PATROCINE O VIOMUNDO

SOMOS 31.817 FAÇA PARTE !

Siron Nascimento: E a onda de violência no Rio?

publicado em 23 de novembro de 2010 às 20:00

Do leitor Siron Nascimento:

Azenha,

Acho que tá na hora de discutir segurança pública a fundo, tendo como palco o Rio de Janeiro, tão citado na campanha presidencial.

É preciso perguntar: UPP dá certo? só isso basta? sem inteligência se combate o crime, prende bandido e retira suas armas?

É necessário fazer um raio-x da política de segurança pública do Cabral. A UPP não é ocupação social. É ocupação militar. Não tem nenhum civil desempenhando qualquer função nas upps. Ia ter um concurso para assistente social, psicólogo, advogado etc para as UPPs e foi cancelado.

E os bandidos, para onde foram? E suas armas?

A maioria dos ataques vem sendo realizados no subúrbio ou em outras cidades da região metropolitana. Óbvio. O policiamento ostensivo nessas áreas diminuiu. Os bandidos e suas armas foram para lá. Mas só
que estão longe de sua clientela mais importante, a classe média zona sul carioca.

Vladimir Palmeira em seu site, fez uma bela e sintética análise.

Onde foram parar todos os criminosos?

Arrastões explodem o Rio. O Secretário de Segurança Pública diz que se trata da vingança de um grupo de criminosos. Bobagem. As ações de hoje são fruto da cegueira do governo do Estado, que imaginou que acabaria com o banditismo por convencimento.

Fomos dos primeiros a defender a ocupação social das favelas e bairros pobres. Mas sempre insistimos no papel da polícia civil para prender os bandidos antes de qualquer ocupação social. O governo do Estado
ocupou algumas poucas favelas, com resultados positivos em algumas, anunciou sua política pacificadora e dormiu em seus louros. Ora, os bandidos abandonaram as favelas das UPPs e foram para onde? Alguns
para a Baixada Fluminense e Baixada Gonçalina. Outros deslocaram suas atividades do tráfico para crimes de outro tipo. Assaltos, invasões de edifícios, arrastões como os que vemos agora.

Não devemos nos iludir com o aspecto espetacular dos últimos arrastões. Devemos sim saber que vieram para ficar. E existem bases locais para isso. O Secretário Beltrame disse que há que eliminar as bases de poder dos grupos criminosos. Verdade. Mas, no ritmo do governo Cabral, vamos ter de esperar mais quinhentos anos para que isto aconteça.

O Rio de Janeiro vai assistir uma fase de grande violência. Cabral perdeu um mandato inteiro. Vai ser difícil recuperar o tempo perdido, ainda mais com Copa do Mundo e Olimpíadas pela frente.

O governo precisa mudar de rumo. Precisa reorganizar a polícia civil. Precisa prender os bandidos. Precisa desmilitarizar sua política de segurança. Em tempo: a ocupação social das favelas e bairros pobres deveria ser dirigida por civis. A ocupação das comunidades pela polícia ameaça espalhar milícias pelo Rio. Estado e prefeituras deveriam se unir para designar um prefeitinho para cada área, que atuasse m conjunto com um pequeno conselho escolhido pelos moradores.

No mais, não são só as autoridades que sabem da importância da Copa e das Olimpíadas. Os bandidos deram seu recado. O governo vai fingir que não entendeu?

 

112 Comentários para “Siron Nascimento: E a onda de violência no Rio?”

  1. [...] pelo colega Luiz Carlos Azenha, no site Viomundo, havia destacado as limitações das UPPs (http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/siron-nascimento-e-a-onda-de-violencia-no-rio.html) por não terem um viés social. Escrevi à época do cancelamento das provas de seleção de [...]

  2. [...] Para ler o que o Siron escreveu naquela época, clique aqui.   [...]

    • qui, 28/06/2012 - 3:30
      Magda

      Siron, você estudou Comunicação na UERJ? Esteve em Nova Iguaçu na época da campanha de Lindenberg? Podemos manter contato?

  3. [...] go after being expelled by the installation of the UPPs? Siron Nascimento, cited by the blog Vi O Mundo (I Saw the World) [pt] responds: O governo do Estado ocupou algumas poucas favelas, com [...]

  4. [...] foram estes bandidos quando expulsos pela instalação das UPPs? Siron Nascimento, citado pelo blog Vi O Mundo, responde: O governo do Estado ocupou algumas poucas favelas, com resultados positivos em algumas, [...]

  5. qui, 25/11/2010 - 14:33
    Gustavo Pamplona

    Acabei de ver agora o Jornal Hoje na hora do almoço e praticamente o JH foi todo dedicado a violência do Rio.

    Ai eu pergunto:

    Será que a imprensa em especial o PIG não percebe que quanto mais ela noticia mais ela provoca o pânico na população?

    Outra coisa:

    Bandidos estão vendo os jornais também… e posso dizer que quanto mais se propagam as notícias mais eles adoram… É algo mais ou menos assim.

    "Hhahahahaha, Aê cambada!!! Estamos tocando o terror!!! Vamos tocar o terror!!!"

    • qui, 25/11/2010 - 18:01
      Lênin

      Sim, tudo ilusão da Globo!!
      Inclusive os tanques da Marinha!!
      Tudo ilusão da mídia facista e de extrema-direita!!!
      O Nem, traficante da rocinha, tem um grupamento com treinamento tático, mas formado por atores da globo!!
      É isso aí, vivemos em uma GRANDE MATRIX!!!!
      Vamos tomar pilula vermelha que o mundo fica mais bonitinho!!!

      • sex, 26/11/2010 - 18:06
        Ane

        É verdade Lênin. É que o Brasil se resume ao Rio de Janeiro, eu tinha me esquecido!
        Se tiver interesse: http://luizeduardosoares.blogspot.com/2010/11/cri

      • sex, 26/11/2010 - 20:00
        Lênin

        Aninha minha amiga, vc tem razão, o Brasil não se resume ao RIo.
        Daqui um mês tudo volta ao normal, vc , eu e todo mundo do blog estaremos debatendo outro assunto, argumentando se os PIGs exageram ou não (nem o blog lembra mais do caso das Ofensas xenofobas contra os nordestinos, um caso gravissímo).
        Mas acho que essa exposição do Rio é MUITO benefica, pois o brasileiro pode ter uma idéia do que pode acontencer com a sua cidade se votar em políticos omissos.
        Vc é de SP? Se for, fique preocupada, pois SP está caminhando para isto que vc viu (ou se recusa a ver) na TV. Concordas que Sp está seguindo o mesmo caminho? Não?
        Ok, então se eu te dizer que a periferia INTEIRA de SP é dominada pelo PCC?
        Se eu te disser que o batalhão de choque (incluindo a ROTA) está se armando até os dentes para combater o PCC, pois eles estão mais bem armados que os traficantes do Rio (aahh, vc sabia que o PCC fornece as armas para o CV??), vc acredita?
        Se eu te disser que a PM de minas comprou 2 CAVEIRÕES e em algumas favelas a PM está comçando a enfrentar dificuldades para entrar nelas, acreditas?
        COntinua….

      • sex, 26/11/2010 - 20:19
        Lênin

        COntinuação1….
        Se eu te disser que no Espiríto Santo o PCC é muito forte, dominando uma série de prisões, acreditas??
        Vc já viu os números da violência da Bahia, Rio Grande do Sul, Paraná e nos outros estados??
        Quer uma coisa mais especifica?
        Em SP a seccional centro (delegacia central do centro de SP) recebe mais de 1 MILHÃO (Dou a fonte) pos mês de propina de pirataria, dando cobertura para um MONTE de mafioso chinês que se reunem, aos domingos, em famoso restaurante na liberdade (dou o nome se quisere,,rsrs).
        Vc conhece o DEIC ou o DENARC? Vá atrás das notícias sobre eles, principalmente sobre CORRUPÇÃO.
        Bem, depois que eu te disse tudo isso, vc provavelmente dirá: "Viu só, o Brasil não se resume só ao RJ!!"
        Então, mas sabe tudo que eu descrevi de SP, MG, RGS,PR, BA e dos outros estados? Tudo isso aconteceu com um estado que hoje está sitiado, RJ!!!
        Vamos falar especificamente?
        cONTINUÇÃO….

      • sex, 26/11/2010 - 20:30
        Lênin

        COntinuação2…
        Nos anos 90, houve um aumento vertiginoso de sequestros no RJ, sendo que os maiores responsaveis eram os políciais da Divisão Anti-Sequestro da PCRJ (Em SP e em outros estados isso também já aconteceu e ainda ACONTECE)!!!
        A Narcoticos do RJ fez e ainda faz escoltas de drogas do CV para entrar nas favelas (isso também está acontecendo nos outros estados).
        EM Sp está ocorrendo algo gravissímo e novo, MILÍCIAS!!!
        A Zona Norte e Zona Leste são marcadas por PM que tomaram bocas de traficantes e matam inocentes por dinheiro (onde isso acontece? RJ).
        Continua…

      • sex, 26/11/2010 - 20:33
        Lênin

        COntinuação4…
        O que eu quero dizer é que o Brasil está caminhando para ser um RJ!!!
        SP está quase lá, os outros estados idem.
        Por isso, ach fundamental essa divulgação do RIo, assim podemos refletir como a violência no Brasil está absurda!
        E melhor, votar conscientemente, para evitar que os outros estados não se transformem no RJ!
        TEM QUE ASSUSTAR O BRASIL INTEIRO SIM, POIS, SEM A DIVULGAÇÃO, NÃO HÁ COBRANÇA. E SEM COBRANÇA, VAMOS NOS TRANSFORMAR NO MÉXICO!!!!!
        Abraços e tudo de bom!!!

