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Ricardo Musse: Por que a velha esquerda se ilude com Kadafi?

06 de março de 2011 às 15h50

por Ricardo Musse*

A recepção na blogosfera de um artigo do respeitado militante comunista português Miguel Urbano Rodrigues, sintoma da dubiedade com que a Revolução na Líbia tem sido acompanhada por setores da esquerda, põe em cena a questão que dá título a esse post. Para iniciar essa discussão seguem algumas provocações:

1. Grande parte da velha esquerda prefere um Estado forte à democracia. Sua avaliação, presa apenas à dicotomia imperialista/ anti-imperialista, não demonstra a menor preocupação com o regime político. Para ela, pouco importa a forma pela qual o Estado é comandado – se por um patriarca, um ditador, um colegiado, um comando militar etc.

2. Esse eco da antiquada e deturpada tese que considera as regras da democracia burguesa como uma fraude resiste mesmo em situações, como a atual, em que a legitimidade do governante é desmentida por manifestações populares, greves gerais, insurgência proletária, em suma, pelo arsenal histórico da ação revolucionária.

3. A velha esquerda interpreta o presente com os olhos congelados no passado. Deixou de acompanhar as mudanças no mundo – para ela em geral desagradáveis. Assim, muitas vezes, analisa a conjuntura a partir de dados e situações de 30, 40 anos atrás.

4. O coronel Muamar Kadafi forneceu apoio material, logístico e guarida para a extrema-esquerda na década de 1970. OLP, IRA, Brigadas Vermelhas, ETA, Farc etc. foram acolhidos por ele.

5. Mas, desde o 11de Setembro, Kadafi mudou de lado, motivado pelo fato de que a bandeira do enfrentamento militar com os EUA foi parar nas mãos daqueles que considerava como o seu principal inimigo: o fundamentalismo islâmico. Seu giro foi completo. Os Estados Unidos e a União Européia receberam-no triunfalmente em recente reunião do G-20. Foi admitido no restrito círculo dos aliados preferenciais por conta do controle integral que exercia sobre o Estado e a população líbia e da bagatela de 300 bilhões de dólares (entre fundo soberano, reservas internacionais e fortuna familiar) que dispõe para investir em empresas do Hemisfério norte.

6. A velha esquerda sente ainda saudades da ultrapassada tática de confrontação militar com as forças pró-imperialistas. Trata-se de um procedimento que só se mostrou eficaz na Guerra Fria, quando o apoio da URSS possibilitou a movimentos insurgentes organizar verdadeiros exércitos alternativos, como foi o caso na China e em Cuba.

7. Exceto nesse período, a destituição do comando do Estado seguiu sempre o modelo ensaiado na Revolução Russa de 1905: manifestações de massas e greve geral.

8. A velha esquerda superestima os serviços secretos. Enquanto a mídia e o congresso norte-americanos questionam a CIA por sua incapacidade de fornecer informações sobre os acontecimentos no mundo árabe, ela sugere que a mobilização popular na Líbia foi desencadeada por essa agência norte-americana. O comando da CIA agradece.

9. A velha esquerda desconhece inteiramente a situação histórica e social do mundo árabe, para a qual nunca voltou os seus olhos. Sustenta que a revolução predomina no leste da Líbia por que aí se localizam empresas multinacionais. Mas se esquece de que é aí que se concentra a maioria da classe operária. Tampouco parece perceber que Trípoli, a última cidadela de Kadhafi, consiste no núcleo habitacional do funcionalismo público (em geral, composto por apaniguados do ditador) e de todos aqueles que sobrevivem parasitando o Estado líbio.

* Ricardo Musse é professor de Sociologia da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP.

 

69 Comentários escrever comentário »

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Elton Flaubert

13/03/2011 - 18h36

O autor só cometeu um erro, não foi arrojado o suficiente para defender a contra-violência. Os rebeldes líbios precisam de ajuda, caso contrário, serão elimininados pelo genocída Gaddafi. Obviamente, os Estados Unidos, caso invadirem, farão por motivos pragmáticos, mas dialeticamente, ajudarão a impedir um verdadeiro genocídio. A esquerda jacobina está pouco se importando com os rebeldes, o que vale para eles é a identificação irracional e fácil: Gaddafi se diz anti-imperialista; eu sou anti-imperialista; eu apoio Gaddafi. Tenebroso.

