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Diário da Resistência


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Patrícia Rodsenko: Brutalidade da PM paulista e mentira na TV


18/05/2014 - 20h59

Como diria um blogueiro que justifica a repressão: “Quem mandou ela estar na rua?”

Por Patrícia Rodsenko, no Facebook

É com tristeza e indignação que venho compartilhar com vocês como me tornei recentemente mais uma das vítimas do nosso fracassado sistema de segurança pública. Na última quinta-feira, 15 de maio, enquanto voltava para casa durante os protestos que tomavam a Avenida Paulista e a Rua da Consolação, fui brutalmente atingida por um dos armamentos que a Polícia Militar do Estado de São Paulo tem usado para conter manifestantes e, como ocorreu comigo, qualquer outra pessoa que esteja ao alcance de suas ações desmedidas e injustificáveis.

Após sair de um cinema com uma amiga na Rua Augusta, fomos para um café ali perto e aguardamos um pouco. Quando a manifestação já parecia ter se dispersado, fomos para a Rua da Consolação pegar nosso ônibus.

Foi nesse pequeno trajeto que tudo aconteceu. Enquanto um grupo de manifestantes tentava se reunir novamente, duas viaturas policiais subiram no sentido oposto atirando bombas e outros dos seus artefatos “não-letais”.

Ouvi dois grandes estouros e logo depois senti uma pancada muito forte no meu rosto, na região dos olhos. Sem entender direito o que havia acontecido, percebi apenas que eu sangrava muito. Minha roupa estava cheia de sangue e eu não conseguia mais abrir meu olho esquerdo. Fui socorrida por minha amiga, cuja presença foi inestimável, e por pessoas que estavam na rua no momento. Alguns médicos que participavam de uma conferência num hotel próximo ao Metro Paulista também me deram os primeiros socorros. A todos gostaria de agradecer imensamente pela solidariedade.

Pensei que ficaria cega, mas por absoluta sorte meu olho não foi atingido. Concluí depois que, infelizmente, a sorte é muitas vezes a única coisa que nos protege da violência policial. Tive “apenas” o nariz quebrado e, segundo o relato médico que tive ao ser atendida no Hospital das Clínicas, uma lesão no osso abaixo dos olhos. E eis o resultado de mais uma ação policial: alguns pontos no rosto, anti-inflamatórios que não consegui adquirir pelo sistema público de saúde, uma cirurgia que farei nesta semana para reparar meu nariz e, o que talvez mais me dói como cidadã brasileira, mais um profundo golpe nos nossos direitos. Em nome da ordem pública e da preservação do patrimônio, se ignora outro dever constitucional do Estado em matéria de segurança pública: a proteção da integridade e da incolumidade das pessoas.

Por que tanta repressão arbitrária? Por que tanto despreparo, tanta violência? Para impedir manifestantes radicais de danificarem bancos e lojas, a polícia atira assumindo o risco de cegar alguém aleatoriamente? Não há inteligência policial para evitar excessos sem pôr em risco a vida de todos nós? É mesmo essa a policia que foi instituída como um dever do Estado para proteger a população? Uma polícia que atira no meu rosto é uma polícia que nos põe em dúvida com relação ao seu próprio sentido de existir!

Não pretendo entrar na discussão política sobre os gastos com o Mundial da FIFA, a qualidade dos serviços públicos no Brasil ou o verdadeiro nível de democracia em nosso país. Essas são discussões extremamente importantes, mas que ficam ofuscadas quando nosso direito básico de ser protegido pelo Estado se transforma na possibilidade de ser atacado por ele arbitraria e brutalmente.

Como um direito humano fundamental, o verdadeiro sentido da segurança jamais será o de uma prerrogativa do Estado para se defender de críticas e dos seus opositores, mas um direito que todas as pessoas têm de não se sentirem vulneráveis em relação à violência de quem quer que seja.

Como alguns de vocês sabem, moro numa das regiões mais pobres da cidade mais rica do país. Aqui, cada pessoa que sabe da violência que sofri me aconselha a não seguir adiante com meu testemunho e a não buscar reparação judicial pelo que estou sofrendo. Infelizmente, as pessoas (e a minha mãe talvez mais que todos) temem que eu possa ser alvo de retaliações policiais.

