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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Leandro Fortes: Não há uma linha no relatório da PF que confirme a existência do “mensalão”

08 de abril de 2011 às 15h29

por Leandro Fortes, em CartaCapital

O escândalo do mensalão voltou à cena. Em páginas recheadas de gráficos, infográficos, tabelas e quadros de todos os tipos e tamanhos, a revista Época anunciou, na edição que chegou às bancas no sábado 2, ter encontrado a pedra fundamental da mais grave crise política do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2005 e 2006. Com base em um relatório sigiloso da Polícia Federal, encaminhado ao Supremo Tribunal Federal, a  semanal da Editora Globo concluiu sem mais delongas: a PF havia provado a existência do mensalão e o uso de dinheiro público no esquema administrado pelo publicitário Marcos Valério de Souza. Outro aspecto da reportagem chamada atenção: o esforço comovente em esconder o papel do banqueiro Daniel Dantas no financiamento do valerioduto. Alguns trechos pareciam escritos para beatificar o dono do Opportunity, apresentado como um empresário achacado pela sanha petista por dinheiro.

As provas do descalabro estariam nas 332 páginas do inquérito 2.474, tocado pelo delegado Luiz Flávio Zampronha, da Divisão de Combate a Crimes Financeiros da PF e encaminhado ao ministro Joaquim Barbosa, relator no STF do processo do  “mensalão”. Inspirados no relato de Época,  editorialistas, colunistas e demais istas não tiveram dúvidas: o mensalão estava provado. Estranhamente, a mesma turma praticamente silenciou a respeito dos trechos que tratavam de Dantas.

Infelizmente, os leitores de Época não foram informados corretamente a respeito do conteúdo do relatório escrito, com bastante rigor e minúcias, pelo delegado Zampronha. Em certa medida, sobretudo na informação básica mais propalada, a de que o “mensalão” havia sido confirmado, esses mesmos leitores foram enganados. Não há uma única linha no texto que confirme a existência do tal esquema de pagamentos mensais a parlamentares da base governista em troca de apoio a projetos do governo no Congresso Nacional.

Ao contrário. Em mais de uma passagem, o policial faz questão de frisar que o inquérito, longe de ser o “relatório final do mensalão”, é uma investigação suplementar do chamado “valerioduto”, solicitada pela Procuradoria Geral da República, para dar suporte à denúncia inicial, esta sim baseada na tese dos pagamentos mensais. Trata, portanto, da complexa rede de arrecadação, distribuição e lavagem de dinheiro sujo montada por Marcos Valério. Zampronha teve, inclusive, o trabalho de relatar como esse esquema a envolver financiamento ilegal de campanha e lobbies privados começou em 1999, ainda no governo Fernando Henrique Cardoso, e terminou em 2005, na administração Lula, após ser denunciado pelo deputado Roberto Jefferson, do PTB. Ao longo do texto, fica clara a percepção do delegado de que nunca houve “mensalão” (o pagamento mensal a parlamentares), mas uma estratégia mafiosa de formação de caixa 2 e que avançaria sobre o dinheiro público de forma voraz caso não tivesse sido interrompida pela eclosão do escândalo.

Na quarta-feira 6, CartaCapital teve acesso ao relatório. Para não tornar seus leitores escravos da interpretação exclusiva da reportagem que se segue, decidiu publicar na internet (www.cartacapital.com.br) a íntegra do documento. Assim, os interessados poderão tirar suas próprias conclusões. Poderão verificar, por exemplo, que o delegado ateve-se a identificar as fontes de financiamento do valerioduto. E mais: notar que Dantas é o principal alvo do inquérito.

Ao contrário do que deu a entender a revista Época, não se trata do “relatório final” sobre o mensalão. Muito menos foi encomendado pelo ministro Barbosa para esclarecer “o maior escândalo de corrupção da República”, como adjetiva a semanal. Logo na abertura do relatório, Zampronha faz questão de explicar – e o fará em diversos trechos: a investigação serviu para consolidar as informações relativas às operações financeiras e de empréstimos fajutos do “núcleo Marcos Valério”. Em seguida, trata, em 36 páginas (mais de 10% de todo o texto), das relações de Marcos Valério com Dantas e com os petistas. À página 222, anota, por exemplo: “Pelos elementos de prova reunidos no presente inquérito, contata-se que Marcos Valério atuava como interlocutor do Grupo Opportunity junto a representantes do Partido dos Trabalhadores, sendo possível concluir que os contratos (de publicidade) realmente foram firmados a título de remuneração pela intermediação de interesse junto a instâncias governamentais”.

O foco sobre Dantas não fez parte de uma estratégia pessoal do delegado. No fim do ano passado, a Procuradoria Geral da República determinou à PF a realização de diligências focadas no relacionamento do valerioduto com as empresas Brasil Telecom, Telemig Celular e Amazônia Celular.  As três operadoras de telefonia, controladas à época pelo Opportunity, mantinham vultosos contratos com as agências DNA e SMP&B de Marcos Valério. Zampronha solicitou todos os documentos referentes a esses pagamentos, tais como contratos, recibos, notas fiscais e comprovantes de serviços prestados. A conclusão foi de que a dupla Dantas-Valério foi incapaz de comprovar os serviços contratados.

As análises financeiras dos laudos periciais encomendados ao Instituto Nacional de Criminalística da PF revelaram que, entre 1999 e 2002, no segundo governo FHC, apenas a Telemig Celular e a Amazônia Celular pagaram às empresas de Marcos Valério, via 1.169 depósitos em dinheiro, um total de 77,3 milhões de reais. Entre 2003 e 2005, no governo Lula, esses créditos, consumados por 585 depósitos das empresas de Dantas, chegaram a 87,4 milhões de reais. Ou seja, entre 1999 e 2005, o banqueiro irrigou o esquema de corrupção montado por Marcos Valério com nada menos que 164 milhões de reais. O cálculo pode estar muito abaixo do que realmente pode ter sido transferido, pois se baseia no que os federais conseguiram rastrear.

Segundo o relatório, existem triangulações financeiras típicas de pagamento de propina e lavagem de dinheiro. Em uma delas, realizada em 30 de julho de 2004, a Telemig Celular pagou 870 mil reais à SMP&B, depósito que se somou a outro, de 2,5 milhões de reais, feito pela Brasil Telecom. O total de 3,4 milhões de reais serviu de suporte para transferências feitas em favor da empresa Athenas Trading, no valor de 1,9 milhão de reais, e para a By Brasil Trading, de 976,8 mil reais, ambas utilizadas pelo esquema de Marcos Valério para mandar dinheiro ao exterior por meio de operações de câmbio irregulares, de modo a inviabilizar a identificação dos verdadeiros beneficiários dos recursos. Em consequência, Zampronha repassou ao Ministério Público Federal a função de investigar se houve efetiva prestação de serviços por parte das agências de Marcos Valério às empresas controladas pelo Opportunity.

