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Clair Castilhos: Não somos ovelhas… Chega de pastores!
Marcha das Vadias em Brasília. Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil
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Clair Castilhos: Não somos ovelhas… Chega de pastores!


07/12/2013 - 15h35

Foto: Antonio Cruz/Agência Brasil

por Clair Castilhos Coelho 

Em Sant’Ana do Livramento, cidade da fronteira oeste do Rio Grande do Sul onde nasci, região da campanha, zona de pecuária, estão localizadas imensas estâncias de criação de gado. Estendem-se ao longo das coxilhas verdes e onduladas, poucas árvores, sangas e açudes. Naquela imensidão de paisagem bucólica vivem vacas, bois e ovelhas. A cachorrada corre, late e ajuda a pastorear os bichos.

Os contos e lendas locais, assim como os causos contados em volta do fogo nos galpões, em geral são inspirados nos personagens, tanto animais como humanos, que vivem naquelas paragens.

Há uma expressão popular que é a seguinte: …”ah! o fulano (a) é uma cabeça de ovelha!” Trata-se de algo similar ao “Maria vai com as outras”. A explicação para a “cabeça de ovelha” é que, segundo a tradição, quando o vento bate na orelha da ovelha, ela anda na direção do vento. E todas as outras vão atrás. Esta lembrança me ocorre quando penso no cotidiano de nossas vidas infestadas de carros, propagandas, poluentes e igrejas, igrejas, igrejas, templos, oráculos, cenáculos, tabernáculos, catedrais e toda a parafernália religiosa que toma conta das cidades.

Integrantes desse cenário aparecem os pastores. Pastores que pastoreiam ovelhas, ovelhas que são cidadãos e cidadãs. Estas ovelhas são atraídas para as mangueiras onde é feita a tosa [1], a imolação de sentimentos, a repressão de desejos, a visualização do terror do inferno. As ovelhas saem dos templos tosquiadas com a ilusão de que poderão ser felizes…

Nas histórias bíblicas, ovelha sempre foi sinônimo de animal dócil, pacífico oferecido em sacrifício para Deus, nas festas e rituais. Quase sempre eram as vítimas, tanto nos relatos bíblicos e mitológicos, assim como nas fábulas e histórias infantis. Agnus Dei! Cordeiro de Deus… E assim por diante. Enquanto só “o Senhor é o meu pastor”, ainda era compreensível. No entanto, com a banalização das crenças, com o desencanto do povo com o mundo, com as falsas necessidades criadas pela cultura do consumo, surge, com força avassaladora, uma multiplicidade de arautos da fé e da salvação: os pastores! Mas a pergunta dramática é: – quem nos salva dos pastores?

Até porque, quando nos detemos no conteúdo das fábulas, as ovelhas, carneiros, veados, enfim, os animais frágeis e pastoreáveis sempre sofrem e morrem sozinhos, os tais pastores nunca estão por perto para salvá-los.

Agora que não vivemos mais naquelas épocas pastoris, criou-se uma nova espécie de seres apocalípticos: os pastores deputados e midiáticos.

Há necessidade de entendermos essa nova transfiguração, pois os mesmos que infestam as tribunas e bancadas das casas legislativas e tratam os espaços de cidadania como se fossem suas igrejas e seus comércios específicos são versões repaginadas daqueles que foram chamados de “vendilhões do templo”. No parlamento brasileiro os dízimos se transformam em votos e estes em influente moeda de troca com os governantes.

Parece que a confusão proposital está instalada. Foi gestada e parida uma espécie de nova “arca da aliança”, uma arca profanada, onde as tábuas da lei foram trocadas por um promíscuo receituário de preconceitos, ódio, misoginia e intolerância. Esses decálogos são apresentados na forma de projetos de lei. Proliferam aberrações do tipo “Estatuto do Nascituro”, “Bolsa Estupro”, “Cura Gay”, “Criminalização da Heterofobia”, “CPI do Aborto” entre outras. Uma mistura infectocontagiosa do fisiologismo com o oportunismo eleitoral. Esta poção maléfica grassa e contamina os entes políticos de todos os matizes.

