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PT denuncia descaso e negligência do governo Ratinho no combate ao coronavírus no Paraná
Foto:Jaelson Lucas/Agência de Notícias do Paraná
Blog da Saúde VIOMUNDO na Pandemia

PT denuncia descaso e negligência do governo Ratinho no combate ao coronavírus no Paraná


01/07/2020 - 20h00

NOTA DO PT-PR

Coronavírus no Paraná

“A inação do governo do Paraná em um momento tão delicado como este, só demonstra sua falta de compromisso com as vidas dos paranaenses, especialmente com aqueles que mais precisam do Estado”

PT-PR

A Secretaria de Estado da Saúde divulgou na terça-feira (30/6) mais 1.536 novos casos de coronavírus de residentes no Paraná.

É o maior número de confirmações em um só dia desde o início do monitoramento, em fevereiro/2020. O Estado soma 22.623 casos da doença e 636 óbitos.

Mas, por conta da subnotificação, o número real de vítimas e óbitos pela doença ainda é uma incógnita e jamais será contabilizado.

O governador Ratinho Jr. – que vive de factoides – e seu governo tiveram tempo para preparar o estado para enfrentar a pandemia.

Entretanto, seguindo a mesma política de Bolsonaro, relegaram qualquer iniciativa neste sentido.

Preocupado com o agravamento da pandemia no estado, e com a inércia do governo Ratinho, o Partido dos Trabalhadores do Paraná vem a público denunciar o pouco caso e demonstrar a falta de foco do atual governo do Paraná no combate à pandemia.

1. Entre 20 de março e 16 de junho – já com o estado de emergência – o governo poderia reordenar prioridades dos gastos públicos com vistas a fazer frente às novas necessidades sociais, sanitárias e econômicas.

Não o fez. Pelo contrário, destinou mais de R$ 396,2 milhões de recursos novos para a Secretaria de Infraestrutura e Logística e para a Secretaria de Desenvolvimento Urbano, para serem utilizados para fazer asfalto em municípios.

Neste mesmo período, destinou, de seu orçamento próprio, apenas R$ 7,6 milhões de recursos novos para a Secretaria da Saúde. Ou seja, 52 vezes mais recursos para asfalto, se comparado àqueles destinados à saúde. Fica patente que o governo Ratinho Jr. valoriza mais as eleições de seus aliados que a vida da população paranaense.

2. No Informe Epidemiológico, não é possível identificar o que é leito conveniado ao SUS do que é leito público, também não se separa o que é leito filantrópico, impossibilitando conhecer com transparência o percentual de investimentos do orçamento público.

3. Faltam acesso e transparência nas informações do orçamento, pois cerca de 90% da aplicação do orçamento às medidas de enfrentamento à covid-19 são destinados à contratação de serviços de terceiros e a compra de material permanente e de consumo, sem o detalhamento dos gastos efetivados, dos valores, identificação dos fornecedores, descrição dos bens e serviços e pareceres dos órgãos internos de controle.

E, ainda, o orçamento aponta para liberação de R$ 319 milhões, mas com empenho de apenas R$ 10 milhões até abril e R$ 68 milhões até maio (nível de execução de apenas 3% e 22% respectivamente), demonstrando um baixo nível de execução.

4. Não há efetiva coordenação estadual com planejamento estratégico junto aos municípios, às Regionais de Saúde e às Universidades Estaduais, para enfrentar a Covid-19.

Ou seja, o governo Ratinho não cumpre o papel político importante de organizar e orientar as políticas públicas de enfrentamento a pandemia.

Outra demonstração de descaso com a saúde e a vida do povo paranaense!

5. Há um desmonte patente dos hospitais públicos de gestão estadual. Ou continuam fechados, ou funcionando com déficit de pessoal, insumos e com os funcionários denunciando ocorrências de assédio moral.

6. A Lei 18.599 de 26/10/2015 estabelece que o estado do Paraná deve ter 11.319 servidores na Saúde.

Atualmente, há apenas 7.125 vagas ocupadas, o que significa um déficit de 4.194 pessoas, quase 38%.

Neste momento de extrema necessidade, com um quadro de funcionários/as reduzido, o governo Ratinho Jr. proibiu a realização de concursos públicos e a contratação de concursados.

Sem quadro próprio, governo Ratinho Jr. faz a opção pela privatização, terceirização, contratações de cooperativas e através de contratos precarizados, aumentando as chances de corrupção, de contratação de profissionais sem a qualificação necessária, de falta de equipamentos e medicamentos, conforme tem-se verificado em vários Estados.

7. Assim como o Brasil, o Paraná não se preparou com antecedência para a pandemia. Não organizou infraestrutura e o plano de contingência divulgado é um protocolo técnico de ação, sem deixar claras as responsabilidades entre as instâncias, sem definir custos e prazos.

Não traz um levantamento das fragilidades e, portanto, não traça estratégias de enfrentamento.