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Líbia: A exposição pública da hipocrisia ocidental | Viomundo - O que você não vê na mídia

13/03/2011 - 12h51

[…] O sociólogo Ricardo Musse escreve que a esquerda brasileira se ilude com Kadafi […]

Responder

Líbia: Valter Pomar responde às provocações de Ricardo Musse | Viomundo - O que você não vê na mídia

12/03/2011 - 14h21

[…] Ricardo Musse, professor de Sociologia da USP, respondeu neste texto divulgado pelo Viomundo: Por que a velha esquerda se ilude com Kadafi? […]

Responder

Valter Pomar

11/03/2011 - 14h09

Prezado Musse
Tentando concluir:
7) sinceramente, nosso problema maior não são os esquerdistas saudosos da ultrapassada tática de confrontação militar com as forças pró-imperialistas. Na minha opinião, nosso problema é a atualíssima tática da direita mundial, que implica em militarizar os conflitos (lutas sociais, lutas nacionais, lutas religiosas, segurança, narcotráfico, tudo vira pretexto para guerra). Frente a esta tática, a esquerda (não importa se velha ou nova, seja lá o que for isto) é obrigada a defender a paz. E, ao fazê-lo, pode ser acusada de estar de um lado contra outro. Por exemplo: eu sou totalmente contra qualquer intervenção militar na Líbia. Por isto posso ser acusado de apoiar Kadafi???

8) registre-se que, ao contrário do que voce diz, a guerrilha cubana não teve apoio da URSS. Voce está certo ao dizer que o ambiente existente entre 1945 e 1989 tornava possível a vitória militar da esquerda, em alguns casos e países. Mas o apoio logístico ou político direto da URSS ou de outros países foi muitas vezes fator secundário.

Valter Pomar

Responder

Valter Pomar

11/03/2011 - 14h08

Musse
E ainda:
6) eu acho que existe muita gente de esquerda, que adota parâmetros ultrapassados. Alguns deles são comunistas, outros são social-democratas, outros pertencem a variadas familias. E também tem muita gente que se acha parte da nova esquerda, que não consegue acompanhar o que se passa no mundo. Na boa, neste quesito (compreender o que está acontecendo), a maioria da esquerda ainda está correndo atrás dos acontecimentos.
Valter Pomar

Responder

Valter Pomar

11/03/2011 - 14h06

Prezado Musse

Mais comentários:

5) eu acho que devemos defender a mais ampla democracia. E por isto mesmo sou contra defender a democracia burguesa. A democracia burguesa realmente existente é a que temos em grande parte do mundo, uma democracia mediada pelo dinheiro, restrita a alguns aspectos da vida (na fábrica, no local de trabalho, em casa, não), na qual a cidadania política aparece atomizada em indíviduos (na urna, todos temos um voto, mas fora dela…). Por isto, se é que entendi o que voce quis dizer, acho que voce erra quando mistura a justa defesa das lutas populares contra ditaduras, com a defesa das regras da democracia burguesa.

Um abraço

Valter Pomar

Responder

Valter Pomar

11/03/2011 - 14h05

Prezado Musse

Seguem outros comentários:

2) nem acho que se trate de ilusão. Há um cálculo político nos (poucos) que apóiam Kadafi, semelhante ao que levou a Internacional Socialista a incluir, entre seus quadros, o partido do ditador tunisiano e também o partido de Mubarak.
3) eu acho que seria mais adequado voce dizer, muito simplesmente, que existe uma parte da esquerda que tem uma visão pragmática acerca do regime político que vigora noutros países. Esta parte da esquerda (social-democrata, comunista ou de outras famílias), gostando ou não da democracia dentro de casa, comporta-se de maneira pragmática frente ao regime político que existe nos demais países.

4) pessoalmente, acho que certo pragmatismo é inevitável, salvo se quisermos exportar e impor nossos modelos políticos. O que não é aceitável, na minha opinião, é fazer do vício virtude; tratar e qualificar como revolucionário, socialista, democrático ou o que seja, o que no máximo pode ser antiimperialista ou, no mais das vezes, um aliado pontual.

Valter Pomar

Responder

Valter Pomar

11/03/2011 - 14h04

Prezado Musse

Li com atenção o seu texto e gostaria de fazer os seguintes comentários:

1) a expressão velha esquerda não me parece nem um pouco adequada. Aliás, o que seria a velha esquerda? Se o critério for geracional, então temos um problema, pois há velhos social-democratas que dizem preferir uma democracia fraca, à um Estado forte. Ou será que por velha esquerda voce se refere aos comunistas e similares? Mas por qual motivo esta esquerda seria velha??? E outras esquerdas (a social-democrata, por exemplo) não mereceriam este apelido por qual motivo???

Valter Pomar

Responder

Benedita da Silva

11/03/2011 - 00h43

Fundamental, parece-me, que o professor (professor? É isto que ele ensina para seus pobres alunos?) quis ser do contra, em atendimento à sua formacão direitista, dando azo a um artigo desqualificado, do contra. Desqualificado pq afirma sem fundamentar. Ele escreveu com raiva. Raiva da esquerda. Uma pena!!! Baixou o nível da nossa querida USP.

Responder

    Fernando

    13/03/2011 - 18h29

    Minha cara Benedita. Se você for a política, só demonstrou o que penso de você… péssimo. Contra-argumente se discorda do professor.