  6. qui, 25/11/2010 - 13:32
    José Olavo

    Gostei da entrevista que saiu no site do Terra Magazine, hoje. É bem objetivo, não é político e aborda a questão com muitoa clareza. Vcs. podem ler no site do Terra Magazine:
    http://terramagazine.terra.com.br/

  7. qui, 25/11/2010 - 11:16
    Siron

    Não podemos cair em algumas armadilhas cartesianas cristãs e nos restringirmos ao certo e errado, bom e ruim. Aprendemos que a vida não é assim. Aquilo que é certo não é impassível de erros e críticas e nem muito menos quem critica algo que vem dando certo quer o seu fim. As UPPs tem os seues méritos, porém a política de Segurança do estado do Rio não pode se resumir a isso. É pouco, não resolve e só espalha terror para a população, principalmente os mais pobres.

    Aliás, a gente aqui podia parar com este tipo de argumento falso elitista. É ó olhar o mapinha de distribuição destes crimes e verá que quem tá mais sofrendo, entrando em pânico e, às vezes, até morrendo é TRABALHADOR!

  8. qui, 25/11/2010 - 11:15
    Siron

    A direita já está pedindo policiamento ostensivo, exército nas ruas etc. Talvez, se os ataques continuarem e a polícia fluminense não consiga dar jeito, vai ter que topar mesmo. Mas isso vai resolver momentaneamente os ataques. O policiamento ostensivo evita crimes, ou seja, o bandido já possui todas as condições para praticá-lo e o policiamento evita na véspera, quando dá certo. Já o trabalho investigativo previne, desarticula a cadeia criminosa, desde o aliciamento à obtenção de armas, prende não somente quem compra a arma como aquele que vende, prende os cabeças. Este é o que combate crime organizado com eficácia e eficiência.

  9. qui, 25/11/2010 - 11:15
    Siron

    Entretanto, é preciso analisar bem aquele pouco que conseguimos ver. Pois bem, qual o perfil das pessoas presas? Todos desempenham funções similares aos esticas, pouco armados, não tem nenhum poder de decisão nos grupos a que pertencem, obedecem ordens e a ordem geral – ao que parece das duas principais facções, ADA e CV – é atear fogo e provocar pânico. Até agora apreendeu menos de 40 armas, com todo efetivo policial nas ruas, uma verdadeira força-tarefa e prenderam menos de 30 pessoas. O que nisso desarticula o crime organizado?

  10. qui, 25/11/2010 - 11:14
    Paulo Roberto

    Nenhuma ação contra o crime será efetiva enquanto não se combater a corrupção nas polícias e nos poderes. Enquanto existirem bandidos infiltrados nas instituições, disfarçados de gente do bem, será como enxugar gelo. Os verdadeiros comandantes do crime organizado não estão nos morros e nem trocam tiro com a polícia…

    • qui, 25/11/2010 - 11:53
      Marcelo de Matos

      Então não se combate a corrupção na polícia e nos órgãos públicos? Onde você obteve essa informação? O blog do Fernando Rodrigues informa que: "De janeiro de 2003 a outubro de 2010, foram expulsos do serviço público federal 2.802 funcionários, segundo relatório da Controladoria-Geral da União (CGU)." O combate à corrupção na polícia e demais órgãos públicos deve continuar. Isso não impede o combate ao tráfico e à guerrilha urbana por ele promovida. As duas batalhas têm de seguir paralelamente. Não se pode usar um fato para negar outro. Existe, sim, corrupção na polícia e outros órgãos públicos. Isso não impede, porém, que se continue a combater o tráfico e seus aliados.

  11. qui, 25/11/2010 - 11:00
    Marcelo de Matos

    Alguns comentaristas estão tentando regionalizar o problema da segurança pública, que é nacional, para criticar Cabral e, por tabela, o governo federal. Walter Fanganiello Maierovitch, um dos maiores especialistas no assunto, diz: “Não existem políticas ou planos de segurança pública que consigam dar tranquilidade social quando os líderes de organizações criminosas continuam a dar ordens de presídios e cadeias, que são recebidas pelos operadores criminais das bases. Em São Paulo, o Primeiro Comando da Capital (PCC) já deixou o governo de joelhos e a população abandonou os postos de trabalho para se refugiar nos domicílios. Os ataques do PCC obedeceram a ordens saídas dos presídios e desmoralizaram a política de segurança pública do governador Geraldo Alckmin”. Vide http://maierovitch.blog.terra.com.br/2010/11/24/v… Quando o assunto for segurança, penso que a blogosfera deve ouvir o que tem a dizer o Dr. Fanganiello.

  12. qui, 25/11/2010 - 10:46
    Siron

    Em um debate ontem promovido pelo Ibase, Tião Viana reconheceu que as UPPs são muito boas para as 11 comunidades em que se instalaram. Segundo ele, é maravilhoso não acordoa com barulho de tiro na sua porta, porém no Rio de Janeiro existem 1026 favelas. As milícias já devem estar dominando quase metade. A outra parte está na mão de traficantes, com excessão daquelas onze. Acreditamos mesmo que vamos ocupar todas as comunidades, inclusive a das milícias, com enfrentamento e policiamento ostensivo. Teremos que fazer um plantio monocultor e extensivo de PMs!!!!

    Não é desta maneira que combateremos o crime, no nível em que chegou no Rio de Janeiro. Os bandidos sabem que o Rio é a bola da vez internacional por conta dos eventos da próxima década e estão fazendo a sua disputa, querendo algum acordo, como aquele feito para o Pan… Também acredito que não devemos retroceder na resposta a estas provocações.

  13. qui, 25/11/2010 - 10:16
    Fernando

    Em editorial em seu telejornal local, a Rede Record exigiu a derrubada do governador Sérgio Cabral.

    Foi no programa ´´RJ no ar“, por volta de 8h20.

  14. qui, 25/11/2010 - 0:07
    Rafael, BHte

    O q vem sendo feito pelas autoridades é o correto,a letargia e a omissão (de anos, e de governos e povo!) deixaram o câncer tomar conta e ainda querem q a solução seja light, francamente, isso já é coisa de alienado! é preciso sim é usar a guarda nacional e as forças armadas para aumentar a fiscalização nas ruas e sufocar, cortar a 'circulação sanguinea' desses ratos q ao q parece já estão em dificuldade para se esconder, quanto amis homens for possível colocar em ronda pela cidade menor será a possibilidade de ataque. Como deixaram eles dominarem por anos obvio q acabar com eles vai ter um custo alto e violento mas não há outro jeito. Espero q o governador se digne a pedir ajuda ao governo federal e não fique com essa babaquice de querer fazer tudo sozinho bancando o herói para depois se candidatar a presidente. E creio q todos devem apoiar as autoridades nesse momento pq essa pode ser a útima oportunidade do Rio de um dia voltar a normalidade

  15. qua, 24/11/2010 - 21:43
    Diogo Coelho

    Independentemente das últimas ações espetaculares dos bandidos, com a queima de carros e ônibus, que podem ser uma ação orquestrada em represália às UPPs, o fato é que a sensação de isnegurança no Rio vem aumentando nos últimos tempos. É verdade que os assaltos e arrastões não começaram outro dia no, mas nos últimos meses aumentam os relatos de amigos que foram vítimas ou presenciaram essas ações, com bandidos fortemente armados. O noticiário também tem registrado isso (e não me venham com essa de ação do PIG contra o Cabral! O Globo é super complacente com nosso governador). Isso é consequência óbvia e previsível de uma política de segurança que expulsa os traficantes de determinadas favelas, mas não apreende uma arma, não estoura um paiol do tráfico. Porque a inteligência da polícia não funciona, não há concatenação das ações, não há investimento nesse que é o principal setor em qualquer polícia séria no mundo. Soldados do tráfico desempregados e fortemente armados vão fazer o quê? Vão ser tocados pela luz do divino espírito santo, devolver as armas pro estado e entrar na fila de emprego pra peão na construção civil? Ou vão mudar sua atividade e ir pra rua assaltar? E não me venham com esse papo de que isso é coisa de classe média com medo de os bandidos descerem o morro. Grande parte das vítimas dos bandidos são trabalhadores pobres. Ou não são os trabalhadores a maioria das pessoas que circulam nas vias públicas?
    Agora, a Polícia resolveu responder às ações espetaculares dos bandidos nos útlimos dias. Não sei quantas favelas invadidas, mais de uma dezena de pessoas mortas (inclusive uma menina de 14 anos na Penha, que estava em sua casa, no computador) e quantas armas apreendidas? Meia dúzia! Que coisa espeacular, não? Com que apoio de serviço de inteligência essas ações foram organizadas, para conseguir um resultado tão pífio (a não ser que queiramos medir o sucesso da ação policial pelo número de pessoas mortas)?
    É disso que se trata. É calro que é ótimo expulsar o tráfico de algumas favelas e seus moradores poderem circular livremente em sua comunidade. Mas fazer isso sem desmontar as quadrilhas e desarmar os bandidos é empurrar o problema para baixo do tapete. Nesse caso, o tapete são as outras centenas de comunidades pobres do estado, e o asfalto. E para desmontar quadrilha e desarmar bandido, só com investimento pesado em inteligência policial. As ações espetaculares da PM e sua tropa de elite servem mais para os filmes recordistas de bilheteria do que para garantir níveis civilizados de segurança para a população.

