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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Carone: Ministra Carmen Lúcia, se a senhora tivesse informado aos colegas o que já sabia sobre Aécio, tudo teria sido diferente?

03 de outubro de 2017 às 09h10

Cármen Lúcia divide palanque com Eduardo Azeredo, Itamar Franco e Antonio Anastasia, na Semana da Inconfidência, em 2010. Foto Carlos Alberto/Imprensa MG

Prezada ministra Carmen Lúcia,

Como todo mineiro, leio com atenção o que sai publicado sobre a nobre ministra.

Por isso, sei que, em 1977, formou-se em Direito pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-MG), onde, em seguida, lecionou.

Em 1983, tornou-se procuradora do Estado de Minas Gerais, onde fez brilhante carreira.

Particularmente, acompanho o seu trabalho desde 1984, quando o doutor Tancredo deixou o governo de Minas para disputar com Paulo Maluf a Presidência da República no colégio eleitoral e Hélio Garcia, então vice-governador, assumiu.

Impossível esquecer o período em que foi nomeada Procuradora-Geral do  Estado pelo governador Itamar Franco (1999-2002), quando presidiu a auditoria de irregularidades nas privatizações realizadas no governo do tucano Eduardo Azeredo (1995-1998).

Itamar escolheu-a justamente porque tinha profundo conhecimento da situação e por ser crítica de malfeitos e muito criteriosa.

Assim, considerando que foi uma observadora privilegiada e atenta dos fatos ocorridos nos governos de Minas, a minha intenção era escrever-lhe. Só que mais adiante.

Porém, fatos recentes tornaram imperioso eu antecipar esta carta.

Refiro-me a dois, especificamente:

*Em 26 de setembro, a decisão da primeira turma do STF de afastar do cargo o senador Aécio Neves (PSDB-MG).

* Em 21 de agosto, a sua palestra no “Fórum Esquecimento x Memória”, em Brasília, quando defendeu a memória histórica:

“Acredito que encontraremos o equilíbrio para deixar que as liberdades garantam a dignidade, mas que a liberdade de um não se sobreponha à dos outros de tal maneira que não tenhamos capacidade de saber qual o nosso passado”.

“É importante identificar o que é a memória de alguém que precisa ser guardada e não pode ser rediscutida e o que não pode ser guardado”.

“O direito à memória de um povo é um direito de, construindo a sua história, o povo construir-se e reconstruir-se naquilo que é a sua identidade”.

Pensou que eu fosse queixar-me por ter-se declarada impedida de relatar a minha representação ao Supremo, que protocolei em 2 de outubro em 2007?

Mesmo tendo completado nessa segunda-feira 10 anos, não faria isso, ministra.

Primeiro, porque estava no STF havia apenas 15 meses.

Nomeada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a senhora tomou posse em 21 de junho de 2006.

Segundo, nos termos da lei, realmente tinha que se dar impedida, já que foi procuradora do Estado de Minas Gerais de 1983 até ir para o STF.

E nessa condição, investigou vários fatos que denunciei inicialmente no Diário de Minas, jornal do qual eu detinha o título e era o editor.

Por exemplo:

*A dilapidação do patrimônio público mineiro com o fechamento da Minas Caixa, do Credireal e do Bemge.

* Irregularidades em licitação de obras praticadas por várias estatais mineiras. Na época, cada empresa fazia as suas licitações, diferentemente do que passou a ocorrer a partir do primeiro ano do governo Aécio Neves.

Em 2003, foram feitas mudanças nos objetivos da Codemig, que passou a centralizar as licitações e compras para as estatais e o governo de Minas.

* Esquema montado no Tribunal de Justiça e no Ministério Público de Minas para blindar os praticantes dessas irregularidades.

Depois, a partir de 1999, com o governador Itamar, foi ainda mais fundo nas investigações, tendo ajuizado várias ações contra o Azeredo.

Uma delas – a mais famosa — resultou na anulação da privatização da Cemig.

