VIOMUNDO

Diário da Resistência

Sobre


Mino Carta diz que sua cabeça foi vendida por U$ 50 milhões
Denúncias

Mino Carta diz que sua cabeça foi vendida por U$ 50 milhões


27/05/2013 - 22h03

Carta não perdoa Civita por entrega de sua cabeça à ditadura

por Danilo Zanini, no Digitais PUC-Campinas, via Fabiano Amorim no Facebook

publicada originalmente em 29.06.2012

Em entrevista aos alunos da PUC-Campinas, o jornalista Mino Carta fundador das revistas Veja, IstoÉ, CartaCapital e Quatro Rodas conta que os donos da editora Abril Victor Civita e seu filho Roberto Civita o “venderam” em troca de  um empréstimo de 50 milhões de dólares. No momento em que revive suas emoções, o Michelangelo das revistas perde o controle e afirma que duas vezes tentou bater no Roberto Civita. “Minha cabeça foi vendida por 50 milhões de dólares. Eu tentei duas vezes dar um murro na cara do Roberto Civita, e ele fugiu! Escreve isso, ele fugiu”, conta Carta

O episódio culminou na saída do jornalista da editora Abril. Mino Carta diz que foi ele que se demitiu, não foi demitido como contam os Civita. Carta relembra que foi Richard Civita, irmão de Roberto, que durante uma partida de tênis contaria para Carta sobre as dificuldades financeiras da editora Abril, o empréstimo de 50 milhões de dólares proposto pela Caixa Econômica Federal a mando dos líderes da Ditadura que só seria possível se os Civita aceitassem a troca: o dinheiro pela saída de Carta da Abril. Dá primeira vez que toca nesse assunto não estoura em sentimentos e até brinca: “Vocês viram como valho muito?”

A entrevista não foi apenas marcada por essa declaração, houve momentos de forte crítica as elites brasileiras e a sociedade. “Nós tivemos a pior elite do mundo. Os brasileiros são os herdeiros da casa grande, né. Eu acho que a tragédia brasileira são três séculos e meio de escravidão e uma elite cafajeste, vulgar, prepotente, arrogante, incapaz, incompetente, muito incompetente, muito ignorante. Nossa elite é uma tragédia”, conclui o jornalista.

O italiano, radicado no país desde os doze anos, analisa que o Brasil ainda não é uma nação por não ter uma identidade. Ele afirma que o povo brasileiro é infantil e estupidamente festeiro, colocando a culpa nas elites coloniais e da república velha.

“Mas o problema do Brasil é que sofreu algo monstruoso que foram os três séculos e meio de escravidão. É que essa elite é tão calhorda que ela permitiu o inchaço das cidades. Então, há uma péssima distribuição da população brasileira dentro do território brasileiro, tão ruim quanto à distribuição de renda. A nossa distribuição de renda nos coloca ao nível da Nigéria e de Serra Leoa”, contextualiza Carta.

O diretor de redação da CartaCapital ainda condena os escolhidos pela presidente Dilma Roussef para compor a Comissão da Verdade. Na opinião de Mino Carta, os integrantes deveriam ser pessoas que estiveram envolvidas, sentiram os problemas.

“E por que chama pilantras notórios? Nelson Jobim na comissão da verdade? Paulo Sérgio Pinheiro na comissão da verdade? José Carlos Dias na comissão da verdade? Isso é uma piada! Ou a Dona Dilma está confusa ou enganada, está sendo enganada ou está tudo errado”, defende o jornalista.

Mino Carta ainda critica as faculdades de jornalismo, afirma que os cursos de comunicação são corporativos e que foram criados pela ditadura. Apesar de analisar que não é mais possível acabar com os cursos, ele aconselha que o estudante faça uma graduação de História ou Ciências Sociais e apenas posteriormente fazer uma pós-graduação em Jornalismo. “Para a prática profissional o jornalista deve ter uma busca canina pela verdade factual, um espírito crítico, e o dever de fiscalizar o poder”

Apesar dos problemas com os Civita, o ítalo-brasileiro revela carinho com os veículos que criou. Ele afirma gostar da Veja que criou e da Revista Quatro Rodas. “A Quatro Rodas foi um sucesso de mercado realmente. Era um momento muito oportuno, porque estava nascendo a indústria automobilística brasileira”, diz Carta que observa que as revistas criadas foram uma aventuras complicadas por levar muito tempo para se afirmar, como no caso de Veja e da CartaCapital. Mas brinca que sempre teve que inventar seus empregos: “São revistas que eu inventei para poder garantir um salário”.

