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Fiocruz: Alta proporção de testes positivos revela que circulação do vírus continua intensa em todo o Brasil
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Fiocruz: Alta proporção de testes positivos revela que circulação do vírus continua intensa em todo o Brasil


14/04/2021 - 16h35

Observatório Covid-19: vírus permanece em circulação intensa no Brasil

Os dados do Boletim Extraordinário do Observatório Covid-19 Fiocruz mostram que a pandemia deve permanecer em níveis preocupantes ao longo do mês de abril.

Na Semana Epidemiológica 14 (4 a 10 de abril), a tendência de alta de transmissão da Covid-19 se manteve no país, com valores recordes no número de óbitos (uma média de 3.020 mortos por dia) e aumento de novos casos (cerca de 70.200 casos diários).

A análise aponta também que a sobrecarga dos hospitais continuou em níveis críticos.

A alta proporção de testes com resultados positivos revela que, durante esse período, o vírus permanece em circulação intensa em todo o país.

Segundo os pesquisadores do Observatório, o quadro epidemiológico observado pode representar a desaceleração da pandemia, com a formação de um novo patamar, como o ocorrido em meados de 2020, porém com números muito mais elevados de casos graves e óbitos.

Outro indicador estratégico, a taxa de ocupação de leitos de UTI Covid-19 para adultos no Sistema Único de Saúde (SUS), se manteve predominantemente estável e muito elevada.

Destacam-se a saída do Maranhão (78%) da zona de alerta crítico para a zona de alerta intermediário e quedas significativas do indicador no Pará (87% para 82%), Amapá (de 91% para 84%), Tocantins (de 95% para 90%), Paraíba (de 77% para 70%) e São Paulo (de 91% para 86%).

O Boletim traz ainda um painel sobre a vacinação no Brasil.

Do total das pessoas vacinadas (27.567.230) até a SE14, 30,2% completaram o esquema vacinal com duas doses e 69,8% receberam apenas a primeira dose do imunizante. Nove estados apresentam diferença igual ou menor à média nacional de vacinados com esquema completo e vacinados somente com uma dose.

“Os que registraram as menores diferenças foram Roraima, São Paulo, Mato Grosso do Sul e Mato Grosso. Essa diferença pode estar relacionada com o volume de faltosos para a segunda dose. É possível ainda que esteja refletindo estratégias diferenciadas de aceleração da imunização da primeira dose, ou ainda conter diferenças relativas à agilidade do registro”.

Para controlar a disseminação da pandemia e preservar vidas, os pesquisadores reforçam que é fundamental que os municípios brasileiros, em especial os que compõem as regiões metropolitanas, adotem medidas convergentes e sinérgicas, em especial dentro de cada Região Metropolitana.

“As medidas de restrição de mobilidade e de algumas atividades econômicas, adotadas nas últimas semanas por diversas prefeituras e estados, estão produzindo êxitos localizados e podem resultar na redução dos casos graves da doença nas próximas semanas. No entanto ainda não tiveram impacto sobre o número de óbitos e no alívio das demandas hospitalares”, alertam os pesquisadores.

“A flexibilização de medidas restritivas pode ter como consequência a aceleração do ritmo de transmissão e, portanto, de casos graves de Covid-19 nas próximas semanas”.

Boletim Covid-19 Fiocruz by Conceição Lemes on Scribd





2 comentários

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Valdeci Elias

15 de abril de 2021 às 00h06

Um amigo , chegou da Itália a 2 semanas . Ele disse que pra poder viajar , teve que apresentar no embarque 2 testes pra covid . Um em italiano , e outro ou em português ou inglês, para ser apresentado no Brasil quando desembarca-se . Ele disse que gastou 70 euros em vão, porque no Brasil ninguém pediu nada . Nossas fronteiras continuam abertas, qualquer variante que surgir no mundo , vai conseguir entrar facilmente no Brasil.

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Zé Maria

14 de abril de 2021 às 21h24

De acordo com os dados divulgados pelo CONASS,
a Evolução do Número de Casos no Brasil
parece haver estacionado em uma Média
de 500 Mil [!!!] (Meio Milhão) por Semana
Epidemiológica.

Porém o Número de Óbitos continua a crescer.
Na Penúltima Semana Epidemiológica
Fechada (28/03-03/04) o Nº de Mortes
foi de 19.643.
Na Última (04/04-10/04) foi de 21.141 Perdas.
Um Acréscimo de cerca de 1.500 Mortos de
uma Semana para Outra.

Hoje (14), houve o Registro de 3.459 Óbitos,
nas últimas 24h, indicando Aumento da Média
de Vidas Perdidas para o Covidão. É Morticínio!

https://www.conass.org.br/painelconasscovid19

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