VIOMUNDO

Diário da Resistência


Mauro Santayana: Capitalismo ameaçado passeia com o fascismo
Denúncias

Mauro Santayana: Capitalismo ameaçado passeia com o fascismo


09/03/2014 - 15h47

O republicano John McCain com Oleh Tyahnybok (direita), líder do partido de extrema-direita Svoboda (ex-Partido Nacional Socialista da Ucrânia); em primeiro plano o tridente, outro símbolo dos extremistas

08/03/2014 – Copyleft

Mauro Santayana

O ninho da serpente

da Carta Maior

Há um velho ditado que reza que, toda vez que o capitalismo se vê ameaçado, ele sai para passear com o fascismo.

Como um skinhead e seus pit-bulls, que pode ser por eles atacado, depois de tentar prendê-los à força no canil, ao voltar para casa, bêbado drogado, a Europa mostra que não aprendeu nada com as notícias dos jornais, nem com as lições do passado.

Dirigentes europeus — e norte-americanos — tiram fotos, sorridentes, ao lado dos líderes do Partido Svoboda ucraniano, que podem ser vistos, em outras fotos, recentes, discursando em tribunas nazistas e saudando com a palma da mão levantada.

A cruz celta, símbolo da supremacia branca, as suásticas, os três dedos que lembram o tridente tradicional usado pelos neofascistas ucranianos, os raios assassinos das SS nazistas, destacam-se nas bandeiras e braçadeiras portadas pela multidão, na qual desfilam, triunfantes, membros das 22 organizações neonazistas que existem no país, que, segundo analistas locais, são muito mais radicais que o “Svoboda”.

As notícias que vem de Kiev dão conta de que há indícios de que os atiradores que mataram manifestantes durante os protestos, antes do golpe, teriam sido contratados pelos próprios neonazistas para fazê-lo. Sinagogas têm sido incendiadas nos úlimos meses, professores e estudantes de Yeshivas – assim como estrangeiros e homossexuais — têm sido insultados e espancados pelas ruas.

Na Ucrânia atual o anti-semitismo é tão forte, que nos últimos 20 anos, depois da derrocada da União Soviética – que sempre protegeu os judeus como etnia – 80% dos 500.000 hebreus que viviam no país o abandonaram, desde 1989, em um êxodo sem precedentes no pós-guerra.

Hoje, em uma população mais de 44 milhões de habitantes, há menos de 70.000 judeus ucranianos.

Se a situação é ameaçadora para a população judaica, é ainda pior para os cerca de 120.000 a 400.000 ciganos que vivem na Ucrânia, uma minoria que não conta com recursos para deixar o país, nem com um destino, como Israel, que os possa receber. 

Com a desmobilização da polícia e do exército, e sua substituição por brigadas paramilitares compostas de vândalos e arruaceiros, os neonazistas têm circulado livremente pelos bairros ciganos da periferia de Kiev e de cidades do interior do país, insultando e agredindo impunemente, qualquer homem, mulher, criança, idoso, que encontrem pela frente.

Não é preciso lembrar que os roms, assim como os judeus, foram torturados e  mortos – seis milhões de judeus e um milhão de ciganos, pelo menos – nos campos de concentração e de extermínio nazistas, a maioria deles pelas  mãos de voluntários ucranianos, que serviam de “guarda” auxiliar para os alemães, em lugares como Treblinka, Auschwitz e Sobibor.

Os nazistas ucranianos não apenas forneceram  assassinos e torturadores para o holocausto — e a eliminação de prisioneiros políticos e de homossexuais — mas também lutaram ao lado dos alemães, por meio da sua famigerada Legião Ucraniana de Autodefesa e da Divisão SS  Galitzia, contra os russos, na Segunda Guerra Mundial.

Longe de renegar esse passado, do qual toma parte o extermínio da própria população ucraniana – em Baby Yar, uma ravina perto de Kiev, foram massacrados, com a ajuda de soldados e policiais ucranianos, 150.000 mil civis, entre  ciganos, comunistas, e judeus ucranianos, 33.700  deles apenas nos dias 29 e 30 de setembro de 1941 – a direita ucraniana o venera e honra.

