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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Memória: O discurso em que Sarney denunciou golpe pré-eleitoral de Serra

06 de junho de 2010 às 13h22

do Viomundo antigo

Atualizado em 31 de março de 2008 às 16:33 | Publicado em 31 de março de 2008 às 16:23

Íntegra do discurso do senador José Sarney, do PMDB do Amapá, em 20 de março de 2002, quando defendeu a filha, governadora do Maranhão, Roseana, que liderava as pesquisas de intenção de voto para concorrer à presidência da República. Uma ação da Polícia Federal havia descoberto 1,3 milhão de reais em um cofre de uma empresa do marido dela, Jorge Murad, na empresa Lunus, em São Luís, no Maranhão. Roseana desistiu da candidatura:

São muitas as versões sobre o que vou dizer. Umas, que venho apenas defender minha filha; outras, que venho destilar um sentimento de ira e vingança contra o presidente da República; outras, que venho entrar no lodo de invadir a vida das pessoas. Não sou responsável por nenhuma dessas versões. Não tenho mais idade para mudar. O Brasil conhece meu temperamento.

Venho cumprir meu dever de homem de Estado responsável pela transição para a democracia. Falo na condição de ex-presidente. Esperei que os últimos anos da minha vida fossem dedicados à literatura, distanciado da luta partidária, sem perder a serenidade na avaliação das indignidades.

As conversas privadas entre homens públicos devem ser respeitadas. Não estou quebrando esta regra ao recordar que disse ao presidente da República, em visita que me fez:

– Presidente, o senhor desfruta de prestígio internacional e do respeito de todos nós. Não permita que seu governo seja conspurcado neste processo da sucessão. Assegure que o jogo democrático possa fluir sem manobras sujas. As sucessões apaixonam e muitas vezes destroem homens públicos.

– Vejamos o exemplo de Nixon, Watergate, justamente porque procuravam derrotar o adversário por métodos amorais. Derrotou-se. Mas manchou-se Nixon perante a História. Presidente, vigie os seus maus amigos.

Já me haviam chegado ao conhecimento alguns procedimentos nada convencionais que me preocupavam, e a ele os relatei. O presidente me reafirmou que seu comportamento seria o de estadista, e que sofria com pressões e cobranças pessoais que lhe infernizavam o cotidiano.

É justamente nesta linha de colaboração com o país e também com o presidente que falo. E é com amargura que vivo este momento. Não estou mais na idade de rasgar a alma com decepções e perplexidades tão chocantes.

Não estou aqui como senador do PMDB nem como pai. Não preciso demonstrar que tenho pela minha única filha um amor e afeto que não encontram dimensão.

Falo pelo dever que tem um ex-presidente da República  – de defender o país e suas instituições, e a base delas são os direitos individuais. O direito de cada um de nós não ser espionado, escutado, seguido, perseguido, tocaiado pelo aparato do Estado, construído para proteger os cidadãos. Assim é o Estado de Direito, da lei, não dos homens. A nação assistiu aos atos de violência política que aconteceram no Maranhão.

Policiais armados, viaturas embaladas, aparato de efeito utilizados para criar um escândalo contra a candidata à Presidência da República, em ato arbitrário, ilegal, de conotação política e fora da lei. Dois tribunais assim o consideraram: o TRF e o STJ, julgando que o cidadão só pode ser investigado por autoridade competente. A governadora do Maranhão não está na jurisdição de Tocantins. É um privilégio? Não. Da mesma forma, os procuradores que a investigam e os juízes gozam das mesmas prerrogativas de serem julgados por instâncias especiais.

Assim também os desembargadores, secretários de Estado, ministros, deputados, senadores e o presidente da República  – que agora mesmo, quando a reforma judiciária pretende modificar esta norma, manifesta-se contra.

Toda decisão tomada por juiz ou qualquer autoridade sem competência é nula, não serve, é suspeita, em nada aproveita à Justiça. É decisão dos tribunais e consenso dos juristas. Cito, como isento, o ex-presidente da OAB, Reginaldo de Castro: “Toda prova feita ao arrepio da lei é considerada ilícita (20/4/1999, ”O Globo”).”

E é, mais uma vez, reiterada na decisão do Supremo Tribunal Federal, em acórdão no processo número 80.197, que considera nula a decisão do juiz incompetente.

A ação praticada contra a governadora do Maranhão foi arbitrária. Não basta sustentar falsas formalidades. Estas manobras são feitas com estes cuidados para esconder seus objetivos.

Ilegal, porque praticada por juiz e autoridades sem a competência legal para praticá-la, conforme decisões unânimes da Justiça. ”A investigação dos fatos incluídos na competência originária deste Tribunal deve ser feita aqui”, diz o TRF.

Assim descreve o jurista Saulo Ramos o que aconteceu: ”Em diligências desse tipo, quem cumpre mandado judicial deprecado é oficial de justiça (art. 355, parágrafo 2º, do Código do Processo Penal). E a polícia, a da comarca, somente pode e deve ser requisitada se houver resistência contra a busca e apreensão.”

”E há mais um detalhe, materializando a ilegalidade: o mandado judicial, expedido em Palmas, estava em carta precatória ao juiz do Maranhão e era este quem deveria, se necessário, requisitar a Polícia Federal de lá para cumprimento da diligência. E existem oficiais de Justiça lotados naquela jurisdição, que não podia ser invadida por autoridades de outra, porque não havia perseguição nos termos do art. 250 da lei processual. A perseguição era somente política.”

”Os policiais federais envolvidos não eram de Palmas nem de São Luís. Eram de Brasília, todos diretamente subordinados ao superintendente da Polícia Federal, que se proclama legitimamente filiado ao PSDB, e que obedece a ordens do ministro da Justiça. De Brasília foram buscar a precatória em Palmas (logo, não estavam em diligência) e levaram-na para São Luís, agora, sim, em diligência de ‘perseguição’. Ali o juiz despachou: ‘Cumpra-se’. E os próprios estafetas invadiram a empresa. Nenhum oficial de justiça.”

”Os delegados executores da ‘diligência’ até declarações deram, de que ‘estávamos atrás do ouro, mas encontramos ouro, pedras preciosas, pérolas e diamantes’. Confessaram que foram garimpar.”

”A história de cumprir mandado judicial é ridícula porque a polícia de Brasília não faz plantão em Tocantins. Ela, sim, foi mandada. O mandado foi mandado. Tudo foi mandado. E para o espaço também mandaram a lei processual.”

Este, o aspecto da ilegalidade. Mas não fujamos da questão: de que se acusa a governadora do Maranhão? A única acusação formal que existe, ajuizada numa ação civil pública, está assim formulada:

”Com relação aos membros do Condel que constam como os primeiros 19 réus na presente ação, mesmo tendo prévio conhecimento das ilegalidades existentes no projeto Usimar e, posteriormente, no voto em separado do representante do Ministério da Fazenda apontando e alertando para irregularidades na documentação apresentada pelos sócios do projeto, no dia da reunião do Condel, resolveram aprová-lo (fls. 474/500 – vol. 03; 68/70 – Dossiê II; 151/160 – Vol. 01).”

O representante do Ministério da Fazenda não votou contra, e sim, aprovou sob condições, as quais enviou à mesa, por escrito, segundo a ata da reunião, como lembrou o governador Dante de Oliveira.

O Projeto Usimar propunha-se a construir uma siderúrgica e fabricar gusa, visto ser o Maranhão o maior exportador de ferro do país, fazer autopeças para a indústria automobilística, gerando milhares de empregos. Qual o governador que, estando presente a uma reunião, votaria contra seu Estado!

Qual o crime que praticaram a governadora do Maranhão e mais o governador Dante de Oliveira, os representantes dos ministérios da Defesa, da Agricultura, das Comunicações, da Educação, das Minas e Energia, da Integração, do Planejamento, dos Transportes, de Política Fundiária, do governador do Acre, do governador do Amazonas, do governador do Pará e do governador do Tocantins, do Basa, das classes produtoras, das classes trabalhadoras e o superintendente da Sudam, em aprovar o projeto Usimar?

Quem aprova projetos não libera recursos. As liberações de recursos são feitas pelo Comitê Gestor de Incentivos Fiscais, constituído de técnicos nomeados pelo Executivo. Se o projeto é na sua implantação fraudado, a responsabilidade legal passa aos ordenadores de despesa, aos fiscais.

Isso é o que diz a lei. Mas não é a lei que se procura aplicar, é a política que se quer fazer, utilizando-se de expedientes, que caracterizam desvio e abuso de poder, como neste caso.

Acusam a governadora pela aprovação da Usimar e esquecem o ex-ministro José Serra, que responde ao processo 96.00.01079-0 por ”improbidade administrativa – ressarcimento ao erário”, a outra ação, 2000.34.00.033429-7, com a finalidade de ”reparação de danos ao erário”, e ainda a várias outras ações ordinárias, cautelares, civis públicas, populares.

Alguém invadiu algum local para procurar comprometê-lo, ou atrás de pistas que pudessem ligá-lo às acusações? Eu seria o primeiro a condenar.

O próprio presidente da República, cujo foro é o Congresso, tem parado na Câmara um processo de impeachment pedido por renomados advogados, que o acusam de compra de votos para sua reeleição. A Justiça do Distrito Federal mandou, no dia 6 de março deste ano, que o presidente da Câmara lhe desse andamento.

Há mais acusação contra a governadora? Nenhuma. Se existe, é secreta, circula em dossiês suspeitos, na arapongagem, no consta, no deve ser. Nenhuma acusação legal lhe foi feita.

