VIOMUNDO
O VIOMUNDO só é possível também através de anunciantes, e detectamos que você utiliza um AdBlock, bloqueador de anúncios.
Por favor considere ajudar o VIOMUNDO desativando o bloqueador para este site.
Cartas de Minas
Cartas de Minas

Clube Militar: Equívoco, uma ova!

04 de setembro de 2013 às 20h31

A “revolução”, por Roberto Marinho, em 1984

EQUIVOCO, UMA OVA!

do site do Clube Militar, sugerido pela leitora Silvia, no Facebook

Numa mudança de posição drástica, o jornal O Globo acaba de denunciar seu apoio histórico à Revolução de 1964. Alega, como justificativa para renegar sua posição de décadas, que se tratou de um “equívoco redacional”.

Dos grandes jornais existentes à época, o único sobrevivente carioca como mídia diária impressa é O Globo. Depositário de artigos que relatam a história da cidade, do país e do mundo por mais de oitenta anos, acaba de lançar um portal na Internet com todas as edições digitalizadas, o que facilita sobremaneira a pesquisa de sua visão da história.

Pouca gente tinha paciência e tempo para buscar nas coleções das bibliotecas, muitas vezes incompletas, os artigos do passado. Agora, porém, com a facilidade de poder pesquisar em casa ou no trabalho, por meio do portal eletrônico, muitos puderam ler o que foi publicado na década de 60 pelo jornalão, e por certo ficaram surpresos pelo apoio irrestrito e entusiasta que o mesmo prestou à derrubada do governo Goulart e aos governos dos militares. Nisso, aliás, era acompanhado pela grande maioria da população e dos órgãos de imprensa.

Pressionado pelo poder político e econômico do governo, sob a constante ameaça do “controle social da mídia” – no jargão politicamente correto que encobre as diversas tentativas petistas de censurar a imprensa – o periódico sucumbiu e renega, hoje, o que defendeu ardorosamente ontem.

Alega, assim, que sua posição naqueles dias difíceis foi resultado de um equívoco da redação, talvez desorientada pela rapidez dos acontecimentos e pela variedade de versões que corriam sobre a situação do país.

Dupla mentira: em primeiro lugar, o apoio ao Movimento de 64 ocorreu antes, durante e por muito tempo depois da deposição de Jango; em segundo lugar, não se trata de posição equivocada “da redação”, mas de posicionamento político firmemente defendido por seu proprietário, diretor e redator chefe, Roberto Marinho, como comprovam as edições da época; não foi, também, como fica insinuado, uma posição passageira revista depois de curto período de engano, pois dez anos depois da revolução, na edição de 31 de março de 1974, em editorial de primeira página, o jornal publica derramados elogios ao Movimento; e em 7 de abril de 1984, vinte anos passados, Roberto Marinho publicou editorial assinado, na primeira página, intitulado “Julgamento da Revolução”, cuja leitura não deixa dúvida sobre a adesão e firme participação do jornal nos acontecimentos de 1964 e nas décadas seguintes.

Declarar agora que se tratou de um “equívoco da redação” é mentira deslavada.

Equívoco, uma ova! Trata-se de revisionismo, adesismo e covardia do último grande jornal carioca.

Nossos pêsames aos leitores.

O golpe, no dia seguinte, por O Globo:

2 de abril de 1964

“RESSURGE A DEMOCRACIA”

Vive a Nação dias gloriosos. Porque souberam unir-se todos os patriotas, independentemente de vinculações políticas, simpatias ou opinião sobre problemas isolados, para salvar o que é essencial: a democracia, a lei e a ordem. Graças à decisão e ao heroísmo das Forças Armadas, que obedientes a seus chefes demonstraram a falta de visão dos que tentavam destruir a hierarquia e a disciplina, o Brasil livrou-se do Governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições.Como dizíamos, no editorial de anteontem, a legalidade não poderia ser a garantia da subversão, a escora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade, não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada.

Agora, o Congresso dará o remédio constitucional à situação existente, para que o País continue sua marcha em direção a seu grande destino, sem que os direitos individuais sejam afetados, sem que as liberdades públicas desapareçam, sem que o poder do Estado volte a ser usado em favor da desordem, da indisciplina e de tudo aquilo que nos estava a levar à anarquia e ao comunismo.

Poderemos, desde hoje, encarar o futuro confiantemente, certos, enfim, de que todos os nossos problemas terão soluções, pois os negócios públicos não mais serão geridos com má-fé, demagogia e insensatez.