Porque parte da esquerda se ilude com Gaddafi

10/03/2011 - 23h30

[…] Por Ricardo Mousse, no Viomundo […]

Responder

Bruno

10/03/2011 - 15h37

Uma excelente provocação, é bom deixar claro que a tal da esquerda, a velha, a ideóloga, e a direitona têm dois pesos e duas medidas para analisar a situação. Se a revolta é no Egito, o Azedo diz que se trata de um bando de terroristas. Se a revolta é na Libia, o pessoal aqui diz que é o imperialismo. Em nenhum momento se trata de manifestações surgidas de governos opressores e tresloucados que matam e que deixam a maioria da população desses países na miséria.

Responder

Sperb

09/03/2011 - 12h43

Muita raiva e pouca análise ao decálogo de Ricardo Musse. Ricardo provocou, exerceu o papel do intelectual. Dizer que ele é imbecil de direita por ser da USP e outras coisas semelhantes em nada enriquece o debate. Mais análises e menos ideologias fariam bem ao debate.

Li com atenção os comentários postados. Existem críticas procedentes, mesmo que algumas estejam raivosas. Mas não poderia deixar passar a maior pérola da raiva cega e a transcrevo abaixo.

Eleonora Vaz · 2 dias atrás
A única coisa que NUNCA muda, mesmo, mesmo, é a velha direita uspeana udenista seeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeempre reacionária.
Por mais erros que a esquerda velha, nova ou média, tanto faz, cometa, nenhuma esquerda JAMAIS cometeu erros tão graves quanto os erros da direita.
Comigo é o seguinte: é o cara começar a esculhambar a esquerda (mesmo que esteja errada), e eu jogo pedra. A esquerda é o seguinte: até quando erra, erra erros menos ruins que a direita até quando acerta. E tenho dito.

Responder

Alex

09/03/2011 - 12h13

Além das "Reflexões de Fidel", muito oportunas e amplamente escoradas no contencioso histórico entre a Líbia e oimperialismo e do texto de Miguel Urbano Rodrigues, sugiro a leitura desse texto, de autoria de Sara Flounders
http://www.vermelho.org.br/noticia.php?id_noticia

Responder

Bonifa

09/03/2011 - 04h56

É um artigozinho danado de maniqueista! Quando o camarade fala de "velha esquerda" quer se proclamar pertencente a uma esquerda novinha em folha, desenraizada de tudo, muito bem aceita por quem acredita que a História acabou.

Responder

Nilson Moura Messias

08/03/2011 - 11h04

Caro Professor, desculpe o simplismo. Foi governo americano, foi politico americano, sou contra. Quem ameaça a paz mundial? Quem ameaça os recursos naturais dos outros paises? Quem mente, com objetivo de invadir os paises em busca do seu petroleo? Quem assassina lideres opositores? Responda me, Professor Ricardo, a esta dificil pergunta. Os Estados Unidos da América ou Libia de Muamar Khadafi.

Responder

Renato

07/03/2011 - 23h43

É PRECISO ESTUDAR
Quando alguém escreve um artigo sobre um determinado tema , o mínimo a fazer é pesquisar sobre o assunto abordado. Pelo visto o "ilustre" sociólogo da veneranda USP pouco conhece da Líbia e do Governo Kadafi. A Líbia possui o melhor IDH do continente africano. Mais de 90% da população é alfabetizada. As muheres podem estudar e trabalhar sem maiores problemas. Os serviços de saúde são bons. Existem graves questões étnicas na região da Cirenaica (onde está Benghasi). Contudo existem eleições na Líbia, tão democráticas como nos Estados Unidos, pois o grupo dominante sempre vence. Obama está instigando a Árabia Saudita a armar os insurretos. Isto é democrático? Dá próxima vez estude caro Musse!

Responder

    Luis Leiria

    09/03/2011 - 14h35

    Caro Renato,
    Você conhece a Líbia? Já lá esteve? Ou está repetindo essas estatísticas fantasiosas que nem papagaio? Eu estive na Líbia, percorri-a de uma ponta a outra, e o que vi foi um estado policial muito pior que a Tunísia ou o Egito. Democracia na Líbia? Me engana que eu gosto. Questões étnicas em Bengazi? De que etnias??? Essa é nova! Mas que etnias existem na Líbia? Acho que quem devia estudar era você

@niceluxe10

07/03/2011 - 23h37

Musse tem razão… sobre a velha esquerda… mas ela está no poder aqui agora, serão as mesmas idéias que tinham já nos anos 60?

Responder

Jorge Borges

07/03/2011 - 22h26

A velha esquerda stalinista continua falando em "democracia burguesa"…

Quando o PT foi fundado no começo dos anos 80, tinham o mesmo discurso, e diziam que os sindicalistas ligados a Luiz Inácio eram financiados pela CIA, pois cometiam o "crime" de não se filiar ao "glorioso" Partido Comunista.

Saibam que o povo líbio prefere a democracia burguesa do que a ditadura burguesa de Kadafi.

Ah, e parem com essa falácia de acusar o professor da USP de ser contra o "Estado forte". Estado forte é uma coisa, e governo forte é outra. Uma coisa não tem nada a ver com a outra. Pinochet comandava um "governo forte" cujo intuito era acabar com o "Estado forte".

Responder

angel

07/03/2011 - 21h14

Se a intenção era provocar, conseguiu. Gostei do artigo.

