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Proposta de reforma da CUT inclui extinção do Senado

03 de julho de 2013 às 11h37

Carta da central sindical à presidente Dilma

do site da CUT

Reforma Política:  Fortalecimento e aperfeiçoamento da democracia direta e participativa

I – Introdução:

A Central Única dos Trabalhadores congratula a iniciativa da vossa Excelência Dilma Rousseff,  presidente  da República, de propor “um debate sobre a convocação de um plebiscito que autorize o funcionamento de um processo constituinte específico para fazer a reforma política  de que o país necessita”.

Como consta das Resoluções do 11º. Congresso Nacional da CUT (julho de 2012), “a CUT constata que a relação de forças no atual Congresso Nacional bloqueou até mesmo a tímida reforma eleitoral que se discutia, o que coloca em pauta a questão da convocação de uma Assembléia Constituinte Soberana que dê a palavra ao povo brasileiro, como instrumento que supere os obstáculos levantados pela classe dominante a qualquer transformação de fundo no nosso país.   A CUT, ao defender uma reforma política alternativa à democracia parlamentar e corporativa e, ao questionar a hegemonia da economia privada ou mista, defende uma nova relação entre transformação política e econômica”. (grifo  nosso)

Em nossa plataforma, aprovada há um ano, reafirmamos a necessidade de uma Reforma Política ampla e profunda, que contemple o aperfeiçoamento da democracia representativa e o fortalecimento da democracia participativa do povo brasileiro. Esse é o desejo inequívoco demonstrado nas recentes manifestações populares e em recentes pesquisas de opinião.   São itens indispensáveis para isso:

1 — Fim do financiamento privado das campanhas eleitorais, que macula indelevelmente o processo eleitoral, e que é fonte importante de corrupção;

2 — Voto proporcional em lista partidária, com alternância de sexo, definidas em convenções partidárias democráticas e  transparentes, a partir de critérios públicos;

3 — Fidelidade partidária e programática;

4 — Diminuição do número de assinaturas para projetos de Iniciativa Popular e mecanismos de facilitação de coleta;

5 — Tramitação diferenciada e prioritária dos projetos de lei de Iniciativa Popular;

6 — Inclusão de mecanismos para a democratização do Poder Judiciário e impedimento de judicialização dos conflitos;

7 — Combate à corrupção tornando-a crime inafiançável;

8 — Fim da imunidade parlamentar para crimes penais e de corrupção;

9 — Fim do Senado;

10 — Proporcionalidade de representação dos Estados da Federação;

11 — Eliminação de cláusulas de barreira;

12 — Institucionalização do caráter deliberativo das Conferências de políticas públicas e dos Conselhos Nacionais;

13 — Estabelecimento de limite mínimo de 18 anos de idade para concorrer a cargos eletivos, permitindo uma saudável e necessária renovação geracional.

Tais propostas pressupõem um fórum constituinte novo, especificamente eleito para essa finalidade, tendo em vista a comprovada incapacidade de o atual Congresso Nacional levar a cabo qualquer reforma política ampla e profunda. O Brasil está mudando; é preciso aproveitar a oportunidade para consolidar novas formas de organizar a sociedade e o Estado. O Brasil necessita de reformas estruturais de caráter democrático e popular, estruturadas em processos de democracia direta e participativa, na construção de um novo marco ético-político.  A reforma política é caminho essencial para aperfeiçoar as relações entre Estado e sociedade e solucionar os graves problemas enfrentados pelos poderes constituídos.

II – Plebiscito ou Referendo

No entanto, na eventual impossibilidade de um processo constituinte especifico, tendo em vista as alternativas colocadas pelos diversos partidos políticos,  agentes sociais e governamentais, como o plebiscito e o referendo, acreditamos que a proposta de referendo não se coaduna com a vontade de participação e de mudança política expressa pelas ruas. Referendo é apenas um sim ou não a  propostas previamente aprovadas por um Congresso Nacional  que se mostrou incapaz, até o momento, de viabilizar essa transformação da política brasileira. O povo brasileiro quer participar mais ativamente dos rumos da vida política nacional, como demonstrado, e, diante dessas duas alternativas, o Plebiscito pode ser um mecanismo  possível, neste momento, de dar voz ao povo que quer mudanças na vida política nacional,  na representação política no Congresso Nacional e no comportamento dos parlamentares e políticos eleitos.