A grande inovação é que as ovelhas oferecidas em sacrifício em geral são as mulheres, os negros, as lésbicas, os gays, os trabalhadores rurais sem terra, os quilombolas ou os indígenas, entre outros. Um admirável mostruário de uma infindável oferta de brindes oriundos das camadas oprimidas da população ou entre aqueles que divergem da ordem heteronormativa, colonial, opressora, misógina, hipócrita e exploradora das classes trabalhadoras. Aqueles seres incômodos que não querem ser ovelhas. Aqueles que querem ventos de todas as direções. Até porque na lógica dominante as ovelhas têm apenas dois destinos: ou viram churrasco ou doadoras de lã.

Analisar as novas coreografias do espetáculo político-partidário brasileiro é algo empolgante e tóxico. A cada dia uma nova modalidade de atrativos místicos é desenhada no universo de nosso Congresso.

Portanto, é preciso transgredir, denunciar, falar, entender as coisas que acontecem e visualizar as novas bestas do apocalipse que, além de fome, peste e guerra, acrescentam preconceito, alienação, comodismo, passividade e violência.

Finalmente, é necessário entender que na relação pastor x ovelha os cidadãos (ãs) são convertidos em gado. Derrubar mangueiras, correr livres em direção às novas utopias eis a tarefa que se impõe!

[1] Tosar – verbo transitivo direto – tosquiar, cortar o velo de animais lanígeros – Ex.: t. carneiros. Derivação: sentido figurado. – cortar rente; rapar, tosquiar.

Ovelha (ê) [Do lat. tard. ovicula.]  – Substantivo feminino. 1.Fêmea do carneiro. 3.Fig. O cristão, em relação ao seu pastor espiritual.

Clair Castilhos Coelho é farmacêutica-Bioquímica, mestre em Saúde Pública, Professora Adjunta IV do departamento de Saúde Pública da Universidade Federal de Santa Catarina (aposentada), Secretária Executiva da Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos.

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37 comentários

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wendel

10 de dezembro de 2013 às 23h06

Como disseram: “Precisa comentar”!!!
Foi dito tudo, e agradeço pela leitura!!!!

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jamil

09 de dezembro de 2013 às 08h36

Olha sou cristão protestante também. Concordo com quase tudo no texto. Mas posso fazer umas perguntas:
1- Todos os pastores são iguais? (Parece que foram colocados todos no mesmo balaio).
2- Será que todas essas ovelham não pensam só porque estao numa igreja evangelica? (Parece aquela história da elite nas eleições de quem votou no PT era pobre e nordestino e beneficiario do bolsa família)
3- Dá pra aceitar quem pensa diferente, tem posições diferentes, mesmo que contrariem aquilo que achamos ser o melhor?

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    suzana

    09 de dezembro de 2013 às 13h41

    jamil,

    Onde estão os evangélicos que reprovam os abusos e atitudes radicais da grande maioria que apregoa o ódio a segregação e a violência? se eles existem porque não se manifestam? fariam um bem enorme a sociedade e a sí mesmos pois os fanáticos religiosos de plantão estão à matar pessoas em nome de um deus homofóbico.Deus pra mim , é AMOR.

pedro lobato pinto de moura

08 de dezembro de 2013 às 17h46

“Não somos ovelhas, somos primatas.
Vá em qualquer sociedade primata e descubra uma que não seja gregária e não se organize em torno de lideranças.
Negar esse fato básico nada mais é do que desafiar os líderes atuais para estabelecer a sua nova liderança.
Bem vinda ao clã.”

Interessante comentário. Mas no caso dos primatas essas liderança têm que lutar e suar pra serem lideranças, e essa liderança tem seus limites. É como o cacique indígena, ele manda em termos, em momentos, mas não é senhor absoluto da vida de cada um.