    • qua, 24/11/2010 - 22:50
      Lênin

      Assino embaixo o que vc escreveu!!!

    • qui, 25/11/2010 - 10:05
      Paulo Roberto

      A tudo isso que vc disse deve ser somado o combate à corrupção que existe nas polícias, principalmente a civil e a militar. Sem que os bandidos disfarçados de autoridade sejam extirpados das instituições nada terá efeito. Os verdadeiros responsáveis pelo crime não estão nos morros. Lá a gente só encontra os soldados, os comandantes estão bem protegidos entre seus pares infiltrados nos poderes da república e nas altas rodas sociais…

    • qui, 25/11/2010 - 10:28
      Marcelo de Matos

      “a inteligência da polícia não funciona, não há concatenação das ações, não há investimento nesse que é o principal setor em qualquer polícia séria no mundo”. Isso é mais ou menos o que disse hoje um repórter policial da Record. Não concordo com esse discurso por que: a inteligência da polícia funciona; há concatenação entre as polícias; há grande investimento no setor. O tráfico tem logrado êxito por que: utiliza menores para colocar fogo em veículos; obedece a comando vindo dos presídios de segurança máxima; recebe armamento pesado vindo do exterior. Por que recebem ordens vindas de presídios? Porque nossa Constituição permite a “ampla defesa”: o traficante pode receber advogado e ter com ele conversa indevassável. E quando o causídico, como aquele do Bruno, também é viciado em droga? Não pode aliar-se ao traficante? E por que recebem armas modernas vindas do exterior? Por que os fabricantes de armas transformaram o Brasil, tal como o Afeganistão e alguns países árabes, em campo de prova e consumo de armas. Aí está a caca.

  16. qua, 24/11/2010 - 21:01
    Lênin

    Querem ajudar o povo e a polícia do rio?
    Fiquem de olho nesta lista (mais fácil se vcs forem do rio): http://www.procurados.org.br/
    Especificamente esse, que é considerado um dos bandidos mais perigosos do país (e um dos organizadores dos ataques de agora): http://www.procurados.org.br/fcantonio.htm
    AJUDEM O RIO, O RIO É BONITO DEMAIS PARA FICAR NESTA SITUAÇÃO.
    Disque Denúncia!! 2253-1177

  17. qua, 24/11/2010 - 20:59
    Ricardo Carvalho

    Daí o deslocamento das atividades para outros crimes que não o tráfico. Resultado colateral que deve ser levado em conta quando se discute a descriminalização – que é como o combate ao tráfico, só que o impacto nas contas do traficante seriam de maior monta, pois ninguém deixaria de cultivar sua própria maconha em casa para subir o morro para comprar. Além do mais, mesmo quem opte por não plantar, teria uma oferta infinitamente maior com a ausência do risco da proibição. Tem uma grande teia sócio-econômica que se nutre do tráfico. Suas reações devem estar previstas em qualquer planejamento que se preze.

  18. qua, 24/11/2010 - 20:58
    Ricardo Carvalho

    "Outros deslocaram suas atividades do tráfico para crimes de outro tipo." Perfeito. Só hoje, vi na TV, a polícia prendeu no seu arrastão 1 tonelada de maconha. Digamos que na visão do traficante seja algo em torno de 1 milhão de dólares isso seja interpretado como "queda no faturamento". Com toda estrutura que o crime semi-organizado (o top em organização está bem melhor instalado) demanda (advogados, administradores financeiros, "aviões, "mulas", etc) esse rombo no orçamento terá que ser suprido.

  19. qua, 24/11/2010 - 20:03
    Taques

    Correto o artigo do leitor Siron.

    Acrescento: a UPP é um embuste do marqueteiro demagogo, o "governador" Cabral.

    O Rio parece amaldiçoado politicamente, o fundo do poço carioca tem alçapão, sempre dá pra descer um pouquinho mais.

    É incrível como este estado ainda está de pé depois de aguentar Brizola, Benedita, Garotinho, Garotinha e agora o Cabral. É muita gente ruim …

    O reflexo tá aí.

    Vexames à vista com a copa e as olimpíadas.

    Pra finalizar: lugar de bandido é na cadeia, viu Cabral ???

  20. qua, 24/11/2010 - 19:52
    Remindo Sauim

    O problema do Rio é a população pobre do Rio se sujeitar a viver naquelas favelas, amontoados e com pouca estrutura. O Rio teria que achar áreas melhores para esta população sofrida viver? Um dia isto estoura e o povão vai a forra tanto contra os bandidos como contra os mocinhos da polícia e do governo.

    • qua, 24/11/2010 - 21:51
      Maria

      A favela não é o problema . O problema real é acha que é necessário enfrentar a favela, usando força militar, ao invés de pensar projetos sociais de inclusão, projetos para acabar com a pobreza, falta saúde e afins. Só pra marcar posição o mocinho está longe de ser a polícia, tão pouco o estado, pois ambos agem como agentes de repressão ajudando cada vez mais a marginalizar aqueles que já vivem em situação difícil.

  21. qua, 24/11/2010 - 17:16
    Maria de Souza rocha

    Eu, não sou especialista em nada, sou mãe e avó, Amo o RIO, e acho que deviam além de tudo que tentam fazer, tinha que colocar em cada esquina um OUTDOR dizendo: Não usem Drogas, pois assim voce não financia o crime!. Se as pessoas não consumissem, não tinha comércio. Daí… se quiser eu dou de graça a minha parede.

    • qua, 24/11/2010 - 19:34
      Marcos C. Campos

      Comece colocando os outdoors dentro da Globo e de outras grandes empresas pois são os ricos e os artistas que mais consomem cocaína. O povão não tem dinheiro, em geral, para pagar o custo da droga que mais financia os traficantes. Crack e maconha não dão lucro é só pra garantir os futuros viciados.

      O dia que prenderem uns artistas ai sim talvez comece a diminuir o consumo.

      • qua, 24/11/2010 - 21:37
        gabriel

        o problema não é o usuário, mas a proibição do consumo.

        se as upps fossem um programa de segurança pública e não só de policiamento as coisas não estariam como estão.

        segurança pública é garantias de direitos. e isso envolve não só policiamento, mas tb acesso a educação, a saúde, a lazer e a emprego e renda.

        a legalização do consumo e do comércio, em especial da maconha, claro que de forma controlada e tutelada sob a ótica da redução de danos, geraria postos de trabalho e renda. e muitos que vivem do crime poderiam viver de forma honesta.

      • qui, 25/11/2010 - 11:11
        Ubiratan Rosa Passos

        Acertou no alvo, Marcos!

  22. As coisas não mudam da noite para o dia. Sugestão de texto: http://fanfraria.wordpress.com/2010/11/24/o-bicho

  23. Essa conversa de que "é preciso prender os bandidos" é cortina de fumaça. O que é preciso é combater o crime.

    Qual é a diferença? É uma diferença de visão entre esquerda e direita.

    Maluf passou décadas dizendo, com aquela voz anasalada:
    - No meu governo, os bandidos iam para a cadeia. Eu ponho a ROTA (1) na rua para prender os bandidos.

    Zé Bolinha de Papel e os seus pares vivem dizendo que vão aumentar a segurança aumentando o número de policiais "nas ruas".

    A questão é que a direita nos tenta passar a visão de que a sociedade é perfeita e que os bandidos são uma espécie de alienígenas que sentem prazer em cometer roubos e assassinatos. Os filmes estadunidenses nos impingem "ad nauseum" essa ótica. Os quadrinhos também. Por que os irmãos Metralha são bandidos? Porque são malvados por natureza, segundo a lógica dos gibis.

    Ou seja, a sociedade é uma engrenagem maravilhosa e linda, com cada cidadão feliz e contente, seja ele rico, pobre ou miserável. Então, uns sujeitos desajustados e malvados resolvem atrapalhar tudo, entrando numa vida de crimes. Temos que matá-los ou prendê-los, e seremos felizes para sempre.

    Assim, basta chamar o Capitão Nascimento e matar os bandidos. Os que não forem mortos, que sejam trancafiados e que se jogue a chave fora.

    A parte que está faltando dessa história é que o crime é produto da sociedade capitalista, já doente nessa fase de decadência imperialista. Assim:

    * O bandido suborna o policial;

    * O adolescente de classe média alta – aquele mesmo que espanca homossexuais – compra maconha, cocaína e ecstasy dos traficantes;

    * O pobre se presta a ser "mula" ou trabalhar na produção de drogas por não ver outra perspectiva;

    * Alguns juízes são ligados aos grandes criminosos, que não estão nas favelas, mas no Leblon e em Higienópolis, em suas mansões. Estes, por sua vez, são os chefes dos chefes que moram nas favelas.