A principal pista da participação de Dantas na irrigação do valerioduto surgiu, porém, a partir de uma auditoria interna da Brasil Telecom, realizada em 2006. Ali demonstrou-se que, às vésperas da instalação da CPMI dos Correios, em 2005, na esteira do escândalo do “mensalão” e no momento em que a permanência do Opportunity no comando da telefônica estava sob ameaça, a DNA e a SMP&B celebraram com a BrT contratos de 50 milhões de reais. Dessa forma, as duas empresas de Marcos Valério puderam, sozinhas, abocanhar 40% da verba publicitária da Brasil Telecom. Isso sem que a área de marketing da operadora tivesse sido  consultada.

Ao delegado, Dantas afirmou que, a partir de 2000, ainda no governo FHC, passou a “sofrer pressões” da italiana Telecom Italia, sócia da BrT. Em 2003, já no governo Lula, o banqueiro afirma ter sido procurado pelo então ministro-chefe da Casa Civil, o ex-deputado José Dirceu, com quem teria se reunido em Brasília.

Na conversa com Dirceu, afirma Dantas, o ministro teria se mostrado interessado em resolver os problemas societários da BrT e encerrar o litígio do Opportunity com os fundos de pensão de empresas estatais. O Palácio do Planalto teria escalado o então presidente do Banco do Brasil, Cassio Casseb, para cuidar do assunto. Casseb viria a ser um dos alvos da arapongagem da Kroll a pedido do Opportunity. O caso, que envolveu a espionagem de integrantes do governo FHC e da administração Lula, baseou a Operação Chacal da PF em 2004.

Dantas afirmou ter se recusado a “negociar” com o PT. Após a recusam acrescenta, as pressões aumentaram e ele teria começado a ser perseguido pelo governo. Mas o banqueiro não foi capaz de provar nenhuma das acusações, embora seja claro que petistas se aproveitaram da guerra comercial na telefonia para extrair dinheiro do orelhudo. Só não sabiam com quem se metiam. Ou sabiam?

O fundador do Opportunity também repetiu a versão de que um de seus sócios, Carlos Rodemburg, havia sido procurado pelo então tesoureiro do PT, Delúbio Soares, acompanhado de Marcos Valério, para ser informado de um déficit de 50 milhões de reais nas contas do partido. Teria sido uma forma velada de pedido de propina, segundo Dantas, nunca consolidado. O próprio banqueiro, contudo, admitiu que Delúbio não insinuou dar nada em troca da eventual contribuição solicitada. Negou, também, que tenha mantido qualquer relação pessoal ou comercial com Marcos Valério, o que, à luz das provas recolhidas por Zampronha, soam como deboche. “O depoimento de Daniel Dantas está repleto de respostas evasivas e esquecimentos de datas e detalhes dos fatos”, informou no despacho ao ministro Barbosa.

Chamou a atenção do delegado o fato de os contratos da BrT com as agências de Marcos Valério terem somado os exatos 50 milhões de reais que teriam sido citados por Delúbio no encontro com Rodemburg. Para Zampronha, a soma dos contratos, assim como outras diligências realizadas pelo novo inquérito, “indicam claramente” que, por algum motivo, o Grupo Opportunity decidiu efetuar os repasses supostamente solicitados por Delúbio, com a intermediação das agências de Marcos Valério, como forma de dissimular os pagamentos.

Os contratos da DNA e da SMP&B com a Brasil Telecom, segundo Zampronha, obedecem a uma sofisticada técnica de lavagem de dinheiro, usada em todo o esquema de Marcos Valério, conhecida como commingling (mescla, em inglês). Consiste em misturar operações ilícitas com atividades comerciais legais, de modo a permitir que outras empresas privadas possam se valer dos mesmos mecanismos de simulação e superfaturamento de contratos de publicidade para encobrir dinheiro sujo. No caso da BrT, cada um dos contratos, no valor de 25 milhões de reais, exigia contratação de terceiros para serem executados. Além disso, havia a previsão de pagamento fixo de 187,5 mil reais mensais às duas agências do Valerioduto, referente à prestação de serviços de “mídia e produção”.

Surpreendentemente, e contra todas as evidências, Dantas disse nunca ter participado da administração da BrT. Por essa razão, não teria condições de prestar qualquer informação sobre os contratos firmados pela então presidente da empresa, Carla Cicco, indicada por ele, com as agências de Marcos Valério. De volta a Itália desde 2005, Carla Cicco informou à PF não ter tido qualquer participação ou influência na contratação das agências, apesar de admitir ter assinado os contratos. Disse ter se encontrado com Marcos Valério uma única vez, numa reunião de trabalho com representantes da DNA.

O protagonismo de Dantas no valerioduto e o desmembramento da rede de negócios montada por Marcos Valério, desde 1999, nos governos do PSDB e do PT são elementos que, no relatório da PF, desmontam, por si só, a tese do pagamento de propinas mensais a parlamentares. Ou seja, a tese do “mensalão”, na qual se baseou a denúncia da PGR encaminhada ao Supremo, não encontra respaldo na investigação de Zampronha, a ponto de sequer ser considerada como ponto de análise.

O foco do delegado é outro crime, gravíssimo e comum ao sistema político brasileiro, de financiamento partidário baseado em arrecadação ilícita, montagem de caixa 2 e, passadas as eleições, divisão ilegal de restos de campanha a aliados e correligionários. Por essa razão, ele encomendou os novos laudos detalhados ao INC.

Uma das primeiras conclusões dos laudos de exame contábil foi que Marcos Valério usava a DNA Propaganda para desviar recursos do Fundo de Incentivo Visanet, empresa com participação acionária do Banco do Brasil, e distribui-los aos participantes do esquema do PT e de partidos aliados. O fundo foi criado em 2001 com o objetivo de financiar ações de marketing para incentivar o uso de cartões da bandeira Visa. O Visanet foi, inicialmente, constituído com recursos da Companhia Brasileira de Meios e Pagamentos (CBMP), nome oficial da empresa privada Visanet, e distribuído em cotas proporcionais de um total de 492 milhões de reais a 26 acionistas. Além do BB participam o Bradesco, Itaú, HSBC, Santander, Rural, e até mesmo o Panamericano, vendido recentemente por Silvio Santos ao banqueiro André Esteves. “Para operar tais desvios, Marcos Valério aproveita-se da confusão existente entre a verba oriunda do Fundo de Incentivo Visanet e aquela relacionada ao orçamento de publicidade próprio do Banco do Brasil”, anotou o policial.

