VIOMUNDO
O VIOMUNDO só é possível também através de anunciantes, e detectamos que você utiliza um AdBlock, bloqueador de anúncios.
Por favor considere ajudar o VIOMUNDO desativando o bloqueador para este site.
Cartas de Minas

Sara Robinson: A ascensão do fascismo nos Estados Unidos

29 de maio de 2010 às 14h12

Do Viomundo antigo

Atualizado em 11 de outubro de 2009 | Publicado em 07 de setembro de 2009 às 18:16

Obama_globe_12jan2009.jpg

Obama, na versão apocalíptica: Socialista, autoritário, Grande Irmão e presidente ilegítimo (nasceu na África)

Estados Unidos fascistas: Já chegamos lá?

por Sara Robinson, no Blog For Our Future

Através da escuridão dos anos do governo Bush, os progressistas assistiram horrorizados ao sumiço das proteções constitucionais, à retórica nativista, ao uso do discurso de ódio transformado em intimidação e violência e a um presidente dos Estados Unidos que assumiu poderes só exigidos pelos piores ditadores da história. Com cada novo ultraje, o punhado de nós que tinha se tornado expert na cultura e na política da extrema-direita ouvia de novos leitores preocupados: Chegamos lá? Já nos tornamos um estado fascista? Quando vamos chegar lá?

E cada vez que essa pergunta era feita, gente como Chip Berlet e Dave Neiwert e Fred Clarkson e eu mesma olhava para o mapa como o pai que faz uma longa viagem e respondia com um sorriso confortador. “Bem… estamos numa estrada ruim, se não mudarmos de caminho poderíamos acabar lá em breve. Mas há muito tempo e oportunidades para voltar. Fique de olho, mas não se preocupe. Pode parecer ruim, mas não, ainda não chegamos lá”.

Ao investigar a quilometragem nesse caminho para a perdição, muitos de nós nos baseávamos no trabalho do historiador Robert Paxton, que é provavelmente o estudioso mais importante na questão de como os países adotam o fascismo. Em um trabalho publicado em 1998 no Jornal da História Moderna, Paxton argumentou que a melhor forma de reconhecer a emergência de movimentos fascistas não é pela retórica, pela política ou pela estética. Em vez disso, ele afirmou, as democracias se tornam fascistas por um processo reconhecível, um grupo de cinco estágios que identificam toda a família de “fascismos” do século 20. De acordo com nossa leitura de Paxton, ainda não estávamos lá. Havia certos sinais — um, em particular — em que estávamos de olho, e ainda não o reconhecíamos.

E agora o reconhecemos. Na verdade, se você sabe o que procura, repentinamente vê isso em todo lugar. É estranho que eu não tenha ouvido a pergunta por um bom tempo; mas se você me fizer a pergunta hoje, eu diria que ainda não chegamos, mas que já entramos no estacionamento e estamos procurando uma vaga. De qualquer forma, o futuro fascista dos Estados Unidos aparece bem grande diante do vidro do automóvel — e os que dão valor à democracia dos Estados Unidos precisam entender como chegamos aqui, o que está mudando e o que está em jogo no futuro próximo se permitirmos a essa gente vencer — ou mesmo manter o território.

O que é fascismo?

A palavra tem sido usada por tanta gente, tão erroneamente, por tanto tempo que, como disse Paxton, “todo mundo é o fascista de alguém”. Dado isso, sempre gosto de começar a conversa revisitando a definição essencial de Paxton:

“Fascismo é um sistema de autoridade política e ordem social que tem o objetivo de reforçar a unidade, a energia e a pureza de comunidades nas quais a democracia liberal é acusada de produzir divisão e declínio”.

Em outro lugar, ele refina o termo como “uma forma de comportamento político marcado pela preocupação obsessiva com o declínio da comunidade, com a humilhação e a vitimização e pelo culto compensatório da unidade, energia e pureza, na qual um partido de massas de militantes nacionalistas, trabalhando em colaboração desconfortável mas efetiva com as elites tradicionais, abandona as liberdades democráticas e busca através de violência redentora e sem controles éticos ou legais objetivos de limpeza interna e expansão externa”.

Não considerando Jonah Goldberg, é uma definição básica com a qual a maioria dos estudiosos concorda e é a que usarei como referência

Do proto-fascismo ao momento-chave

De acordo com Paxton, o fascismo surge em cinco estágios. Os dois primeiros estão solidamente atrás de nós — e o terceiro deveria ser de particular interesse para os progressistas nesse momento.

No primeiro estágio, um movimento rural emerge em busca de algum tipo de renovação nacionalista (o que Roger Griffin chama de palingenesis, o renascimento das cinzas, como a de fênix). Eles se reúnem para restaurar uma ordem social rompida, como sempre usando temas como unidade, ordem e pureza. A razão é rejeitada em favor da emoção passional. A maneira como a história é contada muda de país para país; mas ela sempre tem raiz na restauração do orgulho nacional perdido pela ressureição dos mitos e valores tradicionais da cultura e na purificação da sociedade das influências tóxicas de estrangeiros e de intelectuais, aos quais cabe o papel de culpados pela miséria atual.

