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Moniz Bandeira: EUA promovem desestabilização na América Latina

17 de março de 2015 às 18h08

moniz-bandeira

“EUA promovem desestabilização de democracias na América Latina”, denuncia Moniz Bandeira

Entrevista concedida ao PT na Câmara e publicada no site da liderança do PT

O cientista político e historiador Luiz Alberto de Vianna Moniz Bandeira denunciou hoje (17) que os Estados Unidos, por meio de órgãos como CIA, NSA (Agência Nacional de Segurança) e ONGs a eles vinculadas, continuam na tentativa de desestabilizar governos de esquerda e progressistas da América Latina, como os da Venezuela, Argentina e Brasil.

Em entrevista ao PT na Câmara, por e-mail, Moniz Bandeira disse que ‘’evidentemente há atores, profissionais muito bem pagos, que atuam tanto na Venezuela, Argentina e Brasil, integrantes ou não de ONGs, a serviço da USAID, National Endowment for Democracy (NED) e outras entidades americanas”, para desestabilizar esses países, com a utilização de instrumentos que incluem protestos de rua.

‘’As demonstrações de 2013 e as últimas, contra a eleição da presidente Dilma Russeff, não foram evidentemente espontâneas”, disse o cientista político.

“Os atores, com o suporte externo, fomentam e encorajam a aguda luta de classe no Brasil, intensificada desde que um líder sindical, Lula, foi eleito presidente da República. Os jornais aqui na Alemanha salientaram que a maior parte dos que participaram nas manifestações de domingo, dia 15, era gente da classe média alta para cima, dos endinheirados’’, disse Moniz Bandeira, que reside na Alemanha e é autor de vários livros sobre as relações Brasil—EUA.

No caso do Brasil especificamente, citou iniciativas do PT e aliados que contrariam Washington, como a criação do Banco do Brics, uma alternativa ao FMI e ao Banco Mundial e o regime de partilha para o pré-sal, que conferiu papel estratégico à Petrobras, descocando as petroleiras estrangeiras. Ele lembrou também que a presidenta Dilma foi espionada pela NSA e não se alinhou com os EUA em outras questões de política internacional, entre as quais a dos países da América Latina.

Eis a entrevista:

O líder do PT na Câmara, Sibá Machado (AC), comentou nas redes sociais que a CIA tem atuado nas tentativas de desestabilização de governos democráticos na América Latina . Como o senhor avalia isso, diante de vários episódios históricos que mostram os EUA por trás da desestabilização de governos de esquerda e progressistas?

Washington há muito tempo está a criar ONGs com o fito de promover demonstrações empreendidas, com recursos canalizados através da USAID, National Endowment for Democracy (NED) e CIA; Open Society Foundation (OSF), do bilionário George Soros, Freedom House, International Republican Institute (IRI), sob a direção do senador John McCain, etc.

Elas trabalham diretamente com o setor privado, municípios e cidadãos, como estudantes, recrutados para fazerem cursos nos EUA. Assim o fizeram nos países da Eurásia, onde de 1989 ao ano 2000 foram criadas mais de 500.000, a maioria das quais na Ucrânia. Outras foram organizadas no Oriente Médio para fazer a Primavera Árabe.

A estratégia é aproveitar as contradições domésticas do país, os problemas internos, a fim de agravá-los, gerar turbulência e caos até derrubar o governo sem recorrer a golpes militares.

Na Ucrânia, dentro do projeto TechCamp, instrutores, a serviço da Embaixada dos EUA, então chefiada pelo embaixador Geoffrey R. Pyatt, estavam a preparar, desde pelo menos 2012, especialistas, profissionais em guerra de informação e descrédito das instituições do Estado, a usar o potencial revolucionário da mídia moderna – subvencionando a imprensa escrita e falada, TVs e sites na Internet — para a manipulação da opinião pública, e organização de protestos, com o objetivo de subverter a ordem estabelecida no país e derrubar o presidente Viktor Yanukovych as demonstrações contra o presidente Yanukovych, em fevereiro de 2014.

Essa estratégia baseia-se nas doutrinas do professor Gene Sharp e de Political defiance, i. e., o desafio político, termo usado pelo coronel Robert Helvey, especialista da Joint Military Attache School (JMAS), operada pela Defence Intelligence Agency (DIA), para descrever como derrubar um governo e conquistar o controle das instituições, mediante o planejamento das operações e mobilização popular no ataque às fontes de poder nos países hostis aos interesses e valores do Ocidente (Estados Unidos).

Essa estratégia pautou em larga medida a política de regime change, a subversão em outros países, sem golpe militar, incrementada pelo presidente George W. Bush, desde as chamadas “revoluções coloridas” na Europa e Eurásia, assim como na África do Norte e no Oriente Médio. Explico, em detalhes e com provas, como essa estratégia se desenvolve em meu livro A Segunda Guerra Fria, e, no momento estou a pesquisar e escrever outra obra – A desordem mundial — onde aprofundo o estudo do que ocorreu e ocorre em vários países, sobretudo na Ucrânia.

Além da CIA, como os EUA atuam contra os governos de esquerda da América Latina?

Não se trata de uma questão ideológica, mas de governos que não se submetem às diretrizes de Washington. Uma potência mundial, como os EUA, é mais perigosa quando está a perder a hegemonia do que quando expandia seu Império. E o monopólio que adquiriu após a II Guerra Mundial de produzir a moeda internacional de reserva – o dólar – está a ser desafiado pela China, Rússia e também o Brasil, que está associado a esses países na criação do banco internacional de desenvolvimento, como alternativa para o FMI, Banco Mundial etc.

Ademais, a presidenta Dilma Rousseff denunciou na ONU a espionagem da NSA, não comprou os aviões-caça dos EUA, mas da Suécia, não entregou o pré-sal às petrolíferas americanas e não se alinhou com os Estados Unidos em outras questões de política internacional, entre as quais a dos países da América Latina.

O governo da Venezuela tem denunciado a participação de Washington em tentativas de golpe. O mesmo poderia estar acontecendo em relação ao Brasil?

Evidentemente há atores, profissionais muito bem pagos, que atuam tanto na Venezuela, Argentina e Brasil, integrantes ou não de ONGs, a serviço da USAID, National Endowment for Democracy (NED) e outras entidades americanas. Não sem razão o presidente Vladimir Putin determinou que todas as ONGs fossem registradas e indicassem a origem de seus recursos e como são gastos.

O Brasil devia fazer algo semelhante. As demonstrações de 2013 e as últimas, contra a eleição da presidente Dilma Rousseff, não foram evidentemente espontâneas. Os atores, com o suporte externo, fomentam e encorajam a aguda luta de classe no Brasil, intensificada desde que um líder sindical, Lula, foi eleito presidente da República. Os jornais aqui na Alemanha salientaram que a maior parte dos que participaram das manifestações de domingo, dia 15, era gente da classe média alta para cima, dos endinheirados.

Que interesses de Washington seriam contrariados, pelo governo do PT, para justificar a participação da CIA e de grupos empresariais de direita, como os irmãos Koch (ramo petroleiro) , no financiamento de mobilizações contra Dilma? O pré-sal, por exemplo?

Os interesses são vários como expliquei acima. É muito estranho como começou a Operação Lava-Jato, partir de uma denúncia “premiada”, com ampla participação da imprensa, sem que documentos comprobatórios aparecessem.

