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O alerta de Mauro Santayana ao PT e ao PSDB: A arte de cevar urubus

08 de março de 2015 às 22h14

O panelaço em bairro de classe média de Belo Horizonte

Da Redação

O artigo caiu em nossas mãos depois de uma curiosa situação que vivemos na noite de domingo. Transitamos de um bairro pobre de São Paulo para um bairro de classe média durante o discurso de Dilma Rousseff no Dia Internacional da Mulher.

E o que não existia lá atrás, de repente, mostrou seu rosto, assim que ingressamos em Perdizes: panelas, buzinas, gritos e xingamentos.

Já em Higienópolis, o porteiro petista que ouviu a balbúrdia brincou conosco: “Hoje a caçarola do FHC deu perda total”.

Fiquem, pois, com a reflexão de Santayana, certamente escrita antes do panelaço, mas que cai muito bem neste momento:

O PT, O PSDB E A ARTE DE CEVAR OS URUBUS

por Mauro Santayana, no Jornal do Brasil, 06.03.2015, sugerido pelo Ivo Pugnaloni

Se houve um erro recorrente, que pode ser trágico em suas consequências, cometido pela geração  que participou da luta pela redemocratização do Brasil, foi permitir que a flor da liberdade e da democracia, germinada naqueles tempos memoráveis, fosse abandonada, à sua própria sorte, no coração do povo, relegada a segundo plano pela batalha, encarniçada e imediatista, das suas diferentes facções, pelo poder.

Perdeu-se a oportunidade — e nisso também devemos nos penitenciar — de aproveitar o impulso democrático, surgido da morte trágica de Tancredo Neves, para se inserir, no currículo escolar  de instituições públicas e privadas, obrigatoriamente, o ensino de noções de cidadania e de democracia, assim como o dos Direitos do Homem, estabelecidos na Carta das Nações Unidas, e esse tema poderia ter sido especificamente tratado na Constituição de 1988 e não o foi.

Não se tendo feito isso, naquele momento, a ascensão ao poder de um auto-exilado, o senhor Fernando Henrique Cardoso, poderia ter levado ao enfrentamento dessa mazela histórica, e, mais ainda, pelas mesmas e mais fortes razões, a questão deveria ter sido enfrentada quando da chegada ao poder de um líder sindical oriundo da camada menos favorecida da população, pronto a entender a  importância de dar a outras pessoas como ele, o acesso à formação política que lhe permitiu mudar a si mesmo, e tentar, de alguma forma, fazer o mesmo com o seu  país.

Em vários anos, nada foi feito, no entanto, nesse sentido.

Mesmo tratando-se de questão fundamental — a de explicar aos brasileiros para além das eventuais campanhas feitas pela Justiça Eleitoral a divisão e a atribuição dos Três Poderes da República, noções do funcionamento do Estado, dos direitos e deveres do cidadão, e de como se processa, por meio do voto, a participação da população — nunca houve, e tratamos do tema muitas vezes, nenhuma iniciativa desse tipo, mesmo que pudesse ter sido adotada, a qualquer momento, por qualquer administração municipal.

Pensou-se, erroneamente, que bastava voltar à eleição, pelo voto direto, do Presidente da República,  e redigir e promulgar um novo texto constitucional, para que se consolidasse a Democracia  no Brasil.

Na verdade, essas duas circunstâncias deveriam ter sido vistas apenas como o primeiro passo para uma mudança mais efetiva e profunda, que teria de ter começado por uma verdadeira educação cívica e política da população.

Imprimiu-se a Democracia em milhões de exemplares da Constituição da República, mas não nos corações e mentes da população brasileira.

De um povo que vinha, historicamente, de uma série de curtas experiências democráticas, entrecortadas por numerosos golpes, contra-golpes, de todo tipo; educado ao longo das duas décadas anteriores, dentro dos ritos e mitos de uma ditadura que precisava justificar, de forma peremptória, a derrubada de um governo democrático e nacionalista — ungido pelo plebiscito que deu vitória ao presidencialismo — com a desculpa do bovino anticomunismo da Guerra Fria, cego e ideologicamente manipulado a partir de uma potência estrangeira, os Estados Unidos.

À ausência de um programa de educação democrática para a população brasileira e da defesa da Democracia como parte integrante, permanente, necessária, no nível do Congresso e dos partidos, do discurso político nacional, somou-se, nos últimos tempos, a deletéria criminalização e judicialização da política, antes, depois e durante as campanhas eleitorais.

Assim como parece não perceber que a desestruturação da Petrobras, do BNDES, das grandes empresas de infra-estrutura, de outros bancos públicos, criará um efeito cascata que prejudicará toda a nação, legando-lhe uma vitória de Pirro,  caso venha a chegar ao poder em 2018, a oposição também não compreende, que ao incentivar ou se omitir, oficialmente, com relação a ataques à Democracia e aos apelos ao golpismo por parte de alguns segmentos da população, está dando um tiro pela culatra, que só  favorecerá uma terceira força, com relação à qual comete terrível engano, se acredita que tem a menor possibilidade de vir a controlar.

A mesma parcela do público radicalmente contrária ao Partido dos Trabalhadores, estende agora, paulatinamente, o processo de criminalização da política ao PSDB e a outros partidos contrários ao PT, e já há quem defenda, na internet, e nas redes sociais, a tese de que o país precisa livrar-se das duas legendas, e de que a saída só virá por meio do rápido  surgimento de outra alternativa política, ou de uma intervenção militar.

Bem intencionado na área social, na macroeconomia, em alguns momentos, e em áreas como as Relações Exteriores e a Defesa, e atuando quase sempre  sob pressão, o PT cometeu inúmeros erros — e não apenas de ordem política — nos últimos anos.

Deixar de investigar, com o mesmo rigor que vigora agora, certos episódios ocorridos nos oito anos anteriores à sua chegada ao poder, foi um deles.

Abrir a porta a páraquedistas que nada tinham a ver com os ideais de sua origem, atraídos pela perspectiva de poder, também foi um equívoco.

Como foi fechar os olhos para o fato de que alguns de seus militantes estavam caindo, paulatinamente, na tentação de se deixar seduzir e contaminar, também, pelas benesses e possibilidades decorrentes das vitórias nas urnas.

O maior de todos, no entanto, foi se omitir de responder, do começo, àqueles ataques mais espatafurdios, sem outra motivação do que a do ódio e do preconceito, que passou a receber desde que chegou à Presidência da República.

Ao adotar, de forma persistente, essa posição, o PT prestou um terrível, quase irreparável, desserviço à Democracia.

Em um país em que blogueiros são condenados a pagar indenizações por chamar alguém de sacripanta, a própria liturgia do cargo exige que um Presidente ou uma Presidente da República usem a força da Lei para coibir e exemplar quem os qualifica, pública e diuturnamente, na internet, de fdp, ladrão, bandido, assassina, terrorista, vaca, anta, prostituta, etc, etc, etc.

E tal liturgia exige que isso se faça desde a posse, não apenas para preservar a  autoridade máxima da República, que a ninguém pertence pessoalmente,  já que conferida foi pelo voto de milhões de brasileiros, mas, sobretudo, para defender a democracia em um país e uma região do mundo em que quase sempre esteve ameaçada.

Existe, é claro, a liberdade de expressão, e existem a calúnia, o ataque às instituições, ao Estado de Direito, à Constituição, que ameaçam a estabilidade do país e a paz social, e o governo que se furta a  defender tais pressupostos, nos quais se fundamentam Estado e Nação, deveria responsabilizar-se direta, senão criminalmente, por essa omissão.

Se Lula, Dilma, e outras lideranças não se defendem, nem mesmo quando acusadas de crimes como esquartejamento, o PT, como partido, faz o mesmo, e incorre no mesmo erro, ao omitir-se de ampla e coordenada defesa da democracia — e não apenas em proveito próprio — dentro e fora do ambiente virtual.

Em plena ascensão do discurso anticomunista e “anti-bolivariano” — o Brasil agora  é um país “comunista”, com 55 bilhões de reais de lucro para os bancos e 65 bilhões de dólares de Investimento Estrangeiro Direto no ano passado, e perigosos marxistas, como Katia Abreu, Guilherme Afif Domingos e Joaquim Levy no governo — sua militância insiste em se vestir de vermelho como o diabo, como adoram lembrar seus adversários, a cada vez que bota o pé na rua.

Isso, enquanto, estranhamente, abandona, ao mesmo tempo, o espaço de comentários dos grandes portais e redes sociais, lidos pela maioria dos internautas, a golpistas que se apropriam das cores da bandeira, agora até mesmo como slogan.

Ao fazer o que estão fazendo, o Governo, o PT e o PSDB, estão fortalecendo uma terceira força, e especializando-se na perigosa arte de cevar os urubus.

De que se alimenta a extrema direita?

Do ódio, da violência, do preconceito, da criminalização da política, da infiltração e do aparelhamento do estado, do divisionismo, da disseminação terrorista da calúnia, do boato e da desinformação.

No futuro, quando for estudado o curto período de 30 anos que nos separa da redemocratização, será possível ver com clareza — e isso cobrarão os patriotas pósteros, se ainda os houver, nesta Nação — como a hesitação, a imprevisibilidade, a aversão ao planejamento, a anemia partidária e a mais absoluta incompetência por parte da comunicação do PT, principalmente na enumeração e disseminação de dados irrefutáveis; e o irresponsável fomento ao anti-nacionalismo e à paulatina criminalização e judicialização da política, por parte, PSDB à frente, da oposição, conseguiram transformar o país libertário, uno e nacionalista, que emergiu da luta pela Democracia e que reunia milhões de pessoas nas ruas para defender esses ideais há 30 anos, em uma nação fascista, retrógrada, politicamente anacrônica, anti-nacional e conservadora, que reúne, agora, nas ruas, pessoas para atacar o Estado de Direito, a quebra das regras que o sustentam, e a interrupção do processo democrático.

Um país cada vez mais influenciado por uma direita “emergente” e boçal — abjeta e submissa ao estrangeiro e preconceituosa e arrogante com a maioria da população brasileira — estúpida, golpista e violenta, que está estendendo sua influência sobre setores da classe média e do lumpen proletariado, e crescendo, como câncer, na  estrutura de administração do estado, na área de segurança, nos meios religiosos, na mídia e na comunicação.

Destruiu-se a aliança entre burguesia nacionalista e trabalhadores, que conduziu o país à Campanha das Diretas e à eleição de Tancredo Neves como primeiro presidente civil, depois de 21 anos de interrupção do processo democrático.

Destruiu-se a articulação das organizações e setores mais importantes da sociedade civil, na defesa do país, do desenvolvimento e da democracia.

Destruiu-se, sobretudo, a esperança e o nacionalismo, que, hoje, só a muito custo persistem, no coração abnegado de patriotas que lutam, como quixotes aguerridos e impolutos, em pequenas organizações,  e, sobretudo, na internet, para evitar que a Nação naufrague, definitivamente, em meio à desinformação, ao escolho moral e à apatia suicida da atualidade; ao pesado bombardeio das forças que cobiçam, do exterior, nossas riquezas; e que o Brasil abandone e relegue, como quinto maior país do mundo em território e população, qualquer intenção que já tenha tido de ocupar, de forma altiva e soberana, o lugar que lhe cabe no concerto das Nações.

Quando se vêem brasileiros encaminhando pedidos à Casa Branca de intervenção na vida nacional, defendendo a  total privatização, desnacionalização e entrega de nossas maiores empresas, em troca, alegadamente, de comprar, como no país do Tio Sam,  por um real um litro de gasolina — se for por esta razão, por que não se mudam para a Venezuela, e vão abastecer seus carros em postos PDVSA, empresa 100% estatal, onde ela está custando 15 centavos ? —  tratando meios de comunicação estrangeiros e pseudo organizações de todo tipo sediadas na Europa e nos Estados Unidos como incontestáveis oráculos aos que se deve reverência e obediência absolutas, os inimigos do Brasil riem, e sua boca se enche de saliva, antecipando a divisão e o esgarçamento da nossa sociedade, e nossa entrega e capitulação aos seus ditames, com a definitiva colonização da nossa Pátria, e, sobretudo, da alma brasileira.

Pouco mais há a fazer — correndo o risco de sermos tachados mais uma vez de loucos, ridículos e senis, extintos, e sem mais lugar neste mundo, do que os répteis que outrora cruzavam as planícies de Pangea — do que pregar, como João Batista, no deserto, mastigando os gafanhotos do ódio e do sarcasmo.

É preciso reunir os democratas e os nacionalistas onde os houver, para evitar e se contrapor, de forma inteligente, coordenada, ao fortalecimento descontrolado, já quase inevitável, das forças antidemocráticas e anti-nacionais.

O governo e a oposição — ao menos a mais equilibrada — precisam parar de cevar as aves de rapina, que, dentro, e fora do país, anseiam e já antevêem nossa destruição, e o controle definitivo de nossa população e de nossas riquezas.

Quando acabarem, pelo natural esgotamento e imposição das circunstâncias, os equívocos, as concessões, os enganos, as omissões, as pequenas felonias, as traições à verdade, ao passado e ao futuro, de que se alimentarão os urubus?

PS do Viomundo: O PT e Dilma Rousseff só vão acordar domingo que vem. Será tarde?

Leia também:

Fernando Brito: Caruso e o pescoço de Dilma

 

22 Comentários escrever comentário »

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Mário SF Alves

09/03/2015 - 17h29

PS do Viomundo.: O PT e Dilma Rousseff só vão acordar domingo que vem. Será tarde?
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Olha, Azenha, e com o devido respeito, se assim fosse, se a presidenta Dilma e o PT estivessem desacordados, não seria esse tal domingo que faria qualquer diferença. Isto porque o tempo já teria passado há muito tempo, e já seria tarde demais muito antes do tal tenebroso domingo.

Ontem tivemos mais um exemplo do que é capaz essa elite v.t.n.c.. Assim como em 64, ela mais uma vez vem por intermédio de concessões públicas de rádio e TV transformando a classe média em classe absolutamente submissa; e, pior, paradoxal e a-historicamente, subversiva.

Em se tratando de Brasil, já não há a mais leve sombra de dúvida de que o poder hegemônico, tradicional e/ou lacaio dos EUA, não quer e jamais quis Democracia de verdade neste País. No máximo, no máximo, o que se permite é um arremedozinho de democracia; essa que temos até agora, a do direito de espernear. A mesma que bem antes do Lula nos legou a “Xuxa dos baixinhos”; A mesma que manteve intocado o “modus operandi” de um determinado meio de comunicação montado, empoderado e usado segundo interesses dos que nos impuseram a ditadura.

Dá pra livrar a cara dos políticos convencionais? De quais? De quantos? E por quê?

O texto do Sr. Mauro Santayana monta a equação – e pena que tal análise só possa ter sido elaborada e publicada agora, i. é., já no frigir dos ovos. Mas, convenhamos, é só mais uma entre tantas outras equações igualmente possíveis. Portanto…

____________________________
O problema é que na ausência de recursos, convicções, estratégias, táticas e determinação na construção da Democracia sempre prevalecerá entre nós o pragmatismo entreguista da grande maioria dos políticos eleitos pelo poder econômico através do povo [e não pelo povo].

E essa maioria, cuja consciência encontra-se mais do que nunca entorpecida pelo pragmatismo e/ou pela total ausência de escrúpulos, ora “oculta” sob o lema do “fora Dilma”, há sempre de preferir o que lhe é mais conveniente, tradicional e prático, ou seja: chafurdar na lama. Na lama do entreguismo pró-imperialista, do totalitarismo ou na lama da mais deslavada e eternamente intocável corrupção financeira.

É o PODER DE FATO. O mesmo que a exemplo de 1954 e 1964, mais uma vez se impõe totalitariamente ao nosso ainda tímido PODER DE DIREITO.

Lamentável. Parece que nesse quadrante do hemisfério a dialética inexiste. Vinte e um terríveis e vergonhosos anos de ditadura militar e nem assim. O que aprendemos? O que aprenderam? Não se aprendeu nada, nada. Nem com o vexatório crepúsculo político “O Corvo”, o igualmente golpista Carlos Lacerda.

Infelizmente.

No mais, entendo que já dissemos tudo o era constitucionalmente possível dizer. Daqui por diante tudo o que dissermos poderá [ou será?] usado contra nós.

Penso que a hora agora é a hora de José Martí. E para este, que aos 16 anos já havia sido condenado a trabalhos forçados por defender sua Pátria, circunstância nenhuma ou tempo algum, foi considerado demasiado tarde.

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Clerisnaldo Carvalho

09/03/2015 - 15h48

O texto do Mauro Santayana é belo….. a todos os lentes e aqueles que não perderam a capacidade de reflexão sobre o Brasil e mesmo o mundo segue a recomendação. Vale a pena e deve, inclusive ser instrumento de trabalho em sala de aula…. para potencializar a democracia e desenvolver as ideias de país, de povo, de nação….. Nacionalismo sem chauvinismo….Mãos à obra cidadão e aqueles que não não entregaram a horda fascista vigente e anti povo e antinação….

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abolicionista

09/03/2015 - 14h38

A direita descobriu uma forma de protestar sem sair do sofá.

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Kinnara

09/03/2015 - 11h35

Denise, para esclarecer melhor. Nem o benefício das viúvas e filhas de militares acho certo cortarem. Que seja modificado para quem entrar agora, não para quem já usufrui dele. Qto ao seguro-desemprego, o sistema anti-fraudes é bem eficiente. Se a pessoa for registrada enqto recebe o seguro, no próximo, a Previdência altera as parcelas. Hj em dia, quem não quer ser registrado? Vivi mto tempo em cidade turística. No que as pessoas vão trabalhar durante o ano, fora de temporada? Em Sorocaba, tem 5 ou 6 indústrias gigantes que movimentam a cidade e são useiras e vezeiras em demitir de 3 em 3 meses para não ter vinculo empregatício. A Justiça não faz nada. A Coca-Cola mandou agora um monte de gente embora, molecada lá da escola, aprendiz, que não vai receber seguro-desemprego. E pescador, qdo é proibido de pescar? Vai fazer o quê? Pense em uma cidade ribeirinha, que viva de turismo. E são muitas no Brasil. Nem bolsa-família vai sustentar a economia. Para mim, são exemplos do que estão somente nos números da Previdência. De qq forma, acho ótima a discordância, faz parte do debate. Até!

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O Mar da Silva

09/03/2015 - 09h02

Não sei se será tarde, mas que o PT não deve mudar nada, isso é certo. O partido ficou engessado, desfigurado. É só medo e rendição ao mercado. Rendeu-se ao PIG ao não enfrentá-lo. Vai sobrar a população que será hostilizada por não concordar com a bárbarie do dia 15.

Quantos não serão forçados a participar? Vão ser chamados de coniventes e coisas piores. Não há no governo ninguém para dizer que a manifestação é legal, mas golpe não.

Como disse o Mauro, o PT fingiu que não viu parte dos seus fazerem o mesmo que faziam os seus opositores. E pior: o PT não investigou nada do período do FHC. Medo de ser taxado de vingativo? Piada.

Agora, com a ajuda da mídia, o PSDB quer o levante da população. E para isso não pensa nas consequências.

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Mauro Assis

09/03/2015 - 08h28

É como eu digo: cupa do FHC!!!!

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Romanelli

09/03/2015 - 08h20

Eu rebateria este texto longo e chato com um dizendo sobre “a arte de domesticar POMBOS e conviver com cornos”
.
1o. se existe uma falta, é o brasileiro NÃO conhecer a Constituição, isso a ponto de se permitir o surgimento de todo tipo de CASUÍSMO como leis que fomentam o RACISMO e o SEXISMO, contrariando nosso 5o artigo.
.
2o. pode-se pensar o que quiser, mas aqui UM HOMEM não vale um VOTO ..veja a desproporção entre RR e SP por exemplo (3 senadores pra população 100 x diferentes) ..logo, como falarmos em democracia, inclusive com mandatos do STF nomeados e vitalícios até os 75 ? ..aqui, quando muito, verseja a política do deixa o povo ficar falando sozinho pra ter a sensação de que é ouvido e desopilar, só isso.
.
3o Citar THC, um GOLPISTA que se permitiu benefícios casuísticos como a reeleição, é sinal de que nos faltam figuras a altura duma verdadeira Nação democrática ..ou, falar do que tocou um projeto de privataria sem ter discutido previamente em campanha e com a seriedade, equilíbrio e profundidade que o tema merecia ? ..isso é uma vergonha.
.
4o Pulando LULA, que entre um bom 1o mandato e um 2o medíocre terminou em EMPATE, no zero a zero ..falo de DILMA ..esta sra, ex terrorista SIM, radical, traumatizada e cheia de complexo (basta ver seu governo “misandrino” que da na vista de qq um) digo que ela já no 1o mandato mentia quando no 1o mês aumentou a SELIC, o que não seria pecado se ela não tivesse dito que não o faria ..e no 2o mandato esta sendo isso, um PASSA moleque atrás do outro
.
Tirando ainda a administração CRIMINOSA que se valeu do artificialismo do cambio (que serviu tão bem aos interesses americanos e chineses) e das tarifas, incentivos localizados e combustíveis artificiais, que todos somados jogaram nossas contas internas e externas, assim como a industria, no lixo..