Já a ideia de ovelha sugere uma relação muito mais passiva, de entrega total ao pastor.

Aceitar que haja lideranças não é a mesma coisa que ser ovelha.

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Abraham Lincoln

08 de dezembro de 2013 às 14h12

Engraçado que a autora reclama que vê muitas igrejas espalhadas pelas ruas, mas nunca reclamou dos vários pontos de venda de drogas espalhados pelo Rio Grande do Sul e outros lugares do Brasil. Por que será? Mas o que se pode esperar de um blog que defende os mensaleiros do PT…

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Bernardino

07 de dezembro de 2013 às 21h40

Até que enfim alguem de CORAGEM que bate de frente com a CORJA EVANGELICA em um estado LAICO.Tinha de ser GAUCHA,destemida e guerreira.
Se brincar essa TURMA vai por em riso A DEMOCRACIA e o estado LAICO.compondo um Congresso ja DESMORALIZADO e cheio de PILANTRAS.

A SOLUÇAO passa Necessariamente por uma LEI DOS MEIOS que altere a disribuiçao de emissoras e dificulte a sua concessao pelo estado.Para isso acontecer e preciso termos um ESTADISTA e nao PILANTRAS como temos agora!!!

Parece que a DELETERIA Cultura PORtuguesa a cada dia nos leva ao Fundo do POÇO!!!!

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José Souza

07 de dezembro de 2013 às 21h20

Clair, excelente texto, parabéns. Penso que o Congresso deveria votar uma Lei proibindo pessoas ligadas às religiões (todas e qualquer uma)de se candidatarem a cargos eletivos. Se a bancada das religiões (todas e qualquer uma) conseguir a maioria vai implantar uma teocracia em nosso país, nos moldes do Irã. Eles desconhecem e/ou não consideram que o país e laico.

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    hermes cavalheiro

    09 de janeiro de 2014 às 23h40

    associaçao dos trabalhadores rurais do vale do rio guapore no estado de rondonia.vem mui.respeitosamente, e resposavelemnte.cominicarmos,ao senhor,jose souza,e com muito prazer,de lhes avisar,que o presidente lula ao colocar,as forças armadas,para nos protegermdos mal feitores,que usam a biblia sagrada,para nos dibliarem,entao o ex,presidente lula ao colocar,o exercito,em prol dos nossos pedidos,entao foi separada,as leis,que os pastores,tem que cuidar,das religioes,e a autoridades,nao podem ser candidato,e a justiça,esta separada,entao vai ser assim,pois ninguem,mais podem ser policia,e deputado,ou pastor ser dep,entao foi publica,essas coisas assim,justi.politica,e religiao,entao dai vai ser assim,nosso muito obrigado.hermes cavalheiro

ricardo silveira

07 de dezembro de 2013 às 20h55

Muito bom! Há uma tese que diz ser a ausência de espaço público a razão para o aparecimento de religiões. Pode-se concluir que junto vêm os seus pastores para ocupar o parlamento e aprofundar o obscurantismo. Assim, longe de ampliar o espaço da política para que os homens se realizem como cidadãos o que se vê é a privatização do espaço público.

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Isabela

07 de dezembro de 2013 às 20h48

Poxa, que delícia essa leitura! Viomundo, meu conforto, mas às vezes fúria… Obrigada!

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Magda Viana Areias

07 de dezembro de 2013 às 19h56

rsrsrsrsr muito legal. Aprendi muito. Realmente, chega de pastores que querem mandar nos corpos das mulheres

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Jorge

07 de dezembro de 2013 às 19h52

Devemos lutar para que haja uma educação melhor para o nosso povo. Possibilitar ao povo saber distinguir e escolher seus representantes. Todas as pessoas têm que serem livres, não importa sua religião, partido político. O que vale é o que está escrito na palavra sagrada: todos nós temos o livre arbítrio. Não somos obrigados a nada. Deus nos ama tanto que nós deixa livres para as nossas escolhas. Ter pastor, cacique seja lá o que for. O que importa é ter educação de qualidade para ter censo crítico para escolher o seu melhor.

