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Conceição Lemes: “Os médicos cubanos tocam na gente para examinar”

06 de novembro de 2014 às 21h04

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O secretário Luiz Carlos Bolzan e o médico cubano Antonio Betancourt fazem  a diferença. Fotos: Robson Nunes 

por Conceição Lemes

Novo Hamburgo, capital nacional do Calçado, fica a 40 km de Porto Alegre (RS).

Até o ano passado, como a maioria das cidades brasileiras, esse município gaúcho tinha falta de médicos.

Não era por escassez de recursos, mas por falta de profissionais para contratar.

Eram 160 para cuidar de 240 mil habitantes. Cobriam apenas 28% da população.

Em setembro de 2013, Novo Hamburgo recebeu os três primeiros médicos do programa Mais Médicos: duas argentinas e um brasileiro formado em Cuba.

Hoje, são 40, dos quais 29 cubanos. Os demais são dois brasileiros formados fora do país (um em Cuba e uma na Venezuela), quatro argentinos, três uruguaios, um dominicano e um venezuelano.

O doutor Antonio Betancourt Léon é um deles. Foi o primeiro médico cubano a atender na Vila Palmeira, uma das áreas mais carentes da cidade. Chegou no início de 2014.

Antes, trabalhou durante dois anos na Guiana Inglesa, num programa de Saúde da Família, parecido com o Mais Médicos, que visa à atenção básica de saúde, ou atenção primária.

Jaci da Silva Carvalho (69), Santa Emília Alves de Almeida (75 anos) e Roseline Quadros Abreu (35) são algumas das dezenas de pacientes que já passaram em consulta com ele. As três moram na Vila Palmeira.

Dona Jaci padece com uma ferida na perna, diagnosticada como úlcera varicosa, há seis anos.

— Quando começa a doer, fico louca. Me tratei no Hospital Operário. Depois, no posto de saúde Santo Afonso. Aí, faziam curativos a cada 15 dias. Não davam nenhum remédio para eu aguentar a dor na hora do curativo. Eu tinha que suportar tudo ali, no osso… Pior é que não melhorava. Eu pedia pra eles trocarem a pomada que eu usava em que casa, porque custava caro, eles não ligavam.

Dona Jaci: "Doutor Antonio tirou uma parte dos remédios que eu tomava. Não é que a minha dor no estômago está melhorando"Dona Jaci: "Doutor Antonio tirou uma parte dos remédios que eu tomava. Não é que a minha dor no estômago está melhorando"

Dona Jaci: “Doutor Antonio tirou uma parte dos remédios que eu tomava. Não é que a minha dor no estômago está melhorando?”

— Hoje em dia, estou me tratando no posto mais ali para baixo, com o doutor Antonio,  do Mais Médicos. Eles tratam a gente com mais carinho. As gurias são muito boas.

— Agora, faço curativo todo dia. Engraçado…devido ao jeito de a guria fazer o curativo, não dói tanto como antes… Estou com muita esperança de que agora vai dar certo…Ah, ia me esquecendo. Não preciso mais comprar a pomada, eles dão pra mim.

-- Se eu entendo o que o doutor Antônio fala? Entendo um pouco, sim, mas levo sempre o meu filho que entende melhor do que eu.

— Guria, tu acreditas que eu estava tomando 25 comprimidos por dia?!  Eu já nem podia mais comer de tanta dor no estômago. O doutor Antonio achou que era muito remédio. Tirou uma parte. Não é que a minha dor no estômago está melhorando?

Dona Santa Emília está muito empolgada:

— Os do Mais Médicos atendem, mesmo, bem melhor. Dão mais atenção ao que gente sente do que os outros médicos. Eu tenho diabetes, hipertensão arterial e problema de coluna, que toda pessoa velha tem…

Roseline tem quatro filhos: 15, 14, 13 e 4 anos de idade:

— Para a minha família, o atendimento está sendo ótimo. Eles examinam a gente!

— Até achei que a comunicação com eles [os médicos cubanos] iria ser difícil. Mas está muito tranquilo. Eles falam bem devagar.

— No outro posto que a gente frequentava antes, às vezes, eu chegava lá com o meu gurizinho de 4 anos com febre, dor de garganta…Os médicos nem examinavam, davam direto ampicilina [um tipo de antibiótico]!

— O meu filho de 15 anos tem muita acne, também está se tratando. O rosto estava se deformando. Ele se sentia tão mal que se fechava em casa. O resultado está bem bom.

— Um dia desses, levei o meu gurizinho. Precisa ver como eles são atenciosos. Eles examinam os olhos, a barriguinha, abrem a boca para ver como estão os dentinhos, garganta…

— A gente não tinha isso antes! Os médicos do Mais Médicos são mais humanos. Eles trabalham com gosto. Eles tocam na gente para examinar! Já os outros a gente percebe não gostam de pôr a mão na gente; às vezes nem olham para o nosso rosto.

AGENTE DE SAÚDE: “TODO MUNDO QUER SE CONSULTAR COM OS CUBANOS”

Emília, Jaci e Roseline estão entre as 215 famílias que a agente de saúde Altiva Motta dos Santos acompanha mensalmente em casa.

Atuando há cinco anos na Vila Palmeira, Altiva tem a mesma percepção das suas pacientes, como mostra esta breve entrevista que fizemos com ela:

– Como está sendo trabalhar com os médicos cubanos? 

— Muito boa. Eles são muito atenciosos. Examinam bem as pessoas. Todo mundo está gostando muito. Eles falam com calma para as pessoas entenderem.

– Algum paciente recusou ser atendido por eles?

— Nããããããão! Todo mundo quer se consultar com eles.  Não é propaganda, falo a verdade.

– O que os pacientes te contam?

— Sobre os outros médicos, era comum eu ouvir: “Fulano não examina, sicrano atende a gente em pé, até na porta; não faz isso, não faz  aquilo…”

Já sobre cubanos, eles dizem: “perguntam tudo sobre a saúde da gente, ouvem o que estamos sentindo, examinam bem, tiram a pressão, colocam a gente na maca…”

– Mudou alguma coisa?

— Melhorou bastante a adesão ao tratamento, às orientações. Os usuários estão mais felizes. E eles estando mais felizes, nós, agentes de saúde, também ficamos mais felizes.

Em casa, Dona Emília recebe a visita mensal da agente de saúde Altiva: "Os médicos do Mais Médicos dão mais atenção ao que gente sente do que os outros"

Em casa, Dona Emília recebe a visita mensal da agente de saúde Altiva: “Os médicos do Mais Médicos dão mais atenção ao que gente sente do que os outros”

DR. ANTONIO: “A GENTE TEM DE LEMBRAR QUE O PACIENTE NÃO É UMA DOENÇA”

Entrevistando o doutor Antonio, fica claro por que tanto as usuárias quanto a agente de saúde derramam-se em elogios à sua atuação.

Principais observações do médico cubano às minhas perguntas:

— Eu fico muito contente com a reação dos pacientes. O acolhimento foi muito bom.

— No início, por causa da língua diferente, tivemos algumas incongruências, mas agora a comunicação está muito boa. Além disso, a relação médico-paciente é muito, muito, muito legal!