Desta maneira, uma vez convocado o Plebiscito, cremos serem essenciais as seguintes questões para decisão do povo brasileiro:

* Fim do financiamento eleitoral por empresas privadas

O financiamento eleitoral é central no modelo eleitoral brasileiro, pois  conta majoritariamente com recursos privados, de pessoas físicas e jurídicas — cerca de 90% — e  com recursos do fundo partidário.  Grandes empresas e conglomerados econômicos injetam valores expressivos nas campanhas partidárias, alterando substancialmente a correlação de forças e as chances de eleição de candidatos ligados ao movimento sindical ou popular. Os  altos custos das campanhas eleitorais tornam os parlamentares e políticos eleitos reféns do poder econômico, e não mandatários da vontade da população que os elegeu .

Desta maneira, o mecanismo atual favorece a corrupção e a influência do poder econômico nos destinos na nação. As campanhas eleitorais devem ter financiamento exclusivamente público,  definido de maneira pública e transparente, observando-se critérios para o acesso aos recursos, como a densidade eleitoral dos partidos, e igualmente  divididos entre homens e mulheres.

* Voto proporcional em lista partidária, com alternância entre homens e mulheres, definidas em convenções partidárias democráticas e transparentes, a partir de critérios tornados públicos

O voto proporcional e nominal do atual sistema, no qual  o voto direto em um candidato soma-se à quantidade de votos do partido e/ou coligação e, ao final, a proporcionalidade de votos válidos de cada partido/coligação para fins de fixação do número de vagas, distorce a composição dos legislativos e consequentemente a representatividade. É assim que partidos com baixa representatividade na sociedade ampliam o seu número de cadeiras nos legislativos, a partir da votação massiva nos chamados “puxadores de votos”, por vezes sem a necessária identificação e comprometimento partidário.

Ou  seja,  permite a figura do “partido de aluguel”, em que troca-se de partido como quem troca de roupa, o que não é admissível numa democracia. A pessoa eleita tem que comprometer-se com um ideário, com o qual seus eleitores se identificaram e por isso nele votaram.  A lista partidária, definida em convenções partidárias democráticas e transparentes, a partir de critérios tornados públicos, favorece a fidelidade partidária e programática, evitando-se a troca de partidos por interesses privados ou pessoais. De um lado favorece a formação de partidos mais sólidos e comprometidos com projetos e propostas e, de outro, democratiza as relações partidárias internas, evitando a burocratização das direções partidárias, com critérios de definição de listas públicos e transparentes.

* Diminuição do número de assinaturas para projetos de Iniciativa Popular e tramitação diferenciada e prioritária dos projetos de lei de Iniciativa Popular

O país demonstrou nas ultimas semanas sua vontade de construir o protagonismo popular na construção das políticas públicas e na definição de rumos. É preciso portanto criar mecanismos que favoreçam os projetos de lei de iniciativa popular, aproximando o povo das casas legislativas.
* Fim do Senado

O sistema atual, bicameral, em que ao Senado compete o papel revisor em relação aos projetos iniciados na Câmara de Deputados, agrava a ausência de proporcionalidade e sobrevaloriza o papel do Senado na produção legislativa. O Senado, assim, acaba por apropriar-se de prerrogativas da Câmara, aumentando o seu poder. O modelo, ao contrario de preservar o equilíbrio federativo, tende a subvertê-lo, afastando-se ainda mais das questões que interessam a população.