Como Itamar brigou – e com toda a razão – com o presidente Fernando Henrique Cardoso por causa da Cemig!

Se estivesse vivo na semana passada, quando foram privatizadas quatro hidrelétricas da Cemig, Itamar destroçaria em público, em alto e bom som, Temer & cia.

Itamar rompeu com o PMDB por causa das “práticas” nada republicanas de Orestes Quércia e Newton Cardoso, lembra-se?

A senhora, portanto, foi testemunha viva também dos inimigos que criei por denunciar os esquemas de corrupção e desmandos que ocorreram em Minas após a morte do doutor Tancredo, em 1985, e que depois se comprovaram no mensalão tucano.

Não sei se lembra, mas, em 1994, durante a campanha eleitoral de Azeredo para governador, o Diário de Minas foi fechado, numa ação dos tucanos contra mim.

Nós estávamos denunciando irregularidades em licitações, assim como desvios de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).

O denunciante era o jovem vereador Rogério Correia (PT).

Na época, juíza Márcia Balbino, atualmente desembargadora do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), determinou a suspensão de circulação do meu jornal.

Quase um ano depois ela revogou a decisão, alegando que havia se enganado.

Já era tarde demais. O Diário de Minas havia perdido sua periodicidade, consequentemente os anunciantes.

Isso sem falar dos funcionários, que tive de demitir. E o jornal acabou fechando.

Todo esse esquema eu detalhei bem na representação ao STF.

Inclusive, o esquema montado no TJ-MG e no Ministério Público do Estado para fechar o Diário de Minas e tomar meu patrimônio através de decisões contrárias às diversas ações nas quais cobrava dívidas e direitos.

Um jogo pesadíssimo em que me tomaram uma casa, um posto de gasolina, assim como fecharam minha gráfica e agência de propaganda.

Portanto, entendo que, nos termos da lei, a senhora tinha que se dar por impedida devido à sua condição de ex-procuradora.

Se insistisse, enfrentaria constrangimentos e transtornos.

Agora, cá para nós: a sua atitude em cumprimento à lei acabou favorecendo os tucanos.

O ministro Menezes Direito (falecido) assumiu a relatoria da minha ação e o ministro Gilmar Mendes, a revisão.

Desde então, ele se tornou representante declarado do PSDB junto à Corte.

Não preciso dizer que as minhas denúncias foram solenemente arquivadas.

Os seus colegas de Corte não tinham conhecimento delas como a senhora.

Resultado: fui entregue ao meu próprio destino.

Cá entre nós, também me pergunto até hoje: por que se limitou a se declarar impedida sem explicar as razões?

O mesmo fez quando o processo contra Azeredo tramitou no STF.

Pois esse mesmo grupo que, em 2007, eu denunciei ao STF, esteve em 2014 por trás da minha prisão e, em 2016, capturou e instrumentalizou as instituições democráticas, levando à derrubada de uma conterrânea nossa, a presidenta Dilma Rousseff.

Em 2014, a senhora ficou inerte, mesmo tendo pleno conhecimento dos motivos políticos por trás da minha prisão.

E, agora?

Já lhe passou pela cabeça que, se em 2007, tivesse informado aos seus colegas de Supremo o que já sabia sobre Aécio e seu grupo, eles talvez já tivessem sido punidos e o Brasil não estaria vivendo este golpe jurídico-parlamentar-midiático, nem o STF sendo posto em xeque agora?

Ministra, sei, sim, que discorda da minha opinião.

Mas, tenho certeza de que a História me dará razão e, ainda, mostrará que o STF legitimou o golpe de 2016, apesar da tentativa da Suprema Corte de fazer prevalecer a versão contrária.

É fato 1: o seu então presidente, o ministro Ricardo Lewandowski, presidiu no Senado Federal a sessão que julgou o fraudulento impeachment da presidenta Dilma.

