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Cartas de Minas
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Exército está “fichando” todo morador de três favelas do Rio; fotografa cada um com o RG

23 de fevereiro de 2018 às 15h34

Reprodução

Exército ‘ficha’ morador de favela do Rio e impede cobertura da imprensa

Pessoas de três comunidades estão sendo fotografados individualmente

por Sérgio Rangel e Danilo Verpa, na Folha de S. Paulo

Moradores de três comunidades da zona oeste do Rio estão sendo “fichados” por militares do Exército durante operação nesta sexta-feira (23). As pessoas só podem deixar suas regiões após passarem pelo cadastramento das Forças Armadas.

Diferentes pontos de identificação foram montados em diversas saídas das comunidades. A foto e o RG dos moradores são enviados por um aplicativo para um setor de inteligência das forças de segurança, que avalia se o identificado tem anotação criminal.

Após flagrar o ‘fichamento’ de moradores, a reportagem da Folha foi impedida de seguir no local e encaminhada por homens do Exército a uma distância de 300 metros do local. Ao justificar a medida, um militar disse que a presença da imprensa estaria “intimidando o trabalho deles”.

O pedreiro Edvan Silva Monteiro, 47, reclamou da abordagem dos militares. Pouco antes do meio-dia, ele voltava para a Vila Kennedy após ter perdido o dia de trabalho. Monteiro disse que foi obrigado a voltar para sua casa pelos militares já que estava sem documento ao tentar deixar a comunidade pela manhã.

“Estava saindo pro serviço apenas com a marmita, e o pessoal do Exército disse que precisava ver meus documentos. Ao voltar para casa, acabei me atrasando e fui dispensando por meu patrão pelo atraso”, afirmou o pedreiro, acrescentando que foi fotografado com e sem boné pelos soldados do Exército.

Comandante da operação, o militar que se identificou apenas como Roberto disse que somente o RG dos moradores está sendo enviado para o banco de dados dos agentes de segurança. O CML (Comando Militar do Leste) ainda não se pronunciou sobre o motivo de “fichar” os moradores das três comunidades.

Nesta quinta (22), o presidente da OAB-RJ (Ordem dos Advogados do Brasil), Felipe Santa Cruz, anunciou os integrantes de uma comissão que acompanhará o trabalho dos militares no Rio. Na solenidade, ele disse que a OAB não aceita “a ideia de criminalizar a pobreza dessa cidade” e cobrou que a intervenção “montada às pressas precisa ter conteúdo”.

O decreto assinado pelo presidente Michel Temer no dia 16 nomeou o general Walter Souza Braga Netto como interventor federal na segurança pública o Estado até dezembro. Na próxima semana, o militar vai anunciar os novos comandantes das polícias do Rio.

OPERAÇÃO

Desde a madrugada desta sexta (23), 3.200 militares realizam uma operação na Vila Kennedy, Coreia e Vila Aliança. Pelo menos duas pessoas foram presas.

A operação tenta prender suspeitos de matarem na terça (20) o sargento do Exército Bruno Albuquerque Cazuca durante um arrastão em Campo Grande. Na quarta (21), o subcomandante da UPP (Unidade de Polícia Pacificadora) da Vila Keneddy foi morto em Jacarepaguá.

A operação também conta com agentes das polícias Civil e Militar. O Exército é responsável pelo cerco e desobstrução de vias da região. A operação é acompanhada pela cúpula do Exército no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC).

Nesta semana, o Exército realizou operações em diversas comunidades da capital e de municípios da região metropolitana do Rio.

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Julio Silveira

23/02/2018 - 22h04

Rsrsrsrs. Se eu fosse coxinha estaria dizendo, mas isso é bom por que depois vão pegar os mauricinhos da zona sul que visitam essas comunidades em busca de seu fumo ou pó de cada dia, os que alimentam essas desgraceiras. Rsrsrs. Mas, como não sou coxinha imbecil, sei que isso nunca vai acontecer, por que se um muleque mimado, queimador de fumo ou cheirador, da zona sul for enquadrado, o pai vai ter a solidariedade da sua comunidade onde o topo das FAs fazem parte. Sem contar que nesse momento todos devem estar recomendados para ficarem mocozados até a tempestade nas favelas passar, enquanto o exercito do imperio branco faz seu papel de enquadrar a negrada, e assim, quem sabe, quando passarem, não baixa o preço das mer.. cadorias. Rsrsrsrs.

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Jorge Batista

23/02/2018 - 21h35

Como vocês esperam que o exército obtenha inteligência e consiga encontrar os vagabundos? Batendo palma pro sol, cantando Imagine, soltando pomba branca? V-Ã-O S-E F-U-D-E-R seus esquerdinhas de merda. É inadmissível, simplesmente INADMISSÍVEL alguém sair pra rua sem um único documento. Se for parada numa blitz vai fazer o que? Se passar mal e for levado para um hospital como vão achar os parentes? E por ai vai, então vão tomar no olho dos seus c-ú-s e deixem o exercito trabalhar, coisa que vcs não estão acostumados!

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    Bovino

    24/02/2018 - 01h55

    Um monte de agentes da CIA e traficantes na base alugada do governo, achei que eles tivessem inteligência/contatos suficientes para encontrarem os comerciantes de narcóticos que residem nas favelas. Porque nos bairros nobres, provavelmente, eles não irão fichar e nem revistar ninguém.

    leonardo-pe

    27/02/2018 - 01h31

    esse Jorge Batista é mais 1 que ACABA DE PASSAR RECIBO! apoia essa imundície. iguais tem muitos. o brasil caminha a passos largos RUMO A FALENCIA!

João Lourenço

23/02/2018 - 18h27

Meus caros ,desta vez sera um serviço bem feito por que lá na Ditadura que vcs tanto falam mal,fizeram um serviço mal feito e um monte escaparam.Hoje estão ai roubando o Brasil e sendo idolatrados por burros !!

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