O grande presidente Getúlio Vargas já havia denunciado, na sua carta-testamento, que “a campanha subterrânea dos grupos internacionais aliou-se à dos grupos nacionais revoltados contra o regime de garantia do trabalho. (…) Contra a justiça da revisão do salário mínimo se desencadearam os ódios. Quis criar liberdade nacional na potencialização das nossas riquezas através da Petrobrás e, mal começa esta a funcionar, a onda de agitação se avoluma. A Eletrobrás foi obstaculizada até o desespero. Não querem que o trabalhador seja livre. Não querem que o povo seja independente”.

Como o senhor interpreta o surgimento de grupos de direita no Brasil, com agenda totalmente alinhada aos interesses dos EUA?

Grupos de direita estão no Brasil como em outros países. E despertaram com a crise econômica deflagrada em 2007-2008 e que até hoje permanece, em vários países, como o Brasil, onde irrompeu com mais atraso que na Europa.

E a direita sempre foi fomentada pelos interesses de Wall Street e do complexo industrial nos EUA, que é ceivado pela corrupção, e onde a porta giratória – executivos de empresas/secretários do governo – nunca deixa de funcionar, em todas as administrações.

Há, entre os organizadores dos protestos, gente francamente favorável à privatização da Petrobras e das riquezas nacionais, com um evidente complexo de vira-latas diante dos interesses estrangeiros. Como analisar esse movimento à luz da história brasileira?De novo o nacionalismo versus entreguismo?

Está claro que, por trás da Operação Lava-Jato, o objetivo é desmoralizar a Petrobras e as empresas estatais, de modo a criar as condições para privatizá-las.

Porém, estou certo de que as Forças Armadas não permitirão, não intervirão no processo político nem há fundamentos para golpe de Estado, mediante impeachment da presidenta Dilma Rousseff, contra a qual não há qualquer prova de corrupção, fraude eleitoral etc., elemento sempre usado na liturgia subversiva das entidades e líderes políticos que a USAID, NED e outras entidades dos EUA patrocinam.

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53 Comentários escrever comentário »

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Antonio Carlos

18/03/2015 - 23h30

Só tem uma saída. Um novo movimento político composto por empresarios serios, jornalistas, intelectuais, sindicatos, etc. Um movimento único, coeso, decidido a fazer a diferença, pegar a midia de calça curta na rua. Temos que nos unir (sair de casa, ir pra rua, brasilia) e denunciar permanentemente, fazer uma movimento dinamico, incessante, até conseguirmos ver os primeiros resultados, que será a midia tradicional se perder. Nao tem outro jeito pessoal. Ficar aqui fazendo comentarios, analisando e vendo a banda passar? Enquanto isso eles, que sao estruturados, tem dinheiro, poder, pessoas do MP, PF, Judiciario, estatais, eles tem quadros em todos os lugares importantes, e ainda tem ajuda externa! Entao, se nao surgir um movimento forte, um movimento diferente, um fato novo, uma nova força, eu duvido que nosso pais consiga se manter no caminho do desenvolvimento com democratizaçao de midia, etc. Nao vai rolar. mais uma vez seremos podados pelos grandes interesses mundiais. A luta é feroz. E mais ainda, que temos a petrobras com tudo o que ela já conseguiu fazer e conquistar. Eles jamais vao desistir de conseguir nossas riquezas. Jamais.

Responder

Bacellar

18/03/2015 - 12h36

Que bom que não sou apenas eu enxergando o possível link entre espionagem da NSA à Petrobrás e operação LJ.

Por que 200 mil pessoas estiveram domingo na Av. Paulista e a mídia corporativa nacional e estrangeira noticia que “1 milhão de brasileiros foi a rua pedir a saída de Dilma”?

Não creio quando se tratam de grandes acontecimentos capazes de mudar o rumo da história de uma sociedade que um único fator isolado seja capaz de dar início a tais processos. Eventos radicais surgem da somatória de fatores convergentes.

O que quebrou o pacto daquilo que o André Singer define por lulismo (o acordo entre oligarquia e governo trabalhista gerando altos rendimentos para o primeiro grupo e distribuição de excedentes para a população mais humilde via programas sociais múltiplos)? Se explica somente pela queda do preço dos principais produtos de exportação nacional e diminuição de demanda interna pelo endividamento familiar após um ciclo de expansão? Penso que esses fatores contam sim mas sozinhos não explicam toda a intensidade da movimentação orquestrada para dar fim ao ciclo petista.

Estabelecendo como marco inicial do desgaste da presidente, que até então encontrava-se em situação confortável nas pesquisas de popularidade, as manifestações de Junho de 2013 devemos nos ater ao período que antecede esse ponto de inflexão.

Dois “oponentes” de peso inigualável são contrariados em seus interesses nesse período; sistema bancário/financeiro e transnacionais petrolíferas.

Em Janeiro de 2013 o governo federal tentando combater a draconiana taxa de juros, que trava a indústria nacional por nos tornar pouco competitivos em relação à transnacionais que se financiam a um custo muito menor e sangra uma parcela pornográfica do orçamento da união, leva a Selic para seu menor índice desde a criação do COPOM; 7,12.

Ainda no segundo semestre de 2012 o governo também se esforçava para atenuar o problema do juro real através da diminuição do spread bancário via BB e Caixa. Ao derrubar o spread dos bancos públicos logicamente os privados seriam obrigados a diminuir suas taxas de retorno para evitar uma fuga em massa de correntistas.

Não posso deixar de imaginar as veias saltadas nas têmporas dos distintos engravatados membros da FEBRABAN em suas reuniões ao citar o Governo Dilma. Imagino que possivelmente foram os primeiros a lhe dedicar a mimosa adjetivação que hoje se encontra na boca do povo desinformado: “Vaca”.

Para tais senhores o fato do brasileiro, digamos um cliente do marinista Itaú (mas poderia ser qualquer outro banco), pagar uma taxa anual de 63,25% (2009) não causa a espécie que causa um governo buscar destravar a economia mexendo em seus sagrados cofres, ou melhor, em suas sagradas taxas de retorno.

Mas não eram apenas rentistas, banqueiros e financistas que vinham sendo contrariados pela obstinada cartilha desenvolvimentista da ex-aluna de Maria da Conceição Tavares; um inimigo ainda mais indigesto naquele período estaria também prestando homenagens a Dilma em seus salões fechados; os CEOS das grandes transnacionais petrolíferas ao constatar que o Brasil buscava romper com o longo histórico de entreguismo total de seus recursos do subsolo devem ter igualmente se referido em baixos termos à Mrs.Rousseff: “Fucking Cow”…

Em novembro de 2012 (o ano em que o mundo não acabou) Dilma sancionava a lei de distribuição dos recursos do petróleo sob o regime de partilha. Uma afronta imperdoável. Falamos afinal aqui de uma companhia com reservas estimadas que podem chegar ao volume de 300 bilhões de barris.

A Presidente inicia 2013 com taxas elevadíssimas de aprovação popular em todos os institutos de pesquisa. Em 6 meses com o Brasil em vias de colapso social seus índices estariam no chão. Não eram 20 centavos…

Teoria conspiratória? A ideia de teoria conspiratória, seja lá quem a desenvolveu, foi genial. Toda essa bobajada de illuminattis, repitilianos e outras idiotices do gênero imediatamente jogam no lixo qualquer análise para além dos fatos escancarados, repisados e com autenticação em cartório. A mais simples e clara ligação de pontos que qualquer analista possa fazer, análises óbvias, ganham o carimbo: Maluquice conspiratória. É genial.