No trecho gravado da entrevista (abaixo), o registro de toda a indignação de Mino Carta:





64 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Mino Carta revela que sua cabeça foi vendida à ditadura por 50 milhões | Hum Historiador

01 de junho de 2013 às 07h01

[…] dono do Grupo Abril, Roberto Civita. Em função da morte deste último na semana passada, o blog Viomundo divulgou a entrevista para relembrarmos um pouco de quem é Roberto […]

Responder

lulipe

29 de maio de 2013 às 20h32

O que eu gosto no Mino é sua modéstia.E eu que pensava que o Gutenberg é que era o pai da imprensa…

Responder

abolicionista

29 de maio de 2013 às 20h16

Uma vergonha para o Brasil que Civita não tenha morrido atrás das grades, como merecia.

Responder

Tomudjin

29 de maio de 2013 às 17h03

E pensar que a de Jesus valeu 30 moedas. E com direito a desfile.

Responder

    Francisco Magalhães

    25 de abril de 2014 às 11h28

    Sr. Tomudjin,na minha opinião Ele foi vendido por três moedas a mais, i.é, 33 – uma para cada ano de vida -. O proditor teve que pagar comissão de 10% ao intermediador, não sabias?!

Valmont

29 de maio de 2013 às 14h08

É por esse caráter inigualável do grande Jornalista Mino Carta, que eu assino Carta Capital. E recomendo, porque ele e sua equipe fazem jornalismo de verdade, como poucos fazem neste país.

Responder

Francisco

29 de maio de 2013 às 05h49

Quando Filinto Mueller morreu, o torturador mor da ditadura Vargas, foi feriado nacional.

Miúdo, na escola, a professora me ensinou que ele foi um grande brasileiro.

Infelizmente, no Brasil, a roda não gira…

Responder

Sérgio Luiz Buchmann

29 de maio de 2013 às 00h42

Maior bastião da imprensa livre, republicana e democrática contemporânea.
A traição é atitude de gente covarde, mau-caráter; sobreviver e reverdecer às ações de tiranos é, em contrapartida, um ato e condição de uma pessoa especialmente singular. MINO CARTA é um exemplo a ser seguido e reverenciado!!!

Responder

Mário SF Alves

28 de maio de 2013 às 23h39

Convém recapitular:

“Nós tivemos a pior elite do mundo. Os brasileiros são os herdeiros da casa grande, né. Eu acho que a tragédia brasileira são três séculos e meio de escravidão e uma elite cafajeste, vulgar, prepotente, arrogante, incapaz, incompetente, muito incompetente, muito ignorante. Nossa elite é uma tragédia”. Mino Carta
_______________________________________
E mais, acrescente aí, Mino:
Pior elite do mundo, criadora e criatura do sui generis capitalismo subdesenvolvimentista nacional.

Responder

    Mário SF Alves

    29 de maio de 2013 às 21h13

    Ou… “naZional”, quem sabe…
    _____________________________________
    Seja como for, o fato é: vivemos num dos países mais ricos e diversos do mundo e, por isso mesmo, condenado a ser eternamente dominado pela pior elite do mundo, criadora e criatura do pior capitalismo do mundo, o sui generis capitalismo subdesenvolvimentista “naZional”.
    ______________________________________________
    Casa Grande & Senzala. Continuamos ainda assim mesmo, do jeito que entendeu o Gilberto Freyre.
    ________________________________________________________
    E a dizer que ainda tem mané que critica o Bolsa Família. Pena que não critiquem igualmente o Bolsa Banqueiro e o Bolsa Rentista. Pena.