— Eu falo devagar para eles. Ao final da consulta, pergunto se entenderam tudo. E, ainda, peço para eles repetirem pra mim.

— Nós estamos trabalhando com uma população muito pobre. Eles precisam de mais atenção e amor, nós estamos fazendo o possível para dar isso.

— A reação dos médicos brasileiros contra nós, cubanos, foi também político-ideológica e não apenas corporativa.

— Logo que cheguei, fui trabalhar com uma médica brasileira totalmente contrária ao Mais Médicos. Ela não queria saber  da gente. Mas, depois de algum tempo, mudou de opinião e me disse: “Eu gosto de trabalhar com os médicos cubanos. Vocês dão mais atenção aos pacientes e nós temos de aprender como vocês fazem isso”. Hoje somos muito bons colegas. Eu acho que com o tempo a opinião dos médicos brasileiros em relação a nós vai mudar.

— Qual a principal diferença entre a nossa escola de medicina e a brasileira?Pelo que eu detectei até agora, a nossa preconiza fazer muita clínica médica. Ensina-nos a conversar bastante com o paciente, o que é muito importante.  É, para mim, a principal diferença.

— A gente tem que lembrar que o paciente não é uma doença. Às vezes só de conversar com conosco, ele melhora. O entorno dele é quase sempre complicado e nós não podemos ignorar isso.

— Em minha modesta opinião, no Brasil, é preciso fortalecer a atenção básica à saúde.  E o primeiro contato com a população tem de ser o melhor possível. Estamos aqui para ajudar como irmãos, para que o primeiro contato da população com o sistema de saúde seja o melhor possível.

Em Novo Hamburgo, experiência inédita no país: os profissionais dos Mais Médicos usam tablet para acessar o prontuário dos pacientes e acrescentar novas informações. Doutor Antonio foi o primeiro a aprender. Nessa foto, durante a capacitação dos médicos, ele faz uma demonstração às colegas cubanas Susete Villarreal (de azul) e Ilena Isabel Cabrales (de laranja) e à uruguaia Gabriela Varini 

Em Novo Hamburgo, experiência inédita no Brasil: os profissionais dos Mais Médicos usam tablet para acessar o prontuário dos pacientes e acrescentar novas informações. Doutor Antonio foi o primeiro a aprender. Na foto, durante uma capacitação, ele faz demonstração às colegas cubanas Susete Villarreal (de blusa azul) e Ilena Isabel Cabrales (de laranja) e à uruguaia Gabriela Varini

FIM DA CONSULTA DE TRÊS MINUTOS E ASSISTÊNCIA MAIS HUMANA

Pesquisa realizada de janeiro a julho de 2014 pela Secretaria de Saúde de Novo Hamburgo com 564 usuários do programa revela o êxito do Mais Médicos junto à população: 98,6% estão satisfeitos, sendo que 90% deram-lhe notas 9 e 10.

“É o serviço público mais bem avaliado pelos usuários, supera o Samu, os correios e os bombeiros”, observa Luiz Carlos Bolzan, secretário de Saúde do município e presidente do Conselho de Secretários Municipais de Saúde do Rio Grande do Sul (Consems/ RS).

Os gestores também estão satisfeitos:

* Os médicos do programa estão oito horas por dia na comunidade.

* Têm o perfil para trabalhar com saúde da família e atenção básica.

* Se propõem a atuar em equipe e fazer visitas domiciliares.

Resultado: em Novo Hamburgo, a cobertura da assistência à população saltou de 30% para 76%.

Além disso, a pesquisa feita em Novo Hamburgo já permite detectar alguns resultados positivos Mais Médicos.

O secretário Luiz Carlos Bolzan destaca três:

1. Resgate da prática clínica e da assistência mais humana nos serviços públicos de saúde

Antes a consulta durava três a cinco minutos e se resumia à prescrição de medicamentos a partir de uma queixa, sem fazer qualquer exame clínico. Os pacientes diziam que às vezes o médico nem olhava no rosto deles.

Essa prática está sendo deixada de lado.

Agora, a consulta demora de 20, 30, 40 minutos, permitindo ao médico fazer realmente uma avaliação clínica do pacientes, discutir e prescrever o tratamento.

É justamente a clínica que permite a criação do vínculo médico-paciente.

E se isso acontece, é maior a possibilidade de o paciente seguir as recomendações e retornar à reconsulta. Consequentemente, maior possibilidade de sucesso do tratamento em relação à queixa apresentada.

2. Prescrição mais criteriosa de medicamentos

A pesquisa realizada em Novo Hamburgo revela que os profissionais do Mais Médicos dão menos remédios por receita do que fora do programa.

E quanto menos medicamentos, menor o risco de danos colaterais e maior a possibilidade de o paciente seguir o tratamento recomendado.

3. Aumento das imunizações que não fazem parte das campanhas de vacinação

Por exemplo, a vacina contra a febre amarela, recomendada para quem mora ou vai viajar para áreas de risco da infecção.

Em Novo Hamburgo, o pico coincidiu com a chegada do Mais Médicos.

Isso tem muito a ver com a maior atenção na consulta e no enfoque da prevenção de doenças. Afinal, faz parte uma consulta bem feita, o médico perguntar a todo paciente se está em dia com as vacinas.

SE AÉCIO TIVESSE SIDO ELEITO, MAIS MÉDICOS ACABARIA; IMPOSSÍVEL SEM OS CUBANOS

Não é à toa que, quando questionadas por mim, Conceição Lemes, sobre a hipótese do fim do Mais Médicos e os cubanos irem embora, Jaci, Emília e Rosilene foram taxativas: “De jeito, nenhum!”

Rosilene, mãe de quatro filhos, argumenta: “Todos nós só ganhamos com a vinda deles. Eu acho que eles deveriam ficar aqui para sempre”.

Não é o que aconteceria se Aécio Neves, candidato do PSDB à presidência, tivesse ganhado as eleições.

Explico.

Em julho, durante ato, em Brasília, na Associação Médica Brasileira (AMB), quando recebeu apoio de representantes da entidade, Aécio afirmou, sob os aplausos: “Os cubanos têm prazo de validade, ficarão aqui por três anos.

O número de médicos existentes hoje no Brasil é insuficiente para atender às necessidades do país.

Novos cursos de Medicina estão sendo abertos. Porém, como a formação é demorada – 6 anos de graduação, mais 2 ou 3 de Residência Médica –, esses novos médicos só estarão disponíveis no mercado por volta de 2022.

Cuba é o único país do mundo que forma grande número de médicos. Os cubanos estão sendo fundamentais na epidemia de ebola, na África.

Consequentemente, sem os cubanos é impossível manter o Mais Médicos. Haveria um hiato entre os médicos que estão se formando aqui e as necessidades da população brasileira.

Novo Hamburgo é a prova. Sem o programa, no mínimo 12 mil consultas por mês deixariam de ser feitas, retardando  a sequência de atendimento.

Repercutiria, aliás, em todo o Rio Grande do Sul, onde 76% dos municípios aderiram aos Mais Médicos, que hoje chega a pessoas que antes não tinham acesso à assistência médica: populações rurais, indígenas, de assentamentos dos trabalhadores sem terra, quilombolas, periferias das grandes cidades, pessoas atingidas por barragens.