O fascismo somente cresce no solo revolto de uma democracia madura em crise. Paxton sugere que a Ku Klux Klan, que se formou em reação à Restauração pós-Guerra Civil, pode ser o primeiro movimento autenticamente fascista dos tempos modernos. Quase todo país da Europa teve um movimento proto-fascista nos anos seguintes à Segunda Guerra Mundial (quando o Klan experimentou um ressurgimento nos Estados Unidos), mas a maior parte deles empacou no primeiro estágio — ou no próximo.

Como Rick Perlstein documentou em seus dois livros sobre Barry Goldwater e Richard Nixon, o conservadorismo moderno dos Estados Unidos foi construído sobre esses mesmos temas. Do “Despertar nos Estados Unidos” [tema de campanha de Ronald Reagan] aos grupos religiosos prontos para a Ruptura [os milenaristas], ao nacionalismo branco promovido pelo Partido Republicano através de grupos racistas de vários graus, é fácil identificar como o proto-fascismo americano ofereceu a redenção dos turbulentos anos 60 ao promover a restauração da inocência dos Estados Unidos tradicionais, brancos, cristãos e patriarcais.

Essa visão foi abraçada tão completamente que todo o Partido Republicano agora se define nessa linha. Nesse estágio, é abertamente racista, sexista, repressor, excludente e permanentemente viciado na política do medo e do ódio. Pior: não se envergonha disso. Não se desculpa para ninguém. Essas linhas se teceram em todo movimento fascista da História.

Em um segundo estágio, os movimentos fascistas ganham raízes, se tornam partidos políticos reais e ganham um lugar na mesa do poder.

Interessantemente, em todo caso citado por Paxton a base política veio do mundo rural, das partes menos educadas do país; e quase todos chegaram ao poder se oferecendo especificamente como esquadrões informais organizados para intimidar pequenos proprietários em nome dos latifundiários.

A KKK lutava contra os pequenos agricultores negros [do sul dos Estados Unidos] e se organizou como o braço armado de Jim Crow. Os “squadristi” italianos e os camisas-marrom da Alemanha reprimiam greves rurais. E nos dias de hoje os grupos anti-imigração apoiados pelo Partido Republicano tornam a vida dos trabalhadores rurais hispânicos nos Estados Unidos um inferno. Enquanto a violência contra hispânicos aumenta (cidadãos americanos ou não), os esquadrões da direita estão obtendo treinamento básico que, se o padrão se confirmar, poderão eventualmente usar para nos intimidar.

Paxton escreveu que o sucesso no segundo estágio “depende de certas condições relativamente precisas: a fraqueza do estado liberal, cujas inadequações condenam a nação à desordem, declínio ou humilhação; e a falta de consenso político, quando a direita, herdeira do poder mas incapaz de usá-lo sozinha, se nega a aceitar a esquerda como parceira legítima”.

Paxton notou que Hitler e Mussolini assumiram o poder sob essas mesmas circunstâncias: “Paralisia do governo constitucional (produzida em parte pela polarização promovida pelos fascistas); líderes conservadores que se sentiram ameaçados pela perda de capacidade para manter a população sob controle num momento de mobilização popular maciça; o avanço da esquerda; e líderes conservadores que se negaram a trabalhar com a esquerda e que se sentiram incapazes de continuar no governo contra a esquerda sem um reforço de seus poderes”.

E, mais perigosamente: “A variável mais importante é aceitação, pela elite conservadora, de trabalhar com os fascistas (com uma flexibilidade recríproca dos líderes fascistas) e a profundidade da crise que os induz a cooperar”.

Essa descrição parece muito com a situação difícil em que os congressistas republicanos estão nesse momento. Apesar do partido ter sido humilhado, rejeitado e reduzido a um status terminal por uma série de catástrofes nacionais, a maior parte produzida pelo próprio partido, sua liderança não pode nem imaginar governar cooperativamente com os democratas em ascensão. Sem rotas legítimas para voltar ao poder, sua última esperança é investir no que restou de sua “base dura”, dando a ela uma legitimidade que não tem, recrutá-la como tropa de choque e derrubar a democracia americana pela força. Se eles não podem vencer eleições, estão dispostos a levar a disputa política para as ruas e assumir o poder intimidando os americanos a se manterem silenciosos e cúmplices.

Quanto esta aliança “não santa” é feita, o terceiro estágio — a transição para um governo abertamente fascista — começa.

O terceiro estágio: chegando lá

Durante os anos do governo Bush, os analistas progressistas da direita se negaram a chamar o que viam de “fascismo” porque, apesar de estarmos de olho, nunca vimos sinais claros e deliberados de uma parceria institucional comprometida entre as elites conservadoras dos Estados Unidos e a horda nacional de camisas-marrom. Vimos sinais de flertes breves — algumas alianças políticas, apoio financeiro, palavras-de-ordem doidas da direita na boca de líderes conservadores tradicionais. Mas era tudo circunstancial e transitório. Os dois lados mantiveram uma distância discreta um do outro, pelo menos em público. O que acontecia por trás das portas, só dá para imaginar. Eles com certeza não agiam como um casal.

Agora, o jogo de advinhação acabou. Nós sabemos sem qualquer dúvida que o movimento do Teabag foi criado por grupos como o FreedomWorks do Dick Armey e o Americans for Prosperity do Tim Phillips, com ajuda maciça de mídia da Fox News [a TV de Rupert Murdoch, o magnata da mídia, é porta-voz da extrema-direita dos Estados Unidos].

