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Covid-19: Impactos negativos físicos e sociais nos povos indígenas preocupam médicos que atuam nas aldeias
Indígenas recuperados relatam dificuldade para retomar atividades, além de ter problemas respiratórios agravados. Foto: Dsei Yanomami
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Covid-19: Impactos negativos físicos e sociais nos povos indígenas preocupam médicos que atuam nas aldeias


30/11/2020 - 20h58

Como os povos indígenas enfrentam as sequelas da Covid-19

Por Steffanie Schmidt, em Amazônia Real

Manaus (AM) – De cansaço físico e falta de ar às falhas da memória. Da ausência de pessoas para caçar e pescar à escassez de recursos para comprar alimentos. Da desinformação para combater a pandemia à preparação de novas lideranças para assumir o lugar dos que partiram.

Após oito meses, desde o primeiro caso de Covid-19 nas aldeias, os povos indígenas na Amazônia iniciam agora uma nova batalha em uma nova trincheira: as sequelas e os prejuízos causados nas comunidades após a contaminação.

“A possibilidade de sequela respiratória preocupa muito. É uma população que historicamente tem uma vulnerabilidade a infecções respiratórias”, explica o médico indigenista Clayton Coelho, que integra o projeto Xingu e é membro da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade (SBMFC).

Talvez ainda seja cedo para estimar tudo o que o novo coronavírus causará nas aldeias indígenas. Mas algo que já se sabe é que a pandemia evidenciou como os povos originários da floresta foram abandonados pelo Estado, sem direitos, sem proteção, sem o mínimo de atenção.

“Mesmo com dificuldade respiratória, febre à noite, eles falam que não vão ao pólo-base, porque não existe tratamento. E os funcionários da Saúde são instruídos a falar para o parente que isso acaba com o tempo”, relata o presidente da Associação dos Kanamari do Vale do Javari (Akavaja), Higson Kanamari.

Os Kanamari é um dos seis povos contatados que vivem na Terra Indígena Vale do Javari, no Amazonas, fronteira com o Peru.

Uma das aldeias afetadas é Jarinal, na parte sul do território, mas a Covid-19 atingiu várias aldeias da etnia.

Segundo Higson, mesmo recuperados da doença, os indígenas ainda sentem dificuldades de retornar à rotina das aldeias, como caçar, pescar e fazer seus roçados.

No final de outubro, a Amazônia Real publicou reportagem informando sobre a chegada do coronavírus em Jarinal, impactando um dos povos mais vulneráveis do Javari, os Tson wük Dyapah, que são apenas 39 pessoas. Eles dividem o local com 170 pessoas do povo Kanamari.

“Ali é uma região de difícil acesso, existem muitos velhos. Para os Tsonwük Dyapah essa pandemia tem risco de extinção”, acrescenta o presidente da Akavaja.

No Pará, há relatos sobre indígenas Munduruku que apresentam sintomas de cansaço, indisposição, congestão nasal, mesmo após o período crítico da Covid-19.

É o que acontece com os que vivem na Reserva Indígena Praia do Mangue, no Médio Tapajós. Quem relata é a liderança Karo Munduruku, estudante de biologia da Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa).

Segundo ele, não é a maioria que sente sequelas, mas a incidência é alta entre os idosos.

Karo cita o caso de indígenas idosos que sentiram febre e muito cansaço, mesmo depois dos 14 dias da doença. Um deles relatou sentir uma espécie de “saciedade”, “como se estivesse cheio, como muito gás”.

“Ele dizia que sentia que o organismo não estava funcionando direito e, às vezes, a febre não parava. Atualmente, a maioria dos que foram contaminados consegue cumprir, aos poucos, os afazeres como ir pra roça e capinar”, relata Karo.

Algo permanecerá nos corpos indígenas infectados pela Covid-19.

No dicionário Houaiss, sequela, em medicina, é “uma anomalia consequente a uma moléstia, da qual deriva direta ou indiretamente”. Ou pode ser também “sequência ou cadeia de fatos”.

No caso da pandemia, as sequelas são variadas e difíceis de serem estimadas. A começar porque mal se sabe a extensão dos prejuízos causadas pelo coronavírus entre as diferentes etnias.

O que é a Covid?

Maloca da aldeia São Luís, no Vale do Javari Foto: Thodá Kanamari

A Covid-19 é uma doença sistêmica causada pelo vírus SARS-CoV-2.

O primeiro caso foi registrado oficialmente em 31 de dezembro de 2019, em Wuhan na China.

Desde então, a doença altamente transmissível se espalhou pelo mundo e, em 13 de março de 2020, a Organização Mundial de Saúde (OMS) decretou a pandemia de Covid-19.