“O Mais Médicos está democratizando o acesso à assistência médica como nunca se viu antes no país”, avalia Bolzan.

“Contudo, por má-fé ou motivos político-ideológicos, dirigentes de entidades médicas continuam difundindo informações equivocadas. Pena que eles tenham uma visão corporativa tão limitada, a ponto de relegar a saúde da população a segundo plano.”

Em tempo 1: Convictamente. durante anos e anos, o Conselho Federal de Medicina (CFM) e a Associação Médica Brasileira (AMB) bateram na mesma tecla: no Brasil não havia falta de médicos, mas má distribuição deles pelo país.

O Mais Médicos provou que essa afirmação era corporativista e não baseada em evidências científicas: no Brasil, os médicos estão mal distribuídos, sim, mas também faltam muitos profissionais.

O primeiro especialista a mostrar a realidade foi o professor Mílton de Arruda Martins, titular de Clínica Médica da Faculdade de Medicina (FMUSP), em entrevista, aqui no Viomundo.

Em tempo 2: Como repórter especializada na área de saúde há 34 anos e usuária do SUS, observo que, no Brasil, a prática da clínica médica é cada vez menos valorizada, prejudicando os pacientes. Há médicos que sequer ouvem direito as queixas dos doentes. Nesse particular,acredito eu, muitos profissionais brasileiros têm a aprender com os cubanos.

Em tempo 3: Se a presidenta Dilma Rousseff  teve a ousadia de bancar o Mais Médicos – afinal, quem precisa de assistência médica, não pode esperar a solução ideal, que é a criação da carreira de Estado –, Novo Hamburgo tem a sorte de contar com um secretário da Saúde exemplar.

Luiz Carlos Bolzan é competente, ótimo gestor, humano e ético. Além disso tudo, 100% comprometido com o SUS, ao contrário de uns e outros que se fantasiam de “susetes” para ficar bem na fita com o pessoal da saúde pública.

[A produção de conteúdo exclusivo só é possível graças à generosa colaboração de nossos leitores-assinantes. Torne–se um deles!]

Leia também:

Na Saúde, Aécio promete o que não fez em MG: clínicas especializadas

Na propaganda eleitoral, Serra distorce números sobre gastos na Saúde

 

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Luciana

19/07/2015 - 20h01

Acho importante a diferença que o programa Mais Médicos está fazendo na vida da população carente que depende do SUS.

Mas também acho que não podemos generalizar e menosprezar os médicos brasileiros que amam seu trabalho e o realizam com excelência.

Moro em Americana – SP e sempre tive plano de saúde. Os médicos brasileiros que me atenderam durante toda a minha vida, seja em consultório ou pronto socorro, foram todos ótimos, atendimento de altíssima qualidade.

Do jeito que o povo fala parece que a maioria dos médicos brasileiros não presta, o que não é verdade.

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Michel

13/11/2014 - 18h33

Verdade, os medicos cubanos eles não sentem “nojinho” quem nem as bombas que temos no Brasil, não todos, mais quase todos.

Exemplo disso, fui fazer um exame, particular, o suposto medico, simplesmente me olhou, perguntou o que eu tinha, respondi, verificou se estava tudo bem, e disse,”vc não tem nada”, detalhe o cara só me olhou. E eu disse, vai passar nenhum exame para verificar se está tudo bem. E ele, precisa não, mas se vc quiser eu passo. Eu disse, claro que quero, preciso saber como está meu corpo e não somente com vc olhando superficialmente. Tudo isso demorou exatamente 5 minutos, para uma consulta de custou R$200,00.
É muito sacanagem, né!? Por isso estão tudo revoltados com o PT.

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Geraldo

11/11/2014 - 11h14

Tive um tio médico (morreu aos 99 anos de idade) que dizia e fazia exatamente isso: era das antigas e reconhecia a medicina de hoje estar muito mecanizada, demais talvez. Se a medicina clássica, digamos, se impôs ao mundo pelo toque, pela compreensão do problema do paciente pelo médico, guardadas as exceções, esse tipo de coisa já se foi faz muito tempo. Curiosamente, um casal de amigos, quando sofrendo de algum mal, corre ao seu profissional, um chinês de Formosa, que uma vez ao ano trabalha nos EUA, em São Francisco, creio. Contam-me que ele impõe as mãos no paciente (meus amigos) e pelo toque reconhece a doença de modo a procurar algum tratamento adequado, dentro dos padrões orientais. Entenda quem quiser, é assim que as coisas funcionam no mundo da medicina verdadeira.

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Lukas

09/11/2014 - 17h03

quantas horas trabalha um médico cubano? quantas pessoas ele atende por dia? esta conta não fecha. se ele ficar uma hora com cada paciente ele atende apenas oito pessoas. e as outra 40 que o esperam?

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Silvano

09/11/2014 - 12h55

Tudo que é feito para os ricos o PIG diz que é democretico. Quando é feito para os pobres eles chamam de populista é eleitoreiro. Este ranço desta elite ainda bem que estar acabando. Devagar mais estar. Adoro e apoio qualquer iniciativa ou programa que seja para beneficiar a classe menos favorecida. O Brasil mudou muito e mudou para melhor com a força do POVO e vai continuar mudando queira ou não o PIG e suas elites atrasadas, cheias de rancor.

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AlvaroTadeu

09/11/2014 - 05h05

Nossos médicos são formados para utilizarem equipamentos de última geração, conversar com pacientes cultos e esclarecidos, quer dizer “cultos e esclarecidos” em termos, enfim, gente de sua própria posição social (dos médicos). A maioria tem nojo de pobre, não quer tocá-los, quer apenas exibir seu status médico, mesmo que se tenham formado nessas caríssimas faculdades privadas que anunciam como vantagem do curso “ficar próxima ao metrô”. Nunca vi em jornal de Boston anúncios dizendo “venham para Harvard, piscinas olímpicas aquecidas, restaurantes naturebas e professores doutores formados na Franca e Inglaterra… E mesmo em planos de saúde (quá quá quá), já ouvi relatos de médicos que nem olham para o rosto de paciente. Estou falando de pacientes com alta renda, boa aparência, bem-vestidos(as), etc. Além das questões científicas, postura como trabalhador médico, a questão ideológica precisa ser discutida nas escolas de Medicina. Do jeito que está, está muito ruim para as pessoas que ficam doentes ou se acidentam e precisam de tratamento médico.

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FrancoAtirador

09/11/2014 - 03h02

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MAIS MÉDICOS: O PARADIGMA DA MUDANÇA ESTRUTURAL DA SAÚDE

O Bem-Sucedido Programa Nacional ‘Mais Médicos’ comprova a Necessidade Urgente de Criação de Carreiras Federais Únicas para Inclusão das Categorias dos Profissionais da Saúde – fundamentalmente voltados para a Medicina Preventiva e a Clínica Geral – no Quadro de Servidores Públicos Civis da União, iniciativa que se insere em um Projeto de Reforma Institucional muito mais Ampla, no que concerne às Alterações de Competências Administrativas e de Execução Orçamentária, no Âmbito da Federação, demandando a Aprovação de Proposta de Emenda Constitucional pelo Congresso Nacional.
(http://abre.ai/reforma-federativa_emenda-constitucional)
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DEFESA DA FEDERALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO E DA SAÚDE

Encaremos a Realidade:
a Estadualização e a Municipalização da Educação e da Saúde Fracassaram no Brasil.