Nada tem ela com Sudam, nenhum projeto Sudam ou Sudene, ou seja lá o que for. Seu comportamento sempre foi de uma mulher trabalhadora, séria e correta, tanto assim que mesmo após essa sistemática campanha, segundo pesquisa do IBOPE, detém no Maranhão 88% de confiança em sua honestidade e 85% na aprovação de seu governo, índice maior do Brasil.

Mas planejou-se esse escândalo com o objetivo de afastá-la da sucessão. Aí vem o mais ignominioso. Se não há nada contra ela, busca-se seu esposo, no preconceituoso machismo de mulher dependente do marido! Como envolvê-lo? Em 1994 – portanto, oito anos atrás -, ainda não casado com ela, vendeu à empresa Nova Holanda, que fica a mil quilômetros de São Luís, uma gleba de terra, o que não tem nada demais.

Tiram então, nesse processo inquisitorial, a ilação sem nenhum indício, que era o marido da governadora ligado à empresa Nova Holanda. Há alguma coisa contra ela? Não.

A evidência da montagem foi tão primária que, para tentar justificá-la, dar um caráter de investigação, incluíram empresa que nunca figurou em irregularidades na Sudam e que é conhecida na região pela produtividade agrícola na nova fronteira de Balsas.

Aqui está o relatório final do grupo especial de trabalho criado para examinar as denúncias sobre a Sudam, base de todo o inquérito. Está à disposição de quem quiser ver.

Então invadem a Lunus sob a capa de descobrir essa vinculação. Ridícula a montagem. Mas tudo é secreto, escondido. O acusado não sabe do que é acusado. Invade-se primeiro, depois se propala a finalidade da invasão e a acusação.

O padre Vieira foi encarcerado pelo Tribunal do Santo Ofício, também, sem saber do que era acusado. Sabem qual o método da Inquisição? Os juízes lhe perguntaram:  – Por que está sendo processado? Vieira respondeu:  – Eu é que devo dizer? Não os senhores? Será que é por causa da defesa que faço dos judeus? Responderam-lhe eles: – O Senhor acaba de confessar sua culpa. Era assim o método da Inquisição.

Isto foi em 1663. Estamos em 2002 – 340 anos depois  – e o método não mudou. Há que se perguntar ao acusado, e é ele quem tem que responder do que está sendo acusado? Vieira chamou seus julgadores de ”equíssimos doutores” e, em seguida, esclareceu que não falava de equus mas de eqüidade.

Aqui está o mandado de busca, não cita nome, não tipifica nenhum crime, não revela o motivo da busca. Mas o delegado Paulo de Tarso Gomes diz: ”vimos buscar ouro”. É o subconsciente que fala: foram fotografar o dinheiro, fazer a foto para ser distribuída à imprensa, já que estavam espionando e gravando. Tratava-se do mesmo delegado encarregado de desmontar o dossiê Cayman.

E o procurador Mário Lúcio Avelar diz: ”O processo envolvendo a Lunus nasceu com a busca e apreensão.” Logo, não existia nada antes. Foi feito com esse objetivo.

O sr. Jorge Murad recebeu doação de pré-campanha, por ela assume toda e qualquer responsabilidade e por ela responde. Que a Justiça apure sua legalidade e tome suas decisões. Não é novidade que as campanhas políticas são feitas de doações. O senador Antônio Carlos conta, como testemunho, sobre a memória de seu grande filho, Luís Eduardo Magalhães, que viu, em 1994, o senador Andrade Vieira entregar cinco milhões – hoje, atualizado, dez milhões – como contribuição à pré-campanha do presidente Fernando Henrique Cardoso, com a presença do candidato.

A última campanha eleitoral do presidente Fernando Henrique Cardoso custou oficialmente 43 milhões, mas a Folha de S.Paulo divulgou uma planilha que registra 53 milhões.

Vamos à etapa seguinte: quem executou tudo isso? A Polícia Federal. A quem está hierarquicamente sujeita esta instituição? Pela ordem, ao superintendente de Palmas. Depois, ao seu diretor-geral, ao Ministro da Justiça e, ao final, ao presidente da República.

Em casos como este, o mandado, ou seja lá o que for, principalmente contra um governador com foro privilegiado, tem que ser examinado pelos seus departamentos jurídicos, para evitar justamente que pesem sobre o governo as suspeitas de parte no arbítrio.

Quem acredita neste país, qual o idiota, que uma ação desta magnitude seria armada sem que a máquina estatal de nada soubesse ou dela não participasse? Quem nesse país não sabe que foi uma ação política suja, com propósito determinado?

E, no fim da linha, é no mínimo estranho o fax ao presidente da República comunicando o sucesso da operação. E o número utilizado foi o do fax particular do presidente, protegido pela segurança presidencial, que só pessoas especiais sabem.

Neste mar de imprecisões, em que se espalham as versões, se fala que é um inquérito que tramita há três anos. Por que só agora, depois que a governadora do Maranhão subiu nas pesquisas, essa diligência foi tomada?

O processo da Lunus é de agora, deste ano: 2002.43.00.000477-6. Montado agora. Está aqui o documento. Tudo agora, em cima das pesquisas. E, para farsa geral, com o timbre sigiloso.

Sigilo para proteger o vazamento, a calúnia, a mentira, o desrespeito à dignidade das pessoas, expostas a versões falsificadas, difamadoras e interessadas. A polícia – o aparato do Estado – dessa maneira, foi transformada em polícia política.

No Zimbawe, Roberto Mugabe, agora, acaba de ganhar a eleição. Confinou os dois candidatos de oposição e venceu. Mas a União Européia não aceitou o resultado e contestou a eleição. Na Colômbia, seqüestra-se também uma candidata, e aqui invade-se a empresa da segunda colocada nas pesquisas. No México, matou-se um candidato, Colósio, assassinou-se um outro, Ruiz Massieu, porque também podiam vencer. Tudo vale, nesse submundo da podridão das liberdades violadas.

Atrás, os dedos escondidos, os fingimentos, a desfaçatez das negativas, que não cabem no formalismo com que tentam esconder planos e objetivos.

A data, a hora e a vez foram escolhidos – sexta-feira, fim de tarde -, para impedir a tomada de medidas de defesa judiciais mais eficientes e rápidas. Os seus objetivos e os resultados estavam sendo aguardados por uma revista semanal, para que fosse sua reportagem de capa, até com outdoors. Não censuro a revista. Ela é um veículo e tem interesse em dar furos e noticiar. Censuro aqueles que prepararam a ação violando a lei e os direitos fundamentais.

Pois não é a lei que se busca cumprir. É o escândalo para caluniar. De que adianta dizer a Constituição que todos têm direito à defesa, que ninguém é culpado senão depois de julgado pela Justiça em procedimentos legais?

O aparato do Estado espalha, sem defesa, versões, documentos e calúnias. É assim que funcionavam os Dops, a Gestapo, pior hoje, neste tempo de comunicação em tempo real, em que a imagem de defesa é impossível.

Uma vez solta a calúnia, nada pode recuperar a verdade.

O padre Vieira falava de penas soltas ao vento, impossíveis de recolher, e Beaumarchais ressaltava que a calúnia é uma arma tão terrível que destrói o direito do homem de tal forma que ele fica privado até de provar a própria inocência.

Senhoras senadoras, senhores senadores:

O que vejo no Brasil de hoje é o medo dos dossiês, das escutas, da espionagem na vida privada das pessoas. Todos têm medo. Ninguém tem confiança de que o aparato estatal não seja jogado contra si. Um amigo, diplomata estrangeiro, me disse: o clima no Brasil mudou muito. Está muito parecido com o Peru do tempo de Fujimori.

E, para perplexidade geral, esse clima foi criado num governo comandado por pessoas que lutaram contra o arbítrio.

Há um fato cuja recorrência impressiona e intriga. É que toda referência a esse estilo característico de espionagem e dossiês nasce no Ministério da Saúde e envolve o ex-ministro José Serra. Não é afirmação minha, é dos jornais. Mais que uma estratégia de campanha parece uma concepção de governo.

A primeira matéria que surgiu foi na revista ”Carta Capital”, há cerca de um ano. Aqui está o plano anunciado, que aconteceu exatamente como previsto. Leio a revista:

”…no Ministério da Saúde se teria produzido um conjunto de informações sobre atividades de Paulo Renato. Informações explosivas, pois indicariam uma das trilhas montadas pelo grupo em sua escalada rumo ao poder. Ainda segundo a história do dossiê, este teria sido montado no Ministério da Saúde, mais precisamente na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, onde funcionaria um sistema espionagem. …Eram sete os agentes, incluídos um ex-SNI e SAE [hoje Abin] e um ex-chefe da Inteligência da Polícia Federal no governo Fernando Henrique.” E dá os detalhes.

A imprensa em quase sua totalidade publica que esse mesmo grupo está conectado para essas ações políticas na Polícia Federal e no Ministério Público citando o delegado Marcelo Itagiba, ex-chefe do Departamento de Inteligência da Polícia Federal, ex-chefe do grupo de inteligência que se formou no Ministério da Saúde e que é, atualmente, o superintendente da Polícia Federal no Rio de Janeiro, e o Procurador José Roberto Santoro. É o que diz a Folha de S.Paulo.

”Delegado e procurador ligados a Serra atuam em investigações: o presidenciável tucano, senador José Serra (SP), conseguiu reunir sob as asas de aliados as duas principais investigações em curso que podem implodir a campanha de seus adversários. São eles o subprocurador da República José Roberto Santoro e o delegado de Polícia Federal Marcelo Itagiba.”