Vamos colocar mais um elemento no caldeirão? National Security Agency. NSA. Seus principais alvos no Brasil? Mrs.Rousseff e alto escalão da Petrobrás. Talvez seja um delírio meu porém acho, só acho, que o cartel petrolífero tem alguma entrada nas agências do governo yanke, alguma influência na política externa estadunidense…Só um feeling mesmo…

Também não creio que a expansão da relação do Brasil com Rússia, China e Índia e a criação do Banco dos Brics tenha aumentado a popularidade do Governo petista em Washington. “Moeda de conversão alternativa ao dolar? Hell no motherfuckers!” Devem ter pensado os velhos falcões.

Se seguirmos ligando os pontos temos um governo à partir do segundo semestre de 2012 “marcado para morrer” pelos banqueiros brasileiros, petrolíferas transnacionais e governo estadunidense. Que troika macabra companheiros. PSDB, Folha, DEM, Globo são jagunçada. Funcionários. Agem `a partir do aval superior. O buraco é mais em cima.

Agora só mais um pontinho: Início de 2014 (ano eleitoral) um paladino da justiça, lá das bandas das araucárias, investigando um singelo posto de gasolina descobre o maior esquema de corrupção da história da Via Láctea. Perdoem minha veia conspiratória mas não posso deixar de especular…O que será que a NSA fez com toda a informação colhida em sua espionagem à Petrobrás? Engavetou? Não foi incrível como setores da polícia sabiam quem chamar e com o que pressionar os depoentes?

Talvez levando esse histórico recente em conta possamos entender a escolha de Levy, bandeirinha branca de arrego para os banqueiros pelo menos, talvez isso explique a tirada de pé na política desenvolvimentista e a tentativa de voltar à paz e amor da era Lula. Trata-se de uma tentativa de rearranjo do acordo PT-oligarquia.

Porem do ponto de vista da elite financeira brasileira e de seus ideólogos e patrões transnacionais não acredito que qualquer acerto seja tolerável. Dilma abusou da insolência. E vão descarregar tudo que tem em cima do governo. Bateria após bateria.

Vai ser duro esse 2015.

Responder

    Bacellar

    18/03/2015 - 15h54

    Ps* Essa foto do M.Bandeira não é das mais favoráveis hein…

Mário SF Alves

18/03/2015 - 12h04

A esticarem ainda mais essa corda, cegamente guiados pelo que há de pior na história política mundial, vão jogar pelo ralo não só as conquistas democráticas, mas, o que é ainda incomparavelmente pior: poderão promover uma tragédia que pode resultar desse ensaio de UCRANIZAÇÃO do Brasil.
Resta saber quem seria o Poroshenko¹ da extrema direita de cá.
__________________________
¹Petro Oleksiyovych Poroshenko, em ucraniano: Петро Олексійович Порошенко (Bolgrad, 26 de setembro de 1965), é um empresário bilionário e político ucraniano. É o quinto e atual presidente de seu país, já tendo servido como ministro dos Negócios Estrangeiros e ministro do Comércio e Desenvolvimento Econômico.
O império de negócios de Poroshenko inclui várias plantas de carros e ónibus, o estaleiro Leninska Kuznya, o canal de televisão “Canal 5″, que apoiou os protestos do Maidan medialmente. Em Julho de 2014 Forbes estimou sua fortuna em US$ 1,3 bilhão._____________________________
Repetindo o detalhe sórdido: “…o canal de televisão “Canal 5″, que apoiou os protestos do Maidan [extrema-direita] mediaticamente.
Fonte: a de sempre, a imprescindível Wikipedia.
______________________________________
Peraí… eu disse ucranização do Brasil?
Não. Sem chance. Até porque, entre nós, o poder de fato, o mesmo que há séculos domina esse Estado Oligárquico, construído por oligarcas e para oligarcas, jamais consentiria em dividir-se e submeter-se à proteção de extremistas, sejam eles quais forem, neofascistas ou neonazistas.
Sem dúvida que tal poder hegemônico, hoje mais do que nunca a serviço do imperialismo anglo-saxão, não hesitaria um só segundo em lançar seus teleguiados no enfrentamento físico. No entanto, o que prefere mesmo é a velha práxis de sempre, ou seja: golpes contra governos populares, e a manutenção a ferro e a fogo desse estúpido, cruel e sádico capitalismo subdesenvolvimentista naZional. O que prefere mesmo é o Brasil como reserva de valor para interesses publicamente inconfessáveis, o apartheid racial e a eterna exclusão social; tudo de maneira lenta, dissimulada, hipnotizante, sádica e gradual. Nesse sentido, quem teve a sorte de conhecer a biografia do cubano e maçom José Martí e de ler algum dos livros do professor Moniz Bandeira sabe disso.
A propósito, o que há de mais macabro na dominação capitalista em países de terceiro mundo sempre foi sua sutileza; com exceção de ápices de descontrole que desembocam em regimes de exceção como o nazismo, a morte vem aos poucos; nunca aos borbotões; mata-se por envenenamento alimentar, por fome, por alienação política ou por robotização espiritual atualmente comandada através da grande-mídia-pensamento-único e mantida por medicamentos tarja preta.
E um recado aos fracos de espírito:
Ainda que nos dias de hoje, isso soe mais irreal do que a mais irreal das teorias conspiracionistas, a guerra psicológica está novamente a tentar generalizar a paranoia anticomunista.
E mais: o Império está fora de controle. Portanto, barbas de molho, prudência e canja de galinha não fazem mal a ninguém.

Responder

Romanelli

18/03/2015 - 11h07

“..“Os atores, com o suporte externo, fomentam e encorajam a aguda luta de classe no Brasil..”
.
Por acaso o texto fala de Maduro e Dilma ? ..e antes, ao fomentarem “luta de classes”, de Chaves e LULA ?
.
francamente, parece que tem gente que não tem espelho em casa, viu ?
.
a culpa dos outros (sempre deles) não vos fará mais inocentes por seus próprios pecados
.
na “estratégia” política do DIVERSIONISMO, parece que nada se cria, mas que tudo se copía
.
eu não vim pra explicar, vim pra confunir ..já dizia o chacrinha, que pelo jetio conseguiu milhões de adeptos

Responder

    Mário SF Alves

    18/03/2015 - 12h11

    Não, Romanelli, o texto não fala de filigranas meramente conjunturais. O texto fala da História. O texto fala de geo-estratégia, de guerra psicológica e da fase atual do “tudo ou nada” e respectivo descontrole do Império anglo-saxão.

    Marco Sousa

    18/03/2015 - 13h16

    Lamento, mas você não UMA SÓ (coisa com coisa)!. Está a se falar em derrubar os governos do Brasil, Argentina e Venezuela e não do que esses governos estão fazendo para derrubar outros governantes, até porque, esses governos estão sob FORTÍSSIMA PRESSÃO, eles jamais teriam condições de se aventurar a derrubar ou promover instabilidade político-ecômico e social em outros Estados ou mesmo dentro das suas próprias fronteiras.

    Marco Sousa

    18/03/2015 - 13h17

    PS.: Onde se lê: (Lamento, mas você não UMA SÓ (coisa com coisa)!.), quis dizer: Lamento mas você não disse uma só (coisa com coisa).

Matheus

18/03/2015 - 11h00

A ingerência dos Estados Unidos não é novidade. É óbvio que é um país em guerra externa permanente, com táticas de intervenção que vão da agressão militar direta ao financiamento de governantes ou opositores (de acordo com a conveniência).

