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Estudante denuncia: “A perseguição da PM no centro da cidade começou após a dispersão”


16/01/2011 - 12h33

por Conceição Lemes

Quinta-feira, às 17h,  praça dos Ciclistas (esquina das avenidas Consolação com Paulista): o  segundo ato público contra o aumento da tarifa de ônibus na cidade de São Paulo, que passou R$ 2,70 para R$ 3.

O primeiro, na última quinta-feira, reuniu cerca de mil manifestantes e acabou reprimido pelo Polícia Militar. Trinta e uma pessoas foram detidas e, pelo menos, dez ficaram feridas.

“Os detidos já foram liberados”, informa ao Viomundo a estudante de Direito Nina Cappello, do Movimento Passe Livre. “Por enquanto nenhum foi indiciado, não teve nenhuma acusação específica, foi só para averiguação. Quanto aos feridos, dois fizeram boletim de ocorrência e um realizou exame de corpo de delito.”

Nina é estudante de Direito, pertence ao Movimento Passe Livre e foi a responsável pela negociação com a Polícia Militar durante a manifestação.

Viomundo – As imagens iniciais mostram um ambiente tranqüilo. O que aconteceu?

Nina Cappello — Inicialmente a manifestação estava indo bem, mesmo. Trocaram três vezes o comandante militar da operação. Na terceira, quando assumiu o tenente Siqueira, o diálogo diminuiu bastante. Os policiais queriam que a gente liberasse uma faixa de trânsito. Mas, como tinha muita gente, foi difícil conter o pessoal. Uma pessoa foi detida e o problema começou.

Acho, no mínimo, irônico, que uma manifestação pela melhoria do transporte público deva priorizar respeitar o espaço dos carros.

Viomundo – O que você fez na hora em que houve a primeira prisão?

Nina Cappello – Tentei conversar com os policiais que estavam com o manifestante detido. Eles foram logo me dizendo: “Acabou o diálogo, olha o tipo de pessoa que vocês trazem pra manifestação”.

Aí,um policial jogou spray de pimenta no rosto de um manifestante que estava questionando a detenção. O que a gente viu em seguida foi uma ação quase que irracional — aliás, muito racional para dispersar a manifestação — de todos os policiais, que passaram a atirar bombas e balas de borracha no meio da manifestação. Engraçado que o discurso deles era de que a gente precisava liberar uma faixa de trânsito, porque eles estavam ali para nos proteger e não queriam que fôssemos agredidos pelos carros. Só que os próprios PMs nos agrediram.

Viomundo – O que te impressionou mais?

Nina Cappello — A perseguição aos manifestantes  que começou no centro da cidade após a dispersão, ou seja, o ato público já havia acabado .  Em alta velocidade, carros de polícia passaram a percorrer o trajeto da manifestação – Praça da República – Câmara Municipal-Teatro Municipal –, em busca de pessoas que viram no ato.

Viomundo – A manifestação já não havia acabado?

Nina Cappello – Tinha. Mas dois grandes enquadros absolutamente casuais foram feitos  após o final da manifestação.

Viomundo —  O que é um enquadro?

Nina Cappello — A polícia para a pessoa para revistar. A manifestação já tinha acabado e a PM parou, aleatoriamente, dois grupos de manifestantes para revistar. Aí, 30 foram detidos. Nós chegamos a nos concentrar novamente na Xavier de Toledo, para prosseguir até a Câmara dos Vereadores, que era o local definido como final do ato, mas voltamos para tentar impedir um enquadro.

Infelizmente o resultado foi outro. Mesmo com pontos de ônibus lotados, mais bombas e balas de borracha foram lançadas, além de agressão física direta àqueles aqueles que entravam nos locais próximos para se proteger. Todos os detidos foram levados para o 3º Distrito Policial para averiguação. O despreparo da Polícia Militar nas detenções e na recusa de diálogo ficou evidente.

Viomundo – Mas vocês derrubaram um “posto de observação” da PM e quebraram vidros da loja de uma galeria?