    A solução passa por:

    * Dar uma vida digna aos policiais. Eles não podem usar botas com sola furada, como uma reportagem mostrou anos atrás;

    * Intensificar as políticas sociais, que dão perspectiva aos que não tinham perspectiva;

    * Fazer obras de infraestrutura nas comunidades carentes, impedindo que as favelas sejam um Estado paralelo. Isso está sendo feito no Rio, mas de modo muito embrionário;

    * Aumentar os efetivos da Polícia Civil, que vai atrás dos grandes criminosos, dos peixes grandes. Nesses episódios de violência no Rio, há um cérebro por trás. De quem? Prender os peixes pequenos ajuda, sim, mas pegar os grandes traficantes – que não moram na favela, repito – é fundamental.

    O governador Cabral tem feito algumas coisas boas, como as obras do PAC nas favelas e as UPPs. Mas faltou material humano de qualidade. Muitos policiais, infelizmente, devido aos salários baixíssimos, se deixam levar pela tentação de ganhar dinheiro fazendo parte de milícias ou se vendendo ao tráfico. Por que Cabral não preparou esse material humano antes?

    Além disso, Cabral – e todos os governadores – não ataca a questão central: quem são os cabeças? Em quais bairros "nobres" eles moram?

    E, por fim, uma questão FUNDAMENTAL: é preciso descriminalizar as drogas. E, por favor, nada de falsos moralismos. Cigarro é droga pesada e está legalizado. Álcool é droga pesada e está legalizado. Cafeína é droga pesada – é da família dos alcalóides – e está legalizada. Toma-se cafezinho em qualquer barzinho de esquina, nas barbas da polícia!! Aliás, até eles consomem essa droga pesada!

    Sou contra o uso de drogas, inclusive as legalizadas. Mas sou contra a criminalização das drogas. Acho que seria muito melhor que as drogas hoje ilegais fossem produzidas regularmente como as drogas já legalizadas. E que a sociedade seja informada e discuta os efeitos ruins dessas drogas.

    Mas essa legalização demorará muito, pois os traficantes são contra, a polícia é contra, os juízes são contra e os políticos são contra.

    Continuaremos seguindo assim: as drogas são consumidas, geram dinheiro, que financia armas, as quais geram violência.

    (1) ROTA – polícia ostensiva e violenta que atuou em São Paulo nas décadas de 80 e 90.

  24. qua, 24/11/2010 - 16:17
    Tunico

    Aí é que está o problema Siron, os bandidos darem o recado e a polícia recuar, os bandidos se sentirem onipotentes e tudo volta ao que era antes, tudo o que o crime organizado quer é gente que pensa como voce. Penso que a estratégia está correta, os traficantes deixando o morro e indo para o asfalto dificulta as ações deles porque estarão mais expostos, ao contrário do morro que é território mapaeado por eles. É claro que a classe média alta e os ricos preferem os bandidos no morro. junto com os pobres indefesos e subjugados pelo crime. O sacrífício tem de ser de todos.

    • qui, 25/11/2010 - 9:57
      Siron

      Tunico, n~çao estou dizendo para recuar pelos ataques provocativos dos traficantes. O que digo é só com enfrentamento, policiamento ostensivo ou ocupação de comunidades não se combate crime organizado. A polícia precisa agir com inteligência e apreender ARMA. O maior problema do Brasil (do México, da Colômbia) é que aqui os traficantes possuem arma! Não se estoura um paiol, não se pareende um arsenal do tráfico. Porque, primeiro, as armas não devem ficar todas no mesmo lugar; segundo, a polícia não age com uma teia de informantes, não se infiltra, não investioga como chega a arma e a droga.

      Não pensemos só no imediato. Não temos contingente policial para botar uma patrulha a cada cinco quadras. Nem suficiente para uma UPP em cada uma das 1026 comunidades do Rio de Janeiro. É preciso chegar ao cerne, ao busílis que certamente não é aquele que ateia fogo em carro e ônibus… Combater só isso é enxugar gelo.

  25. qua, 24/11/2010 - 16:11
    Hildermes Medeiros

    Vladimir que me desculpe, mas não dá para deixar de ver que o fato de o Comando Vermelho-CV e Amigos dos Amigos-ADA terem se unido e esquecido suas divergências significa muito mais que tenham se enfraquecido do que qualquer outra coisa. Discutir e querer criticar se a ocupação de favelas para implantação das UPPs deveria ser militar ou civil é um pouco de má vontade, ou má-fé mesmo, porque ambas dependem de muitos recursos nem todos já disponíveis, especialmente os recrusos humanos, que precisam ser recrutados e treinados, o que leva tempo, e a alternativa seria esperar que o tráfico continuasse dominando territórios, que não tem mais cabimento. Uma coisa está certa: a ocupação militar apenas não pode se estender por muito tempo por causa da corrupção que pode vir acontecer. Agora, está claro que os bandidos estão partindo para o tudo ou nada, porque estão perdendo o filé mingnon de seus negócios, e tendem a perder mais, com sérios riscos de terem de se localizar longe, quando o acesso aos seus pontos tradicionais de venda fique quase que inviabilizado, mesmo que passassem a atuar com carros blindados tipo caveirão, sendo que as áreas onde possam fincar bases só podem compensar parte diminuta das perdas. Por mais que os meios de comunicação só alardeiem a ação dos bandidos e os atos de desrespeito a tudo que seja civilizado que os mesmos praticam, não dão a mínima para os esforços da polícia, seus feitos mesmo na difícil empreitada que enfrentam, com certo êxito, diga-se de passagem, vê melhorias na segurança de vários bairros, que se reflete principalmente na valorização de imóveis. Sei não: será os recursos do PRONASCI e do governo estadual não irão dar suporte, também, a ações sociais, durante o período em que a operação militar estiver esgotando sua atuação, que certamente levará tempo, implantando serviços, melhorando a urbanização dessas áreas, fazendo os investimentos cujos recursos permitam serem executados? Assim como a mídia, estão querendo fazer uso político dessa fase conflituosa, porque passa o combate ao tráfico no Rio de Janeiro. Não demora e a verdade há de se impor.

    • qua, 24/11/2010 - 16:53
      Lênin

      Cara, vc disse MUITAS verdades, concordo com muita coisa que vc escreveu.__Mas, te faço uma pergunta: Como a polícia conseguiu inplantar as UPP's, na cidade de Deus, onde um caveirão quase foi DESTRUIDO à tiros por uma metralhadora que derruba helicopteros, e no morro dos macacos, onde um helicopeto da PM foi abatido??
      Será que foi esquema, como o Gabeira falou?
      Ou hipnose?
      Qual o verdadeiro proposito das UPP's? Pesquisem as ordens que os PM's das UPP's estão recebendo do governo e vcs verão o verdadeiro proposito das UPP's.
      Mas, concordo com vc, só ocupação não basta, falta o estado ingressar nas comunidades com outros serviços (educação, lazer e etc).

  26. qua, 24/11/2010 - 16:06
    Klaus

    Nunca entendi esta ocupação de favelas. A PM ocupa a favela e os bandidos passam a fazer o que, já que ninguém é preso?

  27. QUE UM DIA AS CHARGES SOBRE O RIO VOLTEM A RETRATAR AS PRAIAS, AS PAISAGENS, AS BELAS MULHERES E TUDO O QUE HÁ DE BOM NA CIDADE MARAVILHOSA. http://desatualidadescronicas.blogspot.com/2010/1

  28. qua, 24/11/2010 - 15:27
    Flávio

    Bobagens.
    Os bandidos querem justamente isso: satanizar Cabral e o Beltrame.
    Não é hora de amolecer.

  29. Este é um debate recorrente e uma dívida de um processo de transição para a democracia construído conjuntamente com os personagens que avalizaram a ditadura e, naturalmente, a tortura praticada por POLICIAIS. Assim quando nós referimos à favela é necessário clareza na sua definição atual, particularmente no absurdo conceito de territorialidade colocado em cheque por um estado paralelo ou um dito paraíso fiscal.
    A UPP desarmou o tráfico, mas seus rendimentos locais permaneceram intactos e retorno natural do comércio de drogas, por exemplo no Leme já ocorreu. Os alugueis continuam sendo a principal fonte de receita de estranhos proprietários informais, com poder para definir ampliações de reservatórios de água, sem nenhum controle ou programa social estabelecido. É invejável em uma favela pequena, cercada por áreas militares, que um grande proprietário fature entre R$ 60mil e R$ 100mil, livre de impostos. Uma cálculo na Rocinha assustará ainda mais o honesto ou palhaço contribuinte.
    No Leme os investimentos superam a racionalidade, embora pudesse ser o protótipo de um verdadeiro projeto de formalização, inclusão, urbanização e integração social, se a UPP tivesse um projeto claro e objetivo de intervenção cidadã.
    O que ocorre no Rio é um movimento natural do tráfico (drogas, armas, órgãos humanos, pessoas, etc.) sobre seus negócios. A pirataria e o contrabando começa a sentir o peso da concorrência dos produtos chineses. E, em outra vertente, as milícias se formalizam e iniciam a concorrência com as empresas de segurança. Coloque tudo isto no liquidificador, sem esquecer dos eternos presidentes do COB e da CBF e veja o teor de malignidade do vírus gerado.
    Ou mergulhamos no assunto da territorialidade objetiva ou trabalharemos soluções superficiais e avalizadoras de uma bolha urbana de proporções catastróficas.