No entanto, parece que o Moniz Bandeira entrou numa tese protofascista de que a luta de classes é produto de conspiração estrangeira. Não, a luta de classes é consequência inevitável do modo de produção capitalista. Não precisa de Estados Unidos algum para “incitar”, até porque há luta de classes dentro daquele país também (cf. Ocupy, revoltas dos negros, campanhas pela saúde pública, etc).

Os protestos de junho de 2013 foram parte de uma campanha pelo transporte público que vêm desde 2005, com ações de massa em várias cidades e sempre CONTRA a grande mídia, a polícia e governos locais, que faziam de tudo para suprimir as “revoltas dos vinténs”, que na verdade denunciam a privatização da cidade (da qual o transporte é uma parte) e a restrição de fato da democracia por oligarquias endinheiradas. E é bom lembrar qual foi a reação da mídia oligopolista, como o governo federal ofereceu ajuda a Alckmin para reprimir, e como a estratégia de mídia só mudou depois que a repressão e a criminalização mostraram-se inúteis.

O que fez, então, a mídia? Dividiu para conquistar, segregando “pacíficos” e “vândalos”, culpando os últimos pelos consecutivos festivais de selvageria policial-militar que mandavam dezenas de pessoas para o hospital e para a delegacia em cada ato, chegando a até 100 hospitalizados e 260 presos num único ato. Hoje ainda, este Judiciário que é muito criticado quando processa corruptos petistas e seus aliados está processando ativistas que cometeram o “crime” de articular mobilizações ou resistir à arbitrariedade policial-militar.

Domingo 15/3 foi muito diferente. A mídia praticamente CONVOCOU gente para o protesto, sistematicamente, por mais de uma semana. Um jogo de futebol mudou de horário. O metrô de São Paulo circulou com “tarifa zero”. A legendária truculência policial-militar não se fez presente – pelo contrário, agiu no sentido de garantir e proteger os manifestantes. Mesmo com estes últimos agindo como uma turba de linchadores histéricos à visão de qualquer camisa ou bandeira vermelha (imagino como ficariam possessos de forem cortados para verem que não tem sangue azul, mas vermelho, como o comum da humanidade). Não havia qualquer reivindicação por justiça social, os “serviços públicos de qualidade” foram substituídos pelo moralismo hipócrita em sua forma pura e cristalina.

Enfim, quando a petistada queria reprimir e perseguir todo mundo à sua esquerda, não pensou duas vezes em incitar o fascismo difuso, em se aliar ao tucanato paulista e ao peemedebismo fluminense e seus correlatos em vários Estados. Não pensaram duas vezes ao incentivar a patriotice vazia da Copa, depois de desperdiçar bilhões do orçamento – recursos que, descobrimos agora, devem ser retirados da educação, saúde e até programas sociais, mas que foram esbanjados sem pudores para a festinha da ultra-corrupta FIFA. Agora, que encarem o monstro que ajudaram a criar.

Responder

    Mário SF Alves

    18/03/2015 - 12h21

    Tá. E aí? Dia 13 ou dia 15? Para qual dois dois seu coração e sua razão pendem?

    Marco Sousa

    18/03/2015 - 13h12

    Ele não disse que os EUA promovia… e sim, se aproveitava dessas fatores para (aprofundá-las), estas e outras fraquezas, inclusive, com apoio logístico e econômico. Fácil!.

    verginia

    18/03/2015 - 23h43

    Obrigada.

Everaldo Ribas

18/03/2015 - 02h27

https://www.youtube.com/watch?v=ddjT7aSBgPI Caiado diz que Presidente do país pode ser investigado.

Responder

abolicionista

18/03/2015 - 00h58

Washington está fazendo o que todos os países fazem em tempos de capital internacionalizado. A Petrobrás é imperialista na África, vamos parar com esse nacionalismo tacanho. O problema se chama capitalismo, e é contra ele que temos de lutar, até porque o único futuro que nos oferece o capitalismo é o apocalipse…

Responder

    Romanelli

    18/03/2015 - 11h10

    perdão ..e por o que no lugar ?
    .
    colega, vc acha que o “capitalismo” e MAX é o mesmo de agora ? não consegue ver nenhuma diferença entre eles ? Nem na MAIS Valia dos hoje agentes de Estado (recheados de interesses privados) sobre os desesperados, desassistidos e desesperançados ?

    Mário SF Alves

    18/03/2015 - 12h24

    Ih, Abô, o Ramanelli ainda não sabe. Explica aí. E de preferência com o pertinente estudo de viabilidade.

    abolicionista

    18/03/2015 - 12h36

    Não sei o que por no lugar, Romanelli.

    Qualquer coisa que não nos leve à auto-aniquilação, acho. Na verdade, há vários modelos mais racionais de produção de riqueza disponíveis, esse dualismo da guerra fria é tacanho.

    Além disso, não problema não é bem “o que”, mas “como”…. porque um modelo alternativo precisaria ser implantado em escala mundial, mas não há condições políticas pra isso, nem de longe.

Gilson Raslan

18/03/2015 - 00h57

Mesmo fora do contexto, mas nem tanto, sobre as manifestações do último dia 15, deixo aqui a minha modesta impressão.
Se o que vi e ouvi no vídeo em um vídeo postado no blog Tijolaço for coisa de regime democrático, já não sei o que democracia.Muitos manifestantes pediam a volta dos militares ao poder, outros tantos pregavam a extinção de partidos políticos, outros mais pediam a morte de Dilma e de petistas. Estarrecedora foi a declaração daquele ex-agente do DOPS: “se eu tivesse uma metralhadora, teria matado muita gente”.A democracia é tão permissiva ao ponto de tolerar movimentos contra ela?Não, dona Dilma, a senhora está errada. Manifestação pacífica é própria da democracia, sim, mas dentro dos limites legais. Não se pode tolerar movimentos como estes em nome da democracia, porque atenta contra ela.Ser democrata, dona Dilma, não é tolerar a desordem, a balbúrdia, a pregação ao ódio ideológico…Ser democrata, dona Dilma, é manter a ordem social, a paz entre contrários, estancar a pregação ao ódio. E nisto a senhora foi omissa com seu pronunciamento para agradar os baderneiros, foi tolerante e quase conivente com eles, aceitando um movimento que atenta contra o regime democrático. Esse desabafo, Presidenta, é de quem votou na senhora, e que sempre apoiou seu governo.

Responder

    Mário SF Alves

    18/03/2015 - 12h36

    É… de fato. Visto assim, grosso modo, fica parecendo mesmo que manifestação antidemocrática é apenas aquela que depreda patrimônio público e privado.

    Talvez, quem sabe, o conceito seja, além disso, igualmente contrário ao derramamento de sangue, inclusive em consequência do uso de rojões, bombas e balas de borracha.

    Assim, a manifestação PÚBLICA de pensamento, por quaisquer meios, inclusive TELEVISIVO, e por mais sórdido, desumano e deplorável que seja e tenha sido, é conceitual e politicamente aceitável como sendo manifestação democrática. Ou será que não seria isso?

Rodrigo

18/03/2015 - 00h09

Faltou citar as conexões oposicionistas com os Iluminati, que em parceria com a Opus Dei, os Templarios e o Priorado de Sião, conduzem em lojas maçonicas, seguidas reúniões onde planejam assassinar os 3 principais lideres politicos de esquerda da America Latina, para que com seu sangue possam evocar as 72 potestades da Goétia de Salomão que, por fim, resussitariam Reagan, Thatcher e Ariel Sharon que governariam o mundo até a chegada do Anticristo.

