VIOMUNDO

Diário da Resistência


Como Bolsonaro explorou o ressentimento da classe média baixa e roubou eleitores de Lula
Ricardo Stuckert
Blog do Azenha Política

Como Bolsonaro explorou o ressentimento da classe média baixa e roubou eleitores de Lula


05/10/2018 - 17h05

Nordeste: Fernando Haddad 37%, Jair Bolsonaro 20%; eleitores entre 2 e 5 salários mínimos em todo o Brasil (R$ 2 a 5 mil reais): Jair Bolsonaro 42%, Fernando Haddad 20%. Pesquisa Datafolha

A campanha do petista Fernando Haddad decidiu aproveitar os momentos finais da disputa presidencial para tentar barrar o avanço de Jair Bolsonaro (PSL) sobre o eleitorado do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na região Nordeste. […] Trackings da campanha petista mostraram que Bolsonaro cresceu nos últimos dias entre o eleitorado de baixa renda do Nordeste, única região onde o candidato petista tem vantagem sobre o deputado. Do Estadão

por Luiz Carlos Azenha

Nosso entrevistado levou a esposa e a filha para visitar os parques da Flórida recentemente. Pagou em dez vezes e não pode planejar nenhuma outra extravagância enquanto não quitar o crediário.

Ele não é pobre, nem se considera de classe média confortável. Veio da pobreza, ascendeu, mas bateu no teto. Experimentou as delícias do consumo, mas vive com a corda no pescoço.

Todos os dias, em grupos do whatsapp, recebe ao menos 15 mensagens de apoio ao candidato Jair Bolsonaro. Recentemente, recebeu a primeira de apoio a Fernando Haddad, do PT.

Ele pertence ao imenso grupo de brasileiros que ganham de dois a cinco salários mínimos mensais. Dentre eles, Bolsonaro tem mais que o dobro das intenções de voto do petista Haddad.

Pelas pesquisas do cientista André Singer, homens e mulheres desta faixa de renda flertaram com o lulismo ao longo das vitórias do PT em eleições presidenciais, especialmente em 2006 e 2010.

São eleitores conservadores nas questões de comportamento, mas que migraram para o lulismo por conta da ascensão social que experimentaram. Lulistas, portanto, não petistas.

Jair Bolsonaro, com a ajuda das igrejas neopentecostais, penetrou com força nesta faixa do eleitorado.

Como?

Pesquisas recentes mostram que os eleitores de Bolsonaro são os que mais compartilham no whatsapp (40%, segundo o Datafolha).  São também os que mais compartilham o que foi batizado de junk news, que incluem as fake news (81% do total).

Meu entrevistado trabalha o dia todo e tem pouco tempo para se aprofundar na busca de informações.

Nos intervalos do dia, checa as mensagens e muitas vezes dá uma olhada nos vídeos e memes.

Vamos dizer que, pela repetição, as mensagens deixam uma impressão — que seja no subconsciente.

O grupo de whatsapp bolsonarista que ele frequenta é de colegas de trabalho. Amigos e colegas, gente na qual ele confia.

Só decidiu não votar em Bolsonaro quando descobriu que o capitão da reserva votou a favor da reforma trabalhista de Temer.

Meu entrevistado foi diretamente prejudicado, no bolso, pela reforma.

Mas, ele é a exceção…

Com o objetivo de garantir o sigilo das informações que me repassou — memes, fotos, vídeos –, apelei a outras pessoas da mesma faixa de renda para que me enviassem o conteúdo de grupos bolsonaristas dos quais fazem parte.

Foi uma forma de conviver com eleitores do Mito sem falsificar minha identidade.

O RESSENTIMENTO COMO FORÇA POLÍTICA

Quando a União Soviética desabou, em 1991, os Estados Unidos passaram a cobiçar a antiga esfera de influência dos comunistas.

Àquela altura, graças a escândalos envolvendo a Central de Inteligência Americana na derrubada de governos estrangeiros, Washington já tinha privatizado parcialmente sua política externa.

A instalação de governos pró-EUA no entorno da Rússia passou a ser tarefa de parcerias público-privadas.

Vieram as chamadas revoluções coloridas — instalação de governos pró-ocidentais a partir de manifestações nas ruas.

A da hoje extinta Iugoslávia, em 2000, foi uma das primeiras.

