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Maria do Rosário, sobre ataque de Bolsonaro à jornalista da Folha: Até quando Congresso, MP, Judiciário aceitarão?; vídeo
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Maria do Rosário, sobre ataque de Bolsonaro à jornalista da Folha: Até quando Congresso, MP, Judiciário aceitarão?; vídeo


18/02/2020 - 17h59

Bolsonaro repete mentira e comete machismo e insinuação sexual contra jornalista da ‘Folha’

Parlamentares apontam quebra de decoro do presidente em insulto à repórter Patrícia Campos Mello, responsável por denunciar o envolvimento de empresas para o disparo em massa de mensagens pelo WhatsApp pró-Bolsonaro

RBA

São Paulo – O presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar jornalistas nesta terça-feira (18), ao insultar com insinuação sexual a repórter Patrícia Campos Mello, do jornal Folha de S. Paulo, dizendo que “ela (repórter) queria um furo. Ela queria dar o furo a qualquer preço contra mim”.

A declaração, em frente ao Palácio da Alvorada, repete o ataque inverídico e misógino ao trabalho da profissional que denunciou, durante as eleições em 2018, a contratação de empresas para efetuar o disparo de mensagens em massa pelo WhatsApp na campanha pró-Bolsonaro.

Na semana passada, durante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News, que apura a disseminação de notícias falsas e ilegalidades cometidas por candidatos no último pleito, Patrícia foi ofendida por um ex-funcionário de uma das agências de disparos.

Hans River do Rio Nascimento acusou a jornalista de forçá-lo a dar a entrevista, insinuando uma troca de favores sexuais.

As afirmações discriminatórias foram logo desmentidas pela repórter, que comprovou com áudios, registros e prints das mensagens trocadas, que Hans não só mentiu e fez um ataque misógino, como denunciou de fato o uso fraudulento de nome e CPF de pessoas idosas para registrar chips de celular e garantir disparos em lotes de mensagens.

Em entrevista à Agência Pública, o senador Angelo Coronel (PSD-BA), que preside a CPMI das Fake News, garantiu que o ex-funcionário fez um depoimento mentiroso.

Além disso, parlamentares, incluindo a relatora da comissão, a deputada Lídice da Mata (PSB-BA) anunciaram que entrarão na Justiça contra Hans, que cometeu crime ao falsificar seu depoimento.

Organizações de mulheres, jornalistas e em defesa da liberdade de expressão e imprensa e dos direitos humanos, repudiaram também o ataque à Patrícia e exigiram resposta do Congresso, como aponta nota da Marcha Mundial das Mulheres (MMM).

Ainda assim, Bolsonaro, em referência ao depoimento calunioso, repetiu o ataque como um “típico machão”, como ironiza a deputada Sâmia Bomfim (Psol-SP):

“Covarde, inseguro e consciente de sua incompetência, tem na misoginia e na violência as válvulas de escape para seus ódios profundos. É um sub-homem que fracassou como militar, como político e como pai. É infeliz”, acrescentou Sâmia pelo Twitter.

A deputada Talíria Petrone (Psol-RJ) aponta quebra de decoro por parte do presidente. “Temos um presidente machista. Querer desqualificar uma profissional, com insinuações sexuais é uma forma clássica de misoginia”, destacou em suas redes sociais.

Também pelo Twitter, a deputada Maria do Rosário (PT-RS) declarou “todo o repúdio a quem não honra o ser cargo” e cobrou das instituições brasileiras solidariedade à Patrícia. “Ela é atacada porque é competente e denunciou aspectos fundamentais, erros, crimes nas eleições de 2018”, disse.

“Até quando as autoridades públicas, o Congresso Nacional, o Ministério Público, o Judiciário aceitarão que alguém que não tem as condições morais de ocupar qualquer função pública, muito menos a presidência da República, permaneça utilizando esse espaço para atacar a cidadãs e cidadãos brasileiros, principalmente as mulheres?”, questionou.

A Associação Nacional de Editores de Revistas (Aner) e a Associação Nacional de Jornais (ANJ) também protestou, por meio de nota, contra as “lamentáveis declarações”, avaliam as entidades.

“As insinuações do presidente buscam desqualificar o livre exercício do jornalismo e confundir a opinião pública. Como infelizmente tem acontecido reiteradas vezes, o presidente se aproveita da presença de uma claque para atacar jornalistas, cujo trabalho é essencial para a sociedade e a preservação da democracia”.

Entidades em defesa da liberdade de expressão e da imprensa irão, no dia 6 de março, denunciar as violações cometidas pelo presidente na Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), vinculada à Organização dos Estados Americanos (OEA).

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Por Laurindo Lalo Leal Filho



7 comentários

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Zé Maria

19 de fevereiro de 2020 às 18h16

Saiba por que a FaMilícia Bolsonaro
está tremendo na base:

Justiça da Bahia determinou Nova Perícia no corpo
do Miliciano Adriano Nóbrega, ligado aos Bolsonaro
Decisão atende a pedido do Ministério Público;
Necropsia será feita pelo IML do Rio de Janeiro.

