VIOMUNDO

Memória: A origem da subserviência da mídia brasileira aos interesses dos Estados Unidos

06 de janeiro de 2016 às 09h50

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Uma breve história da luta da grande mídia contra os interesses nacionais

Por Leandro Severo (*), na Carta Maior

Em 1957, uma CPI da Câmara dos Deputados comprovou que O Estado de São Paulo, O Globo e o Correio da Manhã foram remunerados pela publicidade estrangeira para moverem campanhas contra a nacionalização do petróleo.

Em momentos cruciais para o país se inclinaram para o golpismo e a traição aos interesses nacionais: contra Getúlio, a Petrobrás, JK, contra Jango, apoiando a ditadura, Collor, FHC e suas privatizações, atacando Lula.

Em 1941, enquanto milhões de homens e mulheres derramavam seu sangue pela liberdade nos campos da Europa e da União Soviética, a elite dos círculos financeiros dos Estados Unidos já traçava seus planos para o pós-guerra.

Como afirmou Nelson Rockfeller, filho do magnata do petróleo John D. Rockfeller, em memorando que apresentava sua visão ao presidente Roosevelt: “Independente do resultado da guerra, com uma vitória alemã ou aliada, os Estados Unidos devem proteger sua posição internacional através do uso de meios econômicos que sejam competitivamente eficazes…” (COLBY, p.127, 1998).

Seu objetivo: o domínio do comércio mundial, através da ocupação dos mercados e da posse das principais fontes de matéria-prima.

Anos mais tarde, o ex-secretário de imprensa do Congresso americano, Gerald Colby, sentenciava sobre Rockfeller: “no esforço para extrair os recursos mais estratégicos da América Latina com menores custos, ele não poupava meios” (COLBY, p.181, 1998).

Neste mesmo ano, Henry Luce, editor e proprietário de um complexo de comunicações que tinha entre seus títulos as revistas Time, Life e Fortune, convocou os norte-americanos a “aceitar de todo o coração nosso dever e oportunidade, como a nação mais poderosa do mundo, o pleno impacto de nossa influência para objetivos que consideremos convenientes e por meios que julguemos apropriados” (SCHILLER, p.11, 1976).

Ele percebeu, com clareza, que a união do poder econômico com o controle da informação seria a questão central para a formação da opinião pública, a nova essência do poder nacional e internacional.

Evidentemente, para que os planos de ocupação econômica pelas corporações americanas fossem alcançados havia uma batalha a ser vencida: Como usurpar a independência de nações que lutaram por seus direitos? Como justificar uma postura imperialista do país que realizou a primeira insurreição anticolonial?

A resposta a esta pergunta foi dada com rigor pelo historiador Herbert Schiller:

“Existe um poderoso sistema de comunicações para assegurar nas áreas penetradas, não uma submissão rancorosa, mas sim uma lealdade de braços abertos, identificando a presença americana com a liberdade – liberdade de comércio, liberdade de palavra e liberdade de empresa. Em suma, a florescente cadeia dominante da economia e das finanças americanas utiliza os meios de comunicação para sua defesa e entrincheiramento, onde quer que já esteja instalada, e para sua expansão até lugares onde espera tornar-se ativa” (SCHILLER, p.13, 1976).

Foi exatamente ao que seu setor de comunicações se dedicou. Estava com as costas quentes, já que as agências de publicidade americanas cuidavam das marcas destinadas a substituir as concorrentes europeias arrasadas pela guerra.

O setor industrial dos EUA havia alcançado um vertiginoso aumento de 450% em seu lucro líquido no período 1940-1945, turbinado pelos contratos de guerra e subsídios governamentais. Com esta plataforma invadiram a América Latina e o mundo.

Com o suporte do coordenador de Assuntos Interamericanos (CIIA), Nelson Rockfeller, mais de mil e duzentos donos de jornais latinos recebiam, de forma subsidiada, toneladas de papel de imprensa, transportada por navios americanos.

Além disso, milhões de dólares em anúncios publicitários das maiores corporações eram seletivamente distribuídos. É claro que o papel e a publicidade não vinham sozinhos, estavam acompanhados de uma verdadeira enxurrada de matérias, reportagens, entrevistas e releases preparados pela divisão de imprensa do Departamento de Estado dos EUA.