Pitagoras

28 de maio de 2013 às 23h00

Sempre ferino e pertinente.
Mas só as elites é que não prestaram? Desconfio que o leque de imprestabilidade vai mais acima e mais abaixo…

Responder

Zanchetta

28 de maio de 2013 às 19h37

Tinha que estar orgulhoso… mais caro que o Neymar…

Responder

mineiro

28 de maio de 2013 às 19h15

disse tudo , ele criou mas quem usurpou da ideia foi os calhordas dos donos desse lixo de revista esgoto. nunca gostei dessa revista maldita ,mas com certeza o nobre jornalista tinha outro intuito com relaçao a esse esgoto de revista. mas quem manda é o dono , o dono ainda sendo um mal carater , lixo,faz o que quer e com quem quer. o inferno esta em festa , chegou um braço direito das capetadas , ou melhor ele é da direita mesmo. o nobre jornalista nao tem que lamentar nao, ele tinha que lamentar se ele fizesse parte do conluio que se tornou esse lixo de revista. ele pode é levantar a mao para o ceu de nao fazer parte de esgoto de revista. eu nao vou dizer mais nao , se nao publicar meu comentario nao comento mais.

Responder

Fabio Passos

28 de maio de 2013 às 17h42

Os civita vederiam ate a mae… nao tenho a menor duvida que deram a cabeca de Mino Carta para a ditadura para receber dinheiro publico.

Quanto a bob civita ser um covarde, um cagao… faz todo sentido. Basta ver seus caezinhos da veja. Latem e rosnam, mas quando confrontados, poe o rabinho entre as pernas. O cao absorve muito do comportamento e mentalidade do dono. rsrs

Responder

leprechaun

28 de maio de 2013 às 14h28

só acho que o problema do Carta é essa fixação no passado, transformado num determinismo…não é bem assim, que o passado marca o presente não há duvidas, as ele (e toda a esquerda )se esquece do sujeito automático da autovalorização do capital que passa pelas costas do sujeito e que a política não tem o menor controle. Por isso a esquerda quando chega ao poder e não faz o que desejava, se embasbaca joga a culpa na direita. É o fetiche da política.

Responder

Elias

28 de maio de 2013 às 14h18

Aécio “Never” no velório de Roberto Civita

“Quase sempre que vinha a São Paulo, eu tinha o privilégio de ir a casa dele, onde almoçava e jantava. Roberto Civita foi um estimulador das boas caminhadas, e não da minha apenas. Acho que ele sentia a necessidade de o Brasil ter pessoas sintonizadas com o futuro e não apenas com o atraso” (Aécio “Never”)

Quer dizer, “almoçava e jantava”, ou seja, passava o dia todo na casa do dono da Veja que há dois anos colocou o Serra na capa com essa frase: “Eu me preparei a vida inteira para ser presidente”. Será que Aécio, naqueles almoços e jantares, nunca teve uma indigestão? Eta estômago de aço sô!

Responder

    Fabio Passos

    28 de maio de 2013 às 17h43

    Nao ha surpresa.
    Sao da mesma laia.

Edgar Rocha

28 de maio de 2013 às 14h17

Gosto dos posicionamentos do Mino Carta na Carta Capital. Mas, a despeito de concordar com as coisas que diz, entristeço em dizer que nem de longe o jornalismo da CC reflete totalmente suas ideias. Como em qualquer PiG, ou você discute dentro dos termos e da mobilidade permitida pelo jornalista pra se posicionar ou, caso contrário, é solenemente censurado. Comigo já ocorreu umas cinco vezes. Ademais, dizer que o jornalista precisa ter uma formação multidisciplinar resolveria, se os “construtores” da identidade nacional e mantenedores da auto imagem do brasileiro não estivessem justamente atuando nos cursos de humanidades das grandes universidades. Estudei na USP em História e não me lembro de um único professor que se ocupasse da questão da identidade nacional sem extrapolar os mitos vigentes sobre o tema. Pra maioria, somos um bando de macunaímas, cuja resistência maior advém justamente da malandragem e da capacidade de carnavalizar a tudo. Só pra ter uma ideia, só depois de sair de lá (desisti do curso) é que, continuando interessado, tive contato com temas do tipo: cultura galego-portuguesa, língua galego-portuguesa, musicalidade ibérica medieval, a relação entre o branco pobre e as demais etnias em território nacional… Alguém tem alguma dúvida sobre a importância destes temas no entendimento de nossa cultura? Avisem o Mino que a elite também é dona das humanidades neste país.

