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Gabriela Moncau: A entrega da Chapada do Apodi ao agronegócio


15/01/2013 - 11h42

Agricultores lutam contra “projeto da morte” no RN

Publicado em Quinta, 10 Janeiro 2013 16:51

 Por Gabriela Moncau, na Caros Amigos

Foram 24 horas de ação feminista. Marcando o dia internacional dos direitos humanos, em 10 de dezembro, a Marcha Mundial de Mulheres no Brasil voltou o tema de seus atos pelo país para a situação de Apodi, no Rio Grande de Norte, uma pequena cidade quase na ponta do Brasil.

Nas ruas de Apodi foi realizado o maior dos atos, com a presença de trabalhadores rurais, sindicatos urbanos, estudantes, Movimento dos Trabalhadores sem Terra e milhares de mulheres da Marcha Mundial.

A manifestação denunciou um projeto, capitaneado pelo Ministério da Integração Nacional por meio do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas, e com verbas vindas do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que pretende implementar um programa de fruticultura irrigada.

Para isso, cerca de 800 famílias, divididas em aproximadamente 30 comunidades rurais, terão de ser despejadas de suas terras e casas onde habitam já há gerações.

Em nenhum momento as comunidades locais, referência nacional em produção agroecológica e familiar, foram consultadas a respeito do Projeto de Irrigação Santa Cruz do Apodi, cujo custo ultrapassa os R$240 milhões.

Apenas foram informadas que o projeto seria implementado ali, naqueles 14 hectares da Chapada do Apodi, e que teriam algumas ações indenizatórias – obviamente irrisórias perto do prejuízo social, ambiental, material, cultural e pessoal da desapropriação.

“Identificamos que a qualquer momento o projeto deve ser embargado, uma vez que é tecnicamente inviável e inexequível. Aceitar sua continuidade, nos moldes até agora propostos, é assumir o risco do dispêndio de milhões de reais dos cofres públicos sem nenhuma perspectiva de resultado econômico e social além de servir como propulsor de uma das maiores tragédias do sertão nordestino dos últimos cem anos”, constata um dossiê a respeito do projeto, elaborado por diversas organizações sociais, entre as quais o Fórum da Agricultura Familiar de Apodi, Associação dos Pequenos Produtores da Agrovila Palmares, Pastoral Operária RN, Grito dos excluídos e o Centro de Referência em Direitos Humanos UFRN.

Conceição Dantas tem 40 anos e duas filhas. Começou sua militância durante os anos 1980 e logo ingressou no movimento feminista. Militante da Marcha Mundial de Mulheres (MMM), ela coordena uma organização chamada Centro Feminista 8 de Março e atua em Apodi, “na luta que questiona o atual modelo de desenvolvimento pautado no agronegócio e na monocultura”.

“Nossa atuação na cidade começou em 2000 no início da construção da MMM e na campanha contra a ALCA [Área de Livre Comércio das Américas]. Fazíamos trabalho de educação popular e organização política”, conta. Em entrevista, Conceição conta quais os impactos desse que ficou conhecido como o “projeto da morte”, quem se beneficiará com ele, e como o movimento está se organizando para a resistência.

Como se desenvolve a agricultura atualmente na Chapada do Apodi?

O município de Apodi se destaca pelo seu potencial agropecuário. É um município de 35 mil habitantes onde 50% se encontram no campo.

Segundo dados do Censo Agropecuário do IBGE, o município tem o 3º PIB agropecuário do Rio Grande do Norte. Vale lembrar que toda essa produção agropecuária está nas pequenas propriedades. É produzida pela agricultura familiar camponesa.

Na região do vale existe uma grande produção de arroz vermelho e frutas da região. Na chapada existe uma grande produção de mel, a segunda maior do país, uma das maiores produções de caprinovinocultura do Brasil, algodão, milho, feijão, etc.

Há uns dez anos atrás as agricultoras e agricultores iniciaram no município um processo de conversão agroecológica. Hoje várias comunidades, sobretudo os assentamentos, produzem de forma agroecológica.

Até mesmo na produção de arroz no vale que tradicionalmente se produz de forma convencional utilizando agrotóxicos, há várias famílias trabalhando a conversão para  agroecologia.

Esse processo vem fazendo do município de Apodi uma referência nacional na produção de alimentos agroecológicos.