  30. qua, 24/11/2010 - 14:35
    Fernando

    Acho muito curioso ler e ouvir gente que se diz de esquerda defendendo o genocídio de ´´traficantes“, que nada mais são que jovens negros brasileiros famintos e descalços.

  31. qua, 24/11/2010 - 13:40
    Dinha

    Estão querendo tirar a Copa do Rio e as Olimpíadas tb, isso é fato. Do jeito que a globo tá mostrando parece que a cidade está sitiada e todo mundo deitado debaixo da mesa.

    • qua, 24/11/2010 - 14:42
      Lênin

      A cidade está sitiada!
      Vc mora no Rio?
      Não é todo dia que se queimam carros em via pública, super movimentada, e metralham carro militar.
      Vai me dizer que arrastões 24 horas por dia é algo normal?

      • qua, 24/11/2010 - 17:51
        Felipe

        (ironia mode on) É tudo culpa da imprensa, como sempre (ironia mode off)

      • qua, 24/11/2010 - 18:33
        Jairo_Beraldo

        Incrível como não sabem interpretar um texto…ele disse COMO A GLOBO ESTÀ MOSTRANDO, cara pálida!

      • qua, 24/11/2010 - 20:44
        Lênin

        Rsrsrs, calma, eu entendi o texto.
        Mas estou dizendo que a cidade está sitiada mesmo!!
        É normal 7 mil alunos não terem aula (em outros estados não é normal alunos não terem aula por conta de troca de tiro)?
        É ou não é sítio?
        Vai na favela ver se as pessoas não ficam de baixo da mesa em trocas de tiros.
        Caramba, será que vivemos em outro país e não percebos o que está acontecendo no Rio?

      • qua, 24/11/2010 - 20:59
        Lênin

        Querem ajudar o povo e a polícia do rio?
        Fique de olho nesta lista (mais fácil se vcs forem do rio): http://www.procurados.org.br/
        Especificamente esse, que é considerado um dos bandidos mais perigosos do país: http://www.procurados.org.br/fcantonio.htm
        AJUDEM O RIO, O RIO É BONITO DEMAIS PARA FICAR NESTA SITUAÇÃO.
        Disque Denúncia!! 2253-1177

      • qua, 24/11/2010 - 21:42
        Lênin

        Olha só as invenções da Globo (todas filmadas no Projac!!):
        http://www.youtube.com/watch?v=OHDtUNr4xSo&fe
        Comentários: O policial no chão é o Fábio Assunção, o policial lá do fundo é o Tarcisio Meira, Aquele atirando pelo portão é o Cauã Reymond, a pessoa que está sendo carregada pelos atores é o Seu Jorge e dirigindo a viatura Priscila Fantin.
        http://www.youtube.com/watch?v=zPCoK3cKiCY&fe
        Comentários: Esse então, uma beleza!!! Somente efeitos especiais(cinema norte-americano), inclusive a simulação dos policiais que morreram carbonizados (só invenção da globo!!).
        http://www.youtube.com/watch?v=VFmrcCRpaO0
        Comentários: Neste vídeo o policial que fala com o reporter é interpretado pelo Lima Duarte, o reporter é Tony Ramos e dirigindo a viatura Glória Menezes.
        COntinua…

      • qua, 24/11/2010 - 21:54
        Lênin

        Continuação1…
        http://www.youtube.com/watch?v=N_TeUPJCXt8&fe
        Comentários: Esse só mostra o excelente preparo físico dos atores da globo!!! O de cima é Bruno Glagliasso e o de baixo é o Francisco Cuoco (Franciscão tá bem!!!).
        http://www.youtube.com/watch?v=MrCSJHsIJt0&fe
        Comentários: Mais uma vez, que atuação!!! Lima Duarte, Tony Ramos, Priscilla Fantin, Fábio Assunção e etc.
        Viu só, tudo invenção da Globo!!
        Cara, não interpretei mal o texto não, só vejo que a realidade está PIOR que a globo mostra.
        Quer ajudar? Fica de olho na lista de procurados que eu passei e avisa a polícia se vc ver alguém, fechado?
        Vamos ser cidadãos!!
        Abraços e tudo de bom!!

  32. qua, 24/11/2010 - 13:32
    Marcelo

    Imaginem 500 anos de exploração e, pobreza e injusttiças sociais, isto é o Brasil.
    Matar a fome vem primeiro, segundo vem ensinar trabalhar com a educação, depois vem upps e todas as outras medidas que coibam a marginalidade gestada por tantos anos no país.

  33. qua, 24/11/2010 - 13:22
    catia do canto

    Pois eu acho que essa reação violenta dos traficantes, é pq perderam o poder nas favelas, graças às políticas de segurança pública. Mas não apenas poder, mas dinheiro. Tráfico de drogas é um negócio como qualquer outro, porém um negócio criminoso. Em sendo crime, as medidas para retomar o bom negócio, a voltar a ter clientes, a ganhar dinheiro, é agir criminosamente. Nesse caso, com o terror, para deixar a população desesperada e desestabilizar o governo. Desestabiliando o governo, entra, em seu lugar, os velhos conhecidos que permitiam a bandidagem seguir solta, que, nestes momentos, ganham holofotes, enganam os incautos e só tem interesse com o próprio umbigo. Como o problema estrutural da segurança pública é antiga, a resposta republicana ao terror anda muitos e muitos passos atrás. Como barbarizar nas favelas está difícil e não tem o mesmo efeito retumbante, a estratégia dos bandidos é a de barbarizar no asfalto, porque, ali sim, repercute politicamente. Além de "punir" os antigos consumidores, que ousaram parar de consumir drogas.

  34. qua, 24/11/2010 - 12:43
    Marduk

    E tudo isso começou por culpa do Brizola!

  35. qua, 24/11/2010 - 12:36
    edv

    O PIG, incluindo a Globo (organização paulista fundada no Rio), quando transforma incêndio de ônibus em arrastão, publica fotos do passado, denuncia que há 600 kg de dinamite "à deriva" para ser explodido sabe-se lá onde, está fazendo TERRORISMO midiático, espalhando pânico OrsonWelliano.
    Perguntem-se: nesta "guerra civil", quantas pessoas morreram ou ficaram feridas (a menos de alguns bandidos em reações policiais)?! O crime existe, lógico, mas está sendo seriamente combatido.
    Enquanto isso, em SP, centro logístico nacional de distribuição e exportação de drogas, continua proibido nas redacões (por ex.) falar o nome "daquela facção"…
    Não é um a questão de ser verdade, mas de "qual verdade" o PIG quer colocar na agenda em destaque.
    Como fez nas eleições…e continuará fazendo: seja na política, no esporte, nas artes e eventos, no crime…

    • qua, 24/11/2010 - 15:05
      Lênin

      Cara, vc conhece quantos PMs ou Políciais civis do Rio?
      Vc já conversou com algum?
      Pelo jeito não, pois está achado que o rio está uma beleza!
      Se vc conversar, vai perceber que a situação está PIOR que os PIG'S divulgam (te dou fontes se vc quiser).
      Aliás, o PIG ficou do lado do Cabral a eleição inteira.
      No meio da eleição estava acontecendo uma GUERRA sangrenta entre o CV e o Terceiro Comando no morro dos manguinhos, e isso só foi divulgado ao fim da eleição do cabral!!
      Por que será?
      Outra coisa, vá atrás de como está a situação dos PMs nas UPP's, bem como as ORDENS que eles tem.
      Mas pesquise fora dos PIGs.
      Depois me conta o que vc achou.

  36. qua, 24/11/2010 - 12:04
    Fernando

    Continua tudo igual a antes.

    Mas antes se dizia que era violento, hoje tentam vender a ideia que está pacificado.

  37. qua, 24/11/2010 - 11:55
    Edmilson

    Acho que há uma grande dose de preconceito em muitas das críticas feitas às UPPs. Parece que há muita gente que considera normal comunidades com milhares de habitantes viverem sob o permanente jugo de traficantes sanguinários fortemente armados, mas acha que é inadmissível ficar sob o risco potencial de alguém botar fogo no seu automóvel.
    A recuperação do território pelo Estado não significa apenas uma vitória parcial da polícia sobre os traficantes, mas também representa o fechamento da "fábrica de marginais" que funcionava em tais locais, onde o "chefe do morro", com suas armas, poder, roupas de marca e mulheres bonitas, era um verdadeiro ídolo para os jovens e adolescentes do lugar, que tinham assim um forte estímulo para ingressar no banditismo.