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juliohrodrigues

07 de dezembro de 2013 às 19h01

Fico contente,quando ouço algo que desperta minha consciencia que muitas vezes esta adormecida com tantos absurdos que nos falam em nome de Deus.Precisamos avisa-los(pastores) que o Estado é LAICO, portanto não misturem Religião com Politica porque o Deus Verdadeiro não é o que voces(pastores)vendem por 30 dinheiros…O verdadeiro não sai de linguas bi-furcadas(serpentes).A verdade é para todos os filhos de Deus. A mentira não viingará por muito tempo.

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renato

07 de dezembro de 2013 às 18h34

Clear, gostei da olhada que você deu de cima de um prédio.
E pergunto, porque sempre precisamos de um líder?
E pior, por que as vezes somos escolhidos como lideres?
Poderíamos viver sem lideres?

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    renato

    07 de dezembro de 2013 às 18h36

    Clair, desculpe meu erro.

vamberto

07 de dezembro de 2013 às 18h34

Sou protestante cristão. Mas concordo com a opinião da dra. Clair. Detalhe: também sou farmacêutico-bioquímico.

Responder

Roberto Weber

07 de dezembro de 2013 às 18h26

Clair, belíssimo texto! Só quem nasceu na região da “campanha” gaúcha poderia ter escrito com tanta propriedade.

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Eduardo B

07 de dezembro de 2013 às 18h21

Não somos ovelhas, somos primatas.
Vá em qualquer sociedade primata e descubra uma que não seja gregária e não se organize em torno de lideranças.
Negar esse fato básico nada mais é do que desafiar os líderes atuais para estabelecer a sua nova liderança.
Bem vinda ao clã.

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jõao

07 de dezembro de 2013 às 18h18

esta decretada a caça ao pt , quem for do partido esta sujeito a ser exterminado a qualquer hora e com a conivencia da cupula maldita do partido que nao quer lutar contra o judiciario e o pig golpista. nao quer se expor esse bando de rato escondido dentro do partido enquanto gente ligada ao partido esta sendo morta pelo brasil afora e ninguem faz nada. enquanto essa vaidosa maldita esta de joelho para a burguesia , o judiciario , e o pig golpista , gente de coragem esta morrendo brasil afora denunciando as falcatruas que existe. enquando a pres.janta com o pig , vai em programas do pig gente do partido morrendo pelo brasil. vergonha pres. maldita e o pt travado.