É fato 2: até hoje o STF não colocou em julgamento o mérito do impeachment de Dilma. Por quê?

Quanto a Aécio e seu grupo colocarem o STF em xeque, a senhora não vai discordar de mim, vai?

Em reunião no Jaburu, neste final de semana, ficou decidido que o Senado não vai esperar o Supremo decidir se o Senado pode ou não anular decisão da Suprema Corte.

Deve decidir nesta terça-feira mesmo, através de um projeto de resolução, que o artigo 319 do Código Penal não se aplica aos parlamentares federais. Ou seja, deputados e senadores.

Como o projeto de resolução tem força de lei e o STF “em tese” teria de cumprir, como ficará a situação?

Supondo que o STF estivesse errado na decisão do Aécio, o correto seria recorrer da decisão da turma e não o que o Senado está fazendo.

Na prática, o Senado está decidindo como o STF deve agir.

O mesmo ocorreu em 1964, quando o STF legitimou um ato do Congresso Nacional, ilegitimamente presidido por Ranieri Mazilli, que viabilizou a implantação do golpe militar com amparo constitucional.

A propósito, ministra, na minha idade sinto-me na obrigação de pensar mais nas gerações futuras do que em mim.

Por isso, ouso avançar em dois pontos delicados.

Primeiro, lembrá-la que, em 1964, como agora, o STF, após legitimar o golpe, foi vítima dele.

Segundo, avisá-la há uma informação errada no site do STF sobre a participação deste tribunal no golpe de 1964.

Refiro-me ao “caso das chaves”, registrado assim no site do Supremo:

O Caso das chaves. Um episódio contado no livro “O Julgamento da Liberdade”, de Ézio Pires, demonstra o clima de intrigas entre o Planalto e o Supremo.

O presidente da Corte em 1964, Álvaro Moutinho Ribeiro da Costa, teria dito ao general Castello Branco que, caso o Supremo sofresse repressão na consciência e julgamento dos magistrados, ele fecharia o Tribunal e entregaria as chaves na portaria do Palácio do Planalto.

Apesar da pressão constante dos militares sobre a Corte – inclusive na nomeação de novos ministros – não era interessante ao regime chegar ao ponto de fechá-lo, porque isso configuraria a ditadura na sua forma mais primitiva. Por isso, o Supremo permaneceu aberto, mas sob a extrema ingerência dos militares na vida da Corte.

Não foi nada disso.

Ensina-se hoje que o STF deve ser protegido e prestigiado como tribunal da democracia.

Tanto que, frequentemente, as pessoas acham que os ministros do Supremo são seres divinos.

Esta áurea só existe em função da intervenção do Estado sobre o que se ensina nas escolas.

Afinal, para preservação da imagem das instituições e seus personagens, os acontecimentos históricos sempre passam por um gigantesco filtro antes de chegar aos livros didáticos, que dão a narrativa conveniente ao status quo.

Sobra uma meia dúzia de livros escritos por aqueles que presenciaram os fatos, hoje relegados aos sebos.

Pois bem, se não fosse a intervenção do Estado, todos saberiam hoje que, em 1964, o então presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Álvaro Moutinho Ribeiro da Costa (conhecido como Ribeiro da Costa), foi quem deu legitimidade ao Golpe que depôs o presidente constitucional João Goulart.

Nunca é demais relembrar.

O Golpe foi numa quarta-feira, 1º de abril de 1964.

A Presidência da República havia sido fraudulentamente declarada vaga, pois os golpistas anunciaram que Goulart deixara o país.

Uma mentira. João Goulart tinha voado e desembarcado havia pouco em Porto Alegre.

Aí, entra em cena Ribeiro da Costa. Ele empossou o deputado Ranieri Mazzilli na Presidência da República, dando a bênção “constitucional”.

A posse ocorreu no gabinete presidencial do Palácio do Planalto na madrugada de 2 para 3 abril de 1964.