A vontade de conquistar as novas “colônias” e ocupar novos territórios como haviam feito no século anterior, no velho oeste, não tinha limites.

No Brasil, circulava desde 1942, a revista Seleções (do Reader’s Digest), trazida por Robert Lund, de Nova York.

A revista, bem como outras publicações estrangeiras, pagava os devidos direitos aduaneiros, por se tratar de produtos importados, mas solicitou, e foi atendida pelo procurador da República, Temístocles Cavalcânti, o direito de ser editada e distribuída no Brasil, com o argumento de ser uma revista sem implicações políticas e limitada a publicar conteúdos culturais e científicos. Assim começou a tragédia.

Logo em seguida chegou o grupo Vision Inc., também de Nova York, com as revistas Visão, Dirigente Industrial, Dirigente Rural, Dirigente Construtor e muitos outros títulos, que vinham repletos de anúncios das corporações industriais.

Um fato bastante ilustrativo foi o da revista brasileira Cruzeiro Internacional, concorrente da Life International, que, apesar de possuir grande circulação, nunca foi brindada com anúncios, enquanto a concorrente americana anunciava produtos que, muitas vezes, nem sequer estavam à venda no Brasil.

Ficava claro que os critérios até então estabelecidos para o mercado publicitário, como tempo de circulação efetiva, eficiência de mensagem e comprovação de tiragem, de nada adiantavam. O que estava em jogo era muito maior.

Um papel importantíssimo na ocupação dos novos mercados foi desempenhado pelas agências de publicidade americanas.

McCann-Erickson e J. Walter Thompson eram as principais e tinham seu trabalho coordenado diretamente pelo Departamento de Estado.

Para se ter uma idéia, a McCann-Erickson, nos anos 60, possuía 70 escritórios e empregava 4.619 pessoas, em 37 países; já a J. Walter Thompson tinha 1.110 funcionários, somente na sede de Londres. Os Estados Unidos tinham 46 agências atuando no exterior, com 382 filiais. Destas, 21 agências em sociedade com britânicos, 20 com alemães ocidentais e 12 com franceses.

No Brasil atuavam 15 agências, todas elas com instruções absolutamente claras de quem patrocinar.

No início dos anos 50, Henry Luce, do grupo Time-Life, já estava luxuosamente instalado em sua nova sede de 70 andares na área mais nobre de Manhattan, negócio imobiliário que fechou com Nelson Rockfeller e seu amigo Adolf Berle, embaixador americano no Brasil na época do primeiro golpe contra o presidente Getúlio Vargas.

Luce mantinha fortes relações com os irmãos Cesar e Victor Civita, ítalo-americanos nascidos em Nova Iorque. Cesar foi para a Argentina, em 1941, onde montou a Editorial Abril, como representante da companhia Walt Disney, já Victor, em 1950, chega ao Brasil e organiza a Editora Abril.

Neste mesmo período seu filho, Roberto Civita, faz um estágio de um ano e meio na revista Time, sob a tutela de Luce e logo retorna para ajudar o pai.

Poucos anos depois, o mercado editorial brasileiro está plenamente ocupado por centenas de publicações que cantavam em prosa e verso o american way of life.

Somente a Abril, financiada amplamente pelas grandes empresas americanas, edita diversas revistas: Veja, Claudia, Quatro Rodas, Capricho, Intervalo, Manequim, Transporte Moderno, Máquinas e Metais, Química e Derivados, Contigo, Noiva, Mickey, Pato Donald, Zé Carioca, Almanaque Tio Patinhas, a Bíblia Mais Bela do Mundo (1), além de diversos livros escolares.

Em 1957, uma Comissão Parlamentar de Inquérito da Câmara dos Deputados, comprova que O Estado de São Paulo, O Globo e o Correio da Manhã foram remunerados pela publicidade estrangeira para moverem campanhas contra a nacionalização do petróleo.

Em 1962, o grupo Time-Life encontra seu parceiro ideal para entrar de vez no principal ramo das comunicações, a Televisão: a recém-fundada TV Globo, de Roberto Marinho. Era uma estranha sociedade. O capital da Rede Globo era de 600 milhões de cruzeiros, pouco mais de 200 mil dólares, ao câmbio da época.

O aporte dado “por empréstimo” pela Time-Life era de seis milhões de dólares e a empresa tinha um capital dez mil vezes maior.