Responder

    Mário SF Alves

    28 de maio de 2013 às 23h53

    Traduzindo (como se necessário fosse): a ideologia dominante é a ideologia da classe dominante. Ou seja: qualquer que seja a filosofia, qualquer que seja sociologia, qualquer que seja a técnica, qualquer que seja a tecnologia, só prospera aquilo que for do estrito interesse dessa mesma elite/classe dominante.

    Raul Cornejo

    29 de maio de 2013 às 04h57

    Vc por acaso fez outro curso? Pq eu sempre tive muitos amigos na História da FFLCH e nenhum aceitava esses mitos pedestres. Ou será q vc nunca fez nenhum curso nos prédios ao lado? Se há uma coisa q é constante e irritantemente frisada na formação das humanidades na USP é justamente a desconstrução desse mito do Brasil e do “povo brasileiro”, então fico meio em dúvida a respeito de q curso vc frequentou…

    Edgar Rocha

    29 de maio de 2013 às 16h40

    Que bom que haja atualmente novos conceitos que extrapolem a formação o tipo “Raízes do Brasil”, ou apologia a semana de 22. Estudei lá na década de 90 e minha impressão não melhorou muito nos poucos contatos que tive depois com aquela faculdade. Fala-se de um constante processo de “mauricisação” em que a História era vista como um tema pra livro de cabeceira. Não havia sequer uma cadeira pra História da África e muitos professores sabotavam o próprio curso garantindo um índice de evasão da ordem de 9 pra 1. Além do que, as sala permaneciam cheias de estudantes profissionais que ficam ali até por mais de 10 anos, morando no COSEAS e vivendo de bolsas. Cheguei a ouvir da chefe do Departamento que aquele curso não era pra quem precisava trabalhar e estudar. Quem precisasse, tinha que fazer SENAI e que História não era uma profissão. Desisti depois de ouvir isto. Não digo que não houvesse diversidade de pensamento, mas esta ficava condicionada a um posicionamento ideológico prévio, associando o aluno a um grupo ou a um professor específico, sem mobilidade além das dicotomias propostas pela própria faculdade. Este é o problema. Aquilo que não era de interesse de um grupo ou outro, sequer podia ser aventado, sob pena de exclusão ou achincalhamento. Espero sinceramente que tenha mudado esta situação e que a imagem do Departamento não corresponda ao resultado das “reformas” que aparentemente os próprios alunos fizeram no prédio (mauricinho pedreiro não funciona, né?)Estive lá no ano passado e fiquei chocado. Um prédio histórico como aquele… um paradoxo que historiadores tenham descaso pelo patrimônio que eles próprios usufruem.

Marco

28 de maio de 2013 às 12h25

Recem tentei escrever um comentário ao respeito da entrevista do Sr.Mino Carta pra este blog,e me vieram com o papo-furado de ¨Parece que voce já disse isto¨e não o publicaram.Estão me submetendo à censura? Por que?Estão agindo igual àqueles que criticam diuturnamente?Ou estão com saudade dos veículos de comunicação em que trabalharam e hoje estão arrependidos?

Responder

    Conceição Lemes

    28 de maio de 2013 às 12h38

    Marco, a que comentário vc se refere? Não vetamos nenhum seu. sds

    Maria Amélia Martins Branco

    28 de maio de 2013 às 12h54

    Cara Conceição Lemes, quero cooperar mensalmente com o Viomundo mais para isso preciso de uma conta, não uso a Internet para fazer nenhuma transação porque já tive a minha conta e senha clonados, encaminhei o e-mail para o endereço abaixo e até agora não recebi nenhuma resposta.
    [email protected]
    abraços,
    Maria Amélia

    VIOMUNDO
    Autorizo o PagSeguro a debitar os próximos pagamentos para Luiz Carlos Urbano Azenha diretamente em meu cartão de crédito de acordo com as seguintes condições:
    Valor de cada pagamento
    R$ 9,90
    Periodicidade
    mensal, todo dia 26
    Término
    26/05/2014
    Pagamento Inicial: R$ 9,90

    Conceição Lemes

    28 de maio de 2013 às 13h42

    Maria Amélia, desculpe-nos pela demora em te responder. Consultarei o Leandro Guedes, que cuida desta área, e te responderei aqui mesmo. Bjs

    Romanelli

    28 de maio de 2013 às 15h46

    Conceição, esta resposta é automática

    Parece que quando o sistema cisma, caso vc coloque um link por exemplo, aí ele te bloqueia

    e se você insiste no comentário ele responde o que disse o colega..