Salvos da comunização que celeremente se preparava, os brasileiros devem agradecer aos bravos militares, que os protegeram de seus inimigos. Devemos felicitar-nos porque as Forças Armadas, fiéis ao dispositivo constitucional que as obriga a defender a Pátria e a garantir os poderes constitucionais, a lei e a ordem, não confundiram a sua relevante missão com a servil obediência ao Chefe de apenas um daqueles poderes, o Executivo.

As Forças Armadas, diz o Art. 176 da Carta Magna, “são instituições permanentes, organizadas com base na hierarquia e na disciplina, sob a autoridade do Presidente da República E DENTRO DOS LIMITES DA LEI.”

No momento em que o Sr. João Goulart ignorou a hierarquia e desprezou a disciplina de um dos ramos das Forças Armadas, a Marinha de Guerra, saiu dos limites da lei, perdendo, conseqüentemente, o direito a ser considerado como um símbolo da legalidade, assim como as condições indispensáveis à Chefia da Nação e ao Comando das corporações militares. Sua presença e suas palavras na reunião realizada no Automóvel Clube, vincularam-no, definitivamente, aos adversários da democracia e da lei.

Atendendo aos anseios nacionais, de paz, tranqüilidade e progresso, impossibilitados, nos últimos tempos, pela ação subversiva orientada pelo Palácio do Planalto, as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus direitos, livrando-os do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal.

Este não foi um movimento partidário. Dele participaram todos os setores conscientes da vida política brasileira, pois a ninguém escapava o significado das manobras presidenciais. Aliaram-se os mais ilustres líderes políticos, os mais respeitados Governadores, com o mesmo intuito redentor que animou as Forças Armadas. Era a sorte da democracia no Brasil que estava em jogo.

A esses líderes civis devemos, igualmente, externar a gratidão de nosso povo. Mas, por isto que nacional, na mais ampla acepção da palavra, o movimento vitorioso não pertence a ninguém. É da Pátria, do Povo e do Regime. Não foi contra qualquer reivindicação popular, contra qualquer idéia que, enquadrada dentro dos princípios constitucionais, objetive o bem do povo e o progresso do País.

Se os banidos, para intrigarem os brasileiros com seus líderes e com os chefes militares, afirmarem o contrário, estarão mentindo, estarão, como sempre, procurando engodar as massas trabalhadoras, que não lhes devem dar ouvidos. Confiamos em que o Congresso votará, rapidamente, as medidas reclamadas para que se inicie no Brasil uma época de justiça e harmonia social. Mais uma vez, o povo brasileiro foi socorrido pela Providência Divina, que lhe permitiu superar a grave crise, sem maiores sofrimentos e luto. Sejamos dignos de tão grande favor.

Leia também:

Ex-delegado: Folha financiava repressão; Frias visitava o DOPS

Beatriz Kushnir: Quem eram os “cães de guarda” da ditadura

Beatriz Kushnir: Como a mídia colaborou com a ditadura militar

Alípio Freire e Beatriz Kushnir: A Folha e a ditadura

 A série as crianças e a tortura, do Jornal da Record

Apoie o VIOMUNDO

Crowdfunding

Veja como nos apoiar »

O lado sujo do futebol

A Trama de Propinas, Negociatas e Traições que Abalou o Esporte Mais Popular do Mundo.

Entre os mais vendidos da VEJA, O Globo, Época e PublishNews. O Lado Sujo do Futebol é o retrato definitivo do que acontece além das quatro linhas. Um dos livros mais corajosos da história da literatura esportiva, revela informações contundentes sobre as negociatas que empestearam o futebol nos últimos anos. Mostra como João Havelange e Ricardo Teixeira desenvolveram um esquema mafioso de fraudes e conchavos, beneficiando a si e seus amigos. Fifa e CBF se tornaram um grande balcão de negócios, no qual são firmados acordos bilionários, que envolvem direitos de transmissão e materiais esportivos. Um grande jogo de bolas marcadas, cujo palco principal são as Copas do Mundo.

por Luiz Carlos Azenha, Amaury Ribeiro Jr., Leandro Cipoloni e Tony Chastinet.

Compre agora online e receba em sua casa!

 

27 Comentários escrever comentário »

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

denis dias ferreira

06/09/2013 - 12h50

A Globo não cuspiu no prato que comeu. Ela fez algo pior: depois de encher a pança e saciar o seu apetite voraz, defecou no prato em que lhe foram servidas as cabeças dos que foram torturados e assassinados pelo golpe militar. A Globo deve ser colocada no banco dos réus e ser julgada pela consciência histórica da nação.