 * Inclusão de mecanismos para a democratização do Poder Judiciário e impedimento de judicialização dos conflitos

Também faz parte da necessária mudança da vida pública brasileira criar mecanismos de democratização do Poder Judiciário brasileiro e para o fim da judicialização dos conflitos. No nosso país, os Poderes Executivo e Legislativo possuem mecanismos constitucionais, ainda que insuficientes ou necessitando aprimoramento , que garantem algum tipo de participação popular  e controle social, como a realização de  eleições regulares por exemplo. O único Poder em nosso país em que não se prevê nenhum tipo de participação popular ou controle social é o Judiciário. Um país verdadeiramente democrático não pode conviver com essa exceção, também é preciso avançar na adoção de mecanismos democráticos e de transparência no Poder Judiciário.

III – Considerações finais

Caso o Plebiscito seja a maneira escolhida  para a definição dos caminhos centrais da reforma política externamos ainda uma  preocupação. Preocupa-nos a formulação das perguntas, pois a dubiedade na pergunta ou perguntas que induzam respostas podem deslegitimar o próprio processo plebiscitário e seu caráter democrático. Em nossa opinião,  as perguntas para o plebiscito devem ser objetivas e concentradas de 3 a no máximo 5 grandes temas (perguntas).
Nesse momento, conclamamos a todos os governantes, o Congresso Nacional e os partidos a ficar  atentos às necessidades do país por mudanças profundas, que atendam aos interesses de toda a sociedade e não aos de uma pequena parcela composta pelos detentores do capital.

A reforma política é a mãe de todas as outras possíveis reformas, pois garante transparência no processo eleitoral brasileiro.

O fim do financiamento privado para as campanhas eleitorais, entre outras medidas, coíbe a corrupção e coloca obstáculos na intervenção do poder econômico das grandes empresas e corporações nas eleições, é fundamental para que essa mudança ocorra. Hoje é o dinheiro que ganha as eleições. O cidadão e a cidadã comuns não têm possibilidade de concorrer, muito menos vencê-las, porque não têm recursos. Com o fim do financiamento privado, os recursos serão divididos de forma democrática nos partidos, ou seja, as disputas serão de igual para igual, possibilitando que a diversidade e pluralidade da sociedade brasileira estejam representadas nas esferas públicas, em todos os níveis.

Atenciosamente,

Vagner Freitas de Moraes

Presidente Nacional da CUT

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31 Comentários escrever comentário »

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fadlo Dualibi Neto

12/01/2014 - 12h23

Este texto é velho porém, cada dia mais atual!!!!

AINDA O SENADO
Oceano de irregularidades e falcatruas, nosso Senado Federal, tem sido o principal alvo de nossos idôneos jornalistas. Também pudera, jamais tanto se fez em demérito da pátria, quanto vemos no Senado. Vozes já clamam nos quatro cantos da nação pedindo sua sumária extinção, e a exceção de poucos e corajosos homens de bem, o restante efetivamente, nada produz de útil, e sua principal preocupação, além dos gastos estratosféricos é tentar justificar sua utilidade.

A bem da verdade, a renca de escândalos, o corporativismo, e o nepotismo descaradamente efetuado ao arrepio da lei, são a marca registrada da índole dos antigos coronéis, que simplesmente transferiram para a instituição o seu “modus vivendi”.

Não se passa um dia, sem que novas irregularidades venham à luz.

Não que o brasileiro saiba votar, o que é bem duvidoso.

Votam os esclarecidos nem sempre nos mais capacitados, mas consoante sua inclinação política, votam ao sabor da loquacidade de alguns ou da beleza de outros, votam por indicação e até mesmo pelo espírito de contradição.

Votam os ignorantes incultos e os pseudo alfabetizados, votam os viventes e votam os finados dentro dos feudos eleitorais do coronelismo, que alguns desinformados achavam não mais existir nestas plagas guaranis.