Responder

jõao

07 de dezembro de 2013 às 18h17

O principal assassino de Ednaldo ainda está solto
7 de Dezembro de 2013 | 14:48 Autor: Miguel do Rosário
ednaldo
Este é um crime que não pode ser esquecido. Poderia ter sido qualquer um de nós. Foi um crime político, e como tal deve ser denunciando à sociedade brasileira e às organizações internacionais. Os facínoras que lhe tiraram a vida foram presos e condenados por júri popular, mas falta prender o mandante, que é o pior assassino de todos. Ednaldo era blogueiro e petista, e foi morto porque denunciava mutretas do prefeito do PSDB.
*
Júri condena acusados da morte de dirigente do PT em Serra do Mel, RN
Ednaldo Filgueira foi morto em 2011 quando saia do trabalho.
Condenados cumprirão pena em regime fechado.
Do G1 RN – Assista ao vídeo.
Foram julgados e condenados nesta quinta-feira (5) sete dos nove acusados de participação no assassinato do dirigente petista Ednaldo Filgueira, de 36 anos, morto a tiros em junho de 2011 na cidade de Serra do Mel, cidade da região Oeste potiguar. Na época, Ednaldo era presidente municipal do partido e era dono de um jornal que circulava na cidade.
O júri aconteceu em Mossoró, também na região Oeste.
Os condenados foram Francisco Fábio Ferreira, réu confesso que admitiu ser o autor dos disparos; Paulo Ricardo da Costa, que pilotou a moto usada para dar fuga a Francisco; além de Abinadab Ismael Nunes Pereira, Rafânio Brito de Azevedo, Daniel dos Santos Azevedo e Marcélio de Sousa Moura, apontados como cúmplices na trama do crime. Ranielly Brito de Azevedo, que está foragido, foi condenado à revelia.
O oitavo acusado de participação no crime é Josivan Bibiano, que na ápoca do assassinato era prefeito de Serra do Mel. Ele chegou a ser preso duas vezes e indiciado pela Polícia Civil como mentor do crime. Escutas telefônicas, autorizadas pela Justiça, indicariam participação do ex-prefeito no homicídio. Apesar disso, ele ainda não foi julgado. Cícera Soares da Costa, proprietária do restaurante Padre Cícero, também não foi julgada. Ela pediu desmembramento do processo.
No depoimento em juízo, Francisco Fábio disse que matou Ednaldo porque o político o teria acusado de participação em crimes na cidade. A mesma afirmação fez Paulo Ricardo, como justificativa pra ter ajudado no assassinato. Antes de ser morto, consta no processo que Ednaldo vinha denunciando irregularidades na Prefeitura de Serra do Mel.
Daniel dos Santos Azevedo vai cumprir 20 anos, pois foi absolvido da acusação de formação da quadrilha. Rafânio Brito de Azevedo e Ranielly Brito de Azevedo tiveram pena por homicídio qualificado e formação de quadrilha e devem cumprir 23 anos. Os demais foram condenados a 19 anos pelos dois crimes. Como eles já estavam presos, continuarão detidos nas unidades prisionais onde estavam. Francisco Fábio teve a pena atenuada e vai cumprir 19 anos por ter confessado o crime.
Entenda o caso
Ednaldo Filgueira, de 36 anos, foi executado com seis disparos de arma de fogo por volta das 22h do dia 15 de junho de 2011, quando saía do trabalho na Vila Brasília, bairro de Serra do Mel. Ednaldo era dono do “Jornal Serrano”, no mesmo município. As investigações da Polícia Civil apontaram para motivações político-partidárias como as causas do crime. O fato ainda não foi confirmado.
Em agosto de 2011, oito pessoas foram indiciadas criminalmente pelo delegado Odilon Teodósio, que trabalhou na primeira parte do inquérito que investiga o assassinato. Cícera Soares da Costa, proprietária do restaurante Padre Cícero, em Serra do Mel, foi indiciada, juntamente com Rafânio Brito de Azevedo, Raniely Brito de Azevedo e Daniel dos Santos Azevedo, como autores intelectuais do crime. Abnadabe Nunes Ismael Pereira da Silva (Foguinho), Francisco Fábio Ferreira (Galego), Paulo Ricardo da Costa (Paulinho) e Marcélio de Sousa Moura também foram indiciados, apontados como envolvidos diretamente na execução do então presidente do PT de Serra do Mel.
Ao concluir a investigação, o delegado Odilon Teodósio creditou a autoria intelectual do crime ao prefeito do município, Josivan Bibiano de Azevedo (PSDB). O delegado afirmou, à época, que a execução do jornalista ocorreu em decorrência das críticas à gestão de Bibiano Azevedo no jornal de Ednaldo Filgueira. Josivan teve a prisão preventiva decretada no dia 24 de dezembro do ano passado e foi solto, por força de habeas corpus, no dia 3 de janeiro deste ano.

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Glória

07 de dezembro de 2013 às 18h05

O pastor que eu mais adoro é o SILAS MALAFAIA. Pense num sujeito decente, simpático e que não gosta de dinheiro!!! Se ele não existisse, Deus teria que criá-lo. Eu espero que ele declare seu voto na Marina. Ou no Serra, tanto faz.

