As comemorações pelos 100 anos de Fidel Castro e a necessidade de construir a unidade de todos os povos
Por Beto Almeida*, no Monitor Mercantil
No momento em que praticamente em todo o planeta há justas comemorações pelos 100 anos de Fidel Castro, celebrados neste 13 agosto, são inúmeras as dimensões em que estadistas, intelectuais, artistas, militantes revolucionários, religiosos, cientistas, desportistas apontam no líder da Revolução Cubana, cujas marcas se tornaram inapagáveis no patrimônio histórico da Humanidade, onde estão preservadas eternamente as trajetórias das personalidades que se dedicaram a construir um mundo sem qualquer forma de embrutecimento e opressão, um mundo socialista.
A figura de Fidel Castro ali tem um lugar de honra, por ter liderado uma Revolução, que prima por sua capacidade de transformação de uma realidade social degradada, possibilitando que um pequeno país, com modestos recursos, pudesse compartilhar gestos solidários grandiosos com tantos outros povos, razão pela qual podemos afirmar sem medo de errar, que a Humanidade inteira tem hoje uma dívida para com Cuba!
Sob o comando de Fidel, Cuba foi o único país que se levantou em armas para derrotar o exército fascista do apartheid sul-africano em Angola, numa epopeia que levou mais 450 mil cubanos a cruzarem o Atlântico, no sentido contrário ao dos Navios Negreiros, levando uma solidariedade concreta que garantiu a independência angolana, a libertação da Namíbia e pavimentou o caminho para o começo do fim do regime racista da África do Sul. O que levou Mandela a declarar ao mundo: devemos a Cuba o fim do apartheid!!!
Graças à Revolução Cubana, apoiada antes pela URSS e liderada por Fidel, naquela ilha se formaram tantos médicos com consciência humanista revolucionária que milhares de brasileiros apenas conheceram médicos de carne e osso pela primeira vez com as Brigadas Médicas Cubanas. Antes, no Brasil profundo e nas favelas, os brasileiros empobrecidos só conheciam médicos nas telenovelas!
Isso foi possível porque, sob a liderança visionária de Fidel, a Revolução Cubana privilegiou a educação, a saúde, a cultura, a ciência, mas sempre acompanhada da noção socialista de que estas conquistas deveriam ser compartilhadas com a Humanidade.
Porém, quero aqui enfatizar a qualidade de pensador revolucionário, com a capacidade de explicar os difíceis caminhos que a humanidade está trilhando, como decorrência da crise do sistema capitalista, o que o levou a prever esse ressurgimento de um novo tipo de fascismo, sobretudo nos países ricos da Europa, cuja evolução emite sinais claros de uma nova guerra contra a Rússia.
Com a diferença que, agora, esse fascismo se autodefine como democrático e, por meio da sinistra manipulação das consciências, pelos meios de comunicação – tema exaustivamente examinado pelo líder cubano fundador de Telesur, junto a Hugo Chávez – fabricou o fenômeno da “russofobia”, pela qual se busca, cinicamente, transformar o generoso e heroico povo russo, que libertou a Europa do nazi-fascismo, em uma suposta ameaça para humanidade.
Esta previsão de Fidel Castro, aliada a toda obra da Revolução Cubana, nos ensina, às novas gerações de revolucionários, a inadiável necessidade de construir uma UNIDADE entre todos os povos, países e movimentos que lutam contra o imperialismo, unidade que se impõe cada dia mais como uma exigência dos tempos, para que a humanidade possa ter a força e a decisão consciente para derrotar o nazi-fascismo em todas as suas novas formas, com capacidade de assegurar a continuidade da caminhada da Humanidade rumo a uma civilização superior. E, como tanto lutou Fidel, a uma sociedade socialista!
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*Beto Almeida é jornalista, diretor de Telesur e membro da Rede de Intelectuais e Artistas em Defesa da Humanidade – Capítulo Brasil
Este artigo não representa obrigatoriamente a opinião do Viomundo.
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