Responder

Romualdo Pessoa

07/03/2011 - 19h55

Caro Musse,

Postei em meu blog há alguns dias um artigo que faço uma análise rápida sobre a situação que você aborda. Muito embora eu reconheça a complexidade que há por trás da situação líbia pela posição estratégica que ela ocupa e pela riqueza petrolífera que possui. Existe sim alguma ilusão em relação ao Kadafi, mas a preocupação que fica é sobre as consequências de sua queda e do discurso "democrático", mas profundamente hipócrita que fazem os EUA e as potência européias. Na verdade elas visam se antecipar a uma possível tomada daquele país por setores fundamentalistas e/ou liados a Al-Qaeda. Ainda no dia de hoje, em uma entrevista para uma TV francesa, Kadafi usou esse argumento, de que ele seria a melhor alternativa do Ocidente à uma escalada do poder da Al-Qaeda naquela região.

Penso que o temor que existe é de a Líbia se transformar no "Iraque africano", ou em uma "Somália petrolífera".

Como se vê. Há um enorme imbróglio aí, como de resto é assim que sempre acontece em regiões que têm uma enorme importancia estratégica. Para contribuir com o debate insiro o link com o artigo que citei no início.
http://gramaticadomundo.blogspot.com/2011/03/revo

Abç.

Romualdo Pessoa

Responder

Lucas Cardoso

07/03/2011 - 17h34

"2. Esse eco da antiquada e deturpada tese que considera as regras da democracia burguesa como uma fraude resiste mesmo em situações, como a atual, em que a legitimidade do governante é desmentida por manifestações populares, greves gerais, insurgência proletária, em suma, pelo arsenal histórico da ação revolucionária."

O fato é que a "democracia" plutocrática e oligárquica burguesa é uma fraude. Acredito, e acho que a maioria aqui concorda, que é melhor que é melhor que a tirania autocrática totalitária, seja de direita ou de esquerda. Mas está muito longe do ideal.

Fora isso, ótimo artigo.

Responder

    Maximiliano Renato

    07/03/2011 - 18h54

    Com a tentativa de apoiar os opositores na Líbia, os EUA tiveram um ataque de oportunismo diante do consumado abalo na ditadura Kadafi. Ao abandonar o barco, o rato espera controlar a guerra. O seu sinal de apoio ainda não transformou os opositores em agentes do imperialismo. Provavelmente transformará, como convém ao patriarcado. Mas tampouco apagou a memória do governo pró-imperialista e sanguinário de Kadafi. Ele sugou para si e sua família cada gota de petróleo à custa do sangue e da vida da população líbia. Isso deixa evidente que a oposição imperialismo/ anti-imperialismo é mais complexa do que a velha esquerda gostaria de ver perpetuar.

    anita lemos

    07/03/2011 - 20h42

    Esse blog é frequentado só por membros do partidão e por apoiadores da ditadura Kadhafi? Por que só um tipo de resposta é liberado pela mediadora?
    Anita Lemos

    Renato

    08/03/2011 - 00h28

    De fato muitos são do partidão. É pena que de vez em quanto apareçam serviçais da direita raivosa e da classe média facista, travestida de democrática que infestam a pseudo-intelectualidade paulistana.

Paulo Rangel

07/03/2011 - 13h42

Pelo visto o douto professor Musse é defensor da esquerda democrática, no entanto ele esquece de dizer que democracia é essa, uma vez que no âmbito da democracia burguesa o que existe enquanto democracia é falacioso. Ademais, salvo engano, o douto professor Musse, ao menos noutros textos que escreve, parece gostar dos frankfurtianos, portanto ele deveria também efetuar a crítica da democracia sob o viés da Escola da Frankfurt, cujo saldo apontaria nitidamente para o inverso da democracia nos dias correntes. O grande problema do artigo do professor Musse é que ele está no limite para ser um texto que abraça à direita. Por fim, o sociólogo uspiano (isto traz más lembranças… ) deveria também, como lembrado noutro comentário, a falar da USP, uma universidade privatizada por dentro, inclusive pelos professores da FFLCH, que fazem uso privado do nome e das estruturas físicas daquela universidade que deveria ser pública. Importante não não esquecer que é lá (fflch) que fica o Centro de Línguas cobrando mensalidade e explorando mão de obra barata, sem que os fefelechianos se insurjam contra.
Paulo

Responder

    Vitoria

    07/03/2011 - 18h30

    Paulo Rangel acredita em papai noel e em chavão: que uma andorinha faz verão, que todo uspiano é tucano, que todo professor da USP é mau caráter e que a burocracia uspiana é escolhida por eles. Isso é que é ressentimento!

Coutinho

07/03/2011 - 09h27

Por que o articulista se ilude com a direita antiga ou nova, que sempre foi a mesma? O estrago que ela faz é o mesmo das ditaduras, que, aliás, ela adora. Só que é camulflado pela midia; até o início dos conflitos no oriente médio, somente Kadafi era tratado como ditador.