O BB repassava mais de 30% do volume distribuído pelo fundo, cerca de 147,6 milhões de reais, valor correspondente à participação da instituição no capital da Visanet. Desse total, apenas a DNA Propaganda recebeu 60,5% do dinheiro, cerca de 90 milhões de reais, entre 2001 e 2005, divididos por dois anos no governo FHC, e por dois anos e meio, no governo Lula. Daí a constatação de que, de fato, por meio da Visanet, o valerioduto foi irrigado com dinheiro público. O que nunca se falou, contudo, é que essa sangria não se deu somente durante o governo petista, embora tenha sido nele o período de maior fartura da atividade criminosa. Quando eram os tucanos a coordenar o fundo, Marcos Valério meteu a mão em ao menos 17,2 milhões de reais.

De acordo com o relatório da PF, Marcos Valério tinha consciência de que agências de publicidade e propaganda representavam um mecanismo eficaz para desviar dinheiro público, por conta do caráter subjetivo dos serviços demandados. Mas havia um detalhe mais importante, como percebeu Zampronha. Com as agências, Valério passou a lidar com a compra de espaços publicitários em diversos veículos de comunicação. “Esta relação econômica estreitava o vínculo do empresário com tais veículos e poderia facilitar o direcionamento de coberturas jornalísticas”.

As Organizações Globo, proprietária da revista Época, sonegou a seus leitores, por exemplo, ter sido a maior beneficiária de uma das principais empresas do valerioduto. À página 68 do relatório, e em outras tantas, a TV Globo é citada explicitamente. Escreve o delegado: “A nota emitida pela empresa de comunicação destaca-se por sua natureza fiscal de adiantamento, “publicidade futura”, isto é, a nota por si só não traz qualquer prestação de serviço, como também não há elementos que vincule os valores adiantados ao fundo de incentivo Visanet”. Zampronha se referia a contratos firmados em 2003 no valor de 720 mil reais e 2,88 milhões de reais. Entre 2004 e 2005, a TV Globo receberia outros pagamentos da DNA, no valor total de 1,2 milhão de reais, lançados na planilha de controle do Fundo Visanet.

Mesmo tratado com simpatia na reportagem da Época, o Opportunity não perdoou. No item 17 de uma longa nota oficial em resposta, o banco atira: “Na Telemig, segundo informações prestadas à CPI do Mensalão, a maioria dos recursos eram repassados às Organizações Globo. Por isso, a apuração desses fatos fica fácil de ser feita pela Época.”

Segundo Zampronha, o objetivo do valerioduto era criar empresas de fachada para auxiliar na movimentação de dinheiro sujo e manter os interessados longe dos órgãos oficiais de fiscalização e controle. O leque de agremiações políticas para as quais Marcos Valério “prestava serviços” era tão grande que não restou dúvida ao delegado: “Estamos diante de um profissional sem qualquer viés partidário”. Isso não minimiza o fato de o PT, além de qualquer outra legenda, ter se lambuzado no esquema. Não fosse a denúncia de Jefferson, o valerioduto teria se inscrutado de forma absoluta no Estado brasileiro e se transformado em uma torneira permanemente aberta por onde jorraria dinheiro público para os cofres petistas.

CartaCapital não espera, como de costume, que esta reportagem tenha repercussões na mídia nativa. À exceção da desbotada tese do mensalão, que serve à disputa político-partidária na qual os meios de comunicação atuam como protagonistas, não há nenhum interesse em elucidar os fatos. O que, se assim for, provará que a sociedade afluente navega tranquilamente sobre o velho mar de lama.

Leia a íntegra do relatório: Parte 1, Parte 2, Parte 3, Parte 4, Parte 5, Parte 6, Parte 7 e Parte 8

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Luiz Fortaleza

10/04/2011 - 18h05

O que não podemos é cair na fetichização dos partidos, pq o desvio do socialismo na URSS, a partir de um socialismo burocratizado, apartado do seu ator revolucionário principal – o proletariado -, nos mostra que não podemos repetir os erros históricos de esquerda. Não foi à toa que o marxismo crítico no Leste europeu, em alguns países como a Hungria, Iugoslávia, Tchecolosváquia e Polônia, tentou humanizar o socialismo leninista-marxista engessado numa visão puramente político-partidária, dirigido por políticos profissionais que se achavam os iluminados da história. Isso não pode ocorrer na esquerda do PT ou do Brasil, personalizar a luta da emancipação humana na figura de UM.

Responder

luiz pinheiro

10/04/2011 - 11h56

A prova dos nove deste gravissimo problema da corrupção eleitoral é o financiamento público exclusivo das campanhas. Quem é contra aceita como fatalidade o nosso tradicional caixa dois, que o PIG batizou de "mensalão" para tentar criminalizar o PT – só o PT. O financiamento público exclusivo é fundamental, porque democratiza as eleições, equipara todos os partidos do ponto de vista da capacidade financeira, afasta, ou pelo menos reduz substancialmente, o nefasto domínio do poder econômico das grandes empresas e bancos, transforma nossa atual "democracia de negócios" numa efetiva "democracia cidadã".

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Lalo Pereira

10/04/2011 - 11h26

Nunca acreditei em mensalão. Pelo menos da maneira como foi amplamente explorado pela imprensa Veja-Folha-Globo. Esta denominação pressupõe pagamento mensal de cotas a uma lista de beneficiados. Tenho certeza que a base de apoio paralamentar que foi montada a princípio para apoiar a primeira gestão petista, pelos vícios históricos pmdbistas, ptbistas, pdtistas e alguns ptistas lograram e logram favores no interior da máquina pública. Maquiam prestações de contas das campanhas eleitorais. O que não deixa de ser condenável . Mas a imprensa tucana usa de dois pesos e duas medidas. O que não ajuda ao combate nem ao esclarecimento dos fatos

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ana db

10/04/2011 - 08h41

O PiG continua mentindo descaradamente. E tem otario que continua acreditando.

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Heitor

09/04/2011 - 23h18

Toda vez que leio o nome da Telemig e lembro do Azeredo, me pergunto: quando é que vai estourar algo no colo do Aécio?