  38. qua, 24/11/2010 - 10:31
    Wander Ferreira

    Estou começando a achar que a única "solução" possível é a ELIMINAÇÃO pura e simples de TODOS os traficantes. Eu defendo os DIREITOS HUMANOS de quem é HUMANO.
    Estou certo que se houver união entre todas as policias, essa guerra contra o poder armado dos traficantes será vencida.

  39. qua, 24/11/2010 - 9:46
    Marcelo de Matos

    A ocupação dos morros deve ser civil e não militar? Esse é o fulcro da questão? A culpa é do Cabral? Aquele que errou o caminho das Índias e descobriu nossa terra? Vamos falar sério: o Brasil continua a ser o quintal das multinacionais, embora tenha se tornado a 9ª economia do mundo. Os fabricantes de armas descarregam seus estoques nos países vizinhos, como Bolívia, Paraguai, Suriname, e eles, juntamente com as drogas, vêm parar aqui. Os colegas de minha filha que foi fazer um curso na Espanha queriam saber por que os traficantes derrubam helicóptero da polícia. É que lá não há o comércio de armas e drogas que existe aqui. Os traficantes municiam os bandidos que estão constituindo um poder paralelo, como as FARC. No interior de São Paulo ou do Pará grupos de 15 meliantes armados de fuzis atacam condomínios. Não é roubo: isso não está previsto no Código Penal. É guerra. Só uma ação diplomática poderá mudar o rumo desse confronto. O Brasil tem de chegar os vizinhos na parede e exigir uma ação conjunta contra o tráfico de armas e drogas. O resto é lero-lero.

  40. qua, 24/11/2010 - 9:23
    edson fachin

    bom dia.
    pau no Cabral,e o governo federal onde fica nessa? porque até agora nenhum governante fderal se importou com a violência, não importa de qual partido,e de quem está ou foi governo?
    Á, ja escutaram noticias de violencia de Curitiba,Poa…. como diz um comentario, Já está tudo dominado, até quando?????

    • qua, 24/11/2010 - 16:03
      Lênin

      Cara, vc está certissímo!!!!
      Curitiba também está um caos!!
      E eles confiam em quem para reverter essa situação?
      A assasina RONE, sangrenta como a ROTA, BOPE e ROTAM.
      E em SP? Alguém aqui já foi para cidade Tiradentes?
      E os esquemas do DEIC e DENARC com o PCC?
      E os esquemas dos PMs da Maré para emprestar caveirão para o Terceiro Comando?
      E o RGS, a brigada está carcumida de PM violento e corrupto.
      Tirando que o estado está com a violência batendo no teto.

  41. qua, 24/11/2010 - 7:45
    ana cruz

    Os problemas no Rio de Janeiro são super dimensionados pelo PiG, enquanto em São Paulo do PSDB se faz questão de esconder as inúmeras mazelas do distinto publico. O Rio é sempre visto com uma lupa de aumento. Os criminosos estão insatisfeitos porque estão perdendo para as UPPs. Isto é fato. Os atos terroristas são provas cabais de que as UPPs incomodam o trafico. E o ocupação militar foi suficiente para desestabilizar o trafico. É um bom começo. Até as UPPs os traficantes reinavam no Rio. Agora é partir para o proximo passo, e ocupar com serviços sociais as favelas para fechar o caixão do trafico. A classe media e rica do Rio poderiam dar uma contribuiçãozinha a a sociedade carioca diminuindo o consumo da droga. Os viciados são também responsaveis pela reação violenta dos traficantes a perda do poder.

  42. qua, 24/11/2010 - 3:33
    Paulo Roberto

    Enquanto não prenderem os bandidos infiltrados na política, no judiciário, nos altos comandos e que tais, será como enxugar gelo. A corrupção é a raiz de todos os males da sociedade.

  43. qua, 24/11/2010 - 1:09
    ratusnatus

    O linguista Noam Chomsky elaborou a lista das “10 Estratégias de Manipulação”através da mídia.

    1. A estratégia da distração. O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração, que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundação de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir que o público se interesse pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado; sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja com outros animais (citação do texto “Armas silenciosas para guerras tranquilas”).

  44. qua, 24/11/2010 - 0:59
    Mauro Abdon Gabriel

    A UPP é política progressista. A esquerda tem é que atacar outras áreas do Governo, onde Cabral repete os incompetentes e corruptos governos anteriores, mas lutar contra retrocessos na segurança pública, não se associando à gritaria histérica de parcela da classe média, nem com a gasolina que a Globo coloca na crise, como sempre, aliás. Certamente iríamos perder as eleições na Capital em 2012 e muito provavelmente o Governo em 2014, mas estaríamos cumprindo o papel de oposição e voltando a ser alternativa de poder no Estado. Hoje, salvo o minúsculo PSOL, a oposição a Cabral é de direita, a mais conservadora e preconceituosa que existe no Brasil, provavelmente superando a direita paulista.

  45. qua, 24/11/2010 - 0:59
    Mauro Abdon Gabriel

    Mas que na área vital (inclusive eleitoralmente) da segurança pública ele deixa a esquerda sem discurso, deixa. Assim, toda força as UPPs e que a esquerda tenha coragem de defender isso. Defender UPP não é aderir, necessariamente, apesar de o PT do Rio, despolitizado e fisiológico, estar, em sua maioria, de joelhos e em busca de uma boquinha, com exceção do Vladimir (um mero fantasma do que já foi), do Lindberg e do Molon, apesar destes dois últimos serem adversários renhidos atualmente. Só um poderá liderar uma oposição de centro-esquerda.

  46. qua, 24/11/2010 - 0:57
    Mauro Abdon Gabriel

    Não quero comparar Lula com Cabral, longe disso. As mazelas do Rio continuam em outras áreas. O transporte público, por exemplo, continua o caos, comandado pelos mesmos bandidos de sempre, os donos das empresas de ônibus, agora ao lado dos concessionários do metro e da Supervia, campeões de esculhambação. A Secretaria de Transportes está entregue a uma figura do calibre de Julio Lopes, dono de escola, que deve entender tanto de transporte quanto o Wagner Montes entende de direitos humanos.

  47. qua, 24/11/2010 - 0:56
    Mauro Abdon Gabriel

    Cabral deixou a esquerda que não quer aderir sem discurso nessa área, que é fundamental em qualquer eleição no Rio. Por isso acho o texto do Vladimir esquizofrênico e oportunista. Cabral colocou (por indicação do governo federal) um tira honesto, e que conhece de planejamento, na secretaria de segurança. Sou um defensor incondicional das UPPs. E sua implantação necessariamente é lenta. Não há pessoal e nem grana para maior rapidez. Vladimir sabe disso. Não se trata de ocupação militar, mas de policiamento constante nessas áreas. E como seria uma ocupação civil sem, primeiro, expulsar os homens armados que estavam nas favelas? Vladimir não diz.
    Acaciano dizer que não é perfeito, que muita coisa há a ser feita, assim como é bobagem acreditar que não haveria reação dos criminosos, como as que estamos assistindo. E pela organização dos ataques, em pontos chaves, eu não me espantaria se houvesse policiais envolvidos nos crimes, aliás apostaria nisso. Mas ninguém no governo vai admitir isso, ao menos não agora.

  48. qua, 24/11/2010 - 0:54
    Mauro Abdon Gabriel

    O Siron eu não conheço, mas parece um pouco aquele cara que está sempre insatisfeito com tudo, típico de um certo tipo de morador do Rio, especialmente de classe média. Apesar de o sujeito criticar a zona sul, parece-se muito com a classe média daquelas bandas e da Tijuca.
    Já o texto do Vladimir Palmeira mostra como Cabral fez no Rio coisa parecida que Lula fez no plano federal, só que invertendo o espectro ideológico. Lula, com sua gestão responsável do Estado, deixou a direita sem discurso, especialmente porque obteve resultados melhores em termos de dívida pública, inflação, juros, comércio exterior. Cabral sabia que a segurança pública era vital para seu projeto político e que não adiantava seguir o caminho de Chagas Freitas, dos Garotinhos, de Moreira Franco e Marcelo Alencar, de pacto com a banda podre da polícia. Também não adiantava o belo discurso, mas a falta de planejamento e visão do governo Brizola, que via a segurança pública como coisa da direita.

    • qua, 24/11/2010 - 10:09
      Siron nascimento

      Olha, Mauro, eu não acho que o único problema do governo Cabral seja a segurança pública. Vejo ouitros também, mas a política de segurança pública de Cabral vem ganhando uma certa blindagem. Ninguém pode criticar como se não houvesse defeitos e estes não tivessem consequencias. Bem, eu discordo.

      As UPPs são uma ótima iniciativa. E os problemas que agora ocorrem não podem nos levar a besteira de acabar com a política de ocupação. O que acredito é que não basta ocupar um morro ou uma comunidade e não prender os bandidos que aterrorizavam o local e as armas que o empoderam. Assim, eles vão para outro lugar, armados e insatisfeitos por terem sido expulsos da galinha de ovos de ouro. A consequencia são ataques de afronta ao governo, este responde e a vítima é uma só, o cidadão.

      • qua, 24/11/2010 - 10:10
        Siron

        Por exemplo, os "investigadores" já sabiam destes ataques. E o que fizeram?