Até quando seguiremos nos sentindo vulneráveis e impotentes diante da violência? É dessa outra segurança, aquela que nos permite não ser refém do medo, que precisamos para nos tornarmos um dia a sociedade que desejamos ser. É dessa outra segurança que eu e os vários jovens brasileiros que sofrem nas periferias do país precisamos. É dessa segurança que precisam inclusive os policiais que cometem esses atos totalmente descabidos e lamentáveis, moradores que são eles também dessas mesmas periferias abandonadas pelo poder público.

Pelos jornais, pude ver que na última quinta-feira, quando fui vítima do despreparo policial, o Brasil assistiu a dezenas de manifestações em várias cidades do país. Eu não estava na manifestação que ocorreu aqui em São Paulo, mas sou totalmente a favor da população se reunir e expressar suas insatisfações com o Estado. Quantas vezes forem necessárias.

Não é um favor o que os governos fazem ao deixar a população ir às ruas se expressar. É uma obrigação! A liberdade de expressão é um direito do cidadão, não é? Está na constituição, não está? Por mais que se tente, não posso culpar qualquer manifestante “radical” pelo que me ocorreu. A polícia precisa aprender a lidar com eles, com todos os outros manifestantes e não manifestantes sem abandonar outros valores fundamentais para todos nós. Sairemos crescidos desse momento político se formos capazes desse gesto.

Ontem, assisti no jornal de maior audiência do país que a Secretaria de Segurança de São Paulo desmentiu a “mulher ferida em protesto”. Eu, Patrícia Rodsenko, já apenas mais uma pessoa na estatística da violência, estava enganada quando imaginei ter sido atingida por uma bala de borracha disparada pela PM.

A Secretaria afirmou em nota que garantiu zelosamente o direito à livre manifestação e que balas de borracha não foram usadas em nenhum momento no protesto. Não pretendo entrar numa discussão semântica sobre qual o nome do artefato que atingiu meu rosto na última quinta-feira. O fato inegável é que, sendo estilhaço de bomba ou bala de borracha, esse objeto quebrou meu nariz e por pouco não me cegou.

O sangue que permanece insistente na roupa que usava no dia é inegável e foi resultado de uma violência cometida em nome e sob a responsabilidade desta mesma Secretaria de Segurança. No meio dessa disputa com a opinião pública para mudar de nome os mesmos gestos injustificáveis, me pergunto apenas porque o Estado de São Paulo teria aceitado do Governo Federal em março desse ano 314 kits com armas de balas de borracha para combater protestos na Copa deste ano. Afinal, a Secretaria de Segurança diz não fará qualquer uso deles.

Leia também:

Leandro Fortes: Na guerra da Folha contra Lula, malabarismo





30 comentários

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flavio jose

22 de maio de 2014 às 06h50

Estava no local errado e na hora errada. Infelizmente estas provocações efetuadas pela extrema direita e preparação para derrubar Dilma. Quanto aos gastos da copa e expressão está errada. Na realidade o correto é investimentos para a copa que vai deixar milhões de dólares entrado no Brasil pois o copa dá e esta dando lucros financeira do Brasil. Esta visão de prejuízo faz parte da propagando mentirosa dos traidores da pátria que querem que o Brasil volte a ser colônia dos EUA pois estão dispostos a vender por preço de bananas a Petrobras, Banco d Brasil, Caixa Econômica, DNDES aos as multinacionais. Acorda Brasil enquanto é tempo.

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mineiro

20 de maio de 2014 às 14h27

cade o meu comentario que postei nessa materia que ate agora nao apareceu? ai nao da ne.

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Vinicius Garcia

20 de maio de 2014 às 10h40

A polícia é educada para um papel repressor e usar de mentiras também faz parte de sua conduta, tudo pela justificativa de impor e defender a ‘ordem pública’, mas o que dizer de um grupo de coxinhas que mal lota um saguão de hotel e se infiltra em manifestações. Ficam invisíveis?