Site da FreedomWorks

Site do Americans For Prosperity

[Nota do Viomundo: O movimento do Teabag foi um protesto em escala nacional, organizado pelos republicanos, com ampla cobertura da Fox, em que eleitores  protestaram contra a cobrança de impostos e o tamanho do governo federal. Uma tentativa de trazer de volta a rebelião contra a cobrança de impostos que esteve na origem do movimento de independência dos Estados Unidos. Ver Boston Tea Party]

Vimos a questão dos birther [aqueles que acreditam que Barack Obama não nasceu nos Estados Unidos, mas no Quênia] — o tipo de lenda urbana que nunca deveria ter saído da capa do [jornal sensacionalista] National Enquirer — sendo ratificada por congressistas republicanos.

Vimos os manuais produzidos profissionalmente por Armey que instruem grupos de eleitores republicanos na arte de causar distúrbios no processo de governo democrático — e as imagens de autoridades públicas aterrorizadas e ameaçadas a ponto de requererem guarda-costas armados para sair de prédios [os protestos aconteceram durante audiências públicas para debater o novo sistema de saúde].

Um dos protestos aparece aqui

Vimos o líder da minoria republicana John Boehner aplaudindo e promovendo um vídeo de manifestantes e esperando por “um longo e quente agosto para os democratas no Congresso”.

Este é o sinal pelo qual estávamos esperando — o que nos diria que sim, crianças, chegamos. As elites conservadoras dos Estados Unidos jogaram abertamente seu futuro com o das legiões de descontentes da extrema-direita. Elas deram apoio explícito e poder às legiões para que ajam como um braço político nas ruas americanas, apoiando ameaças físicas e a intimidação de trabalhadores, liberais e autoridades que se neguem a defender seus [das elites] interesses políticos e econômicos.

Este é o momento catalisador em que o fascismo honesto, de Hitler, começa. É nossa última chance de brecá-lo.

O ponto decisivo

De acordo com Paxton, esse momento da aliança do terceiro estágio é decisivo — e o pior é que quando se chega a esse ponto, é provavelmente tarde para pará-lo. Daqui, há uma escalada, quando pequenos protestos se tornam espancamentos, mortes e a aplicação de rótulos em certos grupos para eliminação, tudo dirigido por pessoas no topo da estrutura de poder. Depois do Dia do Trabalho [Labor Day], quando senadores e deputados democratas voltarem a Washington, grupos organizados para intimidá-los vão permanecer na cidade e usar a mesma tática — aumentada e aperfeiçoada a cada uso — contra qualquer pessoa cuja cor, religião ou inclinação política eles não aceitem. Em alguns lugares, eles já estão tomando nota e preparando listas de nomes.

Qual é a linha do perigo? Paxton oferece três rápidas perguntas que nos ajudam a identificar:

1. Estão os neo ou proto-fascistas se tornando arraigados em partidos que representam grandes interesses e sentimentos e conseguem ampla influência na cena política?

2. O sistema econômico ou constitucional está congestionado, de forma aparentemente insuperável, pelas autoridades atuais?

3. A mobilização política rápida está ameaçando sair do controle das elites tradicionais, ao ponto que elas poderiam buscar ajuda para manter o controle?

Pela minha avaliação, a resposta é sim. Estamos muito perto. Muito perto.

O caminho adiante

A História nos diz que uma vez essa aliança [entre a elite e a tropa de choque] é formada, catalisada e tem sucesso em busca do poder, não há mais como pará-la. Como Dave Neiwert escreveu em seu livro recente, The Eliminationists, “se apenas podemos identificar o fascismo em sua forma madura — os camisas-marrom com passos de ganso, o uso de táticas de intimidação e violência, os comícios de massa — então será muito tarde para enfrentá-lo”.

Paxton (que anteviu que “um autêntico fascismo popular nos Estados Unidos será crente e anti-negros”) concorda que se uma aliança entre as corporações e os camisas-marrom tiver uma conquista — como a nossa aliança tenta agora [barrando a reforma do sistema de saúde proposta por Barack Obama] — pode rapidamente ascender ao poder e destruir os últimos vestígios de um governo democrático. Assim que ela conseguir algumas vitórias, o país estará condenado a fazer a feia viagem através dos dois últimos estágios, sem saída ou paradas entre agora e o fim.

O que nos espera? No estágio quatro, quando o dueto assumir o controle completo do país, lutas políticas vão emergir entre os crentes do partido dos camisas-marrom e as instituições da elite conservadora — igreja, militares, profissionais e empresários. O caráter do regime será determinado por quem vencer a disputa. Se os membros do partido (que chegaram ao poder através da força bruta) vencerem, um estado policial autoritário seguirá. Se os conservadores conseguirem controlá-los, um teocracia tradicional, uma corporocracia ou um regime militar podem emergir com o tempo. Mas em nenhum caso o resultado lembrará a democracia que a aliança derrubou.

Paxton caracteriza o estágio cinco como “radicalização ou entropia”. Radicalização é provável se o novo regime conseguir um grande vitória militar [Nota do Azenha: sobre a Venezuela, por exemplo], o que consolida seu poder e dá apetite para expansão e uma reengenharia social em grande escala (Veja a Alemanha). Na ausência do evento radicalizador, podemos ter a entropia, com a perda pelo estado de seus objetivos, o que degenera em incoerência política (Ver a Itália).