        Crime organizado se combate com inteligência, e não somente com força. Na verdade a política de segurança de Cabral tem um objetivo claro: afastar os criminosos para longe das instalações da Copa e das Olimpíadas.

        E para terminar, sou iguaçuano de nascença, moro atualmente no grajaú e não sou um insatisfeito compulsório. Tenho plena fé na humanidade e na sua capacidade de transformação pelo fim da exploração do homem pelo homem.

      • qua, 24/11/2010 - 13:47
        Mauro Abdon Gabriel

        Siron, o problema dessa histeria que estamos assistindo é jogar fora a bacia com o bebê. Em termos restritos da segurança pública, as UPPs são coisa muito boa, sim, como você mesmo reconhece. Agora, de nada adianta UPP, no médio e longo prazos, sem melhoria de renda, de emprego etc. E isso está acontecendo. Então, vejo que o Rio, pela primeira, tem uma política certa para a segurança, que é ajudada pelas condições gerais do País. Temos que defendê-la, portanto. Todas as estatísticas dos crimes estão caindo e conheço pessoas de ONGs sérias, que trabalham nas favelas, que atestam a queda brusca da arrregimentação de garotos novos para a criminalidade nos últimos anos, derivado, principalmente, da melhoria da renda, mas também do fim do "glamour" do tráfico, que hoje é também extremamente violento com os moradores.

      • qua, 24/11/2010 - 13:52
        Mauro Abdon Gabriel

        E eu não tenho dúvida alguma, Siron, que tem policial envolvido nesses ataques. Marcinho VP, de um presídio nos quintos dos infernos? Ora, faça-me o favor. O Governo só não pode admitir isso, ainda, se é que vai fazê-lo algum dia. Mas a organização dos ataques e até a carta fajuta distribuída, e irresponsavelmente divulgada por certos jornalistas policiais, mostra um nível de discernimento muito acima da capacidade dos traficantes sociopatas mortos de fome que dominam algumas favelas.

  49. qua, 24/11/2010 - 0:48
    Mário de Oliveira

    Embora toda a mídia esteja engajada na hipótese dos ataques serem obra dos traficantes, tenho escutado recorrentemente que os ataques provavelmente seriam determinados pela máfia do jogo dos caça-níqueis que tem sido combatida aqui no RJ.

  50. qua, 24/11/2010 - 0:43
    Mário de Oliveira

    Publicado no PHA:
    Uma análise da violência no Rio. Antes que a Globo destrua o Rio
    Por isso, para refletir sobre a violência do Rio, uma respeitável instituição britânica – e tinha que ser estrangeira ! -, a BBC, entrevistou pesquisador da UERJ.
    Amigo navegante, cuidado com a Globo: ela emburrece.
    Sociólogo vê alarme exagerado com arrastões no Rio de Janeiro
    Júlia Dias Carneiro
    Da BBC Brasil no Rio de Janeiro
    Ignacio Cano diz que não há uma contabilidade oficial de arrastões
    Apesar dos arrastões registrados no Rio no fim de semana e nesta segunda-feira, o sociólogo Ignácio Cano diz que ainda é cedo para falar em uma “onda” de crimes do tipo.
    Pesquisador do Laboratório de Análise da Violência da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), ele prefere se ater às taxas oficiais de violência – que indicam queda na incidência de roubos nos últimos anos.
    Veja mais em: http://www.conversaafiada.com.br/pig/2010/11/23/u

  51. qua, 24/11/2010 - 0:22
    Xandão

    Calma, pessoal. Sou carioca, moro no Rio e não tem nada desse terror que estão difundindo. O Rio está normal. Houve alguns casos isolados essa semana, mas como o Rio é a caixa de ressonância do Brasil ganha uma dimensão enorme. O projeto de segurança está certo. Os números de homicídios e roubos a carro, por exemplo, caíram vertiginosamente de 2 anos para cá. Claro que traficante nenhum quer perder o posto de dono de território, e claro que eles, mais cedo ou mais tarde iriam retaliar. E acho que a falta crônica de policiais (déficit de 20 mil, segundo o próprio governo) atrapalha no controle desses atos. Mas, repito, o Rio é uma cidade mais segura do que há 2 anos. Isso é pânico de classe média exaltada.

    • qua, 24/11/2010 - 13:58
      Tania

      Xandão mora no Leblon. Lá tá normal mesmo. Eu passo três vezes por semana de carro pela Leopoldo Bulhões, e ontem teria sido um desses dias. Teria, porque engarrafou tudo desde o começo da Avenida Brasil e foi impossível chegar ao trabalho. A faxineira da minha vizinha mora na Mandela 2, onde se concentrou o tiroteio de ontem. Como sai às cinco da manhã de casa, já estava no trabalho quando a coisa piorou. E ficou em pânico ligando para celulares de vizinhos para saber se os filhos estavam bem, se conseguiram ir e vir da escola. Enfim… se a gente considerar as áreas de favela onde rolaram os confrontos como não fazendo parte do Rio, o Rio está normal. Se considerarmos como parte da cidade, a coisa está feia. E, neste caso, o risco de quem mora lá é o de perder a vida e não um carro incendiado que o seguro paga.

  52. qua, 24/11/2010 - 0:13
    Lênin

    Só uma pergunta, como a polícia fez para tirar os traficantes das favelas, sem dar um único tiro para implantar as UPP's?? Sendo que na cidade de Deus, à um ano e meio atrás, um caveirão da PM quase foi destruido em uma emboscada feita por traficantes. E a última a ser pacificada, a do morro dos macacos, o helicoptero da PM foi abatido no ano passado.
    Eu tenho algumas sugestões do que pode ter acontecido, me acompanhem:
    -Será que o Sérgio Cabral ameçou os traficantes com o Cap, Nascimento?
    -Será que o Beltrame utilizou uma nova técnica de Hipnose nos traficantes?
    -Será que o Sérgio Cabral, o Flautista de Hamelin carioca, tocou lindas canções que atrairam os traficantes para fora das comunidades?
    -Ou será que foi aquilo que o Gabeira falou: "Esquemão!!!"
    Só que pelo jeito o Cabral não cumpriu a parte dele e os caras estão putos.
    Fora Cabral safado, candidato de bicheiro e máfia dos combústiveis.

    • qua, 24/11/2010 - 4:36
      Lênin

      Ninguém fica com uma pulga atrás da orelha?
      E o aluguel dos caveirões do batalhão da Maré para os traficantes do Terceiro Comando?
      Não ví ninguém mais falar neste fato.
      E o traficante Nem, chefe da Rocinha, que até a imprensa sabe a rotina do cara, não é preso?
      Sei não, esse mato tem cachorro.

  53. Tem que seguir o modelo paulista. Combina com a facção criminosa. A imprensa não pode falar PCC. Em troca ganha exclusivas com as autoridades paulistas A "facção" continua controlando os negócios do presídio e não pode matar. Evitem o máximo: isso é péssimo para os negócios. Todos saem ganhando, eles faturam, o governo tucano comemora a diminuição dos homicídios, vários programas policiais tem suas exclusivas, a Globo pode descer o cacete no Rio, poupar São Paulo e o governo tucano de críticas. Ah, quase me esqueci: a população paulista, essa perde.

    • qua, 24/11/2010 - 3:40
      Lênin

      Cara, pode ter certeza, a redução de homicídios não foi esquema.
      O PSDB é burro demais para arquitetar algo assim (principalmente o Serra).
      O PCC parou de matar na periferia pq já está tudo dominado!!
      Matar quem, o vento?
      Agora só dá para matar o tempo.

  54. Pelo o que o texto mostra, parece até que não existiam assaltos e crimes no asfalto antes das UPPs. O autor está certo ao dizer q o Eestado erra ao se deitar nos louros dos benefícios imediatos destas, mas há investimentos sendo feitos nas comunidades. Será que ele n˜ao viu como está a Rocinha? Ou o Dona Marta? Se o crime mudou sua estratégia, vamos atacar as novas modalidades. o que não dá é ficar com esse discurso de que a UPP está errada. Há dois anos não se mata ninguém no Dona Marta. Isso deve ter algum valor, ou não?

  55. ter, 23/11/2010 - 23:00
    Lucas Cardoso

    Eu moro em Niterói e ouço isso o tempo todo. O que o escritor do artigo está fazendo é o clássico "As UPPs não resolvem o crime, só expulsam os criminosos das favelas cariocas, e eles vão para o asfalto e pra Niterói/São Gonçalo". Geralmente, o que essas pessoas estão reclamando não é do crime, que não aumentou (vem caindo bastante, até), mas no fato de que o crime antes era um problema invisível, das "más vizinhanças" habitadas pelos pobres, mas agora anda se tornando mais visível, invadindo os bairros habitados por "homens-bons".

  56. ter, 23/11/2010 - 21:43
    Luisa

    E o pior disso tudo é que os governadores foram a Brasília pedir ao Temer para arquivar a PEC 300, exatamente a que trata da unificação do salário dos policiais. Quero ver se esses caras decidirem entrar em greve com a violência no país.

  57. ter, 23/11/2010 - 21:36
    Luisa

    Estão espalhando pânico na população, que horror! Pelo andar da carruagem o Rio vai ficar em estado de sítio.

