Instância Máxima, como se vê, de tal sorte que as forças progressistas percam pela via judicial o que conquistaram pelas legislativas e executivas.

Responder

    Mário SF Alves

    23 de setembro de 2012 às 22h58

    Nada a acrescentar à lucidez e clareza de sua análise, caro Indio Tupi. Segue o link que só confirma seu entendimento: http://www.youtube.com/watch?v=GYHMC_itckg&feature=player_embedded
    A propósito, tomo a liberdade de transcrever um comentário emitido ao contéudo/referido link.
    “Excelente!
    Documentário exibido pela TVE espanhola, que aborda a visão de dois grandes humanistas contemporâneos sobre o mundo atual: Eduardo Galeano e Jean Ziegler.
    Pode se dizer que há algo de profético em seus depoimentos, pois o documentário foi feito antes da crise que assolou os países periféricos da Europa, como a Espanha.
    A Ordem Criminal do Mundo, o cinismo assassino que a cada dia enriquece uma pequena oligarquia mundial em detrimento da miséria de cada vez mais pessoas pelo mundo. O poder se concentrando cada vez mais nas mãos de poucos, os direitos das pessoas cada vez mais restritos. As corporações controlando os governos de quase todo o planeta, dispondo também de instituições como FMI, OMC e Banco Mundial para defender seus interesses. Hoje 500 empresas detém mais de 50% do PIB Mundial, muitas delas pertencentes a um mesmo grupo. (Docverdade)”

Regina Braga

23 de setembro de 2012 às 16h37

Uma coisa é uma coisa e outra coisa é outra coisa.A coisa do Coiso fica impune…a do Pt fere ou rasga a Constituição.Como diria o Villa:quem mandou, a Presidenta ficar com o Lula.Se o Pt tivesse uma cartilha para mostrar os erros dos demotucanos e não fizessem vistas grossas a CPI da Privataria,talvez o resultado fosse outro…Mas Hibernou,dançou!Lei dos Médios,já!!!

Responder

FrancoAtirador

23 de setembro de 2012 às 15h28

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Joaquim Barbosa para pesquisador do IBGE e Gianecchini e Juliana Paes no STF

Por REINALDO AZEVEDO, NA REVISTA VEJA

Ai, ai…
Joaquim Barbosa gosta de saber o que pensa o povo? Quer se dedicar a isso? Há muitas atividades especialmente afeitas ao mister:
– pesquisador do IBGE;
– entrevistador do Datafolha;
– motorista de táxi…

Profissões da maior dignidade. E não precisa ter a Constituição e o Regimento Interno do STF na ponta da língua.
E, se a popularidade é índice de bom desempenho no STF, é o caso de tirar de lá o discretíssimo, sempre muito técnico e sabido Celso de Mello, por exemplo, e nomear Reynaldo Gianecchini. No lugar de Carmen Lúcia, Juliana Paes.

Já imaginaram? As sessões do Supremo seriam uma lou-cu-ra…

— Juliana Paes, cadê você? Eu vim aqui só pra te ver…

— Liiinnn-doo, liiinnn-dooo, liiinnn-dooo…
Saber jurídico? Pra quê? Quem é popular sabe julgar. A beleza não deixa de ser uma forma de sabedoria, não é mesmo? E seria urgente acabar com a toga, né? Ou seria um desperdício óbvio de saber jurídico.

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/joaquim-barbosa-para-pesquisador-ibge-gianecchini-juliana-paes-no-stf/

Responder

FrancoAtirador

23 de setembro de 2012 às 15h23

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“O fato que fica mais claro, a cada dia, é que Barbosa é fraco.
Muito franco.
Estou começando a concluir que o Supremo ganha quando ele tem dor na coluna.
Quanto mais ele fala, mais absurda se torna a sua fala.”