No dia primeiro de agosto de 2013, com a presença de um padre ortodoxo, dezenas de pessoas vestindo uniformes da Waffen SS, em meio a uma profusão de bandeiras ucranianas e de suásticas, se encontraram na cidade de Chervone, na Ucrânia, para honrar o “sacrifício” dos “heróis” ucranianos da Divisão SS Galitzia.

Os nazistas ucranianos não foram os únicos a combater, ao lado de Hitler, contra a União Soviética e a colaborar no extermínio de judeus e ciganos e da sua própria população.

O massacre de Odessa, também na Ucrânia, de outubro de 1941, no qual morreram 50.000 judeus, foi cometido, sob “organização” alemã, por tropas do exército romeno, um dos diversos países  que participaram, como aliados do nazismo, da invasão da URSS na Segunda Guerra Mundial.

Entre elas, estavam, além da Itália, da Espanha e da Romênia, Bulgária, Hungria e Eslováquia, países não por acaso colocados — para que isso não viesse a acontecer de novo — sob a esfera de influência soviética, após o fim do conflito.

Engrossada pela deterioração do estado de bem-estar social, a crise econômica, o desemprego e a pressão migratória — criada em boa parte pela própria Europa com o incentivo ao terrível pesadelo da “Primavera Árabe” — a baba do racismo, do ódio contra os ciganos e os árabes, do  antissemitismo e do anticomunismo mais arcaico e bestial, espalha-se como peste seguindo o curso de grandes rios como o Dnieper e o Danúbio, criando uma sopa densa e corrosiva, apropriada para alimentar as ovas — nunca totalmente inertes — da serpente nazista.

Fruto de uma nação multiétnica, que estabelece seu passado e seu futuro na diversidade universal de sua gente, nenhum brasileiro pode ficar ao lado dos golpistas neofascistas ucranianos. 


Não é possível fazê-lo, não apenas pelo senso comum de não apoiar uma gente que odeia e despreza tudo o que somos. 


Mas, também, porque não podemos desonrar o sangue e a memória daqueles cujos ossos descansaram no solo sagrado de Pistóia.

De quem, em lugares como Monte Castelo e Fornovo di Taro – onde derrotamos, em um único dia, a 148 Divisão Wermacht e a Divisão Bersaglieri Itália, obtendo a rendição incondicional de dois generais e de milhares de prisioneiros – combateu,  com a FEB, o bom combate.

Dos soldados e aviadores que, com a força e a determinação de 25.700 corações brasileiros, ajudaram a derrotar, naquele momento, a serpente hitleriana.

No afã de prejudicar e sitiar a Rússia, criando problemas à sua volta, em países que já a atacaram no passado, o que a UE não entendeu, ainda, é que o que está em jogo na Ucrânia não é o apenas o futuro do maior país europeu em extensão territorial, nem mesmo o de Putin, mas o da própria Europa.

Até agora, o neonazismo se ressentia de um território grande e simbólico o suficiente, do ponto de vista de uma forte ligação com o anticomunismo e com o nacional-socialismo, no passado, para servir de estuário para o ressentimento e as frustrações de um continente decadente e nostálgico das glórias perdidas, que nunca se sentiu realmente distante, ou decididamente oposto, ao fascismo.

Faltava um lugar, um santuário, onde se pudesse perseguir o mais fraco, o diferente, impunemente. Um front ideológico e militar para onde pudessem convergir – como voluntários ou simpatizantes — militantes da supremacia branca de todo o mundo.

Um laboratório para a criação de um novo estado, com leis, estrutura e ideologia semelhantes às que imperavam na Alemanha há 70 anos.

Se, como tudo indica, os neonazistas se encastelarem no poder em Kiev, por meio de eleições fraudadas, ou da consolidação de um golpe de estado desfechado contra um governante eleito, o ninho da serpente poderá renascer, agora, no conflagrado território ucraniano.