Valcir Barsanulfo

28 de maio de 2013 às 12h23

Quer dizer que o Bob Civitta além de traidor da pátria, vendilhão, lambe pé de Yanke, também é fujão? Vamos contar essa história para o kSuplicy, quem sabe ele muda de opinião sobre a gang Civitta.
Esses neo liberais faccistas vendem até a mãe, e pior é que entregam.

Responder

    Fabio Passos

    28 de maio de 2013 às 17h47

    Falou e disse!
    Excelente obituario. Fiel ao personagem, seus lacaios e seguidores. rs

Marco

28 de maio de 2013 às 12h19

Grande matéria!Parabéns ao sr.Mino Carta embora o acesso à sua revista,através da internete,me seja impossível,posto que não entendo nada de inglês e ali,esta tudo nesse idioma.Gostaria de acrescentar também,que não adianta enriquecer os cursos de jornalismo com incursões pela história,sociologia e economia se não prover tais arremetidas,pelos caminhos da honestidade,ética,vergonha na cara,pudor, e principalmente dotar tais estudantes,de cursos fortes de ¨não vassalagem¨mal remunerada e o prazer que sentem,particularmente pequenos-burgueses,de puxar saco de rico,com o despudor característico de quem veio ao mundo,pra sentir medo.Quanto à elite,desempenha o seu papel histórico da doutrinação secular,infelizmente,com o sucesso.Contudo,parabéns pela matéria.

Responder

Eunice

28 de maio de 2013 às 12h10

Uma pessoa consequente paga um preço. Por isso há tão poucas, já.

As novas gerações nem ouviram falar em ética e consequência. Cresceram longe de seus “liberais” pais. E perto de ninguém, talvez de uma TV imbecilizante. Por isso atacam professores, debocham de pessoas dignas.
Xingam Lula, pois até tacam fogo em índio e empregadas, sem problemas de consciência.

Responder

marcus dias

28 de maio de 2013 às 12h04

Hehe,

Fora os absurdos logicos, como os militares condicionando um emprestimo a saida de determinado jornalista de um veiculo que nao os criticava – o mais grotesco e eese senhor de 1,30 dar uma de valente afirmando que tentou socar a cara do Civita. Respeite seus cabelos brancos meu senhor.

Responder

ricardo

28 de maio de 2013 às 11h40

50 milhões?! Esses Civita são realmente ótimos comerciantes. Nunca tão pouco foi vendido por tanto. Esse aí, eu não quero nem de graça

Responder

Jorge

28 de maio de 2013 às 11h21

“Classe média sinistra é aquela que não vota no PT. A que vota é legal.”
Ate aqui existe diferença de classe…

Responder

    Mário SF Alves

    29 de maio de 2013 às 00h25

    Pá de cal. E que leve junto toda a intransigência, todo o autoritarismo, toda a mesquinhez e toda dissimulação que cultivou em vida (bizarra).
    ____________________________________
    Quanto aos demais radicais de direita que a exemplo deste ex-vivente vivem negando aos outros o direito de divergir e o direito de pensar por si mesmos, é pena que antes da morte não haja um instante sequer de lucidez a demonstrar-lhes que o contrário (o oposto) existe. Nem nessa hora verdadeiramente admitem o oposto da vida, a morte, e, aí, sim, um processo plenamente radical. Morrem, mas morrem acreditando piamente que se eternizarão nos herdeiros. É isso, são seres que jamais se bastarão. Seres que só vivem por dinheiro e influência, ainda que nefasta.

abolicionista

28 de maio de 2013 às 10h39

Tenho muitos pontos de discordância em relação a Mino Carta, mas jamais o colocaria no mesmo patamar de monstros como Civita.

Responder

PEDRO HOLANDA

28 de maio de 2013 às 10h38

Em relação a VEJA, ele deve se sentir como Santos Dumont em relação ao avião. Constrói um bem e ele torna-se um mal.

Responder

Gerson Carneiro

28 de maio de 2013 às 10h30

Agora que o defunto esfriou, vamos comentar.