E nossos augustos deputados federais não deixam por menos. Lá em Brasília, o colunista da UOL Fernando Rodrigues(http://noticias.uol.com.br/escandalos-congresso/) menciona somente no ano de 2009 mais de 80 casos de desvios de conduta, entre a Câmara e o Senado, alguns de extrema gravidade, outros nem tanto se considerarmos não ser delito a malversação de dinheiro público, num país onde o salário mínimo não dá condições de vida à grande maioria do povo, onde segurança é piada e a saúde anda às moscas.

Vivemos numa situação esdrúxula, os produtos brasileiros no exterior custam quase a metade do que pagamos no Brasil, nosso custo de vida é altíssimo, os impostos exorbitantes, para que os poderes constituídos da República drenem numa orgia desenfreada, e cada vez mais, os recursos que deveriam se destinar à melhoria de vida do povo, à remuneração condigna dos trabalhadores à saúde e à segurança , conforme reza nossa constituição.

Ganha-se no legislativo e no Judiciário salários altíssimos que acrescidos de bônus, de ajudas de custo, de verbas nominadas e não nominadas, constituem um desrespeito ao minguado salário do trabalhador e especialmente do aposentado, aquele cujo labor profícuo durante décadas contribuiu para a grandeza da pátria, e vê no final da vida seus parcos ganhos diminuírem ano a ano.

Argumenta-se em sua defesa que votam excelentes projetos, que a eles competem votar o orçamento e a declaração de estado de beligerância…e etc e tal.. mas o que vemos é uma situação caótica onde ninguém se entende e onde governistas e oposição se digladiam Por cargos e vantagens, forçando o executivo a legislar por meio de medidas provisórias.

E sempre prejudiciais aos interesses do povo.

Nesse contexto, até o Banco Central legisla, ou você não é explorado no banco onde tem conta? Lembro-me de que nas décadas passadas os bancos disputavam os depósitos dos clientes, e semestralmente nos pagavam juros sobre o saldo médio de nossos depósitos.

Não havia taxa de manutenção nem cobravam sobre a emissão de talões de cheques.

Afinal eles trabalhavam com nosso dinheiro emprestando-o a juros altos, como fazem até hoje, e a única diferença é que parece que nos fazem um favor usando nosso dinheiro e nos cobrando por isso.

Mas, voltando ao nosso Legislativo, excessivamente subserviente ao executivo, vota, vota sim, mas projetos de lei, que freqüentemente nos envergonham e desapontam.

Nossas leis são tíbias e parecem feitas para a proteção de marginais em detrimento do cidadão honesto.

As punições que deveriam ser exemplares são leves, e diminuídas por uma série de benefícios, gerando uma sensação de impunidade, pois bandidos, que hoje se tornaram reeducandos, mesmo tendo praticado crimes hediondos, tem mais regalias e proteção do que os homens de bem que lutam para sustentar sua família a duras penas.

Mas se há divergência políticas e pessoais no legislativo, elas desaparecem quando se trata de aumentar o próprio salário.
O dos outros que se danem, principalmente o dos aposentados, cujo argumento principal é de que quebraria a previdência social. Ora, se levarmos em conta que salários mais altos gerarão mais consumo, e mais consumo gerará mais produção, e que conjugados gerarão mais empreendimentos e conseqüentemente mais empregos, com maior arrecadação de impostos e contribuições a previdência, então se torna patente o desinteresse na melhoria de vida do trabalhador.

Ora,´o trabalhador bem remunerado tem mais condições de se educar e de educar seus filhos tornando-se eleitores conscientes. Parece residir nessa tese o terror de nossos representantes.

E é disso que precisamos para dar através do voto, um basta a essa situação calamitosa de desgoverno porque passa nosso País.