Abaixo, a bandeira dos confederados e a cruz celta, dois símbolos associados ao neonazistas e aos supremacistas brancos, filmados no Parlamento da Ucrânia:

PS do Viomundo: Numa recente viagem à Hungria fiquei impressionado com a força de um partido de extrema-direita local que tem consistentemente obtido 20% dos votos. Na Romênia, na Bulgária, na Hungria, na República Tcheca e na França, entre outros países, a ofensiva da extrema-direita se concentra nos povos Roma, que chamamos de ciganos. São dez milhões de pessoas sob ataque constante na Europa. Para os interessados, existe um novo livro organizado por Michael Stewart sobre o assunto, “A ‘ameaça’ cigana, Populismo e a nova Política Anti-Ciganos” (The Gypsy ‘Menace’, Populism and the New Anti-Gipsy Politics”, que é excelente.

Leia também:

O que não sai nos jornais sobre a extrema-direita na Ucrânia





27 comentários

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

wendel

12 de março de 2014 às 12h08

Azenha;

Enviei duas vezes meu comentário sobre o artigo acima,por volta de 14 horas e até agora nada!!!
Inclusive postei que, quando na abertura do seu site, vinha o alerta que- “Este site pode danificar seu computador”!!!
Muito estranho!!!
Solicito verificar.

Abs

Wendel

Responder

wendel

10 de março de 2014 às 20h42

Azenha;

Envie duas vezes meu comentário sobre o artigo acima, hj, por volta de 14 horas e até agora nada!!!
Inclusive postei que, quando na abertura do seu site, vinha o alerta que- “Este site pode danificar seu computador”!!!
Muito estranho!!!
Solicito verificar.

Abs

Wendel

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    10 de março de 2014 às 20h49

    Ixe, deve ter caído no spam. O problema é que o spam às vezes tem mais de 300 mensagens e os moderadores optam por esvaziá-lo de uma só vez. Pode repetir o comentário? Desculpe nossa falha.

Fernando H. Araujo de Campos

10 de março de 2014 às 20h36

Excelente análise sobre o que está passando na Ucrânia. No começo, pensei que a quantidade de neonazistas fosse menor, mas pelo visto, eles tomaram conta do governo mesmo. Os judeus, ciganos e islâmicos necessitam pedir asilo em algum outro país, senão serão massacrados.
E é uma pena que a extrema-direita esteja crescendo tão fortemente na Europa, e até no Brasil, com essa nojenta e preconceituosa Marcha das Famílias.

Responder

Luís Carlos

10 de março de 2014 às 19h59

E alguns tentam nos convencer de que o ovo da serpente chocado aqui no Brasil não tem o mesmo DNA ucraniano e venezuelano.

Responder

Elias

10 de março de 2014 às 15h24

Acompanho o Viomundo desde quando estava no UOL. O que se passa? Meu comentário sobre John McCain com Oleh Tyahnybok, líder da direta ucraniana não é aceito, insisti por várias vezes.

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    10 de março de 2014 às 15h31

    O Viomundo nunca esteve no UOL. Seu comentário foi publicado.

    Elias

    10 de março de 2014 às 21h13

    Corrigindo e-mail

    Peço desculpas, Azenha, realmente me enganei quanto a hospedagem do seu blog antigo, aquele com a mesma foto sua que está na capa de seu livro. Foi muita falta de atenção de minha parte. Abraços e, de novo, desculpa.

Elias

10 de março de 2014 às 15h03

A foto de John McCain com Oleh Tyahnybok, líder do partido de extrema-direita Svoboda (ex-Partido Nacional Socialista da Ucrânia) só me leva a pensar naquela velha frase: Diga-me com quem andas…

PS: Será que o nazismo já não deu prova suficiente de que nem capitalismo, nem comunismo o interessam? Será que os Estado Unidos e a União Européia acreditam que podem dar o doce para essa criança maluca e depois tirar da mão dela, numa boa?

Responder

FrancoAtirador

10 de março de 2014 às 13h16

.
.
POLÔNIA E ALEMANHA JÁ ESTÃO SENTINDO O PEPINO

“Soberania europeia ameaçada pela dependência de gás da Rússia”

10/03/2014 – 14:25
Público.pt (Portugal)

Polónia critica dependência alemã do gás russo

O primeiro-ministro polaco, Donald Tusk, alertou esta segunda-feira para os riscos que a dependência da Alemanha do gás russo pode ter para a soberania da Europa.