Que vexame a editora Abril submeteu seus funcionários, hein. Obrigar todos a ficar em pé, voltados para o prédio, numa clara demonstração de subserviência explícita.

Sim, aquilo foi uma manifestação fajuta de respeito mas de fato é subserviência.

Primeiro porque isso não é tradição nossa. Isso é coisa de país oriental. Lembram das cenas inusitadas dos norte-coreanos aos prantos chorando a morte do líder Kim Jong II ?

Segundo porque não vi nas imagens ícones como Reinaldo Azevedo. Ou seja, esteve lá apenas a peãozada chão de fábrica. Coitados. Tudo pelo emprego.

https://fbcdn-sphotos-h-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash4/430043_10200489078763675_266706317_n.jpg

https://fbcdn-sphotos-a-a.akamaihd.net/hphotos-ak-ash3/575699_10200489078283663_362510799_n.jpg

https://fbcdn-sphotos-d-a.akamaihd.net/hphotos-ak-frc1/400855_10200489081763750_1771552008_n.jpg

Isso não é assédio moral?

Responder

    paulo

    28 de maio de 2013 às 12h26

    Gerson, já passei por uma situação parecida, fui ao supermercado candia, faz muito tempo, e os funcionarios eram obrigados a ficarem perfilados aplaudindo os clientes quando estes entravam. A rede candia já não existe mais, esperemos pelo mesmo destino para a veja.

    Elias

    28 de maio de 2013 às 12h53

    Tenho certeza, Gerson, de que muitos que ali estavam perfilados, ao roerem suas unhas, pensavam: Putz! O que sou obrigado a fazer para manter meu emprego.

    Zanchetta

    28 de maio de 2013 às 19h43

    Enquanto isso, vc aqui, torcendo para acabar com o emprego dele…

    renato

    28 de maio de 2013 às 12h57

    Gerson meu santo.
    Era para que esta fila,para pegar o kit funeral.
    Ou para abraçar a empresa em repeito ao dono que
    morreu,não sabendo o que era, quantas pessoas que
    não faziam parte fila entraram nela, você sabe
    que brasileiro não pode ver uma fila.
    Mas afinal aqui de verdade, para que era isto.
    Eu fiquei um tampão lá e ninguém me disse. Mas
    antes de ir contamos piadas com uma rapaziada bom de papo.
    O governo tem que melhorar as informações.

    hamiltondamato

    28 de maio de 2013 às 15h50

    É a chamada síndrome de Estocolmo: aprenderam com os nazistas a promover eventos que, apascentando humanos feito gado, comovem…

Saçuober

28 de maio de 2013 às 08h26

A afirmação de que nossa elite é uma tragédia, serve tambem para grande parte da classe média.

Responder

    Aline C Pavia

    28 de maio de 2013 às 09h13

    Exato, a classe média que a Marilena Chauí tachou recentemente de “sinistra”. Concordo plenamente.

    Willian

    28 de maio de 2013 às 10h27

    Classe média sinistra é aquela que não vota no PT. A que vota é legal.

    Eunice

    28 de maio de 2013 às 12h05

    Acho que não há nada a crescentar ao que a Dra. chauí disse. Ela foi redundante, cobriu tudo. Se eu disser que a classe média é boca de esgoto também e fala qualquer coisa no seu local de trabalho, ela já cobriu isso dizendo que é uma aberração ética.

nancy lima

28 de maio de 2013 às 08h24

quando eu digo que ele já foi tarde e deveria ter levado a regina duarte junto eu não estava brincando,o sr civita era um canceroso dentro de um câncer tomara que esteja numa fogueira que nunca se apague!

Responder

    Ari Miguel

    28 de maio de 2013 às 10h40

    Nancy, ele experimentou literalmente a fogueira. A cremação teve um sentido pedagógico, ele se transformou em cinzas e não vamos correr o risco de ter seus restos mortais incomodando as pessoas. Em entrevista o Civita disse que era defensou intransigente da liberdade de expressão e da verdade. Mentira pura, a liberdade de expressão para ele só tinha um lado, sua revista falar o que queria sem se importar com as fontes e não da direito de resposta, e a sua revista, a Veja, mentia quando defendia interesses de bandidos como o Carlinhos Cachoeira que era quem decidia (mandava no Policarpo,diretor da Veja em Brasília)qual matéria deveria ser publicada.