Continuo lendo: ”Em viagem a Palmas (Tocantins), há duas semanas, o subprocurador Santoro coordenou informalmente o pedido de busca e apreensão de documentos no escritório da pré-candidata pefelista e governadora do Maranhão, Roseana Sarney. Trocou idéias com o procurador Mário Lúcio Avelar, que foi o autor do pedido, e orientou a estratégia a ser adotada.”

”José Roberto Santoro e Marcelo Itagiba fazem parte da tropa de choque de Serra no aparato policial e de investigação. Os dois já estiveram juntos antes.”

”Ex-assessor especial de Serra no Ministério da Saúde, nos dois anos anteriores, o delegado Itagiba havia demonstrado grande desenvoltura no exercício de suas funções. No dia 9 de março de 1999, por exemplo, representou o então ministro numa reunião com a diretoria da Abifarma (Associação Brasileira da Indústria Farmacêutica).”

”Foi propor aos donos e dirigentes de laboratórios brasileiros que investissem dinheiro numa entidade não-governamental a ser criada para investigar e combater a falsificação de medicamentos. A proposta foi aprovada, segundo ata da reunião.”

Não estou inventando nada sobre ninguém. Estou lendo o que foi publicado. Não houve nenhum desmentido.

Naquele tempo do noticiário da revista “Carta Capital”, a governadora do Maranhão não era o alvo, eram os concorrentes internos, Pedro Malan, Tasso Jereissati, Paulo Renato. O primeiro explodiu pelo veto político, foi fácil. Dossiê foi feito contra Paulo Renato, diz a revista. Tasso Jereissati também foi objeto de outro dossiê, para ser usado caso insistisse em ser candidato. Disseminou-se o método e o medo.

A serem verdade as aparências, montou-se um grupo estatal para ações políticas. Na Folha de S. Paulo, a jornalista Mônica Bergamo publica:

“Uma das primeiras atitudes do Procurador Mário Lúcio Avelar, do Tocantins, ao colocar as mãos na documentação apreendida foi disparar telefonemas para o procurador Santoro, considerado o mais próximo do candidato Serra.”

“Gente, querem dizer que isso é do Serra? Então escreve: sou o procurador do Serra.”

Na Saúde, o ministro Serra multiplicou gastos com empresa de ex-chefe de Telecomunicações Eletrônicas do SNI e professor da Polícia Federal. A Fence tem contratos hoje de R$ 1,87 milhão, seis vezes mais do que no ano passado, muitas vezes maior que os contratos para proteger os 33 ministros do STJ.

O Ministério da Saúde, em vez de tratar das epidemias, dá prioridade às coisas de inteligência e espionagem. “Estranhas relações com o mundo dos arapongas”, é manchete do “Correio Braziliense”. E a revista “IstoÉ” desta semana: “Grampos, chantagem e baixarias”.

São tantas as conexões, tantas as evidências, que não há como esconder a ligação dos atos contra a governadora do Maranhão à sucessão brasileira, que querem transformar numa farsa.

Sou eu quem diz isso? Não.

Uma unanimidade estabeleceu-se neste consenso: O governador Anthony Garotinho declara: “É estranho que a impressão digital do candidato do PSDB esteja tão presente na denúncia e na ação.”

Disse Ciro Gomes: “Se há uma acusação, ela deve ser pública. Sempre que a polícia sai da delegacia para agir sobre um candidato é bom pôr as barbas de molho.”

Luiz Inácio Lula da Silva: “Tudo pode ter acontecido, mas o caso deveria ter sido apurado antes de Roseana se tornar candidata.”

Leonel Brizola: “Duvido que o presidente não soubesse. Francamente, ninguém comete um ato desses sem troco. Tem implicações.”

Tasso Jereissati: “Um gesto de brutalidade que foi feito e é, a meu ver, inadmissível.”

Jânio de Freitas: “O uso das engrenagens do poder está mais desabrido e intenso do que jamais. Se no começo é assim, depois não será menos incondizente com os direitos e a legalidade que tanto têm custado a estes país.”

E José Genoino: “Quase ninguém mais duvida de que a governadora foi vítima de espionagem e manipulação política e eleitoral, no episódio da invasão da empresa Lunus.”

Senhoras e senhores senadores:

A Polícia Federal é uma instituição de serviços prestados ao país. Tenho grande admiração por ela, e lá tenho bons amigos. É formada de homens de bem. O grupo que se envolveu nessa ação espúria não representa a Polícia Federal.

Agora mesmo, o presidente da Federação Nacional dos Policiais Federais, Francisco Garisto, pediu investigação ao diretor-geral e afirmou: “O policial deve se pautar pela legislação vigente, não pode se deixar levar por interesses políticos.”

Senhoras senadoras e senhores senadores:

Levei estes fatos ao conhecimento do presidente Fernando Henrique, comunicando o que ocorria. O presidente da República tem deveres indeclináveis, responsabilidades intransferíveis.

Seu juramento foi este: “manter, defender e cumprir a Constituição, observar as leis, promover o bem geral do povo brasileiro, sustentar a união, a integridade e a independência do Brasil”.

Ele conduz a nação, em sua pessoa a nação entregou sua tranqüilidade, suas leis, sua Constituição, a proteção de seus direitos.

Achei que devia advertí-lo e evitar que o aparato estatal fugisse de controle. Meu gesto era de quem confiava.

Getúlio Vargas não mandou matar o major Rubem Vaz, na Toneleros. Mas Afonso Arinos, em famoso discurso, disse do peso da responsabilidade presidencial sobre o aparato do Estado, e seus áulicos, que têm que ficar sob controle.

Falei ao presidente de denúncias que me chegaram. Agentes da Abin se tinham deslocado para o Maranhão, Piauí e Pará, devassando nossas vidas, de minha família, de meus amigos.

O presidente pediu ao general Cardoso que me procurasse. Ele me telefonou e agora, dias atrás, fez-me uma carta. Eu nunca duvidei da conduta do general Cardoso. Mas, o nome da Abin foi usado. Reportei-lhe que chegara ao meu conhecimento que agentes que sempre trabalharam na área de informação, não desmobilizados e não afastados da atividade, também haviam sido contratados pelo deputado Márcio Fortes para uma devassa na vida da governadora do Maranhão, acompanhar suas viagens, gravar suas conversas. O general Cardoso disse-me que isso podia ser possível e que ia investigar.

A mesma denúncia foi levada ao presidente da República pelo presidente Jorge Bornhausen e pelo senador Edison Lobão.

No dia do acontecimento, liguei ao presidente Fernando Henrique, na suposição de uma relação leal, não para cobrar nem pedir nada, mas para declarar que os meus temores anunciados se concretizavam.

– Presidente, lembra-se da nossa conversa? Não deixe conspurcar o seu governo!

Respondeu-me ele:  – Eu nada sabia.

Não lhe havia cobrado se sabia ou não sabia. Mas disse-lhe:

– O senhor Ministro da Justiça devia saber.

Respondeu-me:  – Não, e se ele soubesse e não me avisasse, eu o demitiria, hoje. À noite, o ministro Aloysio Nunes se gabava na televisão de que dera as ordens.

Em seguida li, perplexo e decepcionado, a declaração do presidente Fernando Henrique de que tudo era “tempestade em copo d’água.”

Foi uma declaração infeliz e reveladora, porque não foi esta sua reação no caso do senhor Chico Lopes, quando se falou em favorecimento pessoal no caso Marka/FonteCidam e bilhete encontrado sobre depósito de US$ 1,6 milhão no exterior.

Leio declaração do presidente no “Jornal do Brasil”, sobre aquele caso. Sua revolta. Sua indignação. “Não vejo nenhuma razão, nada que justifique o que aconteceu, nada realmente. Quero que a opinião pública brasileira repudie a volta do arbítrio no Brasil. Isto não tem sentido. Lutei muito contra o regime arbitrário, fui vítima dele. Acho que é preciso respeitar o Estado de Direito.”

E agora: “Tempestade em copo d’água”.

O ministro Malan foi mais longe  – leio “Veja” –  “foi o dia mais triste que vivi no governo.”

Na operação em casa do sr. Chico Lopes, além do registro de conta com o equivalente a R$ 3,8 milhões no exterior, também foi encontrado dinheiro. “Apesar dos policiais terem contado as notas – diz “O Estado de S. Paulo” -, o dinheiro não foi recolhido. “Nem, muito menos, fotografado.”

Agora, o presidente responde que o que fizeram com a governadora do Maranhão “é tempestade em copo d’água.”

Senadoras e senadores:

Será o caso do Maranhão a mais urgente diligência neste país? Onde está o inquérito do ministério da Saúde sobre o lobista Paes dos Santos, sobre a suspeita de um senhor Duarte, recebendo quantias comprovadas em sua conta? O sr. Alexandre Santos até hoje não foi ouvido. No inquérito existente consta que a reunião para ouvir a denúncia apresentada pela jornalista Alba Chacon foi coordenada no Ministério da Saúde pelo subprocurador da República Santoro, estranho àquele órgão, conforme ata lavrada e incluída no inquérito. Baixou uma cortina de silêncio sobre o assunto. Está no inquérito e ele está parado.

Quero, também, dizer uma palavra sobre o Ministério da Justiça, elo das responsabilidades hierárquicas previsto na própria Constituição. Para que se veja o estilo destas coisas, vejam-se as pessoas. O atual ministro é um homem de biografia forte. Tem demonstrado em sua vida atos de extrema violência. Comunga a teoria de que os fins justificam os meios. Já participou de operações bem mais complexas do que invadir um escritório de uma candidata à Presidência da República.