O que é o Projeto de Irrigação Santa Cruz de Apodi, coordenado pelo Departamento Nacional de Obras contra a Seca (DNOCS)? Por que ele foi apelidado de projeto da morte?

Esse projeto é uma cópia de todos os projetos mal sucedidos que o DNOCS já implantou no Nordeste.

São vários os exemplos que mostram que desastre para as comunidades representa esse projeto. Caso seja implantado, ele irá entregar as terras da chapada do Apodi e as águas da Barragem de Santa Cruz para cinco grandes empresas do agronegócio.

É uma estupidez. Irá expropriar famílias de pequenos agricultores e agricultoras para entregar às grandes empresas com o objetivo de produzir frutas para exportação como o cacau, banana, uva, mamão.

Tudo isso dentro de uma lógica que usa grande quantidade de veneno. Para isso, todas as comunidades da chapada têm que desaparecer. Não à toa as agricultoras e os agricultores o apelidaram de “projeto da morte”.

Quais os impactos do desvio das águas da Barragem de Santa Cruz do Apodi para a irrigação?

Há dados técnicos que asseguram que a barragem não tem capacidade hídrica para irrigar a quantidade de hectares prevista no projeto.

A barragem tem capacidade máxima de 600 milhões de metros cúbicos. O projeto prevê irrigar 5200 hectares na primeira fase. Por outro lado, na região do vale há uma grande produção de arroz vermelho que demanda de muita água.

Há também duas grandes adutoras sendo executadas a partir da barragem para abastecimento de dezenas de cidades, entre elas Mossoró, que tem aproximadamente 160 mil habitantes. Tudo isso poderá ser comprometido por este projeto.

Queremos que seja levada água sim para as comunidades da Chapada, mas para as famílias que lá se encontram para que possam aumentar a sua produção.

O que não é aceitável é a construção de um Perímetro Irrigado onde chega a água e as famílias tem que perder as suas casas e terras para ser entregues às grandes empresas do agronegócio.

Quem se beneficiará com esse projeto?

Claramente o projeto irá beneficiar cinco empresas do agronegócio para a produção de frutas destinadas a exportação. Mas sabemos que há outros interesses por trás desse projeto. Interesses das construtoras com a construção do canal, de políticos que se beneficiam com o financiamento dessas empresas.

Tudo isso em prejuízo de centenas de famílias de pequenos agricultores e agricultoras que há 50, 60 anos que vivem em suas comunidades.

Caso haja o despejo das 157 casas para o projeto de irrigação, as pessoas têm para onde ir? Existe alguma data prevista para a desapropriação?


Nessas pequenas propriedades que serão expulsas para a construção do Perímetro Irrigado moram mais de uma família. Em algumas moram 30 famílias, como é o caso da agrovila Palmares.

O DNOCS fala em 157 como uma forma de diminuir o impacto da expulsão. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras de Apodi, aproximadamente 800 famílias serão removidas caso o projeto seja executado.

O destino dessas famílias provavelmente será para a periferia da cidade de Apodi, gerando graves problemas sociais como vemos em outros municípios que tem perímetros irrigados a exemplo de Limoeiro do Norte (Ceará) e Ipanguassú (Rio Grande do Norte).

Em relação a desapropriação ela já vem sendo executada. Nesse momento estão sendo executadas as pequenas propriedades atingidas pela construção do canal. Depois serão todas para a implantação dos lotes irrigados.

Há quanto tempo essas famílias vivem em Apodi? A propriedade da terra já não se tornou dos moradores por usucapião?

Há famílias que moram nas comunidades há mais de 70 anos.

São pessoas idosas que já nasceram lá. Herdaram essas terras de seus pais, avós. Elas já têm a propriedade da terra.

Estão ameaçadas de perdê-las por força do decreto de desapropriação assinado pela Presidenta Dilma com o intuito de beneficiar as empresas do agronegócio.

Como foi a ação realizada dia 10 de dezembro?

Dia 10 de dezembro, nas 24 horas de ação feminista pelo mundo organizada pela Marcha Mundial das Mulheres, milhares de mulheres estiveram nas ruas de 33 países.

No Brasil, o dia foi marcado pela luta, resistência e solidariedade às mulheres da chapada do Apodi, no Rio Grande do Norte.

O lema foi a defesa da autonomia das mulheres e da soberania alimentar como parte da nossa luta por outro modelo de (re)produção e consumo, para o bem estar de todas e todos e em harmonia com a natureza.

Em 15 cidades de 10 estados pintamos as ruas de lilás, ecoamos nossas vozes ao som da batucada para exigir que a terra em Apodi continue fortalecendo um projeto de mudança e rechaçamos o projeto de desapropriação dessas terras.

O ato de Apodi foi a principal atividade, no Brasil, das 24 horas de ação organizada pela MMM. Essa manifestação foi parte de um processo de luta de mais de um ano contra esse projeto.

Lá estavam cerca de 3 mil mulheres de vários municípios do Rio Grande do Norte. Logo em seguida, a marcha seguiu até o sindicato e depois para a chapada onde foi colocada uma placa que diz: “A Chapada do Apodi é território da agricultura familiar e camponesa. Aqui, já fazemos desenvolvimento” como contraponto ao discurso do DNOCS que anuncia a chegada do desenvolvimento na cidade.

No momento do hasteamento das bandeiras, que demarcou a reapropriação popular, esse território desapropriado pelo decreto federal, foi lido o estatuto das mulheres do Apodi.

O documento determina que o governo federal deve considerar a chapada do Apodi como território da agricultura familiar camponesa, estabelece que a luta em defesa desse território é uma bandeira de todos aqueles e aquelas que defendem uma sociedade de igualdade. E que a Chapada continuará com sua beleza, com sua gente e com sua alegria.

Quais os próximos passos que o movimento planeja?

Estamos trabalhando em várias frentes. A mobilização local das comunidades, debatendo com as famílias; dialogando com a sociedade, nas escolas, nas mobilizações de ruas; judicializando o processo, denunciando na Justiça a aberração que é esse projeto; forçando para abrir o diálogo com o governo no sentido de escutar as agricultoras e agricultores atingidos.

Outro passo é a busca por solidariedade dos movimentos sociais de todo o país, e isso estamos conseguindo.

Hoje a luta de resistência das famílias de agricultoras e agricultores da Chapada do Apodi está na pauta de todos os movimentos sociais do Brasil.

*Gabriela Moncau é jornalista.

Leia também:

Raquel Rigotto: A herança maldita do agronegócio





17 comentários

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Jotace

18 de janeiro de 2013 às 22h18

MAIS VINHOS E QUEIJOS ?

O calamitoso caso do Apodi sugere seja analisado o risco em que incorrem pequenos produtores rurais baianos face às recentes iniciativas da Seagri (Secretaria de Agricultura da Bahia) e relacionadas a futuras ações de companhias espanholas naquele estado. Parecendo ignorar a existência da Embrapa Vinhos (RGS) e do Instituto de Laticínios Cândido tostes (MG), e seus respectivos e notáveis trabalhos para a produção de vinhos e de queijos, de excelente qualidade, tanto a Seagri como a Federação das Indústrias do Estado da Bahia estão entusiasmadas com a possibilidade de promoverem a “ajuda” espanhola. Para tal fim, planejam aquelas empresas enviarem seus representantes para analisarem, à luz de seus interesses, as condições das regiões do Vale do São Francisco, Chapada Diamantina, Piemonte da Chapada, Médio Rio das Contas e áreas de Irecê e do Sisal. Jotace

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FrancoAtirador

17 de janeiro de 2013 às 21h25

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TAG: AGRONEGÓCIO GENOCIDA

Aquífero Guarani em risco devido ao uso de agrotóxicos

Por Laura G, no Luis Nassif OnLine

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/aquifero-guarani-em-risco-devido-ao-uso-de-agrotoxicos

http://pt.wikipedia.org/wiki/Aqu%C3%ADfero_Guarani

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Jorsom

17 de janeiro de 2013 às 13h08

A chapada do Apodi fica entre os estados do Ceará e Rio Grande do Norte.No Governo de Fernando Henrique(BR)/Tasso Jereissati(CE) foi feita a desapropriação no lado do Ceará prometendo após a infraestrutura pronta lotear e fixar os agricultores dentro do projeto.Para se instalar lá, o agronegócio expulsou os pequenos agricultores. Junto ao agronegócio veio o agrotóxico, que tem ameaçado a vida em todas as formas. As empresas estão utilizando a pulverização aérea de forma indiscriminada, o que tem causado a contaminação da água que abastece a comunidade A gravidade da contaminação é verificada no aumento do número de casos de câncer na região, que já é alarmante.Os funcionários da transnacional Del Monte , a maioria deles agricultores ou seus filhos que antes eram os donos das terras localizada na Chapada do Apodi, denunciam as péssimas condições de trabalho . Os trabalhadores da Del Monte trabalham em contato constante com os agrotóxicos, causando doenças em muitos deles.
O líder sindical José Maria Filho foi encontrado morto no dia 21 de Abril de 2010 em uma estrada de Limoeiro do Norte-CE .Ele lutava por melhorias para a localidade em que foram assentados e contra o uso abusivo do defensivo agrícola por empresas agrícolas que poluíam a região.O Ministério Público do Ceará denunciou o empresário João Teixeira Júnior, dono da empresa agrícola Frutacor e o atual presidente da Câmara Setorial de Fruticultura do Estado do Ceará, e seu funcionário José Aldair Gomes Costa de serem os mentores intelectuais do crime.
Infelizmente a força política e financeira dos grandes grupos do agronegócio fez valer a sua vontade no Ceará, espero que o mesmo não ocorra no Rio Grande do Norte.

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Mardones Ferreira

17 de janeiro de 2013 às 09h28

Várias áreas do nordeste foram destinadas aos projetos do Agronegócio com amplo apoio do governo. Na Bahia, a região de Luiz Eduardo Magalhães – ainda na época do DEM no governo do estado, recebeu vários agroempresários do Sul do Brasil e transformaram aquela região em um verdadeiro paraíso para a soja e o algodão. O governo poderia incentivar as cooperativas, mas preferiu emprestar para grandes agricultores implantar seus projetos.
O governo do PT tem forte adesão do agronegócio e isso não será revertido em prol da população do campo, que segundo o PT tem que se contentar com parcos recursos e não prioridade na área agrícola.

E que venha Apodi.

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Alexandro Rodrigues

17 de janeiro de 2013 às 07h34

Essa JK de saias… kkkk

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    tiago carneiro

    17 de janeiro de 2013 às 16h53

    ehhehehhe essa FHC de saias, isso sim… Governo da Dilma, pra ser pior que o do FHC, falta só os juros de 45% e a Regina Duarte dizendo que tem medo.

Jotace

15 de janeiro de 2013 às 21h41

Caro Mário,

Grato pela aceitação da crítica que fiz aos teus comentários na matéria anterior do Santayana republicada neste blog. Lamento muito também pelo descompasso, até porque creio que buscamos um objetivo comum: aquele de conseguirmos avistar um Brasil sem excluídos, onde todos vivam bem e em uma nação soberana, dona de suas próprias riquezas. Compreendo as tuas preocupações pelo meu modo de encarar o que está sucedendo, contudo elas deveriam considerar não o meu comportamento de cidadão, mas aquele que marca os (nossos) governos petistas e que continuam a desprimorosa tarefa de FHC e seu bando. Diz um velho provérbio que “Quem cala, consente”, porisso creio que devemos todos que acreditávamos no ideário primeiro do PT, não silenciar sobre o que se passa.’Après moi, le déluge’, estará dizendo Dilma? Pois discordo inteiramente quando afirmas que “nunca estivemos tão próximos à realidade concreta de consolidação da democracia re-humanizante”… Que falem sobre isso os pequenos proprietários que vivem (ou viviam) da agricultura familiar na Chapada do Apodi, de que trata esta matéria assinada por uma digna jornalista. Ao todos representam 800 famílias que serão despejadas de suas casas e das suas terras para benefício dos que fazem o agronegócio. Irão elas assim aumentar o número de excluídos, de habitantes de favelas, enquanto os últimos serão contemplados com mais de R$240 milhões. Quem é nordestino sabe em que tem residido a política do DNOCS – que o nosso PT combatia tanto mas está revivendo. E através, ironicamente, de um chamado Ministério de Integração Nacional…Louvo assim a denúncia corajosa da Jornalista Gabriela Moncau, bem como o comportamento de todos e todas que protestam contra mais este ato administrativo destituído de qualquer senso de justiça e também de ética. Não sou eu, Mário, quem está contra o PT, mas os que comandam – ou aprovam – atos como este e muitas centena de outros igualmente deploráveis, e que se sucedem todos os dias. Quero te dizer ainda que não me presto a fazer o jogo do neo-liberalismo, ou que estou revivendo os propósitos da UDN, ou que teria eu ligações com o PSOL. Raciocinando assim, eu teria que pensar se estarias defendendo o interesse de multinacionais ou coisa parecida, o que nunca fiz. Finalmente, respondo ao teu questionamento quanto “a catar pêlo em casca de ovo”. Eu o fiz em referência não ao Stédile como escrevestes, mas à entrevista dele “Dilma está cega e enganada por puxa-sacos” republicada pelo Viomundo. Pois, no comentário, procurastes encontrar algo que não existe: a incompatibilidade entre números. E, de modo estranho, nenhuma palavra que fosse para o das 150 000 famílias que vivem em barracas de lona preta, sem trabalho certo, sujeitas a toda sorte de intempéries, de sofrimentos. Se analisares os números novamente verifica que, infelizmente para o Brasil, eles são perfeitamente compatíveis. Trabalha, faz por favor um esforço com tua inteligência e tua cultura, para que o PT possa de fato modificá-los, aqueles e outros números, antes das eleições que se avizinham… Cordial abraço do, Jotace