É fácil neste momento olhar para a confusão na direita e dizer que é puro teatro político do tipo mais absurdamente ridículo. Que é um show patético de marionetes. Que esse povo não pode ser levado a sério. Com certeza, eles estão com raiva — mas eles são minoria, fora do poder e reduzida a ataques de nervos. Os crescidos devem se preocupar com eles tanto quanto se preocupam com uma menina de cinco anos, furiosa, que ameaça segurar a respiração até ficar azul.

Infelizmente, todo o barulho e as ameaças obscurecem o perigo. Essa gente é tão séria quanto uma multidão linchadora e eles já deram os primeiros passos para se tornar uma. Eles vão se sentir mais altos e mais orgulhosos agora que suas tentativas de desobediência civil estão contando com apoio integral das pessoas mais poderosas do país, que cinicamente os usam numa última tentativa de garantir suas posições de lucro e prestígio.

Chegamos. Estamos estacionados exatamente no lugar onde nossos melhores especialistas dizem que o fascismo nasce. Todos os dias que os conservadores no Congresso, os comentaristas de extrema-direita e seus barulhentos seguidores conseguem segurar nossa capacidade de governar o país, é mais um dia em que caminhamos em direção à linha final, da qual nenhum país, mostra a História, conseguiu retornar.

 

60 Comentários escrever comentário »

Os comentários aqui postados são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião do VIOMUNDO. Todos as mensagens são moderadas. Não serão aceitos comentários com ofensas, com links externos ao site, e em letras maiúsculas. Em casos de ofensas pessoais, preconceituosas, ou que incitem o ódio e a violência, denuncie. Leia o nosso termo de uso.

Barack Obama: Mudança na qual podemos acreditar - Viomundo - O que você não vê na mídia

08/06/2013 - 15h38

[…] Sara Robinson: A ascensão do fascismo nos Estados Unidos […]

Responder

Rodrigo Vianna: O fascismo assustador do século 21 - Viomundo - O que você não vê na mídia

21/05/2013 - 19h26

[…] Sara Robinson: A ascensão do fascismo nos Estados Unidos […]

Responder

Sergio Santos

14/12/2011 - 16h17

Pois é, e a previsão parece que se confirma: o Congresso americano aprovou a Lei Nacional de Autorização de Defesa, que dá poder ao Governo Federal de usar as Forças Armadas contra a sua própria população, de prender por tempo indeterminado americanos em qualquer lugar no mundo, sem nenhuma acusação formal e sem o devido processo legal. Mesmo aqueles que tenham sido formalmente declarados como inocentes. Ainda aguarda sanção de Obama – http://www.youtube.com/watch?feature=player_embed

Responder

Exportando as armas de contenção em massa | Viomundo - O que você não vê na mídia

23/11/2011 - 19h32

[…] Sara Robinson: A ascensão do fascismo nos Estados Unidos   […]

Responder

À espera da pílula do bom consumidor | Viomundo - O que você não vê na mídia

11/09/2011 - 16h41

[…] Sara Robinson: A ascensão do fascismo nos Estados Unidos […]

Responder

Donizeti - SP

26/08/2011 - 09h36

O artigo foi visionário, pois escrito em 2009, prevê claramente o que aconteceu nos EUA com a criação em 2011 do famigerado Teaparty, movimento de extrema-direita dos republicanos que já tem até candidato potencial ao governo americano para disputar a reeleição com o Obama.

Realmente, pensar num país facista com mais de 5 mil bombas nucleares e o maior poderio militar do planeta nas mãos como os EUA atuais, o futuro da humanidade pode ser aquele descrito nos filmes do Mad Max, com os sobreviventes lutando pela vida nos escombros do que sobrou da insanidade humana.

Como nos mostram os livros de história, no jogo do poder dos impérios mundiais a única coisa que parece ter mudado é a forma como os homens refinaram a forma de matar seus semelhantes, na época das cavernas era com um porrete, hoje é uma bomba nuclear ou operando um joy-stick a milhares de quilometros de distância via controle remoto dos aviões drones. O futuro da ficção realmente chegou e não é para o bem da humanidade.

Todo império em decadência comete atos tresloucados e inconsequentes na tentativa de evitar seu ocaso, sempre foi assim.

Responder

“Evitar que os cidadãos pensem é uma tarefa permanente da mídia” | Viomundo - O que você não vê na mídia

25/08/2011 - 12h37

[…] Sara Robinson: A ascensão do fascismo nos Estados Unidos   […]

Responder

Na Europa, mão invisível do mercado toma um tapa | Viomundo - O que você não vê na mídia

12/08/2011 - 01h56

[…] Sara Robinson: A ascensão do fascismo nos Estados Unidos […]

Responder

Página 13 » Blog Archive » Fascismo nos Estados Unidos: O futuro do Tea Party

12/08/2011 - 00h10

[…] ourfuture e Viomundo Download do artigo em formato PDF […]

Responder

Fabiano Araujo

06/08/2011 - 20h07

Quando se discute a fascistização progressiva da sociedade estadunidense, uma questão teórica importante é colocada. Mussolini, que pode ser considerado o principal teórico do fascismo, definiu seu regime como totalitário, isto é a reunião de todos os grupos e classes sociais em torno do Estado, segundo sua máxima: "tudo para o Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado". Mussolini, portanto, era defensor da subordinação total da sociedade ao poder estatal. Entretanto, observamos que, a extrema-direita nos EUA defende (pode ser de modo demagógico) a redução do papel do Estado, ou seja o Estado-mínimo. É um novo tipo de fascismo? É um liberalismo fascistizado, logo, um liberalismo degenerado? Creio que, esta questão merece reflexão, pois podemos estar diante de um fenômeno político até o momento desconhecido. Aliás, como ocorreu com o próprio fascismo, quando surgiu há 92 anos atrás.