Como a senhora pode ver, até mesmo os “encontros na madrugada” entre integrantes do STF e presidente da República não são fato novo.

Segundo o Jornal do Brasil, de 4 de abril de 1964, Ribeiro da Costa, ao empossar Ranieri Mazzilli, declarou:

”O desafio feito à democracia foi respondido vigorosamente. Sua recuperação tornou-se legítima através do movimento realizado pelas Forças Armadas, já estando restabelecido o poder de governo pela forma constitucional”.

A história só destaca e critica o comportamento açodado de Ranieri Mazzilli.

Por que não faz o mesmo com ministro Ribeiro da Costa que, além de legitimar o golpe de 64, jamais tomou qualquer iniciativa contra o golpe de 64?

Afinal, quem foi Ribeiro da Costa?

Foi um juiz de carreira, designado chefe de polícia da cidade do Rio de Janeiro (então Distrito Federal), cargo que ocupou de 1º de novembro de 1945 a 29 de janeiro de 1946, no foco da crise que culminou com a queda de Getúlio Vargas pelo “Alto Comando do Exército”.

Ministra, como mineira, sabe que para um bom entendedor um pingo é letra.

Como disse antes, me incomoda, assim como a todos que presenciaram os fatos, a propagação no site do STF do “Caso das Chaves”, que foi algo que não aconteceu como está escrito.

Ministra, nasci em Visconde do Rio Branco, zona da mata mineira, e tive o privilégio de ter como padrinho de batismo Antônio Martins Vilas Boas, mais conhecido como ministro Vilas Boas.

Em 1964, ele era ministro deste STF por indicação do ex-presidente Juscelino Kubitschek, quando meu pai, Jorge Carone Filho, foi a Brasília em busca de uma decisão que o mantivesse na prefeitura de Belo Horizonte, após ser afastado pelo Golpe.

Segundo meu pai, a resposta do ministro Vilas Boas, com os olhos marejados, foi curta:

“Jorginho, estou preparando para me aposentar, depois da decisão de Ribeiro da Costa, tornamo-nos capacho”.

Tinha razão.

Pouco depois, em 1965, o golpe militar aumentaria de 11 para 16 o número de ministros, para diluir o poder dos indicados por João Goulart e Juscelino Kubitschek.

Foto arquivo STF

O ministro Vilas Boas aposentou-se no final de 1966, após presidir no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a eleição para governador dos estados. Foi a última eleições direta pós-golpe de 64.

Pelo currículo da senhora no site do STF, vejo que tem parentesco com o também mineiro Sepúlveda Pertence, ex-ministro do Supremo.

Ninguém melhor que ele para relatar-lhe com fidelidade o que aconteceu naquela época, pois sofreu na própria pele as arbitrariedades do golpe de 64.

Sepúlveda Pertence presenciou em 1969 a crueldade do AI-5, que cassou o mandato de deputada federal de minha mãe e de muitos outros parlamentares.

No STF, o AI-5 aposentou compulsoriamente os ministros Hermes Lima, Evandro Lins e Silva e Victor Nunes Leal.

Em solidariedade aos colegas e protesto às medidas de exceção do governo militar, os ministros Antônio Gonçalves de Oliveira e Lafayette de Andrada deixaram o Supremo.

Como era assessor dos ministros, Sepúlveda foi afastado junto com eles e perseguido no exercício da advocacia.

Mesmo tendo ingressado no Ministério Público por concurso, permaneceu sem qualquer promoção durante toda a ditadura militar.

Com a saída desses cinco, o general Garrastazu Médici, então na Presidência da República, determinou que o STF voltasse a ter 11 ministros.

Ministra Carmem Lúcia, cabe apenas à senhora escolher como entrará para História.

Um abraço

Marco Aurélio Carone

Leia também:

Doutor Janot, por que os esquemas de corrupção envolvendo Aécio e seu grupo quase não foram apurados nem punidos?