Nina Cappello – A repressão teve início antes desses incidentes. Eles ocorreram quando o pessoal estava fugindo das bombas. Evidentemente não defendemos tais atitudes, mas elas foram reflexo da revolta com a repressão após a manifestação. É bom ressaltar que as armas utilizadas pelos policiais são absolutamente inapropriadas. Por exemplo, o gás pimenta é proibido contra civis pela Convenção de Genebra. Mas, aqui no Brasil, é largamente utilizado em manifestações públicas. As bombas de efeito moral, que deveriam ser lançadas, no mínimo, a 30 metros das pessoas, foram jogadas no meio da manifestação.

Viomundo – Olhando as fotos, vi policiais sem identificação. Isso é normal?

Nina Cappello – Policiais não podem andar sem identificação. Pela nossa experiência, quando os vemos tirando a identificação ou sem ela, já sabemos que provavelmente haverá repressão. Ficar sem identificação é o primeiro passo. Isso dificulta as nossas denúncias, pois a Corregedoria da PM não toma nenhuma atitude se não identificarmos os policiais agressores. Aliás, a maioria dos policiais que agrediram estava sem identificação. Isso sem falar que várias pessoas que estavam fotografando a manifestação foram obrigadas, pelos policiais, a apagar as imagens. Um dos detidos teve seu cartão de memória esvaziado. É uma pena tanta disposição para reprimir uma manifestação cuja causa diz respeito a todos nós.

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51 comentários

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Brasil: Protestar por transporte de qualidade é crime? · Global Voices

22 de janeiro de 2011 às 13h02

[…] Sakamoto se pergunta se protestar por transporte de qualidade é um crime, Conceição Lemes entrevista um dos organizadores do protesto contra o aumento das passagens de ônibus em São Paulo. O […]

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Brazilië: Is demonstreren voor goed openbaar vervoer illegaal? · Global Voices

21 de janeiro de 2011 às 23h39

[…] Sakamoto zich afvraagt [pt] of het illegaal is om te demonstreren voor goed openbaar vervoer, interviewt [pt] Conceição Lemes een van de organisatoren van de demonstratie tegen de prijsverhoging van […]

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Brazil: Protest for quality transportation is a crime? @ Current Affairs

21 de janeiro de 2011 às 22h39

[…] Sakamoto wonders [pt] if  protesting for quality transportation is a crime, Conceição Lemes interviews [pt] one of the organizers of the demonstration against the price increase of bus tickets in Sao […]

Responder

Brazil: Protest for quality transportation is a crime? · Global Voices

21 de janeiro de 2011 às 22h31

[…] Sakamoto wonders [pt] if  protesting for quality transportation is a crime, Conceição Lemes interviews [pt] one of the organizers of the demonstration against the price increase of bus tickets in Sao […]

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Juliano Iowa

19 de janeiro de 2011 às 08h22

Conheço o rapaz da 2ª foto.
Ele é da minha turma na universidade.

Me disse que chegou em casa cheio de esfoliações e que tomou algumas 'coronhadas' por ter participado do ato, antes de chegar ao DP.

Gente, como podemos sustentar tal truculência?

Me digam: Até quando?

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Aumento de tarifa e repressão policial « Ônibus de São Paulo

17 de janeiro de 2011 às 21h35

[…] feridos“. De 2011, além dos relatos de colegas de jornalismo da USP, a Folha de S. Paulo e o Blog Vi o Mundo, do jornalista Luiz Carlos Azenha, contam como se deu a perseguição aos […]

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Olace

17 de janeiro de 2011 às 14h07

No protesto em defesa ao Assange foi a mesma coisa, policiais, e mais policiais..umas 4 ou 5 viaturas da força tática.