Responder

Heloisa Villela: O rebaixamento do crédito dos Estados Unidos | Viomundo - O que você não vê na mídia

06/08/2011 - 12h26

[…] Leia aqui sobre a ascensão do facismo nos Estados Unidos   […]

Responder

O caldo de cultura que alimenta a extrema-direita « LIBERDADE AQUI!

24/07/2011 - 23h08

[…] Leia aqui sobre a ascensão do fascismo nos Estados Unidos […]

Responder

New York Times: “Clima de ódio no discurso político encorajou indivíduos violentos” | Viomundo - O que você não vê na mídia

24/07/2011 - 17h12

[…] Leia aqui sobre a ascensão do fascismo nos Estados Unidos   […]

Responder

Cássio Muniz: Um testemunho sobre o que se passa em Wisconsin | Viomundo - O que você não vê na mídia

21/02/2011 - 11h11

[…] [Leia aqui o texto da Sara Robinson sobre a ascensão do fascismo nos Estados Unidos] […]

Responder

bene

16/01/2011 - 22h56

A derrocada daquele pais, na minha opinião chama-se hollywood , a mídia que deseducou a nação e o mundo …A quem interessava que o pais vivesse de mentiras, do faz de conta ? Depois de hollywood nunca mais será o mesmo de antes.
Esta na moda atribuir a sacanagem que a pessoa/partido fez a outro. Veja o caso do psdb, eles de fato não tem projeto de país é sim de poder. Eles quiseram atribuir essa idéia aos outros. Na fundação do PT já existia um projeto de pais, bem diferente da fundação do psdb…

Responder

Robert Kennedy Jr.: Quando a mídia ajuda a matar | Viomundo - O que você não vê na mídia

16/01/2011 - 18h35

[…] Aqui, o artigo de Sarah Robinson falando sobre a ascensão do fascismo nos Estados Unidos. […]

Responder

Cenário apocalíptico | Blog dos Perrusi

02/01/2011 - 11h44

[…] de quatro artigos sobre o assunto. Já traduzimos um, ao qual ela se refere na abertura do texto. Está […]

Responder

Fascismo nos Estados Unidos: O futuro do Tea Party | Viomundo - O que você não vê na mídia

01/01/2011 - 19h01

[…] de quatro artigos sobre o assunto. Já traduzimos um, ao qual ela se refere na abertura do texto. Está […]

Responder

A demagogia xenófoba nos Estados Unidos | Viomundo - O que você não vê na mídia

20/07/2010 - 00h42

[…] O Viomundo já reproduziu o primeiro dos três artigos em que Sara Robinson avalia o avanço do fascismo nos Estados Unidos. Está aqui. […]

Responder

Geysa Guimarães

02/06/2010 - 10h52

Ao ler o tópico sobre o fascimo e a palingenesia, não pude evitar sua associação ao infindável jugo serrista no Estado de São Paulo (yes, nós temos Democradura). O que alivia é a volta do único tucano digerível, Geraldo Alckmin.

Responder

Heitor Rodrigues

31/05/2010 - 13h22

O fascismo alemão e italiano não nasceram em impérios centrais, mas periféricos. O império britânico ruiu e, em seu tempo, não teve poder para levar pânico ao resto do mundo. O engessamento da democracia norte-americana promovido pelos republicanos, ocorre ao mesmo tempo em que os EUA não souberam enfrentar o fim do mundo bipolar, e não saberão adaptar-se aos novos tempos, ao surgimento da expressão política de nações que não lhe seguem submissas, o que resulta num multilateralismo no qual se perderão, a exemplo da questão iraniana em cursor. Os norte-americanos provarão o próprio veneno dentro de casa, ministrado pelos mesmos anjos da morte que espalharam dor e miséria pelo planêta por mais de cem anos. Mas, não estamos diante do fim da história, e muito menos do mundo.

Como carioca, não posso deixar de comparar o sistema capitalista ao frescobol. Ao término da Segunda Guerra, rico e hegemônico, não restou aos EUA outro caminho que não o da reconstrução da Europa e do Japão. Quem, senão os demais países, derrotados uns e aliados estropiados, outros, teriam assegurado a continuidade da ordem econômica? E, mais de 60 anos decorridos, dá para ver que a imposição de condições que lhes garantiram a vitória "sempre", pode ter sido um tiro no próprio pé. Como no frescobol, é preciso jogar a bola ao alcance do adversário, para que o jôgo continue.

Quanto ao Brasil, esqueçamos a história do fascismo. Êste, pelas vias tortas, é sempre um movimento em direção à autodeterminação, o que não acontece aqui. A estupidez de Serra e comparsas não passa da tentativa de ser o mais servil, o mais submisso, o mais pulsilânime, o maior lambe-botas diante dos interesses dos EUA e da Europa. O que não torna menos perigosos seus movimentos para enfraquecer as instituições e o Estado brasileiro, nivelando-os a si mesmo e a seus asseclas em competência e caráter. Há que ser combatido no tempo certo e com as armas corretas. À esta altura, a confirmar-se a tendência da consolidação da candidatura Dilma Rousseff, penso que cada democrata deve voltar os olhos para os representantes políticos que queremos, no Congresso e nas Assembléias Estaduais. Afinal, não creio que todos os brasileiros morem em Brasília. Eu, por exemplo, não moro.