Como denunciou o deputado João Calmon, presidente da Abert (Associação Brasileira de Empresas de Rádio e Televisão): “Trata-se de uma competição irresistível, porque além de receber oito bilhões de cruzeiros em doze meses, uma média de 700 milhões por mês, a TV Globo recebe do Grupo Time-Life três filmes de longa metragem por dia – por dia, repito… Só um ‘package’, um pacote de três filmes diários durante o ano todo, custa na melhor das hipóteses, dois milhões de dólares” (HERZ, p.220, 2009).

O Brasil e o mundo estão em efervescência. A tensão é crescente com revoluções vitoriosas na China e em Cuba. A luta pela independência e soberania das nações cresce em todos continentes e os EUA colocam em marcha golpes militares por todo o planeta. A Guerra Fria está em um ponto agudo.

É nesse quadro que a Comissão de Assuntos Estrangeiros do Congresso dos EUA, em abril de 1964, no relatório “Winning the Cold War: The O.S. Ideological Offensive” define:

“Por muitos anos os poderes militar e econômico, utilizados separadamente ou em conjunto, serviram de pilares da diplomacia. Atualmente ainda desempenham esta função, mas o recente aumento da influência das massas populares sobre os governos, associado a uma maior consciência por parte dos líderes no que se refere às aspirações do povo, devido às revoluções concomitantes do século XX, criou uma nova dimensão para as operações de política externa. Certos objetivos dessa política podem ser colimados tratando-se diretamente com o povo dos países estrangeiros, em vez de tratar com seus governos. Através do uso de modernos instrumentos e técnicas de comunicação, pode-se hoje em dia atingir grupos numerosos ou influentes nas populações nacionais – para informá-los, influenciar-lhes as atitudes e, às vezes, talvez, até mesmo motivá-los para uma determinada linha de ação. Esses grupos, por sua vez, são capazes de exercer pressões notáveis e até mesmo decisivas sobre seus governos” (SCHILLER, p.23, 1976).

A ordem estava dada: “informar”, influenciar e motivar. A rede está montada, o financiamento definido.

O jornalista e grande nacionalista, Genival Rabelo, exatamente nesta hora, denuncia no jornal Tribuna da Imprensa do Rio de Janeiro: “Há, por trás do grupo (Abril), recursos econômicos de que não dispõem as editoras nacionais, porém, muito mais importante do que isso, está o apoio maciço que a indústria e as agências de publicidade americanas darão ao próximo lançamento do Sr. Victor Civita, a exemplo do que já fizeram com as suas 18 publicações em circulação, bem como as revistas do grupo norte-americano Vision Inc.” (RABELO, p.38, 1966)

Mas é necessário mais. É preciso enfraquecer, calar e quebrar tudo que seja contrário aos interesses dos monopólios, tudo que possa prejudicar os interesses das corporações.

A General Eletric, General Motors, Ford, Standard Oil, DuPont, IBM, Dow Chemical, Monsanto, Motorola, Xerox, Johnson & Johnson e seus bancos J. P. Morgan, Citibank, Chase Manhattan precisam estar seguros para praticar sua concorrência desleal, para remeter lucros sem controle, para desnacionalizar as riquezas do país se apossando das reservas minerais.

Várias são as declarações, nesta época, que deixam claro qual o caminho traçado pelos EUA.

Nas palavras de Robert Sarnoff, presidente da RCA – Radio Corporation of America – “a informação se tornará um artigo de primeira necessidade equivalente a energia no mundo econômico e haverá de funcionar como uma forma de moeda no comércio mundial, convertível em bens e serviços em toda parte” (SCHILLER, p.18, 1976). Já a Comissão Federal de Comunicações (FCC), em informe conjunto dos Ministérios do Exterior, Justiça e Defesa, afirmava: “as telecomunicações evoluíram de suporte essencial de nossas atividades internacionais para ser também um instrumento de política externa” (SCHILLER, p.24, 1976).

É esclarecedor o pensamento do delegado dos Estados Unidos nas Nações Unidas, vice-ministro das Relações Exteriores, George W. Ball, em pronunciamento na Associação Comercial de Nova Iorque:

“Somente nos últimos vinte anos é que a empresa multinacional conseguiu plenamente seus direitos. Atualmente, os limites entre comércio e indústria nacionais e estrangeiros já não são muito claros em muitas empresas. Poucas coisas de maior esperança para o futuro do que a crescente determinação do empresariado americano de não mais considerar fronteiras nacionais como demarcação do horizonte de sua atividade empresarial” (SCHILLER, p.27, 1976).