(REINALDO AZEVEDO, NA REVISTA VEJA)

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/a-arrogancia-de-joaquim-barbosa-e-espantosa/

Responder

    Messias Franca de Macedo

    23 de setembro de 2012 às 19h48

    Prezado Franco Atirador, exumar o insepulto do “titio chapeleiro” [“da ‘Veja'”] não deve ter sido tarefa fácil para você! Torço para que você tenha usado máscara e luvas descartáveis ao manipular os escritos deste lacaio “dos Civitas”!…

    Parabéns pela bravura e resignação!

    Felicidades!

    Hasta la Victoria Siempre!

    República de ‘Nois’ (Quase-)Babacas – ou (Quase-)Bananas, como o PIG queira!
    Bahia, Feira de Santana
    Messias Franca de Macedo

    Mário SF Alves

    01 de outubro de 2012 às 19h00

    Ah! Sem dúvida. Taí um gesto de pura bravura e da excelsa resignação. Mas e aí, conta aí, Franco, como é que você fez pra escapar do lixo tóxico?

FrancoAtirador

23 de setembro de 2012 às 15h12

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22/04/2009 às 21:49
JOAQUIM BARBOSA DESMORALIZOU O SUPREMO E É RETRATO E PROTAGONISTA DE UMA CRISE GRAVE

A canalha dos tontons-maCUTs está alvoroçada. Toma o ministro do Supremo Joaquim Barbosa como seu herói. Ele fez por merecer ser tomado como porta-voz, malgrado suas intenções, de um movimento organizado para desmoralizar o Supremo e seu presidente, Gilmar Mendes. Barbosa atacou, nesta quarta, seu colega de tribunal com uma virulência e uma estupidez inéditas na história da Casa. Nota: um dos filmes no Youtube está obviamente contaminado pela politicalha.
Joaquim Barbosa tem o péssimo hábito de dar pito nos seus pares. Por alguma razão não explícita nem explicitada, acredita ter licença especial para se comportar como se estivesse, sei lá, num debate de centro acadêmico, numa assembléia, num boteco, na beira do tanque. Qualquer lugar em que as pessoas podem bater boca à vontade e fazer acusações irresponsáveis, sem que precisem provar nada. Ademais, age como se tivesse um saber jurídico superior a de seus pares. E ele não tem. Não tem mesmo!!!

Por que tudo começou?

O tribunal estava analisando recursos em que se debatia se decisões sobre benefícios da Previdência do Paraná e sobre foro privilegiado tinham ou não efeito retroativo. Questões puramente técnicas. Essas decisões haviam sido tomadas na ausência de Barbosa, que estava de licença. Desconhecendo, pois, o assunto, ele afirmou que a tese de Mendes deveria ter sido exposta “em pratos limpos”. Compensava com agressividade a falta de informação.

O presidente do Supremo respondeu: “Ela foi exposta em pratos limpos. Eu não sonego informações. Vossa Excelência me respeite”. E observou que o colega faltara à sessão em que o recurso começara a ser decidido. Barbosa continuou a dar pito em todo mundo. Mendes respondeu que ele não tinha condições de dar lição de moral a ninguém

Joaquim Barbosa, então, não teve dúvida. Afirmou que Gilmar Mendes está “destruindo” o Judiciário brasileiro”, convidou-o a sair “às ruas” e afirmou que o presidente do Supremo não estava falando com seus “capangas no Mato Grosso”.

Vamos ver:
– Mendes está empenhado, ao contrário do que diz Barbosa, em preservar o Estado de Direito da ação de aventureiros que acreditam que podem fazer justiça com as próprias mãos ou com a própria toga.

– Ministro do Supremo que “ouve as ruas” deve dirigir táxi, não ter assento na máxima corte da Justiça brasileira. Um ministro do Supremo deve ouvir apenas a lei e o que está nos autos. Quem “ouve as ruas” é a política. Se um ministro do Supremo faz isso, adere ao populismo vagabundo.
– Joaquim Barbosa está obrigado a provar, como ministro do Supremo, que seu colega tem “capangas”. Se Mendes tem capangas e Barbosa tem as provas, então está prevaricando. Sua função o obriga a agir legalmente, não a fazer acusações irresponsáveis.