Bem, mas e o Senado, será que faria falta?
Postado por FADLO- POEMAS E VERSOS às 06:13 Nenhum comentário: Links para esta postagem

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Lucas

10/12/2013 - 10h56

Sou a favor da extinção do Senado. A única função realmente útil do Senado é o poder de veto à propostas legislativas que violem os interesses do pacto federativo. Ao invés de uma Casa com enormes custos, essa função poderia ser desempenhada pelas Assembleias Legislativas de cada Estado. A Câmara dos Deputados votaria as leis e as remeteria para os poderes legislativos de cada Estado da federação. Estes votariam o projeto, e a proposta seria considerada rejeitada pela Assembleia Legislativa do Estado “X” caso três quintos do total de deputados estaduais assim votassem. O veto materializaria-se caso a metade mais um das assembleias dos Estados e do Distrito Federal rejeitassem a proposta. Alguns podem pensar que o poder de realizar acréscimos aos projetos de lei oriundos da Câmara de Deputados é uma faculdade importantíssima para a democracia, mas isso é uma farsa. O sistema bicameral assentasse em premissas falsas. O mesmo argumento que o sustenta, poderia sustentar um sistema tricameral, pois por lógica seria melhor que um bicameral, e assim por diante. Uma casa com mais de quinhentos legisladores já é o suficiente para elaborar leis. O que se precisa é apenas um contrapeso, em favor de nossa forma de Estado federal, para vetar leis. E só. Chega de Senado, a casa dos “lords” dos países “democráticos”.

Responder

Roberto Locatelli

07/08/2013 - 23h05

Há vários países no mundo que funcionam com um poder legislativo unicameral, ou seja, só Câmara dos deputados, sem senado. São países muito diferentes entre si. Alguns deles:

Angola, Armênia, Cabo Verde, China, Cuba, Dinamarca, Finlândia, Israel, Noruega, Peru, Portugal, Suécia, Venezuela.

A função principal do Senado, no Brasil, era discutir as grandes questões de maneira mais ágil que a Câmara. Imagine-se, na década de 40, a dificuldade de reunir os deputados – acho que eram 200 na época – com voos raros e caros e estradas precárias. Ficava muito mais fácil e rápido reunir o Senado. Na época, se não me engano, havia um senador por estado. O senado representava a Federação.

Hoje, temos voos, estradas e internet. O Senado discute as mesmas coisas que a Câmara discute. Os projetos de lei vão da Câmara para o Senado, voltam, são alterados, retornam ao Senado. É um atraso de vida. Temos um Poder Legislativo com duas cabeças (1).

Por isso sou totalmente favorável à extinção do Senado, que se tornou um dinossauro atravancador.

__________________
1 O Poder Judiciário também tem duas cabeças, pois temos o STF (Superior Tribunal Federal) e o STJ (Superior Tribunal de Justiça). Acho que um dos dois deveria ser extinto. E sou favorável à eleição direta para o Poder Judiciário, como é na Venezuela, Bolívia e em alguns estados dos EUA.

Responder

Sávio Alves

04/07/2013 - 19h10

Fim do voto obrigatório!

Responder

Athos

04/07/2013 - 11h11

É o sonho de SP a extinção do senado.
Por isso que a CUT não é um movimento nacional. Representa SP apenas.

Responder

Maria Izabel L Silva

04/07/2013 - 10h53

Eu concordo integralmente com a proposta da CUT, e sei que esta também é a proposta do PT. Há anos que eu a conheço. Ela não foi feita agora, no calor dos acontecimentos. Só precisa botar o debate na rua e ter voz ativa. Dos protestos de junho, nada se cria. Os protestos foram engolidos pela direita reaça, e transformados em reivindicações corporativas. Não é o caso da proposta da CUT e do PT. São reivindicações bem fundamentadas, e até radicais, como a extinção do Senado, com a qual eu concordo plenamente.

Responder

Arthur Schieck

04/07/2013 - 00h02

Sensacional!

Responder

Rose PE

03/07/2013 - 21h56

Uma instituição que só traz mais gasto ao erário, não entendo a existência de tal órgão, afinal, já se tem os deputados para legislar. Boa proposta de reforma.