A ação desencadeada pelos interesses externos já havia produzido a falência de muitos órgãos de imprensa nacionais e, por outro lado, despertado a consciência muitos brasileiros de como os monopólios utilizam seu poder de pressão e de chantagem.

Em 1963, o publicitário e jornalista Marcus Pereira afirmava em debate na TV Tupi, em São Paulo: “Em última análise, a questão envolve a velha e romântica tese da liberdade de imprensa, tão velha como a própria imprensa.

Acontece que a imprensa precisa sobreviver, e, para isso, depende do anunciante. Quando esse anunciante é anônimo, pequeno e disperso não pode exercer pressão, por razões óbvias. É o caso das seções de ‘classificados’ dos jornais. Mas poucos jornais têm ‘classificados’ em quantidade expressiva. A maioria dos jornais e a totalidade das revistas vivem da publicidade comercial e industrial, dos chamados grandes anunciantes. Acho que posso parar por aqui, porque até para os menos afoitos já adivinharam a conclusão” (RABELO, p.56, 1966).

Não é difícil perceber o quanto a submissão aos interesses econômicos estrangeiros levou a dita “grande mídia” brasileira a se afastar da nação. A se tornar, ao longo dos anos, em uma peça chave da política do Imperialismo. Em praticamente todos os principais momentos da vida nacional se inclinaram para o golpismo e a traição.

Já no primeiro golpe contra Getúlio, depois, contra sua eleição, contra sua posse, contra a criação da Petrobrás, contra a eleição de Juscelino, contra João Goulart, contra as reformas de base, apoiando a Ditadura, apoiando a política econômica de Collor, apoiando Fernando Henrique e suas privatizações, atacando Lula.

Hoje, ela novamente tem lado: o das concessões de estradas, portos e aeroportos, o dos leilões de privatização do petróleo e da necessidade da elevação das taxas de juros, do controle do déficit público com evidentes restrições aos investimentos governamentais, ou seja, da aceitação de um neoliberalismo tardio.

Por que atuam desta forma?

Genival Rabelo deu a resposta: “Um industrial inteligente desta cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro me fez outro dia esta observação, em forma de desafio: ‘Dou-lhe um doce, se nos últimos cinco anos você pegar uma edição de O Globo que não estampe na primeira página uma notícia qualquer da vida americana, dos feitos americanos, da indústria americana, do desenvolvimento científico americano, das vitórias e bombardeios americanos. A coisa é tão ostensiva que, muita vez, sem ter o que publicar sobre os Estados Unidos na primeira página, estando o espaço reservado para esse fim, o secretário do jornal abre manchete para a volta às aulas na cidade de Tampa, Miami, Los Angeles, Chicago ou Nova Iorque. Você não encontra a volta às aulas em Paris, Nice, Marselha, ou outra cidade qualquer da França, na primeira pagina de O Globo, porque, de fato, isso não interessa a ninguém. Logo, não pode deixar de haver dólar por trás de tudo isso…’ Outro amigo presente, no momento, e sendo homem de publicidade concluiu, deslumbrado com seu próprio achado: ‘É por isso que O Globo não aceita anúncio para a primeira página. Ela já está vendida. É isso. É isso!’. ‘E muito bem vendida, meu caro – arrematou o industrial – A peso de ouro’ ” (RABELO, p.258, 1966).

(*) Leandro Severo é Delegado à Conferência Nacional de Comunicação, Secretário Municipal de Comunicação em São Carlos entre 2007 e 2012 e membro do Partido Pátria Livre.

COLBY, G; DENNETT, C. Seja feita a vossa vontade: a conquista da Amazônia, Nelson Rockfeller e o evangelismo na idade do Petróleo. Tradução: Jamari França. Rio de Janeiro: Record, 1998.

HERZ, D. A história secreta da Rede Globo. Porto Alegre: Dom Quixote, 2009. Coleção Poder, Mídia e Direitos Humanos.

RABELO, G. O Capital Estrangeiro na Imprensa Brasileira. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1966.

SCHILLER, H. I. O Império norte-americano das comunicações. Tradução: Tereza Lúcia Halliday Petrópolis: Vozes, 1976.