Noto, ademais, que essa acusação de Joaquim Barbosa é nota corrente em setores do subjornalismo a soldo de um projeto político, ligados a um partido. Joaquim Barbosa fez-se porta-voz dessa turma, a escória da imprensa e da política brasileiras.

É o primeiro espetáculo que este senhor protagoniza? Não! De memória, lembro de agressões verbais, em termos obviamente inaceitáveis, contra Marco Aurélio de Mello, Eros Grau, Maurício Corrêa (ex-ministro) e, claro, contra o próprio Mendes.

O relator do mensalão
Joaquim Barbosa ganhou projeção como relator do processo sobre o mensalão. Fez ali a coisa certa, de acordo, diga-se, com o que ia nos autos. Ter acertado nesse caso, no entanto, não lhe confere licença para agir ao arrepio das regras e do decoro. E também da lei.

Com o bate-boca protagonizado por este senhor nesta quarta, também o Supremo atinge o ponto mais baixo, creio, de sua história. No post seguinte, transcrevo o bate-boca. Não confiem em versões editadas que andam por aí, em que a agressividade de Barbosa parece mitigada, restando apenas seu suposto heroísmo.

Heroísmo nada!

Joaquim Barbosa agrediu uma instituição chamada Supremo Tribunal Federal.

Por Reinaldo Azevedo

http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/joaquim-barbosa-desmoralizou-supremo-retrato-protagonista-uma-crise-grave/

Responder

    Mário SF Alves

    23 de setembro de 2012 às 23h11

    O quê?!! Pelo visto, nem os intectuais orgânicos da Casa Grande o respeitam. Das duas uma, ou esses “intectuais” estão defasados em relação à dinâmica de seu próprio neoconservadorismo, ou… o preconceito contra o relator é maior do que a própria razão de estado. De estado de fato, claro. O mesmo estado de fato, cuja horrorosa face nos apequenou de 64 a 83.

jaime

23 de setembro de 2012 às 15h11

“É óbvio que não podemos retirar os créditos merecidos da mídia caluniosa. As televisões, onde a grande massa brasileira obtém informações, não divulga os verdadeiros fatos, deforma a realidade com versões deturpadas, ludibria, mente, enfim, prejudica a sociedade e está sempre a serviço do capital.”
Alguém tem que contar isso para a Dilma ou para o Bernardo.

Responder

FrancoAtirador

23 de setembro de 2012 às 14h58

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A prisão de Dirceu, a cassação de registro do PT e a condenação de Lula

serão suficientes para aquietar a Oligarquia Famigliar Máfio-Midiática ?

Ou ainda será preciso destituir a Presidente da República Dilma Rousseff?

Sim, porque ela foi eleita com o apoio de bandidos corruptos e ladrões e,

à exceção do PSDB, do DEM e do PPS, com dinheiro sujo de todos os partidos

e seu governo tem o voto de parlamentares que se vendem por coisa alguma.

O próximo julgamento do século já foi agendado para o 2º semestre de 2014?
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Responder

aecio

23 de setembro de 2012 às 14h24

bem feito para o pt se acorvadou em nao intimar o civita,agora toma na cabeca para aprender.

Responder

FrancoAtirador

23 de setembro de 2012 às 13h50

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O STF em dois tempos

Por Marcos Coimbra, no Luis Nassif OnLine

Os dois mais importantes julgamentos políticos do Supremo Tribunal Federal (STF) desde a redemocratização estão separados por quase vinte anos.

E por uma distância ainda maior no modo como em relação a eles o Tribunal se portou.

Em dezembro de 1994, em quatro sessões, julgou a Ação Penal 307. Eram 9 acusados, sendo o primeiro o ex-presidente da República, Fernando Collor. Na mesma Ação, estavam Paulo César Farias e Cláudio Vieira, respectivamente tesoureiro de campanha e antigo secretário particular do ex-presidente. Com eles, assessores e secretárias.