  58. ter, 23/11/2010 - 21:08
    lucila

    Meio estranho esse texto, sei lá, parece psicografado…
    Essa previsão de fim do mundo… Devemos ir embora do Rio? O que quer esse sujeito plantar?
    Essa frase é lapidar: "Mas sempre insistimos no papel da polícia civil para prender os bandidos antes de qualquer ocupação social". Então, tá, a gente marca uma data a partir da qual todos os bandidos estarão presos. Alguém nomeia esse cara secretário de Segurança, rápido, porque ele tem a receita!

    • qua, 24/11/2010 - 4:02
      Lênin

      Carissíma Lucila, vc tem razão, só ir até a favela para prender o bandido, não funciona, pois assim que a polícia saí, os bandidos voltam.
      Entretanto, a polícia militar não pode acumular as funções de polícia ostensiva e investigativa.
      Por isso, o Simon está certo, é FUNDAMENTAL o fortalecimento da Polícia Civil, para investigar, fazer campana, se infiltrar, fazer o papel de investigação.
      Só que existem interesses em não fortalecer as Polícias Civis, pois as investigações podem revelar os verdadeiros bandidos. Alguém se lembra do chefe da polícia civil do Rio, Álvaro Lins? Ou se lembram do chefe da polícia civil de SP, o Andrea de Rissio? Ou pior, alguém se lembra do Ronaldo Marzagão, secretário de segurança pública de SP (vendia cargos e reintegração de policiais corruptos)?
      Se for à fundo, vc encontra peixe grande, por isso não é vantagem investir na PC.

  59. ter, 23/11/2010 - 21:00
    Antonio Silva

    Hoje por volta das 17:00h, meu sobrinho que estuda na UFRJ, me ligou aterrorizado, com medo de voltar pra casa, perguntei o motivo e ele me informou que estava no Globo On Line uma manchete afirmando que facções do tráfico estavam mandando para o RJ um caminhão com 600 Kg de TNT .

    Pois, não é que agora a noite, foi preciso o Secretário Beltrame, revoltado, desmentir mais este criminoso factóide da Groubo ? .
    Está lá o desmentido do Beltrame .
    IMPRENSA BRASILEIRA, VERGONHA MUNDIAL !

  60. ter, 23/11/2010 - 20:53
    Shirley

    Há muito tempo atrás, bastava não sair à rua tarde da noite, não frequentar alguns lugares mais distantes; ou menos seguros; isto é, bastava uma certa dose de prudência para não termos problemas com a nossa segurança. Quando uma família, em plena tarde de um domingo, a caminho do cinema, tem seu carro atacado por bandidos que ateiam fogo no mesmo, isso nos faz sentir não apenas impotentes como aterrorizados. Como agir? Precisamos trabalhar, precisamos ter lazer, precisamos viver!! Não é apenas uma questão patrimonial, perder ou não um carro; é uma questão de sobrevivência ao horror.
    Somos alvo de uma guerrilha urbana, onde muito se fala e pouco se faz.

    • ter, 23/11/2010 - 23:05
      Lucas Cardoso

      Lugares distantes? As favelas não são lugares distantes, dependendo de onde você está olhando. Crime sempre teve. Você só ouve falar mais quando o crime afeta "as famílias que vão ao cinema" e não só os marginais da sociedade. Recentemente o Rio teve a menor taxa de homicídios em um mês desde 1991 (Saiu até no Globo http://oglobo.globo.com/rio/mat/2010/10/22/estado….

  61. ter, 23/11/2010 - 20:36
    alcides

    Melhor ler isso do que ser analfabeto.
    "Fomos dos primeiros a defender a ocupação social das favelas e bairros pobres. Mas sempre insistimos no papel da polícia civil para prender os bandidos antes de qualquer ocupação social."
    O que seria ocupação social? instalação de escolas, postos de saúde nas comunidades? isso já existia, só que as escolas não trabalham direito, o pessoal da saúde tem medo de ir lá. Até os carteiros têm medo.
    Diz que a polícia civil deveria prender os bandidos. Maravilhosa sugestão. Recomendo que ele tente convencer alguma equipe da polícia civil a subir um morro ocupado pelo tráfico e levar junto a polícia técnica para recolher as provas e ouvir testemunhas de crimes. Vai ser um sucesso. Podemos imaginar.
    Ele afirma que os bandidos expulsos das comunidades foram para a periferia. Claro, o crime é dinâmico: quando uma porta é fechada, eles abrem outra. O combate ao crime deve se adaptar a isso. O próprio autor admite que os criminosos perderam sua melhor clientela, a classe média da zona sul, mas ao invés de levar isso em conta, prefere defender um raciocínio torto.

    • ter, 23/11/2010 - 22:36
      Pedro

      Concordo com você Alcides. O texto soa tão enfático quando fala em ocupação social, e a desocupação militar nos morros… chega a parecer inocente, ou não… diante do poder de fogo do crime organizado, e o risco do mesmo retornar às áreas pacificadas. Já é um grande avanço que algumas favelas não necessitem da intervenção constante do BOPE.
      Me parece que pelo entendimento do autor, os morros ocupados pela UPP se tornaram defininitivamente democráticos, e tal ordem será mantida naturalmente com a retirada da mesma, sendo o crime remanescente nestas áreas combatido apenas pela ação cirúrgica (grupo de inteligência – ações de prisão). Sem risco de entrada-relâmpago da artilharia de guerra, e volta da ocupação dos traficantes, via intensa troca de rajadas.
      Para este plano dar certo, primeiro tem que combater a entrada de novas armas contrabandeadas na cidade, e o arsenal atual. Que a inteligência da Polícia Civil foque este ponto, um desafio imenso.

      • qua, 24/11/2010 - 0:01
        Lênin

        De que adianta, as polícias civis do Brasil estão desprestigiadas e com as funções deturpadas.
        Desprestigiadas: Olha a situação da polícia civil de São Paulo!!! Quase que por completa carcumida pela corrupção. Isso é herança do maldito PSDB, desde o Covas. A polícia civil do rio, coitada, a pouco tempo não conseguia manter as geladeiras do IML funcionando. Tirando as outras polícias civis do país, que também estão às traças.
        Funções Deturpadas: CORE no rio, GOE e GER em São Paulo (tirando as outras no Brasil). O que eles investigam?? Um policial civil carioca me disse que a CORE é a divisão com mais policiais na PC, sendo que eles não investigam nada. No GER em São Paulo os caras ficam brincando de SWAT, mas todo o equipamento é comprado pelos políciais. Tudo cria dos governos. Esse pessoal tinha que estar nas delegacias, INVESTIGANDO e não brincando de PM.
        Outra coisa, em SP, a gestão Alckimin e Serra acabou, de vez, com as especializadas, como o DEIC (hoje só corrupto trabalha lá). Salvem a Polícia Civil e a Militar, greve JÁ!!!

    • ter, 23/11/2010 - 22:55
      Ed Döer

      Concordo. É preciso, com o tempo, se adaptar a nova realidade do crime pós-UPPs.
      Era evidente que o pessoal iria descer o morro e adotar outros tipos de atividades criminosas.
      Mas no logo prazo isso pode enfraquecer a estrutura do grande crime organizado. O que daria espaço para um crime menos organizado, com grupos menores, mais preocupados em ficar longe dos holofotes e das garras da polícia, pois não terão mais suas "fortalezas distantes" nas favelas para retornar em paz.

  62. ter, 23/11/2010 - 20:08
    Jairo_Beraldo

    Olhem bem, para ver se o Da Costa, ex-vice do Zé Derrotado não está por tras disso. É tudo muito estranho, sem lógica e sem explicação.

    • qua, 24/11/2010 - 10:31
      Siron

      A campanha acabou, Jairo.

      • qua, 24/11/2010 - 12:42
        edv

        Prezado Siron, a campanha NÃO acabou…
        O que acabou foi a eleição.
        Ainda vem a posse e, quiçá, 4 ou 8 anos de governo, sob INTENSA campanha…

      • qua, 24/11/2010 - 12:49
        Jairo_Beraldo

        Mas eles não aceitam a derrota…isso é pior que a campanha sórdida que eles promoveram.

    • qua, 24/11/2010 - 19:56
      Ricardo

      Tão fácil e simples culpar a Globo e a oposição e tão difícil ver os erros da política de Cabral no Rio (que está concentrando as grandes quadrilhas nas áreas mais pobres da cidade e em certas favelas na Zona Sul). Queria tanto poder confiar na campanha cor-de-rosa de Cabralzinho e não ver mais tiroteios diários nessa linda cidade (que merecia melhor sorte com os governantes). Uma pena que estejamos assim. Gosto demais daqui.

      • qua, 24/11/2010 - 22:42
        Lênin

        Estou a DOIS dias tentanto mostrar isso, mas o pessoal diz que a violência no Rio é invenção da globo.
        CABRAL SAFADO, candidato de bicheiro (perguntem para qualquer PM do rio por que eles não prendem os vendedores das cartelas do jogo do bicho. Ele vai responder que o COMANDO NÃO DEIXA)!!
        Mas, é tudo invenção da Globo!!

    • qua, 24/11/2010 - 20:08
      Taques

      Você está falando sério ???

Comentar