Tusk considerou que a Europa não poderá “afastar atitudes agressivas potenciais da Rússia no futuro”, caso a dependência energética se mantenha.

Na quarta-feira, Tusk vai receber a chanceler alemã, Angela Merkel, e garantiu que lhe irá transmitir as suas preocupações.

“Irei falar sobretudo da forma como a Alemanha poderá corrigir algumas acções económicas para que a dependência do gás russo não paralise a Europa quando precisa de adoptar uma postura decisiva”, afirmou Tusk, citado pela Reuters.

A questão energética ganha relevo numa altura em que a empresa estatal russa Gazprom ameaçou a Ucrânia de que poderá suspender as exportações de gás, caso o país não pague uma dívida de 1,89 mil milhões de dólares (1,36 mil milhões de euros).

A Comissão Europeia já prometeu que pagará a conta, mas a crispação entre os dois países tem feito alimentar os receios de que se repita um cenário semelhante ao de 2009, por exemplo, e que afectou o fornecimento de gás em vários países do Centro e Leste da Europa.

Para Tusk, a dependência energética trata-se de “uma questão de futuro e de segurança da União Europeia”.
“A dependência da Alemanha de gás russo pode limitar verdadeiramente a soberania da Europa”, afirmou Tusk.

Se não viesse mais gás russo para a União Europeia através da Ucrânia, 14% do consumo europeu seria afectado, segundo os números avançados pela agência Reuters.

Por trás da declarações do primeiro-ministro polaco, que tem sido um dos principais interlocutores diplomáticos da Ucrânia, estão, no também, os intereresses energéticos do seu país.
É na Polónia que se concentram as maiores reservas de gás de xisto do Leste europeu, uma fonte de gás natural que é vista como uma alternativa às importações.

Os países da Europa do Norte e do Centro, entre os quais a Alemanha e a Polónia, são os que importam mais gás da Rússia, enquanto na Europa Ocidental há menos dependência, segundo um estudo da Morgan Stanley.

(http://www.publico.pt/mundo/noticia/polonia-critica-dependencia-alema-do-gas-russo-1627723)
.
.

Responder

Urbano

10 de março de 2014 às 13h10

Só para que se tenha uma ideia, até as bases do fascismo do capital são fruto da rapinagem…

Responder

abolicionista

10 de março de 2014 às 12h18

Sabe a única coisa que falta nessa história? A esquerda, onde foi parar?

O filósofo Walter Benjamin dizia que todo fascismo surge de uma derrota da esquerda. Mas uma vez percebo que ele estava certo.

O que acontece na Ucrânia tem todo o jeito de ser apenas uma disputa comercial. Afinal, Putin é tão fascista quanto o Svoboda (ele aprovou leis que permitem linchamento de homossexuais), a diferença entre eles não é ideológica.

Aliás, as únicas ideologias que ainda imperam são a do mercado (essa tem uma legião poderosa de fanáticos incapazes de olhar a realidade) e a do cinismo inveterado da busca pelo poder, pelo bem particular.

O capitalismo não tem nem nunca teve um compromisso com determinada forma de governo: fascismo, democracia, monarquia ou anarquismo, faz-se dinheiro.