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    Julio Silveira

    20 de maio de 2014 às 13h51

    Coxinhas ou não, você já induz uma necessária resposta, que eu discordo. Até embasado no que você mesmo informa. POUCOS coxinhas, exercendo sua critica, não se tornam obrigatoriamente merecedores de uma grande violência por parte do estado, apenas por pensarem ou agirem contrariamente ao que possamos acreditar. Ditadores buscam amparar suas decisões totalitárias em pensamentos como esse que você sugere.

Julio Silveira

20 de maio de 2014 às 08h15

Acho deprimente o comportamento de alguns que preferem olhar para o lado, justificando a barbarie do estado.m Justificando isso com uma tentativa de desqualificar o testemunho baseando tudo numa farsa da autora da denuncia. Procuram isso com base em procedimentos de conduta que eles, os criticos, avaliam que ela deveria ter tomado, se não tomou é culpada ou pelo menos não é merecedora de credito. Ora, ora, até parece que vivem em país que uma simples reclamação em orgão publico, teoricamente competente, é garantia de investigação séria e solução do problema. Outros vislumbram um vicio na denucia baseados numa pretensa intenção da autora, provavel ou improvavel não importa, baseanse numa intençào da vitima de associar-se a interesses anti copa e com isso estar atendendo a uma logica politica que não os atende neste momento. Falem sério, não nos tornemos o bando de hipocritas que não apreciamos do outro lado. A cidadã, em qualquer circunstancia, é vitima. Mesmo se estivesse contra a copa, o que eu não concordo, não mereceria receber do estado esse aparato de repressão que reputo serem destinados a animais, não a pessoas exercendo suas prerrogativas constitucionais, ainda que não concordemos com a reivindicação. Pessoas não são animais, ainda mais quando exercem uma prerrogatva exclusivamente humana, que vem a ser reivindicar, demonstrar sua insatisfação com algo, não somos robos, mas certamente muitos prefeririam fossemos, para obedecer uma programação e desligar a um toque de botão. Denuncias, criticas, só não são bem aceitas por pessoas que avaliam o semelhante com grau de inferiridade humana, o que lhes permitem ser arvorar em uma superioridade que é inexistente, ainda que sua posiçao social possa lhe inspirar tal situação, mas isso é um engano é justamente o contrario, a obrigação do servidor é entender que servem, a pessoas antes de tudo.

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Celso Carvalho

20 de maio de 2014 às 00h25

Minha total solidariedade a você, Patrícia. Que se recupere logo fisicamente, embora seja impossível esquecer esse momento de brutalidade que diariamente os brasileiros são vítimas. Ninguém teve coragem até o momento de desarticular essas polícias que herdamos da ditadura, que desrespeita o cidadão e o ataca como inimigo. Os governos estaduais são responsáveis por esses policiais, mas isso não significa que o governo federal está isento de responsabilidades. Todos os dias casos como o seu, muitas vezes com desfecho mortal, são vivenciados pelos brasileiros. Para que serve uma Secretaria de Direitos Humanos da presidência da república?
Semana passada assisti a um candidato supostamente progressista ao governo de SP fazer elogios à PM. Isso não é possível.

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FrancoAtirador

19 de maio de 2014 às 22h18

“Ontem, assisti no jornal de maior audiência do país
[supõe-se que ainda seja, infelizmente, o Jornal Nacional da Rede Globo de Televisão]
que a Secretaria de Segurança de São Paulo desmentiu a ‘mulher ferida em protesto’.

Eu, Patrícia Rodsenko, já apenas mais uma pessoa na estatística da violência, estava enganada quando imaginei ter sido atingida por uma bala de borracha disparada pela PM.

A Secretaria afirmou em nota que garantiu zelosamente o direito à livre manifestação e que balas de borracha não foram usadas em nenhum momento no protesto.

Não pretendo entrar numa discussão semântica sobre qual o nome do artefato que atingiu meu rosto na última quinta-feira.

O fato inegável é que, sendo estilhaço de bomba ou bala de borracha, esse objeto quebrou meu nariz e por pouco não me cegou.

