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Cartas de Minas
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Temer entrega satélite brasileiro “no escuro” para empresa dos Estados Unidos

13 de março de 2018 às 20h08

Lançado em maio 2017, o satélite passou quase um ano no espaço sem usar sua capacidade civil por falta de infraestrutura em solo. Do Tele.síntese

O Satélite Geoestacionário e a Soberania

Por Marcio Patusco*

Do Clube de Engenharia

Durou pouco, nas ações deste governo, a intenção de efetivamente destinar o Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC) para políticas públicas.

Depois da fracassada tentativa de venda de sua capacidade para empresas estrangeiras ou nacionais, o que representaria uma deformação do objetivo inicial do projeto, já que não havia no edital de licitação nenhum compromisso formal de universalização do acesso à banda larga, agora, depois de muito sigilo insuspeito, sorrateiramente foi divulgado mais um golpe contra a população desassistida de acesso à internet em nosso país.

A Telebrás, com o aval do Ministério da Ciência Tecnologia Inovação e Comunicações (MCTIC), sem muitos detalhes da operação, acaba de firmar um acordo com a americana Viasat, entregando a capacidade do satélite à implementação e fornecimentos desta empresa.

Ora, uma das motivações do SGDC foi exatamente a denúncia que Edward Snowden deu conhecimento ao mundo, em 2013, de que órgãos públicos e empresas brasileiras, haviam sido espionados por entidades oficiais americanas e que vinham a afetar a nossa soberania.

Mudado o governo, a soberania nacional não importa mais?

Nessa sanha privatista, havia uma batata quente assando, já que o satélite estava em órbita queimando combustível em sua escassa vida útil de 15 anos e nenhuma ação vinha sendo tomada para sua efetiva utilização, prioritariamente na diminuição do nosso abismo digital entre as áreas urbanas e rurais e no atendimento das classes C, D e E.

A alegação de falta de recursos pelo MCTIC não se sustenta quando se sabe que o Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST) arrecada bilhões de reais anualmente.

Só que as conveniências de fazer caixa resultam em que essa arrecadação sistematicamente não seja aplicada para o objetivo para a qual foi criada, e sim para pagar juros da dívida pública aos banqueiros.

No entanto, nesse suspeitíssimo acordo depois de uma licitação tornada vazia, o governo tem obrigação de explicar à luz das normas de licitações e da ética, a mudança do escopo do projeto original, o alegado e possível favorecimento de uma empresa estrangeira que vem a enfraquecer a soberania nacional, e ainda esclarecer os detalhes, os compromissos e as obrigações desse contrato.

Ainda mais recentemente, passou-se a declarar que os atendimentos de localidades remotas, escolas rurais, postos de saúde, hospitais e órgãos governamentais, seriam realizados, até com sobras de capacidade, sem que nenhuma demonstração técnica e de qualidade de cada conexão no compartilhamento dos recursos do satélite tenha sido apresentada.

Como se sabe, o projeto de banda larga nas escolas urbanas foi um insucesso exatamente pela velocidade insuficiente a ser compartilhada por professores, alunos e sistemas da própria escola.

Vão repetir o mesmo erro?

O fato é que o artefato satelital passou, com a proximidade das eleições, de “patinho feio” do atual governo, para uma ilusória solução “de implementação de políticas públicas” apenas para ocultar, na fala vazia e oportunista de políticos já em campanha, a falta de planejamento e compromissos firmes com a busca de soluções efetivas para nossas deficiências no oferecimento de serviços à população.

Já vimos isso anteriormente no fracassado Plano Nacional de Banda Larga (PNBL).

*É Diretor de Atividades Técnicas do Clube de Engenharia

PS do Viomundo:  Em texto do Teletime, especializado no assunto, foi dado destaque à forma obscura com que o negócio foi fechado:

O que se percebe, entre as operadoras de satélite, é uma boa dose de desconfiança sobre o acordo, já que não houve nenhuma carta convite aos demais players do mercado propondo as mesmas condições que supostamente foram oferecidas à empresa norte-americana. E também se questiona a ausência de informação, até aqui, sobre os termos do acordo (o próprio Sindisat formalizou o pedido de informações junto à Telebras). Questiona-se, por exemplo, o fato de o fato relevante anunciar a chegada dos equipamentos para apenas dois dias depois do anúncio da celebração do acordo, o que demonstraria que a parceria estava sendo operacionalizada há mais tempo.

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Sebastião Farias

18/03/2018 - 16h54

Enquanto isso, ocorre com o Brasil, o México continua avançando com seus projetos estratégicos aeroespaciais. crimes de traição e de leza-pátria por sua gravidade, deveriam ser considerados Crimes HORRENDOS e inafiançáveis, pelos prejuízos que causam ao país e seu povo, na atualidade e às gerações futuras. Fica o registro.
https://www.youtube.com/watch?v=zpTgEVkg3vE

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FrancoAtirador

15/03/2018 - 12h13

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Como as elites financeiras internacionais trocam governos para implementar austeridade

https://www.viomundo.com.br/denuncias/plutocratas-de-todo-o-mundo-uni-vos-a-guerra-agora-e-para-impor-a-austeridade-global.html
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Responder

Jader Oliver

14/03/2018 - 07h38

Tudo na mais perfeita “ORDEM.” Brasil pais de “tolos.”

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Julio Silveira

14/03/2018 - 07h24

Até agora, tudo, sem falhas, corrobora a informação do Wikileaks de que o Temerario era informante dos States. E mais, agora parece que seu comprometimento com esse estado, adversario do Brasil de brasileiros é ainda maior.
http://www1.folha.uol.com.br/poder/2016/05/1771016-wikileaks-diz-que-michel-temer-atuou-como-informante-dos-eua.shtml

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hb cwb

14/03/2018 - 00h51

Os estadunidenses planejaram, comandam, coordenam o GOLPE no brazil também para isso:
Como quintal e protetorado estadunidense o brazil tem que depender tecnologicamente deles em todas as áreas civil, militar ou de segurança!
O governo e a rede golpista estão repassando e transferindo toadas as área de produção, fabricação, criação e administração tecnológica para os estadunidenses.

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