VIOMUNDO

Grupo de Nicolelis desenvolve “sexto” sentido em animais

15 de fevereiro de 2013 às 10h12

Foto: Manoel Marques/Revista Brasileiros

Grupo de Nicolelis consegue proeza: desenvolve “sexto” sentido em animais

por Conceição Lemes

Nenhum mamífero, inclusive o ser humano, enxerga a luz infravermelha. O nosso olho não tem receptores para esse comprimento de ondas. Mas interagimos com ela toda vez que trocamos o canal da televisão, por exemplo. Quando o botão do controle remoto é apertado, um fecho de luz infravermelha sai daí, vai para um detector dessa luz na TV e muda o canal. Só répteis têm a capacidade de vê-la.

Pois um grupo de pesquisadores liderados pelo neurocientista e professor Miguel Nicolelis, do Laboratório de Neuroengenharia da Duke University (EUA) e do Instituto Internacional de Neurociências de Natal (Brasil), conseguiu a proeza de fazer com que ratos, portanto mamíferos, aprendessem a perceber essa fonte de luz.

A descoberta ocupa cinco páginas da edição de 12 de fevereiro da revista eletrônica Nature Communications. Neste domingo 17 de fevereiro, em Boston, Estados Unidos, Nicolelis falará sobre a pesquisa na reunião da Sociedade Americana para o Avanço da Ciência, entidade responsável pela publicação da revista Science.

“Nós implantamos uma neuroprótese com detector de luz infravermelha na área do cérebro que processa a informação tátil”, explica Nicolelis. “Esse sensor detectava a presença e intensidade de luz infravermelha no ambiente e a traduzia em sinais elétricos, que eram entregues no córtex cerebral. E o cérebro, de alguma maneira que ainda não sabemos como, fez com que o animal começasse a entender, encontrar e buscar essa fonte de luz como se ele pudesse ‘tocá-la’, ganhando um ‘sexto’ sentido.”

Pela primeira na história, a interface cérebro-máquina acrescentou um novo sentido em animais adultos. Confira.

AS PRINCIPAIS ETAPAS DO ESTUDO EXPERIMENTAL

Só que, para adquirir a habilidade demonstrada no vídeo, seis ratos passaram por um processo de aprendizagem. Simplificadamente, foi assim:

* Primeiro, os pesquisadores treinaram cada animal a se movimentar em direção a uma fonte de luz ativa, visível, onde ficava um compartimento que lhe oferecia água como recompensa.

* Depois, no cérebro de cada um, implantaram microeletrodos capazes de registrar tanto a atividade elétrica dos neurônios quanto estimular o tecido com pequenas correntes. Os implantes foram na região cortical, que processa a informação tátil gerada pelo estímulo mecânico dos bigodes faciais desses roedores.

* Um sensor de luz infravermelha, fixado ao osso frontal de cada animal, foi conectado aos microeletrodos. Programou-se o sistema de forma que um conjunto de impulsos elétricos fosse entregue ao córtex do rato toda vez que o sensor identificava uma fonte de luz infravermelha. Quanto mais o animal se aproximava dela mais aumentava a frequência dos impulsos elétricos.

*Aí, colocaram os animais na câmara de testes com três fontes de luz infravermelha que podiam ser ligadas aleatoriamente. Gradualmente as luzes visíveis foram sendo substituídas pelas infravermelhas.

* De início, quando a luz infravermelha era ligada, os animais tendiam a procurar os locais de recompensa e acariciar os próprios rostos, como se estivessem recebendo um estímulo tátil prazeroso. Isso indicou que os ratos inicialmente interpretaram os sinais elétricos como se fossem provenientes dos seus bigodes.

* Mas, ao longo de cerca de um mês, eles foram aprendendo a associar o sinal elétrico no cérebro com a fonte de luz infravermelha. Toda vez que uma fonte de infravermelho aparecia no ambiente em que estavam vivendo esse sinal era traduzido em sinal elétrico que estimulava os neurônios do córtex tátil.

* Desse ponto em diante, começaram a procurar ativamente o sinal de luz infravermelha, movimentando a cabeça para os lados, como se fosse um radar, para se orientarem na direção da fonte.

Resultado final: os ratos alcançaram uma pontuação quase perfeita no rastreamento e identificação da localização correta da fonte de luz infravermelha, usando o seu córtex da área tátil como detector de uma luz que até então fora invisível para eles. Pela primeira vez se demonstrou que uma nova fonte de informação sensorial pode ser processada por uma região cortical especializada em outro sentido, sem prejudicar a função original desta área do cérebro.