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José Manoel

09/04/2011 - 22h38

Entretando a Faia, a Vexa(me), o Estadinho e a Grobo acham diferente!!!!!!!!!!!!!!!!! Fora, imprensinha de m……!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

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ZePovinho

09/04/2011 - 22h04

……………. O litígio entre Opportunity e TIW começara depois do leilão de privatização. Os canadenses haviam desembolsado mais de US$ 380 milhões na compra de duas empresas, acreditando que teriam participação em sua gestão. Após o leilão, descobriram que, apesar de ter 49% das ações, não teriam ingerência nas decisões das companhias, em virtude de uma complexa estrutura societária atribuída a Dantas. Apesar de deter menos de 1% do capital total, era o Opportunity que controlava as empresas, por intermédio de outra empresa chamada Newtel, cujos sócios eram o Opportunity e os fundos de pensão, mas não os canadenses. No meio da disputa entre os canadenses e o Opportunity, os principais fundos de pensão mudaram de direção e se aliaram à TIW. Eles queriam dissolver a Newtel e destituir o Opportunity do comando das empresas. Iniciou-se em 2000 uma batalha na Justiça Estadual do Rio de Janeiro que mobilizou alguns dos principais escritórios de advocacia do país e gerou mais de 30 ações. No meio desse imbróglio, a TIW e os fundos conseguiram algumas vitórias parciais. Uma liminar da Justiça do Rio lhes assegurava, temporariamente, o comando do conselho de administração da empresa holding da Telemig.

No dia 4 de abril de 2002, a Anatel e a Advocacia-Geral da União (AGU) deram entrada a uma petição, na 31a Vara Cível da Justiça Estadual do Rio, principal foro onde TIW, fundos e Opportunity terçavam armas. Na petição, a Anatel e a AGU requeriam a admissão como assistentes do Opportunity na questão. Ao ser admitidas no caso, o processo seria transferido automaticamente da Justiça Estadual do Rio para a Justiça Federal. Elas afirmavam que a dissolução da Newtel, pretendida pela TIW e pelos fundos de pensão, provocaria mudança no controle acionário das empresas – e que isso só poderia ser feito com a anuência prévia da agência. Argumentavam também que a dissolução da empresa poderia provocar desordem administrativa, com prejuízo na prestação de serviços…

Época "amarelou" e não mostrou o dinheiro que as Organizações Globo receberam do valerioduto

É preciso lembrar também, que a revista da Editora Globo mudou de assunto em relação à semana passada, fugindo de dar explicações, depois de Dantas desafiá-la a mostrar o dinheiro recebido através das agências de Marcos Valério pelas Organizações Globo.

Esta semana, a reportagem veio retratando Daniel Dantas como lobista e não como criminoso. Sacrifica a imagem de FHC, revelando passagens constrangedoras mas, nas entrelinhas, a reportagem serve ao jogo de Dantas, ao repetir a tese que é apenas dos advogados de Dantas de que a operação Satiagraha teria sido ilegal:

… delegado Protógenes Queiroz, recorreu a métodos ilegais de operação (usou, por exemplo, agentes da Agência Brasileira de Inteligência para fazer escutas telefônicas à revelia da direção da PF), foi afastado do caso e condenado, em novembro do ano passado, pela Justiça Federal à pena de prisão por crime de violação de sigilo funcional e fraude processual.

Nenhuma decisão da justiça, até agora, dá direito à revista de escrever o que escreveu, como se fosse verdade factual. Pelo contrário, todas as decisões anteriores validaram a operação, e Protógenes só foi condenado (e ainda recorre) justamente pela intromissão de uma equipe da TV Globo na gravação do flagrante do suborno.

Responder

ZePovinho

09/04/2011 - 22h04

Parece que Sarney está cobrando todos os favores que fez pra Globo quando era presidente e colocou ACM no comando do Ministério da Comunicações.Pensando bem…Sarney ou Palocci,que salvou a globo da falência em 2002/2003????????????????????????????
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011

Bomba: Época revela que a AGU, sob Gilmar Mendes, advogou para Daniel Dantas

"No dia 4 de abril de 2002, a Anatel e a Advocacia-Geral da União (AGU) deram entrada a uma petição, na 31a Vara Cível da Justiça Estadual do Rio, principal foro onde TIW, fundos e Opportunity terçavam armas. Na petição, a Anatel e a AGU requeriam a admissão como assistentes do Opportunity na questão. Ao ser admitidas no caso, o processo seria transferido automaticamente da Justiça Estadual do Rio para a Justiça Federal."

Esse trecho acima a revista Época deixou escapar, e é a verdadeira notícia-bomba sem querer, em meio a reportagem desta semana, cujo foco era apenas o lobby de Dantas sobre FHC na ANATEL.

Para se situar na notícia: Gilmar Mendes foi Advogado Geral da União de 31 de janeiro de 2000 até 20 de junho de 2002, e o texto descreve uma manobra jurídica dos advogados de Daniel Dantas, com ajuda da AGU, para retirar um processo de um tribunal em que estavam perdendo a causa.

A notícia bomba leva à pergunta que não quer calar:

O que fazia a AGU de Gilmar Mendes, se metendo a advogar como assistente de um grupo PRIVADO (justamente o Opportunity), em uma empresa PRIVATIZADA, fora do interesse da União?

Segue o texto do trecho da reportagem da revista Época, onde mostra a AGU ingressando em uma manobra jurídicra do interesse do Opportunity:

…Em 2002, Dantas dedicava um lugar especial de suas atenções à Anatel. Por lei, qualquer mudança no controle das empresas de telefonia precisava ser previamente aprovada pela agência. Ter aliados – e, sobretudo, não ter inimigos – em posições influentes na Anatel era um trunfo para quem disputava o comando de empresas com faturamento na casa dos bilhões de reais. Na Anatel, a procuradoria-geral era um local estratégico para Dantas. O motivo era uma briga que ele travava com os fundos de pensão de empresas estatais e com a empresa canadense TIW pelo controle da Telemig Celular e da Amazônia Celular, duas empresas privatizadas pelo governo FHC em 1998………………….

Responder

Luiz Fortaleza

09/04/2011 - 19h03

Mas mesmo assim, alguns integrantes do PT fizeram merda e colocou o partido num nódoa histórica irretirável… foi-se o tempo que a militância juvenil universitária tinha orgulho de pôr um botom do PT ou usar uma camiseta do PT com orgulho no peito. Uma militância deprimida, decepcionada que só o tempo poderá resgatar daqui a uns dez ou vinte anos.

Responder

    Carmem Leporace

    09/04/2011 - 20h02

    Foi muita bandalheira mesmo, foi muita podridão e corrupção, isso é PT, isso ninguém tira mais.

    Luiz Fortaleza

    10/04/2011 - 18h08

    Menos Carmen, pois o PT está como o último partido menos corrupto do Brasil, segundo o TSE: 1º PMDB, 2º DEM, 3º PSDB, ou seja, número de políticos por partido que estão sob júdice na Justiça Eleitoral.