De agosto para cá – e com perspectiva de atravessar outubro -, o STF está julgando a Ação Penal 470, sobre o “mensalão”. Nela, os acusados são 38.

Não há um ex-presidente entre os réus – e não por falta de esforço dos oposicionistas mais combativos, especialmente os pitbulls da mídia conservadora. Como estariam felizes se Lula tivesse sido envolvido!

Mas há, na 470, figuras estelares do PT, entre as quais uma das mais expressivas lideranças de sua história, José Dirceu. Constam também deputados de vários partidos, além de pessoas que, como na 307, nada mais seriam que coadjuvantes.

Dos 11 ministros que compunham a Corte em dezembro de 1994, apenas dois ainda permanecem. Um não votou, no entanto, na decisão da 307. Por ter parentesco com Collor, Marco Aurélio Mello se disse impedido.

O STF de 1994 resolveu ser célere e discreto, considerando a gravidade do que tinha a decidir e levando em conta que o País não ganharia se o julgamento se estendesse e fosse espetaculoso.

Nada de sessões televisionadas, de votos intermináveis frente às câmaras, de entrevistas no final do dia.

Sob a presidência de Octavio Gallotti, os ministros de 1994 evitaram que o julgamento ocorresse em plena época eleitoral. Deixaram terminar a eleição geral de outubro e só depois iniciaram os trabalhos.

Devem ter avaliado que seria equivocado forçar a coincidência do julgamento com a eleição, por menor que fosse o risco de que ele interferisse nas decisões do eleitor. Um partido poderia ser beneficiado e outro prejudicado, o que aqueles ministros entenderam ser inaceitável.

O julgamento da Ação 307 aconteceu em ambiente de opinião pública semelhante ao que temos atualmente, porém muito mais intenso: a vasta maioria das pessoas tinha certeza que Collor era culpado e estava disposta a ir às ruas para dizê-lo. Hoje, nem com os mais veementes esforços da oposição saem de casa.

O Supremo de 1994 estava errado quando julgou a Ação Penal 307 com rigor técnico? Quando exigiu que a denúncia da Procuradoria Geral da República (PGR) provasse tudo que alegava contra os réus? Quando considerou improcedente a acusação contra Collor, por não haver prova sólida e por não ter sido demonstrado um ato de ofício que tivesse praticado e que significasse crime de responsabilidade?

Terá sido um erro daqueles ministros “frustrar” o sentimento da opinião pública, que “exigia” a “punição exemplar” do ex-presidente? Ou foram corajosos ao afrontá-la, mostrando que as “certezas” de momento são irrelevantes e que a lei deve sempre ser obedecida?

Em retrospecto, percebemos em quanto o Brasil saiu maior da decisão daqueles ministros.

Enquanto vemos os malabarismos dos de agora para ajustar a realidade à denúncia da PGR, enquanto inovam no Direito para “responder” aos “anseios da opinião pública”, enquanto obsequiosamente cumprem o script que a mídia conservadora escreveu, é um alívio lembrar o Supremo de então.

E acreditar que outros virão.

http://www.advivo.com.br/categoria/autor/marcos-coimbra

Responder

FrancoAtirador

23 de setembro de 2012 às 13h39

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SE A MÍDIA EMPRESARIAL NÃO TEM INFLUÊNCIA NESSE JULGAMENTO DO STF,

POR QUE O MINISTRO-REVISOR DA AP 470 (“Mensalão do PT) RICARDO LEWANDOWSKI

LIGOU PARA MERVAL PEREIRA, DA REDE GLOBO, PARA COBRAR E DAR EXPLICAÇÕES?
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Lewandowski se explica a Merval
Enviado por luisnassif, dom, 26/08/2012 – 23:22

Por Alberto Porem Jr.
Atualizado às 23:22
Re: As Fatias do Ministro
Bom dia Nassif e comentaristas.