Responder

José

17 de janeiro de 2011 às 13h21

Quem votou no PSDB, quem vive metendo o pau no PT, ora os Paulistas, sei porquê sou um, nascido em São Paulo, então cada um tem o governo que merece, tomem mesmo na cabeça e que se dane, já que confiam tanto neles (PSDB) vai pedir aumento para eles para tomar porrada de PM, vai lá ótarios

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    Mariana

    22 de janeiro de 2011 às 18h33

    Você acha mesmo que isso que você falou faz sentido? Sinceramente acredita que as pessoas que estão aí protestando por uma coisa que é nosso direito e que se arriscam por isso devem levar porrada? Ainda por cima com um discursinho nojento e regionalista? vai lá, otário…

Soberania Popular

17 de janeiro de 2011 às 13h11

Perseguição demonstra métodos ditatoriais, execráveis que tratam os cidadãos que elegeram governantes para cuidar de questões sociais importantes da cidade e governar com sabedoria e justiça. A tarifa do ônibus é uma questão social, que afeta milhões de pessoas. O valor atribuido extrapola o justo e deve sim ser motivo de protesto, Numa democracia o povo tem o direito de protestar contra injustiças, e governantes tem a obrigação de ouvir e dialogar com quem lhes conferiu o mandato por representação. O representado tem que ser respeitado pelo representante.

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Florival Scheroki

17 de janeiro de 2011 às 11h17

"Novos tempos, velhas táticas, mesmos políticos"
Recomeçamos saindo em passeatas da Cidade Universitária até o Largo de Pinheiros. Depois fomos nos estendendo para outros pontos. Íamos onde a repressão estava. Todo lugar. Gritos e palavras de ordem diziam nossos ideais: abaixo a "ordem" da ditadura; "fora Figueiredo". Não gosto desta palavra "de ordem". Estávamos em 1977 e 1978.

Eu estava em quase todas as passeatas. Quando vi as fotos desta reportagem veio um "flashback" do dia em que fomos todos encurralados na Faculdade de Direito do Largo São Francisco. Claro, não sem uma ostensiva ação de "dispersão".

Não sabia que tinha distância para uma bomba de feito moral. Eram tantas as que explodia ao nosso lado. Assustados, os comerciantes fechavam suas portas. Os estudantes eram socados sob o comando da ordem. Acho que na época era o Erasmo Dias. O mesmo que invadiu a PUC. Foram os anos de transição da ditadura militar para a ditadura civil. Mas nem tudo mudou em três ou quatro décadas. O prazer de bater continua o mesmo. E a proibição de manifestação pública de descontentamento também.

Diálogo? Vai saber. Quem está com a arma não precisa de diálogo, apenas que os obedeçam. É o que estas cenas mostram. Para essa tropa de choque, não basta dialogar; precisa bater para dissuadir. Eles encarnam a ordem e têm nos cacetetes uma extensão do que lhes ensinam a pensar e fazer.

Mudam os motivos, mas continua a restrição repressiva à indignação. Velhas práticas nas mãos de outros velhos políticos. Mudam a fantasia, alguns jargões e não dispensam seus cajados.

Antes de nos encurralarem no pátio da Faculdade de Direito do Largo São Francisco (1977), houve um espetáculo com as bombas, brucutus, e muita, muita porrada mesmo. No pátio tinha mais gás lacrimogênio do que oxigênio. Depois, não poderiam ficar humilhar. Existe forma mais difundida de um sacripanta mostrar suas insígnias? Saímos todos em fila indiana. Esta é uma das cenas destes ásperos tempos que, não apenas deixaram marcas, como ainda mantém vivos os métodos.

Precisamos encontrar outras maneiras para lidar com as manifestações pacíficas de indignação, antes que se estabeleçam como método natural de educação de nossos filhos.

Responder

Tiago Tobias

17 de janeiro de 2011 às 06h19

Imagina o dia em que a policiais se unirem à classe trabalhadora…Policiais são trabalhadores, ganham uma miséria e ainda por cima, além da lavagem cerebral que sofrem nos quartéis, são obedientes às ordens da burguesia. O que seria dos grandes capitalistas sem a sagrada proteção de suas posses feita por esses pobres diabos?
Lamentável!