Os motivos desse fracasso são tantos, que será impossível aqui enumerá-los todos:

Na maioria dos Estados e Municípios do País faltam gerenciamento, planejamento, projetos, vontade política e interesse público.

E sobram desvio de verbas, descaso administrativo, sucateamento e precariedade nos serviços públicos.

É o verdadeiro Caos Nacional que, por sinal, nos últimos doze anos,
a Mídia Empresarial – injustamente e de Má-Fé, porque defende Interesses Escusos do Setor Privado – vem atribuindo ao Governo Federal,
quando em verdade esse descalabro é de exclusiva responsabilidade dos Governadores Estaduais e dos Prefeitos Municipais Mal-Versadores do Dinheiro Público ou Administrativamente Incompetentes (ou Ambos).

Os Estados e os Municípios, salvo exceções esporádicas, honrosas e dignificantes
[como esta, por exemplo, do Município de Novo Hamburgo-RS, Brilhantemente Ilustrado pela Reportagem de Conceição Lemes, Jornalista-Especialista na Área da Saúde, aqui no Viomundo],
já se demonstraram Incapazes de executar as Diretrizes Básicas da Educação, previstas na Lei Federal nº 9394/96 (http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm),
e Ineptos para proporcionar aos Brasileiros o Acesso Universal e Igualitário à Saúde, nos termos previstos na Constituição Federal
(http://conselho.saude.gov.br/14cns/docs/constituicaofederal.pdf)

Está na hora de repensarmos as Estruturas do Sistema Educacional Brasileiro
e do Sistema Único de Saúde (SUS), que de Único não tem Nada.

O Piso Nacional dos Professores do Ensino Básico e o Programa Mais Médicos,
instituídos pelo Governo Federal, significaram os Primeiros Grandes passos
para avançar na Efetiva Prestação, pela União, destes dois Serviços Públicos
Essenciais à População Brasileira e, mais, ao Desenvolvimento Econômico e Social do Brasil.
Também traz ótimas perspectivas o Novo Plano Nacional de Educação – PNE (Lei nº 13.005/2014: http://pne.mec.gov.br/?pagina=conhecendo_pne),
sancionada neste ano pela Presidente da República Federativa do Brasil Dilma Vana Rousseff.

Mas aqui cabe um Questionamento:
– A quem compete, pela atual Previsão Legal, implementá-los, na maior parte?

Triste Resolução:
– Aos 26 Estados, todos Endividados com a União, e aos 5.565 Municípios, a Maioria desses em Situação Econômica mais Precária ainda, Dependente de Repasses dos Estados [!?!] e da União, sem um Aparelhamento Funcional, especialmente Técnico-Administrativo, e sem condições, sequer, de elaborar Projetos e encaminhá-los aos Ministérios da Educação e da Saúde.

Decorre daí, por exemplo, o Passeio do Dinheiro Público que inúmeras vezes é disponibilizado pelo Governo Federal, porém retorna ao Erário, sem a devida Execução Orçamentária, simplesmente porque não foi elaborado um Projeto pelo respectivo Ente Federativo Estadual ou Municipal.

Sem falar no Desvio dessa mesma Verba nos Trâmites Burocráticos Internos nas Secretarias Estaduais e Municipais de Educação e de Saúde.

Os Problemas são de toda ordem: Política, Administrativa, Financeira, Legislativa e Estrutural.

E, além do Lobby das Corporações Empresariais de Ensino e de Saúde promovido nas Instâncias Governamentais Executivas, Legislativas e Judiciárias, reverberado através das Empresas de Comunicação,
cujos Donos de algumas são até Sócios de Escolas Particulares e de Hospitais Privados, recebendo, inclusive, benesses do Poder Público,
fato que impede a Completa Estatização destes dois Setores Essenciais
(e conseqüentemente a Universalização e a Gratuidade dos Serviços, o que finalmente atenderia aos Dispositivos Expressos da Constituição Federal),

as Maiores Contestações e Resistências a esta Profunda Mudança de Paradigma partem de alguns Governos Estaduais e dos Grandes Municípios, com orçamentos robustos, já que os Caciques Políticos Regionais, notadamente Governadores e Senadores e aspirantes a tais Cargos Eletivos, não admitem a alteração das competências nessa áreas,
pois significará Perda do Poder Político, Econômico e, portanto, Eleitoral, no Âmbito Estadual e, mesmo, Federal, já que a Pretensão Maior é a de Galgar Cargos sempre mais Elevados na Hierarquia da República.

Certamente o Tema é Bastante Complexo, pela Amplitude, e precisará de Amadurecimento e de Convencimento nas Instituições Representativas Republicanas, até porque envolve Alterações de Normas Constitucionais no Congresso Nacional,
mas não há como negar que uma Modificação nas Estruturas dos Sistemas Públicos de Educação e de Saúde é Necessária e de Suma Importância para dar Efetividade no Atendimento a Duas das Principais Demandas do Povo Brasileiro.

PELA FEDERALIZAÇÃO DA EDUCAÇÃO E DA SAÚDE, REFORMA FEDERATIVA, JÁ!
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Um Abraço Camarada e Libertário a [email protected]
que Almejam um BraSil Cada Vez Melhor,
hoje, em Especial, à Conceição Lemes.
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Responder

ricardo silveira

08/11/2014 - 22h34

Há duas categorias profissionais que estão dando nojo, neste país, uma é a dos juízes de direito e outra é a dos médicos. Os privilégios precisam acabar.

Responder

Pedro Ribeiro

08/11/2014 - 17h40

No ano de 1984 em SJCampos, participei de uma palestra ministrada por um médico cubano, que explicou o propósito e diferenças da cultura da medicina em Cuba e no Brasi. Esta matéria sintetiza muito bem tudo o que foi exposto na época. Uma das coisas que mais me chamou a atenção foi exatamente no interesse do médico pelo paciente, e a possibilidade e facilitação do médico residir no mesmo bairro que ele clinicava e com isso conhecia as pessoas e podia praticar a medicina preventiva.

Responder

FrancoAtirador

08/11/2014 - 16h19

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NOVO HAMBURGO-RS

O nome da cidade gaúcha é uma referência à cidade alemã de Hamburgo.

No século XVI, antes da chegada dos primeiros europeus à região, a localidade era habitada pelos Índios Carijós (http://pt.wikipedia.org/wiki/Carij%C3%B3s).

As primeiras povoações permanentes de Novo Hamburgo datam do século XVIII,
quando Portugueses, maioritariamente imigrantes açorianos, instalaram-se na parte noroeste da cidade, no bairro hoje conhecido como Rincão dos Ilhéus, ou simplesmente Rincão.