Causa-me indignação esta subordinação do STF à mídia. MInistro tem que telefonar para colunista para dar explicações? Até onde vamos? Segue ao texto:

Por Lucienne

“Eu iria fazer meu voto por ordem da denúncia, assim como foram feitas as sustentações orais, e não por ordem alfabética como você escreveu já duas vezes.”

Ele não ligou para justificar nada, Lewandowski ligou para exigir que o jornalista corrigisse uma informação falsa.

Vocês estão patrulheiros demais, qual é, gente, segura essa onda!

De O Globo

As razões de Lewandowski, por Merval Pereira

“Sou juiz há 22 anos, professor titular da Universidade de São Paulo, tenho uma história, vou julgar de conformidade com os autos, vou absolver alguns, condenar outros vários.” Quem diz isso ao telefone é o ministro Ricardo Lewandowski, revisor do processo do mensalão, um dia após ter sido criticado, inclusive por mim, pelo voto absolutório dado ao ex-presidente da Câmara, o petista João Paulo Cunha.

Ele telefonou para esclarecer um ponto específico de seu voto, apenas para que eu não repetisse a informação errada: “Eu iria fazer meu voto por ordem da denúncia, assim como foram feitas as sustentações orais, e não por ordem alfabética como você escreveu já duas vezes.”

Lewandowski revela então que começaria pelo ex-ministro José Dirceu, depois pegaria o núcleo político. “É um processo extremamente complexo, ninguém é perfeito, pode ter erro, mas estou procurando fazer o melhor possível.”

Nenhuma queixa pelas críticas que tem recebido: “A democracia é isso, a liberdade de imprensa é isso, eu aqui sempre defendi com unhas e dentes a liberdade de imprensa, fui contra a Lei de Imprensa, contra o diploma de jornalista.”

Ele apenas admite que se “aborreceu um pouco” com a mudança de metodologia de apresentação do voto, pois trabalhou “durante meses e meses com uma certa lógica” e de repente “peguei meu voto e tive que cortar”.

Como é professor universitário, e não só fez várias teses como participou de várias bancas, Lewandowski gosta de frisar que é “muito cioso” sobre “a questão da lógica, da correção doutrinária, da citação bibliográfica correta”.

Com a mudança de metodologia, ele diz que, juntamente com sua equipe, está trabalhando quase todo dia até meia-noite. Mas ele ressalta que, “se há três juízes aqui mais chegados, mais próximos, somos eu, o Joaquim (Barbosa) e o (Ayres) Britto. Agora uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. São teses que nós defendemos”.

Talvez tenha tréplica na reunião de segunda-feira, talvez não, desconversa. E explica porque o raciocínio que valeu para condenar Henrique Pizzolato não valeu para Cunha. “A questão do João Paulo Cunha tem nuances, e você vai ver que cada réu que é acusado de lavagem de dinheiro, dentro das circunstâncias específicas em que ele sacou, vai ter uma solução”, explicou, reforçando a ideia que já antecipara no julgamento quinta-feira, quando ressaltou que, ao contrário de outros réus, que enviaram até garçons e contínuos para pegar o dinheiro, Cunha havia mandado a própria mulher, o que a seu ver demonstra que agira às claras.

“Cada caso é um caso que vou me reservar a estudar.” Em outros casos, diz, pode haver o dolo eventual, a pessoa tinha que ter desconfiado que o dinheiro poderia ser ilícito.

Lewandowski diz que procura ser “muito coerente, na idade que a gente tem, é preciso poder dormir bem com o travesseiro, por que, se não, fica complicado”. Ele lembra que há 22 anos, quando entrou na alçada criminal e começou a condenar, “não dormia direito”, e ressalta que “a única salvação de um juiz é se ater à técnica”.

