Gerson Carneiro: Basta de violência contra a mulher!

Tempo de leitura: 2 min
Foto: EBC

Por Gerson Carneiro*

Todos os dias há casos e casos de mulheres assassinadas por homens covardes que não sustentam um NÃO. Cada caso mais horripilante, mais brutal, que o anterior.

Passei por um abrupto divórcio. Foi a coisa mais dura pela qual passei.

Imagina você entrar em um cartório, assinar um papel, e a partir dali, por decreto, ser obrigado a deixar de amar. Nem na morte da minha mãe e na morte do meu pai, eu sofri tanto.

Apesar de toda crueldade fática, eu não ofereci resistência. Não briguei, não discuti, não bati boca. Aceitei o fato, respeitei a decisão, e fui viver a dor e o luto.

Em momento algum cogitei violência.

Eu só pensava em ficar bem e sair daquele abismo.

É a primeira vez, em oito anos, que publicamente menciono essa minha intimidade.

E faço em razão da absurda explosão de feminicídios. Faço para dizer que homem de verdade suporta um NÃO de uma mulher, sem apelar para violência.

Quem mata mulher por não suportar um não, é burro e covarde.

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Sigo, íntegro.

Em tempo: Se você ou alguém que você conhece está passando por uma situação de violência, procure ajuda: Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) para orientação e denúncias. Em casos de emergência, ligue 190 para a Polícia Militar.

*Gerson Carneiro é leitor de Viomundo.

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Comentários

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Morvan

Boa tarde. Muito bom ler um repto à racionalidade, ´inda mais quando se lê de conhecido, como no caso do nosso compã de velha data, Gerson e demais.
Ora, nem precisaria falar sobre sua vida íntima, no caso, caso não o quisesse; todos temos nossos problemas, comezinhos que o sejam, mas, como falei, é um chamado à racionalidade. Não pertencemos a ninguém, não somos donos, idem. Além do velho «não é não e c´est fini».
Lembrando aos demais que essa onda de covardes assassinatos de mulheres não se deu de forma atemporal; ao contrário, coincide com a eleição de um certo capetão, golpista, misógino, covarde, brutal, e que promoveu verdadeiro derrame de armamentos na população civil, em nome de uma certa liberdade [de matar?]. O candidato incensado pela mídia hegemmônica cretina, fabricante de “libertários”, ou de otários, não necessariamente em ordem cronológica ou de elenco.
A gente tem uma longa viagem de volta até a civilização. Por ora, mulheres, homens, gente ainda com dois ou mais neurônios, denunciem. Digam não a toda forma de violência e quem ama, pode abdicar, deixar ir. Matar não é amor. É a negação de. Parem de matar, doentes!

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