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Simões

05/10/2017 - 10h03

Supremo com medo de juiz de primeiro grau só pode ser piada, por isso ninguém engole os altos salários dos juízes. Ganham muito e não fazem justiça.

Responder

Bernardo

04/10/2017 - 19h47

O STF deveria refletir sobre o texto que rememora fatos importantes daquela época e que hoje servem de alerta para quem quer o Brasil soberano e democrático. infelizmente a pusilanimidade tem imperado em várias esferas, em especial no Judiciário

Responder

Bacellar

04/10/2017 - 14h26

A cosplay do Bento Carneiro é a materialização do termo “acovardado”, de onde não se espera nada é justamente onde nada acontece…

Responder

José Araújo

03/10/2017 - 23h36

Se eu estivesse no lugar dela, depois deste texto, pediria licença para ir ao banheiro e não voltaria mais ao tribunal….

Responder

Nelson Nobre

03/10/2017 - 22h53

O Senador Aécio tem foro privilegiado e como determina a Constituição cabe exclusivamente ao STF julgar-lo por crimes configurados dentro do CPC. Portanto, agindo como os únicos Juízes possíveis no processo do Senador, os membros STF podem tomar quaisquer medidas previstas dentro CPC, medidas essas que são tomadas de forma habitual pelos demais Juízes nos processos dos brasileiros que não têm foro privilegiado. A lei é igual para todos, somente os Juízes é que são diferenciados em processos de foro privilegiado. Não é atribuição do Senado, como muitos Senadores desejam, interferir dentro de um processo legal.

Responder

Emanuel Cancella

03/10/2017 - 20h03

Nos 64 anos da Petrobrás, nada a comemorar! Até quando vamos aceitar as picaretagens do Juiz Moro?
Até quando o povo brasileiro vai aceitar as picaretagens do Juiz Sergio Moro?

Veja o vídeo desta matéria em:
https://www.youtube.com/watch?v=dfzJULKGZDg

O presidente da Petrobrás, indicado pelo golpista Michel Temer, Pedro Lalau Parente, está pondo em prática o plano “B” de FHC. É Lalau porque é réu, desde 2001, em venda criminosa de ativos da companhia que deu um rombo de R$ 5BI (4). E Moro e o MPF omitem-se no dever de investigar e denunciar Pedro Lalau, há 16 anos sem qualquer punição. Omissão é crime!

FHC também tentou privatizar a Petrobrás e esbarrou na maior greve da categoria. Foram 32 dias e com amplo apoio da sociedade, cujo lema foi Somos Todos Petroleiros. Frustrado na privatização, FHC botou seu plano “B” em prática, dividindo a Petrobrás em unidades de negócios para assim vendê-la fatiada. FHC só conseguiu vender 30% da refinaria do sul (REFAP), que Lula, quando assumiu a presidência, recomprou.

Agora, com aval da Lava Jato, cuja função principal seria a de investigar a Petrobrás, Pedro Lalau Parente vende sem licitação ativos estratégicos, como campos do pré-sal de Carcará, ao valor de um refrigerante o barril e como a Petroquímica de Suape, ao preço de 5 dias de faturamento (5,6).

Não satisfeito, Pedro lalau retira a Petrobrás de setores estratégicos, altamente lucrativos e empregatícios, como petroquímica, gás, fertilizante e biocombustível (11).

Além disso, Moro e Pedro Lalau, com suas ações temerárias, são os grandes responsáveis pela destruição da engenharia nacional e a indústria naval, demitindo milhões de trabalhadores. A engenharia estrangeira está substituindo a nacional e os navios e plataformas estão sendo construídos no estrangeiro, gerando emprego e renda para os gringos (7,8).

O juiz Moro vem de longe protegendo os verdadeiros chefes das quadrilhas. Foi assim quando chefiou o escândalo Banestado, a mãe de todos os escândalos brasileiros, obra genuinamente tucana, que deu um rombo no país de R$ 500 BI, e, segundo o senador Roberto Requião, nenhum tucano foi preso (1).