Responder

O fascismo vem aí… será? Tomara que não! : Opinião Divergente

30/05/2010 - 22h34

[…] Segue artigo extraído do sítio Vi o Mundo, de Luiz Carlos Azenha (disponível em http://www.viomundo.com.br/voce-escreve/sara-robinson-a-ascensao-do-fascismo-nos-estados-unidos.htm…): […]

Responder

Jorge N Rebolla

30/05/2010 - 14h21

Eu como um verdadeiro direitista tenho um reparo a fazer sobre os comentários. Os tucanos jamais foram de direita. O candidato deles é militante da ap. O dem com poucas exceções não passa de uma confederação fisiológica. Não existe diferença substancial entre o psdb e o pt. São faces da mesma moeda marxista. A política econômica do fhc, quase totalmente subscrita pelo lula, não é o suficiente para separar. Sem contar que na área social os dois grupos possuem total afinidade no avanço do Estado sobre o indivíduo. Quem inventou esta história nebulosa de pndh?
Tenho orgulho de ser direitista. Em economia sou anti-liberal, não concordo com este embrião de governo mundial financiado pelos grandes especuladores. Coalizão formada pelos muitos ricos, esquerditas, islâmicos radicais, ecologistas etc. Pode parecer incoerente, mas não é! O objetivo deste grupo é um só, destruir a civilização ocidental e substitui-la pelos seus dogmas antihumanos e totalitários. Recuso a me transformar em um térmita subordinado a estes grupos.

Responder

    Pedro Ramos

    30/05/2010 - 17h26

    É mesmo? E o que seriam seus dogmas "humanos e democráticos"? Limpeza étnica? Castração Química? Fundamentalismo religioso? Estado Policial? Campos de extermínio? Reducionismo Cultural? Temos milhares de exemplos dos príncipios da Direita na História Mundial. E folgo em saber que, paesar dos riscos, eles estão sendo deixados para trás.

    Aliás o que fundamenta a Civilização Ocidental são seus princípios: Justiça, igualdade, direitos humanos, democracia e ciência. Grandes princípios que perduram até os dias de hoje a despeito do combate sem tréguas que a direita lhes infligie desde suas origens iluministas.

    gçao

    30/05/2010 - 22h49

    KKKKKKKKKKk

    Jairo_Beraldo

    31/05/2010 - 10h59

    Jorge, voce começou bem e no final, só escreveu asneiras!

    wagner

    31/05/2010 - 14h41

    A grande manobra da direita, a exemplo do diabo, é fazer acreditarmos que ele (a) não existe. Assim como o PFL troca de nome para DEM, mas para mim SEMPRE será o PLF. O PSDB é um partido submisso a interêsses externos, haja vista a atitude de FHC, Serra e outros medalhões que o compõem embarcando descaradamente na onda neo-liberal. O FHC aliás deve se morder de inveja do Lula, pois com tudo e que fez, com toda a entrega de patromônio que fez nesse País, não obteve nem um décimo do reconhecimento que os grandes países entregam ao Lula.
    O PSBD não tem idéias. Possui um discurso totalmente vazio e o seu candidato, o Serra é um saco vazio.

    cronopio

    11/09/2011 - 15h56

    Monarquia já?

Eduardo Burlamaqui

30/05/2010 - 10h43

"racista, sexista, repressor, excludente e permanentemente viciado na política do medo e do ódio" é isso que é a direita brasileira (PSDB e DEM) uma cópia fiel do Partido Republicano dos EUA. Os discursos contra os pobres, de preconceito contra o Lula etc. demonstram isso.

Responder

william porto

30/05/2010 - 12h16

E um fascismo ainda mais truculento e cruel, desde o big stick que osEua sao um pais fascista. E priu.

Responder

francisco.latorre

30/05/2010 - 06h11

teabag?..

então essa campanha anti-imposto também vem pronta do usamerika?..

os caras realmente só dublam. o texto vem pronto.

..

Responder

Fabio_Passos

30/05/2010 - 00h24

Já chegaram lá há um bom tempo…
http://3.bp.blogspot.com/_KMJlfU5vYb4/R3kA02YoRZI

Responder

Daniel Campos

29/05/2010 - 23h53

O fascismo nasce sempre que as elites tradicionais tentam manter seu poder à força e o povo "amarela" diante da ameaça. Estão ensaiando a mesma coisa aqui no Brasil, mas não pretendo "amarelar". A reação à esses facínoras será na bala de fuzil se necessário.

Responder

    Jairo_Beraldo

    31/05/2010 - 11h00

    Calma Daniel…não precisará tanto…eles estão enfraquecidos!

    Lu_Witovisk

    23/01/2012 - 08h07

    Não sei não Jairo, mas o "enfraquecimento" tá ruim de ver. Eles estiveram enfraquecidos, estão recuperando o folego.

Eugênio

29/05/2010 - 22h44

Sinceramente, é uma questão de HONRA, MORALIDADE e JUSTIÇA.