Não é somente o passado do ministro da Justiça que é violento. O jornalista Fernando Morais divulgou em “Último Segundo”, jornal da Internet, episódio ocorrido no aeroporto de Cumbica ao tempo em que o Sr. Aloysio Nunes era vice-governador de São Paulo. A uma insinuação do jornalista e escritor Paulo Francis, respondeu com palavras de baixíssimo calão que o decoro não me permite repetir e ameaças de espancamento.

Da mesma forma, o decoro me impede de relatar o calão que acompanhou as ameaças de espancamento e de morte ao governador do Ceará que ele se permitiu fazer em frente do presidente da República.

Não dá tranqüilidade a ninguém que um homem assim seja o guardião das liberdades públicas, das leis, da Constituição.

Perguntam talvez os senhores: “E o senhor quando presidente, como se conduzia?”

Cito exemplos vivos. Em São Paulo, foi aberto inquérito na Cosipa, Companhia Siderúrgica Paulista, no qual procurou-se envolver o então senador Fernando Henrique Cardoso, porque teria indicado diretores da companhia. Chamei o então diretor-geral da Polícia Federal, Romeu Tuma – ele pode oferecer seu testemunho – e disse-lhe que não permitisse jamais que se politizasse qualquer inquérito nem que se responsabilizasse alguém sem que o assunto estivesse devidamente esclarecido. E lembrem-se que o então senador Fernando Henrique Cardoso era um dos que mais atacavam minha pessoa e meu governo.

Mais ainda. Quando assumi o mandato de senador, em 1991, não tinha estreitas relações com o senador Fernando Henrique, rescaldado ainda daquelas duras críticas. Mas nossas relações passaram a ser cordiais. E, sem perda de tempo, a primeira coisa que me pediu foi que lhe desse uma declaração, porque estava sendo acusado pelo ex-governador Orestes Quércia sobre a Cosipa, que eu dissesse que contra ele nada havia de pendente em relação ao caso. E eu então enviei-lhe uma carta nos termos em que me pediu.

Outro exemplo, senhor presidente, senhoras e senhores senadores. Em 1997, para intimidar o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, foi forjado também contra ele um inquérito, acusado de ter um contrato de gaveta sobre o apartamento em que morava. Sempre fomos adversários, Lula e eu, com ele nunca mantive relações pessoais, senão de respeito. Apenas por minha consciência, com a minha responsabilidade, escrevi, no dia 13 de junho de 1997, na Folha de S.Paulo, artigo intitulado “A Lula o que é de Lula.”

“O país tem que aprender a preservar os seus homens públicos naquilo que têm de mais exemplar, que é sua vida. Não se trata de dar carta de imunidade a ninguém, mas não se pode, só porque o Lula é um líder de esquerda, aproveitar-se de sua notoriedade para, à custa dela, criar um escândalo.”

Mas, senhor presidente, minha conduta nesses casos não ficou só aí.

Quando o empresário Abílio Diniz foi seqüestrado, às vésperas das eleições, em 1989, quiseram envolver o PT como responsável por aquela ação criminosa, já que os seqüestradores sustentavam o caráter político do crime com símbolos de campanha. Chamei o Ministro da Justiça, Saulo Ramos, para que a Polícia Federal, por serem estrangeiros os sequestradores e a Interpol ter sido acionada, não entrasse no assunto e não envolvesse o PT só por suposições.

O ministro Saulo Ramos chamou Romeu Tuma e determinou que não se politizasse o assunto. Estávamos a poucos dias da eleição presidencial e ninguém ia desvincular o fato de uma ação política. Não permiti, nem o ministro Saulo permitiu, e nem o senador Tuma. O Estado não pode fazer isso, nunca. Não pode agir por motivação política. O PT sabe desse fato.

Eu sou assim. Esta sempre foi minha maneira de ser. Então tenho autoridade para dizer ao senhor Presidente da República, mais uma vez: “Não deixe que seu governo seja conspurcado por coisas dessa natureza”.

Precisamos ter cuidado quando quisermos julgar as aparências de atos formais como sendo atos legais. Sabe-se como se fazem estas coisas.

Não devemos esquecer: Quantos milhões de pessoas foram levados ao forno crematório e às valas da Sibéria por investigações, inquéritos, papeluchos. Por um mandado foi Olga Benário levada das masmorras do Estado Novo para o campo de concentração. Processos, inquéritos, condenações políticas forjadas, foram sempre métodos de intimidação e liquidação de adversários, métodos já ultrapassados na humanidade. O Brasil não pode ter inquéritos secretos para provocar o medo, o terrorismo moral.

É este o estado democrático que queremos? Os policiais que invadiram a Folha de S.Paulo, em 1991, também estavam munidos de mandado judicial, de documentos, de autorizações. Apreenderam documentos cotidianos e normais e os apresentaram como criminosos.

Senadoras e senadores:

Não estou aqui para defender filha ou candidatura. Por ela, não estaria na tribuna, tão veementes foram os apelos que me fez para não me meter neste caso depois dos graves problemas de saúde que enfrentei. Para honra minha, ela se conduz com seus próprios passos.

Falo pelo país e, mais ainda, para ajudar o presidente a libertar-se dessas pressões e não deixar manchar a imagem do Brasil.

Que se diga a qualquer cidadão de que é acusado, tipifique seu crime, se assegure o direito de defesa. Que se condene quem tiver culpa. Mas que não se invoquem simulacros, mascarados sob a capa de formalidades. Seja respeitado o processo legal.

Respeitem os direitos individuais, as garantias constitucionais, e não usem o Estado para esse tipo de ação que denigre o país e as instituições. Não persigam.

Leio, agora, que o governo pede ao relator da ONU sobre alimentação que não vá ao Maranhão, pelos nossos índices. Isso me machuca. Peço que o senhor Jean Ziegler vá ao Maranhão. O Maranhão é dos Estados de menor índice de violência, e o sr. Ziegler disse que o Brasil enfrenta “uma guerra social”, com “40 mil assassinatos por ano. Para a ONU, 15 mil mortos por ano são indicador de guerra.”

O Maranhão para mim não é só inspiração. É vida, é saudade que não deixa de doer um só dia, é sonho, é amor demais. Ruins são, infelizmente, os índices. Mas não é o Maranhão o vilão do Brasil. O índice de desigualdade do Maranhão é melhor que o do Brasil – Maranhão, 0.575; Brasil, 0.595. Não é o Maranhão que vai colocar o Brasil em situação ruim, em desigualdade social.

Pouco sabemos da Suazilândia, pequeno país dormitório da África do Sul, onde quase toda a população anda descalça. Da Nicarágua sabemos, porque está aqui perto. O que têm a Suazilândia, a África do Sul e a Nicarágua a ver com o Brasil?

É que os últimos países do mundo na desigualdade social, são Suazilândia, Nicarágua, África do Sul e Brasil, segundo o Pnud, órgão das Nações Unidas, em seu Relatório de Desenvolvimento Humano de 2001. Estes são os problemas do país para os quais devemos conjugar esforços, e não denegrir a imagem do Maranhão.

Mais do que nunca o Brasil precisa ficar acima de qualquer suspeita, em todos os escalões, sobretudo nos órgãos encarregados de zelar pela Constituição e pelos direitos da cidadania.

Precisamos de paz. Todos sabem meu temperamento. Estou aqui para defender o país e suas instituições. Nunca persegui ninguém, não pesa em minha consciência ter passado por cima de ninguém. Todos me conhecem e conhecem meu temperamento, minha conduta.

Tenho certeza da grande contribuição que dei à consolidação da democracia no Brasil. Como presidente e como ex-presidente, nunca fiz outra coisa senão procurar ajudar o governo do Brasil e, nesse sentido, o país é testemunha do meu comportamento em relação ao presidente Fernando Henrique Cardoso.

Sofre a governadora do Maranhão uma perseguição política, pelo fato de ser candidata. Ela não pediu, não disputou, não atropelou ninguém. Seus índices nas pesquisas foram dados pelo povo brasileiro. E ela está pagando por isso.

Eleições limpas, sem esses métodos, para resguardar a imagem nacional.

Se isso não ocorrer, somente me resta, na defesa do processo democrático, irei bater às portas da ONU, da OEA, do InterAction Council e onde for necessário, pedindo observadores para as eleições, a fim de assegurar a vigilância internacional da nossa sucessão, sobre como o processo decorre, as pressões, legislação, e os métodos.

Estão acontecendo coisas que preocupam. A decisão do TSE sobre coligações cria um complicador novo, às vésperas da eleição, mudando o jogo, o que confunde. Discute-se sobre a quem interessa essa decisão, que eu julgo não pode ser colocada. Levantam-se suspeitas injustas que jamais deveriam envolver a Justiça Eleitoral.

O “Jornal de Debates” traz esta matéria: “Urnas eletrônicas: 2002 e a fraude anunciada”. O ministro Nelson Jobim, segundo o “Correio Braziliense”, diz que “há falta de confiança por parte de alguns partidos, e essa desconfiança pode comprometer a eleição”. Acontece também que a Abin é a única detentora da chave criptográfica das urnas e do sistema eleitoral. E a Abin deve estar acima de qualquer suspeita.

Enfim, há complicadores que se interligam.

É preciso meditar sobre estas coisas, e foi nesse sentido que pedi ao presidente do Senado para procurar o presidente do TSE e evitar atritos.

Uma eleição não é fraudada somente nas urnas. O processo pode começar fraudado. Nos casuísmos, na suspeita sobre a segurança eletrônica, na intervenção do aparato estatal.

Como ocorreu em Watergate, as coisas deixaram pegadas. Aqui também. Algum jornalista vai descobrir a trama e um dia um best-seller vai aparecer, vai surgir o nosso prêmio Pulitzer, contando toda a história. E aí os responsáveis não terão como recorrer a negaças.