Na Petrobrás também nenhum tucano foi preso. O governo tucano de FHC, várias vezes citado em corrupção, e em muitas envolvendo seu próprio filho, e nenhuma investigação de Moro e a Lava Jato (2,3).

Outro tucano, o reincidente, Pedro Lalau, está de braçada entregando a Petrobrás com a cumplicidade de Moro e da Lava Jato.

Moro ainda mantém a cara de pau, mesmo desmoralizado com a denúncia de cobrança de propina por parte da Lava Jato. Quando o advogado da Odebrecht, Tacla Duran, disse que a propina foi pedida para fechamento de acordo de delação premiada que, entre outras benesses, lhe daria, a Duran a prisão doméstica.

Moro até que tentou desmoralizar Duran, dizendo que tudo não passava de uma farsa. Entretanto, a denúncia divulgada pela revista Veja, baseada em informação da Receita Federal, acerca do depósito de Duran na conta de Rosângela Moro, é “Batom na Cueca” (9,10)!

O juiz Moro, mais sujo do que pau de galinheiro, pilota a entrega da Petrobrás e ainda quer tirar Lula da eleição de 2018, mesmo sem prova.

Até quando o povo brasileiro vai aceitar as picaretagens do Juiz Sergio Moro?

Fonte: 1 – https://ocafezinho.com/2015/10/03/requiao-relembra-banestado-roubalheira-tucana-desviou-meio-trilhao/
2 – https://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/09/delator-cita-filho-fhc-esquema-corrupcao-petrobras.html
3 – https://www.pragmatismopolitico.com.br/2016/10/cervero-filho-fhc-sabia-termeletrica-contratado-petrobras.html
4 – http://www.redebrasilatual.com.br/blogs/helena/2016/06/presidentes-da-petrobras-e-do-bndes-sao-reus-em-acao-por-rombo-bilionario-9872.html
5- http://www.redebrasilatual.com.br/revistas/127/escandalo-da-petroquimica-de-suape-a-pasadena-de-temer
6 – http://www.vermelho.org.br/noticia/285181-1
7 – https://www.brasil247.com/pt/colunistas/esmaelmorais/317228
8 – https://ocafezinho.com/2017/04/03/lava-jato-destruiu-industria-naval-brasileira/
9 – https://www.brasil247.com/pt/247/parana247/316121/DCM-jornal-espanhol-segue-pista-de-Tacla-Duran-e-comprova-corrup%C3%A7%C3%A3o-no-Panam%C3%A1.htm
10 – https://www.brasil247.com/pt/247/parana247/315291/Tacla-Dur%C3%A1n-pagou-esposa-de-Moro-diz-Nassif.htm
11 – http://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2016-09/petrobras-deixara-setores-de-biocombustiveis-petroquimica-e-fertilizantes
Rio de Janeiro, 02 de setembro de 2017.
Autor: Emanuel Cancella, OAB/RJ 75.300, ex-presidente do Sindipetro-RJ, fundador e ex diretor do Comando Nacional dos Petroleiros, da FUP e fundador e coordenador da FNP , ex-diretor Sindical e Nacional do Dieese, sendo também autor do livro “A Outra Face de Sérgio Moro” que pode ser adquirido em: http://emanuelcancella.blogspot.com.br/2017/07/a-outra-face-de-sergio-moro-pontos-de.html.

OBS.: Artigo enviado para possível publicação para o Globo, JB, o Dia, Folha, Estadão, Veja, Época entre outros órgãos de comunicação.

(Esse relato pode ser reproduzido livremente)

Meus endereços eletrônicos:
http://emanuelcancella.blogspot.com.
https://www.facebook.com/emanuelcancella.cancella

Responder

Messias Franca de Macedo

03/10/2017 - 19h15

Para não falar que não lembrei de espinhos!