Não envolve as Universidades e seus laboratórios, e instituições de peso, como a FIOCRUZ e a TECPAR, ou seja, o Plano de Contingência para o enfrentamento da Pandemia no Paraná é frágil e está se mostrando pouco efetivo.

Resultado: grande número de infectados e doentes colocando em risco a vida dos paranaenses.

A resposta encontrada – para diferenciar-se “positivamente” de outros governos – foi a subnotificação:

– O Paraná realiza poucos testes de covid-19. Com 54.555 testes até 15 de junho, índice de 4,8 mil por milhão de habitantes, o Paraná está entre os Estados com menor índice de testagem por milhão de habitantes (no Brasil, este número é de 7,5 mil/milhão).

Realizamos menos testes que Santa Catarina (8,4 mil testes por milhão), Bahia (10,1 mil/milhão), Pernambuco (8,9 mil/milhão) e Rio Grande do Norte (10,6 mil/milhão).

– A ausência de uma política de testagem fica evidente no aumento das mortes por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) por causas não especificadas.

Até 18 de março, os óbitos classificados nesta categoria eram de apenas 31 no Paraná.

A partir desta data, até 24 de junho, este número saltou para 1.450, ou seja, houve entre março e junho 1.419 óbitos classificados como SRAG – causas não especificadas.

Um aumento de pouco mais de 863% nos óbitos por SRAG não especificada, se compararmos com os óbitos no mesmo período de 2019.

– Falta de transparência na classificação dos casos no Informe Epidemiológico em que se publica SRAG não especificada, considerando-se casos com resultados negativos pelos agentes testados e para os casos onde não houve coleta de material biológico para envio ao laboratório.

– No dia 01/06/2020 o Brasil tinha 244 casos registrados da doença para cada 100 mil habitantes. Nesta data, o Paraná tinha 42 casos por cada 100 mil habitantes.

No dia 27/06/2020 o Brasil já registrava 618 casos por 100 mil pessoas, enquanto no Paraná eram 173 pessoas por 100 mil, isto em 16/06/2020.

Enquanto no Brasil observamos um crescimento de 153% no período, no Paraná o crescimento foi de 311%, o que aponta para uma aceleração da pandemia no estado.

A evolução dos casos de Covid-19, mesmo com a sub-notificação, avança em várias regiões do estado.

A curva está ascendente. O novo epicentro da doença no Brasil agora está se deslocando para a região Sul, e a situação no Paraná se deteriora.

Em várias regiões do estado (em especial a Região Metropolitana de Curitiba), a ocupação dos leitos hospitalares (os de UTI incluídos) é preocupante, pois a taxa de contágio continua – acima de 1 – alta.

8. Houve falta de iniciativa e incapacidade para fazer previsões, predições epidemiológicas e planejamento para enfrentar a pandemia. Isto se chama negligência.

9. Há irresponsabilidade na decisão de abertura de atividades econômicas não essenciais como a construção civil, shoppings, academias, galerias comerciais.

Há aumento o fluxo de pessoas e de trabalhadoras nestes espaços assim como, lotando os meios de transporte, tendo como consequência o aumento exponencial do número de casos e de mortes.

O Partido dos Trabalhadores manifesta sua solidariedade e seu profundo pesar aos familiares das vítimas do coronavírus no Paraná.

Expressa sua profunda indignação frente à ausência de políticas públicas de enfrentamento à crise.

Políticas de saúde adequadas poderiam ter salvado muitas das vítimas que tivemos e outras que ainda teremos.

Políticas de proteção social poderiam contribuir para minimizar o sofrimento daqueles que de uma hora para outra perderam suas rendas.

Políticas econômicas que evitariam o fechamento de muitas micro, pequenas e médias empresas, mantendo com isso postos de trabalho ativos, políticas de extensão de redes comunitárias de internet para viabilizar o ensino à distância para nossas crianças e adolescentes, entre tantas outras medidas mitigadoras.

A inação do governo do Paraná em um momento tão delicado como este só demonstra sua falta de compromisso com as vidas dos paranaenses, especialmente com aqueles que mais precisam do Estado.

EXECUTIVA ESTADUAL DO PT-PR

NÚCLEO DA SAÚDE DO PT-PR



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1 comentário

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Belle Morais

06 de julho de 2020 às 11h28

Esse tipo de notícia assusta muito, todos nós estamos precisando de dias de paz, não adianta! Estamos cansados de todo esse caos que estamos vivendo. Diante de tudo isso, não consigo esquecer de fazer minha parte nas urnas, precisamos de alguém que nos represente de maneira justa! Finalmente temos uma “cara nova” na disputa das próximas eleições a prefeitura do Rio. A candidata possui uma gostaria de vida plausível, de infância humilde, batalhadora, tornou-se juíza federal. E nesse ano, abriu mão de seu cargo, para vir candidata, acreditando assim, poder contribuir para a sua cidade, nossa cidade do Rio de Janeiro. https://www.youtube.com/watch?v=JAPAYCnzpP0&feature=youtu.be

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