Responder

FrancoAtirador

03/07/2013 - 19h11

.
.
A proposta é boa, mas extemporânea.

Num momento de desprestígio de toda a classe política

e das próprias instituições republicanas brasileiras,

e com o predomínio ideológico da Mídia Bandida articulada,

pode ser o primeiro passo para extinguir o Parlamento.

Defendo a tese, mas não agora.
.
.
!!! PELA DEMOCRATIZAÇÃO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO !!!
.
.

Responder

    Valmont

    04/07/2013 - 09h16

    Ao meu ver, a proposta contém pontos polêmicos e, por isso, se fragiliza. A CUT devia centrar em pontos essenciais que unificam as posições da esquerda, como o financiamento público exclusivo de campanhas e valorização dos partidos.
    A falta de unidade e coordenação, mais uma vez, ameaça o avanço de propostas da esquerda.

    FrancoAtirador

    04/07/2013 - 12h53

    .
    .
    Concordo, Valmont.

    Quem pede tudo não leva nada

    e ainda pode perder o que tem.

    Ontem (3/7) a Câmara extinguiu

    a multa adicional de 10% do FGTS.

    O Congresso está na mão da Direita.

    Já começaram a reforma neoliberal

    e ninguém da esquerda se dá conta.
    .
    .

Francisco

03/07/2013 - 18h55

E não tem limite no número de reeleições?

Responder

Graça

03/07/2013 - 17h57

A CUT pisou na bola. Ou mostrou a cara paulista que estava oculta. Quer agora acabar com o regime federativo.

Responder

jaime

03/07/2013 - 17h21

Acabar com o Senado e alterar a proporcionalidade na Câmara significa que os interesses de São Paulo devem prevalecer sobre os demais – porque eles são em maior número, ou seja, não importa o quanto esses interesses sejam conflitantes com os demais Estados da Federação. É isso mesmo que se quer?

Responder

    Véio Zuza

    03/07/2013 - 17h35

    Tem toda a razão. É um equívoco histório do PT e similares. O Brasil é muito desigual, inclusive na distribuição demográfica. Sem o Senado e com uma Câmara mais “proporcional”, SP e MG ou SP e RJ mandam e pronto. Numa discussão tipo royalties do petróleo, adeus Tia Chica…
    Às vezes é preciso ter dois dedos de testa…

    Bruno

    04/07/2013 - 12h48

    Esse é o problema da reforma política, as pessoas ficam presos as questões circunstanciais e não discutem o mérito das questões. A reforma política vai acabar beneficiando um grupo a outro, mas não podemos nos prender a essa questão. Acho que precisamos maior proporcionalidade representativa pois uma democracia é feito para atender os interesses das pessoas. Mesmo considerando que pessoa que moram em estados menos populosos mereçam mais representação para suprir desigualdades regionais, o Senado não representa eficientemente as regiões menos populosas. Pelo aspecto regional, estados gigantes como Amazonas e Mato Grosso, não poderiam ter a mesma representatividade que estados pequenos como Distrito Federal e Sergipe.

Elias

03/07/2013 - 16h54

Há outros itens importantes que não foram incluídos. Tem um que me parece bem apropriado se comparado à realidade salarial do Brasil. Nos três poderes, um representante do povo não pode receber um salário 50 vezes maior do que o salário mínimo. Metade das trabalhadoras e dos trabalhadores vive de um salário mínimo.

Responder

José Eudes

03/07/2013 - 16h39

Avisa esses caras da CUT que o Senado é a igualdade dos estados e DF, cada um com 3 Representantes.e camara federal por proporção. Ex o RN tem 8 Dep. Federais São Paulo tem 74.

Responder

    Bruno

    04/07/2013 - 12h49

    Porque tem que ter igualdade entre estados? Estados são mais importantes do que gente?

angelo

03/07/2013 - 16h39

A expressão ‘voto facultativo’ foi proibida? Em n propostas que vi niguém toca nesse ponto.