Responder

Marat

07/03/2011 - 08h52

Não podemos ser dominados pelos que desejam pautar os assuntos. Assim como a imprensa ocidental insiste doentiamente em "Hitler malvado", "Einstein bonzinho", "Saddam malvado", "EEUU bonzinho", Kadhafi malvado" Hilária Clinton séria", devemos verificar o que é deliberadamente escondido da pauta. Quais os objetivos de se satanizar A ou B, quais os objetivos de se endeusar A ou B… Esses maquiavélicos "donos" da notícia não se cansam de utilizar manobras diversionistas, mas, quem tem um mínimo de visão, percebe quem é de fato o malvado da história!

Responder

    Samael

    08/03/2011 - 08h47

    Caro Marat, se o "Hitler malvado" é um mito, que valores do nacional socialismo seriam importantes para a estratégia revolucionária anti imperialista de hoje?

luiz pinheiro

07/03/2011 - 02h42

OLP é extrema esquerda?

Responder

Andre

07/03/2011 - 00h15

Aqui o porque a "velha" e a "nova" (existe velha e existe nova?) esquerda nunca prosperarão:
http://vimeo.com/3942650

Responder

    Scan

    07/03/2011 - 18h27

    É, e gente com dois cérebros, o delgado e o reto, como você também nunca prosperará.
    Que lixo!
    Tem gente (?) que nunca vai aprender nada mesmo.
    Cai fora, ô retardado! Vai alisar teu ídolo Reinaldinho Cabeção, o Eunuco.

Renato

07/03/2011 - 00h06

Lugar errado
O amontado de loas à democracia burguesa do ilustre "intelectual" do USP deveria estar na Revista Veja ou no Estadão. A "velha esquerda" não se ilude com Kadafi e nem com qualquer outro ditador. A "velha esquerda" humildemente pergunta quem ultimamente tem apoiado os regimes ditatoriais árabes? Quem tem armado a Arábia Saudita, Líbia e demais países da região? Estados Unidos, Israel e Reino Unido estão preocupados realmente com a democracia? O "ilustre" sociologo tem acompanhado a política francesa em relação as sua ex-colônias africanas? Você realmente estudou sociologia? Sei que deve ter um amontoado de títulos que todos nós sabemos como são obtidos. Continue no seu departamento pesquisando bizantinismos e poupe-nos de tantas sandices.

Responder

Tariq Ali

06/03/2011 - 23h27

A decisão de Kadfi de recorrer ao exército e à aviação para reprimir o seu próprio povo levou à libertação de enghazi e provocou uma dissidência na instituição militar. Os soldados que recusaram abrir fogo sobre o povo foram executados pelos esquadrões da morte do ditador, como pudemos ver na Al-Jazeera. Fazer querer que este regime é progressista é uma vergonha. Com um país dilacerado e um exército dividido, os dias de Kadhafi estão contados

Responder

Tariq Ali

06/03/2011 - 23h26

As raízes dos levantamentos na Líbia não são diferentes dos que explicam os acontecimentos na Tunísia ou no Egipto.Mouamar Kadhafi dirigiu o país com mão de ferro. Se por vezes recorreu a uma retórica anti-imperialista num passado longínquo, ele colaborou directamente, nas últimas décadas, com a Euro-América. O ideólogo de Tony Blair, Anthony Giddens, fez elogios ditirâmbicos ao Guia.

O estilo de vida deste último e as suas políticas excêntricas tornaram-no inapto para modernizar o seu país. Apesar dos quarenta anos que passou no poder, os líbios têm um nível de educação muito pior que os tunisinos e o sistema de saúde do país é muito deficiente.O balanço de Kadhafi é um Estado de partido único degenerado, as prisões e a utilização da tortura. E tudo isto para manter a sua família no poder.

Responder

SILOÉ

06/03/2011 - 23h15

Democracia para os EUA, é o domínio das petrolíferas sem o qual não tem conversa.

Responder

SILOÉ

06/03/2011 - 23h04

A velha esquerda não se ilude com Kadhafi, sabe que ele foi corrompido. mais também não se ilude com esse papo de democracia dos EUA, trata-se apenas de baratear as "colônias" em tempos de vacas magras.

Responder

marcos santos

06/03/2011 - 22h54

Vou dar uma sugestão para melhorar o artigo:

Porque uma intelectualidade, que se diz de nova esquerda, se ilude com o imperialismo na Libia.

Responder

    Marduk

    08/03/2011 - 08h49

    Eita inveja. Quando aparece um artigo de méritos e faz pensar, o pessoal muge de raiva…

marcos santos

06/03/2011 - 22h47

No dia de hoje o titere karzai não aceitou as desculpas públicas de Peatrus sobre o assassinato de 9 crianças afegâs confundidas com guerrilheiros. Não vi nenhuma notícia na imprensa de levar o General Paetrus ao Tribunal de Haia….hummm vejamos.

Quando isso acontecer, vou dar atenção a esse tipo de generalidades escritas ilustríssimo professor.