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    gonçalves

    16 de março de 2011 às 14h35

    esse pobre diabo chamado tobias deve ser trabalhador do crime gas de pimenta e cacete no delinquente policia protege trabalhador de marginal deste tipo

Raphael Tsavkko

17 de janeiro de 2011 às 04h55

E existem aqueles que, não satisfeitos, ainda acham que não deveria existir protestos porque atrapalha o trânsito…

Já há muito que eu venho notado – e comentado – sobre a capacidade incrível dos jornalões de tentarem retirar a legitimidade de todo e qualquer protesto que não seja do interesse deles (protesto de cansados, de estudantes manipulados anti-ENEM e etc) sempre através da mesma desculpa: Atrapalhou o trânsito.

A magistral música de Chico Buarque “Construção” me vem logo à mente. E não é à toa. Não importa o protesto, a morte, o problema é morrer na contra-mão atrapalhando o tráfego. É protestar e impedir o direito divino da classe média e da elite de sair do trabalho em seus carros e passar “só” 2h no trânsito, parados.

2h e meia é demais, um disparate! Para um bando de baderneiros protestar por coisas absurdas como Passe Livre, contra aumento de passagens, por dignidade, contra a Homofobia, por salário…. Que absurdo!

Pois bem, que jornalões com interesses claros – ainda que finjam imparcialidade (e nós fingimos acreditar) – continuem com esses absurdos de a cada protesto reclamar do trânsito não surpreende, o problema é quando um blog de respeito começa a repetir a mesma ladainha, no caso, o Acerto de Contas, de Recife.
http://tsavkko.blogspot.com/2011/01/o-transito-se

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    Sadraque

    13 de junho de 2013 às 11h24

    O exercício de um direito não admite abusos. Protestos, reiteradas vezes, atrapalhando o trânsito em uma cidade que tem um dos piores trânsitos do mundo são sim uma forma de ABUSO.
    Engraçado como certas pessoas enxergam o mundo como um maniqueísta conflito entre burguesia e plebe. Os maiores prejudicados pela parada do trânsito foram as pessoas pobres, que geralmente moram distante do centro (onde o protesto ocorreu), e que ficaram impedidas de tomar o metrô devido aos atos de vandalismo intentados por alguns manifestantes.
    Quanto à truculência da polícia, o que se esperaria que a corporação fizesse diante dos atos lamentáveis perpetrados pelos manifestantes ? Você acha que eles deveriam ter servido uma pizza, lido uma poesia, cantado uma cantiga de roda ?

Paulo Souza

16 de janeiro de 2011 às 23h15

Simplesmente lamentável a ação policial. É sempre assim, tão sempre contendo qualquer tipo de manifestação, acredito que até uma manifestação pelo aumento do salário dos PM seria reprimido, já tá no sangue da polícia do estado!

Responder

Regis

16 de janeiro de 2011 às 23h07

Polícia é para ladrão, incluindo certos políticos, e não para prender estudantes e professores e nem policiais exercendo o seu direito democrático de questionar as atitudes dos políticos, é por isto que o DEM e o PSDB querem tirar a Filosofia e a Sociologia das escolas para que o povo continue dócil, e não reclame e nem conheça as malandragens de certos políticos, muito menos que saibam de seus direitos, pois a Filosofia ensina a pensar e a sociologia a fazer política, o que esses caras querem é o povo ignorante e controlado para eles fazerem o que querem.Regis.