Onde quer que tenham acontecido as revoluções coloridas, adotaram alguns princípios básicos: explorar o descontentamento e o idealismo típicos dos jovens, utilizar palavras de ordem simples e símbolos marcantes, direcionar a energia emocional dos militantes contra o que eram definidas como “estruturas arcaicas”.

Em resumo, ressentimento vs. sistema.

A militância foi organizada através das redes sociais.

O PENTÁGONO E A GUERRA HÍBRIDA

Nos Estados Unidos, há uma clara distinção entre mudanças na estrutura do Estado e as que se dão de quatro em quatro anos, com a troca do ocupante da Casa Branca.

Estas, podemos definir como “de fachada”.

O 11 de setembro de 2001 serviu para consolidar um Estado policial paralelo, hoje centralizado no Departamento de Segurança Interna.

Tarefas antes exclusivas do Departamento de Estado, tocado por diplomatas civis, foram incorporadas pelo Pentágono.

Os militares passaram a desenvolver novas formas de intervenção externa, de olho na pressão por menos gastos no Orçamento.

Chamem de guerra psicológica, guerra híbrida ou guerra cibernética.

O princípio é o mesmo: fazer mais com menor perda de homens e recursos.

Em 1964, quando apoiaram a derrubada de um governo constitucionalmente eleito no Brasil, os norte-americanos mantiveram em sigilo sua intervenção.

João Goulart foi para o exílio provavelmente com base em informações privilegiadas.

O plano era, em caso de resistência, instalar a capital do Brasil em Minas Gerais, governada por um aliado, e provocar uma guerra civil.

Até hoje, nem todos os arquivos da Operação Brother Sam foram abertos.

Fato: o que há 50 anos os golpistas de 1964 diziam ser fake news, confirmou-se!

De lá para cá, com as novas tecnologias de informação, formas muito sofisticadas de intervenção surgiram.

Elas se baseiam especialmente no data mining, a mineração de dados obtidos a partir da telefonia celular e de instrumentos como o Google e o Facebook.

BOLSONARO E OS MILITARES

Jair Bolsonaro tem como apoiadores ideólogos do Exército brasileiro, como os generais da reserva Humberto Mourão (seu vice) e Augusto Heleno, ex-comandante das forças de intervenção da ONU no Haiti.

Promete um ministério com vários militares ou ex-militares.

O objetivo seria eliminar a influência da esquerda na administração pública, nos moldes do que fez o macarthismo nos Estados Unidos.

Mas, é preciso olhar para além do que se diz em público.

Na verdade, o discurso de campanha de Bolsonaro parece direcionado a criar inimigos internos e externos que justifiquem a continuidade de seu “movimento”, para além das eleições.

Uma forma de aglutinar seu eleitorado em torno de uma agenda oculta: a da demolição dos direitos sociais.

Um dos objetivos centrais do golpe de 64, é importante lembrar, foi promover o arrocho salarial dos trabalhadores brasileiros, o que ficou escondido atrás da agenda anticomunista.

Era preciso, então, oferecer mão-de-obra barata às multinacionais que se expandiam para além dos Estados Unidos.

No século 21, Bolsonaro encarna um ultraliberalismo que bate continência para a bandeira azul e vermelha, num momento em que Washington batalha pela reconquista de território “perdido” para a China na América Latina.

O BOMBARDEIO

Esta é uma forma possível de compreender o bombardeio a que estão sendo submetidos os brasileiros nos grupos de whatsapp, cuja importância só agora a campanha de Fernando Haddad compreendeu.

São grupos formados por familiares, colegas de trabalho, amigos — um grau de confiança capaz de virar votos.

Como é impossível identificar a origem das mensagens, tanto podem ser iniciativas individuais de eleitores e militantes como parte de um plano organizado para decidir o rumo da eleição.

As mensagens se enquadram em alguns princípios básicos:

    1. Humor — A foto de um animal, veado, vestindo um colete à prova de balas, vem acompanhada de um áudio. É mentira que Bolsonaro vai matar ‘viados’, sugere a gravação. É denúncia furada da esquerda. “Pode tirar o colete”, diz a mensagem, brincando com o destinatário.
    2. Lula — O ex-presidente é apresentado como um falso defensor dos mais pobres, beneficiário de regalias do poder que pretenderia perpetuar através de prepostos. Chama a atenção a obsessão com Lula. A campanha é fortemente dirigida a questionar o papel dele na política brasileira;
    3. Ressentimento de classe — Os vídeos e memes atacam os mais pobres como vendedores de seus votos para Lula e o PT. Uma forma de explorar o ressentimento da classe média baixa com os pobres, como se estes impedissem a ascensão social dos primeiros. Chama a atenção um recibo falso da Caixa Econômica Federal atribuindo um pagamento de mensal de R$ 2.600,00 a um presidiário cheio de filhos beneficiários do Bolsa Família. Conversando com a destinatária da mensagem, ela estava convencida de que não deveria mais “sustentar os vagabundos”.
    4. Intervenção divina — Bolsonaro sobreviveu ao atentado apenas porque recebeu uma tarefa divina: a de limpar o sistema político brasileiro. Como foi escolhido por Deus, o Mito nada precisa explicar. Ele encarna uma espécie de revelação. Para não deixar cair a peteca, mensagens detonam quem eventualmente discorda do Mito. Um meme bem elaborado “mostra” como uma artista do #EleNão lucrou com a Lei Rouanet. Outro, utilizando um áudio forjado do ex-ministro Joaquim Barbosa, sugere que Jair Bolsonaro foi o único a votar contra uma lei do PT que livraria os corruptos.
    5. Inimigo externo — A Venezuela figura com proeminência nas “denúncias”. Seria o objetivo do PT tornar o Brasil uma Venezuela, onde as pessoas precisam recorrer à carne podre. As mensagens são ilustradas por fotos e vídeos que “corroboram”a informação principal — imagens e vídeos muitas vezes falsos ou manipulados. Inimigos, internos ou internos, são essenciais para mobilizar emocionalmente os que pretendem exorcizar os demônios de uma existência cheia de incertezas. No caso, Lúcifer é Lula e, Haddad, o filho do Canhoto.

Os memes, vídeos e áudios podem ser apenas a produção de internautas desocupados. Ou não.

Talvez a gente só saiba em 50 anos.

PS: Acredito ter virado três votos, mesmo sem o objetivo de fazê-lo, ao compartilhar informações verdadeiras sobre a carreira e os votos de Jair Bolsonaro.



21 comentários

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Sebastião

07 de outubro de 2018 às 01h12

Pra completar, Toffoli faz discurso: NUNCA MAIS COMUNISMO. Minimiza o período militar, impede Lula de dar entrevistas. O segundo turno entre Haddad e Bolsonaro, eles farão de tudo pra ser semelhante a Crivela X Freixo. Conhecidas minha do RJ na época, disseram que não votariam em Freixo, porque ele apoia bandidos via os Direitos Humanos. Que Freixo ia liberar drogas, e entravam na questão da sexualidade. Haviam muitas Fakes News. Com Haddad, botem fé que farão o mesmo. Com ideologia de gêneros e etc. Será a eleição mais baixa de todas. Uma observação é que Ciro cresceu, e foi porque começou a atacar Bolsonaro, e Haddad precisará partir pro ataque também. Ter uma linguagem mais dinâmica, e mais popular. Lula terá que dar um banho, uma aula e instruir Haddad completamente. Não existe melhor instrutor do que Lula. Acho que Haddad também deva adotar medidas que Bolsonaro usa de holofotes, como mudanças no código penal. E, evitar fazer perguntas em que o eleitorado dele, o tem como ponto forte: MACHISMO, DITADURA, IGUALDADE DE GÊNEROS… Pois são assuntos que ele domina, e assuntos que os eleitores dele mais se indetificam. Haddad com humildade – não com salto alto, deve fazer perguntas espinhosas e que ele não tem domínios, como% DIMINUIR O DESEMPREGO, PROGRAMAS SOCIAIS, SAÚDE, EDUCAÇÃO(embora sobre este, ele queira falar de ideologia de gêneros)…

Responder

    Observador

    08 de outubro de 2018 às 18h21

    Concordo com tudo que você disse Sebastião.

    Jardel

    09 de outubro de 2018 às 02h27

    “Toffoli faz discurso: NUNCA MAIS COMUNISMO.”
    Até agora não entendi essa do Toffoli. Então o PC do B é um partido ilegal?
    Ou o presidente do STF, que deveria agir e se pronunciar com imparcialidade política, está pregando a ilegalidade da ideologia comunista?
    Sá na cabeça de fascistas isso prospera.
    Os milicos golpistas de 1964 colocaram o partido comunista na ilegalidade… Toffoli está preparando terreno para isso?
    Canalha totalitário! Sabujo dos endinheirados!

