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MEC passa cadeado na porta e impede professores de entregarem troféu Cortando o Futuro 2019 a Weintraub;  vídeo
Da esquerda para a direita, Wagner Romão (Unicamp), Flávio Alves da Silva (UFG), Lígia Bahia (UFRJ) e Ricardo Gonçalves (UFMG). Foto: Observatório do Conhecimento
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MEC passa cadeado na porta e impede professores de entregarem troféu Cortando o Futuro 2019 a Weintraub; vídeo


03/07/2019 - 22h10

 

O MEC foi mal educado e deselegante com a comitiva de professores universitários que foi a Brasília entregar ao ministro Weintraub o troféu Cortando o Futuro 2019, outorgado pelo Observatório do Conhecimento.

O Ministério da Educação não só impediu a entrada dos docentes no prédio como se recusou a receber e protocolar a comenda. 

Na foto acima, no sentido horário, Lígia Bahia (UFRJ), Wagner Romão (UNICAMP), Ailla Barros (UNB), Flávio Alves da Silva (UFG), Ricardo Gonçalves (UFMG) e Abraão Gomes (UFG).

Mas, apesar da desfeita, o ministro não ficará sem receber o merecido troféu, pelo menos virtualmente. Nós do Viomundo, o encaminharemos através da Ascom da pasta.  O troféu é uma escultura do artista plástico paulistano  Thiago Mundano, produzida com madeira de reuso. Conceição Lemes

PROFESSORES SÃO BARRADOS NO MEC AO TENTAR ENTREGAR TROFÉU CORTANDO O FUTURO 2019 PARA O MINISTRO DA EDUCAÇÃO

Em Brasília, membros do Observatório do Conhecimento foram impedidos de entrar no prédio do Ministério da Educação

Rede de associações de docentes universitários critica os 6 primeiros meses do governo Bolsonaro em relação à educação pública

Observatório do Conhecimento, sugerido por Lúcia Rodrigues 

Brasília, DF, 02 de julho de 2019 – No final da manhã de hoje, uma comitiva formada por professores universitários representando o Observatório do Conhecimento foi ao MEC para entregar o troféu “Cortando o Futuro 2019”, uma escultura em forma de tesoura, ao Ministro da Educação, Abraham Weintraub.

Os professores, servidores públicos federais, foram impedidos de entrar no prédio do MEC; a segurança do ministério sequer permitiu o protocolo da carta e troféu.

“O MEC fechou suas portas com cadeado, é muito simbólico. Não é possível que o MEC se sinta ameaçado por seus próprios professores. Estamos aqui para entregar uma carta e esse troféu como pressão simbólica pela revogação dos cortes orçamentário dos institutos e universidades federais de ensino. Somos professores comprometidos com a educação de qualidade, viemos dialogar mas fomos barrados em nosso próprio ministério. Essa gestão do MEC não demonstra qualquer apreço ao ensino, à universidade pública e ao futuro do país. Mais do que nunca, ele merece o troféu Cortando o Futuro”, declarou a professora Ligia Bahia, vice-presidente da ADUFRJ (UFRJ) e porta-voz do Observatório do Conhecimento.

MEC: portas fechadas para os professores

Segundo o Observatório do Conhecimento, rede independente que reúne 14 sindicatos e associações de docentes de universidades públicas de diversos estados do país, o troféu “Cortando o Futuro 2019” simboliza a trágica ironia do Brasil ter um Ministro da Educação que trabalha contra sua própria pasta, apoiando a redução dos investimentos e desprezando as conquistas sociais da educação pública nas últimas décadas.

Para os docentes, o Ministro Weintraub vem desrespeitando professores e estudantes desde que assumiu o cargo.

Na carta endereçada ao MEC, o Observatório afirma que os seis primeiros meses do governo Bolsonaro mostram que o ministério da educação se empenhou em promover cortes de 30% no orçamento de custeio das universidades, institutos federais e bolsas de pesquisa, além de propagar ameaças à autonomia universitária e difundir mentiras sobre a qualidade da ciência nacional.

“O ministro não dialoga com professores, não atende às necessidades do setor e ainda usa chocolates e guarda-chuva em performances vazias”, conclui a professora Ligia Bahia.

Desde o início de abril, o Observatório do Conhecimento vem monitorando e expondo as decisões equivocadas do MEC.

A entidade produziu o documento “Cortes, Mentiras e Ameaças: 6 meses de guerra do governo Bolsonaro contra a educação pública brasileira” que revela o profundo retrocesso promovido pelo governo Bolsonaro na área de acesso, produção e difusão do conhecimento no país.

O documento também aponta violações à autonomia universitária, princípio garantido pela Constituição Federal.

“Nossa autonomia tem sido desrespeitada pelo Ministro Weintraub com apoio do Presidente Bolsonaro. Exemplos concretos são a nomeação de reitores não eleitos pelas comunidades universitárias e o decreto 9.794/2019, que permitirá ao presidente interferir na nomeação de diretores e pró-reitores, entre outros cargos. Uma universidade pública sem liberdade acadêmica, na qual professores vivem acuados e com medo de perseguição política, é uma universidade sem futuro. Por tudo isso, o governo e o ministro Weintraub merecem esse troféu”, argumenta o professor Dr. Flávio Alves da Silva, presidente da ADUFG (UFG) e porta-voz do Observatório.

Além das políticas desastrosas para a educação, o Observatório do Conhecimento ressalta que outras medidas como a Reforma da Previdência e a EC do Teto de Gastos agravam a situação dos docentes, trabalhadores, pesquisadores e estudantes que formam a comunidade universitária.

“As portas fechadas do MEC são um desrespeito aos professores e ao nosso direito constitucional à livre manifestação. Porém, não vamos desistir e entregaremos o troféu Cortando o Futuro em uma oportunidade próxima, pública, na qual o ministro não poderá nos ignorar. Reforçando o recado que tem sido dado por enormes manifestações nas ruas, como as que aconteceram nos dias 15 e 30 de maio em centenas de cidades brasileiras e nas pesquisas de opinião pública, vamos manter a pressão até que os cortes sejam revogados e as garantias de autonomia universitária sejam respeitadas”, declarou o professor Wagner Romão, presidente da ADUNICAMP (UNICAMP) e porta-voz do Observatório.

Abaixo o vídeo

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3 comentários

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Zé Maria

04 de julho de 2019 às 16h04

“Alemanha e Noruega não vão mais colaborar
com o fundo de preservação da Amazônia
porque o desmatamento só cresce.
Mais uma baixa do governo Bolsonaro
prejudicando a floresta e nosso país.
Felizes, bolsominions?”

https://twitter.com/detremura/status/1146758104954081280

“Estamos falando de bilhões entrando na Economia brasileira
que deixam de entrar porque o seu presidente quer dar
como indenização pra ruralista. Pra defender isso só gado mesmo
e depois coloca a culpa do fracasso no PT”

https://twitter.com/detremura/status/1146769477473841153

Pro Ruralista Salles, investimento Estrangeiro
só se for pro Agronegócio Predador das Matas
e pros Produtores de Alimentos Envenenados.

https://twitter.com/MarinaSilva/status/1146562342819454976

Responder

    Zé Maria

    04 de julho de 2019 às 18h58

    Bem que poderíamos enviar o Trio Jumento (Váintráubi, Salles e Araújo)
    e o Quarteto Equus asinus (Jair, 01, 02 e 03) para pastarem na Sibéria.

a.ali

04 de julho de 2019 às 10h57

muito MERECEDOR do troféu!

Responder

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