Outros livros recomendados:

• Tio Sam chega ao Brasil – a penetração cultural americana – de Gerson Moura, Ed. Brasiliense – São Paulo – 5ª edição [1ª Ed. 1984]

• O Imperialismo Sedutor – a americanização do Brasil na época da Segunda Guerra – Antonio Pedro Tota – Companhia das Letras – São Paulo – 2000

• A Invasão Cultural Norte-Americana – Júlia Falivene Alves São Paulo – Moderna – 1988 – 26ª edição.

Leia também:

Paulo Metri: O escárnio de José Serra ao dizer que pretender “tirar ônus” da Petrobras

 

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Tiamat

07/01/2016 - 09h32

Antiamericanismo barato para entreter os paranoicos. Enquanto isso o Brasil afunda cada vez mais…

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titus

06/01/2016 - 20h38

Estamos em guerra a muito tempo so que ninguem se deu conta…
http://resistir.info/patnaik/omc_27dez15.html

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Igor

06/01/2016 - 19h22

Excelente artigo! É muito bom que foi apresentada bibliografia. Precisamos de oportunidades para debater este artigo.

Talvez haja aqui uma área nova de pesquisa, não? a geopolítica das comunicações. Ao menos, nunca ouvi falar.

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FrancoAtirador

06/01/2016 - 15h58

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Entrementes, a Pária Inducadora Fechada pra pagar Dívida…
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NeuroCientista de Universidade Pública Mendiga na Internet,
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e Presidente do braZil e seus Ministros concedem Entrevistas
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na MídiaJabáculê do PPSDemB, de Oposição Governo Federal.
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(http://www.brasilpost.com.br/2015/10/14/crowdfunding-para-laboratorio_n_8298116.html)
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Responder

    FrancoAtirador

    06/01/2016 - 16h15

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    Ao mesmo tempo, as Transportadoras Privadas de Carga de São Paulo e Região (SETESP),
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    para abocanhar Mercado, pedem ao CADE que puna os Correios (ECT), Empresa Pública
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    que detém o Monopólio dos Serviços Postais nos Estritos Termos da Legislação Vigente.
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    Quanto aos Cartéis das TeleComunicações, o mesmo CADE “tá nem aí, tá nem aí”…
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Bacellar

06/01/2016 - 14h58

Eta Viomundo, sempre arrebentando na seleção de textos.
Como disse o publicitário; “é isso, é isso!”
Espero que a esquerda e os os progressistas em geral jamais deixem de atentar a esses fatos. Precisamos nos dar conta de que com a revolução das telecomunicações iniciada em 90 o novo campo de batalha independenciaXaculturação se dá aqui na internerds.
Percebam as sutilizas, por exemplo, no catálogo da Netflix para o Brasil. Claro que existe material de qualidade e alguma variedade ideológica (faz parte da estratégia, não é manipulação grosseira, é sútil) mas no volume (na escala, como pensam os operadores de capital) trata-se majoritariamente da venda das diretrizes do neoliberalismo teórico; a superação do indivíduo em relação à sociedade, a “meritocracia”, a criminalização da política, a tecnocracia, a hierarquização, a ideia de intervenção em sociedades incapazes de se auto-gerir, etc.
O próximo passo da plutocracia internacional, das corporações, é destruir a noção de internet grátis, livre e aberta. Será o ocaso dos sites e softwares abertos e a ascensão dos aplicativos (curioso nome não? Querem nos “aplicar” mesmo, hehehe) pagos….Tão baratinhos, só 3 dolarezinhos…Multiplique por 500 milhões ao mês…
Há um tempo atrás um amigo publicitário queria me convencer a utilizar um aplicativo (pago, bem baratinho) de música em vez do velho site (grátis) que eu utilizava sob o argumento de que “é muito melhor”. Sem preconceitos fiquei com ele vendo as funções do aplicativo e em meia hora não descobrimos nada além de um design supostamente mais bonito de vantagem sobre o site. Realmente nada. Mas ele continuou com o argumento de que o aplicativo era “melhor” (???). Meses depois, por decisão judicial em corte internacional, o site foi tirado do ar. O aplicativo segue firme e forte, em franca expansão.
Google adds, Facebook, Redyoutube, Netflix, preparam campo para um abominável Mundo novo, que de novo não tem nada.

