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Nelson Nisenbaum: Infartos fulminantes em pessoas sem antecedentes, possíveis vítimas ocultas da covid-19
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Nelson Nisenbaum: Infartos fulminantes em pessoas sem antecedentes, possíveis vítimas ocultas da covid-19


04/01/2021 - 23h17

COÁGULOS MORTAIS

Por Nelson Nisenbaum, em perfil de rede social

Hoje tive o imenso desgosto de saber que mais uma pessoa que conheço faleceu por um infarto fulminante em condições razoavelmente inesperadas.

Como fui seu médico e amigo, posso dizer que suas condições clínicas e antecedentes genéticos não eram propícios a um acidente deste porte.

Entretanto, temos visto um aumento dos casos de infarto cardíaco grave e fatal em pacientes não exatamente “candidatos” a esse desfecho.

É sabido que o novo coronavírus desencadeia reações de hipercoagulabilidade, ou seja, condições que favorecem a coagulação patológica e os acidentes subsequentes como infartos cardíacos, renais, cerebrais, pulmonares (por embolia pulmonar) e mesmo intestinais e musculares periféricos.

É muito provável que o meu amigo tenha sido uma vítima oculta da Covid-19, como tantos outros casos que tenho acompanhado.

A taxa de exames falsos negativos está muito acima do desejável e do esperado.

Some-se a isso o número alto de pacientes assintomáticos nas fases iniciais e que fazem tempestades de inflamação e coagulação após dias da contaminação sem aviso prévio.

No mês passado, cuidei pessoalmente de um paciente que teve um infarto cardíaco que por muito pouco não foi fatal, aos 39 anos, também em condições impropícias e inesperadas para tamanha gravidade.

Este paciente, a partir do terceiro dia de infarto desenvolveu insuficiência renal aguda, lesão hepática leve, lesão pleural, lesão pericárdica, marcadores inflamatórios elevadíssimos, alterações hematológicas importantes, todos compatíveis com infecção pelo novo coronavírus e seguindo o padrão da maioria dos gravemente acometidos pela entidade.

Este paciente teve os seus exames de RT-PCR e sorologias negativos para a Covid-19.

Ainda nesta semana, dois pacientes e amigos meus foram internados com Covid-19 em formas graves que felizmente não os levaram à intubação, por enquanto, e que assim permaneçam.

Como tenho repetido exaustivamente em minhas mídias, a situação está completamente fora de controle, e, conforme o esperado, o delinquente da república continua exercendo impunemente a sua licença para matar concedida e homologada pelo Congresso Nacional e seus covardes líderes, a saber, Davi Alcolumbre e Rodrigo Maia, que desonram nossa democracia ao não liderarem um movimento para a deposição e aprisionamento do maior serial killer que a história do Brasil já registrou.

Com este último evento, contabilizo 4 vítimas fatais entre pessoas que conheci e admirei por décadas.

Não revelo aqui o nome da última vítima, pois ainda não consegui contato com a família e não tenho, portanto, autorização para isso.

* Nelson Nisembaum é médico.





4 comentários

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Sônia Bulhões

14 de janeiro de 2021 às 19h55

Minha mãe estava enfim reagindo bem, aguardando uma melhora maior que vinha ocorrendo. Começou a repugnar a comida que ainda era pastosa, mas que no início comia toda que lhe era oferecida. No dia 09 já teve vômitos, era o aniversário dela e a família toda enviou mensagens com fotos que ela via mas não se empolgava. Minha filha que era sua acompanhante naquela noite de sábado para domingo chamou o médico de plantão pois ela suava em bicas. O médico e enfermeiras levaram-na de volta à UTI, colheram material e constataram uma infecção urinária altíssima, às quatro da manha de domingo. O médico chamou duas pessoas da família para conversar e disse que era muito grave o caso dela pois a infecção generalizou-se.
Às 17 horas do domingo teve uma parada cardíaca, foi reanimada, ficou alguns minutos lúcida e comunicativa, mas não resistiu e pouco depois faleceu.

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Sônia Bulhões

05 de janeiro de 2021 às 19h37

Minha mãe, em maio com 90 anos, foi contaminada com a Covid-19. Não precisou ser internada e ficou em casa isolada mas tomando a famigerada hidrocloroquina e Azitomicina, durante alguns dias. Depois disso sentiu perder todo olfato e paladar. Comia bem antes disso e passou a ter nojo da comida e foi emagrecendo, perdendo resistência. Nunca antes sentia falta de ar, agora tomava inalação em casa, chegando a um momento que sentia muito cansaço e foi internada com urgência no INCOR,
com oxigenação muito baixa que a levou a uma parada respiratória. Reanimada, foi entubada e sedada por uns quatro dias. O diabetes teve um aumento muito grande,
ficou com comprometimento em válvula mitral. Está melhor e precisa melhorar um pouco mais para ser submetida ao procedimento (TAVI). Daqui a quatro dias (09.01) ela completará 91 anos. É a primeira vez na vida que minha mãe fica internada em hospital. Nunca sofreu um ponto de sutura, apesar de ter tido sete filhos todos em partos normais. A miserável Cloroquina acabou com a saúde de minha mãe que se não teve sequelas da doença certamente teve sequelas do tratamento.

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Christian Fernandes

05 de janeiro de 2021 às 17h30

Nomes aos bois, é assim que devemos fazer.

Tanto para a doença quanto para consequências dela.

Bem como nomear todos os pilantras que nos meteram nessa furada.

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Márcio

05 de janeiro de 2021 às 16h52

O jumento que nos governa só se importa consigo próprio e os filhos dele.
Com médico ele não tá nem aí e com o povo menos ainda.
É um psicopata.
A Gleisi acha que o MDB vai apoiar o PT em 2022. Ah vai !!!
O PT vai perder um monte de eleitor apoiando o MDB e DEM.

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