“Com esse paradigma nós comprovamos que é possível criar um ‘sexto’ sentido. Fazer com que animais percebam um estímulo que nunca experimentaram na vida e de uma forma muito peculiar”, empolga-se Nicolelis. “Conseguimos transformar um estímulo luminoso em uma forma de percepção tátil. Isso nunca tinha sido feito. Achava-se que o córtex da área tátil só servia para perceber o tato.”

“Nós criamos uma fórmula de dialogar com o cérebro que permitiu ao animal continuar processando o estímulo tátil, como sempre fez, só que agora ele ganhou um ‘sexto’ sentido”, prossegue Nicolelis. “Isso mostra que é possível aumentar a capacidade perceptual dos mamíferos, expandir os nossos sentidos. O nosso cérebro é capaz de fazer outras coisas além daquelas que a gente nasce com a capacidade de fazer.”

O “nós” a que Nicolelis se refere são ele próprio e os colegas Eric Thomson e Rafael Carra. Thomson assim como Nicolelis é também pesquisador do Instituto Internacional de Neurociência de Natal (RN). Carra é estudante da Faculdade de Medicina da USP e pesquisador visitante do Centro de Neuroengenharia da Universidade Duke. A pesquisa foi patrocinada pelo Instituto Nacional de Saúde (INH), dos Estados Unidos.

MALEABILIDADE DO CÉREBRO E APLICAÇÃO NO FUTURO

Os resultados suportam uma teoria que Nicolelis defende há anos. A de que o cérebro é maleável o suficiente para aprender e se adaptar a qualquer contexto em que ele é colocado.

“Até hoje, todos os trabalhos de interface cérebro-máquina eram no sentido de reparar uma função perdida, como a visão, a motricidade”,  diz Nicolelis. “Mas essa pesquisa nos sugere que podemos ir além. O modelo utilizado pode nos ensinar coisas muito importantes sobre o funcionamento do cérebro, inclusive como a nossa habilidade neurológica pode ser expandida no futuro.

E a aplicabilidade desse modelo em seres humanos?

No futuro, pode ter claramente papel na reabilitação médica. Pode-se tirar vantagem de tecidos que sobreviveram a lesões.

Explico. Agora é possível imaginar que uma pessoa que ficou cega ou tem uma lesão no córtex visual pode futuramente ter implantada uma prótese que devolva a visão usando outro tecido cerebral.

A expansão de habilidades sensoriais, demonstrada pelo implante da prótese que conferiu aos ratos a possibilidade inédita de perceber luz infravermelha, poderá melhorar também a velocidade e a precisão dos exoesqueletos. Ou seja, das neuropróteses motoras como as que estão sendo desenvolvidas pelo projeto Andar de Novo [www.walkagainproject.org], para restaurar a mobilidade de pacientes severamente paralisados por acidentes.

“Essa pesquisa corrobora a ideia do exoesqueleto de corpo inteiro que estamos desenvolvendo funcionar”,  diz Nicolelis, que é coordenador do projeto. “A nossa ideia é treinar o cérebro de pacientes, para incorporarem o exoesqueleto como se fosse um novo corpo deles.”

O Projeto Andar de Novo contará com um subsídio de aproximadamente R$ 34 milhões da Financiadora de Estudos e Projetos – Finep, para permitir o desenvolvimento do primeiro exoesqueleto de corpo inteiro. A primeira demonstração desta tecnologia está prevista para acontecer no jogo de abertura da Copa do Mundo de 2014.

APAGÃO CIENTÍFICO DO GRUPO NICOLELIS?!

Talvez nem todos saibam, mas Nicolelis foi o primeiro cientista no mundo a demonstrar uma interface cérebro-máquina nos anos 1990.

Foi ele também que criou o termo interface cérebro-máquina. A primeira publicação desse nome na literatura científica é de 1999, num trabalho dele.

Uma área que está crescendo tremendamente. Em 2012, pelo segundo ano consecutivo, foi eleita pela MIT Technology Review como uma das áreas de maior contribuição.

Em 2012, foi selecionada pela Science como uma das dez mais importantes. O trabalho de Nicolelis foi citado nessa lista.

A lista da Science saiu pouco depois de o Estadão dizer que o Instituto Internacional de Neurociências de Natal (IINN) sofria um “apagão científico”.

O que não é verdade. Em reportagem publicada pelo Viomundo em 18 de dezembro, nós mostramos que o seu grupo publicou 25 trabalhos em 18 meses.