..reitero, ela foi OMISSA, imprevidente, INCOMPETENTE como Ministra da Energia, da Casa Civil, como membro e presidente do Conselho da Petrobrás num período em que a empresa explodiu projetos em US$ 50 bilhões (Okinawa, Pasadena, Ref, Abreu e Lima, Comperj, Gasoduto, associação com empresas fantasmas, superfaturamento com empreiteiras) ..convenhamos, falar que com tanta informação esta sra não percebia nada ? francamente, isso só diz que nunca administrou nem um quiosque, e pior..
.
..pior que como presidente que PREVARICOU SIM ao afastar os “diretores mal feitores” sem denunciá-los À Nação já em 2012 (segunda ela mesma e Graça disseram) ..e PIOR ainda, quando estourou o orçamento de 2014 saindo de um superavit primário para um recorde deficitário. Ali, houve CRIME DE RESPONSABILIDADE anistiado por um congresso formado por falsários. Fossemos mesmo uma democracia madura, ela teria sido convidada a se retirar quietinha pra cumprir uma pena merecida.
.
Agora, sobre este panelaço que só espanta POMBOS, desculpe, estes cidadãos estão defendendo o que julgam ser melhor pra eles.
.
Eu não tomo partido, não tomo simplesmente porque NÃO visualizo nenhuma alternativa ..meu pessimismo vai até aonde imagino que irá a minha vida, talvez com o BRASIL tomando jeito daqui uns 50 anos, pros meus bisnetos, no mínimo.

Responder

    Nelson Ribeiro

    09/03/2015 - 21h35

    Muito bem escrito. Parece escrito por um jornalista e não um administrador.

Liberal

09/03/2015 - 04h38

Os fascistas acusam o golpe!

Responder

    abolicionista

    09/03/2015 - 08h20

    Temer salvará a massa cheirosa!

Messias Franca de Macedo

09/03/2015 - 00h09

O PROCURADOR JANOT GURGEL! ENTENDA A LAMBANÇA!

(…)
Segundo a petição apresentada pela PGR, as investigações mostraram que havia uma organização criminosa complexa que atuava no esquema de corrupção na Petrobras. Essa estrutura era dividida basicamente em quatro núcleos:
(…)
Segundo Janot, grupos de políticos ligados a pelo menos três partidos (PP, PT e PMDB) agiam em associação criminosa.
(…)

FONTE: http://www.conjur.com.br/2015-mar-08/inquerito-nucleo-politico-lava-jato-nao-desemembrado

LÁ VEM O MATUTO PASMADO!

“Intonci”, o acusado DEMoTucano [Antônio] Anastasia “do [Aécio] ‘Never’” [do núcleo político] agia criminosamente descolado do núcleo administrativo?
Núcleo administrativo formado pelos funcionários indicados pelos partidos, segundo o próprio procurador Rodrigo Janot, “mais Janot Gurgel do que nunca”! RISOS
Ou seja, o tesoureiro João Vaccari do PT é quem era o (ir)responsável em repassar o espólio da ladroagem do “petrolão” para o afilhado do ‘Never’!
Somente rindo à beça!
O “ô candidato derrotado” [Aécio] ‘Never’ totalmente alheio às lambanças PT-núcleo Anastasia do PSDB!
Pausa para rir!

“O que fi-ze-ram com a pro-cu-do-ria ge-ral da re-pú-bli-ca do Bra-sil, do Brasil!”, “diria” o Gilmar Mendes!

RESCALDO: o golpe jurídico-midiático ainda ora em curso está transformando o Brasil num ‘hospirco’, um ‘mix’ de hospício e circo!

Perdão aos malucos!
Perdão aos palhaços!
E, respeitosa e preventivamente (sic), perdão às meretrizes!

Messias Franca de Macedo
Feira de Santana, Bahia
República desses “supremos” Bananas !

Responder

Kinnara

09/03/2015 - 00h06

Qto à pergunta do querido pessoal do Viomundo. Tanto PT qto Dilma Rousseff, infelizmente, não acordaram já na eleição. Acham que ganharam pelo marqueteiro. Não, não. Ganharam pq nós, eleitores comuns, de todas as classes, tivemos medo do mineiro carioca mexer em direitos trabalhistas e ações sociais, não pq púnhamos fé na presidenta ou em seu governo que está levando o Brasil diretamente para o buraco. Domingo é tarde demais.