Confiem em mim, eu li na internet.

Responder

    Yuri

    18/03/2015 - 08h26

    Quanta clareza de raciocínio, hein meu amigo? Percebe-se que história não é o seu forte.
    Informe-se um pouco, só um pouco que seja, sobre as intervenções que os EUA já praticaram no passado em países que tentaram assumir uma posição soberana perante os interesses americanos… só não enxerga quem não quer – ou quem não tem interesse em enxergar.

Francisco

17/03/2015 - 23h14

Nenhuma novidade: EEUU querem Poder absoluto.

A novidade é que não temos no Poder um Brizola, um Darcy ou uma Erundina.

Temos no Poder uma pessoa fraca e um partido constituído de pessoas fracas.

O nosso inferno não são os EEUU, o nosso inferno somos nós.

Quantos beneficiários das políticas de inclusão estavam protegendo a sua continuidade?

Um exemplo: dias depois de baixar Lei contra o femicídio, as mulheres estão lá propondo Bolsonaro presidente…

Se a Parada Gay tivesse ido apoiar as únicas forças que os defende, a Passeata pró Dilma seria beeeem maior…

Cadê as mulheres? Cadê os gays? Cadê as periferias? Cadê o trabalho com a base?

Responder

    abolicionista

    18/03/2015 - 11h19

    Perfeito, tocou na ferida.

Cláudio

17/03/2015 - 23h13

Dilma, a sodomizadora de tucanus, deixou os tucanus DE QUATRO ! ! ! ! De 4 é muito melhor ! ! ! !

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************* Abaixo o PIG brasileiro — Partido da Imprensa Golpista no Bra*♥S♥*il, na feliz definição do deputado Fernando Ferro; pig que é a míRdia que se acredita dona de mandato divino para governar.

************* Lei de Mídias Já!!!! **** “Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma” **** Joseph Pulitzer. **** … “Se você não for cuidadoso(a), os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” **** Malcolm X. Ley de Medios Já ! ! ! !

************* “O propósito da mídia não é de informar o que acontece, mas sim de moldar a opinião pública de acordo com a vontade do poder corporativo dominante.”. Noam Chomsky.

************* “A população geral não sabe o que está acontecendo, e nem sequer sabem que não sabem”. Noam Chomsky.

Responder

Messias Franca de Macedo

17/03/2015 - 22h37

‘O [novo] domínio do fato’!

A seletividade, no entanto, é do tempo do MENTIRÃO!

Entenda a lambança repetida enquanto tragédia e farsa!

Com a palavra “os supremos imparciais” (sic):

I- Doações Legais de campanha da [mega]empreiteira Camargo Correia &$ outras para o Partido dos Trabalhadores deverão ser consideradas propinas, digamos, oficiais, ainda que reconhecida solenemente pelo Tribunal Superior Eleitoral enquanto doações Legais em confirmidade com a Lei Eleitoral vigente que muitos não querem alterar, incluindo “o supremo” gilmar mendes, e quiçá, o Dias Toffoli!;

II- Pagamentos de propinas por parte da [mega]empreiteira Camargo Correia &$ congêneres ao PSDB &$ partidos nanicos aliados do DEMoTucanato devem ser considerados doações Legais de campanha eleitoral…

“A literatura jurídica” permite propugnar essa prerrogativa porquanto o fundamental é livrar o país do ‘bolivarianismo petista’!

Lembre-se de Maquiavel, povo abestado!

Nossas férias são gozadas em Miami, Paris &$ adjacências!…

Responder

Messias Franca de Macedo

17/03/2015 - 22h15

Os tambores da DIREITONA estão rufando!…

E se não houver o lídimo e indispensável enfrentamento, ‘o golpe jurídico-midiático ainda ora em curso desde o antanho do MENTIRÃO’ vai pegar o Lula e a Dilma via ‘o domínio do fato’ (sic) do [João] Vaccari Neto!

… É inegável que o gilmar mendes esteja chantageando o Dias Toffoli!

E não é de hoje!

ENTENDA…

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Toffoli entra para Turma que julgará Lava Jato e Gilmar Mendes elogia

TER, 17/03/2015 – 18:06

ATUALIZADO EM 17/03/2015 – 18:06

(…)

FONTE [LÍMPIDA!]: http://jornalggn.com.br/noticia/toffoli-entra-para-turma-que-julgara-lava-jato-e-gilmar-mendes-elogia#comment-608966

##############

LÁ VEM O MATUTO QUE SENTE CHEIRO DE GOLPE DESDE O DIA EM QUE PINDORAMA!

… ‘O [tíbio] PT da Governança’ irá ou não solicitar a quebra dos sigilosos telefônicos dos diálogos mais recentes entre o ‘coroné’ GilMAU Mendes & o Dias Toffoli?
Ou ‘O [tíbio] PT da Governança continuará a confiar no nosso republicanismo de araque e na nossa (sub)democracia de fachada?

O julgamento de exceção da Ação Penal 470 não serviu, ao menos, para tirar certas lições acerca da natureza dessa gentalha?…

Messias Franca de Macedo
Feira de Santana, Bahia
República Desses Bananas Fascigolpistas, entreguistas/antinacionalistas e Corruptos até a enésima geração!

Responder

Cláudio

17/03/2015 - 22h13

Dilma enfiou mais uma nos tucanus DE QUATRO ! ! ! ! De 4 é muito melhor ! ! ! !
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************* Abaixo o PIG brasileiro — Partido da Imprensa Golpista no Bra*♥S♥*il, na feliz definição do deputado Fernando Ferro; pig que é a míRdia que se acredita dona de mandato divino para governar.

************* Lei de Mídias Já!!!! **** “Com o tempo, uma imprensa [mídia] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma” **** Joseph Pulitzer. **** … “Se você não for cuidadoso(a), os jornais [mídias] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” **** Malcolm X. Ley de Medios Já ! ! ! !

************* “O propósito da mídia não é de informar o que acontece, mas sim de moldar a opinião pública de acordo com a vontade do poder corporativo dominante.”. Noam Chomsky.

************* “A população geral não sabe o que está acontecendo, e nem sequer sabem que não sabem”. Noam Chomsky.

Responder

Messias Franca de Macedo

17/03/2015 - 21h52

Prezados, conscientes, conspícuos e impávidos jornalistas Luiz Carlos Azenha e Conceição Lemes,

o governo petista está sendo combatido por uma oPÓsição de canalhas fascigolpistas respaldada no PIG e pelo sórdidos e delinquentes Poder Judiciário e MP ‘braZileiros’!…

Mais do que defender ‘o [tíbio] PT da Governança’, a esquerda brasileira [inclua-se o PT] e os movimentos sociais deveriam se mobilizar e empreender alguns antídotos contra ‘o golpe jurídico-midiático’ ainda ora em curso, a exemplo:

1- convocar manifestações em todo o Brasil exigindo a imediata instituição da Reforma Política – e supressão absoluta do financiamento empresarial de campanha! O movimento civilizatório, democrático e nacionalista indicando greve geral no país com ocupação do Congresso Nacional caso essa demanda vital não seja – pronta e efetivamente – atendida;
2- convocar manifestações na porta do STF exigindo a devolução do processo “subtraído” pelo “supremo” gilmar mendes!
Aproveitando a “visitinha” ao “supremo”, exigir a publicização do Inquérito 2474 e do Laudo Técnico 2828 da Polícia Federal que DESMORALIZAM, definitivamente, o Mentirão!
Ainda no STF, promover ‘apitaço cívico’ cobrando da “suprema corte” a legitimação das Operações Satiagraha e Castelo de Areia da Polícia Federal, e rigorosa investigação do TRENSALÃO do conluio criminoso PSDB/DEMo, entre outras Ações Penais blindadas por envolver Tucanos e DEMos!
3- convocar protestos na sede do ‘miniSTÉRIO’ Público Federal exigindo que o procurador ‘Rodrigo Gurgel’ (sic) faça um pronunciamento à nação acerca da Lista de Furnas;
4 – promover manifestações cívicas nas sedes das primeiras instâncias jurídicas das Alterosas dos ‘Never’, exigindo o imediato julgamento do *MENSALÃO do MENSALEIRO/QUADRILHEIRO e réu confesso fujão Eduardo AZARedo;
*ali, sim, dinheiro público surrupiado, Bemge, Cemig, Copasa…

(…)

Felicidades!

Ah, e sem esquecer da Lista do HSBC do Suiçalão!

Saudações democráticas,

Messias Franca de Macedo
Feira de Santana, Bahia
República Desses Bananas Fascigolpistas, entreguistas/antinacionalistas e Corruptos até a enésima geração!

Responder

    Messias Franca de Macedo

    17/03/2015 - 21h59

    … Ah II,

    e não esquecer também a convocação do povo para exigir a implantação da Lei dos Meios!

    Porém, primeiro terá que haver a devida e pedagógica interlocução com as massas!

Vilma

17/03/2015 - 21h16

Gostaria muito de saber de mais livros e documentários que corroboram com o assunto. Alguém pode ajudar?

Responder

    Jose

    17/03/2015 - 23h33

    A doutrina do choque: a expansão do capitalismo de desastre (Noami Klein – canadense)

    Leo

    17/03/2015 - 23h54

    Procure literaturas que, não sei por que razão, não são traduzidas para o português. Busque ideias antagônicas e decida por si mesmo. Descubra quem são os “donos” do Partido Democrata nos EUA. Aí então você constatará que toda a defesa desse livro é facilmente combatida.

    destruidor

    18/03/2015 - 01h40

    O livro Confissões de Um Assassino Econômico do John Perkis, que trabalhou na NSA.

    Sergio Carlos Francisco

    18/03/2015 - 02h27

    Video sobre ex agente da cia no you tube com nome de john perkins, explica essa engenhoca de golpes direitinho!!!

    Roberto L.

    18/03/2015 - 05h18

    Vilma, não sei se esse livro que aparece na foto dele aborda isso, mas algo a se ler. Vi umas vezes à venda em livrarias e não foi possível comprar (caro), mas é um bloco de páginas considerável (esse da Formação do Império dos EUA).

    Sobre as “revoluções coloridas” (não lembro se ele usou o termo acima, mas é o método de desestabilização dos EUA pós-queda da URSS), tem documentários sobre isso, principalmente sobre o canalha Gene Sharp e o método dele de desestabilização de democracias e ditaduras (o método pode ser usado em qualquer regime).

    Acho que se chama “O negócio da revolução”, tem no Youtube completo (basta colocar pelo nome dele que aparecem os vídeos). De cabeça lembro desses, no momento, mas a partir daí vc vai achando mais coisas, principalmente procurando sobre as “Revoluções coloridas” que foram patrocinadas pelos EUA pra trocar governos nas ex-repúblicas soviéticas pós-queda da URSS pra colocar com facilidade bases da OTAN pra cercar a Rússia e criar governos hostis à mesma.

    E ainda tenho que ler gente achando que os EUA não tem interesse no Brasil. Por que o Obama espionou a Dilma via NSA? Não só ela como até a Alemanha (poodle toy dos EUA hoje).

    Os EUA não possuem amigos, só interesses das corporações psicopatas dele. Mentalidade de Império, a ideologia dos EUA é dominar e manter o status quo adquirido por aquele país, mesmo se for preciso trucidar outros países (é só ver o Iraque destruído).

Fabio SP

17/03/2015 - 20h21

E as manifestações do dia 13 foram financiadas e orquestradas por Cuba…. brincadeirinha!!! Cuba não tem dinheiro nem pra papel higiênico, assim como a Venezuela…

Responder

Edgar rocha

17/03/2015 - 19h34

Se a corrupção da Presidenta é falaciosa como sabemos, se os movimentos contra a corrupção não têm moral pra exigir nada, como atesta o caráter e o currículo de muitos de seus organizadores; se os meios de comunicação não têm condições de mobilizar de forma efetiva a sociedade para um golpe popular, seja por que estão mais sujos que pau de galinheiro, seja por ficar claro que os que vão às ruas não representam a maioria e ninguém se atreve a apoiá-los diretamente na questão do impeachment ou golpe militar; se as forças armadas nem tchum… Qual seria então a fronteira para uma conquista efetiva do poder e a retirada do PT e das forças políticas do país? Se todos os motes para uma queda efetiva da Dilma são contornáveis a médio prazo, onde está o calcanhar de aquiles capaz de botar em risco a democracia ou ferir de morte as instituições como na Ucrânia e no Oriente Médio? Esta é uma questão estratégica sob a qual se deve debruçar e queimar a mufa, tapando as rachaduras que permitiriam a vitória do projeto americano.

Queria muito que considerassem minha opinião. Não represento nenhuma instituição ou força política. Não sei se isto me torna realmente ignorável ou se me dá um pouco de credibilidade, já que pelo jeito, ONG’s e outras representações deveriam ser questionadas quanto às suas reais pretensões. Seria bom seguir o Conselho do Professor Moniz Bandeira e fazer um pente fino ao estilo Putin.

Vejo no meu dia-a-dia dois pontos a serem considerados. O primeiro é obviamente, o poder da direita de desestabilizar a sociedade sem com isto, ter de assumir nenhuma responsabilidade pelo que faz. Tudo vira culpa do Governo Federal. E os instrumentos pra isto são mencionados por muitos aqui mesmo no Viomundo: a força das estruturas inabaláveis de Segurança Pública, herdadas do Regime Militar, e a inserção de ONG’s e “atores” como definiu o entrevistado, nos setores mais excluídos da sociedade. Se alguém duvida da presença destes caras no próprio crime organizado, no próprio PCC e até nos altos escalões das Polícias, considerem o que já se sabe sobre a relação da CIA com o advento do tráfico de drogas na América Latina. Evo Morales já cantou esta pedra e esfregou o depoimento de um agente da CIA que participou deste processo, tornando público esquema que liga drogas/crime organizado com a agência americana. Isto tem servido de blindagem a seu governo, relativamente sossegado se comparado ao da Venezuela. Se nenhuma estratégia até agora usada der certo pra implantar o caos e forçar a sociedade a aceitar o golpe, é bem provável que esta militância do crime implante um terror aos moldes mexicanos como mote pra uma intervenção mais severa da direita ou até das próprias forças internacionais.

O segundo ponto fraco está exatamente dentro do governo. Com parte da base de apoio acuada por acusações e processos, o caráter fisiológico da mesma pode ser devidamente adubado com acordos e promessas de impunidade, o que afundaria o governo em uma montanha de contradições e acusações, tendo de assumir publicamente as responsabilidades por atos impopulares cometidos por sua base ou por eventuais “derrapadas” capazes de comprometer sua imagem. O senso comum neste momento tem razão: antes só que mal acompanhado. E, mesmo assim, é bom saber que o governo nem a esquerda, nem o PT estariam sós, desde que se interrompa a sequência de concessões, de demonstrações de fraqueza, de covardia, de traição, de “pragmatismo” que afasta cada vez mais o eleitorado e impede-o de separar o joio do trigo, marcando uma posição efetiva a favor do governo. Afinal de contas, como defender a Dilma, as instituições ou o PT se este só faz ferrar o eleitorado e enfraquecê-lo enquanto força política? Difícil cuidar de quem quer se afogar e ainda te puxa junto pro fundo.

Responder

    Sebastião Biasi

    17/03/2015 - 22h41

    Concordo plenamente. Temos de ser muito inocente para acreditar que toda essa sequência de “revolta” contra o governo Dilma tenha fundamente em uma indignação verdadeira. Percebe-se um trabalho de desconstrução, com jargões repetidos, que não se justificaria apenas por uma oposição simples ao governo e ao PT. É obvio que há forças de fora pressionando cabeças, criando estrategicamente aversões ao governo com um intuito claro de parar o país, de criar um clima favorável para um golpe, uma mudança brusca de caminho. Um exemplo é o caso da Petrobrás que vem sofrendo um verdadeiro assédio de forças americanas ávidas por abocanhar o pré-sal. A corrupção que hoje não é mais do que já foi antes, é neste caso, um pano de fundo que distrai para o verdadeiro objetivo.

    Yuri

    18/03/2015 - 08h30

    Perfeito, colega. Qualquer semelhança com 1964 não é mera coincidência.

    Mário SF Alves

    18/03/2015 - 12h51

    1- “Qual seria então a fronteira para uma conquista efetiva do poder e a retirada do PT e das forças políticas do país? Se todos os motes para uma queda efetiva da Dilma são contornáveis a médio prazo, onde está o calcanhar de aquiles capaz de botar em risco a democracia ou ferir de morte as instituições como na Ucrânia e no Oriente Médio? Esta é uma questão estratégica sob a qual se deve debruçar e queimar a mufa, tapando as rachaduras que permitiriam a vitória do projeto americano.”

    2- “Queria muito que considerassem minha opinião.”

    Pois, saiba, prezado Edgar, desde o 1 já a considerei. Motivo suficiente para ir ao restante de sua até então primorosa análise.

    Edgar Rocha

    18/03/2015 - 19h23

    Agradeço ao Mário e aos colegas pela atenção às minhas palavras. Acho que nesta hora, fazer perguntas, sobretudo estando de fora do campo, é importante pra entender o jogo e fomentar estratégias. Sei que as questões que coloco são triviais e até pueris, se considerarmos o nível de conhecimento dos cidadãos sobre o que se passa em bastidores. Mas, às vezes começam-se discussões por cima e nos esquecemos do trivial. E o trivial atinge diretamente a todos, numa onda que vai da periferia ao centro. Eu temo os rompantes ditatoriais e as demonstrações de força e controle social do crime e do Estado policial que controla a todos. Na periferia, o cangaço político se alimenta de ma síndrome de Estocolmo do cidadão comum, que sublima contradições medos e culpas, em nome da sobrevivência, construindo um discurso que heroiciza o crápula, oficial ou paralelo. Não caio nesta. E quem não cai, fica à mercê de ambos os lados. Minha casa foi vandalizada e invadida por uma turba de uns quarenta sujeitos, faz pouco tempo. Arrebentaram meu quintal e agrediram a mim e a minha família com garrafadas, apedrejamentos. Vocês não sabem o que passamos. Tudo porque minha irmã, uma senhora com mais de sessenta anos exigiu que abaixassem o som do bar em frente à minha casa, controlado pelo crime pra servir de entreposto pra um monte de coisas que a gente – nunca a polícia – consegue ver. Pensem que seríamos mortos. Não tive outra saída, senão recorrer à polícia. As ligações foram a coisa mais humilhante do mundo. Meia hora depois, a polícia chegou com 3 policiais. “Senhor, não vamos fazer nada porque não temos certeza se as pedras e as centenas de garrafas quebradas no teu quintal não foram colocadas aí pelo senhor, pra incriminar aos cidadãos do bar”. Foi isto que escutei. Depois fiquei sabendo que os caras só não foram às vias de fato porque o pessoal mais bem “qualificado”, ou melhor dizendo “calibrado” da favela da rua de baixo subiu em nosso socorro sem que a gente soubesse. Eles iam matar a todos no bar, porque eram de outra gangue mais “institucionalmente protegida” e se o zé-povinho (eu e minha família) exigisse providências, quem iria rodas era a favela que não paga propina pros caras. Depois disso, não vi mais nenhum carro de som nas redondezas e os nossos agressores atravessam a rua quando saímos de casa.
    Estou dizendo tudo isto não pra saudar os “companheiros do PCC da favela”. Eu não passei do lado de lá, não. Só estou afirmando que quem não está inserido nesta realidade fica dependendo da sorte. Isto é só uma demonstração do abandono de quem não se encontra em nenhum esquema, de quem tenta seguir a vida sem se comprometer com coisas que oprimem o cidadão comum. E como esta gente tem poder pra cooptar todo mundo à sua volta! Aqui, nós e umas poucas famílias resistimos às tentações deste jogo. Mas, quem garante que não teremos uma fatura a pagar por esta “proteção involuntária que recebemos”?

    Estou tentando não sair do assunto, ligar estes fatos a tudo que foi dito aqui com relação à possibilidade de um golpe: poder institucional e paralelo estão nas mãos das elites no Estado de são Paulo. O jogo psicológico pra envolver e criminalizar a periferia inteira existe e dá resultado. Apoio institucional ou representativo de ONG’s ou as malfadas “lideranças sociais” a cidadania (os zé-povinho) não dispõe… Comparo esta realidade à força que deu o pontapé inicial pra ascensão de Hitler: as S.A. e a Juventude Hitlerista. O perfil social destes grupos é o mesmo do PCC, do crime organizado e da polícia.

    A Dilma pode ter um exército a favor do Estado. Mas, eles tem um exército, muito bem armado, que se move por espasmos e por medo. São ferozes, portanto. Se houver embate direto, o poder bélico vai vir daí. E a população não vai ter a quem reclamar (receio que algumas “lideranças de esquerda na região estejam um puco comprometidas com o lado de lá. Alguém já ouviu falar em Luís Moura, Senival e Cia.? Será que eles ainda têm amigo no PT da região? Mistério…). É por estas e outras que apoio a atitude do Cid Gomes. Ele está e colocou o rabo no burro. Chega de gente hipócrita dizendo que não é o momento!!!!