O corpo do miliciano Adriano Magalhães da Nóbrega, ligado ao senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), deverá ser submetido a uma nova perícia, a ser realizada pelo Instituto Médico Legal do Rio de Janeiro, e não poderá ser cremado até a realização do exame.

A decisão é do juiz estadual da Comarca de Esplanada (170 km de Salvador),
que aceitou nesta terça-feira (18) um pedido do Ministério Público do Estado
da Bahia e de familiares do ex-capitão da Polícia Militar do Rio de Janeiro.

O laudo do novo exame deve ser apresentado à Justiça baiana em 15 dias.

Na decisão, o juiz ainda determinou que a Secretaria de Segurança Pública
da Bahia disponibilize as gravações dos rádios transmissores utilizados
pelos agentes policiais no dia da operação policial.

Também estabeleceu que a policia baiana realize exame papiloscópico nas
munições não deflagradas da pistola supostamente encontrada com Adriano.

Adriano era acusado de integrar uma milícia e foi morto em uma operação
policial na cidade de Esplanada, no dia 9 de fevereiro, no interior da Bahia.

A decisão do juiz atendeu a um pedido da Promotoria da Bahia.

Os Promotores Baianos anda pediram à Justiça que,
na nova perícia, sejam analisados elementos como
a direção que os projéteis percorreram o corpo,
o calibre das armas utilizadas e a distância aproximada
nas quais os tiros foram disparados.

[ Reportagem: João Pedro Pitombo | 18.fev.2020 | FSP ]

Responder

Zé Maria

19 de fevereiro de 2020 às 17h34

https://twitter.com/i/status/1230001991344148481

A que ponto da insensatez chegou o ‘jornalismo’,
que chamar ou não uma Mulher de “Puta” virou
‘polêmica’ no debate entre ‘intelectuais’ …

Daqui a pouco, estarão defendendo e fazendo
propaganda Nazista, sob mesmos argumentos.
Aliás, os EUA chegaram ao Fascismo assim
e o Brasil ao Ultraliberalismo Nazi-Fascista.

https://twitter.com/i/status/1230143284535791623

https://twitter.com/pablovillaca/status/1229998341435666432
https://twitter.com/cynaramenezes/status/1230080900815347712

Responder

Zé Maria

19 de fevereiro de 2020 às 17h07

https://twitter.com/i/status/1230001991344148481

A que ponto da insensatez chegou o ‘jornalismo’,
que chamar ou não uma Mulher de “Puta” virou
‘polêmica’ no debate entre ‘intelectuais’ …

Daqui a pouco, estarão defendendo e fazendo
propaganda Nazista, sob mesmos argumentos.
Aliás, os EUA chegaram ao Fascismo assim
e o Brasil ao Ultraliberalismo Nazi-Fascista.

https://twitter.com/i/status/1230143284535791623
https://twitter.com/pablovillaca/status/1229998341435666432

Responder

LULIPE

19 de fevereiro de 2020 às 08h41

Por onde ela andava quando o condenado chamou as mulheres petistas de “grelo duro”? É a conhecida Indignação seletiva e hipócrita, típicas dos esquerdopatas….

Responder

Maria Nadir

18 de fevereiro de 2020 às 23h15

O exercito jogou dinheiro na privada. Total desperdicio de dinheiro publico. O presidente é desequilibrado. A guerra dele é contra as mulheres. Corajosissimo !
É para se repensar essas escolas que só tem homem. Tem que ser mista. Muita testosterona e pouco cérebro. E só feminina tb nao dá certo. Só gera gente preconceituosa.

Responder

Zé Maria

18 de fevereiro de 2020 às 22h54

Faz pelo menos 25 Anos
que esse Político Crápula
vem ofendendo Mulheres, Negros, LGBTs
e demais Minorias organizadas
em Movimentos Sociais no Brasil
e já deveria ter sido banido
da vida pública, por falta decoro,
pelo Congresso Nacional.

Responder

    Zé Maria

    19 de fevereiro de 2020 às 17h55

    E foi assim que deseducou os filhos,
    porque nenhuma criança tem culpa
    de ter o Pai Miliciano, como eles têm.

    O Deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP),
    acompanhado de deputadas aliadas
    como a PM Major Fabiana (PSL-RJ), subiu
    à tribuna da Câmara dos Deputados
    e mandou “uma banana” dizendo ser
    “em nome das mulheres” [SIC]:

    “Em nome das mulheres,
    uma banana! Uma banana!”

    Sob a reação de deputados de várias siglas,
    que o chamavam de fascista, Eduardo Bolsonaro
    ainda disse:
    “Não vão nos calar!
    Pode gritar à vontade,
    mas só raspa o sovaco,
    senão dá um mau cheiro
    do caramba.”

    [Folha/Poder, via FolhaDiferenciada]

    https://folhadiferenciada.blogspot.com/2020/02/da-tribuna-da-camara-eduardo-bolsonaro.html

    https://pontoe.org/minuto-a-minuto/


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