Presidente do México: ”Vamos apoiar Cuba em tudo o que for necessário”; vídeos

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Sheinbaum: Vamos apoiar Cuba em tudo o que for necessário

Por teleSUR

A presidente mexicana Claudia Sheinbaum reafirmou na segunda-feira, 9 de fevereiro, o compromisso inabalável de sua nação com a soberania das nações, confirmando que a ajuda humanitária a Cuba continuará sendo enviada.

Em coletiva de imprensa como parte de seu pronunciamento matinal habitual, a presidente enfatizou que o povo mexicano sempre se caracterizou por sua fraternidade, assegurando que seu governo não pode ser indiferente às extremas dificuldades que a população cubana enfrenta atualmente.

A confirmação da continuidade da entrega de ajuda humanitária à ilha caribenha ocorre após o envio de dois navios do porto de Veracruz com auxílio humanitário neste domingo, 8 de fevereiro.

O navio Papaloapan transporta 536 toneladas de suprimentos alimentares essenciais, incluindo leite, produtos cárneos, biscoitos, feijão, arroz, atum, sardinha e óleo vegetal, além de itens de higiene pessoal.

Enquanto isso, o navio Isla Holbox carregou 277 toneladas de leite em pó. Espera-se que essa ajuda chegue à ilha na próxima quinta-feira.

O Ministério das Relações Exteriores informou que mais de 1.500 toneladas de leite em pó e feijão permanecem em armazéns do governo, aguardando embarque.

Sheinbaum explicou que a coordenação dessa ajuda foi supervisionada por Lázaro Cárdenas Batel, Chefe de Gabinete da Presidência, pelo embaixador cubano, Eugenio Martínez, e pelo Ministério das Relações Exteriores.

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, expressou sua profunda gratidão, destacando o carinho e o afeto histórico que unem as duas nações. O líder cubano valorizou o apoio do México em um momento em que as crescentes pressões externas ameaçam sufocar a economia da ilha.

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Díaz-Canel destacou que essa solidariedade surge em um contexto crítico de escassez, reafirmando que o apoio mexicano representa um alívio significativo para as famílias cubanas que resistem ao impacto das medidas coercitivas.

Sheinbaum também abordou a ordem executiva assinada em 29 de janeiro pelo presidente dos EUA, Donald Trump, que impôs tarifas adicionais sobre as importações de países fornecedores de petróleo para Cuba, uma ação que ela descreveu como injusta.

Na mesma data, Trump também declarou estado de emergência nacional devido a uma suposta ameaça cubana à segurança dos EUA.

Sheinbaum argumentou que essas políticas afetam diretamente o povo cubano, dificultando o funcionamento de serviços essenciais como hospitais e escolas.

Nesse sentido, a mandatária enfatizou sua discordância com a ideia de que a sociedade cubana seja prejudicada por divergências políticas.

“Os únicos que podem decidir como governam são os próprios cidadãos; isso é muito importante. Não se pode prejudicar o povo, mesmo que se discorde do governo; não se pode fazer um povo sofrer”, afirmou.

#ENVIDEO | La presidenta de México, Claudia Sheinbaum, aseguró que Cuba recibirá más ayuda humanitaria, expresando la injusta medida de Estados Unidos en imponer aranceles a los países que envíen o vendan petróleo al país caribeño. pic.twitter.com/Pd0H8Mhnje

— teleSUR TV (@teleSURtv) February 9, 2026

Sheinbaum enfatizou que o México está tomando ” todas as medidas diplomáticas para evitar a imposição de tarifas ao México por enviar petróleo para Cuba”, fazendo um apelo internacional.

As remessas de petróleo para Cuba estão atualmente suspensas. O governo cubano declarou que esse “bloqueio energético” visa sufocar a economia do país caribenho e tornar as condições de vida insuportáveis para sua população.

Sheinbaum acrescentou que o México estará sempre disposto a mediar entre Washington e Havana.

“Por meio do México, pode-se estabelecer uma comunicação entre os dois países para resolver essa situação o mais rápido possível”, afirmou, reafirmando os princípios da autodeterminação dos povos que norteiam a diplomacia mexicana.

A presidente afirmou que, embora as tensões no setor energético estejam sendo resolvidas, o fluxo de suprimentos alimentares e de apoio técnico não será interrompido.

Ela concluiu que a essência da política externa mexicana continuará sendo priorizar a cooperação e o bem-estar dos povos latino-americanos em detrimento das pressões hegemônicas.

Fonte: La Jornada

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