Dois adendos. Sou de Sorocaba e trabalho com serviço voluntário em igreja. É muita gente, rica, pobre, mais ou menos, perdendo emprego e/ou ficando sem receber direito desde dezembro. Muitos mudando de cidade, muitos voltando a morar com pai/mãe/avós com a família toda. No meio disso tudo dengue alastrada, 7 a 12 horas de espera em hospital com o prefeito, do PSDB, que não faz puerra nenhuma dizendo que não recebe dinheiro do governo federal. É cenário de caos.

Segundo adendo. Trabalhei na eleição. O PT aqui tinha tanta certeza que iria ganhar que não fez nem campanha direito. Nem UPA já construída foi inaugurada. Foi aquela vergonha. Sequer um deputado estadual. Iara Bernardi, mulher fantástica, que defendeu acusados do mensalão e na campanha municipal aliou-se ao candidato do PMDB, com processo por ficha suja, não ganha nem para síndica de prédio mais. Foi limada pelo próprio pessoal de esquerda. E quem se alia a ela, perde tb, vide Hamilton Pereira, brilhante ex-deputado. Ou seja, PT dorme e é sono pesado. Para nossa tristeza.

Responder

Kinnara

08/03/2015 - 23h41

Votei em Dilma Rousseff. Para defender meus direitos, ou seja, direitos de trabalhadora assalariada, de um salário mínimo. É neles que ela quer mexer, não em lucros de banco, certo? Portanto, adiós. Estarei nos protestos. Nunca imaginei dizer –sequer pensar– que PMDB seria útil para alguma coisa. Será. Graças aos corruptos, com os quais a presidenta subiu ao palanque, e que agora estão com raivinha do governo, essas medidas –oxalá– não serão aprovadas. Que coisa mais absurda.

Responder

    Denise

    09/03/2015 - 00h33

    Caso você se refira ao salário desemprego, pergunto se você sabe o quanto a Previdência Social vem pagando para este benefício, que não é trabalhista, mas Previdenciário? Pergunto se conhece as inúmeras e constantes distorções cometidas por patrões e empregados, visando “se darem bem” a custa do dinheiro público? Caso não saiba são bilhões de reais para pseudo desempregados, pois uma das “maracutaias” é dar baixa na carteira, o sujeito passa a receber o seguro desemprego e o patrão o mantém, só que deixa de pagar os encargos previdenciários, os dois ganham ilicitamente e a Previdência Social sofre esta baixa de contribuições pagas por todos os trabalhadores. Criou-se um número imenso de recebedores de seguro desemprego em condições, no mínimo, suspeitas. As medidas visam administrar com mais rigor o uso do dinheiro públicos. Assim é o caso das pensões pagas a viúvas, viúvos de quem contribuía com uma única parcela, mas podia receber uma pensão por morte por 40 anos ou mais.

    Kinnara

    09/03/2015 - 11h19

    Denise, acho que pensamos diferente, talvez por vivências diferentes. Conheço muita gente aqui e nas várias cidades onde morei. Vi isso que vc citou em 3 lugares bem específicos. 1. Trabalhei em hospital militar em Brasília. São filhas de 50 anos, casadas, mas não no civil, com filhos e netos, recebendo o benefício, junto com ex-mulheres, que já formaram outra família, mas não no civil tb. Não vi Rousseff mexer nesse benefício específico. 2. Em Mairiporã, com a Máfia da Previdência, lembra? Trabalhei na casa da senhora acusada (fui faxineira, vendedora de roupa, da Avon de porta em porta, entendeu porque conheço tanta gente?); e, 3, aqui em Sorocaba, uma pessoa que fez isso com ajuda de um ex-vereador que foi cassado tb por participar de máfias. Teve até que mudar de bairro, de tanto ódio que os vizinhos ficaram. No meio no qual convivo, as viúvas que vc cita quase como parasitas da previdência social vivem com um salário mínimo, foram donas de casa ou empregadas domésticas/faxineiras sem registro (eu tb nunca fui registrada), cuidam dos netos e muitas vezes são cuidadoras dos parentes que ficam doentes pq os outros familiares precisam trabalhar ou olham crianças das redondezas (em favelas –ou comunidades– isso é muito comum). Noves fora a grande maioria trabalhar como voluntárias em igrejas (de qq religião, seja católica, protestante, pentecostal) ou centro espírita. Talvez, no meio em que vc conviva, ocorram mais fraudes, e vc tenha bem mais conhecimento que eu, por isso seu relato. Abraços cordiais.