O caso de Cunha pode caracterizar “um outro crime”, mas alega que isso “não está na denúncia”. Nesse caso, afirma ele, “me pareceu que, embora o dinheiro tivesse vindo da SMP&B, em sendo um crime eventualmente eleitoral (também não estou afirmando isso), não ficou caracterizada a lavagem do dinheiro”.

Pode ser crime eleitoral, ou até tributário, mas, no entender de Lewandowski, não se encaixou naquele tipo de lavagem, “e os tipos penais são muito estritos, e não se pode inventar em matéria penal porque, se não, vamos viver num estado arbitrário, e o juiz está muito jungido, adstrito ao tipo penal”.

Lewandowski diz que “houve crimes graves, e quem os cometeu vai ter de pagar mesmo”. Nos casos divergentes, como o de Cunha, em que ele absolveu, e o relator Joaquim Barbosa condenou, “o plenário vai dizer, e o plenário tem sempre razão”.

De minha parte, mesmo ele não tendo reclamado, depois da conversa franca e educada com o ministro Ricardo Lewandowski, espero ter me precipitado ao afirmar que ele agia assim para ajudar os réus políticos, especialmente os petistas.

Vamos aguardar para ver como o ministro revisor distribuirá sua justiça.

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/lewandowski-se-explica-a-merval

Responder

alex

23 de setembro de 2012 às 13h22

NÃO LEIO PUBLICAÇÕES ÀS QUAIS NÃO ATRIBUO A MENOR CREDIBILIDADE”

Leia a declaração de Celso Antônio Bandeira de Mello.

Uma notícia deslavadamente falsa publicada por um semanário intitulado “Veja” diz que eu estaria a redigir um manifesto criticando a atuação de Ministros do Supremo Tribunal Federal no julgamento da ação que a imprensa batizou de mensalão e sobremais que neste documento seria pedido que aquela Corte procedesse de modo “democrático”, “conduzido apenas de acordo com os autos” e “com respeito à presunção de inocência dos réus”. Não tomei conhecimento imediato da notícia, pois a recebi tardiamente, por informação que me foi transmitida, já que, como é compreensível, não leio publicações às quais não atribuo a menor credibilidade.

No caso, chega a ser disparatada a informação inverídica, pois não teria sentido concitar justamente os encarregados de afirmar a ordem jurídica do País, a respeitarem noções tão rudimentares que os estudantes de Direito, desde o início do Curso, já a conhecem, quais as de que “o mundo do juiz é o mundo dos autos” – e não o da Imprensa – e que é com base neles que se julga e que, ademais, em todo o mundo civilizado existe a “presunção de inocência dos réus”.

FONTE: http://www.advivo.com.br/luisnassif?page=1

Responder

    FrancoAtirador

    23 de setembro de 2012 às 15h04

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    A questão é que, todo sábado, 100 milhões a “leêm” no Jornal Nacional.
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Marcelo de Matos

23 de setembro de 2012 às 13h21

Concordo que nosso Pretório Excelso está sendo assaz rigoroso com políticos, publicitários e até banqueiros, como nunca sói acontecer, ou, como diria Lula, como nunca ocorrera antes na história desse país. É preciso não esquecer que o STF é uma corte política, e essa, como disse Magalhães Pinto: “é como nuvem. Você olha e ela esta de um jeito. Olha de novo e ela já mudou”. Essa nuvem ora perseguida pela Suprema Corte logo se dissipará. Dela não ficará nenhum vestígio. Fazendeiros do ar, como diria Drummond, nossos ministros perscrutarão outras nuvens, nunca em céus que não sejam petistas, como sói acontecer. O ministro Celso Mello disse recentemente, entre outras coisas, sobre a missão do STF: “Incumbe ao STF repelir condutas governamentais abusivas, neutralizar qualquer ensaio de opressão estatal e nulificar os excessos do Poder e os comportamentos desviantes de seus agentes e autoridades”. A CF garante o pluripartidarismo, mas, para inglês ver: todos devem rezar pela cartilha da elite.