Não é possível que este processo fique oculto para sempre. Que seja apenas “tempestade em copo d’água”.

Será assim que se pensa ser o futuro governo? Medite a nação sobre isso.

O jornalista Élio Gaspari advertiu o país sobre o “perigo da mexicanização”.

Otavio Frias Filho escreveu na Folha de S. Paulo: “O ambiente político está turvado de indícios de que a operação determinada pela Justiça contra a pré-candidata foi apenas a cobertura legal para manobra mais oculta e suspeita. A governadora foi alvo de uma rede de espionagem particular, denunciada de antemão, e que resultou num dossiê destinado a prejudicá-la.”

“Mas estamos diante de algo preocupante. Trata-se do mais impressionante rolo compressor já montado na política recente. Dinheiro, recursos políticos, mídia, pressões, ameaças, tudo é usado para favorecer o candidato oficial. Detalhe importante: está sendo organizada uma estrutura paralela ao governo e a seu partido, algo sem precedentes.”

“The Economist”, nesta semana, relata o episódio. É a revista de maior prestígio, a Bíblia do mundo globalizado, que diz:

“A senhora Sarney, governadora do Maranhão, afirma que a operação foi uma conspiração orquestrada pelo governo e seu candidato à Presidência, José Serra. Ela pode estar certa!” Assim, as eleições e o Estado brasileiro estão sob suspeita, também, internacional.

Já outro dia o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, sr. O’Neil, disse que os vergonhosos juros altos do Brasil eram devidos à corrupção.

Aqueles que praticaram esta operação estão pensando que sua ação foi brilhante. Mas podem descobrir que estão errados se pensarem no mal que fizeram ao Brasil e ao presidente da República.

Esses métodos não podem prosperar. O presidente é o responsável perante a Constituição e a história. Se a governadora do Maranhão não fosse candidata, nada disso existiria. Se ela aceitasse ser vice e não dissesse que as mulheres em vez de vice podiam ser presidentes, certamente não estaria amargando essa manipulação de imagem cuja origem está no aparato estatal, fonte das versões.

No momento em que a independência judiciária é agregada à influência do Executivo, morre o Parlamento e não há mais liberdade, porque some o equilíbrio dos poderes. Nasce o arbítrio. No princípio com coisas que nos parecem menores, como as que relatei. Depois vai num crescendo e quando nos damos conta, tudo está perdido.

É sempre bom lembrar o pastor Niemoller, um dos líderes da resistência protestante contra o nazismo: Quando vieram buscar os comunistas, eu não disse nada, eu não era comunista.

Quando vieram buscar os judeus, eu não disse nada, eu não era judeu.

Quando vieram buscar os católicos, eu não disse nada, eu não era católico. Então vieram me prender, e não havia mais ninguém para protestar. Peço que meditem sobre isso os políticos, a imprensa, o governo e o povo brasileiro.

Muito obrigado.

Nota do Viomundo: O site solicita aos leitores a recuperação da íntegra dos artigos citados pelo senador em seu discurso, com o objetivo de republicá-los. Como alguns destes artigos não estão disponíveis na rede, solicitamos a quem tiver acesso ao original das publicações o envio por e-mail usando o endereço do sítio.

 

82 Comentários escrever comentário »

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Memória: Mais perguntas e nenhuma resposta - Viomundo - O que você não vê na mídia

30/11/2013 - 10h34

[…] O discurso de Sarney no Congresso denunciando o caso Lunus […]

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H. Back™

29/04/2013 - 16h27

Esse Serra é mais sujo que “pau de galinheiro”.

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O Saulo que o PiG esconde. De Cerra, FHC e Roseana | Conversa Afiada

29/04/2013 - 14h19

[…] Clique aqui para ler a íntegra do discurso de […]

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Elizete

22/07/2012 - 16h38

Ainda bem que estamos na era internet; de forma que se inicia uma devassa de tudo o que acontece na calada da noite, cujo autor vem nos assolando e assombrando com a cobertura do FHC. Foi muito elucidativo o discurso de Sarney sobre as façanhas do não tão digno político do Sampa.

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Leandro Fortes: O grupo de Cachoeira e o escândalo dos aloprados « Viomundo – O que você não vê na mídia

21/07/2012 - 14h02

[…] [Clique aqui para ler o discurso em que o ex-presidente Sarney denunciou o golpe] […]

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Alckmin cancela as “varreduras” da Prodesp | Viomundo - O que você não vê na mídia

09/09/2011 - 10h00

[…] O discurso em que José Sarney denunciou a arapongagem   […]

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Espiões e lama cercam PSDB! « EDUCAÇÃO

25/10/2010 - 15h52

[…] de José Serra no Ministério da Saúde – Sarney denuncia o esquema de espionagem de Serra – Memória: O discurso em que Sarney denunciou golpe pré-eleitoral de Serra – #serrojas, Itagiba e dossiês. Leituras dominicais – Violação da lógica – O elo perdido […]

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Antonio Souto

02/09/2010 - 18h15

ESTE TIPO DE ZICA NÃO PEGA NO POVO BRASILEIRO, ESTE LINGUAJAR QUE ESTÃO UTILIZANDO (SIGILO, IMPOSTO DE RENDA E ETC,) NÃO FAZ PARTE DO COTIDIANO DE 70% DO POVÃO E ESTES NÃO VÃO MUDAR DE OPINIÃO POR UMA COISA QUE NÃO ENTENDEM BEM.

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ruypenalva

02/09/2010 - 18h06

No meio de tantas mulheres frutas atualmente, eu acho que o mulher epiteto para Serra é o mulher limão

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Veralucia

02/09/2010 - 16h14

NÃO ENTENDO DE POLITICA. PORÉM, EM TODAS AS ELEIÇÕES PARA PRESIDENTE, QUE DE UMA FORMA OU DE OUTRA, EM QUE O PARTIDO DO SR LULA, ATUAL PRESIDENTE, ESTÁ CONCORRENDO, SEMPRE É ACUSADO PELO OUTRO PARTIDO COM UM BOMBÁSTICO DOSSIE. ??????????
AS MINHAS DÚVIDAS SÃO: 1) PORQUE O OUTRO PARTIDO NÃO FEZ A DENUNCIA, LOGO QUE O FATO FOI DESCOBERTO? 2) PORQUE ESPERAR CHEGAR AO MEIO DAS CAMPANHAS? 3) SERÁ QUE ESTES POLÍTICOS, (DO MESMO PARTIDO DO ATUAL PRESIDENTE), QUE TEM ESSA POPULARIDADE, SÃO TÃO BURROS PARA FAZER ISSO? 4º) SERÁ QUE NO FINAL DAS AVERIGUAÇÕES O RESULTADO NÃO VAI SER IGUAL DAS ELEIÇÕES PASSADAS, POIS O QUE FOI NOTICIADO PELAS MÍDIAS EM GERAL, DEU A ENTENDEU QUE FOI PLANTADO PELOS ACUSADORES. POIS FOI ISSO QUE EU E MUIIIITA GENTE ENTENDEU. E QUE NA MINHA OPINIÃO PESSOAL, AO LEMBRAR DAS ELEIÇÕES PASSADAS ??????? OU SEJA, HOJE, NÃO COLA. 5) DIAS ATRÁS, NO PROGRAMA ESTUDIO I, UMA JORNALISTA POLITICA, AO COMENTAR DOS ÚLTIMOS RESULTADOS DAS PESQUISAS DE INTENÇÃO DE VOTO, DISSE QUE NÃO ESTAVA ENTENDENDO O COMPORTAMENTO DA CAMPANHA DO OUTRO CANDIDADO, ERA COMO SE ELE ESTIVESSE ESPERANDO UMA GRANDE ACONTECIMENTO E/OU IMPACTO. TAÍ A RESPOSTA "O DISSIE", A MESMA DAS ELEIÇÕES PASSADAS, COINCIDÊNCIA, NÃO. SÓ ESPERO QUE QUEM QUE O CANDIDATO QUE GANHAR DEIXE A POLÍCIA FEDERAL TRABALHAR. PARABENS A ELES, PELO TRABALHO DOS ÚLTIMOS 08 ANOS.

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“Os dossiês e o submundo das campanhas eleitorais” Por Azenha

27/08/2010 - 17h06

[…] Nunca é demais lembrar o discurso do próprio José Sarney, no Senado, denunciando o caso Lunus como uma operação que beneficiava José Serra. O discurso está aqui. […]

Responder

Os dossiês e o submundo das campanhas eleitorais | Viomundo - O que você não vê na mídia

27/08/2010 - 13h45

[…] Nunca é demais lembrar o discurso do próprio José Sarney, no Senado, denunciando o caso Lunus como uma operação que beneficiava José Serra. O discurso está aqui. […]

Responder

Milton Hayek

07/06/2010 - 17h19

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/andrea-e

Andrea e a Operação Castelo de Areia
Enviado por luisnassif, seg, 07/06/2010 – 16:21

Um dos documentos da Operação Castelo de Areia – amplamente divulgado na blogosfera – mostra anotações da Camargo Correia com o nome de Andrea Matarazzo, do antigo editor da revista Primeira Leitura ao lado do número 50.000.

É um papel rabiscado que, a rigor, não prova nada. Mas há um evento ocorrido em 2004 que pode explicar a anotação.

