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Diário da Resistência


Em Berlim, Frente Internacional contra o Golpe conclui, sobre Bolsonaro: “Será uma longa travessia do deserto”
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Em Berlim, Frente Internacional contra o Golpe conclui, sobre Bolsonaro: “Será uma longa travessia do deserto”


17/08/2019 - 14h03

Fomos, somos e seremos resistência!. O segundo encontro da Fibra — Frente Internacional contra o Golpe

via Eliane Dal Colleto, com edição do Viomundo

Berlim recebeu na sexta-feira, 16.08.2019, brasileiros residentes em diversas partes da Europa para o 2. Encontro da Fibra.

Em entrevista coletiva, Fernanda Otero fez um resumo do trabalho da Fibra, desde a sua formação a partir de 2016, então com o nome “Brasileiras contra o Golpe” até o momento atual.

Este nosso encontro tem o intuito de sedimentar nossa atuação em defesa da democracia brasileira e construir novos caminhos de resistência.

Uma das convidadas foi Renata Souza, deputada estadual do PSOL pelo Rio de Janeiro.

Em seguida ouvimos Jean Wyllys, que na sua apresentação lançou algumas perguntas: como se pode defender a democracia? Como agiremos?

A filósofa e professora Márcia Tiburi, que saiu do Brasil em 2018, devido a ameaças de morte, também participou.

Vinda de Barcelona, também como convidada do encontro, falou a deputada Maria Dantas do Partido Esquerda da Catalunha; também participou Breno Altman, do site Opera Mundi, jornalista e membro do Comitê Lula livre também participaram (vídeo no topo registra trecho da fala de Breno).

Algumas das reflexões feitas pelos participantes:

Assassinato de Marielle foi um divisor de águas.

Precisamos correlacionar fatos e denunciá-los a imprensa internacional.

Vários estudiosos comparam asSituação do Brasil com a Alemanha do periodo anterior à Segunda Guerra.

No Brasil as pessoas estão tomadas pelo medo.

A mídia legitimou o Golpe.

A Vaza jato está denunciando uma conspiração que fragilizou as instituições e levou Lula a uma prisão injusta.

A imprensa comercial que ajudou a eleger Bolsonaro, agora recebe os resultados.

Temos uma esquerda perplexa. Temos agora de pensar, formar, concretizar a Luta. Agora é hora de enfrentamento amplo.

Como a Esquerda vai enfrentar o capital internacional que sustenta as fakes?

Estamos num momento de defensiva. Bolsonaro tem força, não é um episódio. Será uma longa travessia do deserto.

Estão armando o Brasil, o que permite a organização das milicias. Existe uma indústria bélica crescente no Brasil. Existe um lobby para isso.

Há um crescimento do setor privado de Segurança.

Pela primeira vez na História o Brasil terá de responder a ONU e a OEA até o dia 20.08 perguntas relacionadas a Segurança Pública.

Governar com minoria contra as maiorias. Característica de Ditadores. Governar por decreto, medidas provisórias e violencia.

Estamos num Estado de Exceção Mental.

Libertar Lula é libertar o Povo brasileiro.

No próximo dia 20.08, Lula completará 500 Dias de prisão. Sem a atividade internacional, a Luta pela liberdade não estaria ganhando espaços.

À tarde houve a parte artisstica e cultural, com o trabalho de oficinas de arte: Teatro, Poesia, Cinema e Música.

Também se apresentaram o grupo de música coordenado por Namir Martins e o grupo convidado da cidade Berlim Die Frechen Lolas, com canções de B. Brecht, Kurt Weil e Hans Eisler, que tem como tema o fascismo.

Um longo dia, de muito trabalho, que fortaleceu a todos. A noite foi encerrada com jantar oferecido pela Fundação Rosa Luxemburgo.

A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único
A mídia descontrolada

O livro analisa atuação dos meios de comunicação.

A publicação traz uma coletânea de artigos produzidos por um dos maiores especialistas do Brasil no tema da democratização da comunicação.

Por Laurindo Lalo Leal Filho



4 comentários

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valdir carrasco

18 de agosto de 2019 às 12h11

só creio na reação armada pois os imbecilizados aumentarão a violência que já praticam e nós, sem armas e só com ações democráticas não vamos vencê-los. Ou começa a haver uma organização para nos armarmos, ou desistam…

Responder

Zé Maria

17 de agosto de 2019 às 18h40

Divisor de Águas foi Junho de 2013.
O ‘Clamor das Ruas’ fabricado
por uma Organização Criminosa
Articulada desde os United States.

https://pbs.twimg.com/media/EBx9fyuXkAUaAE_.jpg

Dallagnol: “Se Vc topar, vou te pedir pra ser laranja em outra coisa que estou articulando kkkk”

https://pbs.twimg.com/media/EBwyVsKXYAACMiR.jpg

17 de Novembro de 2016 – Grupo 2017
– Parceiros/MPF – 10 Medidas.

“Thaméa Danelon – 13:44:49 – Já acionei
o VPR, Nas Ruas, Brasil Melhor, Brasil Livre.”

https://nocaute.blog.br/2019/08/12/dallagnol-laranja/

https://www.brasildefato.com.br/2019/08/12/dallagnol-articulou-e-alimentou-movimentos-contra-stf-e-congresso/

Clique em “Abrir Todas as Partes”:
https://theintercept.com/2019/06/09/editorial-chats-telegram-lava-jato-moro/

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André Lameira

17 de agosto de 2019 às 15h36

Péssimas falas. Alguns comentários:

“Assassinato de Marielle foi um divisor de águas.” – Não foi o Golpe de 2016 esse divisor?

“No Brasil as pessoas estão tomadas pelo medo.” – Como essas pessoas podem afirmar isso se elas fugiram do Brasil?

“A mídia legitimou o Golpe.” – A esquerda também legitima o Golpe participando acriticamente das eleições de 2018 e aceitando o governo Bolsonaro como legítimo.

“Temos uma esquerda perplexa. Temos agora de pensar, formar, concretizar a Luta. Agora é hora de enfrentamento amplo.” – De novo, como pode gente que se retirou da cena nacional querer dirigir a luta política?

“Como a Esquerda vai enfrentar o capital internacional que sustenta as fakes?” – Ou seja, a esquerda não deve lutar contra o Governo Bolsonaro, levantar o Fora Bolsonaro, e sim lutar contra um difuso “capital transnacional”.

“Estamos num Estado de Exceção Mental.” – Isso aqui é o ápice da gozolândia dessa esquerda pequeno-burguesa. Então as invasões de sindicatos pela polícia, a população metralhada pelo estado no RJ é um “estado mental”. PATÉTICO.

Responder

    Renata

    18 de agosto de 2019 às 06h25

    Você pode ter críticas, mas não acho válido deslegitimar o trabalho que os comitês fazem lá fora e não são formados por pessoas que ‘fugiram’ do Brasil, muitas foram a trabalho ou estudo há tempos e fizeram suas vidas por lá. Não fossem os comitês dos diversos países a situação do Lula estaria pior. O próprio Rui Costa Pimenta do PCO vai sempre para a Europa e se reúne com os comitês.


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