    ZePovinho

    09/04/2011 - 22h01

    Você está com razão,Luiz.A gente sabe que se aproveitaram desse comportamento escroto para colocar toda a podridão do Brasil nas costas do PT,mas o partido jamais devia ter feito o que fez.

    Victor Morais

    10/04/2011 - 01h10

    Gostei do "mesmo assim"do Luiz Fortaleza. Mesmo que o inquerito nao reflita o que o PIG diz, mas os atos e açoes de certos canalhas como o Senhorzinho. o assessor parlamentar do irmao do Gnuíno.
    Isso acerretou em um repúdio muito grande de uma possível militancia PTista.
    Posso dizer que uma a geração de uma juventude inteira se decepcionou e se afastou. Talvez em dez anos se recupere o estrago.

edv

09/04/2011 - 18h27

Querem falar da “mixaria” do “eventualão” de 55 milhões, dos quais 35 para o PSDB de Eduardo Azeredo?
Não deixem de ler o esclarecedor: http://fisenge.org.br/2007/09/20/desfazendo-menti
Nada como vender um negócio lucrativo, super baratinho, bem na hora em que o produto "cash cow" começa a subir mais de 6 (seis) vezes no mercado…
Vender SEM CONSIDERAR sequer 400 anos de estoque e ignorando o valor de reservas estratégicas de minérios raros (urânio, nióbio, etc.), milhares de km2 em terras, prédios, participação em quase 60 empresas (inclusive siderúrgicas), equipamentos caríssimos, uma lucrativa frota de navios graneleiros, estradas de ferro, equipamentos e CONHECIMENTO geológico estratégico!
Perder o controle acionário em maroto leilão de envelopes fechados, e os lucros que, no período, já somam mais de 50 BILHÕES só para o exterior!
Lembrando que antes da privatarização, por estatuto, 85% dos lucros deveriam ser aplicados regionalmente. Somando a parte de controle que ficou no Brasil, as regiões brasileiras deixaram de receber, só de participação nos lucros, cerca de 85 BILHÕES, graças aos brokers Serra e FHC.
Logo antes da privatarização, mudaram estes 85% para 8%! Fizeram ajustes subterrâneos na contituição…
Este sim (CVRD) é, de longe, o MAIOR e mais NEFASTO escândalo da História Brasileira!
Sozinho vale, por baixo, mais de MIL "mensalões"! (e para poucos!…).
O ficha limpa, iniciativa popular, pode ter sido suspenso por razões jurídicas (até razoáveis…).
Mas valerá já a partir de 2012!…
Não estaria mais do que na hora de um movimento semelhante para tirar a "privataria a limpo"?
Ou os grandes responsáveis ficarão impunes, sem sequer serem investigados e julgados?

Responder

Yarus

09/04/2011 - 14h15

PSDB de Minas ensina futuros eleitores a votarem neles.

“Prova da Secretaria da Educação de Minas usada para difamar Lula, o PT, e fazer propaganda política tucana

O líder do bloco Minas Sem Censura (MSC), deputado estadual Rogério Correia (PT/MG), denunciou em Brasília, na reunião do bloco parlamentar mineiro pró-Dilma que o governo tucano usa a máquina pública para caluniar e difamar os petistas.

Mais grave ainda é que tal fato ocorre em uma “prova de avaliação”, em programa institucional de um governo de estado.”
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011

Responder

    Rafael

    09/04/2011 - 16h36

    No mínimo essa prova deveria se cancelada. Está claro que houve interferênia de alguém do psdb na escolha das questões.

flavio jose

09/04/2011 - 13h12

Quando deixei de ler as pUbicaçõesda editoRa abriL (aquela porcaria que so aceita vagabundo) e a boicotar a rede globo sabia que tinha razões morais para isso.

Responder

ZePovinho

09/04/2011 - 12h03

Será que Sarney deu uma mexidinha de pauzinhos lá na Globo????????????
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/epoca-tr

Época traz indícios de ligações Dantas-FHC
Enviado por luisnassif, sab, 09/04/2011 – 09:50

O financista, o consultor e a "pessoa"
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ÉPOCA revela os segredos dos e-mails de Roberto Amaral, o consultor que trabalhou para o Opportunity, de Daniel Dantas, durante o governo FHC

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waleria

09/04/2011 - 11h29

Leandro tá certo.

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ZePovinho

09/04/2011 - 11h20

MUUUUUUU!!!!!!!!!!!!!!!!!Estou ruminando como a imprensa do PSDB é imparcial!!!!!!!!!!!!!!

[youtube bKg4WNlUlGs http://www.youtube.com/watch?v=bKg4WNlUlGs youtube]
http://namarianews.blogspot.com/2010/10/viomundo-

sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Viomundo entrevista NaMaria: 250 milhões para a mídia em nome da Educação pública de SP
Reproduzimos, honrosamente, entrevista dada ao Viomundo – do Luiz Carlos Azenha.

Desde 2004, PSDB paulista gastou R$ 250 milhões com a mídia
(quase tudo sem licitação)
~ Conceição Lemes

Ler mais: http://namarianews.blogspot.com/2010/10/viomundo-

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    Hélio Pereira

    09/04/2011 - 13h17

    Esta personagem dança muito bem,parece a Kátia Abreu,Senadora do DEM.

GilTeixeira

09/04/2011 - 09h05

é impressionante. Lendo os comentários na sequência assistimos a evolução do atraso, como não dá pra negar os fatos acusão a Carta Capital de chapa branca com argumentos bem parecidos da década de 70, quando o PIG dizia que a esquerda estava a 'soldo de Moscou'. Ficam com dedo apontado pra todo mundo e quando são pegos na sua falastrice a informação não tem credibilidade, como se o termômetro fosse o culpado pela febre.

Senhores e senhoras: a Carta Capital não pede para se acreditar nela ou na Época, a Revista do seu Mino nos deixa de bandeja a fonte.

Basta saber ler em português. Não carece de 'diproma', não.

E nem precisa ser Doutor Honoris Causa!

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Paulo

09/04/2011 - 08h50

O leitor de Época, como sempre, é o último a saber. Saber que está sendo enganado por mentiras descaradas. A revista conhece o perfil dos leitores, e sabe do que gostam de ler. Sabe do que gostam parecer. Sabe que moram no mundo da fantasia. Sabe que são facilmente iludidos.

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Carmem Leporace

09/04/2011 - 07h57

Revista completamente chapa branca, totalmente chapa branca e sem credibilidade alguma, esse fholhetim não tem credibilidade nenhuma. ZERO.