Algum tempo antes, Luiz Carlos Mendonça de Barros lançara a revista Primeira Leitura, que se tornou um bela alternativa editorial, inclusive fornecendo as bases para o "upgrade" tucano em direção ao chamado novo desenvolvimentismo. Problemas com o Ministério Público – em função das famosas fitas do BNDES – e outras complicações fizeram Luiz Carlos desistir da publicação, que foi repassada para os jornalistas. Até então estava solidamente alicerçada em boa tiragem e bom conteúdo.

Operou-se uma mudança que fez a revista dar uma guinada violenta para a ultradireita. Problemas de gestão, comuns em empresas dirigidas exclusivamente por jornalistas – eu que o diga – tornaram a revista deficitária. Já havia excesso de personalismo e esboço da guinada para a ultradireita – que passaria a marcar o PSDB de FHC.
p>Houve, então, um encontro na casa de Andrea Matarazzo – em frente o Clube Paineiras Morumbi – com grandes empresários pessoalmente convidados por Fernando Henrique Cardoso – já ex-presidente. Foram convidados os controladores da Camargo Correia, Banco Itaú, Santander e outras empresas, em um total de oito. Lá, solicitou-se expresamente contribuições para resolver os pepinos da revista.

Dada a palavra ao novo diretor, no entanto, os presentes – mesmo sendo politicamente conservadores – assustaram-se com a agressividade e com o radicalismo do discurso. Saíram francamente mal impressionados. e sem entender o apoio de FHC a tal radicalização.

Segundo um dos participantes, a tendência geral foi de não entrarem no jogo. Em respeito a FHC, o Santander bancou a terceira capa da revista por algum tempo. E talvez a Camargo tenha contribuído, mas sem contrapartida de publicidade.

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dvorak

07/06/2010 - 15h53

Mudando um pouco de assunto.O "divino" conseguiu o "penta" (quinta multa) no TSE, mas acho que será hexa antes da seleção…

eheheheheehehehe

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    Jairo_Beraldo

    07/06/2010 - 18h11

    Acho que depois da interpelação que o PT fez no Forum da Barra Funda contra o Serra, eles sossegam, Di Araque…

gerjuin

07/06/2010 - 13h10

Meu caro Azenha, eu concordo com o que diz o Sen Jose Sarney, so me espanta o fato de ter sido ele articulador junto co toda a familia Sarney de um golpe que derrubou um governador legitimo no Maranhao, o senhor Jackson Lago, cassado por abuso de poder economico, denunciado pelas pessoas que mais praticam esse tipo de crime na Fazenda Maranhao, sim fazenda pq vivemos em um pais que tem 25 estados, um distrito federal e uam fazenda, de propriedade de Jose Sarney. Um dos piores homens publicos desse pais, e q foi, junto com FHC o pior presidente deste pais. Me pergunto quantos inimigos ele derrubou usando os mesmos ou piores metodos usados pra derrubar sua "indefesa" filhinha, nosso pais tem que se ver livre desse tipo de politico truculento e que se acha acima da democracia, ACM ja foi, mas ainda faltam muitos, Sarney, Tasso, Renan, Jarbas, entre outros

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    Jairo_Beraldo

    07/06/2010 - 13h48

    Mas veja a coisa pelo lado bom..o Zé ajudou a alavancar a candidatura Lula. E a vida no Maranhão tem melhorado, apesar da famiglia Sarney.

    jorge

    17/10/2013 - 22h51

    Ainda bem que esse Jackson Lago saiu logo do governo, pois ele ia afundar o Maranhão como fez com a capital São Luis quando foi prefeito por várias vezes.

Rafael, BHte

07/06/2010 - 13h09

Seja como for esse tipo de coisa traz repercussões q são sempre muito bem capitalizadas pelo outro lado, como exemplo, veja opss leia ‘matéria’ intitulada “Candidata de Lula contratou espiões” q saiu no jornal português Correio a Manhã, enviada pelo seu ‘correspondente’ Domingos Grilo Serrinha q vem a ser mais um daquele grupinho do qual fazem parte tb o Juan Arias do El Pais, o Andres Oppenheimer do Miami Herald etc

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Antonio Carlos

07/06/2010 - 04h27

Realmente, temos que agradecer ao Zé Inacabado. Roseana poderia ter tirado do Brasil o seu melhor presidente. Como dissem – Deus escreve certo por linhas tortas. Sem querer, Zé Pedágio tirou a possibilidade da direita ganhar e nos brindou com o competente presidente Lula. Como agora também tirou Náercio da jogada que poderia ameacar o projeto iniciado por Lula. Vou acabar me convencendo que Zé Dossie é esquerdista, pois sempre tira as melhores oportunidades da direitona conservadora e golpista. Um abraco

Responder

    Orlando

    07/06/2010 - 14h53

    Tão esquerdista ele é que prefere Dilma a si próprio, porque sabedouro que Dilma representa a continuidade das mudanças implantadas por Lula, ao passo que Zé Dossiê (Zé Dossiê é muito bom!) é mesmo o oposto.
    Zé Serra – mais que representar – é a própria direitona conservadora e golpista.

    Orlando.

SérgioFerraz

07/06/2010 - 01h30

Ótima ideia rememorar o discurso de Sarney, muito elucitativo.
Podemos comparar que os métodos do nefasto Sr. Serra é sempre o mesmo: chamar o Itagiba, e demais arapongas, e prepara um dossiê para acabar com os outros concorrentes dentro do partido.
Em 2002 preparou dossiês contra Pedro Malan, Tasso Jereissati e Paulo Renato.
Em 2010 preparrou dossiê contra Aécio Neves.
E tudo nas barbas de FHC.

Responder

Polengo

07/06/2010 - 01h15

Esse serra me lembra aqueles filmes horrorosos americanos, onde o cara que tá dominando o mundo tem um exército do lado dele e parece mesmo que tá dominando o mundo.
Aí um soldadinho vira, fala pra tropa: "pra quê que vocês vão obedecer esse cara, ele só pensa nele… etc".

Aí ou alguém mata ele ou ele vira limpador de trololó de elefante com confete, no circo de uma cidadezinha com 3 mil habitantes.

Responder

agrimaldo

07/06/2010 - 00h10

O Serra não vale nada. É uma pessoa mt má. Faz tudo pra conseguir o que quer.

Responder

    Jairo_Beraldo

    07/06/2010 - 10h49

    Como diz Ciro Gomes – "Passa um trator sobre a própria mãe!"

    Polengo

    07/06/2010 - 15h12

    O serra é uma pessoa?

Rodrigo Moura

06/06/2010 - 23h34

É triste verque oito anos depois a história se repete , e se repete… Parece que nossa política nunca vai mudar, um jogo de ping-pong, , um transtorno bipolar nacional, não surgem novas idéias, não surge nada de novo, sempre a mesma sujeirada, sempre os mesmos ataques… Votarei na Dilma, acho ela uma mulher de cárater, séria e competente, que tem um projeto de desenvolvimento para o país, pelo PAC, criação de Universidades Federais, coisa que só aconteceram nesse governo, mas sou obrigado a reconhecer que ela pouco poderá fazer, pois a nossa política é suja em TODOS os partidos, e não há perspectiva de mudança… Se em 1989 viviamos uma efervescencia política com a volta à democracia, hoje vivemos uma efervescencia promíscua, pois o nosso povo só da ouvidos às popozudas e aos BBB`S, talvez por comodismo, ou decepção, mas estamos no abismo… #desabafo

Responder

Pitagoras

06/06/2010 - 23h30

Azenha, faça-me o favor! Esse senhor foi certamente um dos piores presidentes de que tem notícia nesse país desventurado, sem prejuízo de seus verdadeiros eleitores, as bactérias do Hospital de base de Brasília.. Foi o presidente dos "80% de inflação…ao mês", assim entrará para a História.
Seu legado de distribuição maciça de concessões de canais de TV e rádio pelo Brasil afora foi escandaloso. No seu estado natal, o Maranhão, construiu com isto uma oligarquia retrógrada, poderosa, promíscua com todos os poderes e imoral.
Em quarenta anos de desmandos conseguiu ultrapassar o Piauí na corrida dos mais atrasados. E por aí vai.
O pacto faustiano de Lula com Sarney se deu às custas do Maranhão e Lula foi o responsável pela ressurreição política de sarney no cenário político nacuional, já que estava moribundo politicamente, exceto em seu estado-curral.
Não vejo credibilidade alguma em nada que provenha desse senhor.
Colocá-lo em destaque em blog tão importante prova como ainda não superamos a prática política em seu sentido mais pejorativo.

Responder

    Diógenes

    07/06/2010 - 00h16

    Pitágoras
    É claro que a intenção do Azenha não é a de dar qualquer tipo de destaque a esta figura lamentável da política brasileira, o coronel Sarney. Tudo o que você disse sobre o coronel é do conhecimento até do mundo mineral, como diria o Mino Carta. E até acho que, um dia, não sei quando, Lula e seu partido pagarão o preço por tanto pragmatismo e tanto apreço à governabilidade a qualquer custo. O post do Azenha serve, sim, para demonstrar os tipos de homens que são José Serra e FHC e o que são capazes de fazer com seus adversários. Totalmente amorais. E o pústula do J Serra ainda quer ser presidente. Que o voto livre e consciente do povo brasileiro nos livre para sempre destes crápulas.

    ana cruz

    07/06/2010 - 07h45

    Uma solução para não ser pragmatico seria a REVOLUÇÃO COM ARMAS, onde ocorreria uma ruptura total da ordem e nova constituição seria criada.
    Quem se habilta a seguir os passos de Che Guevara e Fidel Castro?
    Pois é…..
    Não é da indole do brasileiro radicalizar. A maioria prefere ficar anonimamente comentando pel internet em casa. Então vamos comendo pelas beiradas que está dando certo…

    José Junior

    07/06/2010 - 13h10

    Exatamente, o raciocínio vale para as coligações no congresso e o banho maria com que o Lula levou o PIG em seus dois mandatos. A alternativa seria uma "venezualização" do Brasil, na melhor da hipóteses: uma ruptura.