E vem mais por aí.

O trabalho publicado nessa semana pela Nature Communications é o primeiro de uma série de quatro aprovados e outros engatilhados.

Nas próximas semanas sairá mais um. Será capa de uma das melhores revistas americanas. Ele mostrará claramente a qualidade do trabalho que está sendo feito no Instituto Internacional de Neurociência de Natal.

Leia também: 

Grupo de Nicolelis publica 25 trabalhos em 18 meses: ‘Apagão científico’?

 

 

55 Comentários escrever comentário »

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Nicolelis mais perto de levar garoto paraplégico a dar o chute inaugural da Copa de 2014 - Viomundo - O que você não vê na mídia

03/09/2013 - 01h11

[…] Grupo de Nicolelis desenvolve “sexto” sentido em animais Grupo de Nicolelis publica 25 trabalhos em 18 meses: ‘Apagão científico’? […]

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Nicolelis: “Nós criamos outra forma de comunicação entre cérebros” « Viomundo – O que você não vê na mídia

11/03/2013 - 19h47

[…] Grupo de Nicolelis desenvolve “sexto” sentido em animais […]

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Rômulo Gondim – “Nós criamos outra forma de comunicação entre cérebros de animais”

11/03/2013 - 17h17

[…] Grupo de Nicolelis desenvolve “sexto” sentido em animais […]

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    selma

    24/03/2013 - 22h08

    Parabéns?? Muitas pessoas não sabem o que se passa com os animais na experimentação animal. Deveriam ser mais bem informadas… ou até talvez sejam, e isso se torna ainda mais assustador no que passa na mente de animais humanos!

Andréa Ribeiro

08/03/2013 - 15h14

Por favor, não promovam mais nenhum torturador de animais nesse site. Antes de promoverem centros de tortura de animais, conheçam o que estão ajudando a promover.
http://www.anda.jor.br/07/03/2013/experimentos-crueis-com-gatos-continuam-sendo-feitos-em-universidade-dos-eua

Eu conheci Viomundo através da ótima cobertura sobre a invasão da Líbia, e tinha gostado muito. Mas se o site continuar a promover o uso dos animais nessas “pesquisas”(que se fossem nos nossos próprios corpos ganhariam outro nome) vai perder a credibilidade, não só comigo mas com muitos.

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Manifesto de sete pesquisadores contra Nicolelis « Viomundo – O que você não vê na mídia

27/02/2013 - 10h29

[…] Grupo de Nicolelis desenvolve “sexto” sentido em animais […]

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Rômulo Gondim – Tentativa de difamar Nicolelis às vésperas de sair pesquisa revolucionária

26/02/2013 - 15h08

[…] manifesto, eles insinuam que a ideia da pesquisa de Nicolelis, Eric Thomson e Rafael Carra, publicada na edição de 12 de fevereiro da revista Nature …, teria sido desenvolvida originalmente por um dos signatários, Márcio Flávio Dutra Moraes. Diz o […]

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Às vésperas de divulgação de pesquisa revolucionária do grupo de Nicolelis, tentam difamá-lo « Viomundo – O que você não vê na mídia

26/02/2013 - 12h00

[…] manifesto, eles insinuam que a ideia da pesquisa de Nicolelis, Eric Thomson e Rafael Carra, publicada na edição de 12 de fevereiro da revista Nature …, teria sido desenvolvida originalmente por um dos signatários, Márcio Flávio Dutra Moraes. Diz o […]

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José Antônio P Pereira

18/02/2013 - 09h05

O apagão é do Estadão,Veja, Isto é, Globo e de toda a Imprensa Porca do Brasil, que se recusa a publicar as coisas boas que estão acontecendo no nosso país e no mundo. Nicodelis é um cara simplesmente genial.

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Carlos Dias

17/02/2013 - 11h22

Bom, os ratos cegos agora têm uma esperança. Escutou, Marina? Escutou, Gagabeira? Escutou, Caê?

Agora, temos de pedir ao Nicolelis que tente fazer o mesmo com tucanos……

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Paulo

17/02/2013 - 11h17

A aprendizagem pode ser desenvolvida. Não é um sistema fechado. Nunca foi. Para aqueles que desenvolvem o pensamento único não é uma boa notícia. Bom artigo, Azenha,

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Julio Cesar Montenegro

17/02/2013 - 10h58

não me espantam reticências resistências da mídia COLONIZADA
a cada passo que se dá para sair da zona dos $eu$ QUINHENTÕE$
estão vendo como a CASAGRANDE ajuda a armar na varanda natura-globo-itaú
DELA a REDE da morena marina que branqueou?