Em 25 de Julho de 1824, os imigrantes começaram a chegar da Alemanha à Colônia de São Leopoldo (RS)
e logo desenvolveram uma próspera sociedade rural na região do Vale [do Rio] dos Sinos.
A população do Vale é formada majoritariamente por descendentes de alemães. (http://pt.wikipedia.org/wiki/Vale_do_Rio_dos_Sinos).

Pouco depois, começaram a aparecer pequenos núcleos urbanos nas colônias.

Um deles ficava na área de Hamburger Berg (que hoje é o bairro Hamburgo Velho),
a partir de onde se originou a Novo Hamburgo atual.

Tendo a cidade se emancipado de São Leopoldo, sua industrialização se acelerou,
tornando-se um dos polos econômicos do Vale do Sinos.

Por muito tempo, a indústria foi praticamente formada apenas pela cadeia produtiva coureiro-calçadista, com várias empresas exportadoras de destaque.

A preponderância das Indústrias de Calçados, com forte caráter exportador, permaneceu na Economia do Município até o início da década de 1990, a partir do Governo de Fernando Collor de Mello (PRN), quando uma forte crise econômica atingiu o Pólo Calçadista no Rio Grande do Sul.

Posteriormente a situação foi ainda mais agravada no Governo de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), devido à maxivalorização do real frente ao dólar, por longo período, levando à falência as fábricas exportadoras de calçados da região,
o que acarretou no fechamento de diversos dos curtumes fornecedores de matéria-prima,
causando por consequência a demissão em massa de milhares de trabalhadores.

Hoje, Novo Hamburgo começa a desfrutar de uma nova fase de diversificação industrial,
acompanhada com especial atenção pela administração municipal,
em consonância com o os Governos Estadual e Federal, que estimulou
a instalação de novas indústrias, facilitando sua implantação
e abrindo as portas para outras atividades empresariais.

O Município já inclui empresas farmacêuticas, de cosméticos, vestuário, móveis, eletrodomésticos, informática, construção civil, carrocerias, alimentos, além de indústrias químicas e gráficas de última geração.

A Feira Internacional de Calçados e Artefatos de Couro, realizada anualmente desde 1963, é considerada uma das importantes feiras do setor calçadista em Novo Hamburgo. Além de promover o potencial da indústria calçadista na região dos Vale dos Sinos, colabora na divulgação da cidade internacionalmente.

O parque de exposições da feira tem oito pavilhões climatizados, construídos numa área de 25.000 metros quadrados com salão de convenções e palestras, lancherias, hotel, restaurante panorâmico e quadras de tênis.

A cidade é conhecida como “Capital Nacional do Calçado”.

Desde 2008, o Município de Novo Hamburgo é administrado por Prefeitos eleitos pelo Partido dos Trabalhadores (PT).
O mandato atual é exercido pelo sapateiro Luis Lauermann, ex-deputado estadual petista gaúcho, natural de Ivoti-RS.
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Responder

Arthemísia

08/11/2014 - 15h12

Conceição, gostaria de saber seus argumentos que sustentam a ideia de que a carreira de estado para médicos solucionaria o problema. Não que eu seja contrária, mas ainda não estou convencida disso e e direi os porquês.
Em primeiro lugar, a saúde não é privativa da medicina, logo tornar apenas uma das categorias da saúde em carreira de estado não me parece honesto com as demais, principalmente com a enfermagem (não sou enfermeira,kkk). Existe medicina sem enfermagem? E como vai se pagar muito mais a médicos mantendo as demais categorias recebendo menos? Para mim seria imoral.
Segundo, de tudo o que já vi na saúde, um certeza eu tenho: o problema dos médicos não é salarial, é de formação. Eu trabalho com médicos que recebem entre 15 e 20 mil reais de salário para trabalhar as poucas 20 horas semanais, e para atender um público seleto. Creia: eles ainda assim não querem dar o expediente todo. A gente brinca no serviço que vai inscrever a instituição (é do judiciário) no Mais Médicos, só para ver se assim não falta médico. Se fosse por ganhar pouco, como é que encontramos tanta dedicação do pessoal de enfermagem? Repito: é a formação.
Gostaria também de acrescentar um elemento ao texto: existe uma discordância ainda maior das associações médicas particularmente com Dilma. Foi o veto a alguns artigos autoritários e corporativistas que eles queriam enfiar na lei que regulamenta a medicina, o chamado Ato médico. Esses vetos feriram de morte e penso que alimentam muito mais o ódio do que o Mais Médicos. Exatamente porque eles queriam tornar a saúde uma exclusividade da medicina, como o fazem na proposta de carreira de estado. O governo Dilma conseguiu iniciar um processo de quebra desse corporativismo histórico, e também por isso teve meu voto. Eles querem chefiar os serviços de saúde, mas manter o expediente de 4 horas/dia. Isso é indecente.

Responder

    Conceição Lemes

    08/11/2014 - 17h08

    Arthemísia, conversei com alguns médicos comprometidos, de fato, com saúde pública integral, universal, de qualidade. E me convenci da necessidade carreira de Estado para os profissionais de saúde que atendem SUS e não apenas médicos. É o jeito de levarmos esses profissionais para áreas distantes do Brasil assim como para as periferias das grandes cidades brasileiras, justamente onde o Mais Médicos está atuando.
    Agora, a gente tem de aprofundar esse debate, na busca de uma solução definitiva. Eu gostaria de conversar mais com vc , já que está por dentro da realidade. Por favor, me mande o seu e-mail e telefone para o meu endereço:[email protected]
    O convite eu estendo aos demais que estejam dispostos a ajudar nessa discussão. Um grande abraço a todas e todos

francisco niterói

08/11/2014 - 08h02

Conceicao

Conversando com medicos, eu sempre fico com a impressao que uma das maiores preocupacoes deles é, na verdade, com a ampliacao de vagas nos cursos de medicina. Vc sabe, né, mais medicos, maior concorrencia.

Eles sabem que os cubanos sao respostas conjunturais, mas mais escolas de medicina mexe na estrutura da saude.

Essa minha impressao procede? Por que falamos tao pouco na relacao medico por habitante, o elitismo das faculdades e a luta do CFM e CRM contra abertura de vagas?

Responder

    Valter

    08/11/2014 - 12h35

    Chama-se reserva de mercado e estatus!

Edi Passos

07/11/2014 - 23h35

Os membros da “máfia de branco” só se preocupam em ter um carrão mais caro e reluzente – ou um casarão maior e mais cheio de frescuras – que seus vizinhos e colegas. Também gostam de promover uma certa concorrência para ver qual deles vai mais vezes a Maimi lamber as botas do Tio Sam. Mas, para ser justo, é preciso esclarecer que nem todos os médicos brasileiros fazem parte da “máfia de branco”, só a maioria.

