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Kit intubação: Médico intensivista explica quais medicamentos fazem parte e por que são indispensáveis
Fotos: Rovena Rosa/Agência Brasil, reprodução de vídeos
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Kit intubação: Médico intensivista explica quais medicamentos fazem parte e por que são indispensáveis


23/03/2021 - 13h39

Por Conceição Lemes

Os pulmões são um dos órgãos mais afetados pela covid-19.

O vírus inflama-os, comprometendo a sua principal função: a oxigenação do organismo.

Por isso, os pacientes têm crescente dificuldade para respirar.

Nos casos menos graves, recebem doses extras oxigênio por meio de máscaras ou cateter nasal conectados a uma fonte de

oxigênio do hospital. Ou a máquinas que enviam o ar, com maior quantidade de oxigênio, sob pressão.

Nos casos mais graves, isso não basta para suprir a falta de oxigênio.

É preciso a intubação, possibilitando a ventilação mecânica invasiva ou respiração artificial, que, por sua vez, insufla oxigênio nos pulmões através de uma máquina, ventilador mecânico.

Um tubo então é colocado pela boca, indo até a traqueia. O procedimento é desconfortável, por isso exige o uso de vários medicamentos para anestesiar o paciente. Daí, o apelido de kit intubação.

“Usualmente, para intubação, nós usamos um medicamento para a pessoa dormir (sedativo/anestésico), que funcione rápido, associado com um analgésico e um relaxante muscular”, explica o médico intensivista Mauro Roberto Tucci, de São Paulo.

Ele mesmo traduz:

Sedativos/anestésicos – Tiram a consciência; em geral, propofol, etomidato ou dextrocetamina.

Analgésicos – Eliminam a dor; normalmente, um derivado opiáceo, como fentanila ou similares.

Relaxantes musculares, também chamados bloqueadores musculares – Deixam os músculos flácidos. Assim, facilitam muito a visualização da laringe com o laringoscópio, permitindo a introdução do tubo na traqueia mais rapidamente.

Para intubação, suxametônio e rocurônio são os mais adequados; funcionam mais rápido e duram menos tempo.
Nos pacientes com covid-19, como o relaxante impede que o paciente tussa, também reduz o risco da equipe multiprofissional se contaminar com o vírus.

Por isso, esses medicamentos são fundamentais para fazer a intubação do paciente com covid-19 e, ainda, também, para permitir que o ventilador mecânico consiga enviar a quantidade de oxigênio necessária para manter a pessoa viva durante os dias que irá permanecer intubada.

Sem o sedativo, o paciente pode ficar muito agitado e “brigar” com o ventilador, impedindo o ar de entrar em quantidade suficiente.

Após a intubação, sem o uso do bloqueador muscular, pode não ser possível enviar quantidade necessária de oxigênio aos pulmões ou ajustar o ventilador de modo que permita que os pulmões sarem.

Então, nos casos graves de covid-19, a falta de bloqueador pode levar à morte.

Com o passar dos dias e melhora dos pulmões, o bloqueador é suspenso. Depois, são retirados os medicamentos sedativos/analgésicos e o tubo traqueal.

Sem esses medicamentos, portanto, não dá para entubar os pacientes e ventilá-los.

E sem ventilação, eles morrem.

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1 comentário

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Marcos Boldrin

23 de março de 2021 às 19h52

O Brasil e imenso de grande. Não é para aventuras políticas.
O povo tem que pensar bem antes de seguir juízes de um lado só do país que tá na cara que levou grana para fazer o que fez.
O Moro ia todo mês praticamente para os EUA. Fazer o que ? Ver a Disney que não era.
Só tem lá para conhecer no mundo.
E outra coisa e a esquerda endeusar o partido democrata americano. Eles são americanos, não são brasileiros.
Obama nunca fez nada por nós. Tava era espionando os presidentes brasileiros, a Petrobrás, o Brasil.
Todos os envolvidos são do Paraná e sul do país até o general Villas Ruins. Várias ramificações do Paraná no trf4, STJ, STF. Se marca até na Cia tem gente de lá. CONLUIO COM CERTEZA.

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