A presença do vírus no corpo humano provoca uma reação inflamatória generalizada e pode afetar gravemente o sistema respiratório, rins e coração.

Mas cerca de 80% dos pacientes com Covid-19 podem ser assintomáticos ou apresentar poucos sintomas.

Outros 20% dos casos podem precisar de atendimento hospitalar por apresentarem dificuldade respiratória e, destes, aproximadamente 5% podem necessitar de suporte ventilatório em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

O primeiro caso de Covid-19 entre indígenas do Brasil foi notificado no dia 1º de maio pela Sesai. Uma agente de saúde indígena do povo Kokama, do Amazonas, foi infectada por um médico do Dsei Alto Solimões.

O Brasil tem 34.425 casos confirmados de Covid-19 entre indígenas e 489 mortos, segundo a Sesai.

Já a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) diz que são 40.323 casos de pessoas de 161 povos indígenas infectadas e 881 mortos pela doença.

Os números são diferentes da Sesai, pois a Apib inclui as populações que vivem nas cidades e também faz seu próprio levantamento.

O boletim da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), divulgado no dia 10 de novembro, registrou nos últimos oito meses meses 28.241 casos confirmados de Covid-19 entre indígenas e 695 mortes. O boletim diz que 133 povos foram atingidos pela pandemia na Amazônia.

A caixa preta da saúde indígena

Atendimento social em São Gabriel da Cacheira, no Amazonas Foto: Foirn

Clayton Coelho conta que o acesso à informação e a indicadores de saúde já era extremamente deficitário na época da Funasa (Fundação Nacional de Saúde), que até 2010 respondia pela saúde indígena, e continua com o Sistema de Informação da Atenção à Saúde Indígena (Siasi), definido por ele como “uma caixa preta que ninguém acessa”.

O governo federal divulga diariamente o Boletim da Covid-19, mas especialistas dizem que esses dados são subestimados ou pouco consistentes.

Clayton Coelho e médicos de outras áreas indígenas se viram, assim, obrigados a montar uma rede paralela de informação.

“A gente sabe que está muito subestimado. Pegando um exemplo de onde a situação ficou pior, que é a região do Alto Xingu, no pólo base Leonardo Villas Bôas, onde, até o momento, há 13 óbitos, numa população de 2 a 3 mil pessoas. Isso representa uma taxa de mortalidade muito alta e uma letalidade absurda da Covid-19”, explica.

De acordo com o boletim da Sesai do dia 26 de novembro, o Dsei Xingu registra 529 casos confirmados de Covid-19 e 13 óbitos no Parque Indígena do Xingu, que tem uma população estimada de 8 mil indígenas de 16 etnias, segundo liderança Tapi Yawalapiti, em declaração à Amazônia Real.

Órgão cuja competência é atuar na atenção à saúde indígena, a Sesai não atende de forma eficiente e urgente às demandas, segundo as lideranças.

“A Sesai fala que aparentemente estão todos bem e os parentes falam que estão bem. Inclusive tive essa resposta da aldeia São Luis”, adianta Higson Kanamari.

“Só que o parente não tem essa visão de vida, de chegar para um doutor, um enfermeiro, e contar ‘essa noite eu tive febre’, ‘senti falta de ar no mato’. Muitos deles ainda não tem essa doença direito”, afirma a liderança.

Sem perspectiva de melhorias, indígenas Kanamari do Vale do Javari não são ouvidos.

“É isso que a Sesai não entende. Não nos chamam para conversar. Eles acham que são doutores, que vão executar o tratamento junto aos parentes, da forma que eles imaginam. Se o profissional não for um profissional que realmente conheça indígena, ele só vai passear na aldeia, dar dipirona, terminar sua permanência, voltar, fazer seu relatório e pronto.”

Um pedido de ajuda já foi oficializado junto à Sesai, solicitando que se fizesse uma triagem no povo Kanamari, onde foi observado maior número de afetados pela pandemia, conforme levantamento feito pela Akavaja. Sem apoio, só resta a esse povo, seguir com a vida.

“Todos os contaminados relatam que não conseguem fazer atividade como faziam antes. Não conseguem andar muito tempo no sol, não conseguem ficar muito tempo roçando ao ar livre. Os parentes relatam também que saem pra fazer alguma coisa e perdem a memória. Eles sentem dificuldade respiratória e febre à noite”, relata Higson Kanamari.

O Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) Vale do Javari, que atende somente o território de mesmo nome, registra 726 casos confirmados de Covid-19 no território até nesta quinta-feira (26).

Na terça-feira (24), os indígenas Matís, também de recente contato, divulgaram nota informando que as primeiras infecções atingiram a etnia neste mês. São 4 casos confirmados da doença.