Responder

Francisco

07/11/2014 - 22h42

É constrangedor Cuba ter médicos para si , para o Brasil e para outros lugares no mundo e nós…

É vexatório…

Responder

lidia virni

07/11/2014 - 22h36

São simplesmente exemplos do Novo Homem criado pela Revolução Cubana: solidário, humano, digno, altamente competente e nem por isso egoista ou pretencioso. Os cubanos,sejam eles ministros, embaixadores, consules, médicos, professores, te tratam como irmão e deixam qualquer um profundamente embevecido com sua cultura ampla, seus conhecimentos não só sobre Cuba mas sobre qualquer país, especialmente onde atuam. Além de, geralmente, cozinharem e dançarem muito bem, homens e mulheres. Apesar das adversidades, graças sobretudo ao crimnoso bloqueio dos EUA, é um dos povos mais felizes do mundo, sente-se isso em cada recanto do país. E amam de paixão o Brasil e o povo brasileiro.

Responder

Edson

07/11/2014 - 21h38

MPF questiona o Mais Médicos. Mas e as terceirizações?
Por Andre Machado
(.)
O MPF está propondo extinguir o atual convênio do programa Mais Médicos. O órgão questiona o governo por não repassar o valor das bolsas de R$ 10 mil diretamente aos médicos cubanos.
(.)
Como funciona o convênio: o governo brasileiro envia os recursos para a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), que repassa ao governo cubano e, somente então, há o crédito aos profissionais que atuam no nosso país, recebendo cerca de R$ 2,8 mil. É assim no Brasil, como é em mais 50 países assistidos pelos cubanos.
(.)
Me parece que, segundo essa tese, se os recursos públicos não podem ser repassados a terceiros quando se trata de remuneração daqueles que prestam serviços para o Estado ou empresas públicas, e o MPF não admite a tese do trabalhador receber menos do que é repassado aos intermediários, o problema é muito mais sério do que o Mais Médicos.
(.)
Trata-se de milhões de trabalhadores que exercem serviços terceirizados na administração pública direta e indireta, com contratos precários, cuja a única finalidade é reduzir salários, direitos, facilitar as dispensas e, obviamente, enriquecer os donos das empresas.
(.)
Não há, portanto, nessas milhões de terceirizações, que ocorrem em todas as esferas e setores da administração, nenhuma função social, transitoriedade ou caráter emergencial, como há no Mais Médicos, que pudesse justificar tal burla do modelo de contratação por concurso previsto na Constituição de 1988.
(.)
Me parece que há uma indignação muito seletiva do MPF, partindo das mesmas premissas, ao questionar o Mais Médicos e não abordar nessa ação contra o Estado o problema das terceirizações. Até porque, mesmo que seja legítima a preocupação, enquanto o primeiro está inegavelmente promovendo a saúde, as terceirizações estão adoecendo, precarizando o trabalho e piorando a qualidade dos serviços públicos.

Responder

    Zanchetta

    08/11/2014 - 10h32

    Me parece que há uma pequena diferença entre repassar para terceiros de dentro do país, que pagam seus impostos e geram empregos e repassar para terceiros de fora do país, ou pior, para Governos de fora do país

    Nelson

    08/11/2014 - 23h19

    Fica frio Zanchetta.

    Nós, certamente, encontraremos um médico cubano que vai te tratar dessa tua insistente tendência em não querer enxergar as coisas como elas realmente são.

    Essa tua tendência em acreditar em tudo o que a ideologia do Tio Sam diz, ideologia que é propagada exaustiva e insistentemente por um gigantesco aparato de propaganda.

    Zanchetta

    09/11/2014 - 01h13

    Nelson, acabaram os argumentos? Criança é assim mesmo, vai bater o pezinho, vai!

    FrancoAtirador

    09/11/2014 - 10h11

    .
    .
    O PSDB mudou de Mascote:

    Agora, não é mais o Tucano,

    é o Papagaio Louro Fascista.

    (http://youtu.be/AN–Fjhbacw)
    .
    .

    Ziza

    09/11/2014 - 22h59

    Concordo com sua análise…

Edson

07/11/2014 - 21h36

Muito interessante o ponto de vista:

“MPF questiona o Mais Médicos. Mas e as terceirizações? Por Andre Machado.
(…)
Me parece que, segundo essa tese, se os recursos públicos não podem ser repassados a terceiros quando se trata de remuneração daqueles que prestam serviços para o Estado ou empresas públicas, e o MPF não admite a tese do trabalhador receber menos do que é repassado aos intermediários, o problema é muito mais sério do que o Mais Médicos.
Trata-se de milhões de trabalhadores que exercem serviços terceirizados na administração pública direta e indireta, com contratos precários, cuja a única finalidade é reduzir salários, direitos, facilitar as dispensas e, obviamente, enriquecer os donos das empresas.
(…)”
http://www.blogdoandremachado.com.br/2014/11/06/mpf-questiona-o-mais-medicos-mas-e-as-terceirizacoes/

Responder

    Luís Carlos

    09/11/2014 - 00h10

    Cerca de uns 4 anos atrás, estive em agenda na sede do MPF em Brasília. a ocasião havia uma mobilização feita por trabalhadores. Ao entrar na salacom alguns procuradores federais perguntei se era paralisação dos servidores do MPF. Responderam que eram de trabalhadores de empresas terceirizadas que trabalhavam na sede do MPF. O próprio MPF terceiriza serviços, e os trabalhadores daquelas terceirizadas com as mesmas queixas dos trabalhadores das terceirizadas de outros órgãos.

Francy Granjeiro

07/11/2014 - 20h35

Coxinhas brasileiros, tem noooojoooooooooooooo

Responder

Pedro luiz

07/11/2014 - 19h51

O médico deve sim é cumprir o juramento que o mesmo faz na sua formatura.Mas na prática os que precisam do profissional muitas vezes não encontram o juramento na atitude do profissional médico.Infelizmente o vil metal fala mais forte na hora do atendimento.A própria formação do acadêmico médico na faculdade privada, na família. na sociedade,o médico tem que ganhar muito bem. Aqui no Sul ouço que 15 mil é o salário inicial do médico. Por menos não dá.Sabe tem que recuperar o investimento na formação. Médico precisa comprar um carro dos bons, morar muito bem…etc….Ennt]ao vem um médico que não vê os 15 mil como condição para trabalhar. Que doa parte do seu salário para a família; que TOCA no paciente.ISSO É COMUNISMO.

Responder

Edir

07/11/2014 - 19h17

O legado da copa na seguranca !!!

http://www.youtube.com/watch?v=_tFFnClxCJY

Responder

Edir

07/11/2014 - 19h15

O legado da copa na seguranca !!!!

Operação Brasil Integrado apreende 5 toneladas de drogas em dois dias

Responder

Ana Maria

07/11/2014 - 18h59

Mercenários,egoístas,pior que a maioria estudaram em faculdades mantidas com nossos impostos.

Responder

Helenita

07/11/2014 - 18h48

Conceição e Flávio:
Sem qualquer ressalva à matéria; sou fã de primeira hora do Programa Mais Médicos, todavia, tenho UMA ressalva: no dia que existir Carreira de Estado para médico no Serviço Público, adeus! Pacientes nunca mais verão um médico disponível, e com certeza não verão o mesmo médico duas vezes! Observem a conduta dos professores universitários e dos juízes e promotores: não aceitam subordinação, não conhecem o que é pontualidade no serviço… Mais ou menos como eram os médicos-peritos do INSS, antigamente.
Não, Conceição e Flavio, se no atual sistema, onde podem ser demitidos, os médicos na maioria não cumprem horário e dentro do horário não atendem ou atendem muuuiiito mal, se tiverem estabilidade no emprego, então… Fazem agenda de atendimento para o pleno horário do serviço público, em suas clínicas particulares; já trabalhei em maternidade pública e eram um caos, envernizado, mas um caos. Nada mudou para melhor, desde então.