NÃO é possível que o Presidente Evo Morales, através de sua chancelaria, não se pronuncie FORMALMENTE contra o candidato a presidência da Republica do BraSil, cidadão que é, o senhor José Serra a provar tudo que IMPUTA contra a Bolívia. E ainda: Chamando indiretamente Lula, o governo deste país e o POVO brasileiro de CONIVENTE com o tráfico; Incitando a XENOFOBIA, a DISCRIMINAÇÃO e o PRECONCEITO contra a nação andina; Rebaixando e humilhando vexatoriamente os representantes diplomáticos bolivianos;

I N A C E I T Á V E L

Responder

    francisco.latorre

    30/05/2010 - 05h49

    lula já avisou morales pra ignorar.

    não entrar no jogo.

    mestre lula sabe.

    não entra no jogo.

    ..

Ana Bednarski

29/05/2010 - 21h51

continuando:
E como disse o amigo ai em cima eles estão sentados em cima do maior arsenal atômico e tem forças armadar já posicionadas em todos os cantos do mundo, é preocupante.
Mas alerto aos colegas de blog, não devemos baixar o nível, com palavras de ordem como: "Yankes go home". Temos que aproveitar a coectividade da Internet para expor nossas "ideias', "ideias" e não nossa "bílis", então cuidado com as palavras. Sensatez e diálogo são necessários neste momento.

Responder

Ana bednarski

29/05/2010 - 21h50

o que me preocupa é que apesar de toda a perseguição da mídia o Lula conseguiu governar , se reeeleger e a aprovação quase que unânime nas pesquisas, bem ao contrário do Obama, que não esta pelo menos até agora conseguindo o mesmo resultado, vejo atraves dos sites de relacionamento como o Facebook como os americanos são um povo bem mais ingênuo e manipulável, acredito até por ter tido decadas de grande prosperidade, isto tenha contribuido, mas .se deixam levar muito mais pela mídia do que nós brasileiro, eu que nunaca tinha ouvido falar em Tea Party já estou ficando especialista no assunto por acompanhar os links enviados por americanos no facebook.

Responder

Vicente

29/05/2010 - 21h37

cara… assustador…

imagina um fascista com 5 mil bombas nucleares na mão…

Responder

Dias

29/05/2010 - 21h36

Na minha ignorância, tenho dito há bastante tempo que TENHO MEDO DESTES CARAS DO psdb, PRINCIPALMENTE DO zé. Acredito que, por falta de plataforma, proposta política, plano de governo, chame como quiserem, o zé e sua carriola podem levar a nossa Nação para este caminho. Vide caso da produção de cocaína na Bolívia citado pelo zé. Por que ele não falou da Colômbia? Os "nóias" do Brasil não cheiram cocaína produzida na Colômbia? Por que citar somente o governo de esquerda da Bolívia?

Responder

    Jairo_Beraldo

    31/05/2010 - 11h03

    Porque Uribe é da tchurma deles!

Mc_SimplesAssim

29/05/2010 - 21h34

Os nazistas foram derrotados em 1945, contra todas as previsões que davam a vitória alemã sobre a URSS como certa, e serão derrotados de novo, desta vez definitivamente.

Responder

    Jairo_Beraldo

    31/05/2010 - 11h02

    Mc, na verdade, a vitoria seria contra a Russia…a URSS foi criada após o fim da guerra.

    M.A.P

    31/05/2010 - 21h33

    Prezado Jairo
    Na verdade a URSS foi criada na decada de 1920.
    Quanto ao mais importante que é o desejo da derrota do proto-nazismo, faço minha suas palavras.

ECRG

29/05/2010 - 21h11

Embora a leitura da realidade e as conclusões sejam típicamente americanas, não deixam de ser oportunas, inclusive para nós, mais ainda em Estados há muito governados pela Direita. E mais ainda se pensarmos no aumento da violência dos grandes do meio rural (uso de assassinatos, jagunços e manipulação da justiça). Além disso a iminente derrota dos neo liberais nas proximas eleições vai aumentar o desespero da direita, e as tentativas de minar, enfraquecer o Estado. Tem cabimento essas campanhas histéricas contra os tributos, generalizadas, e o famoso "impostômetro" patrocinado pelas elites paulistas? Será que se refere a Impostos ou a impostura? O patrocinadores, num exagero de impostura, são os mesmos que sempre defenderam um superavit primário máximo, para pagar-lhes o juro, e que vão às tetas da União mamar empréstimos e pedir investimentos que lhes propiciem facilidades. Sabem perfeitamente que estão pedindo o impraticavel – reduzir dráticamente os tributos, e, ao e, ao mesmo tempo pagar-lhes o juro, dar-lhe financiamentos, perdoar-lhes ou adiar dividas por dezenas de anos, como é feito para o agronegócio, sustentar uma burocracia caríssima, especialmente nos legislativos e judiciário, e manter estradas, atendimento medico e de educação, segurança pública, forças armadas etc. Será que eles tem essa formula milogrosa – tirar muito de nada?
É pura impostura, mas que vai gerando aquele clima propício às histerias fascistas.
De outro lado, devemos prever que o império, provavelmente não assumirá proximamente grandes aventuras bélicas, devido a estar atolado naquelas legadas pelo Sr. Bush. Poderá ser tentado a estimular movimentos de direita onde hoje não está confortavel. Ai está um perigo para a América Latina.
Entendo que todos devemos nos aplicar a criar e aplicar vacinas, contra-venenos contra tais movimentos e tentativas. Se devessemos criar um lema deveria ser : Democracia, inclusão e soberania.