Responder

Decio Julio Vicentin Braga

07 de dezembro de 2013 às 17h46

Então Azenha, em nome da diversidade
vai estimular preconceito no seu site?
Não seria melhor a autora ter declarado suas “preferências” antes de
se esconder atrás de uma análise “supostamente crítica”?
O mesmo preconceito que ela prega no amontoado de palavras rebuscadas que
usa, é o preconceito que ela utiliza, ao não fazer distinção entre
os pastores e os aproveitadores.
Porque não incluiu aí os pai de santos? os padres pedófilos?
Os farmaceuticos que vendem placebo e remédio para aborto?
Usar uma tribuna como essa para se postar como defensora dos direitos
civis e agredir um direito civil (a opção religiosa) é tão perniciosa
quanto a prática que ela condena.
Bem, talvez não, pois ela se posiciona como DEUS, julgando tudo e todos,
e dá sua sentença preconceituosa.

Responder

    Jaime Iglesias Serral

    07 de dezembro de 2013 às 20h57

    Décio, na boa, não conheço padres, pais-de-santo, espíritas e líderes de outras religiões que usem o Congresso Nacional deste país como um púlpito de usas preferências religiosas. Os únicos (ÚNICOS) a usarem um palanque que deveria ser sócio-político para suas práticas e ideologias de fé são, sim, os pastores evangélicos. E, como se sabe, todos eles são sexistas, misóginos, preconceituosos, além de ignorantes. É duro ser evangélico e ler isso? Então, meu caro, lute por mudar seu ambiente religioso. O que Clair escreveu é exatamente a verdade, mas a verdade dói naqueles que se recusam a enxergar. Ou pior: naqueles que concordam com o sexismo, misoginia e preconceito. Pastores evangélicos olham muito para o cisco nos olhos dos outros, mas não vêem a trave que encobre os seus. Há, sim, muito a ser dito de muitas religiões, mas não é porque num espaço não se fale de padres pedófilos que não se pode falar de pastores que desrespeitam os direitos humanos dos outros.

    Decio Julio Vicentin Braga

    07 de dezembro de 2013 às 23h12

    Pois então, Jaime, na boa também.
    Sou pastor, formado num seminário presbiteriano e em outros cursos em outras faculdades. Nota-se pelo seu tom, que você coloca tudo no mesmo balaio de gato e generaliza,…e nós é que somos ignorantes….
    Conheço muitas pessoas esclarecidas e cultas que respeitam os evangélicos, o que você não faz.
    Você precisa conhecer o mundo evangélico, se você acessa esse site, é porque entende que a Grande Imprensa no Brasil só mostra o que quer, em termos de política. Só mostra o que é ruim. Pois então…se você fosse tão entendido do assunto, pesquisaria e veria que há sim muitos evangélicos com essa sua definição, mas há muitos mais que não são nem de longe o que você falou. Você não tem conhecimento de causa para falar. Outra coisa, o que eu disse é que a autora propõe não é uma defesa da mulher (aliás, leia a bíblia criança e verá como a Palavra de Deus valoriza a Mulher) e sim um ataque à determinada crença. Mas como você nos acusou de preconceituoso…o seu discurso é o que?

    nei

    08 de dezembro de 2013 às 19h59

    Apoiado Jaime. O que o Décio e os outros pastores não comentam é que como o negócio deles é o dinheiro. Já contei mais de 40 nomes de Igrejas Evangélicas. Inclusive um amigo meu que trabalhava numa multinacional comigo não tendo conseguido a aposentadoria fundou uma Igreja em Brasília.
    Comentou: antes tivesse feito isto antes. Como poderia viver numa Mansão, ter um Evóque da Rover, um Corolla Altis p/a esposa?
    Nei

    jamil

    10 de dezembro de 2013 às 14h42

    Jaime vc já pensou que para ser eleito é necessário votos. E além do mais, na constituição brasileira para uma pessoa se candidatar ser religioso não é impedimento. E tem mais, mesmo que não concorde com o ponto de vista de alguém, dá pra respeitar, aceitar o pensamento diferente. Sou cristão protestante, não concordo com teologia da prosperidade, exclusão de nehuma forma, mas porque qualquer cidadão no pleno gozo da cidadania tem que ser excluído da cena politica por causa da suas convicções, mesmo que não concordemos com ela?

