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Glenn  Greenwald: Denúncia do MPF é um ataque à liberdade de imprensa, ao STF,  às conclusões da PF e à democracia brasileira; vídeo e nota
Foto: Gustavo Bezerra
Denúncias

Glenn Greenwald: Denúncia do MPF é um ataque à liberdade de imprensa, ao STF,  às conclusões da PF e à democracia brasileira; vídeo e nota


21/01/2020 - 16h51

Da Redação

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou nesta terça-feira (21/01) o jornalista Glenn Greenwald, do The Intercept Brasil,  e mais seis pessoas no âmbito da Operação Spoofing, que investiga o hackeamento de celular de autoridades.

Foram denunciados também Walter Delgatti Netto, Thiago Eliezer Martins Santos, Danilo Cristiano Marques , Gustavo Henrique Elias, Suelen Oliveira e Luiz Molição.

Glenn foi denunciado, mesmo sem ser investigado ou indiciado, contrariando liminar concedida em 2019 pelo ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Gilmar determinou que o jornalista não fosse investigado na Spoofing.

O MPF alega que Glenn não foi investigado, mas que indícios contra ele surgiram a partir das apurações sobre os hackers.

Ainda de acordo com o MPF, Glenn “auxiliou, orientou e incentivou” o grupo de hackers suspeito de ter invadido os celulares de autoridades durante o período em que os delitos foram cometidos.

Por isso, segundo o MPF, ele foi denunciado mesmo sem ser investigado.

De acordo com a denúncia, assinada pelo procurador da República Wellington Divino de Oliveira, o grupo praticava crimes cibernéticos por meio de três frentes: fraudes bancárias, invasão de dispositivos informáticos (por exemplo, celulares) e lavagem de dinheiro.

Em vídeo e nota publicados no Twitter, Glenn rebate a denúncia.

Afirma que é uma retaliação pelo que o Intercept relatou sobre o ex-juiz e atual ministro Sérgio Moro e o governo Bolsonaro.

Para ele,  é um ataque à liberdade de imprensa, ao STF,  às conclusões da PF e à democracia brasileira.

Glenn avisa: “Não seremos intimidados pelo abuso do aparato do Estado nem pelo governo Bolsonaro.

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3 comentários

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Zé Maria

21 de janeiro de 2020 às 20h45

O Canalha do Procurador do MPF simplesmente escolheu, o nome do Jornalista
e inseriu na Denúncia, sem indício, nem investigação nem elemento de prova.
É Abuso de Autoridade. O Glenn tem de processar esse mandalete do Moro.

Responder

Zé Maria

21 de janeiro de 2020 às 20h04

https://pbs.twimg.com/media/EO0ucsqWAAUQ6XM.jpg
https://twitter.com/TheInterceptBr/status/1219682155065958402

Nota do Intercept Brasil:

DENÚNCIA CONTRA GLENN GREENWALD MOSTRA MAIS UMA VEZ
MPF AGINDO COMO POLÍCIA POLÍTICA PARA PROTEGER SERGIO MORO

1. Os diálogos utilizados pelo MPF na denúncia são rigorosamente os mesmos que já haviam sido analisados pela Polícia Federal durante a operação Spoofing, e acerca dos quais a PF não imputou qualquer conduta criminosa a Glenn;

2. A PF concluiu: “Não é possível identificar a participação moral e material do jornalista Glenn Greenwald nos crimes investigados”;

3. A PF destaca, inclusive, a “postura cuidadosa e distante em relação à execução das invasões” por parte do jornalista co-fundador do Intercept;

4. Glenn Greenwald não foi sequer investigado pela PF, pois não existiam contra ele os mínimos indícios de cometimento de crimes. Ainda assim, foi denunciado pelo Ministério Público Federal;

5. Causa perplexidade que o Ministério Público Federal se preste a um papel claramente político, indo na contramão da ausência de indícios informada no inquérito da Polícia Federal;

6. Nós, do Intercept, vemos uma tentativa de criminalizar não somente o nosso trabalho, mas o de todo o jornalismo brasileiro. Não existe democracia sem jornalismo crítico e livre. A sociedade brasileira não pode aceitar abusos de poder como esse;

7. O procurador Wellington Divino Marques de Oliveira, que agora tenta criminalizar nosso jornalismo, é o mesmo que denunciou e tentou afastar do cargo o presidente da OAB, Felipe Santa Cruz, por calúnia em uma fala pública sobre o ministro de Bolsonaro Sergio Moro. A denúncia foi rejeitada pela Justiça por ser, nas palavras do juiz da 15ª Vara Federal do Distrito Federal, “descabida”;

8. Sergio Moro é o principal implicado no escândalo da Vaza Jato, a série de reportagens publicada pelo Intercept e por veículos parceiros que mostra ilegalidades cometidas por Moro e pela Lava Jato;

9. O MPF também é implicado no escândalo da Vaza Jato, com vários de seus membros atingidos pelas irregularidades reveladas nas mensagens que estamos publicando;

10. A denúncia desrespeita ainda a autoridade de uma medida cautelar do Supremo Tribunal Federal, concedida na Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) nº 601. Ela foi concedida para evitar ataques à liberdade de imprensa e ao trabalho jornalístico do Intercept e demais veículos parceiros na cobertura da Vaza Jato.

https://theintercept.com/2020/01/21/nota-intercept-glenn-mpf/
https://twitter.com/TheInterceptBr/status/1219732803560132609

Responder

Zé Maria

21 de janeiro de 2020 às 18h59

Para o Moro e a Força-Tarefa de Patifes do MPF,
jornalismo legal é o que defende as Falcatruas
Jurídicas e Materiais da Operação Farsa Jato.

Os Jornalistas Brasileiros, os Legítimos, deveriam
fazer como o Glenn Geenwald e se revoltar contra
essas instituições apodrecidas que são utilizadas
ilegalmente para Perseguições Políticas e Ideológicas.

Em vez disso, infelizmente, fazem parceria com essas
Bandas Podres das Polícias, do Ministério Público e
dos Phodêres da Ré-Pública, sob pretextos ilegítimos,
em nome de um Fantasioso ‘Combate à Corrupção’,
quando, na verdade, praticam-na sem escrúpulos.

Na realidade, formam Organizações Criminosas
infiltradas no Poder Estatal, para servirem de molas
impulsionadoras de Práticas Tirânicas, Antidemocráticas,
que certamente um dia se voltarão contra eles mesmos.

É preciso mostrar pra essa nova geração de repórteres,
que desconhecem o que foram os tempos de censura,
que o que dizem que o Maduro faz na Venezuela é
precisamente o que está ocorrendo aqui no Brasil.

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