Responder

    Antonio Lyra Filho

    09/04/2011 - 11h24

    Qual e´a chapa da Veja?

    priscila presotto

    09/04/2011 - 11h27

    Que coisa mais repetitiva.Particularidade de híbrido mesmo.

    El Cid

    09/04/2011 - 16h32

    … Priscila, não espere muito da Carminha. ela é uma troll, simples assim…

    Pedro Francisco

    09/04/2011 - 11h53

    Dá para ser mais clara, Carmen, e apontar onde estão os erros da Carta Capital nesse caso, em vez de simplesmente acusá-la de chapa branca.
    Por falar em credibilidade, qual a tua opinião sobre as "vejas da vida" (veja, época, falha, globo e caterva)? Seriam que tipo de "chapa"??

    edv

    09/04/2011 - 12h19

    Tá falando da Veja!…
    Seu Carmen tá "porgredinu"…

    Leider_Lincoln

    09/04/2011 - 13h50

    Carmem Leporace/Suzana Alves/Paulo Amaral, eu não sei se você reparou, a "Revista Chapa Branca", ao contrário da Época, disponibilizou o relatório, para quem quiser conferi-lo.
    Então, de três, uma: você acha que os documentos da PF, que a Época utilizou para fazer o relatório não são críveis [e aí, a reportagem da Época tampouco seria, né?]; você conferiu os documentos e aceitou o desafio da Carta Capital [ e então você poderia provar sua nos mostrando dados que a desmintam], ou, finalmente; você não leu os documentos e prefere acreditar no que a Época diz do que nos documentos dizem [ e então, nem preciso dizer o que você é, ih óoo, ih ihõo].

    Rafael

    09/04/2011 - 16h40

    Verdade carmem é que do seu ponto de vista nem 4% dos brasileiros compartilham.

ZePovinho

08/04/2011 - 23h58

DOCUMENTAÇÃO PESADA É ESSA AQUI,COM O INÍCIO DA TECNOLOGIA MENSALEIRA(INOVAÇÃO TECNOLÓGICA DOS DOUTORES DO PSDB) PARA A CAMPANHA DE SERRA,AÉCIO NEVES E ALCKMIN USANDO DINHEIRO DE FURNAS EM 2002:
http://caixadoistucanodefurnas.blogspot.com/

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Pitagoras

08/04/2011 - 22h32

Se a PF é isso aí imaginem as Polícias Militares e pior ainda, as Civis. E mais fundo ainda, aquelas do grotões do Brasil, dominadas pelas oligarquias locais.
Tá mal, companheiro. Sem educação, sem polícia, sem judiciário a sociedade não tem para quem apelar.

Socorro, chamem o bandido!

Responder

Maria Dirce

08/04/2011 - 21h47

Mino Carta, vida longa pra vc!! O PIG se aquieta e faz uma maquiagem pra enganar os trouxas.Parabéns Mino,mostra mesmo principalmente as entranhas da rede globo , que esta em franca decadência , veja o que o vice presidente da REDETV falou -"Sócio da RedeTV! chama manobra da Globo de "excrescência" e promete luta
O imbróglio, que já rachou politicamente os bastidores do futebol, deve parar na Justiça. Na última quinta-feira, o Clube dos 13 protocolou um protesto formal na Secretaria de Direito Econômico, um órgão do Ministério da Justiça, contra a Globo, acusando a TV de abuso de poder econômico.

Responder

Fabio SP

08/04/2011 - 21h00

"mas uma estratégia mafiosa de formação de caixa 2 e que avançaria sobre o dinheiro público de forma voraz caso não tivesse sido interrompida pela eclosão do escândalo."

Putz, então é pior que um mensalão!!! E o Lula admitiu que era Caixa 2…

Responder

    edv

    09/04/2011 - 12h30

    Visanet, Banco Rural, SP&B, Telemig, eram todas empresas privadas.
    9 (,9) entre 10 instituições (empresas privadas ou não, agências, escolas, forças armadas, etc.) no mundo tem caixa 2.
    Bem vindo ao mundo!

    Troque sua "indignação" com a "mixaria democrática do golpistamente amplificado eventualão caixa 2" (de algumas dezenas de milhão) para se indignar com a privataria para poucos, que chega na casa das CENTENAS de BILHÃO). MAIS os LUCROS que está privataria já renderam em cerca de 15 anos!

    Aí vc saberá o que é indignação!

    edv

    09/04/2011 - 13h52

    "esta privataria já rendeu"…
    (está rendendo, privatarias já renderam…)

Flavia

08/04/2011 - 20h03

Faz anos que a Carta Capital dnuncia os mais escrabrosos crimes. Nem uma vírgula repercute na "grande(?)" imprensa. Talvez a repercursão na internet torne a denúncia visível, desta vez…

Responder

David R. da Silva

08/04/2011 - 19h51

Pelo visto, desde que o PT foi criado está no Pelourinho pelo PIG…..sempre votei e continuo votando PT. de Belo Horizonte.

Responder

Antonio Carlos

08/04/2011 - 18h31

Se me permite Azenha, lançar aqui no seu espaço, uma idéia para que nós brasileiros deixemos de nos comportar como BOVINOS! Isto mesmo somos 400 milhões de bovinos, 200 com 2 patas!
Temos que agir!
Com inteligência! Sem baderna!
SEM PARTIDOS POLÍTICOS! SEM SINDICATOS!
TEMOS A INTERNET PARA NOS MOBILIZAR! UNIVERSIDADES! ASSOCIAÇÕES DE MORADORES, DE PROFISSIONAIS LIBERAIS, MICRO-PEQUENAS EMPRESÁRIOS – PROFESSORES – MEDICOS.
Tem muita coisa pra mudar no Brasil pra podermos dizer que vivemos numa Democracia.
Mas SE NÓS não formos à luta sempre nada vai cair no nosso colo. Nada vai mudar. NÃO BASTA VOTAR DE 4 EM 4 ANOS, TROCAR 6 POR MEIA DÚZIA, OU POR 7 OU POR 5.

Responder

    Klaus

    08/04/2011 - 20h54

    Bovino é quem acha que não houve crime por parte do PT. O que não existiu foi o mensalão como pagamento mensal aos deputados. O roubo existiu. Alguem tem que protegê-los da blogosfera independente, ou de vocês mesmos. se orgulham tanto de não serem enganados pelo Pig, mas se enganam com histórias como estas.

    Marcelo Fraga

    08/04/2011 - 22h07

    Se você me mostrar alguma prova conclusiva de que realmente existiu o "mensalão do PT", coisa que nem a PF pode fazer, então eu passarei a pregar aqui, igual a você, que o fomos "bovinos" ao nos enganarmos com essa história.