    Jorge oliveira de Almeida

    07 de dezembro de 2013 às 22h00

    Meu caro Décio,
    parece-me que ao criticar os pastores, ela falou de maneira geral em relação a todas as religiões. Foi assim que entendi. Um de nós dois não entendeu bem a mensagem que ela procurou enviar. Acho que não fui eu.

Edson

07 de dezembro de 2013 às 17h30

Muito bom, um texto que eu gostaria de ter escrito.

Responder

Marat

07 de dezembro de 2013 às 16h53

Alpem do mais, vêm aqui encher o saco com religiões chatíssimas, que pagam comissão a cada “convertido” e pessoas que a cada 18 segundos solta um “Deus te abençoe” ou um “Graças a Deus”. Isso sem contar os “pastores” agentes da CIA…

Responder

Natanael s santos

07 de dezembro de 2013 às 16h45

rede globo é a maior formadora de gados e ovelhas e pastores religiosos são só meia duzias ,isso faz parte da democracia

Responder

guru

07 de dezembro de 2013 às 16h44

O curioso é que a liberdade religiosa estampada na CF foi quase que uma imposição dos católicos no mundo todo. Hoje essa mesma liberdade ameaça a hegemonia de Roma. Creio que esse modismo religioso não terá vida longa, pois a religião, nenhuma delas, é capaz de prover a necessidade humana pela verdade.

Responder

Mário SF Alves

07 de dezembro de 2013 às 16h30

Próprio de quem não vê motivo para represar o vento. Coragem de abrir os olhos e compartilhar com o mundo o sopro de liberdade que dela decorre.
________________________________

Ante tamanha cegueira coletiva, e tamanha ovelhinização do povo, eis aí a exposição de sentimentos nem sempre fáceis de distinguir, e menos ainda de fazê-los vir livremente à tona.

Responder

maria meneses

07 de dezembro de 2013 às 16h28

Excelenta artigo.Ele esclarece,coloca as coisas no lugar, estamos vivendo um momento em qwue as pessoas não param para pensar e vão engolindo tudo,sem uma análise sequer. Muito lucido e pertiente o texto.Temos de divugá-lo. Não somos ovelha e nem gado.Temos de divulgar artigos como esse que esclarecem as coisa e põem os pingos is. Abraços.

Responder

FrancoAtirador

07 de dezembro de 2013 às 16h12

.
.
“Ide, porém, e aprendei
o que significa:
Misericórdia quero,
e não sacrifício;
e o conhecimento de Deus,
mais do que os holocaustos.”
(Mateus 9:13 / Oséias 6:6)
.
.
.

Responder

    FrancoAtirador

    07 de dezembro de 2013 às 16h47

    .
    .
    “E assim, por causa da vossa tradição,
    invalidastes a palavra de Deus.”
    (Mateus 15:6)

    “Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas!
    Pois dizimais a hortelã, o endro e o cominho,
    e desprezais o mais importante da lei:
    a Justiça, a Misericórdia e a Fé…

    Condutores cegos!
    Que coais um mosquito
    e engulis um camelo!”
    (Mateus 23:23-24)

    (http://www.bibliaonline.com.br/acf/mt/23)
    .
    .

    FrancoAtirador

    07 de dezembro de 2013 às 17h02

    .
    .
    Tradição Patriarcal

    e Ignorância Abissal:

    Fanatismo Medieval…
    .
    .

    Mário SF Alves

    07 de dezembro de 2013 às 22h08

    Franco,

    Acho que é esse Matheus aí sobre o qual ouvi muitas vezes as pessoas falarem. Esse é bom.
    Obrigado.


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