Responder

Apavorado por Vírus e Bactérias

06/09/2013 - 11h17

Rede Globo é cria do golpe mais elite ianque. Rede Globo é o Diário Oficial do Golpe, até hoje e sempre. Rede Globo é ianque, é entreguista, é manipuladora, é ajoelhada aos interesses ianques no Brasil. É o lixo da informação e da notícia. Rede Globo foi a moldadora de milhões de cabeças.

Responder

nicola filardo

06/09/2013 - 08h08

É engano meu ou o Bandeira deixa escapar sua oposição aos rumos imprimidos à Política econômico-financeira nos últimos 10 anos. Certo está o ditado: O lobo perde o pelo mas não os costumes. A figura afirma que o PT quer censurar a pobre imprensa! Acho que toda manhã, de pijama e chinelos, abre seu “jornal” e envenena-se com o destilado em suas páginas…

Responder

marco

05/09/2013 - 23h43

São dois equívocos que precisam morrer:A Glonega,MOSTRA O DARF!E o clube militar!

Responder

Urbano

05/09/2013 - 18h22

Era a democracia de boston…

Responder

Bonifa

05/09/2013 - 18h06

Se esses militares estão procurando por sentimento de honra e brio, não deveriam buscá-lo onde ele jamais se encontrou. Oportunismo tem sido a maior constante da imprensa brasileira. E não adianta tentar deixar uma fresta de porta aberta ao Globo, quando diz que ele está pressionado pela exigência petista de um controle social da mídia. Isto não existe, precisam se informar melhor. Pelo contrário, gente de esquerda acusa o governo petista de estar a financiar com milhões de reais as Organizações Globo, em troca de nada a não ser insultos diários e tentativas diárias de puxar a economia do país para baixo, e isto é verdade. O recado do Globo aos remanescentes da direita que cultivam o sentimento de honra e brio, é o de que o tempo do romantismo, para eles, já passou. Agora é hora da defesa descarada dos interesses individuais.

Responder

PedroAurelioZabaleta

05/09/2013 - 14h27

Os de pijama tem razão: não foi um erro, foi mando e cumplicidade em todos os crimes conhecidos e em outros tantos ainda a conhecer. Eu quero julgar todos os boilesen (ultragás), amador aguiar (bradesco), heli ribeiro (usina Cambahyba), marinho (gLobo), frias (folhaSP), mesquita (estadão), civita (abril), sirotsky (rbs)… enfim, os mandantes das corporações que se esconderam atrás das fardas. Alô CNV (Comissão Nacional da Verdade), vâmo se mexer! É pra ontem!

Responder

Bacellar

05/09/2013 - 12h35

Nojo. Nojo do Globo. Dos Marinho. Dos Milicos de pijama.

Pena. Pena da juventude de direita cega que desconhece o Brasil e sua história e continua apoiando idéias mofadas e a mitomania dos velhos conservadores.

Responder

ricardo silveira

05/09/2013 - 12h29

Lembrei-me da laranja que o sujeito chupa e cospe o bagaço ou o engole e põe prá fora como fezes. Mas, que serviço os militares prestaram à democracia? Estão reclamando, do quê? Há muito já deixaram de ser úteis à Globo, sentem-se que foram traídos (?), só mesmo alguém completamente idiotizado defende um regime que torturou, estuprou, assassinou e se anistiou. A Globo fez isso até quando foi conveniente. Apenas isso.

Responder

Porco Rosso

05/09/2013 - 11h25

“Você traiu o movimento golpista, veio!”

Responder

Lafaiete de Souza Spínola

05/09/2013 - 11h19

Pela democratização dos meios de comunicação!

Pelo fim do financiamento privado das eleições!

Pelo financiamento público exclusivo e democrático das eleições!

Pelo investimento de, pelo menos, 15% do PIB na educação básica, já!

Pela federalização da educação básica!

O caminho para resolver os problemas estruturais e amenizar as injustiças sociais do Brasil está, basicamente, atrelado à EDUCAÇÃO. Precisamos, com urgência, investir, pelo menos 15% do PIB no orçamento da educação. Deve ser disponibilizada escola com tempo integral às nossas crianças, oferecendo, com qualidade: o café da manhã, o almoço, a janta, esporte e transporte, nas cidades e no campo. Como é uma medida prioritária, inicialmente, faz-se necessária uma mobilização nacional. Podemos, por certo tempo, solicitar o engajamento laico das Igrejas, associações, sindicatos e das nossas Forças Armadas (guerra contra o analfabetismo e o atraso) para essa grande empreitada inicial.

O principal item referente à segurança nacional é dar prioridade à educação!