    Jardel

    09 de outubro de 2018 às 02h29

    Toffoli faz discurso: NUNCA MAIS COMUNISMO.
    Até agora não entendi essa do Toffoli. Então o PC do B é um partido ilegal?
    Ou o presidente do STF, que deveria agir e se pronunciar com imparcialidade política, está pregando a ilegalidade da ideologia comunista?
    Sá na cabeça de fascistas isso prospera.
    Os milicos golpistas de 1964 colocaram o partido comunista na ilegalidade… Toffoli está preparando terreno para isso?
    Canalha totalitário! Sabujo dos endinheirados

Chauke Stephan Filho

06 de outubro de 2018 às 22h57

E o Picolé de Chuchu?! Como a brava gente bandeirante pôde elegê-lo tantas vezes? O mundo na III Guerra Mundial, o Brasil em guerra civil não assumida, e o Picolé fala como uma professorinha que explica a tarefa para suas crianças!

O Sen. Aloysio Nunes transfere a população do Haiti para o Brasil, e Alckmin, do partido desse louco, quer ser presidente. Santa ingenuidade!

Bolsonaro vive; VIVA BOLSONARO!!

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Helmer

06 de outubro de 2018 às 20h59

o cara é adepto de dar umas porradas na mulher. deve ser por isso que tem tanto voto. o bolsito nao gosta de negao deve ser por isso que todo mundo vota nele.
Esse é o mundo sem mascaras.
Uns odeiam pretos, outros odeiam mulheres e outros odeiam gays
Brasil rumo ao buraco sem fundo. Os votos desse torturador brotam do ódio que dissemina.

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Lukas

06 de outubro de 2018 às 19h38

Estão vendo petistas, como é chato conviver com alguém que idolatra acriticamente um político?

Estão sentindo na pele o que resto dos brasileiros sentiram por anos quando vocês colocavam Lula num pedestal.

Sai o adeus Lula e entra o mito.

Chato, né?

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    Viviane

    07 de outubro de 2018 às 16h07

    Ah, então você admite ser também um idólatra? Obrigada, agora sabemos que não devemos levar nenhuma de suas postagens a sério. Afinal, os eleitores de Bolsonaro não têm senso crítico, não é isso?

Batista

06 de outubro de 2018 às 11h25

Viomundo, tenha a paciência!
Os golpistas movendo mundos para ganharem a eleição no primeiro turno e o Viomundo com uma reportagem fora de hora, para baixo em plena reta da chegada e jogando água no moinho inimigo da democracia, como essa.
Assim não dá! Assim não pode! Diria FHH…

Responder

    Luiz Carlos Azenha

    06 de outubro de 2018 às 21h29

    Viomundo tem compromisso com a verdade factual — antes de qualquer preferência eleitoral. Por isso confiam em nós!

    Nilo Ramos

    10 de outubro de 2018 às 10h34

    Matéria Exemplar: Jornalismo sério, investigativo,fundamentado, esclarecedor. Como nos ensina Gramsci e tantos outros: a verdadade é e sempre será, revolucionária!!!

Aureliano

06 de outubro de 2018 às 10h35

Bolsonaro ja gravou dois vídeos para a campanha do segundo turno

E a piada é:

No primeiro ele diz EU VOU MATAR
No segundo ele diz NÃO SEI QUANTOS NEM QUANTAS

Responder

Cláudio

06 de outubro de 2018 às 04h13

:
: * * * * 04:13 * * * * .:. Ouvindo As Vozes do Bra♥♥S♥♥il e postando:

Muito bom mesmo. Só que deveria ter chegado há mais tempo, antes.

Hoje (06out) é aniversário oficial de Lula, o maior e melhor brasileiro de todos os tempos. Vamos presenteá-lo votando 13 de ponta a ponta, de Deputado Federal/Estadual a Presidente da República no dia 07 de outubro.
#Haddad13 #13eleitojanoprimeiroturno
#Haddad13eManuela

.:.
♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥
* * * * * * * * * * * * *
♥ ♥ ♥ ♥ * * * *
Por uma verdadeira e justa Ley de Medios Já pra antonti (anteontem. Eu muito avisei…) ! ! ! ! Lul(inh)a Paz e Amor (mas sem contemporizações indevidas, ou seja : SEM VASELINA) 2018 neles/as (que já PERDERAM, tomaram DE QUATRO nas 4 mais recentes eleições presidenciais no BraSil) ! ! ! ! !
* * * * ♥ ♥ ♥ ♥
* * * * * * * * * * * * *
♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥
👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏
:: 👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏👏 :.:

Responder

antipaneleiro

05 de outubro de 2018 às 23h35

Mais importante do que fazer a regulação da mídia, seria criar cybersegurança para o país. Reclamam muito da Globo e sua incorrigível mania de golpear a soberania popular, mas efetivamente, a Globo não conseguiu eleger nenhum presidente neste século. As mídias sociais (que são muito mais facilmente influenciáveis) são muito mais perigosas (digo isso, porque não participo de nenhuma, ainda que na época tive uma conta no Orkut): as redes sociais gestaram os blackblocs de 2013 e o desabastecimento dos caminhoneiros (pra que bombas, se temos torpedos whatsapp??) e agora possivelmente farão o milagre de eleger um fascista numa eleição majoritária (Trump não vale, pois teve menos votos que Hillary, e os outros casos conhecidos nunca ganharam uma eleição majoritária) – ainda mais contando com o apoio escancarado do poder judiciário com o seu típico casuísmo (quod licet jovi, non licet bovi). Em suma: comprando o juiz, fica mais fácil ganhar o campeonato!

Responder

Bovino

05 de outubro de 2018 às 23h00

Contra General Mourão, só Ciro Gomes. Votem 12, Ciro é 12!
Haddad perde de lavada no 2º turno, mudem pro Ciro.

Responder

José Fernandes

05 de outubro de 2018 às 19h49

O lixo não roubou eleitores de Lula, esses eleitores que supostamente estão votando no lixo,são movidos pela falta de consciência,de informação, e pelo preconceito, eleitores que conhece o Legado do Presidente Lula e sabe da real situação vão sempre votar nele ou quem ele indicar,porque o que esta em jogo e a forma de governar, o que esta em jogo e o futuro do País, parte desses eleitores do lixo sempre pensaram assim, até darem lenha pra ele ,vomitar tudo o que esse gente (eleitores do lixo) sempre quiseram…estamos na separação do joio e do trigo, simples..se tem mais joio que trigo… veremos no segundo turno

Responder

    Sebastião

    07 de outubro de 2018 às 01h21

    São esses tipos de pensamentos que fez Bolsonaro crescer. De tanto que subestimaram. Adversário, nunca pode ser subestimados. Até o próprio Lula pode ter feito isso. Lógico que isso é do jogo político. O eleitorado lulista é maior do que o petista, mas muitos desses lulistas se frustaram depois de Dilma, e olham torto pra Haddad, tanto que o restante desse eleitorado está com Ciro, com ideologia pendendo pra esquerda. Seria equivalente a dizer, que existem: 1/3 pra esquerda, 1/3 pra direita e outro pra o centro. Haddad terá que buscar esses do Centro, que são os voláteis que foram pro lado de Bolsonaro, já que o percentual da Direita ultrapassa a média, com a soma de Alckmin, Álvaro Dias, Amoedo e Meirelles.

Rafael Pereira

05 de outubro de 2018 às 18h05

Ótima reportagem ! Retrato fiel do que ocorre com a classe média que ingenuamente apóia bouçonaro. Há um sentimento de ódio por Lula e o PT sendo propagado.

Responder

    Sebastião

    07 de outubro de 2018 às 01h28

    Tinha diminuído por causa da impopularidade de Temer, mas a mídia e o judiciário ajudaram a reacender. Mas aí é que deve entrar o marketing do PT, mostrando toda a sujeira que foi feita pra impedir a candidatura de Lula. Mostrar o tempo de bonança da era Lula. E combater as Fakes News. Venhamos e convenhamos, que o nível de propaganda das inserções esse primeiro turno, estava muito fraco. Devido a esses marketeiros no passado ter tido envolvimento e escândalos. A qualidade caiu. Um exemplo de inserção ruim, foi: A ECONOMIA GIRAR. Isso fala pro público que querem emprego? Aquilo nem emoção tinha. Precisa-se mudar urgentemente esse marketeiro. Parece que sem Lula, a qualidade dos marketeiros caem e não tem muita emoção.

nison vieira

05 de outubro de 2018 às 17h54

O vazamento do Palocci desencadeou esse movimento. Orquestrado.

Responder

    Ubiratan Rosa Passos

    06 de outubro de 2018 às 07h46

    O fascista vai levar no primeiro turno.


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