O sangue que permanece insistente na roupa que usava no dia é inegável e foi resultado de uma violência cometida em nome e sob a responsabilidade desta mesma Secretaria de Segurança.”
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Vídeo

Mulher é atingida pela PM e tem fratura na face

(http://www.youtube.com/watch?v=K7wRpfjNQzw)

(http://www.jb.com.br/pais/noticias/2014/05/16/mulher-atingida-pela-pm-durante-ato-contra-a-copa-tem-fratura-na-face)
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Responder

    FrancoAtirador

    19 de maio de 2014 às 23h27

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    .
    Como diria um blogueiro da Veja
    que justifica a repressão:

    ‘Quem mandou ela estar na rua?’
    .
    .
    ATO INSTITUCIONAL Nº 5, DE 13 DE DEZEMBRO DE 1968.

    Art. 5º – A suspensão dos direitos políticos, com base neste Ato, importa simultâneamente, em:
    […]
    II – suspensão do direito de votar e de ser votado nas eleições sindicais;

    III – proibição de atividades ou manifestação sôbre assunto de natureza política;

    IV – aplicação, quando necessária das seguintes medidas de segurança:

    a) – liberdade vigiada;

    b) – proibição de freqüentar determinados lugares;

    c) – domicílio determinado.

    § 1º – O ato que decretar a suspensão dos direitos políticos poderá fixar restrições ou proibições relativamente ao exercício de quaisquer outros direitos públicos ou privados.
    […]
    (Promulgado pelo presidente [SIC] marechal Artur da Costa e Silva.
    Rio de Janeiro, 13 de dezembro de 1968.
    Serviço Nacional de Informações (SNI)/Arquivo Nacional.)

    (http://revistaacervo.an.gov.br/seer/index.php/info)
    (http://revistaacervo.an.gov.br/seer/index.php/info/issue/view/44)
    (http://revistaacervo.an.gov.br/seer/index.php/info/article/view/682)
    (http://revistaacervo.an.gov.br/seer/index.php/info/article/view/682/552)
    .
    .

    FrancoAtirador

    20 de maio de 2014 às 01h05

    .
    .
    PM não usou bala de borracha?

    Sabe de nada, inocente!

    (http://www.youtube.com/watch?v=Jwaw-eHhcl8)
    (http://youtu.be/Jwaw-eHhcl8)

Maia

19 de maio de 2014 às 20h25

O fato dela não ter dado queixa é sinal, pra mim, de que não tem prova alguma que foi mesmo a polícia.

Responder

Jair

19 de maio de 2014 às 20h21

Concordo com a galera abaixo. Quem sabe de onde partiu a pedra, estilhaço ou bala de borracha que feriu a moça? Também achei o texto muito cuidado e editado pra quem tá com o olho ferrado. Parece um texto padrão que já fica pronto e só se acrescentam as modificações necessárias pra caber direitinho na boca de qualquer militante que se fira. Sei lá, posso estar errado mas o texto é panfletário demais.

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francisco pereira neto

19 de maio de 2014 às 19h20

Pois é Patrícia, você precisou usar o facebook para se indignar com o vandalismo da PM.
O Viomundo, democraticamente reproduz o seu testemunho como vítima de um ato brutal e covarde da PM.
Como você mesma diz, a Secretaria de Segurança “garante” que não foram usadas balas de borracha, mas o fato concreto é que você foi agredida covardemente.
Alguém da grande mídia teve o capricho de pescar na internet esse seu desabafo?
Tenho a certeza que se você encaminhasse esse seu relato e as imagens, o Viomundo publicaria da mesma forma.
O mesmo, com certeza, a grande mídia não faria, até porque ela foi a organizadora e condutora da baderna que vitimou você.

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Arnaldo

19 de maio de 2014 às 16h28

Acho que há caroço nessa azeitona: o texto parece ser um libelo escrito por jornalista de partido com a mesma lenga-lenga de sempre contra a Copa, governo e PMs. Quem tem um olho no estado que a Patrícia – que foi socorrida por um dirigente do PSTU (e isso ela surpreendentemente não nos conta) – apresenta não conseguiria sequer ler o que escreve, muito menos escrever um texto tão longo. A ideia é a seguinte: o texto já estava pronto, ela estava sim no protesto e bastou adaptá-lo à circunstância específica para usá-lo politicamente. Em todos os atos há PMs e militantes/manifestantes feridos, bastaria mudar um pouco algumas palavras e lançar o texto dizendo, é lógico, que ela não estava na manifestação para dar uma impressão de brutalidade total desnecessária. Garanto que se puxar o fio, vão achar a conexão dela com algum dos dois ou três partidos que organizaram o protesto – ou alguém também acha que isso era espontâneo? No canal de vídeo dela no Youtube ela publica vídeo em que cobram que soltem pessoas de partidos que ocuparam a USP no ano passado. E a manezada divulga e compartilha como gado, enganado por eles.