Responder

regis

16 de janeiro de 2011 às 23h01

Este Sr. Edno Lima, quando escreve me lembra aqueles tucanos que escreviam defendendo o Serra falando inverdades da Dilma, parece que eles ainda não desmontaram a estrutura de campanha do mal? Ou o Kassab "pegou" a idéia, mantendo a equipe.Pensando bem, até o nome parece meio "maquiado", é talvez seja um daqueles CARAS QUE TRABALHARAM PARA O SERRA NA EQUIPE DE TROLOLÓS, esquisito, muito.esquisito. Ainda bem que parece ser só um, pois todos os outros estão indignados com a falta de democracia, eu com meus 46 anos sei o que era a repressão aos movimentos populares, e esta que aconteceu agora não é diferente, acho que até pior por que esperou a dispersão para então prender as pessoas em um ato claro de intimidar para por medo, e assim, as pessoas não participarem no futuro, é algo muito, muito baixo, boicotar o direito democrático de se manifestar. A PM, que nos é tão util no dia-a-dia,
vem se prestar a defender e proteger atitudes políticas impopulares, quem age assim só pode ter o pior salário do Brasil, pois não tem coragem de questionar os baixos salários e nem o governo que estão defendendo. polícia não é para ser militar, é a única polícia do mundo que é militar, e os governos deixam assim para que eles não possam se manifestar, por que se os fizerem serão presos por insubordinação, abraços.

Responder

Ana Maria

16 de janeiro de 2011 às 22h42

E tão revoltante a maneira de governar do PSDBDEM que não dá nem vontade de comentar, aqui em SP quem manda são coronéis e eles usam a politica do cala a boca, batendo, é só lembrar dos professores apanhando ainda no governo Serra, será que alguém pensou que Alckimin seria diferente???. Temos mais quatro anos de autoritarismo pela frente, de quem é a culpa???? quem paga o pato somos nós que não votamos neles e usamos o transporte coletivo.

Responder

Mauro Silva

16 de janeiro de 2011 às 21h44

Vou repetir um negócio que escrevi há 30 anos num jornal de faculdade: os salários infames que se paga a PM paulista fazem parte de uma estratégia: atrair gente desqualificada e desclassificada que acabará usando a farda para a delinqüência, o bandido fardado. Este, bandido fardado, envolvido em todo tipo de crimes, não titubeará em obedecer ordens criminosas de outro bandido fardado que lhe é superior hierárquico. Assim, a polícia paulista, esta vergonha, passa a história como aquela que ataca com ferocidade de facínoras, que é no que se transformaram, professores, alunos e a população em geral.
Solução?
Armar o cidadão porque, com certeza, esses valentões se borram de medo quando enfrentam gente armada como aqueles outros do pcc.

Responder

    gonçalves

    16 de março de 2011 às 14h41

    o idiota vote melhor ou mude-se de sp tipo como vc admira o pcc ate o dia q pegarem sua familia

Sr. Indignado

16 de janeiro de 2011 às 21h23

Aí eu me pergunto: Cadê o Ministério Público Estadual ou Federal? Estão de férias? Vamos trabalhar?
Como fica a constituição "cidadã"? É faz de conta ou é letra morta?

Responder

Nonato Pereira

16 de janeiro de 2011 às 21h11

É isso que os tucanos chamam de liberdade, democracia e república. Foram eleitos pelo povo e tudo o que fazem é contra o povo e a favor de uma minoria. Esses estudantes precisam não esquecer, assim como os funcionários públicos reprimidos no ano passado, assim como a polícia e todos os usuários de transporte de massa na hora de votar em 2012. Esse bando precisa ir para a gaiola.

Responder

Gerson Carneiro

16 de janeiro de 2011 às 21h04

Essa é a linha de tratamento dispensado ao povo por quem dizia que iria fazer um governo de união nacional; que iria governar para jovens, idosos, trabalhadores e aposentados; e que, por fim, se fez vítima de uma bolinha de papel.

Responder

Glecio_Tavares

16 de janeiro de 2011 às 20h36

No ano passado os professores apanharam, o pessoal que foi cobrar um posicionamento da prefeitura sobre as enchentes do jd. pantanal apanhou, e agora mais este caso. Será que não é o caso de ir a um tribunal internacional denunciar o abuso da PM do PSDB? OAB e MP não fazem nada!