“Temos muito medo que com este novo Coronavírus, por ser um vírus desconhecido que nenhum de nossos pajés pode curar, aconteça o mesmo que aconteceu na década de 70, levando à morte dezenas ou centenas de pessoas”, diz trecho da nota.

Representação em meio à dor

Aritana no Encontro Mebengokrê no Xingu em janeiro de 2020. Foto: Mídia Ninja

“Não esperava que isso fosse acontecer”, afirma Tapi Yawalapíti, sobre a morte do pai, o cacique Aritana Yawalapiti, líder histórico do Xingu, falecido em 5 de agosto em decorrência da Covid-19.

Para ele, que assumiu o lugar de cacique na aldeia Yawalapiti, localizada no Parque Indígena do Xingu, às margens do rio Tuatuari, no município de Gaúcha do Norte (MT), a doença levou “os professores que ensinavam os jovens, que educavam os jovens”.

“Foi um choque muito grande [a chegada do coronavírus] que levamos com a perda da família, principalmente por conta dos idosos, que foram a óbito. Levaram muito conhecimento; eram senhores, a nossa referência de conhecimento tradicional, eram os que contavam a historia, a nossa história, que tinham todo o conhecimento sobre a nossa cultura, educação tradicional”, completou.

Na aldeia de Tapi, todos foram foram contaminados, inclusive ele próprio.

“Fiquei doente junto com meu pai, e não pude mais falar com ele. Quem cuidou foi meu irmão”.

Além do cacique Aritana, uma sobrinha e o irmão dele também faleceram.

Na década de 50, os Yawalapíti tiveram uma drástica redução populacional e quase foram dizimados, após uma epidemia de sarampo, registrando um número de 25 pessoas.

Atualmente eles somam 300 pessoas morando em três aldeias: Amary, Amakapuku e Yawalapíti.

“A gente ficou muito triste; olhando para o meu povo, a aldeia ficou totalmente em silêncio, você não via o movimento das pessoas no centro da aldeia, todo mundo concentrado nas casas, então, isso deixou a gente muito sentido. Nós sentimos que perdemos”, afirma o cacique Tapi.

Entre eles, cansaço e fraqueza foram observados nos meses seguintes à doença, mas, segundo o cacique, o povo “já voltou a se animar, a fazer sua roça, a pesca, a sua caçada”.

Para isso, afirmam que usaram os conhecimentos tradicionais do raizeiro da comunidade, junto com a atuação das equipes de saúde.

Embora tenham adotado o protocolo estabelecido pelo Dsei local em parceria com a Funai, proibindo a entrada de visitantes na área indígena, a circulação entre aldeias e a quarentena para profissionais de saúde, a operação de proteção não ocorreu a tempo de impedir a contaminação generalizada em algumas aldeias.

“A gente tentou evitar, mas o vírus se espalha tão rápido nas pessoas e acabou atingindo todo mundo nas casas”, afirma Tapi.

A falta de equipes especializadas

Atendimento do Dsei do Vale do Javari. Foto: Sesai

Historicamente, os povos indígenas na Amazônia sofrem com a falta de atendimento médico.

Mesmo após anos de luta pela implantação do modelo descentralizado representado pelos distritos sanitários – os Dseis, vinculados à Sesai – o aparelhamento, a falta de comprometimento, de gestão e de recursos humanos e financeiros continuam negligenciando o direito à saúde a essas populações.

O médico indigenista Cleyton Coelho alerta que durante a pandemia não houve a preocupação de se repensar uma distribuição estratégica das Equipes de Resposta Rápida (ERR). Elas ajudariam a dar suporte para as atuais equipes das Dseis.

“Começou com uma equipe e hoje eles prevêem até três equipes de resposta rápida por Dsei. Alto Rio Negro? Vale do Javari? Três equipes a mais, em um contexto de pandemia na região, nem faz cócegas.”

No Alto Rio Negro, vivem 23 povos diferentes, em um território de quase 8 milhões de hectares, na divisa com a Colômbia e a Venezuela.

“Se começa um surto lá em Iauaretê – em São Gabriel da Cachoeira – para chegar no distrito são de três a cinco dias. Chegando lá, se tiver casos no Alto Içana – no extremo noroeste do Amazonas – é mais uma semana para chegar ao local”, afirma Coelho.

Alguns Dsei em áreas menores possuem até seis médicos. Já em outros maiores, há quatro médicos, insuficientes para territórios imensos e de população dispersa.

Em uma área de proporções equivalente a todo o território da Áustria, o Vale do Javari abriga uma população de quase 7 mil indígenas, espalhada entre aldeias cuja distância da cidade onde está a maior parte da jurisdição, Atalaia do Norte, pode levar quase 1 hora de helicóptero ou três dias de barco, como é caso da comunidade Jarinal.

