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Corregedoria do Ministério Público investigará palestras de Dallagnol
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Corregedoria do Ministério Público investigará palestras de Dallagnol


16/07/2019 - 17h15

Corregedoria investigará palestras de Dallagnol

Decisão do Conselho Nacional do Ministério Público acata representação feita pelo PT

por Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo

A Corregedoria Nacional do Ministério Público vai investigar as palestras dadas pelo procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol.

A decisão, assinada pelo corregedor Orlando Rochadel Moreira, baseia-se em uma representação do PT encaminhada ao Conselho Nacional do Ministério Público. O texto determina a instauração de reclamação disciplinar e dá prazo de dez dias para que Dallagnol e seu colega de força-tarefa da Lava Jato Roberson Pozzobon se manifestem sobre o assunto.

O despacho cita as mensagens trocadas entre os membros da força-tarefa da Lava Jato que “revelariam que os citados teriam se articulado para obter lucro mediante a realização de palestras pagas e obtidas com o uso de seus cargos públicos”. “Tais palestras teriam se dado em parceria com empresas privadas, com quem dividiram os valores”, diz o documento.

A conversa entre os procuradores foi obtida pelo site The Intercept e analisada em conjunto com a Folha.

As mensagens apontam que Dallagnol  montou um plano de negócios de eventos e palestras para lucrar com a fama e contatos obtidos durante as investigações do caso de corrupção.

A ideia de criar uma empresa de eventos para aproveitar a repercussão da Lava Jato foi manifestada por Dallagnol em dezembro de 2018 em um diálogo com a mulher dele.

No mesmo mês, o procurador e o colega Pozzobon  criaram um grupo de mensagens específico para discutir o tema, com a participação das esposas deles.

“A ampla repercussão nacional demanda atuação da Corregedoria Nacional”, afirma o corregedor em seu despacho. “A imagem social do Ministério Público deve ser resguardada e a sociedade deve ter a plena convicção de que os membros do Ministério Público se pautam pela plena legalidade, mantendo a imparcialidade e relações impessoais com os demais poderes constituídos.”

O texto segue: “Sem adiantar qualquer juízo de mérito, observa-se que o contexto indicado assevera eventual desvio na conduta de membros do Ministério Público Federal, o que, em tese, pode caracterizar falta funcional, notadamente violação aos deveres funcionais insculpidos no art. 236 da Lei Complementar nº 75/93.”

“Com efeito, neste momento inicial, é necessária análise preliminar do conteúdo veiculado pela imprensa, notadamente pelo volume de informações constantes dos veículos de comunicação”, completa a decisão.

Mônica Bergamo é jornalista e colunista.

Conselho do MP decide instaurar reclamação disciplinar contra Dallagnol

Decisão é baseada em reportagens que indicam que o procurador tentou enriquecer com a realização de palestras

 Renato Souza, no Correio Braziliense

O Corregedor do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), Orlando Rochadel Moreira, decidiu instaurar uma reclamação disciplinar contra o procurador Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Lava-Jato no Paraná.

A decisão é baseada em um pedido do PT, que cita conversas entre procuradores obtidas pelo site The Intercept.

De acordo com o corregedor, deve ser investigado se Dallagnol tentou enriquecer com a realização de palestras sobre seu trabalho realizado no Ministério Público.

Além de Dallagnol, o corregedor abre reclamação contra o procurador Roberson Pozzobom, que também participa dos diálogos no aplicativo Telegram, que foram publicadas pelo jornal Folha de S. Paulo.

No despacho, Orlando determina a “notificação dos Membros do Ministério Público Federal integrantes da Força Tarefa Lava Jato, Deltan Martinazzo Dallagnol e Roberson Henrique Pozzobom, para manifestação, via sistema Elo, no prazo de 10 dias” e ainda “a expedição de ofício a Corregedoria-Geral do Ministério Público Federal para que informe, no prazo de 10 dias, os antecedentes disciplinares dos supracitados Membros.

A decisão foi publicada pelo Correio durante um encontro de Deltan Dallagnol com a Procuradora-geral da República, Raquel Dodge, em Brasília, na tarde desta terça-feira (16/7).

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9 comentários

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constância

17 de julho de 2019 às 03h08

Até que enfiam vão investigar esse fora da lei Deltan Dallagnol só que tem que fazer o mesmo com o comparsa do Deltan que é o Moro
Provas verdadeiras, contundentes e inquestionáveis têm que são o conteúdo divulgado pelo site Intercept Brasil, veja e folha.

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Zé do rolo

16 de julho de 2019 às 21h49

O deltan e o moro são 171 tem que ser punidos e anular a contaminação jurídica desse escárnio da quadrilha a jato.
O Fux, o Fachin e agora o Barroso foram desmascarados ou seja participavam ativamente do coloio com moro e dallagnol.

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River Batista

16 de julho de 2019 às 21h11

Deltan: exemplo de brasileiro moderno, cabeça, sábio, honesto e patriota! Um gênio contra a corrupção. Deltan Dallagnol.

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Douglas

16 de julho de 2019 às 20h16

Ahhh, isso nao quer dizer nada. O MPF nao fez nada até agora e nao vai fazer. A PGR é uma encostada, foi posta lá pq é amiga de toda a turma. O conselho do MP nao vai fazer nada. Nao esperem nada de onde nunca saiu nada.
Nao vai dar em nada e vai acabar tudo em pizza.
Todos eles que ajudarem no esquema da lava jato tem comissao na venda petrobras e filiais.

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Zé Maria

16 de julho de 2019 às 20h12

Judge Morrow abandonou Dallanhinho
que será apreendido e recolhido à F.A.S.E.*
Pois, ao contrário do Superior Hierárquico,
ainda tem condições de ressocialização.

*Fundação de Atendimento Sócio-Educativo

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Zé Maria

16 de julho de 2019 às 18h11

E continua o Conluio entre os integrantes da Organização Criminosa de Curitiba

Sergio Moro apadrinha Deltan Dallagnol para substituir Raquel Dodge na PGR,
informa o Jornalista Kennedy Alencar:
https://www.blogdokennedy.com.br/ha-articulacao-a-fim-de-bolsonaro-nomear-dallagnol-para-pgr/

https://revistaforum.com.br/moro-apadrinha-deltan-dallagnol-para-substituir-raquel-dodge-na-pgr-diz-kennedy-alencar/

Veja bem, se o Dallagnol fosse nomeado Procurador-Geral da República (PGR),
ele seria não apenas Chefe do Ministério Público Federal (MPF), mas também
Presidente do Conselho Nacional do Ministério Público, que agora o investiga.

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    Carlos Noel Mazia

    18 de julho de 2019 às 10h29

    Nem Doddge nem Deltan! O senado precisa barrar essas excrecências antes que seja tarde demais.

Zé Maria

16 de julho de 2019 às 18h00

O interessante é que, sem mensagens de texto, sem áudio, sem documento,
sem presunção de inocência, sem direito de defesa, o Lula foi condenado
numa rapidez excepcional, em duas instâncias do Poder Judiciário.
Não deu nem tempo de alegar ‘qüen, qüen, foi o Ráquer, foi o Ráquer, qüen !’

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