    Helena Simões

    08/04/2011 - 22h30

    Não se esqueça, que se houve crime, começou pelo FHC. Afinal, quem estava mesmo no governo em 1999? E só para lembrar: deputados do PT defendem o financiamento público de campanhas, assunto em pauta no momento. Empreiteiras, prestadores de serviços, bancos e empresas guardam alguma relação de interesse com o poder público, quando financiam campanhas. O financiamento público exclusivo traria transparência da utilização de recursos nas eleições e evitaria a prática do caixa dois. Agora, quem está contra??? O PSDB. Estranho…

    Étore

    08/04/2011 - 23h22

    Acreditar que o financiamento público vai acabar com o caixa dois é muita ingenuidade.

    ZePovinho

    08/04/2011 - 23h56

    O PT copiou a tecnologia que vocês criaram aí em FURNAS,Klaus.A documentação é tão massiva que me espanta até hoje.Tem até o Aecim Pó Pará Pirlimpipim e o Padim Padim Cerra:
    http://caixadoistucanodefurnas.blogspot.com/

    Renato

    09/04/2011 - 11h22

    O inteligente, em qual parte do post acima você leu que não houve crime cometido pelo PT? Pelo visto você tem sérios problemas de interpretação de texto e um pouquinho assim de má fé.

    edv

    09/04/2011 - 12h36

    O Klaus está indignado com o roubo da laranja de R$ 0,10 na feira (toda semana a garotada faz, há séculos), mas nem se preocupa com o arrastão milionário feito nas casas da rua da feira.
    Sim, ambos são roubos, certamente…

Antonio Carlos

08/04/2011 - 18h16

O que me intriga neste momento, é o fato de o Zé Cardoso ser nosso MJ. Se tudo que está escrito neste relatório for verídico, ou sinaliza para uma definição correta nas linhas de investigação estabelecidas, então, das duas uma: ou há mesmo uma independência no trabalho, ou há uma P… briga interna dentro da PF – de um lado o MJ e de outro os que querem apurar a verdade.

Responder

FrancoAtirador

08/04/2011 - 18h08

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VALE A PENA LER DE NOVO:

As Organizações Globo, proprietária da revista Época, sonegou a seus leitores, por exemplo, ter sido a maior beneficiária de uma das principais empresas do valerioduto.

À página 68 do relatório, e em outras tantas, a TV Globo é citada explicitamente.

Escreve o delegado:
“A nota emitida pela empresa de comunicação destaca-se por sua natureza fiscal de adiantamento, “publicidade futura”, isto é, a nota por si só não traz qualquer prestação de serviço, como também não há elementos que vincule os valores adiantados ao fundo de incentivo Visanet”.

Zampronha se referia a contratos firmados em 2003 no valor de 720 mil reais e 2,88 milhões de reais. Entre 2004 e 2005, a TV Globo receberia outros pagamentos da DNA, no valor total de 1,2 milhão de reais, lançados na planilha de controle do Fundo Visanet.

Mesmo tratado com simpatia na reportagem da Época, o Opportunity não perdoou.
No item 17 de uma longa nota oficial em resposta, o banco atira: “Na Telemig, segundo informações prestadas à CPI do Mensalão, a maioria dos recursos eram repassados às Organizações Globo. Por isso, a apuração desses fatos fica fácil de ser feita pela Época.”
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Responder

Klaus

08/04/2011 - 17h52

Esqueci de perguntar: Afinal, o PT roubou ou não roubou? foram ou não foram corruptos? São ou não são farinha do mesmo saco? Ou roubaram pra implantar o socialismo, são ladrões do bem? estas questões são as essenciais…

Responder

    Jorge Nunes

    08/04/2011 - 18h28

    Leia as páginas do relatório… O PT parece que foi vitimado.
    Não esquecendo que Daniel liga muito na gente na oposição.

    Marcelo Fraga

    08/04/2011 - 22h01

    Sabe ler, Klaus? Presumo que sim, portanto leia o relatório da PF.
    Ele irá dar respostas que talvez você não goste.

    priscila presotto

    09/04/2011 - 00h29

    Klaus ,ainda esta ladainha de socialismo?Arre!

    edv

    09/04/2011 - 18h34

    Não, Klaus, ladrões de galinha e estupradores homicidas não são farinha do mesmo saco!
    Vc consegue entender isso?
    Ou precisa desenhar?

    Se não, vamos jogar a "essência" da culpa de tudo lá no Big Bang? ou Nele!…

Klaus

08/04/2011 - 17h50

Ok, não existe um pagamento mensal a politicos para que votem com o governo. Só existe um esquema que desviava dinheiro publico via Visanet para que Marcos Valerio pagasse o caixa-dois de políticos, algo que Lula admitiu em entrevista na França a uma reporter iniciante escolhida a dedo. Melhorou muito a situação das vestais petistas. O mensalão com este nome não existe, existe apenas o ROUBO do dinheiro público para pagar a campanha dos apaniguados.

Responder

    Pedro Soto

    09/04/2011 - 11h32

    Klaus. Se você mesmo admite que não houve pagamento mensal a políticos, porque o PIG insiste com a tese do "mensalão"? Se o crime foi o de "caixa-dois", então que denunciem o "crime de caixa-dois". Porque eles têm que ficar mentindo o tempo todo? Sabe porque Klaus? A explicação é muito sutil: o crime do caixa-dois (concordo com você que é roubo também) retrocede até o governo do PSDB. Já o suposto "mensalão" se restringiria ao PT. É simples, não?

    edv

    09/04/2011 - 18h56

    O que Lula disse na entrevista foi: "Essa história de caixa-2 de campanha é uma prática que tinha que acabar no Brasil" (é só ver a gravação).
    Ou seja, que SEMPRE existiu! (e continua, ou vc pensa que acabou? Agora deve ser mais sofisticado)
    Aí a mírdia golpista e seus currupaquadores dizem que Lula "admitiu", "confessou"…
    Ora se alguém disser que um crime em questão precisa acabar, estará admitindo ser criminoso?
    Acho que a maioria aqui sabe que teve sim os 50 mil, a Land-Rover, os dólares na cueca, etc.
    E tudo veio da CPI dos Correios, de "míseros" 3 mil… e da "malandragem" do Zé Dirceu em querer pegar o Jefferson. Deu-se mal! A mírdia tentou pegar o gancho para o golpe…O reino mineral sabe disso!
    E vc fica pendurado neste nhenhenhém golpista e seletivamente "indignado" sobre uma prática política mundial, que custou, para parlamentares de TODOS os partidos, 20 milhões, e 35 milhões SÓ para o (pioneiro) PSDB de Eduardo Azeredo…
    Mas…e a privataria, que passou dos CEM BILHÕES?!… (com os lucro cedidos em 15 anos já deve estar nos 300 (TREZENTO BILHÕES! (TRÊS MIL "mensalões"). Alguem faz a conta aí?
    Vc quer dizer que o PT também tem trambiqueiro? Disso já se sabe.
    Vamos pegá-los todos!
    Mas por ordem de prioridade…

ZePovinho

08/04/2011 - 17h49

PRIMEIRO SECRETÁRIO DO SENADO,O TUCANO CÍCERO LUCENA(PSDB-PB), TEM QUE EXPLICAR ISSO AQUI:
http://osamigosdopresidentelula.blogspot.com/2011

TV Senado dominada por Aécio: "queimaram os arquivos" com os apartes de Gleisi, Humberto Costa, Lindbergh, etc.