Romanelli

28 de maio de 2013 às 08h17

Dois ìtalo brasileiros recentes negociando, ganhando e perdendo ..e o cara vem me culpar a HISTÓRIA do país por seus infortúnios

mas que cara de pau, ou falta de senso ..daqui a pouco vai pedir COTA RACIAL também

Responder

Rodrigo Leme

28 de maio de 2013 às 08h05

Claro que é a versao dele contra a de um agora morto. Muito corajoso.

E ninguém esquece dos editoriais bajuladores que Carta escrevia ao governo militar na Veja.

Responder

    Voltaro

    28 de maio de 2013 às 11h50

    Humm, você podia publicar uma destes tantos editoriais para refrescar a nossa memória, que acha? Não esqueça de colocar a data e número da edição.

    José BSB

    28 de maio de 2013 às 13h21

    Esse história do financiamento da ditadura ao Civitta é bastante conhecida.
    O sujeito ainda vivo jamais desmentiu. Pra quê, não é?
    Geisel contribuiu com a ditadura chilena com módicos US$ 115 milhões.
    Outros notáveis da comunicação ergueram seus impérios às custas da cumplicidade e apoio à tortura, assassinatos, sequestros.
    Mas, enfim, cada um é livre para acreditar no que quiser. Tem gente, por exemplo, que vai morrer acreditando na história de dólares cubanos em caixa de uísque para o PT, no tal grampo no STF, boimate…

    Sávio Maciel

    28 de maio de 2013 às 13h28

    Mino deu sua versão inúmeras vezes enquanto Roberto Civita estava vivo, e jamais foi contraditado. Quanto aos editoriais, indique unzinho só, com o número e a data da revista, para dar credibilidade às suas afirmações. Difamação é crime, cara.

PEDRO SANCHES

28 de maio de 2013 às 06h57

É isto aí Mino, parabéns pela altivez.

Responder

Bene

28 de maio de 2013 às 02h53

Parabens Mino, vou assinar a tua revista

Responder

Luiz AA do Sacramento

28 de maio de 2013 às 01h05

Creio que o grande problema da nação brasileira é que continuamos a nos embnaraçar com uma terrível equação que nos restringe toda possibilidade de nos colocarmos de pé , como uma verdadeira nação soberana. Para cada Leonel Brisola -duzentos Fernando Henriques; para cada Nino Carta – duzentos Roberto Marinhos, para cada Celso Fuurtado – duzentos Delfin Netos ; com essa composição de valores tão desequillibrada não há como gerar resultado positivo para a integração da alma brasileira.

Responder

    Voltaro

    28 de maio de 2013 às 11h47

    Peraí, o Delfim se reciclou…

H. Back™

28 de maio de 2013 às 00h45

Imagino a tristeza e a raiva do Mino Carta hoje, ao saber que a sua obra-prima se tornou o porta-voz da ditadura e instrumento de pressão e coerção da direita atual.

Responder

    Eunice

    28 de maio de 2013 às 12h06

    Questão dialética e não de raiva pessoal.

francisco pereira neto

28 de maio de 2013 às 00h15

Vejam só o nível dos alunos da PUC! Mas poderia ser de qualquer outra universidade.
O cúmulo da idiotice aparece como pergunta final.
“A pergunta tem que ser feita. O senhor não tem ressentimentos contra a Veja”?
Resposta marcada no compasso das batidas na mesa por Mino, mostra o desencanto com o nível de cultura dos brasileiros que já havia expressado anteriormente com adjetivos de povo infantil, estupidamente festeiro e muito ignorante. Aliás, se quisermos encontrar ignorantes com fartura, é só ir em universidades.
Pelo menos o saldo foi positivo. A pergunta ignorante conseguiu arrancar uma revelação do Mino, nunca ante dito.

Responder

João Rizolli

27 de maio de 2013 às 22h57

Grande Mino. Brasileiro de verdade.

Responder

Paulo Fernandes

27 de maio de 2013 às 22h50

Mino, muito bem. Dignidade acima de tudo

Responder

Alexandre Nunis

27 de maio de 2013 às 22h19

Mino Carta sempre com muita dignidade no exercicio da Profissão , nunca um lacaio do poder…

Responder

Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding