Marco de Brito: Uma nova onda negacionista de ataques à ciência

Tempo de leitura: < 1 min

Por Marco Paulo Valeriano de Brito*

A omissão das comunidades das ciências e a leniência da Justiça, no Brasil e no mundo, estão resignificando os movimentos antivacinas e dando munições a uma nova onda de fake news sobre teorias conspiratórias na pandemia de Covid-19.

A omissão de órgãos públicos e a desinformação na internet fortalecem o movimento antivacina e propagam teorias da conspiração sobre a Covid-19.

Esse cenário desacredita a ciência e coloca a saúde pública em risco.

Fatores de crescimento das fake news

Falta de punição: A lentidão da justiça em responsabilizar criadores de conteúdo falso incentiva novas mentiras.

Silêncio institucional: a ausência de respostas rápidas de autoridades abre espaço para boatos.

Redes digitais: plataformas amplificam discursos negacionistas sem o devido controle de qualidade.

Consequências para a saúde pública

Queda na imunização: a população perde a confiança em vacinas seguras.

Retorno de doenças: baixas coberturas vacinais facilitam o surto de microorganismos patogênicos já controlados.

Ceticismo científico: ataques constantes enfraquecem o trabalho de cientistas, professores, pesquisadores, tecnólogos e profissionais de saúde.

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Não se pode aceitar e relativizar como um direito à democracia da livre expressão que desinformadores midiáticos e oportunistas façam política antivacinal, prejudiquem o Sistema Único de Saúde brasileiro e coloquem a saúde pública do povo em risco.

*Marco Paulo Valeriano de Brito é enfermeiro-sanitarista, professor e gestor público.

Este artigo não representa obrigatoriamente a opinião do Viomundo.

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