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Luiza

06/01/2016 - 13h09

pois é….
Resuminho básico para saber o que os mais ligados no assunto já sabem há décadas: o tio Sam nao brinca nem nunca brincou em serviço. Eles investem em manipulaçao sofisticada quando o assunto é a informaçao das massas. Ocupam todos os espaços e engolem os Estados e o povo junto, esse artigo barato que teve acesso negado à educaçao pelos seus governantes covardes e vassalos,e, em razao disso, absorve todo lixo que a imprensa financiada pelos Eua despeja direto dentro na sua mente, e aí só podia dar nisso que estamos vendo hoje no Brasil e na América Latina como um todo.
Nao perdoo Lula por nao ter regulamentado a mídia no Brasil, este oligopólio que provou, pela história dos povos, ser danoso às democracias e ir contra tudo o que atende pelo nome de nacionalismo, soberania etc.. porque a sua popularidade permitia essa ousadia mas ele se acovardou, se rendeu. E, para nossa desgraça completa, Dilma foi no mesmo caminho com a tese do “controle remoto”. Resultado está aí: descaminho e despolitizaçao geral e irrestrita, além do sentimento fascista que tomou conta do povo que foi vítima da tese do “controle remoto da Dilma”.
O autor do artigo, este blog e os outros que fazem o contraponto, eu e muitos comentaristas sabemos da maracutaia MAS a pergunta é: conseguiremos furar o monopólio da informaçao estabelecida e consentida pelos governandes irresponsáveis??
Difícil a situaçao que nos encontramos atualmente.
Minha opiniao? Estou pessimista porque as forças se arregimentaram de um jeito que o “ser ouvido” tornou-se artigo raro no mercado, um luxo..

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    titus

    06/01/2016 - 19h44

    Luiza nao desanime…forca levanta sacode a poeira e da a volta por cima…a luta continua de grao em grao a galinha enche o papo..venceremos.

Lukas

06/01/2016 - 12h38

Já foi o Egito, Roma e a Inglaterra e, daqui a alguns anos, será a vez da China.

好運, para nós brasileiros.

Responder

Luiz Fernando

06/01/2016 - 12h37

Os EUA tiveram o imperium do mundo por muito tempo, mas agora está perdendo força

Responder

    Luiza

    06/01/2016 - 13h22

    Eua perdendo a força??
    Os Yankees estao embaixo da sua cama e voce nem se deu conta, Fernando.
    Olhe para o Brasil à sua volta e reflita sobre a sua afirmaçao.
    Abra os seus olhos!!!

Luiz Fernando

06/01/2016 - 12h33

É por isso que os EUA é o país mais rico, a nova Roma, aquele que detém o imperium do mundo

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Otto

06/01/2016 - 12h32

Nenhuma palavrinha do pessoal aqui sobre o que está acontecendo na Venezuela? Por incrível que pareça até o Itamaraty demonstrou perplexidade.

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FrancoAtirador

06/01/2016 - 12h27

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Aqui na América do Sul, por exemplo, desde que a Esquerda
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venceu as Eleições Presidenciais no Chile, há uns Dois Anos,
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a Mídia Jabáculê dos Stêits só dava notícia boa da Colômbia
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que é, na prática, uma Base Militar Norte-Americana na Região.
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Agora que a Direita Entreguista ganhou o Pleito na Argentina
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e muito provavelmente destituirá o Presidente da Venezuela,
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a IAPA terá mais Dois Países Sul-Americanos para fazer Elogios.
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Responder

Helena/S.André SP

06/01/2016 - 11h12

Até a nossa Polícia Federal é “subordinada” ao governo dos EUA. Olha só o post que saiu no saiu no site http://www.blogdobolche.blogspot.com.br: “Polícia Federal brasileira recebe mensalão do governo dos Estados Unidos”

http://www.blogdobolche.blogspot.com.br/2016/01/policia-federal-brasileira-recebe.html

Responder

Fabio Hideki

06/01/2016 - 10h47

Que tal uma campanha de financiamento coletivo para um documentário sobre o assunto ?
Mas teria que ter uma linguagem acessível, para o pessoal que consome a grande mídia.

Responder

FrancoAtirador

06/01/2016 - 10h05

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Na Mosca!
Quer dizer:
Na Águia!
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Responder

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