    Só que o povo brasileiro é uma dos mais apolíticos da América do Sul. São poucos os que gostam do Lula pelo seu significado ideológico. A imensa maioria quer mais é consumir, e o Lula possibilitou isso. As pessoas querem ter celular barato, não importa se as comunicações foram privatizadas ou não.. Ninguém quer brigar, ninguém quer revolucionar nada..

    Discordo, porém, quanto aos comentários na internet. Isso não é negativo. Essa participação das pessoas na WEB é um fenômeno novo e é extremamente positiva, pois é o embrião de uma opinião pública livre das manipulações do PIG. Aqui talvez estejam sendo semeadas as sementes de uma revolução… vamos esperar…

    Lais

    26/10/2010 - 15h42

    Concordo plenamente… Por causa da Internet tenho até me aventurado a discutir alguns temas com a migos e parentes, coisa que antes era impensável. Quem viveu a adolescência e boa parte da juventude amordaçado pelo regime militar como a minha geração foi, não sabe o que é debate de idéias. Ficou essa geração de babacas que hoje tem cinquenta e poucos anos, a maioria repetindo a Veja como fonte de informação e cultura… Uma lástima ! Mas agora como vc diz, talvez estejam sendo semeadas algumas sementes de revolução… sem violência, que realmente não é do nosso caráter, mas revolução de todo jeito… Vamos esperar e continuar agindo…

    @rldigital

    07/06/2010 - 07h27

    E acrescento mais ao que disse o Diógenes.

    Sarney teria tudo para ser aliado de Serra. Eles não são tão diferentes. Mas os métodos de Serra são tão baixos, mas tão baixos, que ele conseguiu fazer do Sarney (o Sarney!!) um inimigo figadal. Serra destruiu a carreira de Roseana Sarney, possivelmente a única pessoa que José Sarney ama neste mundo. Tudo o que Sarney puder fazer para prejudicar Serra, ele fará.

    Agora, com esse livro-bomba do jornalista tucano, Sarney deve estar rindo à toa. Como presidente do Senado, ele certamente proporá alguma investigação ou CPI. A vingança é um prato que se come frio…

    Antõnio Carlos

    07/06/2010 - 11h12

    É calro que Sarney é uma figura ultrapassada e desleal na política. O Serra usou os mesmos métodos que el sempre utiliou contra seus inimigos. Só que esse texto mostra claramente que o José Serra passa por cima até mesmo dos aliados mais próximos. É comum os coronéis do Nordese se dá aos respeito entre eles (e chamdo limite da tolerância). Até mesmo os cornéis sabem que tem que existir o limite da tolerãncia e este limite se resume que pelos menos entre os políticos da mesma especias deva existir um mínimo de respeito e o José Serra não tem respieto nem por ele memso. Como diz o Ciro Gomes: ele passa com um trator por cima da própria mãe para conseguir o seu objetivo. Será que o Sarney passaria com um trator por cima da prórpira mãe?

    Pitagoras

    07/06/2010 - 14h43

    Se duas excrescências da vida política se degladiassem e se anulassem mutuamente, seria o paraíso. Deveriam isto sim serem execrados da vida pública do país. Ambos merecem o fogo eterno do inferno, se é que existe.
    Acrescento, se duas pústulas da vida política brasileira só pode emanar mau cheiro.
    Concordo também com os comentários: somos pusilânimes, inertes, se tem celular, video game, carnaval, cachaça e futebol, o mundo que se dane…

maconheiro

06/06/2010 - 22h59

eu estou muito doido ou nesse domingo o dossiê sumiu do PIG ? ordens do Serra ? sumiu ! não achei uma notinha .

Responder

    @rldigital

    07/06/2010 - 09h33

    Rapá, acho que o PIG quer que o povo esqueça que existe essa palavra, dossiê. Efeitos do livro-bomba.

Leonardo Câmara

06/06/2010 - 22h26

O documento é grande, dá trabalho pra ler, mas creio que vale muito a pena, pois é revelador. Traz uns pontos que são muito interessantes, quase proféticos. Este do Brizola:

'Leonel Brizola: “Duvido que o presidente (FHC) não soubesse. Francamente, ninguém comete um ato desses sem troco. Tem implicações.”'

Ou mesmo este do próprio Sarney:

"Uma eleição não é fraudada somente nas urnas. O processo pode começar fraudado. Nos casuísmos, na suspeita sobre a segurança eletrônica, na intervenção do aparato estatal.

Como ocorreu em Watergate, as coisas deixaram pegadas. Aqui também. Algum jornalista vai descobrir a trama e um dia um best-seller vai aparecer, vai surgir o nosso prêmio Pulitzer, contando toda a história. E aí os responsáveis não terão como recorrer a negaças.

Não é possível que este processo fique oculto para sempre. Que seja apenas “tempestade em copo d’água”.

Será assim que se pensa ser o futuro governo? Medite a nação sobre isso."

Esse Serra quebrou a cara, um monte de gente pra cima de quem ele armou estava se fazendo de bobo, de aliado sem ressentimento, só esperando a curva certa pra pegar o trouxa.

É o fim da carreira política dele, pode apostar. Ele vai sair dessa pior do que o careca número dois.

Responder

Ze biruta

06/06/2010 - 21h58

Itagibinha deu uma força ao Zé Tilápia!!!!

Responder

Marco Vitis

06/06/2010 - 20h39

O Serra não mudou. Ao contrário, aperfeiçoou-se.
Por que Mário Covas queria distância de Serra ?

Responder

    Jairo_Beraldo

    07/06/2010 - 10h50

    Por que ninguém quer ser vice do Zé?

Leider_Lincoln

06/06/2010 - 20h23

Alguém sabe de algum sítio onde há burragens de direita israelense para pentelhar? Quero ser troll!

Responder

Ubaldo

06/06/2010 - 20h14

Tudo que se fala do Sarney é para colocar de novo o nome dele na mídia e tentar abafar as críticas que merecidamente esse senhor decrépito e deletério faz jus. Não adianta. O Sarney, amigo do Lula, apóia a Dilma.

Responder

    Milton Hayek

    06/06/2010 - 22h46

    Meu araponga, o Tião,tá na tua cola Ubaldo.Tá ligado????????????

    [youtube LpNEqkINCVA http://www.youtube.com/watch?v=LpNEqkINCVA youtube]

    Leonardo Câmara

    07/06/2010 - 00h16

    há, há, há … Essa é muito boa….

    Geloca

    06/06/2010 - 23h20

    Seu comentário não tem nada a ver com o ponto em questão. O post só vem demostrar a persistência de um estilo de se fazer política, quero dizer, política, não, um estilo de se enfrentar uma oposição. Na ausência de argumentos, de jogo limpo, os estratagemas dignos dos piores conspiradores.

    Jairo_Beraldo

    07/06/2010 - 10h51

    Mas, Ubaldo, se fosse para abafar, não colocariam o nome na mídia….visse?

    Jairo_Beraldo

    07/06/2010 - 10h55

    Mas Ubaldo, se fosse para abafar, não exporiam ele na mídia, concorda?

Messias Macedo

06/06/2010 - 20h09

AINDA SOBRE A ‘VENEZUELIZAÇÃO’ DA ELEIÇÃO PRESIDENCIAL NO BRASIL – a eleição não será televisionada. Este é o mote que assusta
Por Gilson Caroni Filho
em http://www.cartamaior.com.br/templates/colunaMost
ELEMENTOS COMPROBATÓRIOS DA TESE DO PROFESSOR CARONI:
O PIG É UMA GRACINHA!

Nas últimas edições do programa PIGuista ‘Fatos e Versões’ [‘RouboNews’], a âncora – e Menina do Jô! -, Cristiana [cada vez mais] Loba [de raiva e de ódio], não se cansava em debulhar a dianteira (sic) do candidato José (S)erra – nas pesquisas do Data-da-Folha, óbvio!

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Juarez Silva

06/06/2010 - 19h56

Sugiro que alguem com habilidade sintetize este discurso e difunda na rede para mostrar que este energumeno pratica essas baixarias ha muito tempo.

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Juarez Silva

06/06/2010 - 19h53

O Ronaldo Caetano tem razão: Serra é um blefe muiiiito pior que o Janio.

Responder

Juarez Silva

06/06/2010 - 19h45

Os coronéis do nordeste, entre eles o Sarney, sempre foram acusados pelos doutores do sul de serem os responsáveis pelas mazelas do País.
Mas os coronéis de São Paulo sempre foram muito mais danosos.
Esse discurso devia ser levado ao Brasil todo para mostrar quem na verdade são os verdadeiros carrascos da Nação.

Responder

Supertramp68

06/06/2010 - 21h57

Olha que artigo bacana sobre a esquerda americana. Se transladarem para cá e fizerem alguns ajustes, tem perfeito caimento. Afinal esquerda e vampiros são iguais em qualquer lugar do mundo. http://juliosevero.blogspot.com/2010/06/esquerdis

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Albany Sampaio Jr

06/06/2010 - 21h55

Falar nisso, onde anda o Delegado Bruno?????? mudou o nome par Onésimo?

Responder

Bruno Cabral

06/06/2010 - 21h41

Não tem o áudio, não?

Responder

J. Carlos S. Pereira

06/06/2010 - 21h16

Oportuníssima a publicação deste excelente discurso de Sarney, para deixar bem claro do que é capaz a tucanalha.