Responder

Ary

06/03/2011 - 22h39

Desde quando os EUA se preocupam com a democracia no mundo árabe? Quando eles puserem as mãos sujas no óleo líbio, quero ver quem da nova esquerda será o primeiro a fazer autocrítica.

Responder

Eleonora Vaz

06/03/2011 - 22h14

A única coisa que NUNCA muda, mesmo, mesmo, é a velha direita uspeana udenista seeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeempre reacionária.

Por mais erros que a esquerda velha, nova ou média, tanto faz, cometa, nenhuma esquerda JAMAIS cometeu erros tão graves quanto os erros da direita.

Comigo é o seguinte: é o cara começar a esculhambar a esquerda (mesmo que esteja errada), e eu jogo pedra. A esquerda é o seguinte: até quando erra, erra erros menos ruins que a direita até quando acerta. E tenho dito.

Responder

    Oséias

    08/03/2011 - 08h51

    Outro comentário ridículo! Vai ver que na vida real, a madame nem sabe onde fica direita e esquerda.

Marcio Josué

06/03/2011 - 22h05

Parabéns pelo artigo.

Essa velha "esquerda" stalinista-castrista da América Latina vai acabar sendo desprezada pela nova esquerda árabe que surge. Essa nova esquerda que é sim, verdadeiramente anti-imperialista, ao se inspirar na Intifada palestina, na qual a juventude palestina enfrentou com pedras os tanques de Israel, o estado-vassalo do imperialismo na região.

A velha esquerda esclerosada é a que bajula a OLP de Arafat, que conciliou com imperialismo e o sionismo, e que agora foi desmoralizada pelos "documentos da Palestina", revelados pelo Wikileaks.

A nova esquerda árabe quer democracia, pois a juventude árabe não aguenta mais a opressão dos velhos ditadores. A nova esquerda árabe é próxima aos movimentos de trabalhadores, como mostra a situação atual no Egito, com inúmeras greves sacudindo o país.

Talvez algo que incomode as velhas viúvas do Muro stalinistas-castristas é a importância que os trotskistas tiveram na revolução egípcia, e que continuam tendo agora, depois da derrubada de Mubarak. Militantes trotskistas tiveram papel de direção em muitos momentos da insurreição da Praça Tahrir, e isso também explica o ranço das velhas viúvas do Muro contra a revolução que sacode o mundo árabe…

Responder

Fernando

06/03/2011 - 21h21

Mais uma viúva do FHC.

Fique com sua democracia que fico com minha Cuba.

Responder

    Marat

    06/03/2011 - 21h49

    SENSACIONAL!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! – só faltaram as aspas na democracia estadunidense…

    Scan

    07/03/2011 - 18h28

    Somos dois!

    João

    07/03/2011 - 21h41

    Somos três.

    Alberto Silva

    09/03/2011 - 15h00

    somos 4!

FrancoAtirador

06/03/2011 - 21h09

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KADAFI É O NOVO SADDAM e A LÍBIA É O NOVO IRAQUE

WeekLeaks revela: Ao menos 109 mil pessoas teriam morrido no Iraque desde o início da invasão americana

Os Estados Unidos recorreram a práticas de tortura, execução sumária e crimes de guerra durante suas ações no Iraque, de acordo com os 391.832 documentos militares divulgados pelo site WikiLeaks.

Morte de civis: Ao menos 109 mil pessoas teriam morrido no Iraque do início da invasão americana, em março de 2003, até o final do conflito, em 2009. As mortes de civis, que seriam 63% das vítimas, aparecem em número maior do que o número divulgado pela administração de George W. Bush.

Pelo menos 121.649 civis iraquianos e forças de segurança ficaram feridos, de acordo com o informe, enquanto 3.592 soldados da coalizão foram mortos e 30.068 se feriram.

São relatados casos nos quais civis aparecem entre as vítimas de ataques feitos por helicópteros ou em checkpoints. “Tais assassinatos são uma razão central pela qual os iraquianos se viraram contra a presença dos norte-americanos em seu país, uma situação que agora se repete no Afeganistão”.
.
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SE REPETIRÁ NA LÍBIA!
.
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Responder

ZePovinho

06/03/2011 - 21h05

Ainda bem que,hoje em dia,não predomina mais a pensata uspiana:
http://www.globalresearch.ca/index.php?context=va

Petroleum and Empire in North Africa. NATO Invasion of Libya Underway
Muamar Gaddafi Accused of Genocide

by Keith Harmon Snow

Responder

Eugênio

06/03/2011 - 20h40

Este tipo de argumentação explica porque "a nova esquerda", como o PSOL, andou a reboque dos setores chamados eufemisticamente de "oposição ao governo Lula", ou seja, dá para entender que uma militante da suposta "nova esquerda" como a ex-senadora Heloísa Helena subia à tribuna do senado para se juntar aos ataques de senadores do PSDB e Dem, desde 2005. Quer dizer então que para ser "verdadeiramente" de esquerda é preciso ser contra o Estado forte? Que seria de nós, em 2008, se o Brasil sob a administração do presidente Lula não estivesse fortalecendo as políticas econômicas de Estado face ao desafio de enfrentar anti-ciclicamente os efeitos da crise financeiras mundial surgida nos EUA e Europa?