Responder

O Brasileiro

29/05/2010 - 20h48

E ainda tem gente que quer que o Obama se preocupe com a política externa…
E ainda tem gente que ignora a NOSSA extrema-direita, representada por procuradores eleitorais e ministros do TSE…
A reação contra os abusos da extrema-direita tem que começar agora. Depois pode ser tarde demais!

Responder

Tweets that mention Sara Robinson: A ascensão do fascismo nos Estados Unidos | Viomundo - O que você não vê na mídia -- Topsy.com

29/05/2010 - 20h09

[…] This post was mentioned on Twitter by Paulo Stockler, Eduardo Prado. Eduardo Prado said: Sara Robinson: A ascensão do fascismo nos Estados Unidos – http://tinyurl.com/2684vkh (via @viomundo) […]

Responder

Urbano

29/05/2010 - 18h02

Desde a época que meu avô viu seu bisavô menino…

Responder

luciano coelho

29/05/2010 - 17h39

Lamentavelmente Azenha, é o que temos assistido nesse inicio do governo de Obama. Os falcões não se conformam em serem governados por um cidadão negro, assim como a nossa elite não se conforma em ser governada por um ex-operário. O fascismo deles muito se parece com o nosso. Deus queira que essa eleição, se as nossas aves de rapina deixarem, tiver o que o povo quiser eleger, não tenhamos os saudosos fascistas tentando sabota-la. Isso já vem acontencendo nos bastidores de dois dos nossos poderes.

Responder

Dimitri

29/05/2010 - 17h39

Estarrecedor! Imaginem um estado fascista montado sobre o maior arsenal nuclear do planeta!? O fim da linha pode chegar mais rápido do que pensamos…

Responder

Leider_Lincoln

29/05/2010 - 19h29

É uma história conhecida: todo autoritarismo que começa para o exterior, cedo ou tarde se volta pra dentro, quando deixa de ser possível oprimir os "nanicos". Esse momento está chegando. Os EUA ainda tem uma máquina de guerra formidável, mas máquinas de guerras formidáveis custam dinheiro, muito dinheiro. A dos Estados Unidos, cerca de 850 bilhões de dólares anuais. Eles não tem mais tanto dinheiro,ou pelo menos, não terão por muito tempo.
Devendo muitos trilhões de dólares, com 20%da população desempregada ou subempregada, cada vez mais favelas ( http://www.worst-city.com/images/Slums-of-Detroit… ) e mais perdidos do que cegos em tiroteio, os EUA cedo cedo descobrirão que, se quiserem reprimir alguém, ou "combater o mal" terão de fazê-lo em seu próprio terrotório, contra seu próprio povo. Sinceramente, eu queria ter a grandeza para lamentar.
Mas o 11 de setembro, o de 1973, quando apoiados, organizados e financiados pelos EUA, assassinaram milhares de chilenos, incluindo o próprio Allende, não me deixa. Tem os 2 milhões de vitimas do embargo ao Iraque, o milhão de coreanos, o mais que milhão de vietnamitas, os habitantes de Hiroshima e Nagasaki, os havaianos, granadinos, argentinos,uruguaios, mexicanos, cubanos, laocianos, cambojanos, chineses, iranianos, palestinos, egípcios, sauditas, tanta gente que não me deixa.
Foram mortos pelos Estados Unidos ou por governos que os Estados Unidos impuseram. Nos deram este remédio amargo por 130 anos. Algumas décadas tomando dele, farão dos estadunidenses um povo melhor, ou pelo menos lhe darão a oportunidade de imaginar por que tanta gente os odeia.

Responder

    Milton Hayek

    29/05/2010 - 21h26

    É o surgimento do Quarto Reich,Leider.Nada mal,aliás,para um país que tem o símbolo do fascismo dentro do próprio Congresso Nacional.Depois a ditadura é Cuba…..

    Ubaldo

    29/05/2010 - 22h32

    O que você faz ai nos EUA?

    luis david

    30/05/2010 - 10h43

    Leider,
    A sua análise está precisa, uma perfeita radiografia desta nossa triste realidade.

patrick

29/05/2010 - 18h11

Pelo andar da carruagem e o desespero da direita no Brasil, ainda veremos mensagens de SPAM acusando Dilma de ter nascido na Bulgária…

Responder

Alvaro

29/05/2010 - 18h03

Não conhecia o autor citado ao longo de todo texto. Ao que parece sua concepção não foge de outros teóricos como H. Arendt. E no Brasil? Movimentos como o Cansei, a aliança demo-tucana com seu discurso anti-Mercosul p´ro-Guerra ao Terror? Qual é o peso das eleições 2010 para impedir movimentos proto-fascistas no Brasil?

Responder

A crise e as novas forças políticas (e as nem tão novas assim) | Viomundo - O que você não vê na mídia

29/05/2010 - 14h34

[…] O Viomundo está de olho em duas tendências internacionais. O avanço do fascismo nos Estados Unidos, detectado pela Sara Robinson, entre outros. Trouxe a tradução de um artigo dela para o Viomundo novo, está aqui. […]

Responder

Deixe uma resposta