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O Brasil e as usinas nucleares

publicado em 27 de março de 2011 às 3:23

Eletricidade nuclear e as tarifas

por Heitor Scalambrini Costa (hscosta@ufpe.br)

Professor Associado da Universidade Federal de Pernambuco

Os impactos do desastre nuclear na central de Fukushima, no Japão, devem ter efeito imediato nos preços das centrais projetadas no mundo e no Brasil. A exigência de sistemas de segurança mais eficientes e uma alta no preço dos seguros tendem a encarecer ainda mais a eletricidade nuclear.

Os custos de uma usina nuclear crescem proporcionalmente com o nível de confiabilidade e segurança exigidos. Quanto menores forem os investimentos na confiabilidade e segurança do suprimento energético, maior será a exposição aos riscos das catástrofes naturais, das falhas humanas e das falhas mecânicas e elétricas que podem ocorrer na instalação. Após este acidente no Japão, especialistas confirmam a necessidade de novos esforços tecnológicos para aumentar a segurança das instalações.

No Brasil, verifica-se que as condições de financiamento de Angra 3 são controversas, já que a Eletronuclear assumiu uma taxa de retorno para o investimento entre 8% e 10% – muito abaixo das praticadas pelo mercado, que variam de 12% a 18%. Somente uma taxa de retorno tão baixa pode viabilizar a tarifa projetada de R$ 138,14/MWh anunciada pelo governo federal para essa usina. A operação a baixas taxas de juros revela o subsídio estatal à construção de Angra 3. Os subsídios governamentais ocultos no projeto dessa usina nuclear são perversos, porque serão disfarçados nas contas de luz. Se isso se verificar quem vai pagar a conta seremos nós os usuários, que já pagamos uma das mais altas tarifas de energia elétrica do mundo.

Ainda no caso de Angra 3, a estimativa de custos da obra, que era de R$ 7,2 bilhões em 2008, pulou para R$ 10,4 bilhões até o final de 2010, de acordo com a Eletronuclear. Isso sem contar os R$ 1,5 bilhão já empregado na construção e os US$ 20 milhões gastos anualmente para a manutenção dos equipamentos adquiridos há mais de 20 anos. Desde 2008, o custo de instalação por kW desta usina subiu 44%, de R$ 5.330/kW para R$ 7.700/kW.

A título de comparação, a energia da hidrelétrica de Santo Antônio, foi negociada a uma tarifa de R$ 79/MWh, a hidrelétrica de Jirau, o preço foi de R$ 91/MWh (ambas no Rio Madeira), a hidrelétrica de Belo Monte (Rio Xingu), o preço foi de R$ 78,00/MWh, e o resultado do primeiro leilão de energia eólica no Brasil deixaram o MWh em torno de R$ 148. Bem mais reduzido que o apontado pela Empresa de Planejamento Energético (EPE), que usou um preço mais alto da energia eólica para justificar a suposta viabilidade econômica da opção nuclear.

O custo das usinas nucleares que se pretende construir até 2030, duas no Nordeste e duas no Sudeste é enorme, da ordem de R$ 10 bilhões cada uma. Valor este que poderá ser acrescido de 20 a 40% até o final da obra, como tem se verificado comumente, no caso de grandes obras em realização/realizadas no Brasil. As tarifas previstas para a eletricidade nuclear gerada nestas novas instalações são incertas, de cálculos não transparentes, mas que certamente afetará de maneira crescente a tarifa da energia elétrica no país.

A história do nuclear mostra que esta sempre foi e continua a ser, mesmo com a nova geração de reatores, uma indústria altamente dependente de subsídios públicos. Isto significa que quem vai pagar a conta da imensa irresponsabilidade de se implantar estas usinas em nosso país e na nossa região, será a população de maneira geral, e em particular os consumidores, que pagarão tarifas cada vez mais caras.

 

75 Comentários para “O Brasil e as usinas nucleares”

  1. seg, 28/03/2011 - 22:25
    Ramalho

    Em estudos de contingência, usam o conceito de evento catastrófico, aquele cuja probabilidade de ocorrência é baixa e cujas consequências são catastróficas. Neste estudos, estabelece-se o que fazer quando o evento acontecer, porque ele acontecerá em algum momento com certeza. No caso dos atuais reatores nucleares, as consequências são devastadoras, podendo inviabilizar um país, como se está a ver no Japão.

    O problema, reitere-se, é que, se um evento tem baixa probabilidade de ocorrer, mesmo que seja muito, muito baixa, ocorrerá com certeza se o número de observações (experimentos) for suficientemente grande (por isto é que há gente que vence a mega-sena, por exemplo).

    Se for feita opção por usinas nucleares, nos moldes das atuais, pode-se ter certeza de que haverá falhas devastadoras que poderão acabar com um país inteiro e que contaminarão outros (por meio de alimentos, pessoas, animais, ar etc.).

    A poluição nuclear pode, se não acabar com a Humanidade, trazer-lhe danos consideráveis. Trocar aquecimento global por poluição nuclear não é decisão inteligente, a poluição nuclear é muitíssimo pior.

    • ter, 29/03/2011 - 18:29
      ratusnatus

      Você esta se referindo ao terremoto seguido de Tsunami?
      No Japão é de 1000 em 1000 anos. Veja bem, no Japão.

      Aqui, acho que não precisamos nos preocupar.

  2. seg, 28/03/2011 - 19:52
    FrancoAtirador

    .
    .
    VAZAMENTO DE PLUTÔNIO NO JAPÃO: ESTÁ CONSOLIDADA A CATÁSTROFE

    Plutônio detectado no solo da central nuclear de Fukushima

    OSAKA, Japão (AFP) – Vestígios do metal radioativo plutônio foram detectados nesta segunda-feira no solo, em cinco áreas da central nuclear de Fukushima, segundo a agência de notícias japonesa Kyodo, citando um relatório da empresa Tokyo Electric Power Co (Tepco).

    A Tepco acredita que o plutônio veio do combustível de um dos reatores avariados após o terremoto seguido pelo maremoto de 11 de março.

    Nesta segunda-feira, água com alto índice radioativo foi detectada nos túneis que passam sob os prédios de contenção dos reatores 1, 2 e 3.

    Um porta-voz da Tokyo Electric Power (Tepco) declarou à AFP que a taxa de plutônio encontrada nesses locais era equivalente à detectada no Japão após os testes atômicos realizados em países vizinhos como, por exemplo, a Coreia do Norte.

    "As mostras colocaram em evidência a presença de plutônio 238, 239 e 240", precisou e "a concentração fraca não representa nenhum perigo para a saúde", acrescentou.

    Quatro dos seis reatores de Fukushima Daiichi foram destruídos.

    A interrupção nos circuitos de resfriamento do núcleo dos reatores e as piscinas de combustível reciclado e irradiado provocaram um início de fusão das barras (varas) de combustível, que foram seriamente destruídas.

    O processo de fusão pôde ser dominado pelos técnicos da Tepco que trabalharam noite e dia, com a ajuda de equipamentos contra incêndio.

    Durante entrevista à imprensa na noite de segunda-feira, Haruki Madarame, presidente da Comissão de Segurança Nuclear do Japão, não excluiu a possibilidade de que as barras de combustível do reator 2, que ficaram temporariamente expostas ao clima, tenham sido "destruídas de forma importante", anunciou a agência de notícias Kyodo.

    Substâncias que podem provir do núcleo do reator foram descobertas numa camada altamente radioativa recobrindo o subsolo da sala de máquinas adjacente, assim como num túnel passando no solo e que termina no exterior do prédio, a 60 metros do Oceano Pacífico.

    A taxa de radioatividade na superfície desta camada é de mais de 1.000 milisieverts, um nível muito elevado que faz supor que a água contaminada esteve em contato direto com o combustível.

    Escapamentos de água radioativa foram também descobertos nas salas de máquinas e em túneis dos reatores 1 e 3.

    • ter, 29/03/2011 - 18:41
      ratusnatus

      Amigo, todo mundo sabe que o reator foi atingido por um terremoto 9 seguido de tsunami.
      Todo mundo sabe que houve fusão parcial de todo o combustível nos reatores 1,2 e 3.
      Todo mundo sabe que o reator 3 já tinha grande quantidade de plutônio e que justamente este é o mais danificado.
      Todo mundo sabe que radiação vazou.

      O que ninguém sabe é que o vazamento não foi relevante. Não acredita em mim? vejamos o que vc falou aqui:
      Um porta-voz da Tokyo Electric Power (Tepco) declarou à AFP que a taxa de plutônio encontrada nesses locais era equivalente à detectada no Japão após os testes atômicos realizados em países vizinhos como, por exemplo, a Coreia do Norte.

      "As mostras colocaram em evidência a presença de plutônio 238, 239 e 240", precisou e "a concentração fraca não representa nenhum perigo para a saúde", acrescentou.

      Agora vão ficar postando as consequências, que JÁ ERAM esperadas, como se fosse o agravamento da situação.

      Ninguém aqui esta falando que o reator não fundiu.
      Ninguém aqui diz que não vazou radiação.
      Ninguém aqui diz que o acidente não é sério.

      Agora EU DIGO que não há alternativa ao petróleo, que não a nuclear. O resto é pesquisa.

      Sou assim porque quero chegar em casa e ligar minha TV e PC. sou assim porque quero chegar em casa e subir os 12 andares até meu apartamento de elevador e NÃO de escada.

      Portanto, o próximo que chegar por aqui pra falar mal da energia nuclear, que apresente uma solução mas não me venha falar de eólica, solar ou bagaço de cana.

  3. seg, 28/03/2011 - 17:21
    Anônimo

    Para quem tem imaginação, quer informar-se e discutir seriamente as opções à energia nuclear de urânio, segue um link para um artigo muito interessante sobre a energia nuclear baseada em tório:
    http://www.telegraph.co.uk/finance/comment/ambros

    Fatalismo, irresponsabilidade, humor fora de hora, acomodação e ignorância não vão resolver os sérios desafios que a humanidade enfrenta neste momento.

    • seg, 28/03/2011 - 20:24
      ratusnatus

      Não lí mas deve ser sobre o reator de sal fundido. O Brasil já tentou desenvolver um na UFMG.
      O projeto foi abandonado por falta de verbas.

  4. seg, 28/03/2011 - 16:12
    ratusnatus

    Vamos ver então o que pensa alguém do ramo, JÁ QUE VCS NÃO ACREDITAM EM MIM, RSRSRS.
    http://infopetro.wordpress.com/2011/03/28/o-acide

    Destaco os seguintes pontos:

    "Mergulhando no atual contexto deve-se reconhecer que o revival do nuclear não é fruto simplesmente do poderoso lóbi dessa indústria."

    "Sem o nuclear não há como fechar essa conta em termos de disponibilidade (escala), confiabilidade (qualidade) e custos. Pelo menos, não nos termos tradicionais da política energética."

    Por fim, o fatality naqueles que acreditam que o céu é cor de rosa com bolinhas azuis.

    "Cabe lembrar que a política energética lida com um insumo estratégico cuja ausência tem um forte impacto no crescimento econômico e no bem-estar das sociedades. Nesse sentido, a garantia do suprimento desse insumo estrutura essa política e dá a ela um forte caráter conservador. A politica energética, em geral, não é o espaço dos experimentos. Estes, quando acontecem, geralmente ocorrem na margem."

    "Descartar o nuclear hoje implicaria, nos padrões tradicionais, recorrer pesadamente ao gás natural e ao carvão."

    … e assim por diante.

    • seg, 28/03/2011 - 22:23
      Celio Alves

      "Sem o nuclear não há como fechar essa conta". Pois que não feche. Se realmente for verdade que a única opção é a nuclear, então vamos reduzir nosso consumo de energia. Melhor reduzir o nosso consumo de energia do que construir usinas que produzem lixo radioativo que demora milhares de anos para deixar de ser perigoso, e que podem sofrer acidentes mesmo sem terremoto nem tsunami (vide Chernobyl), colocando em risco a vida de milhões de pessoas.

      PS.: não acredito que "sem o nuclear não dá pra fechar a conta", estou apenas usando um argumento retórico. Tenho certeza que os únicos que não conseguem "fechar a conta" sem o nuclear, são os seus lobbystas, já que a conta fecha muito bem com a eólica, que possui um fator de EROEI altíssimo, de mais de 15, muito maior do que o EROEI ridículo da matriz nuclear.

      • qui, 07/04/2011 - 20:29
        ratusnatus

        Obviamente vc não conhece o autor, que não tem qualquer relação com o campo nuclear, apesar de ser especialista em energia.

        Agora que vc sabe que o autor não tem qualquer relação com o ramo nuclear especificamente, qual a sua opinião:

  5. seg, 28/03/2011 - 12:40
    fernandoeudonatelo

    Quanto a questão do subsídio e tarifas, vamos considerar o orçamento oficial de Angra 3 e a parcela do ativo imobilizado relativa aos investimentos diretos esse valor é de R$ 7,951 bilhões (“Overnight Cost”).

    Em nenhum projeto que se tenha conhecimento na área de usinas para geração nucleoelétrica, o valor dos juros durante a construção (JDC) é adicionado ao “Overnight Cost” do mesmo, já que esses JDC serão considerados e quitados durante a operação normal da planta, através dos valores arrecadados com a venda de energia elétrica com a tarifa de equilíbrio calculada pela metodologia de fluxo de caixa descontado, conforme realizado de maneira completamente transparente pelo estudo da Eletronuclear.

    Não há, portanto, nenhum subsídio ou valor escondido/oculto.

    • seg, 28/03/2011 - 12:40
      fernandoeudonatelo

      Outra coisa que se deixou de analisar é remuneração sobre o capital próprio.

      Na apresentação da Eletronuclear aos pesquisadores do IEE/USP em dezembro de 2008, está claramente indicado que foi considerada uma remuneração de 10% aa do capital próprio dos acionistas e, foi até calculado os valores dos encargos e dividendos devidos ao fim da construção, a serem pagos durante a operação da planta, através dos valores arrecadados com a venda de energia elétrica com a tarifa de equilíbrio calculada pela metodologia de fluxo de caixa descontado.

  6. seg, 28/03/2011 - 11:25
    Eduardo

    A questão é que parecem não querer que o Brasil gere energia de jeito nenhum. Apesar de sermos ricos todas as fontes primárias dela.

    Ainda temos enorme potencial hidráulico para hidrelétricas.

    Temos o pré-sal, para gerar a partir de petróleo e gás (mas essa eu preferia que a gente exportasse, pra fazer um dinheirinho).

    Temos muito vento (eólica) e muito sol (além do silício para os condutores).

    Temos uma das maiores reservas de urânio (e devemos sim, termos uma ou outra usina nuclear para dominar a tecnologia).

    Enfim, temos tudo. Por isso, em todas essas vertentes, fazem algo para impedir.

    Aliás, só temos pouco carvão (uma reserva modesta em SC)… Seria bom o Greenpeace, WWF e Conservation brigarem pela desativação das usinas à carvão lá na Europa e Ásia (as que mais contribuem para o aquecimento global).

  7. seg, 28/03/2011 - 10:38
    GilTeixeira

    Acho que o Brasil deve ter sim Usina nuclear como parte do processo do domínio da tecnologia. Quanto a ela virar matriz a ponto de uma dependência como o Japão sou contra. Deve haver as hidroelétricas pois só sendo besta pra não aproveitar essa miríade de rios desse brasilzão. Devemos ter a energia solar e a eólica. quanto ao vento tem praia no nordeste que suas areias mais parecem pedregulhos, pois o material fino o vento leva. além do verão constante do nosso nordeste a oferta de luz solar é magnânima. contra a energia eólica vi até declaração de que "enfeia' a praia. Cada uma, meu Deus! E não devemos esquecer a vida útil dessas chaleiras nucleares e o tempo que se leva pra 'desconstruir' tudo, conforme matéria daqui mesmo do Vi o Mundo:
    Professora da USP alerta:… (http://www.viomundo.com.br/denuncias/emico-okuno-dizer-que-os-reatores-nucleares-duram-em-media-40-60-anos-e-blefe.html)

  8. seg, 28/03/2011 - 1:54
    Fabio_Passos

    Quer saber?
    Lúcido estava Kurosawa em seus sonhos.

    Village of the Water Mills Pt. 1
    [youtube fRcuBRMA2sU http://www.youtube.com/watch?v=fRcuBRMA2sU youtube]

  9. seg, 28/03/2011 - 0:58
    jucapastori

    Não pode ter térmica, nem hidrelétrica, nem nuclear… difícil, hein?

    O Norte e Nordeste têm um imenso potencial eólico e solar, disso não temos dúvidas. O problema é q não dá pra esquecer as alternativas hidrelétrica e nuclear. O consumo de energia, hj, é muito maior do q foi 20 atrás. No atual ritmo de crescimento, esgotaríamos o potencial eólico do Brasil em 20, 30 anos se optássemos só por este a partir de agora. Quanto mais energia colocarmos à disposição, maior a perspectiva de consumo por parte de investimentos industriais. Só tem desenvolvimento se tiver energia. É ingenuidade pensar q podemos desperdiçar uma das maiores reservas de minérios radioativos do mundo pra ficar dependendo do regime de ventos, em pleno estado de mudanças climáticas.

    A questão nuclear não é só a segurança energética ou desenvolvimento limpo (embora não polua a atmosfera, gera lixo perigoso). É desenvolvimento de tecnologia e conhecimento. Carros e aviões não são perfeitamente seguros e, embora existam acidentes cotidianamente, continuam a serem fabricados e aperfeiçoados. E o Brasil começa a ganhar terreno em tecnologia nuclear ( http://www.rcgg.ufrgs.br/fbnr_gc_por.htm ).

    A quem interessa esse terror apocalíptico em cima de um acidente causado por um tsunami e um terremoto combinados? Países q mandam na AIEA (Europa e EUA) e q querem garantir q outros países não desenvolvam tecnologia nuclear, ainda q para fins pacíficos. Há poucos anos, um terremoto matou milhares no Irã. Se americanos e europeus compram, inutilmente, máscaras para se proteger de uma nuvem radioativa, muito mais fraca do q a radioatividade de fontes de água mineral, q cruzou o globo terrestre… o q não fariam para garantir a defesa e o bem-estar dos seus cidadãos (principalmente em Israel) diante do perigo de uma nuvem radioativa iraniana? Se a conhecida eficiência japonesa deixou falhas na construção e na segurança de uma usina de 40 anos, qual o padrão de segurança industrial (nuclear ou não) do Irã?

    • seg, 28/03/2011 - 12:06
      Elenilson Junior

      Não pode ter térmica, nem grandes hidrelétricas, nem nuclear. Existe uma alternativa fácil, limpa, barata, renovável, chamada energia eólica, que abastece 20% de toda a eletricidade da Dinamarca, e que a China utiliza em quantidade 50 vezes maior do que o Brasil.

      Que tal multiplicar a matriz eólica brasileira por 50, para igualar a da China?

      Sem contar a nova tecnologia chama energia termo-solar, a qual utilizar espelhos concentradores da luz solar para aquecer um fluido que move um motor do ciclo de Stirling, o qual é aclopado a um gerador. Nos Estados Unidos e na Espanha já existem vários projetos de energia termo-solar. Em um país tropical altamente ensolarado como o Brasil, a energia termo-solar teria um futuro brilhante. Mas falta ousadia e espírito de inovação suficiente para isso…

  10. seg, 28/03/2011 - 0:37
    Anônimo

    O Brasil não precisa de energia nuclear e estamos atrasados em termos de energia eólica. É preciso investir todo o dinheiro que iria para essas "bombas" em parques eólicos.

    Veja as capacidades de geração de energia elétrica eólica em milhares de MW, no ano passado (2010):

    China: 41,8 – EUA: 40,2 – Alemanha: 27,2 – Espanha: 20,7 – Índia: 13,1 – Itália: 5,8 – França: 5,7
    depois, Inglaterra, Canadá, Dinamarca, Portugal, Japão, Holanda, Suécia, Austrália, Irlanda, Turquia, Grécia, Polônia, Áustria e finalmente Brasil, com 0,931.

    Francamente, nós merecíamos estar em uma posição bem melhor.

  11. dom, 27/03/2011 - 20:54
    ratusnatus

    Nussa nuca vi artigo tão ruim.

    No terceiro parágrafo ele mesmo se desmentiu.

    Todo mundo sabe que a energia eólica sempre será fonte complementar e que a nuclear concorre para fonte primária, ou seja, para a base da geração dos sistema. Uma não se compara com a outra.
    Os favoráveis a energia eólica antes tem que responder a pergunta. e se não ventar. É uma excelente opção de substituição para térmicas movidas a combustível fóssil mas é só. Sempre terá um percentual baixo na matriz pelo fato de necessitar de backup. Este tipo de fonte não garante geração quando você quiser e tem que ter por trás uma outra opçãod e geração, caso necessite.
    Esta opção de geração(térmicas) TEM que ser embutido no custo das eólicas porque só estão lá por causa delas.

    O preço de 138 está ótimo e o cara ainda reclama. Aposto que ele pensava que seria 300. rsrsrs

    • dom, 27/03/2011 - 23:58
      Anônimo

      Nunca vi um comentário tão desastrado.
      Todo mundo sabe, menos você, que sempre está ventando em algum lugar e que se os parques eólicos estiverem espalhados em uma ampla área geográfica, como é o caso do Brasil, haverá uma média de produção, em torno da qual se dará uma determinada oscilação. A rede elétrica brasileira, graças à sua característica de elevada integração, favorece o uso da energia eólica.

      • seg, 28/03/2011 - 3:33
        ratusnatus

        Amigo, acho que você deveria ler novamente meu comentário.

        Não sei se vc percebeu mas esta concordando comigo. Fonte complementar, sempre.

        Todo mundo sabe que sempre esta ventando mas nem todo mundo sabe que não é todo vento que tem capacidade de gerar energia elétrica. Aliás se o vento estiver acima de 20m/s também não gera nada porque a turbina é desligada por segurança.
        Outra característica que o vento TEM que ter é que a direção tem que ser constante, não podendo oscilar muito.

        E tem mais, não interessa se sempre esta ventando EM ALGUM LUGAR pois tem que ventar apenas onde esta a sua turbina. Alí é que tem que ventar. rsrsrs

        Portanto, não é qualquer lugar que pode gerar eólica. Tem que ser um lugar com vento constante em determinado intervalo de velocidade e sem oscilar muito a direção.
        Um lugar muito bom gerará, no ano, até 45% de sua capacidade instalada. Mas isso, como eu sempre digo, quando ventar.
        Acho que vcs não entenderam o que quis dizer com o "quando ventar". Com esta fontee vc garante que vai gerar tanto(digamos o máximo, 45% da capacidade instalada) no ano mas vc não tem como dizer qual dia vai gerar mais ou menos. Isso gera uma insegurança ao sistema. Obviamente essa insegurança pode ser administrada, e será, mas vc não pode ter parte muito relevante de sua matriz baseada na insegurança de não saber quanto vai poder gerar em que dia.

        Fonte complementar, lembre-se.

        rsrsrs

      • seg, 28/03/2011 - 10:22
        Valdeci Elias

        No Brasil sempre chove em algum lugar, mesmo assim tivemos o apagão de FHC.

      • seg, 28/03/2011 - 10:54
        Joaquim Onésimo

        Esse ventar em "algum lugar" que é o problema. Acaso teremos usinas eólicas móveis, que procuram o vento? Se for assim, até posso concordar com a sua refutação. O contrário, energia hidro-elétrica ou hidrelétrica, solar e de biomassas são opções para o Brasil. Ou o caro leitor vai dizer que o Sol vai deixar de irradiar energia?

      • seg, 28/03/2011 - 12:15
        Jader Mendonça

        Não é isso que ele quis dizer. O que ele quis dizer é que se existe uma rede eólica grande e bem espalhada pelo país, totalmente integrada ao sistema elétrico nacional, então não tem problema. Mesmo que pare de ventar por alguns momentos em 20% dos parque eólicos, os outros 80% dos parques eólicos estarão funcionando.

        E essa história de "parar de ventar" é lenda. Lá no Ceará, por exemplo, é mais fácil o sertão virar mar e o mar virar sertão, do que parar de ventar no litoral. É vento forte, direto, o tempo inteiro.

    • seg, 28/03/2011 - 1:42
      Gustavo Pamplona

      E que digam os painéis solares com células fotovoltaicas e que só funcionam durante o dia e mesmo assim o dia tem que estar ensolarado, dias nublados ou chuvosos a produção de energia é reduzida em até 2/3.

    • seg, 28/03/2011 - 9:23
      Etevaldo Nascimento

      Se a energia eólica for 10% mais cara do que a nuclear, eu prefiro pagar 10% a mais na minha conta de energia e ter a tranquilidade de saber que não corro o risco de um dia ver o suprimento de água da minha cidade contaminado por materiais radioativos, como está acontecendo agora em Tóquio, metrópole de 30 milhões de habitantes, onde, caso você não saiba, o governo anunciou que a água da torneira está com níveis acima do normal de radiação, o que a torna insegura para o consumo de bebês e crianças pequenas, obrigando todos os pais a comprarem água mineral para seus filhos beberem. Isso foi amplamente noticiado na imprensa internacional, caso você não tenha visto.

      • seg, 28/03/2011 - 16:16
        ratusnatus

        Você só não leu a parte em que dizia que o Iodo ativado na água só é radioativo por 8 dias.

        :)

        Amigo, não adianta chorar.
        O desastre não foi grave. Sim, gente vai morrer, da mesma forma que morreria se uma barragem tivesse rompido no terremoto.

  12. dom, 27/03/2011 - 19:53
    ZePovinho

    Talvez a tecnologia nuclear seja segura.Inseguro é colocar essa coisa perigosa sob a gestão privada,mesmo com a presença do Estado num regime de economia mista.
    Para lucrar,os caras cortam nos custos de manutenção e desprezam riscos com baixa probabilidade de ocorrer para baratear a segurança e dar mais dinheiro para os acionistas.
    Talvez o átomo não seja perigoso.Perigoso é a religião do mercado no comando de qualquer coisa.

  13. dom, 27/03/2011 - 19:48
    Melinho

    Na Folha online: 27/03/2011 – 17h51
    Diretor de usina no Japão diz que crise nuclear pode durar anos

    DAS AGÊNCIAS DE NOTÍCIAS

    Trajédia no Japão. Após relatos controversos sobre o nível de radiação na água do mar em torno da usina de Fukushima, as autoridades japonesas informaram uma elevação de ao menos 100 mil vezes no reator 2 e 1.850 vezes nas águas. A constatação levou o governo a interromper as operações de reparo no local, afetado pelo terremoto seguido de tsunami. A direção da empresa que opera a usina disse que a crise nuclear pode levar "anos".

    De acordo com especialistas, mesmo antes de a Tokyo Electric Power Company (Tepco), empresa que opera a usina nuclear, averiguar o controverso dado do aumento de 10 milhões de vezes, agora refutado, os números confirmados no fim de semana já são alarmantes.

    • seg, 28/03/2011 - 0:31
      FrancoAtirador

      .
      .
      Colocaram 10 milhões de bodes na sala do reator de Fukushima.

      Depois tiraram 9 milhões e novecentos mil.

      FICARAM "APENAS" 100 MIL BODES NA SALA.
      .
      .

  14. dom, 27/03/2011 - 19:32
    SILOÉ

    Não duvido nada de que: os lobistas à favor de mais construções de usinas nucleares, juntos com alguns pelegos de algumas centrais sindicais, estejam por trás das sabotagens contra as hidrelétricas.
    É só esperar pra ver.

  15. dom, 27/03/2011 - 19:32
    FrancoAtirador

    .
    .
    TEPCO admite erro em medição de radioatividade na central de Fukushima, no Japão

    Depois de anunciar, num primeiro momento, que o índice de radioatividade era "10 milhões de vezes superior" ao tolerável na central nuclear de Fukushima, a Tokyo Electric Power (Tepco) convocou uma entrevista coletiva urgente para admitir que havia se equivocado, indicando ter confundido os elementos radioativos analisados.

    A Tepco confirmou o nível de "mil milisieverts por hora".

    Isto significa que o combustível no núcleo do reator provavelmente sofreu danos durante um princípio de fusão.

    — Detectamos nas amostras de água taxas elevadas de césio e outras substâncias que geralmente não são encontradas na água do reator. Existe uma forte chance de que as barras de combustível tenham sido danificadas – advertiu a operadora.

    Um elevado nível de radioatividade foi medido em uma camada d'água que vazou do reator 2 da central de Fukushima, obrigando a suspensão das operações de bombeamento e a evacuação dos técnicos hoje, anunciou a agência de notícias Jiji.

    Foram detectados níveis de radioatividade de várias centenas de milisieverts por hora em torno dos reatores danificados da central, obrigando uma evacuação temporária dos funcionários que trabalham para conter a crise em Fukushima.

    Na última quinta-feira, três técnicos que usavam apenas botas de borracha foram contaminados pela radiação ao caminhar por uma poça de água altamente radioativa durante uma intervenção na sala da turbina do reator 3, onde o nível de radiação chegava a 180 milisieverts por hora. Dois deles precisaram ser hospitalizados com queimaduras nos pés.
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    ESSE CRIME CONTRA A HUMANIDADE SERÁ LEVADO AO TRIBUNAL DE HAIA ?
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  16. dom, 27/03/2011 - 18:34
    FrancoAtirador

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    MATÉRIA-PRIMA ESTRATÉGICA: SILÍCIO BRASILEIRO PARA ENERGIA SOLAR

    O Brasil é o maior produtor de silício do mundo

    Semicondutores são sólidos cristalinos de condutividade elétrica intermediária entre condutores e isolantes. Os elementos semicondutores podem ser tratados quimicamente para transmitir e controlar uma corrente elétrica.

    Seu emprego é importante na fabricação de componentes eletrônicos de diversos graus de complexidade tecnológica, tais como diodos, transístores, células solares, microprocessadores e nanocircuitos usados em nanotecnologia.

    Portanto, atualmente, o elemento semicondutor é primordial na indústria microeletrônica para a confecção de seus componentes.

    O SILÍCIO, por ser um elemento semicondutor abundante na Natureza, tem um interesse muito especial da indústria eletrônica e microeletrônica, como material básico para a produção diversas variedades de circuitos eletrônicos, principalmente os chips* para microprocessadores de computadores (Intel, AMD, etc).

    O BRASIL É O MAIOR PRODUTOR DE SILÍCIO METÁLICO DO MUNDO, SENDO O PRINCIPAL FORNECEDOR DESSSA MATÉRIA-PRIMA PARA AS EMPRESAS DE ALTA TECNOLOGIA DE TODO O PLANETA.

    Se, por um lado, a quase totalidade da produção mundial de silício metálico (aproximadamente 1 milhão de toneladas/ano) é hoje aplicada em microeletrônica e tecnologia da informação, em química fina a base de silicone e em ligas especiais, o que já coloca o Brasil em posição de destaque,

    por outro lado, existe uma forte tendência de aumento acentuado no consumo de silício baseado numa explosão da geração de energia elétrica via foto-conversão solar
    (atualmente somente uma parcela ínfima do silício produzido – cerca de 1% do total – é utilizada para a produção de células solares).

    Por exemplo, a estimativa de suprir energia solar para 200 milhões de novos consumidores a cada ano, equivalente a geração diária de 600 GWh, corresponderia a uma produção adicional da ordem de 1,2 milhões de toneladas/ano de silício metálico.

    Diante dessa clara perspectiva de uma explosão na demanda de silício para uso em células solares para geração de energia, o Brasil é o único país com possibilidades de suprir a demanda futura por este material estratégico, reunindo as principais condições para também destacar-se internacionalmente como o principal supridor de silício e tecnologias relacionadas com a foto-conversão de energia solar.

    * Chip, também chamado de pastilha, é um circuito integrado constituído por um pequeno e fino pedaço de silício no qual os transístores, que formam o microprocessador, foram encapsulados.
    Atualmente os microprocessadores são formados por milhões de transístores encapsulados em um único chip cuja área não passa de alguns milímetros quadrados.
    http://informatica.hsw.uol.com.br/semicondutores…. http://informatica.hsw.uol.com.br/microprocessado
    .
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  17. Energia nuclear não é uma resposta para o futuro.
    O caminho mais viável, atualmente, é a energia eólica, juntamente com energia solar.
    Ta na hora de levarmos essas alternativas muitíssimos a sério

    • dom, 27/03/2011 - 19:50
      José Vitor

      O caminho mais viável, atualmente, é a energia eólica, juntamente com energia solar.

      É mesmo ? Onde estão os cálculos que mostram isso ?

      Cada caso é um caso, tem que ser estudado individualmente. Em países como o Japão e a França, por exemplo, é praticamente obrigatório a utilização da energia nuclear. E mesmo em países como os EUA, com grande potencial hidrelétrico, a energia nuclear é utilizada por causa do alto consumo (e provavelmente por outros motivos, que não tenho competência pra falar).

      O que acontece é que por causa desse acidente causado por um terremoto de magnitude 9, seguido de um tsunami o lobby anti-nuclear procura explorar a boa-vontade e a ignorância do público.

      O fato é que as necessidades mundiais de energia aumentam continuamente (pensem na China, 1.6 bilhão de habitantes, crescimento de 7% ao ano), e todos os métodos de geração de eletricidade vão precisar ser usados, os verdes e ecologistas gostando ou não.

    • dom, 27/03/2011 - 21:35
      Luís

      Como se desse pra abatecer um país de quase 200 milhões de habitantes e com um território que só não é maior que o de 4 países apenas com energias eólica e solar.

      E com relação à energia solar, e se estiver nublado? E se estiver de noite? Comofas?

  18. dom, 27/03/2011 - 16:24
    Gustavo Pamplona

    Um bom tempo atrás no "Vi o Mundo" antigo tive uma certa discussão com um leitor que falava que morava (ou que morou) na Inglaterra e que dizia que o Brasil tinha uma das energias mais caras do mundo.

    Vai ver que ele era um daqueles que abandonaram o Brasil na fatídica era FHC e hoje ainda continuam falando mal do país mas no fundo, no fundo ainda nutrem de amores pela terra pátria mas não conseguem admitir isto.

    E não esquecendo que deve ter sido um daqueles que votaram no Serra nas últimas eleições. bom… para quem não sabe o Serra ganhou fora do Brasil onde cerca de 200.000 brasileiros votaram.

    Eu na época… eu achava estranho ele dizer isto… sabendo que conheço alguns ingleses (*) e eles me comentavam que na Inglaterra um consumo de uma família de 4 pessoas custava mais ou menos 200..250 libras ou seja em torno de 530…660 reais por mês… mas analisando o custo de vida deles é alto… até que isto não chega a ser tão elevado assim.

    A única coisa "barata" nestas nações européias são as tarifas telefônicas, já que as operadoras fazem planos de ligaçoes ilimitadas para qualquer telefone, fixo ou móvel mas mesmo assim custam em média 60…70 euros…. algo em torno de 130…160 reais por mês.

    (*) Tirando a África, alguns países do Leste Europeu, Sudeste Asiático e do Oriente Médio e alguns da Améica Central, acho que já conversei via Internet com pelo menos pessoas de 80 nações diferentes.

    • dom, 27/03/2011 - 17:04
      Gustavo Pamplona

      Apenas esqueci de complementar que cerca de 25% da energia da Inglaterra é de usinas nucleares.

      Já conversei (*) com um americano de Cleveland do estado de Ohio aqui em BH e ele volta e meia falava que não entendia o que os brasileiros viam nos "esteites"…

      Ele falava o tempo todo que são os brasileiros é que vivem bem… sabem como é… não temos aquela "pressão" americana, somos mais relaxados, sabemos curtir bem mais a vida do que eles lá… temos mais liberdade do que eles. Ele hoje é casado com uma brasileira e vive aqui.

      (*) num misto de inglês e português….era divertido… o cara falava "o" motocicleta no lugar de "a" motocicleta… (eita feminino/masculino!) falava diversas vezes no infinitivo (eita conjugação verbal!) e tinha problemas com certas palavras… ainda mais que no "mineirês" nós comemos as palavras vide este artigo divertido da Desciclopédia.
      http://desciclopedia.org/wiki/Miner%C3%AAs

      • dom, 27/03/2011 - 23:10
        Wagner Souza

        Caro Gustavo…30 anos depois nem eu sei mais o que ainda estou fazendo por aqui! Devo ao senhor Lula da Silva a luz no fim do tunel!

      • seg, 28/03/2011 - 1:33
        Gustavo Pamplona

        Ok… Wagner… agradeço por ter me respondido… Não sou rico… sou apenas um técnico de informática que trabalha por conta própria (na mais absoluta informalidade), que presta serviços na grande BH e que adora conhecer estrangeiros via Internet e ao vivo e a cores também.

        Este americano que eu citei acima, na realidade a mulher dele é minha "cliente".

    • dom, 27/03/2011 - 22:28
      Wagner Souza

      Talvez o que ele quis dizer e que a producao nao custa tanto mas o preco que cobram da gente e mais salgado do que o de Londres! Voce tem razao em uma coisa, minha esposa apareceu para votar em New York usando um bonezinho vermelho com a estrela do PT…quase bateram nela, a quantidade de Serristas era inacreditavel, parecem que se nao sao da Elite Brasileira sao pobres vislumbrados votando contra seus proprios interesses!

  19. dom, 27/03/2011 - 16:12
    Marcelo Fraga

    Concordo que que o custo da energia nuclear é inviável, mas acho ridículo esse alarmismo circunstancial. Aconteceu um problema lá em Fukushima devido a um terremoto de magnitude 8,9; coisa que não aconteceria nunca aqui no Brasil. E por isso passam a dizer que TODAS as usinas nucleares são inseguras e estão prestes a explodir. Fazem comparações ridículas com Chernobyl para assustar as pessoas, omitindo o fato de que existem vários modelos de reatores nucleares. O modelo de Chernobyl é diferente de Fukushima e este é diferente do de Angra.

    O acidente em Chenobyl foi causado por uma falha no projeto do reator. O acidente de Fukushima foi causado pelo mau funcionamento do sistema de refrigeração.

    Não estou defendendo este ou aquele modelo de geração de energia. Eu defendo a correta apresentação dos fatos e dos argumentos. Alarmismo por alarmismo eu fico com a Folha e a sua "gripe suína".

    • dom, 27/03/2011 - 18:32
      Anônimo

      "O modelo de Chernobyl é diferente de Fukushima e este é diferente do de Angra."

      Por isso mesmo, o acidente em cada uma dessas usinas foi ou será ocasionado por diferentes fatores.

      Um acidente nuclear no Brasil não será ocasionado por terremoto ou tsunami. Mudam as vulnerabilidades, permanece o risco, que nunca será eliminado. Não existe equipamento 100% seguro, nem operação 100% segura. Homens e máquinas estão sujeitos a erros e falhas. Isso sem considerar o risco de atentados.

      Mais cedo ou mais tarde acontece um desastre, e mesmo que seja apenas um em 30 anos, as consequências são intoleráveis. Aumente o número de usinas no mundo e o risco de um acidente aumenta. Usinas triplicadas, risco triplicado e, consequentemente, período de tempo entre acidentes dividido por três.

      Não esqueça, uma usina é uma "bomba nuclear suja" em potencial.

    • dom, 27/03/2011 - 21:19
      Otávio Dias

      Digamos que nunca mais ocorra nenhuma acidente em uma usina nuclear no mundo (certamente acontecerá, mas é apenas um pensamento hipotético). Mesmo assim, a energia nuclear é perigosa para a humanidade e o meio ambiente.

      O que fazer com o lixo atômico? O que fazer com as barras de urânio e de plutônio usadas? Esse combustível nuclear, após uns poucos anos de uso, deixa de servir para a geração comercial de energia, porém continua altamente radioativo por MILHARES DE ANOS.

      O que fazer com esses resíduos atômicos que vão permanecer altamente radioativos até bem depois do ano de 5011 (daqui a três mil anos)?

      E se um depósito cheio de lixo atômico radioativo for atacado por terroristas? Já imaginou uma explosão em um depósito com milhares e milhares de barras de urânio e plutônio? Já imaginou a nuvem radioativa que uma explosão dessas iria levantar? Já imaginou partículas de pó de plutônio sendo lançadas na atmosfera pela explosão, e viajando longas distâncias?

      • dom, 27/03/2011 - 22:40
        Marcelo Fraga

        Você fala como se eu tivesse defendido algum modelo energético.
        E exemplifica o alarmismo circunstancial.

        Do jeito que você fala, parece que o planeta está infestado de terroristas (os verdadeiros estão em Israel) e bombas. Aliás, você sabe como uma "nuvem radioativa" se dá?

      • seg, 28/03/2011 - 9:29
        Caio Bezerra

        Responda: o que fazer com o lixo atômico?

        Vamos ficar acumulando ele onde? Ele leva dezenas de milhares de anos até deixar de ser radioativo. Podemos enterrar no quintal da sua casa?

      • seg, 28/03/2011 - 13:06
        Marcelo Fraga

        Que hostilidade é essa? Parece que alguém te paga pra atacar esse modelo energético.

        E parece que alguns aqui ainda não entenderam, ou não quiseram entender, ou não sabem interpretar direito um texto, mas eu não defendi até agora NENHUM modelo energético. Eu apenas acho ridículo esse alarmismo que sai do armário quando o vento está a favor, que não utiliza nenhum argumento sensato.

        Você, por exemplo, reclama do problema do lixo atômico. Mas você conhece a fundo como funcionam os processo de armazenamento e estocagem? Pois para debatermos um assunto temos que ter um certo conhecimento dele, correto? Então, se bem feito esse armazenamento, são completamente seguros.

        Só não ofereço o meu quintal pois ele está infestado de bombas e terroristas.

    • dom, 27/03/2011 - 22:33
      Wagner Souza

      Nunca diga nunca Marcelo, se temos Usinas nucleares temos tambem que ter a melhor forca aerea do mundo para defende-las de um ataque e este ataque vira de quem? Se nao me cre pergunte ao Iraque, ao Afeganistao e agora a Libia, Petroleo, petroleo, petroleo, agora temos o pre sal o que interessa muito a esta mesma gente que bombardeou atomicamente o japao mais de duas vezes…Hiroshima, Nagazaki e agora atraves da GE que fabricou estas usinas nucleares japonesas e vendeu a eles mesmo sabendo que isto poderia acontecer!

  20. dom, 27/03/2011 - 14:17
    Manoel Teixeira

    Interessante o debate. Mas os mesmos que são contra a energia nuclear são aqueles que também condenam a hidrelétrica. A energia eólica não consegue, sozinha, dar garantia de fornecimento.
    Então fica combinado assim, contra energia nuclear e vamos defender com unhas e dentes a hidrelétrica como fonte princial e a eólica como coadjuvante, certo?

    • dom, 27/03/2011 - 15:26
      Anônimo

      Fechado. Só falta combinar com o MME. Mas eu acho que a eólica é subestimada. É possível criar imensos parques eólicos em águas rasas no mar. Eu não sou contra as hidrolétricas, mesmo as grandes, até porque elas podem nos livrar das nucleares. Também acho que é possível explorar melhor às pequenas e médias quedas d'água e ainda há muito o que fazer pelo lado do consumo e transmissão.

    • dom, 27/03/2011 - 16:52
      Jurandir

      Só sei que a Dinamarca já produz 20% de toda a sua eletricidade a partir dos parques eólicos…

      • dom, 27/03/2011 - 19:38
        José Vitor

        E quanto é esse "20%" ? Dá uma olhada no tamanho da Dinamarca…e no tamanho do Brasil.

      • seg, 28/03/2011 - 9:32
        Otávio Pinho

        Em compensação, o território da Dinamarca é muito menor do que o Brasil, e tem muito menos opções de lugares com boa incidência de ventos.

        O Brasil é enormemente maior, e com muito mais opções de lugares com bons ventos.

        A China tem 50 vezes mais parques eólicos que o Brasil. Que tal multiplicar a nossa rede eólica por 50, para igualar a China, e só depois vermos se precisa construir usina nuclear?

      • seg, 28/03/2011 - 12:28
        José Vitor

        Em compensação, o território da Dinamarca é muito menor do que o Brasil, e tem muito menos opções de lugares com boa incidência de ventos.
        O Brasil é enormemente maior, e com muito mais opções de lugares com bons ventos.

        Tem que colocar na ponta do lápis, não dá prá ficar com achismos. Achismo por achismo, eu acho que a energia eólica NUNCA vai ter condições de concorrer com a hidrelétrica ou a nuclear aqui no Brasil.

        A China tem 50 vezes mais parques eólicos que o Brasil. Que tal multiplicar a nossa rede eólica por 50, para igualar a China, e só depois vermos se precisa construir usina nuclear?
        Falta agora você colocar o link com a notícia de que a China vai parar de fabricar usinas nucleares por causa dos seus parques eólicos…porque ela não vai, é lógico. Em outras palavras, como outros colegas aqui já se cansaram de falar, a energia eólica é complementar, não consegue ser a principal fonte de energia elétrica na matriz energética de nenhum país.

      • dom, 27/03/2011 - 21:09
        P A U L O P.

        Não dá para comparar, o País Dinamarca, com 5 475 791 hab, tem menos habitantes que a cidade do Rio de Janeiro, com 6 323 037 hab.

    • Vou usar o bordão de Lula: nunca antes neste país se investiu tanto em energia eólica. Só que ainda é muito pouco.

      Acho que é preciso investir mais em geração distribuída, isto é, cada residência, empresa ou edifício produzindo uma boa parte de sua energia. Isso está cada vez mais barato.

      Quanto às usinas nucleares, não gosto delas. Por outro lado, acho que o Brasil deveria ter a bomba atômica.

  21. dom, 27/03/2011 - 13:29
    Fabio

    Para se ter um rendimento energetico igual Belo Monte tem que colocar energia eolica no Brasil inteiro os Estados que tem mais facilidade de correntes de vento são Maranhão , Ceará e outros perto da linha do Equador ,aqui para baixo só em algumas regiões , agora energia nuclear nem pensar ,pois se o pais tem sol , ventos e uma costa maritima enorme e água abundante , fica dificil defender construção de usinas atomicas .
    Azenha a respeito de todo aquele entulho em volta da usina de Fukushima , o que vai ser feito vai ser enterrado isolado pois tem carros caminhões e varios objetos pequenos , isto tudo não fica emitindo radiação?

  22. dom, 27/03/2011 - 13:05
    Fabio_Passos

    Aterrorizante este acidente no Japão.
    Uma desgraça humanitária.

    Entendo que o Brasil não pode abrir mão de desenvolvimento de tecnologia nuclear.
    Porém espalhar usinas em nosso território… de jeito nenhum.

    O pesadelo de Kurosawa:

    "Mount Fuji in Red — Akira Kurosawa's Dreams"

    [youtube z_ZxTB8mqbk http://www.youtube.com/watch?v=z_ZxTB8mqbk youtube]

  23. dom, 27/03/2011 - 11:08
    Marcelo de Matos

    Se eu fosse a Dilma suspenderia os projetos de instalação de novas centrais nucleares. Há riscos de várias espécies, mas, o principal é o político. Somos uma democracia instalável, ao menos enquanto o PT estiver no governo. Explico: aqui um acidente com uma avião da TAM serviu de pretexto para que o PIG iniciasse uma armação contra o Lula. A repórter da Band dizia da pista de Congonhas: tem piloto ligando para o meu celular e dizendo que quando chove não dá para pousar aqui. O governo não conclui as ranhuras na pista, etc. Logo depois a Globo informou que a manete do avião travou e, então, o complô foi abortado. Anteontem um controlador da torre em Nova Iorque dormiu e dois aviões pousaram sem controle. Se fosse aqui, o golpe do PIG viria a galope.

  24. dom, 27/03/2011 - 10:52
    Gerson Carneiro

    Com tanto sol no Nordeste pra que diabos construir duas usinas nucleares?

    O que diria aquele cabra chamado Delmiro Gouveia?

    Ele exportava peles de bode para a moda de Nova Iorque um século antes de se ouvir falar por aqui no tal do mundo "fashion". Em 1913, plugou a caatinga na tomada, ao inaugurar a primeira usina elétrica do país. Os primeiros carros que assombraram os tabaréis, a fábrica, a terra irrigada, a patinação de rolamento, o cinema, o conhecimento do gelo. Tudo obra do cearense que idealizou uma região onde a agricultura combinada à tecnologia de ponta faria até chover.

    • dom, 27/03/2011 - 21:35
      Luís

      E a noite, como é que a gente vai fazer para gerar energia?

      • seg, 28/03/2011 - 9:18
        Gerson Carneiro

        Vamos colocar você para passar a noite assoprando as pás dos cata-ventos das usinas eólicas.
        Grande chance, hein. Emprego estável, e sem concurso.

      • seg, 28/03/2011 - 9:37
        Elias Pereira

        Engraçado, eu pensava que bateria servia para armazenar energia…

        E se não quiser usar bateria, faz assim: de dia, quando as usinas solares estão funcionando a mil por hora, fecha as comportas das hidrelétricas, e desliga as turbinas. Assim economiza a água no reservatório da hidrelétrica.

        De noite, quando as solares não estiverem gerando energia, abre as comportas das hidrelétricas.

        Com as hidrelétricas funcionando só a noite, os reservatórios vão demorar muito mais para esvaziar, e evitamos risco de "apagão" causado pela estiagem.

  25. dom, 27/03/2011 - 10:39
    Anônimo

    Buscando outras fontes de informação, encontrei o seguinte artigo na NewScientist:

    Fukushima se aproxima de níveis de contaminação radioativa de Chernobyl.

    [...] Pesquisadores austríacos usaram uma rede mundial de detectores de radiação – projetada para detectar testes nucleares clandestinos – para mostrar que o iodo-131 está sendo liberado em níveis diários de 73 por cento do que as observadas após o desastre de 1986. O montante diário do césio-137 lançado de Fukushima Daiichi é de cerca de 60 por cento do montante liberado de Chernobyl. [...]

    Artigo completo, em inglês: http://www.newscientist.com/article/dn20285-fukus

  26. dom, 27/03/2011 - 9:52
    Anônimo

    Só o lobby nuclear explica a construção desses monstrengos. Será mais fácil dar um "passa fora" nessa gente daqui a algum tempo, quando as graves consequências do acidente no Japão estiverem mais evidentes.

    Nós não queremos estas usinas, mesmo que o risco seja pequeno, o prejuízo causado por um acidente é imensurável. Fora nuclear! Energia eólica já!

    Eólica é mais barata e totalmente segura. O governo deveria incentivar a criação de empresas ligadas a indústria de energia eólica no Brasil. Nós temos tecnologia para fazer tudo aqui. Lobistas são pagos para defender qualquer coisa, que procurem os novos patrões, da energia eólica.

  27. dom, 27/03/2011 - 9:46
    Glecio_Tavares

    http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/mercadan
    Mercadante demite diretoria da CNEN
    Enviado por luisnassif, sab, 26/03/2011 – 18:27
    Por Ozzy

    Edição: 2159 | 25.Mar.11 – 21:00 | Atualizado em 26.Mar.11 – 12:27

    Usina de confusões

    Governo demite toda a diretoria da CNEN após descobrir que reatores atômicos operam sem licenças e que Angra 2 não tem autorização definitiva para operar

    Claudio Dantas Sequeira

    Há exatamente uma semana che­gou à mesa do ministro da Ciên­cia e Tecnologia, Aloizio Mercadante, um relatório explosivo contra membros da cúpula do programa nuclear brasileiro.

    Com base nas denúncias do documento assinado pelas associações de servidores dos principais órgãos ligados ao programa (a CNEN e o Ipen), Mercadante pediu uma imediata investigação in­terna. Em poucos dias convenceu-se de que a situação era, de fato, grave e decidiu agir.

    A primeira medida será a demissão do presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN), Odair Dias Gonçalves, e de toda a direção do órgão. Gonçalves é responsabilizado, dentre outras coisas, pelo atraso no licenciamento da usina de Caetité que paralisou a extração de urânio e obrigou o Brasil a comprar 220 toneladas do minério no Exterior, ao custo de R$ 40 milhões.

    Para Mercadante, trata-se de um constrangimento, já que o País detém uma das maiores reservas de urânio do mundo.Caetité, no entanto, é apenas a ponta de um enrolado novelo que se tornou o pro­grama nuclear. Mercadante ficou chocado ao saber que quatro reatores nucleares utilizados para pes­quisa funcionam sem licença em três campi universitários.

    O processo de certificação desses reatores foi engavetado pelo presidente da CNEN e por seu diretor de radioproteção e Segurança Nuclear, Laércio Vinhas. “Dá muito trabalho e os reatores estão muito bem”, teria dito Odair Gonçalves, segundo relato de funcionários. Gonçalves nega. “Nosso pessoal está sobrecarregado”, justifica.

    Mas a gota d’água, para Mercadante, foi saber que Angra 2 opera há mais de uma década sem a “autorização de operação permanente”.Além das questões técnicas, há críticas sobre o suposto excesso de viagens internacionais de Gonçalves e de nomeações de amigos para cargos de chefia. Seria o caso da física Maria Cristina Lourenço, que chefia a área internacional da CNEN e acompanhou Gonçalves em 11 das 14 viagens que ele fez em 2010. Odair Dias Gonçalves está à frente da CNEN desde 2003.

    Nesse período, entrou em choque com autoridades do setor e com o corpo de fiscais nucleares. Nem o Itamaraty o tolera e pouco fez em defesa de sua candidatura para cargos na Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Foram três tentativas frustradas em 2010. “É um caso raro de unanimidade às avessas”, afirma um assessor de Mercadante.

    No final do ano passado, Gonçalves filiou-se ao PT. Mas nega interesse na carreira política
    http://www.istoe.com.br/reportagens/130253_USINA+

  28. dom, 27/03/2011 - 9:35
    Ricardo Galvao

    O problema é que não fazemos o necessário debate nacional sobre qual o tipo de desenvolvimento e crescimento econômico que queremos. Num passado recente os militares golpistas estimularam a ocupação rápida do Amazonas e cerrado com os argumento que lhe eram convenientes, e hoje curtimos ou sofremos aquelas ações. Hoje a competição industrial, a pressão doméstica por energia barata, fornecimento de matérias primas etc, são assuntos muitos sérios para ficarem restritos a ambientes políticos fechados e decididos por cálculos de lucratividade ou eleitorais. Todo mundo quer chegar em casa, acender lâmpadas e equipamentos, ligar computador etc, e isso tem um custo (econômico e ambiental) e um revés futuro. Como diz o ditado, não dá pra fazer omelete sem quebrar os ovos. Mas ainda é muito dificil tomarmos alguma decisão equilibrada pelo tipo de democracia que praticamos e pela vulnerabilidade do Estado brasileiro.

  29. dom, 27/03/2011 - 8:43
    Otaciel de Oliveira

    Rapaz, eu sabia que a energia hidrelétrica era mais barata que a nuclear. Mas eu não imaginava uma discrepância tão exorbitante de preços como a que foi colocada nessa matéria. Portanto, quando você ouvir na televisão ou no rádio um lobista falando das "maravilhas" da energia nuclear, chame imediatamente a polícia.

    Lembre-se que, no futuro, quem vai pagar a conta pelo valor elevadíssimo da energia nuclear é você, consumidor.

    Ou você está programando morrer antes do término de Angra 3? Tenha um pouco de paciência e experimente primeiro uma lufada de radiação. É uma delícia.

  30. dom, 27/03/2011 - 4:49
    Francisco

    Resta Belo Monte… E aí, topa?

    Pois é, o problema é esse: hidrelétrica é uma prezepada (por vezes hollywooduiana…) e usina nuclear vai explodir, toda vez que tiver terremoto de grau 9.0 na escala Richter e seguido de maremoto no Brasil….

    E aí, como é que faz?

    • dom, 27/03/2011 - 10:15
      Fernando Aguiar

      Existe uma alternativa a Belo Monte e a Angra: energia eólica.

      Enquanto se fica nesse debate enviezado de "Belo Monte ou Angra", o Ceará continua construindo parques eólicos em ritmo acelerado. Parabéns para os cearenses. Afinal, se a China e a Índia podem aumentar exponencialmente a participação da energia eólica na sua matriz energética, o Brasil também pode.

      • dom, 27/03/2011 - 13:18
        Jorge

        O consórcio Nòvabra (biodiesel) italiano irá verificar a praticidade de energia eólica no município de Linhares-ES. Para não ficarmos falando aqui muitas besteiras, a energia hidrelétrica necessita de fluxo continuo de água (que pode ser medido e CONTROLADO); a eólica de fluxo de correntes de ar QUE NÃO PODEM SER CONTROLADAS; a usina nuclear depende do fluxo de reações QUE PODEM SER CONTROLADOS. Portanto, senhores, parem com o besteirol: energia elétrica a partir de fontes EÓLICAS sempre serão complementares. Explico: tem vento? diminui a geração nas usinas nucleares e hidrelétricas. Não tem vento? bem……. aumenta-se a produção nestas duas últimas.
        Para os contrários: usinas nucleares servem para fazermos bombas nucleares. É isto que precisamos para nos defender da América do Norte. Ponto Final!

      • dom, 27/03/2011 - 16:44
        Valter Ferreira

        Acontece, meu caro, que existem regiões onde os ventos são praticamente constantes, e são essas as regiões que são preferencialmente escolhidas para instalar parque eólicos. O litoral do Nordeste, por exemplo, é atingido em cheio pelos ventos alísios do Oceano Atlântico, de forma praticamente constante.

        Além do mais, existem tecnologias de armazenamento de energia sendo testadas no mundo inteiro para trabalhar em conjunto com a energia eólica. Não apenas o uso de bancos de baterias, que são caros, mas outras diversas tecnologias mais baratas de armazenamento energético em larga escala, como ar comprimido, dispositivos térmicos, bombeamento de água, etc. O Brasil deveria estar nessa corrida tecnológica do armazenamento energético, que permite estocar a energia produzida pelos parques eólicos para uso posterior.

      • seg, 28/03/2011 - 12:56
        fernandoeudonatelo

        Exatamente. As regiões preferenciais à instalação dos parques eólicos ou de qualquer outras para a geração de energia, continuam sendo as de características geoclimáticas, topográficas e de segurança potencial ao seu uso.

        As eólicas, já saíram as grandes ganhadoras dos leilões de energia elétrica da EPE e Aneel, para a implementação de novas unidades aerogeradoras e de baterias em parques, podendo expandir nos próximos anos sua presença na matriz energética em até 2,5%, reduzindo junto com a nuclear a participação das termoeletricas.

        Ainda assim, serão complementares ao sistema, lançando o principal da geração ao abastecimento das cidades de médio porte dos entornos geográficos metropolitanos, além de plantas de processamento leves (texteis e alimentícias do ceara).
        O excedente lançado na rede, será coberto pelas fontes primárias que direcionam o fluxo aos grandes centros consumidores e plantas industriais pesadas.

      • seg, 28/03/2011 - 13:07
        fernandoeudonatelo

        Nesse caso, sua ampliação de capacidade instalada com armazenamento de maior qualidade tecnológica, ainda não elevaria a participação na matriz a ponto de subsituir como principal no sistema, as fontes hidroeletricas e termoeletricas, mas aumentando a complementaridade às movidas a gás, diesel e carvão que possuem muitas unidades de abastecimento local/regional.

        Isso evitaria não só uma expansão da importância dessas fontes altamente poluentes, como criaria margem de segurança na operação das termonucleares para a cobertura do principal na rede interligada nacional, liberando a dependência de núcleos e adensamentos urbanos do total abastecimento das termonucleares.

        Abraços

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