Responder

abolicionista

07/11/2014 - 18h40

Isso é a mais pura verdade. Os médicos nem encostam na gente, parecem ter nojo. Já passei por isso várias vezes, muitos nem levantam a cabeça, nem olham na nossa cara. É vergonhoso. Meu tio uma vez quase morreu de apendicite até que um médico mais velho encostou nele e detectou imediatamente o que a batelada de exames não conseguira: foi mandado imediatamente pra cirurgia. Se o apêndice tivesse se rompido, era infecção generalizada. Os médicos ficaram furiosos com os cubanos por puro corporativismo. Deveriam se envergonhar do que fizeram. Eu infelizmente perdi o respeito pelos médicos brasileiros, sei que há exceções, mas fiquei com uma sensação de asco e levarei tempo pra me livrar dela…

Responder

Gabriel Braga

07/11/2014 - 16h47

Emocionante a matéria.

Parabéns à Conceição e ao Viomundo.

Responder

Fábio de Oliveira Ribeiro

07/11/2014 - 14h47

Certa vez fui ao médico com dor nas costas. Ele me mandou tirar uma radiografia. Fiz isto e retornei ao consultório. Ele observou a radiografia por alguns segundos e disse que o problema não era sério. Fiquei uma fera. Pedi a ele para olhar a radiografia com mais cuidado. Ele disse que já tinha visto o que era necessário. Disse-lhe que se ele não olhasse a radiografia com calma eu o denunciaria no CRM. Ele retirou a radiografia do envelope, segurou-a alto e olhou-a demoradamente me apontando a razão de seu convencimento. Fiquei satisfeito e ele me receitou uma injeção para a pequena infecção lombar causada pela pressão do nervo entre duas vértebras da coluna. Tomei a injeção no braço e fiquei praticamente aleijado. Por três dias o braço ficou dolorido e eu não conseguia fazer nada com ele. Suspeito que aquele filho-da-puta me receitou a injeção mais dolorida no cardápio dele porque reclamei de seu procedimento. Assim agem os médicos brasileiros.

Responder

O Mar da Silva

07/11/2014 - 13h58

E que venha o Mais Especialidades enquanto o Brasil não fizer a reforma política e a tributária vamos ficar nessa situação deprimente de falta de médico, de estrutura para o SUS etc e etc.

A direita e seus eleitores raivoso e alienados jamais vão olhar para a porção pobre do Brasil.

Responder

Sandra

07/11/2014 - 13h00

Conceição, mais um depoimento.

Conversando, outro dia, com um taxista sobre as eleições, eu falava dos progressos que houve no Brasil, graças a alguns programas do governo federal. E ele me disse que, em um dos bairros de nossa cidade, havia um médico cubano atendendo no posto de saúde. E me contou que tinha sido tão bem atendido em uma consulta, que, segundo ele, demorou quase uma hora, que ele pensou que estivesse muito doente, porque o médico o examinou com toda a atenção possível, fez inúmeras perguntas sobre sua saúde, sobre como ele se sentia etc.
E ele completou: “Não estava acostumado com isso, dona. Acho que um médico nunca olhou para mim como se eu fosse gente”.

Responder

Flavio de Oliveira Lima

07/11/2014 - 12h18

Grande Conceição!Concordo plenamente que a solução idel é mesmo a Carreira de Estado do Médico! Isso seria estruturante para o SUS, pois o gestor publico poderá exigir o cumprimento de horarios, coisa que se for feita hoje com os atuais salarios causa pedido de demissão, o medico vai embora. Mas com carreira de estado não, tem slario bom e aposentadoria, e então tem que cumprir horario. E medico cumprindo horario acaba fazendo pressão pela melhora geral das condições.
Conceição, vamos montar uma frente de médicos progressistas pela Carreira de Estado do Médico! Aproveitar os 20% do pré-sal e montar o SUS de verdade!
Imagina o impacto dessa medida? E a “descoxinização” que irá começar entre os médicos? A reaçaiada médica vai ficar falando sozinha, e o pensamento da turma vai desanuviar!

Responder

Luiz

07/11/2014 - 12h12

“…Os cubanos estão sendo fundamentais na epidemia de ebola, na África.”

Eles fazem a diferença, estes médicos são bons.

Responder

Almerindo

07/11/2014 - 11h46

Medicina no Brasil é praticado com fins econômicos, ou seja, quem cursa medicina vislumbra a perspectiva de ter uma profissão bem remunerada. Isso justifica os maus serviços prestados por médicos brasileiros.

Responder

clodoaldo

07/11/2014 - 11h40

O fato é que são dois modelos de prática da medicina bem diferentes, de um lado o modelo no qual se pratica a medicina paliativa, comercial, na qual a prioridade são os laboratórios que querem vender sempre mais e mais remédios, não há muito interesse em sem evitar as doenças, pois assim não se vende medicamentos. Já de outro lado está a medicina preventiva, não comercial, na qual se previne os males e os métodos são aplicados visando o mínimo de gasto ao paciente. Nós brasileiros fomos adestrados com o primeiro modelo, onde quase todos os médicos são muito ricos e valorizam mais o seu trabalho do que o bem estar do paciente.

Responder

Lucas

07/11/2014 - 11h11

Eu trabalho em um Centro de Especialidades, e acredito que os médicos brasileiros ficaram irritados com os médicos cubanos que não fazem aquele ‘jeitinho’ deles. Não são todos, mas muitos dos brasileiros que atuam aqui passam uma hora atendendo e as outras três assinando papéis dos seus consultórios, são frios com os pacientes, e especialistas passam medicamentos caros que poderiam ter outro de alternativa, dando pequenas amostras. Precisamos também do Mais Especialidades, para cobrir essa demanda

Responder

Edvard

07/11/2014 - 10h54

Está ai a razão da resistência da “máfia de branco” ao Mais Médicos.
Eles não são os deuses do olimpo e tampouco fizeram medicina para ganhar muito dinheiro.
Fizeram medicina para serem médicos.
Certamente há médicos brasileiros com tal vocação, mas infelizmente grande parte é apenas comerciante. Comerciante vil!

Responder

FrancoAtirador

07/11/2014 - 01h12

.
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Muito antigamente, até os farmacêuticos faziam diagnósticos clínicos simples.

Hoje, uma criança aparece no consultório com febre e ‘bolinhas vermelhas’ na pele,

e a maioria dos médicos clínicos não sabe se é catapora, rubéola, sarampo ou alergia.

E dê-lhe exames laboratoriais e indicação de especialistas de toda espécie…
.
.

Responder

    Leandro_O

    07/11/2014 - 07h40

    Falam que é uma virose – ou então stress (ou dão uma pesquisada no Google)

    FrancoAtirador

    07/11/2014 - 23h03

    .
    .
    Poi é, Leandro_O.