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    Julio Silveira

    19 de maio de 2014 às 17h49

    É pode ser, mas será que ela não pode ser realmente uma vitima? Afinal meu caro, o estado tem antecedentes.

Julio Silveira

19 de maio de 2014 às 16h17

Isso significa a visão que o estado, e seus representantes, tem de seus cidadãos. Somos todos uns problemas para a rotina e o bom andamento de sua administração. Para eles seria excelente se pudéssemos ser robôs.

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Urbano

19 de maio de 2014 às 15h20

Salvaguardando-se uma minoria, o artefato mais letal de um PM vem a ser ele mesmo…

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henrique de oliveira

19 de maio de 2014 às 15h07

Concordo quando voce diz que todos temos o direito constitucional de nos manifestarmos , mas manifestação não pode ser confundida com bandalheira de meia duzia de coxinhas , com a destruição de bens públicos ou particulares , como voce acha que devem ser tratados os idiotas que tacam fogo num fusquinha com a famila dentro? como não descer o cacete nesses moleques que quebram ponto de ônibus em busca de um transporte melhor?
Voce passou por maus momentos , mas a culpa disso não é da PM e sim dos “revolucionários” sem causa , afinal a PM esta ai para tentar proteger a maioria e não os coxinhas tangidos pela midia.

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Guanabara

19 de maio de 2014 às 13h30

Se a Patrícia fosse funcionária de emissora de TV, os discursos de certos comentaristas e da própria mídia teriam sido bem diferentes….

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Carlos

19 de maio de 2014 às 13h23

faltaram posts assim sobre a crise na Venezuela. Ou alguém acredita que a polícia militar venezuelana é santa só porque o governo da vez é alinhado com a ALBA?

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Helena Sirotsky

19 de maio de 2014 às 13h20

Só acho muita coincidência ela ter um texto jornalístico tão apurado, ela que diz morar em uma das áreas mais pobres da cidade mais rica do país. Nos EUA uma manifestante anti-Obama se autoflagelou p/ acusar os negros e tentar tirar votos dele. Não duvido de mais nada.

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Xandy

19 de maio de 2014 às 13h16

Como ela sabe que isso foi culpa da pm? Alguém viu ou filmou? Ou ela tá condenando alguém antes de provar a culpa? Lamento pelo ferimento, mas pode ter sido alguma coisa que algum manifestante jogou também, então não dá pra acusar sem saber ao certo. Acusar é fácil.

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    Leo V

    19 de maio de 2014 às 16h17

    Pelo jeito vc nunca esteve numa manifestação de rua.

    Não havia batalha, não havia conflito. Havia um grupo armado atacando pessoas. Difícil saber não? Ainda mais depois que se ouve barulhos de tiros e explosões.

Marisa

19 de maio de 2014 às 13h12

Engraçado que quando um manifestante atinge outro com pedrada (eu já vi isso recentemente, a pessoa ficou com sangramento na cabeça)ninguém diz nada e nem se revolta, critica a violência desmedida de manifestantes também. Despreparo da PM? Vai tentar conter uma turba disposta a tudo – ou deixa quebrar, assaltar, matar? Manifestação pacífica também não tem que ter pedrada, paulada e nem molotov e incêndios. Quebra-quebra também é pretexto e algo a ser condenado, mas a cantilena é sempre contra uma PM que é feita de gente dos estratos baixos da população e tenta manter a ordem a todo custo. O problema não é você estar na rua, mas sim estar passando bem perto de uma manifestação violenta. 80 ônibus queimados só no primeiro dia de ‘protesto pacífico do MPL’ (as românticas ‘jornadas de Junho’ do PSOL). Ora, se querem transformar o país em Síria, eles também têm culpa disso. E a direita safada que surfa nessa onda e que é quem realmente conseguiu colocar 1 milhão de pessoas na rua graças a essas manifestações sem limites e sem finalidades claras é que aproveita. Vai ser PM pra você ver se é bom. Mas na hora que roubam teu carrinho, tua bolsa, teu apê, aí você quer polícia, lógico.