Roberto de Souza

08/03/2015 - 23h32

Os bairros chiques de São Paulo (Higienópolis), e Rio de Janeiro (Copacabana e Leblon), fizeram panelaço no horário do pronunciamento da presidenta Dilma. A palavra mais suave que se ouviu foi, “fora, filha da puta”. Dinheiro não é educação, dinheiro não é respeito e nem mesmo cultura. Será que depois de bater as panelas os senhores da Casa Branca no Brasil ajudarão suas empregadas a lava-las? Certamente vivemos o período de mais ódio de classes de toda a nossa história, porque pela primeira vez a elite não consegue contornar suas perdas. Derrubaram a monarquia brasileira por ódio já que esta libertou os negros e pretendia distribuir terras improdutivas da Igreja, de senhores de cafés e do Estado para os libertos. Não deu tempo, a elite brasileira derrubou alegando que a democracia iria abrir portas para todos decidirem. Tentaram matar os negros de fome ao negar-lhes pão, emprego e terras. Se você, brasileiro assalariado que ganha até R$ 3.000,00 participou do panelaço (Não em Higienópolis, Leblon e Copacabana, mas em seu barraco), saiba que seu inimigo é a elite branca, racista e separatista e não a Dilma. Além do mais, com um salário deste, como você pode ser neoliberal? Isso sim é u escândalo, além de sua ignorância em meio a maior luta de classes de todos os tempos. Os ricos sabem porque e para quem estão lutando. Cabe a classe média e baixa se posicionarem também e como maioria absoluta (90% da nação brasileira), fincar pés, denunciar o golpismo, apoiar o governo trabalhista, apoiar a Reforma Política e derrubar os hipócritas religiosos envolvidos em corrupção, como Cunha e Renan, sejam de que partido e governo forem.

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Lucas

08/03/2015 - 23h26

engraçado ver a pequena parte da burguesia nacionalista que segue o PT dizendo que o nacionalismo acabou. Será que essa pessoal esteve no exterior desde 2013? Será que não vê que o nacionalismo é o carro chefe do discurso golpista, assim como o foi em 1964? O pior cego é aquele que não quer ver.

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    Roberto L.

    08/03/2015 - 23h59

    Nacionalismo é carro chefe? Desde quando entreguistas (tucanos) são nacionalistas? Desde quando gente pregar privatização da Petrobras é nacionalista? É justamente o oposto. Os entreguistas usam discurso anti-esquerda (ou “anticomunista”, como queiram) pra estigmatizar a esquerda e a mesma fica com esses pitis e faniquitos com o termo nacionalismo deixando o mesmo solto no ar que acabará sendo pego por alguém, mais à direita como Vargas acabou utilizando isso na ditadura dele. O PT e a esquerda só sobrevivem hoje se defender a questão nacional e não o oposto. O ódio da burguesia financista é justamente com o nacionalismo ou políticas nacionais de desenvolvimento (sempre foi). Bizarro eu ter que dizer isso quando a maioria da esquerda já deveria ter isso em mente.

Wagner Luiz

08/03/2015 - 23h12

Deviam ter preservado as panelas e batido na própria cabeça, o que daria mais eco.

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    Maria Aparecida

    09/03/2015 - 13h05

    kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!!!!!!!!!!!!!!

Arnaldo Costa

08/03/2015 - 23h00

Acredito que nosso problema foi que a transição para o regime democrático foi feita por aqueles que acreditavam na ditabranda e por oportunistas de plantão. Dessa forma, não passamos o Brasil realmente a limpo, o que possibilitou a continuidade de abutres e raposões demotucanos em nossa política com o que há de pior do jogo sujo, crimes e desmandos.

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Ozzy Gasosa

08/03/2015 - 22h59

Como moro em Vila de pessoas trabalhadoras, graças a Deus, e as pessoas são bem mais educadas que um bando de riquinhos, ou metidos a riquinhos, porque, tem muito safado falido, vivendo de aparência.
Não ouvi nada, não houve barulho algum e ponto final.
Isso que os idiotas mostram é um outro Brasil, o egoísta.

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