Responder

Urbano

03/07/2013 - 16h18

Concordo em gênero, número e grau. O senado não serve pra zorra nenhuma. Vem batendo na câmara de dez a zero. Inclusive, o senador Cristóvan Buarque se encontra injuriado com o esvaziamento do senado em todos os cinco dias úteis da semana. Em relação à maioria, na verdade a gente vem bancando um escritório particular, com custo que nem zero é, pois ainda abiscoitam um ganho e dos muito bons; logo um custo negativo.

Responder

    Urbano

    03/07/2013 - 16h20

    Pra defender os respectivos Estados na União, é brincadeira…

Proposta de reforma da CUT inclui extinção do Senado | Blog do Flávio Chaves

03/07/2013 - 14h17

[…] da República, de propor “um debate sobre a convocação de um plebiscito que autorize o funcionamento de um processo constituinte específico para fazer a reforma política  de que o país […]

Responder

Graça

03/07/2013 - 13h41

Entre várias propostas pertinentes e louváveis, da CUT, duas provocaram minha imediata rejeição: o fim do Senado e a proporcionalidade para a Câmara Federal. Isto significacaria a negação completa dos princípios da esquerda de dar voz às minorias e o fim da federação. Tanto o Senado quanto a restrição à proporcionalidade na representação dos estados destinam-se a dar voz aos estados menos populosos e evitar que projetos de interesse exclusivo dos estados mais populosos sejam aprovados quando este interesse atropela os estados menores e/ou menos populosos. Fiquei surpresa e preocupada com esta proposta vindo de quem vem. Quem defende os interesses da classe trabalhadora não pode esquecer que a redução das desigualdades deve ser uma meta e que não faz sentido privilegiar os estados poderosos dentro de uma federação.

Responder

    Raimundo

    03/07/2013 - 15h41

    A CUT é paulista.

    A verdade é que para a esquerda paulista, não existe Piauí, Pará, Amapá, Paraíba ou Sergipe. Existe “o pessoal lá do Norte”.

    Pra quê dar voz praquele pessoal lá do Norte, né? Ninguém nem lembra que eles existem mesmo… A não ser nas férias…

O DOUTRINADOR

03/07/2013 - 13h01

Pq não se coloca TAMBÉM um LIMITE na REELEIÇÃO de VEREADORES, DEPUTADOS ESTADUAIS, DEPUTADOS FEDERAIS, E SENADORES. Evitaríamos casos como o do “Utilizador de Avião Público para assistir Jogos” o atual Presidente da Camara Federal que esta no 11 mandato. OBS: Onde anda a PGR? A MAIORIA DAS PROPOSTAS PARA NÂO DIZER TODAS, “LIGAM O NADA A LUGAR NENHUM”.

Responder

    João Vargas

    03/07/2013 - 14h43

    Não ouvi nenhuma proposta neste sentido, mas concordo plenamente. Sou favorável a uma reeleição para os político. Assim acabaríamos com a profissão no Brasil.

    Francisco

    03/07/2013 - 18h59

    ACM era formado em medicina (!) e jornalismo (!).

    Nunca passou uma receita, nunca fez uma reportagem, mas como infernizou a nossa vida!

    Profissão: politico!!!

    PS. E como ele tem muitos…

Agostinho

03/07/2013 - 12h53

Concordo! Senado proa que? Se a coisa é discutida e decidida na câmara,pra que ser revista no senado? A federação não é prejudicada por isso.

Responder

Lucas A.

03/07/2013 - 12h37

Reforma Política da CUT/PT é acabar com o Poder Legislativo e Judiciário.

Responder

    Julio Silveira

    03/07/2013 - 15h31

    Aonde estão escondendo isso? pode-se até não gostar da CUT e identifica-la como chapa branca. Mas as posições acima dizem exatamente o contrário do que afirmas. O que você está afirmando exige prova, apresente-a sob pena se ser mais um abobado sem noção de cidadania, um porra loca.

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