Um outro problema apontado pelas lideranças indígenas e já constatado pelos médicos do projeto Xingu é a falta de monitoramento de doenças que acometem historicamente os indígenas.

Um monitoramento feito pela Rede Pró-Yanomami e Ye’kwana, divulgado em setembro, aponta que os óbitos por malária em regiões onde a Covid-19 já se alastrou não estão sendo investigados pela Sesai.

Entre os 17 óbitos confirmados e suspeitos de casos de Covid-19, havia 4 confirmados e 4 suspeitos.

Dos 9 óbitos suspeitos, 5 tinham comorbidades conhecidas, o que o estudo aponta como indício de que a contaminação pela Covid-19 “esconde” os outros problemas de saúde entre a população indígena.

Esse universo pode ser ainda mais abrangente diante do número atualizado de casos de Covid-19 na Terra Indígena Yanomami: 1.202 casos confirmados de 23 mortes, conforme relatório divulgado na semana passada.

O alto registro de malária também alcança a região do Alto Rio Negro, no Amazonas, onde fica o município de São Gabriel da Cachoeira.

Elizângela Baré, da Federação Indígena do Rio Negro (Foirn), conta que, sempre tem, na época de cheia dos rios, aumento de casos de malária, agravando a situação de uma população que já encontra dificuldades permanentes de acesso à saúde.

No território indígena Vale do Javari, o presidente da Akavaja, Higson Dias Kanamari, também manifesta preocupação com a doença que historicamente acomete as comunidades.

“Outra coisa é a situação da malária que hoje não se sabe como está. No histórico da Sesai já tivemos comunidades com surtos que infectaram 80% dos indígenas”, afirma.

Desintegração social como sequela

Nas comunidades indígenas do Alto Rio Negro também há sequelas de outra natureza.

Uma delas é a educação indígena, tão grave quanto a questão da segurança alimentar. Não há definição sobre o funcionamento das escolas em 2021 ou se e como haverá a reposição do ano letivo de 2020.

“Nossas crianças estão fora da escola. As aulas remotas funcionam somente no município que tem internet e energia. Nós estamos parados, não tem professor na sala”, afirma a liderança Elizângela Baré, uma das coordenadoras da campanha “Rio Negro, Nós Cuidamos”, criada para atuar junto a 23 povos.

A crise econômica que se avizinha também impacta diretamente os povos indígenas que dependem da alimentação industrializada.

Desde março, os preços de itens básicos da cesta básica como arroz, óleo, café, tiveram alta e não retornaram mais aos preços praticados antes da pandemia.

Outro item fundamental, principalmente para o deslocamento das aldeias para caça, pesca e idas à cidade, é a gasolina, cujo valor também foi afetado.

Na avaliação de Elizângela Baré, os prejuízos na saúde do corpo não são as únicas seqüelas da Covid-19.

“A cada dia você vai no comércio e os preços já estão diferentes. O arroz está a R$ 6, a gasolina R$ 5, o óleo de cozinha R$ 7,50. Isso prejudica muito. As famílias que ainda estão sofrendo com a Covid acabam sendo as mais prejudicadas, porque ela não consegue ir pra roça. Dá dor de cabeça, ânsia de vômito, pega muito sol e tem o que a gente chama aqui de recaída. Pega muito sol e chuva e quando volta, volta doente”, explica.

Elizângela Baré, coordenadora do Departamento de Mulheres da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn), também foi vítima do novo coronavírus e afirma que, mesmo já curada, o quadro de saúde é instável.

“Tem dias que estou ótima, tem dias que acordo com o rosto inchado, dor de cabeça e vontade de vomitar”, diz.

Para o médico indigenista Clayton Coelho, um dos impactos mais cruéis da pandemia é a morte de lideranças históricas.

“Não só se perde o conhecimento, mas a questão da própria liderança é prejudicada. O Aritana, que era um cacique super respeitado é uma perda enorme pelo que ele representava. Esse é um dos impactos que vai, a médio prazo, trazer problemas para essas comunidades”, afirma.

No curso natural das aldeias, a transmissão de liderança não é simplesmente uma passagem de título de pai para filho. Na verdade, envolve vários anos de preparo.

“Se estou preparando um filho, vou dando tarefas pra ele e dependendo da atuação, vou dosando isso. É um processo de transição de liderança que é muito gradual, lento. Essa desintegração, desagregação isso tem, via de regra, para a comunidade, tem um efeito muito ruim”, diz o médico Coelho.

Posto de saúde sem médico no rio Tiquié Foto: Alberto César Araújo/Amazônia Real/2019





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