A equipe de campanha da ex-Ministra Dilma precisa estar atentíssima a tudo, pois de tudo os serristas são capazes.

Responder

Artur

06/06/2010 - 21h14

Sem dúvida o Serra é o político mais nefasto, sujo, mesquinho, facista e mentiroso que aparaceu no Brasil nos últimos anos.

As táticas sujas de espionagem, intimidação, invenção de dossiês, destruição de biografias são de fazer corar Göring e Himmler. Temos que unir todas as nossas forças para evitar que tal sujeito seja eleito presidente do Brasil, pois seríamos jogados num atraso que certamente dificilmente será recuperado nos próximos 20 anos.

Vamos à luta. Não podemos permitir que este ser nefasto e tenebroso pise no Palácio do Planalto.

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    Jairo_Beraldo

    07/06/2010 - 10h56

    Já estamos engajados. Mas não podemos fraquejar!

Hélio Jacinto

06/06/2010 - 20h59

Achei o discurso de Sarney, muito longo, mas extremamente esclarecedor. Azenha 10 para você por reavivar nossa memoria.

Responder

Ramires Silva

06/06/2010 - 19h38

Pois é Azenha, os Tucanos são pais do "estado policial" e depois vem o cumpadre e ex-presidente do "partido justicialista" dizer o contrário. Esta relação incestuosa do PIG e a realidade dos fatos, a história não irá deixar passar batido.

Agora essa "turma do Serra" Itagiba e cia, não são flor que se cheire.

Responder

Supertramp68

06/06/2010 - 19h13

Salomão já disse que há tempo prá tudo. Tempo de semear e tempo de colher, |Primeiro se semeia, depois se colhe. Lula colhe hoje bons frutos que não plantou. Esperemos mais oito anos para ver os frutos que colheremos, plantados pro Lula.
Quem viver, verá…

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Messias Macedo

06/06/2010 - 19h02

[Fernando Pimentel é confiável, Antônio Palloci é um neoconservador – e a militância de esquerda não pode ceder ao braço autoritário do PT. Senão vejamos:]

##############

Sem a presença do PMDB, PT e aliados de Minas decidem lançar Pimentel ao governo do Estado
06/06/2010 – 14h38

FONTE: Rayder Bragon
Especial para o UOL Eleições
Em Minas Gerais http://eleicoes.uol.com.br/2010/ultimas-noticias/

NOTA: temos que mandar as exigências do fisiológico PMDB para a p… que o …iu!

Messias Franca de Macedo
Feira de Santana, Bahia, República de Nós Bananas

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Edv

06/06/2010 - 18h59

Pessoas que amadureceram sua juventude com instituições estrangeiras de múltiplos interesses e participaram da fundação de "centros de estudos" obscuros, devem estar amplamente familiarizadas com o trabalho nas sombras…
Boa parte destas sombras é propiciada exatamente por quem deveria prover a melhor insolação ao público e a seus interesse: a mídia oligárquica, cartelizada e monopolista, a qual nunca antes esteve tão alinhada e comprometida em impor seus interesses representados ao resultado de uma eleição. Não tem escrúpulos para qualquer tipo de manipulação, falsidade, truculência ou mesmo golpe. A democracia na nossa mídia resume-se (felizmente) à Internet e 5% do restante. O nosso "príncipe" se inspirava no autor de livro do qual se considerava "homônimo".
Seus amigos e pretenso sucessores são da mesma turma…

Responder

Diogo Costa

06/06/2010 - 18h43

José Serra é um fascista de marca maior.

Se eleito fôsse (não será), o Brasil transformar-se-ia numa Alemanha Nazista.

Esse cidadão da Móoca é pior que o Stálin, que Mussolini, Hitler, Francisco Franco ou Pinochet.

E se ele é assim, imaginem a camarilha que o circunda…

José Serra é um tirano egocêntrico e megalomaníaco, é o Nero do séc. XXI. Tranquilamente tocaria fogo no Brasil inteiro para satisfazer seus desejos e instintos sádicos.

Ciro Gomes já disse, corretamente, que o Serra seria capaz de passar com um trator por cima da própria mãe!

E tenham a certeza, Ciro Gomes está coberto de razão.

Responder

José Maia

06/06/2010 - 18h11

Será que nenhum jornal se pergunta: a troco de que esse detetive veio a público, se de fato não houve dossiê?

Responder

    Jairo_Beraldo

    07/06/2010 - 10h58

    Mas os jornais a que se refere, estão a serviço do Zé…então fazem é colocar mais lenha na fogueira contra o pt

Quintela

06/06/2010 - 17h57

O caso Lunus deve ser o maior arrependimento de Serra. Ele achava que seria mais fácil ganhar do Lula que da Roseane. Até hoje ele se arrpende da falcatrua….

Responder

    ana cruz

    06/06/2010 - 18h53

    Se não me engano, Roseana tava no encalço de serra. Lula já estava garantido no segundo turno.
    O caso Lunus apenas prova que dossiês estão no DNA dos tucanos que sempre usaram esse subterfúgio para passar por cima de opositores com um trator. Ciro sabia disso e alertou. AECIO sentiu na pele no caso PÓ PARÁ.

ana cruz

06/06/2010 - 17h57

Serra vive envolvido com dossiês. É ter um oponente que aparece um dossiê contra o indigitado. Foi com Roseana em 2002 com o caso LUNUS que utilizaram o aparato da PF. Com AECIO, no caso PÓ PARÁ e um TAPINHA NÃO DÓI NA MODELO NAMORADA, na disputa pela indicação a candidato do PSDB a presidencia. E quer se passar por vitima..O Pig quer enganar a quem?

Responder

    Ronaldo Caetano

    06/06/2010 - 18h49

    A verdade está aí para quem quiser ver…

    Sem o suporte de uma mídia viciada e maliciosa, Serra não se elege vereador de Ribeirão Pires.

    É uma farsa completa, um blefe pior do foi Jânio Quadros.

luiz facina

06/06/2010 - 17h55

sera que ele faria se voce não filha dele?
sarney é o sarney, lembre-se?

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ana cruz

06/06/2010 - 17h51

Janio de Freitas, na Folha

ATRAÇÕES

À falta de explicações objetivas pelos setores oficiais que existem para proporcioná-las, sobra a suposição de atrações magnéticas entre as candidaturas de José Serra e histórias de golpes abaixo da cintura eleitoral.

Em 2002, quando Roseana Sarney parecia um empecilho à candidatura de Serra à Presidência, houve a jamais explicada operação em que a Polícia Federal adivinhou a existência de dinheiro misterioso no escritório maranhense do marido da governadora, fez a invasão e o que chamou de flagrante. Não muito depois, a PM descobriu em São Luís um bunker de espionagem e ações obscuras. Era da Polícia Federal. (cont :http://oleododiabo.blogspot.com/)

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Fernando

06/06/2010 - 14h42

Sarney pra vice presidente.

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Jairo_Beraldo

06/06/2010 - 14h17

Temos que agradecer aos aloprados tucanos. Deram de presente ao Brasil, a eleição de Luis Inácio Lula da Silva.

Responder

Tweets that mention Memória: O discurso em que Sarney denunciou golpe pré-eleitoral de Serra | Viomundo - O que você não vê na mídia -- Topsy.com

06/06/2010 - 14h11

[…] This post was mentioned on Twitter by Gilberto Bittencourt, Homero Pavan Filho. Homero Pavan Filho said: @requiaopmdb O Sarney tinha razão http://bit.ly/ctA63I […]

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Homero Pavan Filho

06/06/2010 - 16h38

Como já ensinava Maquiavel, às vezes, os fins justificam os meios. Ainda bem que o Serra (se foi ele mesmo) fez aquilo. Fico imaginando o que seria um governo Roseana, naquela altura do campeonato.

O mais importante, porém, sempre é esquecido. Por FHC, nada demais que o DEM tivesse seu candidato à presidência da República – com seu apoio total. Era para ser o Luiz Eduardo Magalhães, filho do ACM, lembram? Um enfarto, porém, tirou-o da jogada e o levou para o céu (ou o inferno, quem sabe?). O plano B de FHC seria Roseana, e o PIG conseguiu colocá-la no topo das pesquisas eleitorais d'então.

Fico feliz em ver agora um representante do PIG citando o caso e, mesmo que em insinuação, atribua a responsabilidade ao Serra. Nesse caso específico, porém, sou forçado a dar a Serra os meus sinceros parabéns.

Responder

    Baruch

    06/06/2010 - 14h21

    Homero! Fala sério! Dar parabéns para o Serra? Só pode estar brincando né?

    ana cruz

    06/06/2010 - 18h49

    Como Deus é brasileiro afastou o nofestauro serra e pôs LULA no poder. Esperamos que Deus continue brasileiro e não nos abandone, elegendo DILMA.

    Diogo Costa

    06/06/2010 - 18h51

    Caro Homero, não confunda Roseana Sarney com José Serra.

    Roseana perto do Serra é a pessoa mais democrática que já existiu na face da Terra.

    Algumas pessoas insistem no erro primário de mirar suas baterias contra a família Sarney, esquecendo-se de que o mal do Brasil, hoje, não é a família Sarney, nem de longe…

    O câncer que precisa ser extirpado do país chama-se PSDB, José Serra, FHC e seus asseclas. Aí está o pólo reacionário, golpista, inquisitório, ditatorial e totalitário que infelicita a nação.

    Bater nos Sarney e esquecer dos tucanos é um desserviço ao Brasil.

    ana maria morau

    06/06/2010 - 21h07

    enfarto? rsss

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