Responder

Evaristo

16 de janeiro de 2011 às 20h08

Esses policiais não tem filhos? Poderia ser um deles nesse proteso. Ganham uma miséria do governo tucano de São Paulo, mas agem como cachorros loucos, como nos tempos da ditadura. A PM paulista é uma vergonha. Está na hora de democratizar essa polícia. Eles vivem ainda nos anos 1970. Vivemos há 16 anos em regime de exceção em São Paulo, com os sucessivos governos do PSDB. Com apoio da velha imprensa. Não vi o Joemir Betting, com seus textos esdrúxulos fazer qualquer comentário, nem a Eliane Cantanhêde, a Miriam Leitão, a Lucia Hipolito, o Willian Waack, o willian bonner, a Fatima Bernardes. Se tivesse ocorrido em Cuba, Venezuela ou no Irã eles fariam?

Responder

@edilsonmg

16 de janeiro de 2011 às 18h53

Alider do movimento esclareceu tudo, foi só brutalidade, abuso de autoridade, que é de praxe da PM/SP

Responder

Edno Lima

16 de janeiro de 2011 às 18h38

É curioso, a menina diz que a PM pediu para liberarem uma faixa para o trânsito, não foi atendida; ela disse que não teve como controlar o pessoal; ora se não têm competência para organizar e gerenciar uma simples manifestação, não o façam. Além disso, junto ao justo direito de manifestação há o direito de ir vir das pessoas e no trânsito não ´há só veículos de uso privado, há veículos de uso público e dentro de ambos há pessoas que também têm que ter seu direito respeitado. A PM agiu no interesse destas pessoas contra aqueles que queriam que prevalescesse unicamente o direito de manifestação em detrimento do direito de locomoção.

Responder

    Le Gumbre

    16 de janeiro de 2011 às 19h45

    O fato do tamanho da manifestação não necessariamente permitir tal coisa é irrelevante. O fato da policia não ter jurisdição de decidir sobre isso é só um detalhe. Agredir pessoas indiscriminadamente de forma criminosa é normal. Reprimir violentamente uma manifestação é um ato completamente isento de teor político. (E isto não é um comentário)

    Sáparo

    16 de janeiro de 2011 às 20h01

    Será que a parte da Constituição que trata dos Direitos do Cidadão também se estende aos direitos dos automóveis? Pois nenhuma pessoa foi impedida de se locomover.

    Glecio_Tavares

    16 de janeiro de 2011 às 20h30

    Todos os dias as pessoas podem passar por ali. Um dia que uma manifestação é realizada, o pessoal que precisa passar precisa arrumar um caminho alternativo e respeitar os direitos de quem esta lutando pelo direito a cidadania. Manifestação é um direito e quem não tem coragem de se manifestar é que normalmente acha injusto não poder passar.
    A unica maneira de mudar as coisas é lutando. Ficar achando que o problema é o manifestante, é ajudar um governo descarado que aumenta o iptu, a agua, a luz e a condução e não melhora em nada o serviço.
    O brasileiro precisa tirar a bunda da cadeira e se mexer se quer um futuro melhor.

    Sadraque

    13 de junho de 2013 às 11h28

    Manifestação é sim direito, que deve ser exercido com proporcionalidade e razoabilidade ! Parar a maior avenida do País por 3 vezes em menos de uma semana, quebrando tudo, está longe de ser razoável e proporcional.

    Elton

    16 de janeiro de 2011 às 22h44

    Como provavelmente é uma questão que não te diz respeito, você "desce a lenha" nos manifestantes e afirma que a polícia cumpriu seu "dever'……..Pra quem anda de automóvel particular e não usa ônibus, realmente manifestações populares são "um estorvo"….tenha dó!

Fabio SP

16 de janeiro de 2011 às 18h00

Deviam se juntar aos estudantes de Recife e fazer um protesto nacional, pois todas as cidades estão aumentando o ônibus. É porque a inflação vem com tudo…

Responder

    Gerson Carneiro

    16 de janeiro de 2011 às 21h01

    Há um vídeo no youtube em que políticos do PSDB e do DEM anunciavam desgraças no Governo Lula que não aconteceram. É isso o que está acontecendo com você. A tua fé, juntamente com a fé desses referidos políticos, não é suficiente para trazer as desgraças tão desejadas por vocês.