    Sem falar naquelas receitinhas de remédios

    sempre daquele Laboratório de Medicamentos,

    cujo Representante Comercial passou à frente

    dos pacientes (e como!) na Sala de Espera.
    .
    .

Léo

07/11/2014 - 00h31

Fatos que já presenciei pessoal ou via mídia.
Em 2006 meu irmão teve de se submeter a uma complicação de uma cirurgia anterior para remoção da apêndice. O hospital tinha acabado de passar por reformas segundo os relatos e propagandeado na mídia no governo do DF. Na sala de espera para o inicio da cirurgia descia uma “cachoira de água”. Um dos quatro leitos estava quebrado e com estofado esposto.

No mesmo hospital, uma senhora reclamava de dores. O médico prescreveu uma receita e mandou a mulher voltar para casa. E na maioria das vezes parecem medium prescrevem qualquer coisa sem pedir um unico exame.

Na mídia local foi divulgado que o médico no meio de um parto na rede publica. Foi chamado para ir a sua clinica particular e deixou o parto nas mãos de enfermeiras, o que acabou em merd… (podem pesquisarno youtube que deve ter).

Responder

Marat

07/11/2014 - 00h27

Fico muito emocionado com tudo isso… É graças a essa gente que as coisas estão melhorando no Brasil. Se depender do PIG, só serão divulgadas mentiras e embustes acerca dos médicos cubanos. Entre esse lixo de veja e os médicos da Ilha, fico com eles.
Enquanto os ídolos do PIG, o Império do IV Reich, só levam morte e destruição ao mundo, os cubanos levam saúde, paz e amor!

Responder

Márcio Gaspar

06/11/2014 - 23h33

Hoje para se formar em medicina no Brasil não é barato, o custo de um mensalidade em um Universidade particular fica por volta de uns 4000,00 para mais.E numa Universidade pública a concorrência é disputadíssima. E que é que consegue a formação em medicina? Penso que os médicos que se formam em medicina no Brasil precisam ter mais humanidade no trato com os seus pacientes. Não sei se isso está ligado a própria classe social de onde provieram, pois a maioria dos estudantes de medicina são das classes A e B da nossa sociedade, como também os juízes. Não quero dizer que essas classes sociais só tem gente desumana com relação as questões sociais, mas a percepção que tenho quanto aos manifestos contrários ao programa Mais Médicos feitos por estudantes de medicina e médicos já formados, que produziram um discurso de ódio e insultos aos médicos cubanos, me dá uma percepção negativa sobre que tipo de pessoa essas escolas estão formando no Brasil, se os valores que carregam são valores da sua educação familiar ou são valores que adquiriram durante sua formação no curso de medicina. Tenho uma impressão de que o que vi nestes protestos me parece uma formação de berço. Eu queria ver mais médicos e juízes vindos das classes mais desfavoráveis pois, talvez, pudéssemos mudar e diversificar um pensamento de classe incrustado em carreiras tão importantes como de magistrados e médicos. Sabemos que isso é devido a uma educação desigual que temos no nosso país, que provoca mais desigualdades.

Responder

    Daniel

    07/11/2014 - 08h19

    Não é impressão sua, o esgoto da nossa sociedade vêm em sua esmagadora maioria das classes A e B. É que socialmente o Brasil ainda está parado nos tempos do Império e estas classes que eu citei ainda pensam que são a “nobreza”. E como custa uma fortuna para se formar médico no nosso país então torna-se natural que a maioria dos nossos médicos sejam da classe A e B.

    Precisamos de uma revolução Francesa para avançar.

FrancoAtirador

06/11/2014 - 22h59

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Luis Carlos Bolzan seria um ótimo Ministro da Saúde.

Conhece profundamente as necessidades da População

que precisa do atendimento pelo Sistema Público (SUS).

LC Bolzan foi Ouvidor Geral do SUS, no MS, por 2 anos.

(http://www.pmnh.novohamburgo.rs.gov.br/modules/catasg/governo.php?conteudo=325)
(http://www.blog.saude.gov.br/index.php/component/tags/tag/3835-luis-carlos-bolzan)
.
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Responder

Leo V

06/11/2014 - 22h48

E a questão não é apenas número insuficiente de médicos no Brasil.
Como fica claro nessa excelente reportagem, a questão é o tipo de formação recebida.
Nossos cursos de medicina formam empreendedores da saúde. Serão na maioria maus médicos quando tiverem que dar esse tipo de serviço primário para famílias pobres.

Responder

Nelson Sales e Silva.

06/11/2014 - 22h28

É isto que incomoda os inimigos do governo..Lembram-se da frase cristã que diz Ái de vós escribas e fariseus hipócritas, que nem entrais no reino nem deixáis que os outros entrem?

Responder

Liz Almeida

06/11/2014 - 22h01

Excelente reportagem! Parabéns, Conceição Lemes!

Já valeu, e muito, minha assinatura mensal do Viomundo.

Responder

Fabio Hideki

06/11/2014 - 21h44

Por que os médicos daqui são contra os Mais Médicos ?

Responder

    Manu

    06/11/2014 - 23h51

    Alguns médicos do programa, estão conseguindo autorização na justiça para atender fora do programa mais médicos, com a possibilidade de legalização e como a maioria dos médicos do programa são generalista, estudantes de medicina tem medo da concorrência nas residência médica e a outra reclamação é a defesa de mercado de trabalho. No fundo o que mais revolta aos médicos é que com o programa saúde da família, o médico tem a obrigação de dedicação exclusiva, acabando com a bagunça de médico trabalhar em duas até três prefeituras.
    Pesquisa na google reportagem feita em araruama interior do rio, vai entender melhor a situação.

    FrancoAtirador

    07/11/2014 - 01h32

    .
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    Dinheiro, Reserva de Mercado, Status, Egoísmo, Cegueira Ideológica…
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    abolicionista

    08/11/2014 - 13h21

    Corporativismo. Querem manter os privilégios.

    FrancoAtirador

    09/11/2014 - 10h58

    .
    .
    Ou por Puro Preconceito Insuflado pela Mídia-Empresa,

    que ficou Cabalmente Caracterizado pela Despretensiosa

    Observação feita pelo Doutor Antonio Betancourt Léon,

    Modesto e Humilde Médico Cubano, conforme Transcrição

    do Depoimento Registrada na Ótima Reportagem em Destaque

    realizada pela Jornalista Conceição Lemes do Viomundo,

    verdadeira Lição de Ética aos que praticam a Medicina:

    “Logo que cheguei, fui trabalhar
    com uma médica brasileira
    totalmente contrária ao Mais Médicos.
    Ela não queria saber da gente.
    Mas, depois de algum tempo,
    mudou de opinião e me disse:
    ‘Eu gosto de trabalhar com os médicos cubanos.
    Vocês dão mais atenção aos pacientes
    e nós temos de aprender como vocês fazem isso’.
    Hoje somos muito bons colegas.
    Eu acho que com o tempo
    a opinião dos médicos brasileiros
    em relação a nós vai mudar”

    Isso é Buníto Dilmais, Meu Povo!
    .
    .

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