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    Fernando

    19 de maio de 2014 às 15h19

    Marisa querida, não compare alhos com bugalhos. Manifestante não tem direito a portar armas e nem é treinado para “proteger o povo”. Se algum idiota manifestante joga uma pedra e atinge outra pessoa isso é um problema pessoal de educação e crime da pessoa individualmente, e ela pode ser processada e responder individualmente sobre isso. A coisa é bem diferente quando uma tropa uniformizada e treinada pelo estado sai atirando bombas e balas de borracha contra pessoas indefesas. Não seja ingênua ou antes de postar algo reflita um pouco para não falar bobagem.

Rosa L.

19 de maio de 2014 às 05h31

Que a polícia de Alckmin é violenta e despreparada não se discute. Mas o caos e o mal devem ser sempre esperados quando falsos manifestantes, recrutados, organizados e financiados pela direita golpista e seus candidatos vão protestar com máscaras nss caras e coquetéis molotov, pedras , pedaços de pau e bombas nas mochilas

Responder

Rosa L.

19 de maio de 2014 às 04h58

Que a policia de Alckmin é violenta e despreparada não se discute. Mas não se pode esperar “paz e amor” quando parte dos manifestantes, recrutados, orquestrados e financiados por partidos de oposição golpistas e sem limites vão protestar com coquetéis molotov, bombas, pedras, etc. O caos e o pior devem ser esperados

Responder

    Leo V

    19 de maio de 2014 às 12h23

    Vitrolinha quebrada.

    Bem, essa manifestação andou 200 metros a polícia atacou. Como quase sempre, não houve nada quebrado até a polícia atacar.

    Agora, se você se junta ao discurso mentiroso da repressão, dos interesses do capital, assuma o lado que você está claramente.

    Mesmo se alguém quebrasse um vidro de banco, ele vale mais que a visão e avida de uma pessoa?

    Quais são os seus valores?

Leo V

18 de maio de 2014 às 23h50

Colaboram para que seja assim todos aqueles que vociferam quando uma vidraça é quebrada mas nada falam quando alguém é ferido ou morto pela polícia, seja manifestante ou não.
Colaboram portanto toda a grande imprensa e também a Presidenta da República e seus Ministros. Nesse ponto não há diferença entre o governo federal, os estaduais e a grande imprensa. O discurso é único.

Responder

    Francisco-Sa

    19 de maio de 2014 às 05h08

    E a hipócrita e oportunista Marina está convocando mais protestos. Quantos inocentes precisam se ferir e até morrer antes que essa pseudoverde mude suas táticas de campanha?

Brasil de Abreu

18 de maio de 2014 às 21h44

Temos uma polícia que só sabe agir em operações de choque, confronto, com apresentação de enormes efetivos de policiais e viaturas ostensivos em qualquer situação. Uma polícia bem preparada tem informações privilegiada, sabe de antemão e com detalhes sobre qualquer situação criminosa ou de distúrbio na sociedade, o suficiente para evitar confrontos antes mesmo do ocorrer. Crimes: de roubo, muitas vezes transformados em latrocínios, como o conhecido ”saidinha de banco”. Há policiais descaracterizados policiando as proximidades de agências bancárias, com vistas à esses bandidos que já especializados são sempre os mesmos na prática desses delitos? Ao contrário, a polícia civil também está uniformizada, já no terceiro milênio,ainda estamos na arcaica tese de que a prevenção do crime só se faz com policiais ostensivos, quando na verdade o policial não tem segurança nem para ele próprio, que é obrigado em seus deslocamentos, de casa para o serviço e vice-versa levar seus uniformes condicionados em mochilas, bolsas, etc para que não sejam identificados por marginais, transformando-se em alvos fáceis. Há muito que fazer para transformar nossa polícia em um orgão de segurança pública.

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