***

Polícia Federal faz Operação nazista para a Globo ver na sede do PT
Militantes criticam ação da PF na ‘Operação Custo Brasil’ no diretório do PT
https://www.youtube.com/watch?v=_X6njmlw8f8

Responder

    Messias Franca de Macedo

    03/10/2017 - 19h23

    Polícia Federal faz Operação nazista na sede do PT para a Globo ver!

Jader Oliver

03/10/2017 - 19h03

E o canalha maçom Auro de Moura Andrade?
Que decretou vaga a presidência?

Responder

JULIO CEZAR DE OLIVEIRA

03/10/2017 - 17h58

FICO IMAGINANDO COMO SERÁ O FUTURO DO BRASIL,DAQUI ALGUNS ANOS,NÃO POR MINHA CAUSA,MAS PELOS NOSSOS FILHOS.
UM PAÍS REPRESENTADO POR ESSAS AUTORIDADES,É DE ENVERGONHAR TODOS OS QUE AJUDARAM A CONSTRUIR NOSSA DEMOCRACIA.
AUTORIDADES QUE ESTÃO TRAINDO A PÁTRIA EM TROCA DE UM VINTÉM,DEMONSTRANDO QUE ELES MESMOS VALEM MENOS QUE O DINHEIRO QUE RECEBEM,QUE A SUJEIRA QUE ESTÃO
SE METENDO,FICARÃO CONHECIDOS NA HISTÓRIA COMO TRAÍRAS DA PÁTRIA,E QUE NENHUM DE SEUS HERDEIROS QUE VIRÃO,CONSEGUIRÃO APAGAR O CHEIRO IMUNDO DA TRAIÇÃO,TALVÉS ALGUNS DOS SEUS ENVERGONHADO POR SER DESCENDENTE DE UM TRAIDOR,FAÇA COMO AQUELE REITOR E SE ATIRE DE UM PREDIO.

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    03/10/2017 - 19h30

    Minúsculas, por favor. abs

Dartanhan de Orleans

03/10/2017 - 17h52

E a pergunta que fica é: Para que serve mesmo o STF? Ao longo de sua história só serviu mesmo para emporcalhar a vida do povo Brasileiro ao logo desse tempo e chega em mais um momento da história Brasileira como um Co-Autor de um Golpe cruel e avassalador sobre os mais humildes e indefesos das garras desses bandidos do Planalto. Para que serve o STF?

Responder

Jose Alberto

03/10/2017 - 16h55

Isso foi mais que uma aula para mim, já que em 1964 eu era apenas um menino de 10 anos. Parabéns ao jornalista.

Responder

Antonio

03/10/2017 - 15h42

Carmen Lúcia já escolheu a forma que entrará pela história, pelos fundos ou pelo esgoto, como queira.
Ela e seus dez companheiros, dez negociantes de toga.
O STF é hoje um Rendez Vouz maior que o congresso.

Responder

a.ali

03/10/2017 - 14h46

que aula, hem dona carmen lucia… essas lembranças, certamente, que causam mal estar na dita cuja
carone, sabemos qual o lado escolhido…o lado dos submissos ou dos coniventes, ou dos crápulas ou dos safados ou dos golpistas ou, ou mas SEMPRE o pior lado!

Responder

David

03/10/2017 - 12h17

O tempo passa.
O tempo voa.
E o STF continua o mesmo.

Responder

Francisco de Assis

03/10/2017 - 10h42

A Ministra Carmem Lúcia, todos sabemos, já escolheu como entrará para a história. De mãos dadas com Michel Temer e Aécio Neves, entre outros membros do Temerrato – O Governo dos Bandidos.

Responder

Antonio de Moura Nunes Neto

03/10/2017 - 09h25

Ao jornalista e missivista: a sra. Carmem Lúcia atual “presidenta” – ou presidente?- da stf, não entrá para a história.

Ela será esquecida brevemente – assim que deixar a toga. Lembra-se do colega dela o tal de Joaquim…?

Responder

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