Leo V

16 de janeiro de 2011 às 17h48

Livros de apoiadores de Cesare Battisti proibidos nas Bibliotecas de Veneza

Uma circular enviada por Raffaele Speranzon, assessor de cultura de Veneza, e do partido de Berlusconi, manda retirar das estantes das bibliotecas de Veneza os livros de todos os autores que em 2004 firmaram uma carta pela liberdade de Cesare Battisti. Os blibliotecários que não obedecerem serão responsabilizados, diz a circular.

Entre os autores banidos mais conhecidos do público brasileiro está, por exemplo, o filósofo Giorgio Agamben.

Ainda na lista de banidos se encontra, entre muitos outros:

Valerio Evangelisti, Wu Ming, Massimo Carlotto, Tiziano Scarpa, Nanni Balestrini, Daniel Pennac, Giuseppe Genna, Girolamo De Michele, Vauro, Lello Voce, Pino Cacucci, Christian Raimo, Sandrone Dazieri, Loredana Lipperini, Marco Philopat, Gianfranco Manfredi, Laura Grimaldi, Antonio Moresco, Carla Benedetti, Stefano Tassinari.

Receia-se que tal política se estenda para a região e para além dela, se nada for feito.

Por que será que a grande mídia não noticia este fato? Será se é porque não pega bem aos inquisidores mostrar a face fascista dos que querem Battisti extraditado, do governo Berlusconi e do "Estado Democrático de Direito" italiano?

E ainda há os que dizem, contra todos os fatos, que não há nada que mostre que Battisti seria perseguido político. Se os apoiadores dele já o são, imaginem ele.

Link com a notícia: http://ilgazzettino.it/articolo.php?id=134755&amp

Sobre o fato, por autores Wu Ming, coletivo de autores banido: http://www.wumingfoundation.com/giap/?p=2572

Responder

Abdelnur

16 de janeiro de 2011 às 17h27

Estão reclamando de que? Um pouquinho antes da eleição de Outubro, o PSDB não deu mostras dessa atitude?
Perderam o bonde. Elegeram outro poste com as mesmas caracteristicas.

Responder

assalariado.

16 de janeiro de 2011 às 17h13

Fiz este comentário em outro post do viomundo,serve para este também…

Nos dizem que o Estado existe para defender o bem comum,a liberdade para todos,etc..Também nos dizem que o Estado é NEUTRO e,as vezes,o Estado nos é apresentado como MEDIADOR dos conflitos sociais. Porém,através dos fatos podemos observar que, não é bem assim.Vemos frequentemente o governo(Estado) reprimindo trabalhadores,estudantes,sem terra,sem teto e de quebra colocando nossas lutas como ilegais,para com este pretexto jogar a policia/exercito para bater,prender e até matar os trabalhadores/ estudantes que lutam por melhores condições de vida.Do outro lado,podemos notar o governo(Estado) protegendo,por todas as formas os interesses dos empresários,estrangeiros ou nacionais,fazendo leis que os beneficiam,ouvindo suas opiniões antes de tomar decisões importantes… Esta claro que na sociedade capitalista,o Estado esta nas mãos da burguesia.Enfim,o Estado do capital e suas forças repressivas estão ai para manter a ordem,a ordem capitalista…

Responder

Christine

16 de janeiro de 2011 às 16h48

Sabias palavras da Nina Cappello : "Acho, no mínimo, irônico, que uma manifestação pela melhoria do transporte público deva priorizar respeitar o espaço dos carros". A utopia da cidade sustentavel será eterna?

Responder

O_Brasileiro

16 de janeiro de 2011 às 16h46

Acho que a PM de SP pensa que o governandor ainda é o Serra!
Não lembro de o Alckmin costumar fazer isso com manifestantes quando foi governador, que foram os anos em que morei em SP.
Apesar do Alckmin ser do PSDB, eu o acho diferente do Zé Pedágio. O que faltava ao Alckmin era o "olhar social" que o PT tem!

Responder

    Rogerio

    16 de janeiro de 2011 às 17h46

    farinha do mesmo saco!

