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Época: MP tem gravações de funcionários fantasmas dos Bolsonaro dizendo que devolviam 90% do salário
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Época: MP tem gravações de funcionários fantasmas dos Bolsonaro dizendo que devolviam 90% do salário


16/05/2019 - 16h08

Da Redação

No Texas, o presidente Jair Bolsonaro acusou o golpe. Segundo ele, o filho Flávio, senador da República, está sendo esculachado pelo Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro.

“Façam justiça! Querem me atingir? Venham pra cima de mim! Querem quebrar meu sigilo, eu sei que tem que ter um fato, mas eu abro o meu sigilo. Não vão me pegar”, afirmou Bolsonaro em Dallas.

Flávio já havia dito o mesmo sobre a suposta perseguição política, em entrevista ao Estadão.

O senador já pediu duas vezes que a investigação que o envolve com o ex-PM Fabrício Queiroz seja interrompida no âmbito estadual.

Às declarações de Flávio, o MPRJ divulgou uma nota

MPRJ repudia acusações relativas ao caso COAF

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) repudia com veemência as declarações de Flavio Bolsonaro, proferidas em entrevista divulgada pelos meios de comunicação social, no dia 12/05/2019.

O MPRJ reafirma que sua atuação é isenta e apartidária, pautada nas normas e princípios constitucionais, nos tratados internacionais de regência, na legislação vigente, nas resoluções e recomendações do Conselho Nacional do Ministério Público e na jurisprudência dos tribunais superiores.

A infundada representação em face do Procurador-Geral de Justiça, imputando a divulgação de informações sigilosas, foi sumariamente arquivada pela Corregedoria Nacional do Ministério Público.

O relatório de inteligência financeira encaminhado pelo COAF, em janeiro de 2018, contendo diversas movimentações atípicas envolvendo assessores de parlamentares da ALERJ, foi mantido em absoluto sigilo no âmbito do MPRJ, sendo prova maior de sua neutralidade política a sua não malversação junto aos meios de comunicação como forma de interferir no processo eleitoral que teve curso no mês de outubro último.

As investigações sigilosas somente ganharam notoriedade após a deflagração da Operação “Furna da Onça”, pelo Ministério Público Federal, em novembro de 2018, com a consequente juntada do relatório do COAF aos autos da respectiva ação penal.

O Senador Flavio Bolsonaro tem direcionado seus esforços para invocar o foro privilegiado perante o Supremo Tribunal Federal ou mesmo tentar interromper as investigações, como o fez junto ao Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro, fato amplamente noticiado nos meios de comunicação.

O referido parlamentar não adota postura similar à de outros parlamentares, prestando esclarecimentos formais sobre os fatos que lhe tocam e, se for o caso, fulminando qualquer suspeita contra si.

O Senador é presença constante na imprensa, mas jamais esteve no MPRJ, apesar de convidado.

As diligências permanecem em sigilo, sendo que o Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro seguirá altivo e determinado no cumprimento de sua missão constitucional, tendo por objetivo esgotar todos os recursos investigativos disponíveis para o esclarecimento dos fatos, independente de quem seja o investigado.

O MP carioca está no fio da navalha.

Tanto que vem desmentindo publicamente qualquer vazamento atribuído aos promotores.

Porém, órgãos de comunicação da família Marinho, agora empenhada em derrubar Bolsonaro, continuam trazendo “novidades”.

A bomba mais recente é sobre a existência de gravações de dois aparentados de Jair Bolsonaro, funcionários fantasmas, confirmando que devolviam 90% do salário recebido em gabinetes parlamentares.

Não há detalhes sobre quando, como ou quem gravou ou foi gravado.

Segundo a revista Época, na lista daqueles que tiveram o sigilo bancário afastado pelo MPRJ constam vários parentes da ex-mulher de Jair Bolsonaro, mãe de seu filho mais novo, Renan, de nome Ana Cristina Valle.

Ana Cristina, enquanto casada com o hoje presidente da República, teria requisitado o CPF de parentes para que fossem funcionários fantasmas da família Bolsonaro.

A lista:

Reprodução

Dos doze parentes de Ana Cristina contratados para trabalhar nos gabinetes de Jair Bolsonaro na Câmara ou de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, nove tiveram o sigilo bancário afastado.

Três pessoas trabalharam nos dois gabinetes, em Brasília e no Rio: Andrea Siqueira Valle, irmã de Ana; José P. Valle, pai de Ana e Juliana Vargas, prima de Ana.

Ou seja, embora a investigação esteja centrada em Flávio Bolsonaro, também atinge, ainda que indiretamente, o presidente da República.

Também a Época divulgou que o MP está interessado em investigar os cheques que Fabrício Queiroz destinou à primeira dama Michelle.

“O foco neste momento é em três núcleos: o da loja de Flávio, o do gabinete e o familiar. Em um eventual desdobramento, a primeira-dama pode se tornar alvo”, teria dito um dos investigadores à revista da família Marinho.

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Por Laurindo Lalo Leal Filho



4 comentários

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Adriano

17 de maio de 2019 às 10h06

Me parece que Sergio Moro se ferrou. Embarcou numa canoa furada. Vai caindo a máscara do herói.
Bolsonaro é incompetente. Não tem condições de governar e se cercou de ministros incompetentes iguais a ele.
Lá atrás houve uma ruptura da democracia e ninguem que entrar vai conseguir governar com instabilidade econômica e social. Um país do tamanho do Brasil não pode ficar a reboque da reforma da previdência. Essa não pode ser a única agenda de um país continental.

Responder

Jardel

16 de maio de 2019 às 22h45

A família Bozo veio para moralizar a política no Brasil!!!
A culpa é dos petralhas, da esquerdalha, do viés ideológico e dos comunistas.

Responder

Zé Maria

16 de maio de 2019 às 17h42

É bom ressaltar que o infográfico reproduzido pelo Viomundo
se refere exclusivamente a Parentes da 2ª Esposa de Jair Bolsonaro.

Além desses, também são investigados pelo MP-RJ os parentes
e amigos do Queiroz, incluindo esposa e mãe do ex-PM Adriano
da Nóbrega, um dos líderes do “Escritório do Crime”, Grupo de
Milicianos acusado pela morte da ex-vereadora Marielle Franco.

Também é investigada pelo MP-RJ, direta ou indiretamente,
Michelle Bolsonaro, a atual esposa de Jair Bolsonaro, 1ª Dama,
que teria recebido repasse de Dinheiro de Fabricio Queiroz
por meio de Cheques no valor total de R$ 24 Mil, de origem
suspeita, que poderá ser esclarecida com a quebra de sigilo.

.

Responder

    a.ali

    16 de maio de 2019 às 23h36

    isso, mesmo… é só futricar mais um pouquinho que vai destampar o esgoto e quero ver as caras dos otarios que caíram feitos pato no fake news dos milicianos


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