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Em moção dura, parlamentares britânicos se dizem alarmados com eleição de Bolsonaro, citam papel de Moro e pedem Lula livre; leia íntegra
Ricardo Stuckert
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Em moção dura, parlamentares britânicos se dizem alarmados com eleição de Bolsonaro, citam papel de Moro e pedem Lula livre; leia íntegra


25/11/2018 - 15h56

Parlamentares britânicos pedem Lula livre e se mostram “alarmados” com eleição de Bolsonaro

PT na Câmara

Integrantes do Parlamento inglês assinam moção em que se dizem “alarmados” com a eleição do candidato de “extrema direita Jair Bolsonaro como presidente do Brasil”.

A manifestação dos parlamentares britânicos aponta a perseguição e caráter político da prisão do ex-presidente Lula.

Segundo a moção, Lula era o favorito para vencer a eleição presidencial até ser preso e impedido pelo juiz Sérgio Moro.

Ao mesmo tempo, o documento assinado por 10 parlamentares ingleses conclama pela liberdade Luiz Inácio Lula da Silva.

Assinam a moção: Jonathan Edwards, Kelvin Hopkins, Clive Lewis, Ian Mearns, Grahame Morris, Lloyd Russell-Moyle, Liz Saville Roberts, Dennis Skinner, Christopher Stephens e Chris Williamson.

Para o líder da Bancada do PT na Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), esse documento é sinônimo de solidariedade e reconhecimento da inocência do ex-presidente Lula.

“A solidariedade ao ex-presidente Lula aumenta a cada dia e no mundo inteiro reconhecem a sua condição de preso político e vítima de uma perseguição política absurda por parte de alguns setores do Judiciário e do Ministério Público”, destacou.

Pimenta lembrou que recentemente a Prefeitura de Barcelona fez uma declaração institucional pela liberdade do ex-presidente.

“Todas as semanas recebemos manifestações de apoio enviadas por ex-chefes de Estado e esta semana temos esta moção dos parlamentares britânicos, que é muito importante por ser um dos parlamentos mais antigos e respeitados do mundo”, observou.

“Vamos seguir na luta até conseguirmos a liberdade daquele que é o maior presidente da história do Brasil”, conclamou o líder petista.

Abaixo, a íntegra da nota:

Que esta Câmara está alarmada com a eleição do candidato de extrema direita Jair Bolsonaro como presidente do Brasil; observa seu apoio à ex-ditadura no Brasil e seus comentários de que deveria ter matado dezenas de milhares de pessoas a mais; observa ainda as suas declarações a favor da tortura e das execuções extrajudiciais por parte da polícia; manifesta sua profunda preocupação com as recentes declarações de um expurgo de rivais políticos em uma limpeza como nunca vista na história do Brasil; rejeita suas observações ameaçadoras contra as organizações da classe trabalhadora, as mulheres, a grande população negra do Brasil, os sem-teto, a comunidade LGBT e as organizações não-governamentais; observa que o ex-presidente Lula era o favorito para vencer a eleição presidencial até ser preso e impedido de participar de uma ação condenada pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU; observa que o juiz Moro, que realizou a investigação sobre Lula, aceitou, desde a eleição, a indicação de Bolsonaro para ser ministro da Justiça do Brasil; pede a libertação de Lula; e expressa seu apoio aos brasileiros que defendem a democracia, os direitos humanos e o progresso social.

A moção original no site do Parlamento britânico está abaixo:

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10 comentários

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lulipe

27 de novembro de 2018 às 14h33

Essa moção tem o mesmo peso das “exigências” da ONU, ou seja, nenhum. Tiveram pelo menos 15 minutos de fama, nem que seja em blogs progressistas, seja lá o que isso signifique.

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Marise

25 de novembro de 2018 às 20h17

O mundo só vai entender de fato o absurdo que está acontecendo no Brasil quando os corpos dos exterminados começarem a ser largados pelas ruas.
Só assim virão os embargos. Não por causa das vidas perdidas, já que todos os dias morrem centenas no país, mas por medo de que a violência institucional concretizada prejudique os negócios.

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Elena

25 de novembro de 2018 às 19h56

Pelo que li sobre Mandela, ele só conseguiu sair da prisão após receber apoio do mundo inteiro. Espero que dê certo com Lula também, pois sua prisão todos estão vendo que foi uma grande injustiça e foi só para não poder concorrer nessas eleições de 2018, porque, caso concorresse, era batata que ganharia em primeiro turno. Portanto, #LULALIVRE!!! Às ruas para exigir sua libertação!

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Júnior

25 de novembro de 2018 às 19h18

Kkkkk… 10 parlamentares não representam nem 1% do parlamento inglês…

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    Ricardo

    26 de novembro de 2018 às 08h16

    Exato. 10 parlamentares de esquerda assinaram. O apoio a Lula está mesmo muito baixo.

André Luis nastrini

25 de novembro de 2018 às 17h47

O que esses britânicos tem que se intrometer no Brasil. Vão lamber a rainha e calem a boca. Aqui e o povo quem manda não uma família que vive a custa do povo.

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    Rustin

    25 de novembro de 2018 às 23h46

    e pelo que se lê, um povinho xucrinho …

    Gersier

    26 de novembro de 2018 às 12h48

    Vc está enganado, o povo aqui não manda nada, porque se mandasse, o LULA é que estaria eleito. Por aqui um bando de amebianos, conhecidos também como patos manifantoches, apoiam um bando de canalhas que deram um golpe com a ajuda de canalhas togados. Entrarão para a história como LIXOS.

Julio Silveira

25 de novembro de 2018 às 17h25

Esses não contam, são bolivarianos. Para o bando de canalhas que afirmam, hoje, em meio a corruptos e degenerados mentais, que o problema mais grave do Brasil nunca foi corrupção, mas ideologia.

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Zé Maria

25 de novembro de 2018 às 16h18

Interessante.

O Apoio ao Lula ocorre em todo o Reino Unido da Grã-Bretanha:

São Parlamentares da Inglaterra, da Escócia e do País de Gales.

https://www.viomundo.com.br/wp-content/uploads/2018/11/parlamento-britanico.jpg

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