Muita ingenuidade afirmar que o que acontece na Líbia é só mais um fenômeno "clássico" de "manifestações populares, greves gerais, insurgência proletária, em suma, pelo arsenal histórico da ação revolucionária." Arsenal histórico da ação revolucionária?… Em 1973, no Chile, isto também aconteceu (então Pinochet chegou ao poder, derrubando um presidente socialista, como fruto de uma "ação revolucionária". Confundir qualquer agitação de rua com revolução e qualquer greve como insurgência proletária é um simplismo bem típico de extrema esquerda que se contenta com meras palavras de ordem (que não explicam nada sobre os processos mais profundos que acontecem para além da superfície da conjuntura agitada).

Tão ruim quanto interpretar o presente com os olhos no passado, é interpretar o presente segundo um ideário doutrinal qualquer que está mais na cabeça de quem afirma tais conclusões sem fundamentos empíricos suficientes do que na realidade em si mesma (a realidade nunca obedece a nenhum esquema ideológico, porque sempre é mais complexa do que as teorias e doutrinas dogmáticas). Estas teses lembram-me a doutrina trotisquista que crê, acriticamente, numa suposta Revolução permanente e universal (bem como em palavras mágicas tais como "greve geral" e "insurgência proletária" que são capazes, por si sós, de fazer grandes revoluções proletárias).

Aqui ele se enquadra na própria crítica que faz à "velha esquerda" – "Exceto nesse período, a destituição do comando do Estado seguiu sempre o modelo ensaiado na Revolução Russa de 1905: manifestações de massas e greve geral." Dizer que todas as reviravoltas políticas do mundo no século passado seguiram sempre o tal esquema da Revolução Russa de 1905, ou seja, primeiro "manifestações de massas", seguidas de "greve geral" é ser muito simplório na análise histórica concreta de cada evento em específico (típico dos trotisquistas da tal "nova esquerda").

É certo que é um erro superestimar as forças sobre-humanas das agências de inteligências (no que concordo plenamente com ele), mas também o é subestimá-los como faz a suposta "nova esquerda". Pensar que tudo não passa de conspirações dos serviços secretos é tão ingênuo quanto pensar que nada é fruto de conspirações secretas (como se todo o jogo político de poderosos interesses internacionais se desse exclusivamente à luz do dia, com a mais ampla transparência ética; só se for na nova ideologia descendente das fábulas da D. Carochinha).

Se a "velha esquerda" desconhece inteiramente a situação histórica e social do mundo árabe, nada prova que a "nova esquerda" o conheça plenamente (pretensão de conhecer não é o mesmo que conhecer de fato, porque não acredito que alguém, no ocidente ou no oriente, seja capaz de fazê-lo, porque são realidades muito complexas e muito difíceis mesmo de serem apreendidas por quem quer que seja). Pelo menos podemos dizer, até o momento, que a Líbia não é o Egito (como é possível ver que não é mais uma "pecinha de dominó" como outra qualquer, porque não está seguindo, mecanicamente, a mesma lógica dos acontecimentos da Tunísia e do Egito, como diziam apressadamente, que cairiam todas, uma após outra) e que Kadafi não é Mubarak. Mas isto é fácil de constatar, não precisa ser nenhum profundo conhecedor da realidade árabe, o resto, não sabemos ainda (ninguém pode afirmar categoricamente onde tudo isto irá parar, a não ser que queira pagar o mico de ser desmascarado pelos fatos concretos).

É muita ingenuidade pensar que o fundamentalismo muçulmano é uma força motriz da "Revolução" mundial… Será que o autor também o inclui no suposto "arsenal histórico da ação revolucionária"? Qual "Revolução"? Como a do Irã em 1979? Como a Francesa de 1789, ou como a Russa de 1917?

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    Mário SF Alves

    06/03/2011 - 22h50

    Eugênio,
    Esse confronto de idéias, posto dessa – e que exige desprendimento – só faz bem. Nesse sentido quero dizer que aprendi um pouquinho mais, e isso devo a vocês dois.

Sebatião Medeiros

06/03/2011 - 20h01

Apesar da restrição que eu tenho por parte das atitudes do Coronel Ditador Kadhafi,deve se reconhecer o oportunismo por parte dos EEUU E DA UNIÃO EUROPÉIA,que até ontem tratava-o como parceiro confiável no Mundo Árabe e a agora fica manipulando a rebelião popular do Povo Líbio e ameaçando de invandir,por da OTAN,o território Líbio.Se Khadafi de ficar ou não quem deve decidir é o povo Líbio e não os Europeus ou os Estadunidenses.Este Ricardo Musse deve sofrer de ESQUIZOFRENIA USPIANA doença causada por ficar muito tempo dentro da academia e totalmente divorciado da realidade.
O tal professor disse que a última cidadela de Khadafi e a cidade de TRIPOLI núcleo habitacional do funcionalismo público apaniguado de Khadafi,mas ai eu pergunto,sem generalizar, não seria a USP uma cidadela de apaniguados dos Tucanos e dos Sionistas,