Responder

Carlos Ribeiro

23 de setembro de 2012 às 13h11

“De quem depende a CPI da Privataria?”

Eu acho que do Marco Maia.Imaginem se fosse o contrário.

Responder

nilcemar

23 de setembro de 2012 às 13h11

Senhor Paulo, concordo com sua avaliação, é bem assim “de golpe em golpe”. Mas acho que nesse de golpe em golpe eles vão dando passos e decidindo. Neste do “mensalão” tinham ( ou têm ainda ) uma expectativa muito grande. Jogam balões de ensaio. Primeiro, a manifestação de FHC, falando da “herança maldita”, a presidente respondeu, posicionando-se favor de Lula. Depois, sua menção por JB, ela posicionou-se novamente, corrigindo a interpretação de seu depoimento. Se ela não respondesse nada era um sinal verde, eles iriam mais açodadamente em direção ao desfecho. Esse fantasma sempre rondou e sempre rondará nossa história. Difícil contê-los, mesmo que já desmascarados por várias investigações da PF e Privataria Tucana. Todos temem a desestabilização que fatos de tal ordem podem provocar. Trata-se de um dilema: se o PT não estivesse no poder pleitearia por isso, mas não teria chance de conseguí-lo. Se está no poder, pode, teoricamente, mas compromete a estabilidade das instituições democráticas.

Responder

FrancoAtirador

23 de setembro de 2012 às 13h10

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ESTADÃO:
Decisão do STF deve refletir em outros “mensalões”, do DEM e do PSDB

(http://www.em.com.br/app/noticia/politica/2012/09/21/interna_politica,318833/decisao-do-stf-deve-refletir-em-outros-mensaloes-do-dem-e-do-psdb.shtml)

!!! MENTIRA !!!

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No chamado “mensalão mineiro” (o deles é mineiro, não é tucano)

os únicos réus que serão julgados pelo Supremo Tribunal Federal,

são os dois que atualmente exercem mandatos parlamentares federais,

e, ainda assim, em ações penais distintas, porque desmembradas:

o deputado federal Eduardo Azeredo (PSDB-MG), na AP 536, e

o senador Clésio Soares de Andrade (PMDB-MG), na AP 606.

Os outros 13 acusados, inclusive Marcos Valério e os sócios,

estão sendo processados na 1ª Instância da Justiça Federal.

Além disso, O PROCURADOR-GERAL DA REPÚBLICA, ROBERTO GURGEL,
NÃO OS ACUSOU DOS CRIMES DE CORRUPÇÃO E FORMAÇÃO DE QUADRILHA.

http://webcache.googleusercontent.com/search?q=cache:RbLQAzWMiYMJ:www.stf.jus.br/portal/processo/verProcessoTexto.asp%3Fid%3D2602304%26tipoApp%3DRTF+&cd=2&hl=pt&ct=clnk&gl=b

Responder

    FrancoAtirador

    23 de setembro de 2012 às 13h18

    .
    .
    Detalhe:

    A DECISÃO DO STF NA AÇÃO PENAL 470 (“Mensalão do PT”)

    NÃO TERÁ EFEITO VINCULANTE NOS DEMAIS TRIBUNAIS.

    O “Mensalão do DEM”, por exemplo, está sendo julgado no STJ

    e poderá ter resultado totalmente diverso do que esse do STF.
    .
    .

    Fabio SP

    23 de setembro de 2012 às 17h40

    Então é porque eles não são culpados…!!!!

    FrancoAtirador

    23 de setembro de 2012 às 23h17

    .
    .
    Todos são inocentes até que seja PROVADA sua culpa.

    Exceto se forem petistas, pobres, pretos e putas.
    .
    .

    SILOÉ-RJ

    23 de setembro de 2012 às 23h54

    Obrigada Franco, como sempre esclarecendo a fundo as matérias mais polêmicas.


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