Já fazem dois dias do ocorrido e nada da TV Senado disponibilizar na internet os apartes dos senadores petistas ao discurso de Aécio Neves (PSDB/MG).

Quem assistiu ao vivo, viu que os apartes foram demolidores, e com mais conteúdo do que o discurso insosso do demo-tucano.

Nos arquivos de vídeo da TV Senado, em ordem cronológica, no dia 6 pulou diretamente do discurso de Aécio diretamente para outro discurso bem mais tarde do senador Armando Monteiro (PTB/PE), já falando de outro assunto, queimando os arquivos dos apartes de diversos senadores petistas. Também não aparecem nas buscas específicas.
Tá tudo dominado na TV Senado pelos tucanos aecistas.

Segue os e-mails e twitter úteis:

Liderança do PT no senado: [email protected]
http://twitter.com/ptnosenado

Responder

Sagarana

08/04/2011 - 17h13

Nem um contratinho de corrupção? Que decepção!

Responder

    Leider_Lincoln

    09/04/2011 - 13h52

    Não se decepcione: procure em contratos da Alstom. Você encontrará bastante corrupção!

Flávio Pereira

08/04/2011 - 16h45

Enquanto isso, faltam cerca de 8 horas para o governo dos EUA fechar para balanço.

Se dentro de 8 horas, republicanos e democratas não chegarem a um acordo em relação a lei do orçamento, o governo americano irá entrar oficialmente em "shutdown".

A partir de amanhã, sábado, apenas os militares, a CIA e o FBI irão trabalhar. Os demais funcionários públicos estarão oficialmente dispensados em caráter temporário, não se sabe até quando.

A mídia brasileira não fala nada sobre o assunto, ocupada que está em espetacularizar os suposto "atentado islâmico" no Rio de Janeiro

Responder

Roberto Locatelli

08/04/2011 - 16h43

O "banqueiro" Daniel Dantas tem nas mãos muitos políticos de vários partidos, inclusive PT, PSDB e PMDB. O único partido, no entanto, que tentou derrotar esse poder imenso foi o PT. Mas não todo o PT.

Zé Dirceu, Zé Eduardo Cardoso e Luiz Eduardo Greenhalg têm "ligações" com DD.

Responder

    Marcelo Fraga

    08/04/2011 - 21h59

    Se existe gente podre até no PCdoB (partido que eu considerava um modelo), não seria novidade saber que existe gente assim nos outros partidos.

    Não dá para botar a mão no fogo por nenhum partido político em nenhum lugar do planeta.

    Marco Túlio

    09/04/2011 - 01h56

    É isso mesmo, Locatelli. Perfeito.
    Apenas acrescentaria a "imensa simpatia" que o mesmo desperta em certos homens de toga.

Armando S Marangoni

08/04/2011 - 16h40

Agora só falta o MPF levar a revista Época à justiça para esclarecer os motivos que a levaram a desinformar o público. Ou será que essa atitude não é amparada pela legislação? O projeto (processo) de regulação da mídia inclui esse tipo de ação? Ou será que essa publidicade toda a respeito das falcatruas servirá no futuro para um julgamento dos malfeitores?
O problema é que só se pode fazer perguntas. Onde encontrar respostas? No STF, com Mendes iluminado pelo Lux?

Responder

Melinho

08/04/2011 - 16h29

Ou seja, se DD soltar um pum mata muitos políticos do PSDB e PT (só desses dois partidos?) envenenados. O homem conhece todas as maracutaias de república na qualidade de financiador do esquema dos "mensalões". Por isso ele está perdoado para sempre.

Responder

Leider_Lincoln

08/04/2011 - 16h14

Ou seja: todas as linhas do relatório da PF dizem que a Época mentiu. Finalmente temos imprensa questionando imprensa neste país!

Responder

    Julio dos Santos

    08/04/2011 - 16h39

    Mas qual a novidade?

    A CartaCapital sempre foi lulista e governista, bem como a revista Istoé, e também a Rede Record e a Rede Bandeirantes

    Ou você não sabia da existência dessa outra espécie de PIG – o Partido da Imprensa GOVERNISTA?

    Carlos

    08/04/2011 - 20h33

    Mesmo com viéses políticos claros existem publicações que tentam se passar por isentas! A Carta Capital é declarada governista. agora há outras editoras que se declara isenta e vende como imparcial suas publicações, isso é desonestidade!

    Marcelo Fraga

    08/04/2011 - 21h57

    Se para mostrar a verdade serão chamados de governistas, e eu fosse um jornalista, teria muito orgulho de assim ser tachado.

    priscila presotto

    09/04/2011 - 00h33

    Acho que vc não tem o ótimo hábito de ler CC semanalmente ,pois seo fizesse não faria este tipo de comentário .A CC ,já fez críticas contundentes no governo Lula ;ou vc acha que que as críticas eram para disfarçar?

    Leider_Lincoln

    09/04/2011 - 13h54

    Você, pelo jeito, não lê a Carta Capital… Ou isto ou você acha que não ser oposição rancorosa é ser "lulista e governista". E é sintoma de ideias estreitas também…

    ana db

    10/04/2011 - 08h45

    e de preguiça mental.
    Eu por exemplo me dei ao trabalho de ir no link e ler o relatorio do delegado para tirar minhas próprias conclusões, sem depender das interpretações de A ou B.

Melinho

08/04/2011 - 16h05

Ou seja, se DD soltar um pum mata muitos políticos do PSDB e PT (só desses dois partidos?) envenenados. O homem conhece todas as maracutaias de república na qualidade de financiador do esquema dos "mensalões". Por isso ele está perdoado para sempre.

Mais uma vez está de parabéns o Leandro Fortes. Ainda bem que existem jornalistas como você, rapaz. Você dignifica a profissão.

Vou enviar esta sua matéria para Deus e o mundo.

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