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Justiça autoriza quebra de sigilo fiscal e bancário de Flávio Bolsonaro e Queiroz
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Justiça autoriza quebra de sigilo fiscal e bancário de Flávio Bolsonaro e Queiroz


13/05/2019 - 19h03

Justiça autoriza quebra de sigilo de Flávio Bolsonaro e Queiroz

O Globo

BRASÍLIA — O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro autorizou a quebra de sigilo do senador Flavio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, e do ex-policial militar Fabrício Queiroz.

O pedido foi feito pelo Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, autorizado em 24 de abril de 2019 e mantido em sigilo até este momento.

Além do afastamento de sigilo de Flávio e seu ex-assessor Queiroz, também terão suas informações bancárias averiguadas a esposa de Flavio, Fernanda Bolsonaro, a empresa de ambos, Bolsotini Chocolates e Café Ltda, as duas filhas de Queiroz, Nathalia e Evelyn, e a esposa do ex-assessor, Marcia.

A quebra de sigilo bancário foi autorizada no período que vai de janeiro de 2007 a dezembro de 2018.

A Justiça também autorizou a quebra do sigilo fiscal dos investigados, entre 2008 e 2018.

A decisão é de autoria do juiz Flávio Nicolau, que afirmou, no documento, que o afastamento é “importante para a instrução do procedimento investigatório criminal” instaurado contra os investigados.

A quebra se estende não só a Flavio, Queiroz e seus respectivos familiares e empresa, mas também a outros 88 ex-funcionários do gabinete, seus familiares e empresas relacionadas a eles.

Entre eles também estão Danielle Nóbrega e Raimunda Magalhães, irmã e mãe do ex-PM Adriano Magalhães da Nóbrega, tido pelo Ministério Público do Rio como o homem-forte do Escritório do Crime, organização de milicianos suspeita de envolvimento no assassinato de Marielle Franco.

O ex-policial, hoje foragido, é acusado há mais de uma década por envolvimento em homicídios. Adriano já foi homenageado por Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj).

Também tiveram os sigilos afastados três empresários de origem americana, sendo dois deles domiciliados no exterior: Glenn Howard Dillard, Paul Daniel Maitino e Charles Anthony Eldering.

Eles são donos de duas empresas ligadas ao ramo imobiliário: a Linear Enterprises, com sede no Andaraí, zona norte do Rio de Janeiro, e Realest, localizada no centro da capital fluminense. Também tiveram o sigilo afastado a MCA Participações e seus sócios.

A empresa fez transações imobiliárias relâmpago com Flávio.

Segundo reportagem da Folha de S. Paulo, a MCA comprou imóveis de Flávio apenas 45 dias depois de ele tê-los adquirido, o que proporcionou ao hoje senador ganhos de 260% com a venda.

No despacho, o juiz pede que as declarações de operações imobiliárias dos investigados também sejam enviadas ao Ministério Público. O magistrado também pede que a investigação corra em segredo de justiça a fim de preservar os sigilos dos envolvidos.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, no domingo, o senador afirmou que a investigação do Ministério Público é “ilegal” e utilizada para atacar o seu pai.

As apurações começaram no ano passado, quando um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) apontou que Queiroz havia movimentado R$ 1,2 milhão no período de um ano em condições suspeitas.

Segundo o senador, a quebra dos sigilos fiscais e bancários dele e de Queiroz serve para “dar um verniz de legalidade naquilo que já está contaminado”.

Eleito senador com mais de 4 milhões de votos, Flávio Bolsonaro vê seu capital político afundar ao emergir novas informações sobre movimentações financeiras suspeitas dele e do ex-assessor Fabrício Queiroz.

O MP investiga a prática de “rachadinha”, ato de embolsar salários de assessores. A situação do parlamentar se agravou quando veio à tona a informação de que o parlamentar empregava parentes de ex-capitão da PM, apontado como chefe de milícia do Rio.

Flávio nega irregularidades.

— Eles querem requentar uma informação que conseguiram de forma ilegal, inconstitucional. Como viram a cagada que fizeram, agora querem requentar, dar um verniz de legalidade naquilo que já está contaminado e não tem mais jeito. Vejo que há grande intenção de alguns do Ministério Público de me sacanear — afirmou o senador.

O presidente Jair Bolsonaro também veio a público no domingo para afirmar que seu filho é “vítima de uma acusação política e maldosa”.

 

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Por Laurindo Lalo Leal Filho



4 comentários

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Zé Maria

14 de maio de 2019 às 23h23

Caso Queiroz se arrasta há 500 dias. Será que agora vai?

“Quem mandou matar Marielle?” e Cadê o Queiroz?”
seguem sendo as duas mais intrigantes
e inquietantes perguntas sem resposta no País.

Por Auditores Fiscais pela Democracia, no GGN

https://t.co/ynsZk30g3G
https://twitter.com/luisnassif/status/1128265686675886080
https://jornalggn.com.br/artigos/caso-queiroz-se-arrasta-ha-500-dias-sera-que-agora-vai-por-auditores-fiscais-pela-democracia/

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Zé Maria

13 de maio de 2019 às 21h38

“Moro e Bolsonaro são os grandes afetados.
A ideia do governo federal, ao dar a Moro o comando do Coaf,
era brecar investigações envolvendo as movimentações suspeitas
nas contas de Flávio Bolsonaro, senador e filho do líder extremista brasileiro.”

https://twitter.com/RogerioCorreia_/status/1126549643804979200

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Zé Maria

13 de maio de 2019 às 21h30

Será que, nessa batalha do MJ&S para ficar com o COAF,
era essa quebra de sigilo que o Marréco de Maringá queria evitar?

Responder

Zé Maria

13 de maio de 2019 às 19h24

Esse Juiz ‘Cuiúdo’, Flávio Nicolau, que se cuide,
inda mais agora que liberaram armamento e
munições para as Milícias do Rio de Janeiro.

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