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José Tana

06/03/2011 - 19h47

Prezado Professor Ricardo Musse:
Muito boa a sua análise, lúcida e oportuna. Fez-me lembrar de um fato. Certa vez critiquei um companheiro de esquerda por ele ter dado dinheiro para um homem que lhe havia pedido uma ajuda para comprar o que comer. O meu companheiro me respondeu: – É, eu fico com a consciência pesada e ele (referindo-se ao homem) mata a fome.
Até mais,
JT

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Fabio SP

06/03/2011 - 19h47

E se tem uma coisa que a velha esquerda detesta é que lhe mostrem a verdade, assim na cara !!! Por isso tantos comentários agressivos.

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Francisco Hugo

06/03/2011 - 19h35

Caramba, quanta coisa aprendi!
Que:
1 – Estado forte e democracia são excludentes.
2 – As regras da democracia burguesa não são fraude.
3 – É um equívoco analisar o presente considerando-se o passado.
4 – A velha esquerda acolhia a extrema-esquerda.
5 – Trezentos bilhões de dólares valem mais que qualquer ideologia.
6 – Hiroshima e Nagasaki não foram os maiores atentados terroristas da História da Humanidade e não pretendiam mostrar quem é que manda.
7 – 1905 não desaguou em 1917 e o John Reed não estava lá.
8 – A CIA e congêneres norteamericanas só existem no cinema.
9 – A nova esquerda é tão estúpida quanto a velha esquerda.
10 – Generalizar é preciso.

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    Samael

    08/03/2011 - 08h52

    Você leu realmente o artigo?

Marat

06/03/2011 - 18h23

Quem é verdadeiramente de esquerda deve se preocupar com ditadores, assassinos e genocidas, portanto, deve se preocupar em primeiro lugar com os EEUU, e não se esquecer que capitalismo e democracia não são sinônimos.

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    Caracol

    08/03/2011 - 07h47

    … "capitalismo e democracia não são sinônimos". Ah, Marat, como é difícil que esta realidade penetre e atravesse as camadas rochosas que circundam e protegem alguns cérebros! Eu vivo tentando mostrar isso, mas tem gente que é impermeável… alguns, quando ouvem isso, chegam ficar meio vesgos com o choque causado pela declaração. Dá um nó no cerebelo, os olhos fogem pra detrás da cabeça, começam a salivar e eu fico com medo que elas entrem em convulsão parasimpática progressiva.
    É preciso ter cuidado e ir devagar, senão causa trauma. Não diga essas coisas assim de sopetão, é perigoso, recomendo ir mencionando as contradições… assim… digamos… devagarzinho.

ZePovinho

06/03/2011 - 17h57

Sempre a mesma história de "Estado forte" em oposição à democracia.Por esse prisma uspiano,confirma-se a tese de que na matriz do pensamento paulista,os EUA,não existe democracia porque o Estado é forte para as empresas e fraco para quem sustenta esse mesmo Estado:o povo.

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João

06/03/2011 - 17h41

A velha esquerda tem uma avaliação que ainda considero pertinente: são os interesses imperialistas que movem paises a se meter na política interna de outros países.
O resto é resto.

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Maria

06/03/2011 - 17h28

Mas o que propõe o autor do post, que no fim das contas exala ser algo bem ardiloso produzido por alguém de pensamento de direita, mas que se esconde sob o manto da esquerda. Em boa medida as críticas que o autor faz são cabíveis ou razoáveis, o problema é um certo nó que fica, típico de conservadores que se passam por progressistas.
Maria.

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    Mário SF Alves

    06/03/2011 - 21h53

    Entendo… O texto critica a visão tipo farol de ré da antiga esquerda, ou o sistema de referência atolado no passado. O que faz sentido. Mas, e daí? O propõe ou o que demonstra munido de uma concepção distinta, atual? Será que fica de acordo com a guerra de rapina travestida de humanismo que se avizinha?
    Difícil é saber o que é pior, se um Kadafi rifado, corrupto e insustentável sob todos os aspectos, ou a ocupação estrangeira mascarada de boazinha, porém determinada por interesses ainda mais mesquinhos e ainda mais desumanos.

O_Brasileiro

06/03/2011 - 16h25

É a mesma "velha esquerda" que se ilude com a "democracia" de Chávez e de Castro!

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Gustavo Pamplona

06/03/2011 - 16h08

"5. Mas, desde o 11de Setembro, Kadhafi mudou de lado, motivado pelo fato de que a bandeira do enfrentamento militar com os EUA foi parar nas mãos daqueles que considerava como o seu principal inimigo: o fundamentalismo islâmico. "

Mudou de lado mesmo foi depois da queda do Saddam Hussein (gostava do Saddam…), ficou com "medo" de ter o mesmo destino.

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