Responder

Paulo Henrique Tavares

10 de março de 2014 às 10h14

Acho que o Mauro Santayana é o que há de melhor no Brasil na análise política e econômica. Porém, desta vez, achei um pouco simplista, por quê?
Os protestos na Ucrânia, especialmente em Kiev, são contra tudo e contra todos (dá até para fazer um paralelo no que aconteceu aqui em junho/2013), mas especialmente contra os status-quo ucraniano, no qual os judeus, apesar de minoria em número, ocupam posições privilegiadas tanto na economia (principalmente) quanto na política.
É verdade também que devido aos protestos ser “contra tudo e contra todos”, os grupos mais “organizados” e/ou “violentos” acabaram tomando a dianteira e se apropriando na cara dura do governo (mas isso sempre foi assim, ou seja, a vontade da maioria quase nunca é contemplada, daí o povo estar cada vez mais desiludido com a política/democracia). Lembrar também que os “extremistas” só chegaram ao poder e são reconhecidos, pelo apoio do dito “ocidente” que inclui os judeus (vamos parar de hipocrisia).
Toda vez que o povo se levanta contra o status quo, vem esta conversa de antissemitismo, quando na verdade, não existe absolutamente nada contra os judeus e sim contra o status quo que beneficia uma minoria e ignora a maioria.
Agora, depois que os golpistas chegaram ao poder na força e são abertamente reconhecidos pelo “ocidente”, descobriu-se que eles são contra os judeus? outra coisa, existem informações que os golpistas mais radicais foram financiados, orientados e armados também por oligarcas, dos quais, muitos são judeus.

Responder

Leandro_O

10 de março de 2014 às 08h07

Para o pessoal do Viomundo, sugiro também observar as tendências dos radicais no Japão, que não somente na China é motivo de preocupação mas inclusive em outros países que no passado também foram invadidos, como a Indonésia. Só que a mídia tem divulgado a preocupação com a militarização da China.

Japan’s Right-Wing Stirrings
http://www.nytimes.com/2014/02/13/opinion/kato-japans-right-wing-stirrings.html?_r=0
“In 1988, it sent a threat to former Prime Minister Yasuhiro Nakasone for canceling a visit to Yasukuni Shrine out of consideration for the Chinese and Korean governments and another letter to Nakasone’s successor, Noboru Takeshita, demanding that he resume the visits.”

Responder

Marcos F. L.

09 de março de 2014 às 23h15

A cadeia de televisão Russia Today publicou uma intercepção do telefone do ministro estónio dos Negócios estrangeiros, Urmas Paet, no qual ele indica que os misteriosos snaipers(atiradores-furtivos) da praça Maidan estavam ligados à oposição pró- europeia.

Sem tomar partido, o ministro liberal Urmas Paet telefona, a este propósito, à Alta- representante da União Europeia, Lady Catherine Ashton, para a informar das suas dúvidas (sobre a credibilidade do novo governo da oposição ucraniana). A autenticidade da conversação telefónica foi confirmada pelos dois protagonistas. A conversa data de há uma semana.

O ministro, indignado, explica a Lady Ashton ter tido confirmação pela Dra. Olga Bogomolets, (célebre dermatóloga envolvida nas manifestações da praça Maidan), que foram indivíduos ligados à oposição pró-europeia —e não membros das forças de segurança fiéis ao presidente Ianoukovytch— quem atirou, simultâneamente, contra a polícia ucraniana e contra os manifestantes afim de provocar a revolta, e derrubar o governo.

Responder

    FrancoAtirador

    10 de março de 2014 às 02h01

    .
    .
    A ser confirmada essa notícia da Russia Today,

    foram rápidos em acionar a 2ª fase do golpe.

    Os NeoCons vão tentar derrubar os Neonazistas

    como fizeram com o Mohamed Morsi, no Egito.

    Só que a Irmandade Muçulmana é uma Santidade,

    se comparada ao Svoboda e ao Right Sector.
    .
    .
    Mrs. Bogomolets is the member of the American Academy of Dermatology
    and European Academy of Dermatology and Venerology,
    the member of New York Academy of Sciences.

    (http://en.wikipedia.org/wiki/Olga_Bogomolets#Career)
    .
    .
    February 20 2014

    Olga Bogomolets on CNN

    (http://www.bogomolets.com/en/news/229-olga-bogomolets-on-cnn)
    (http://www.youtube.com/watch?v=L5eiZERkECI)
    .
    .

    abolicionista

    10 de março de 2014 às 14h52

    Acho que é por aí, caro FrancoAtirador. Os nazistóides ucranianos são meros fantoches nessa comédia de mau gosto dirigida pelo deus-mercado.

    Marcos F. L.

    10 de março de 2014 às 17h16

    Os americanos suspeitam que a Irmandade Muçulmana tenha ligação com o grupo Hamas, talvez tenha sido essa a causa do golpe que tirou o Mursi do poder e quem assumira será uma junta militar.