    Sandra

    16 de janeiro de 2011 às 20h39

    Como professora do Estado afirma com todas as letras, o Picolé de Xuxu, Alckmin, é pior do que o Serra, lobo em pele de cordeiro, membro da Opus Dei, o problema não são os nomes, mas, o projeto privatista e elitista do PSDB, e o Covas não era diferente, é bom lembrar.

Paulo Henrique

16 de janeiro de 2011 às 16h25

Espero que São Paulo possa encontrar um futuro melhor que seu presente. Quem conhece São Paulo, capital e o interior, sabe que seu povo é extremamente valoroso. O que acontece é que está pagando o preço de ter, dentro de seu território, grandes interesses em jogo. O fato de ser o estado mais rico do país o faz vítima também. Faz com que seja uma trincheira a ser protegida a todo custo. E é por isto que seu povo é submetido tão violentamente a uma máquina de propaganda ideológica gigantesca (que inclui desde a mída tradicional, até as escolas e igrejas) que policia tudo do que é dito. Nas últimas eleições existiu até caso de buling eleitoral com criança de 9 anos de idade! Penso que isso é parte do que os cega, confunde e os faz eleger caminhos não muito generosos para seu futuro.
http://www.blogcidadania.com.br/2010/10/bullying-

Responder

vinicius

16 de janeiro de 2011 às 15h18

Como tantos outros casos de abuso do Estado contra a sociedade, esse é mais um capítulo de uma triste história.
O caminho que nos resta é o do conhecimento.

A rota é de colisão, uma hora o balão estoura. Um dia o topo da pirâmide desmorona.

Espero conseguir um bom lugar, pra assistir de perto. Com uma cerveja gelada na mão.

Responder

Gerson Carneiro

16 de janeiro de 2011 às 15h01

Covardia.
Brutalidade de um Governo Estadual que deseja e muito porém não merece a Presidência da República.
Atos dessa natureza também deverão ser enquadrados na lei de responsabilidade social.

PSDB/DEM nunca mais!

Responder

Caio Freitas

16 de janeiro de 2011 às 14h56

Cadê o Dr. Ophir Cavalcante (presidente de OAB nacional) para emitir suas opniões de repudio?

Responder

    Geysa Guimarães

    17 de janeiro de 2011 às 11h53

    Deve estar escondido em algum ninho tucano, envolto em plumas.

Arthur Schieck

16 de janeiro de 2011 às 14h52

Por mais que os governos dos Garotinhos e de Cabral sejam um atraso, a última vez que vimos cenas assim no Rio de Janeiro foi no governo Marcelo Alencar do PSDB. Coincidência?

Responder

Marcia Costa

16 de janeiro de 2011 às 14h51

Sempre que vejo coisas assim, lembro dessa música: tudo pra manter a boa imagem do Estado ( no caso em questão, São Paulo)[youtube ZihrhxHj84A http://www.youtube.com/watch?v=ZihrhxHj84A youtube]

Responder

Luiz P

16 de janeiro de 2011 às 13h44

Entendo que a espingarda calibre 12 utilizada para o disparo dos balotes de borracha não deixa de ser arma de fogo, conforme definido no R-105 (Exército) e na cartilha do DPF. Assim, o seu emprego só é autorizado, pela legislação brasileira, para a legítima defesa. As imagens mostram claramente que os operadores desses equipamentos estavam atirando em pessoas que não representavam qualquer ameaça para a tropa, em flagrante desrespeito ao arcabouço jurídico nacional, bem como à própria doutrina de emprego de armamento da PM. Também vale ressaltar a inadequação do equipamento utilizado pelos PMs, que não era o prescrito em caso de "motim", e o despreparo dos agentes públicos, alguns inclusive com a pistola .40 na mão, como se estivessem enfrentando situação de ameaça letal.

Responder

    Rogerio

    16 de janeiro de 2011 às 17h48

    Tá… Mas sabe que dia que a corregedoria vai tomar providencias e apreciar esse tipo de analise? NUNCA! Tudo farinha do mesmo saco!


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