    Mário SF Alves

    18/03/2015 - 22h40

    “Minha casa foi vandalizada e invadida por uma turba de uns quarenta sujeitos, faz pouco tempo. Arrebentaram meu quintal e agrediram a mim e a minha família com garrafadas, apedrejamentos. Vocês não sabem o que passamos. Tudo porque minha irmã, uma senhora com mais de sessenta anos exigiu que abaixassem o som do bar em frente à minha casa, controlado pelo crime pra servir de entreposto pra um monte de coisas que a gente – nunca a polícia – consegue ver. Pensem que seríamos mortos. Não tive outra saída, senão recorrer à polícia. As ligações foram a coisa mais humilhante do mundo. Meia hora depois, a polícia chegou com 3 policiais. “Senhor, não vamos fazer nada porque não temos certeza se as pedras e as centenas de garrafas quebradas no teu quintal não foram colocadas aí pelo senhor, pra incriminar aos cidadãos do bar”. ”

    Que barra, Edgar. Caramba.
    Olha, haja capacidade de entendimento e conduta pra conviver civilizadamente em uma situação como essa, hein. Creio que por mais que você seja ponderado e sensato qualquer descuido de uma pessoa de sua família, como foi o de sua irmã, já idosa, pode desequilibrar essa equação. É situação de equilíbrio precário. Dê um tempo, reflita bastante, repense seu locus habitacional, pois pode ser mais prudente a transferência de “domicílio eleitoral”.
    Depois do ocorrido, eu só ficaria num local como esse se eu fosse revolucionário, e ainda assim, teria de morar sozinho.

    Edgar Rocha

    19/03/2015 - 01h24

    Eis a questão, colega? O que fortalece tanto manifestações de ódio, senão a certeza de impunidade? O que dá mais prazer ao ser humano que saber que se pode fazer tudo sem que nada lhe seja cobrado, restando ao agredido, sair do lugar em que está, ceder o espaço? Acho está história, bem como sua conclusão final, repletas de aplicabilidades que nos permitem sair do micro, ir ao macro e perceber que há uma lógica intrínseca nas relações de força a qual todos nós, de zé-povinho a Dilma estaremos submetidos, desde que aceitemos as regras do jogo. A sociedade é fractal, não tenho mais dúvidas.

Leo V

17/03/2015 - 19h14

Começou a teoria da conspiração.

O PT prefere enterrar a cabeça no buraco.

Que se atribua o crescimento da direita e a manifestação do fim de semana à Globo e grande mídia, ok, fato empírico inegável.

Não precisa de CIA. A CIA tem mais coisa pra fazer enquanto houver a Globo aqui.

Responder

    Araujo

    18/03/2015 - 02h05

    Léo, não existe esta tal de “Teoria da Conspiração”, o que existe, de fato é a própria Conspiração. Argumentar que ela não existe só parte de quem faz parte, ou de quem é cego; não imagino quais sejam as suas coordenadas. Não existem movimentos espontâneos desta ordem de grandeza, é o que argumentam as teorias de Max Weber. Sem uma base mínima organizada não se coordena nenhum evento social como os que têm sucessivamente ocorrido no Brasil, Venezuela, Ucrânia e etc…Há sempre a mão que balança o berço – ele não balança sozinho. Isto já seria o suficiente para argumentar em favor a da Conspiração em curso, mas é possível ainda identificar os movimentos nos bastidores onde os conspiradores movimentam-se articuladamente com desenvoltura. Aqui nós temos uma grande súcia (Não conheço o coletivo de conspirador) composta basicamente pelas fileiras dos políticos ligados ao PSDB e ainda ligados à banda podre da comunidade judaica internacional – veja bem. eu disse “banda podre” e faça o favor de não confundí-los com o restante da comunidade que nada tem a ver com esta canalhice. Observe as falas e ações do Aécio, FHC, Imbassahy, Sampaio, Moro e seus black boys, Fraga, Goldman e etc… Observe como eles coordenam as falas, uma após a outra ….

    Roberto L.

    18/03/2015 - 05h13

    “Começou a teoria da conspiração. O PT prefere enterrar a cabeça no buraco. Que se atribua o crescimento da direita e a manifestação do fim de semana à Globo e grande mídia, ok, fato empírico inegável.
    Não precisa de CIA. A CIA tem mais coisa pra fazer enquanto houver a Globo aqui.”

    Você sabe quem criou a Globo? A Globo só existe hoje por conta do capital norte-americano do grupo Time-Life na ascensão da ditadura de 64 pois estava à beira da falência. A Globo existe por dinheiro dos EUA numa ditadura (a emissora, pois o jornal é anterior e não tinha a abrangência da TV).

    A CIA é uma Central de Inteligência, ela age em todas as frentes, coopta gente internamente nos países, compra, suborna, facilita a proliferação da subversão da ordem com esses sites liberais como os que apareceram nesta marcha de domingo (Brasil Livre, algo assim), Instituto Milenium etc.

    A CIA tem mais o que fazer? Claro que tem, qual o país com o poder que os EUA tem iria deixar de olhar o pré-Sal que equivale a uma Arábia Saudita debaixo d’água no “quintal” deles?

    Tolice do Lula que saiu alardeando esse tipo de coisa mundo afora ignorando a cobiça dos ianques, falta de preparo intelectual do PT e de parte da esquerda pra lidar com esse tipo de questão. Até agora tratam a coisa a base da brincadeira quando sabem que a ditadura de 64 foi idealizada e instrumentalizada pelos Estados Unidos com todo esse aparato que vc diz que “tem mais o que fazer”. Vc acha que os EUA veem o Brasil como esse bando de vira-latas do país?

    Eles sabem do potencial do país e sabem que, apesar desse bando de vira-latas, se o Brasil se firmar como potência ao lado de Rússia e China, tchau pra hegemonia dos EUA.

    É inaceitável que alguém de esquerda (se for), depois de tudo que se passa, até nos países vizinhos, ainda venha com essa baboseira de que a CIA tem mais o que fazer, o papel dela é justamente esse: tornar o caos em países que possam representar “problemas” aos EUA, é esse o serviço dela.

    Ou esse país é entupido de ignorantes ou de gente muito ingênua (não é uma crítica ao comentário em si mas um povo que subestima que outro país está de olho em suas riquezas é sim um povo ingênuo ou estúpido).

    abolicionista

    18/03/2015 - 12h42

    O pior é que essas teorias acabam descambando para o nacionalismo, Leo V.

    Até parece que a Cia começou a agir ontem, né? Faz tempo que esse movimento de ascensão conservadora vem se desenhando, mas os petistas preferem atribuí-lo a um “deus ex-machina” do que reconhecerem que suas leituras estavam equivocadas. Lembro-me de que o professor Francisco de Oliveira desde o primeiro governo Lula alertava que o PT estava abrindo as portas para o fascismo com sua estratégia de sacrificar tudo pela governabilidade. A história lhe deu razão.

    Leo V

    18/03/2015 - 13h50

    abolicionista,

    Não sabia que o Chico Oliveira havia dito isso. Pelo jeito acertou.

    O ridículo desses governistas falando em CIA é que a CIA serve pra tudo. Até manifestação contra aumento de tarifa é coisa da CIA. Mas quando eles eram oposição era coisa da esquerda mesmo.

    Como se não houvesse interesses suficientes aqui dentro do país e um ressentimento de um estrato social para explicar o que está acontecendo. Preferem dizer que é a CIA a encarar que o PT foi pro estado e deixou a hegemonia da sociedade pra direita. Algo que tem sido gestado desde que Lula tomou posse.

sergio m pinto

17/03/2015 - 18h59

Sabe-se mais do Brasil lendo a imprensa estrangeira ou entrevistando pessoas que conhecem o país.

Responder

    Leo

    17/03/2015 - 23h56

    Falou tudo!

Heloísa Coellho

17/03/2015 - 18h50

Essas manifestações da direita são uma onda.

https://www.youtube.com/watch?v=QBjeX5jPRi4

Responder

Gil Caldas

17/03/2015 - 18h49

Grato por mais essa, Azenha!

Responder

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