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    renato

    16 de janeiro de 2013 às 19h43

    Jotace, gosto de ler as reportagens aqui no Viamundo, e não tenho capacidade para discutir a fundo certas questões, mas como meu voto é igual ao seu, me sinto no direito de achar sua resposta uma obra prima da Democracia. Você e Mario são realmente pessoas que dá gosto de tomar a opinião, aquela que nos enriquece sempre!
    Parabéns.

    Jotace

    16 de janeiro de 2013 às 21h30

    Obrigado, Renato, por teu generoso comentário. Para mim, ele implica mais um estímulo a continuar emprestando minha modesta contribuição à soberania do país e à inclusão dos destituídos no processo de desenvolvimento. Um grande abraço, Jotace

    Miriam

    17 de janeiro de 2013 às 17h12

    Renato, que bom que disse isso. Eu também gosto de ler as intervenções destes dois. Sempre me ajudam a compreender melhor o assunto. Obrigada, Jotace.

    Jotace

    17 de janeiro de 2013 às 19h02

    Prezada Miriam,

    Grato também a ti, Miriam, por tuas bondosas palavras. E que são também um maravilhoso reflexo do sentimento pátrio que se manifesta cada vez mais na alma dos brasileiros. De fato, sou apenas um grão de areia, um simples pulsar neste anseio de milhões de compatriotas como aqueles que mourejam sofridos nos campos do país. Temos que prosseguir a luta por um Brasil soberano, e melhor para todos… Cordial abraço, Jotace

Roque

15 de janeiro de 2013 às 15h22

Aí o governo Dilma me desmoraliza. Não é possível!?

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    MariaC

    16 de janeiro de 2013 às 13h02

    Quem mora em S Paulo ou Rio ou Campinas ( não sei a situação de Brasilia)pode verificar a chegada diuturna de excluídos, fortes, de mãos grossas, rosto curtido, ou seja, até meses antes trabalhava e se alimentava e suava, mas vivia. Chega à cidade para se deitar no chão e morrer de crack ou de policia. ninguém se importa.

    renato

    16 de janeiro de 2013 às 19h39

    Ontem mesmo comentava com um senhor, pedreiro de mãos calejadas,
    que uma coisa que eu tinha notado nos últimos anos, era a quase total ausência de pessoas pedindo algo nas portas de casa.
    Meu pensamento ia de encontro então, a politica do governo LULA, e isto me deixa orgulhoso!
    Mas vendo sua observação e ouvindo outras fontes, começo a me preocupar.
    Como cidadão, não poderei ser feliz se meu irmão não esta bem, ou em vias de ficar bem. Estarei atento a estas denuncias que começam a ocorrer dentro do ambiente daqueles que gostam de Lula, Dolma e do PT.

Nelson Marisco

15 de janeiro de 2013 às 15h20

Bem. Infelizmente nesse governo há boas e más propostas para nosso Brasil. Essa é um daqueles projetos encomendados pelos coroneis modernos do Nordeste, via DNOCS. Uma instituição que implementa politicas de interesse da classe dominante no Nordeste, em detrimento ao povo Nordestino. Politicas essas de dominação e de manutenção do processo de exclusão social do povo nordestino.

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joão

15 de janeiro de 2013 às 15h10

PT, você não veio pra renovar?
Por que então o modelo ainda é o latifúndio?
Desde as capitanias hereditárias…

10 anos de poder e praticamente nada a comemorar no que se refere ao ser humano do campo.

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Panino Manino

15 de janeiro de 2013 às 13h03

Mais um dia no Brasil.

Responder

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