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Observatório do Clima: Fanatismo ideológico de Bolsonaro é responsável por Amazônia em chamas
José Cruz/Agência
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Observatório do Clima: Fanatismo ideológico de Bolsonaro é responsável por Amazônia em chamas


21/08/2019 - 19h56

Recorde de queimadas reflete irresponsabilidade de Bolsonaro

Nota da coordenação do Observatório do Clima

São Paulo/Brasília/Rio Branco/Piracicaba, 21 de agosto de 2019

O número de queimadas no Brasil é o recorde para os oito primeiros meses do ano desde 2013.

Até dia 19 de agosto, o país registrava 72.842 focos de calor, um aumento de 83% em relação ao ano passado.

Considerando apenas o bioma Amazônia, eram 38.227 mil focos de calor até o dia 19 – um aumento de 140% em relação ao ano passado e de 70% em relação à média dos três anos anteriores.

Dois Estados criticamente atingidos, Rondônia e Acre, registram emergência de saúde devido à poluição do ar.

A pluma de fumaça atingiu a cidade de São Paulo e várias outras no Centro-Sul do país.

Nota técnica publicada no último dia 20 pelo Ipam (Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia) mostra que a estiagem de 2019 não explica o problema: neste ano, o bioma Amazônia viu menos dias consecutivos sem chuva do que a média entre 2016 e 2018: menos de 20 contra mais de 30, respectivamente.

A análise de dados do Ipam para o bioma Amazônia mostra que o fator que melhor explica o aumento nos focos de calor é o desmatamento.

Os dez municípios mais desmatados em 2019 são também os dez que mais queimaram na região.

As queimadas são apenas o sintoma mais visível da antipolítica ambiental do governo de Jair Bolsonaro e de seu ministro do Meio Ambiente, o improbo Ricardo Salles, que turbinou o aumento da taxa de desmatamento no último ano.

O fogo reflete a irresponsabilidade do presidente com o bioma que é patrimônio de todos os brasileiros, com a saúde da população amazônida e com o clima do planeta, cujas alterações alimentam a destruição da floresta e são por ela alimentadas, num círculo vicioso.

Desde que assumiram, Bolsonaro e Salles têm se dedicado a desmontar as estruturas de governança ambiental e os órgãos de fiscalização.

Extinguiram o órgão responsável pelos planos de controle do desmatamento na Amazônia e no cerrado, sem ter até hoje apresentado nenhum plano alternativo contra a destruição; cortaram um quarto dos recursos do Ibama; deixaram 8 de 9 superintendências regionais do órgão na Amazônia acéfalas até hoje, o que inibe operações de fiscalização; e desmobilizaram o Grupo Especial de Fiscalização, a unidade de elite do Ibama, que não foi a campo na Amazônia ainda neste ano. Também sinalizaram a falta de interesse em combater o desmatamento e prover alternativas econômicas sustentáveis para a região ao suspender o Fundo Amazônia, que banca esse tipo de atividade.

Ao mesmo tempo, empoderam criminosos ambientais, sinalizando, por exemplo, a abertura das terras indígenas à exploração e a tolerância com a impunidade.

Alguns governos estaduais também ajudaram a acender o pavio, ao reduzir a participação de suas PMs nas operações de fiscalização ou sinalizar que desmatadores não seriam punidos.

A combinação de autoritarismo e fanatismo ideológico do presidente e de seu ministro transformam em fumaça não apenas as árvores da Amazônia e a reputação do Brasil, mas também o bem-estar de uma população que o governo federal deveria proteger e o nosso acesso a mercados internacionais e a investimentos.

É bom já ir fazendo algo a respeito.

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Por Laurindo Lalo Leal Filho



4 comentários

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Zé Maria

22 de agosto de 2019 às 21h11

O Mito imbecil e seus discípulos milicianos terraplanistas
não têm sequer idéia do que seja um Satélite; que dirá
um Satélite Geoestacionário; e menos ainda um Satélite Geoestacionário para Monitoramento Climático.

http://satelite.cptec.inpe.br/home/index.jsp
https://www.cnpm.embrapa.br/projetos/sat/conteudo/missao_goes.html

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Zé Maria

22 de agosto de 2019 às 16h53

Pelo visto, o Jair Bolsonaro vai deixar na Amazônia e no Pantanal
apenas as ONGs patrocinadas pelos United States of America …

Afinal, o Murdoch precisa filmar de graça a Fauna e a Flora do
Brasil, para exibir os Documentários nos canais da Discovery e
da National Geographic.

Além do que, os Norte-Americanos têm Preferência, aqui, na
Prospecção Mineral e no uso da Água Doce.

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Zé Maria

22 de agosto de 2019 às 16h41

E os BolsoAsnos têm até testemunhas de que todos
os Laboratórios de Pesquisa Climática do mundo inteiro
– do INPE à NASA – estão errados sobre Desmatamento
e Queimadas no Brasil:

-Eu tíve ím Rondônia í num ví queimada nenhuma. Vi só um
foguinho di nada, di uns morador di Porto Velho queimându líxu. …

Responder

Zé Maria

21 de agosto de 2019 às 20h21

O Reverendo Araújo mandou tirar os ‘Termostatos’ da Amazônia e enviar pro Rio Grande do Sul – onde faz um frio de rachar –
para auxiliar na Redução do Aquecimento Global …

http://www.tijolaco.net/blog/o-chanceler-da-ignorancia-pomposa-e-seus-termostatos-do-asfalto/

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