Responder

Matheus

05/09/2013 - 10h48

Agora me deu uma peninha dos milicos fascistas! Coitadinhos, parece que só agora descobriram que os militares foram usados como agentes do golpe de Estado que instaurou uma ditadura capitalista. Descobriram que aqueles que se beneficiaram da corrupção e violência do regime ditatorial podem muito bem cuspir no prato que comeram e descartá-los. Coitadinhos.

Responder

Gerson Carneiro

05/09/2013 - 10h18

Milicos desmente e caguetam a Rede Globo.

Toinnn!!!

Responder

Mardones

05/09/2013 - 09h24

A Globo é assim mesmo. Quer fazer crer que a coisas são diferentes do que são quando ferem seus interesses. Nessa lógica, suspeita vira crime, indícios viram crimes quando são contra adversários.

Se for contra a vênus e seus aliados, então crime se torna equívoco e formação de quadrilha se torna suspeita de combinação de interesses particulares.

Responder

niveo campos e souza

05/09/2013 - 07h49

Sempre foram capachos dos americanos e espertalhões que se beneficiaram com privilégios, emburreceram os incultos e ajudaram a construir este país injusto.
Lei dos Médios já

Niveo Campos e Souza

Responder

anac

05/09/2013 - 02h37

Milico golpista defendendo liberdade de imprensa. Só pode ser piada de mal gosto.
Os deformados das forças armadas estão saudosos da época em que serviram aos intere$$e$$ dos USA matando os cidadãos brasileiros que juraram defender.

Responder

    jarbashenriques

    05/09/2013 - 16h34

    parabéns você disse toda a verdade com poucas palavras.

anac

05/09/2013 - 02h32

Comunismo uma OVA.
Os milicos brasileiros mataram cidadãos brasileiros para defender intere$$e$ dos USA que ameaçavam o Brasil com navios de guerra colocados estrategicamente na costa brasileira. Covardes, frouxos, indignos da farda que USAm. Quem confia nos militares brasileiros?

COM ARQUIVOS E ÁUDIOS DA CASA BRANCA, FILME REVELA APOIO DOS EUA AO GOLPE DE 64
“O Dia que Durou 21 anos” revela conversas de Kennedy e Lyndon Johnson sobre o Brasil. Embaixador Lincoln Gordon coordenou com governo e CIA ações de desestabilização de Goulart e o envio de força-tarefa naval para ajudar conspiradores

O filme “O Dia que Durou 21 anos”, de Camilo Tavares, revela como os Estados Unidos colaboraram para o golpe militar de 1964, que derrubou o presidente brasileiro João Goulart, com base em documentos sigilosos de arquivos norte-americanos e áudios originais da Casa Branca. O documentário, que será lançado dia 29, apresenta áudios de conversas dos presidentes John F. Kennedy e Lyndon Johnson com assessores sobre o Brasil e mostra como os vizinhos do norte apoiaram os conspiradores, com ações de desestabilização e até militares.

Responder

Luís CPPrudente

05/09/2013 - 00h11

As ratazanas da famiglia Marinho estão pulando fora do barco da Ditadura Militar que eles sempre chamaram de Revolução de 1964!

O que as ratazanas das famiglia Marinho querem do Governo Federal? Seria o perdão da sonegação bilionária? Seria uma ley de medios que beneficiasse a famiglia Marinho e enfraquecesse o Google?

Meu inimigo neste momento não é o Google, é a famiglia Marinho. Acabando com a famiglia Marinho, por tabela, acabamos com as demais famiglias e democratizamos (através da pulverização d)os meios de comunicação do país. Depois disto fica mais fácil combater o inimigo externo (e a serviço da espionagem imperialista).

Responder

FrancoAtirador

04/09/2013 - 23h39

.
.
“Declarar agora que se tratou
de um ‘equívoco da redação’
é mentira deslavada.”

Pô! É a primeira vez que concordo

com o trecho de um texto escrito

por um bandido fardado de pijama.
.
.

Responder

Ricardo Homrich

04/09/2013 - 23h29

Eles falaram de “tentativas petistas de censurar a imprensa” … kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Responder

Edgar Rocha

04/09/2013 - 22h43

O texto de 64 me deu arrepios. Não por sua exaltação ao golpe, pelo qual o Brasil amargou horrendos anos de supressão dos direitos civis. Mas, pela atemporalidade do discurso que nele se circunscreve. “(…)o Brasil livrou-se do Governo irresponsável, que insistia em arrastá-lo para rumos contrários à sua vocação e tradições.(…)a legalidade não poderia ser a garantia da subversão, a escora dos agitadores, o anteparo da desordem. Em nome da legalidade, não seria legítimo admitir o assassínio das instituições, como se vinha fazendo, diante da Nação horrorizada.” Se alguém fizer este discurso hoje, em se tratando de alguns setores da sociedade, receberá apoio incondicional. Neste fragmento estão os ingredientes básicos para a legitimação de um ato golpista. O passado nos alerta. De novo, está tudo à mão. Só falta quem se aposse da colher de pau (pau de arara). Alguém se habilitaria hoje?

Responder

    Luís Carlos

    05/09/2013 - 06h49

    Concordo Edgar. Por isso, as “manifestações” de junho, manipuladas pela grande mídia que recuou após criticar ferozmente as mobilizações iniciais (vide posição ridícula de Jabour) e a direita que foi contrária as mobilizações iniciais do MPL (vide palavras do promotor público de SP contra os petistas, etc). Logo após, a grande mídia muda discurso, apóia mobilizações, Faustão afirma “esquentou a chapa”, Globo cobre incessantemente as passeatas, ao vivo, inclusive em horários de novelas, o que nunca reza antes, e a extrema direita era vista nas ruas, intimidando militantes comuns com violência, depredando patrimônio público, proporcionando imagens contra administrações populares como em SP capital e em Brasília/governo federal. Veja, a mais reacionária das edições brasileiras fez capa exaltando as “manifestações” (diga-se de passagem, com materiais feitos e distribuídos, como camisetas com mesmos dizeres, demonstrando organização central, ao contrário do que afirmavam, contra partidos políticos e contra ideológicos, como se isso fosse possível). Tentaram criar o “clima”, inegavelmente. O discurso seria o mesmo de 50 anos atrás.
    Concordo com você, a Globo e outras forças reacionárias de traidores nacionais antidemocráticas e favoráveis a dilapidação econômica e social a fim de garantir interesses estrangeiros e seus interesses venais não apenas não se equivocaram à época, fizeram tudo que sabiam estar fazendo e jogando o país em anos de trevas por mais de duas décadas, como tentaram repetir o mesmo golpe sujo este ano.
    Não deu certo, mas criaram o clima e tentaram enterrar o país novamente. As espionagens dos EUA, os editoriais de Veja, Globo e outros veículos da mesma laia, os ataques especulativos permanentes, como apoio dos grandes meios de comunicação, forjando inflação do tomate, etc, não deixam dúvida que o incômodo dessa camarilha de ladrões é enorme.
    Foram desmascarados pela sonegação fiscal da Globo e pelo propinoduto tucano ( por isso calam vergonhosamente sobre mais essa bandalheira, pois seus sócios, comparças estão com as vísceras expostas).
    Não desistirão nunca, pois sabem fazer somente isso: caluniar, difamar, mentir, saquer, pilhar, roubar e atacar a dignidade e honra do povo brasileiro. Para eles, todos somos “médicos com cara de empregada doméstica” e devemos usar o elevador de serviços, pois incomodamos ao poder viajar de avião e passar férias nas mesmas cidades que eles. Ódio de classe puro! Globo é lixo, não reciclável.

Antonio

04/09/2013 - 22h32

Revolução uma ova!!! Golpe civil-militar entreguista que os cadáveres insepultos dos defensores da ditadura ainda teimam em defender. Seria irônica, mas revela-se trágica, essa pretensa crítica à regulação da mídia, chamando-a de tentativa de censura. Logo eles, que implantaram a mais rígida censura no Brasil pós golpe de 64. Defensores das prisões arbitrárias, dos sequestros, das torturas e assassinatos injustificáveis devem se calar e procurar em suas consciências uma maneira de se redimirem de seus crimes, assumindo seus atos como verdadeiramente foram, atos criminosos, a começar pela derrubada de um governo democrático e legítimo.

Responder

Nelson Quintanilha

04/09/2013 - 22h32

O lamentável foi o Dirceu e o Genoíno ter sido perseguido e serem presos pela segunda vezes por essa direita podre.

Responder

renato

04/09/2013 - 21h36

Exite uma diferença entre pedir desculpas e pedir perdão.
As duas opções não cabem aos torturadores, nem a quem os
criou e alimentou.
Mas eles podem pedir, ninguém impede,são livres para que suas
palavras apareçam em um edital.
Livres por causa dos torturados e mortos.
MAS…só se for com a cabeça abaixo da guilhotina, e com o gatilho
na mão dos filhos dos nossos mortos.
Acredito, que os nossos seriam mais nobres que eles.

Responder

Deixe uma resposta