Marcos F. L.

09 de março de 2014 às 23h10

Segundo a ucraniana Olga Bogomolets franco atiradores que dispararam contra a polícia e os manifestantes eram da oposição ucraniana conforme interceptação telefônica.

Responder

João do Sertão

09 de março de 2014 às 20h11

Os fascistas americanos e europeus estão assanhados com os Neonazistas Ucranianos, isto seria de se esperar.

Responder

Luiz

09 de março de 2014 às 20h05

uma observação: cruz celta é um simbolo do povo celta que remonta a Antiguidade, não é um símbolo nazista, eles a roubaram assim como fizeram com a suástica.

Responder

Julio Silveira

09 de março de 2014 às 18h51

Pior que nesse caso nem se trata de perda do capitalismo, mas puramente oportunismo para se apoderar de um espolio, já que a Russia atual é uma economia de mercado. Cai-se por terra essa argumentação ideológica e fica caracterizada a briga por espaços corporativos e proeminência econômica.
E para isso usam todo o leque de discursos hipócritas e mofados a fim de trabalhar a psique ocidental para angariar simpatias populares com algo que mostra os interesses de forma completamente transparente.

Responder

marcosomag

09 de março de 2014 às 18h12

A resistência dos povos europeus ao desmonte do Welfare State está fazendo com que os capitalistas considerem a “solução fascista” como alternativa para que consigam levar as relações trabalhistas na Europa de volta ao século XIX.

Nada do ocorre hoje na Ucrânia ou Venezuela seria possível sem a atuação ativa da mídia corporativa. Ela é quem leva a ideologia das grandes corporações para as massas.

É uma mídia em franca decadência pela concorrência da internet.

Mas, aqui no Brasil, o HIBernardo alimenta os “tamagochis” da velha mídia, e tem o beneplácito de Dilma, uma das ameaçadas pelas operações de desestabilização operadas pelo braços militares e secretos do capitalismo: as agências de “segurança”.

Se não acordar, logo vai ser tarde!

Responder

Marat

09 de março de 2014 às 18h10

O capitalismo venceu… Que bom, não é mesmo? Esses fascistóides estão por todos os lados, inclusive aqui no Brasil. Logo mais, as limpezas étnicas serão defendidas pelas democracias europeias e estadunidense!

Responder

Oneaty

09 de março de 2014 às 17h38

Na verdade, o velho ditado citado pelo autor logo no primeiro parágrafo seria melhor dito desta forma: “Cada vez que setores conservadores e nacionalistas descontentes com o capitalismo transnacional se unem a setores da extrema esquerda descontentes com a apatia do proletariado em não fazer a revolução, eles saem para passear com o fascismo”
De acordo com um dos maiores especialistas em fascismo europeu, o israelense Zeev Sternhell, o fascismo resulta da perigosa síntese entre extrema direita e extrema esquerda, ambos descontentes com a democracia liberal burguesa.
Ver o livro de Sternhell O Nascimento da Ideologia Fascista aqui: https://d1e0u2actw4eb3.cloudfront.net/edu/src/Sternhell%20-%20The%20Birth%20of%20Fascist%20Ideology.pdf

Responder

    Marcos F. L.

    10 de março de 2014 às 17h27

    Entrar na União Europeia e abraço de afogado.

    Luís Carlos

    10 de março de 2014 às 19h57

    Esta síntese da extrema direita e extrema esquerda não é a que vemos aqui no Brasil, com o DEM e PSDB, mais REDE de Marina e PSOL, todos pedindo e apoiando mais manifestações de rua, ao ponto de Luciana Genro do PSOL/RS que ser á candidata a vice-presidente pelo PSOL na chapa com Randolfe Rodirgues comemorar a “revolução popular” na Ucrânia?
    Essa “insatisfação com nossa “democracia burguesa” nos levaria a ditadura novamente pelas mãos tucanas e demistas com REDE e PSOL à cabeça. Grandes democratas golpistas!


Deixe uma resposta

Apoie o VIOMUNDO - Crowdfunding