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Francisco

17/02/2013 - 06h29

Aqui no Brasil ele ia ter um chefe de departamento inepto enchendo o saco dele…

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Antonio Carlos - Brasilia

16/02/2013 - 22h39

Essas críticas que Nicolelis tem recebido nos últimos anos pelos grandes jornais de SP tem nome: dor de cotovelo.

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jõao

16/02/2013 - 21h57

Blog da Helena
Atuação da Globo rebaixa e desqualifica a política –
Os Amigos do Brasil
sábado, 16 de fevereiro de 2013
A Rede da Marina Silva para amarrar você na Matrix dominadora do Itaú e da Globo

Militantes são credenciados no encontro nacional do partido de Marina.
Organização empresarial feita por bilionária do Grupo Itaú.
Negação da luta política lembra a dominação mostrada no filme Matrix.

Nada decepciona mais nesse partido da Marina Silva do que a negação da luta política dos mais fracos e da pregação ao conformismo submisso aos mais fortes.

É a “utopia sonhática” do Itaú, da Globo, do bilionário neoliberal dono da Natura. É a sustentabilidade reacionária e conservadora. Os bilionários mandam, eles são os “sábios” conselheiros, orientadores e ideólogos de um hipotético governo, cuja REDE Marina se encarregaria de manter conectados os brasileiros, obedientes à ordem dominadora moldada por eles. Todos conformados, igual aos dominados no filme Matrix. Semelhante aos primeiros 502 anos da história do Brasil.

Cito o banco Itaú, especificamente, porque uma das principais caciques do partido de Marina é Maria Alice Setúbal, herdeira e acionista do império Itaú. Segundo o “site” na internet, sua função no partido é “mobilização de recursos”.

Não deixa de ser curioso que os recursos mobilizados são laranja, a cor de fundo usada nas placas e propagandas do Banco Itaú.

Irresistível não comparar com a dominação de Matrix, quando vemos a foto de militantes enfileirados para serem credenciados em guichês com placas laranjas (foto acima), por atendentes uniformizadas de blazer preto com camisa laranja (a cor do Itaú, de novo). Parece que as atendentes estão plugando um a um à dominação da Matrix do Itaú.

Muito além da comparação com o filme, o mais grave é querer esvaziar a luta política como instrumento dos cidadãos conquistarem melhorias de vida.

O discurso de Marina é recheado de frases de efeito sempre puxando para um suposto “novo jeito de fazer política”, “acima da esquerda e direita”, “não é oposição, nem situação”, “resgatar a ética”, “não tem movimentos sociais por trás”, “não fuma, nem bebe” e blá-blá-blá para ser politicamente correto, agradar a todos e não desagradar ninguém. Luta política que é bom, e que obriga a escolher lado, nada.

É o discurso que a Globo e o Itaú gostam. É discurso da desconstrução e criminalização da luta política que bate de frente com seus interesses.

É o discurso que busca dominar a chamada nova classe média, buscando convencê-la a se desiludir com a luta política que a levou a conquistar o que tem, e votar alienada, igual vota no paredão do BBB, em quem acha mais bonzinho, mais simpático, mais bonitinho. Na luta política, do jeito que está, a Globo sabe que não vence mais, então o negócio é esvaziá-la. E que tristeza ver Marina Silva fazendo esse serviço.

A REDE Matrix da Marina está mandando às favas a luta política do enfrentamento contra a má distribuição de riquezas e injustiça social.

O Banco Itaú fica mais “sustentável” quando a clientela faz tudo pela internet e deixa de ir na agência, deixa de imprimir papel. Mas esse ganho de produtividade, esvaziando as agências, o banco não compartilha com seus trabalhadores, mandando-os para o olho da rua, mesmo com lucros estratosféricos.

A boa luta política é brigar por leis que reduzam a jornada de trabalho em vez de demitir, se a empresa teve ganho de produtividade e tem lucros suficientes para manter a mão de obra. Ou pelo menos, quem pode mais e desemprega só para lucrar mais, tem que pagar mais impostos necessários a gerar novos empregos.

De nada adianta abraçar árvores, financiar ONG’s, se a empresa joga pessoas no desemprego só para aumentar mais ainda os lucros de acionistas. Esse egoísmo é uma forma de poluir a qualidade de vida na sociedade, com o empobrecimento de pessoas, a desestruturação de lares, de famílias, que o desemprego provoca, muitas vezes. E para acabar com esse egoísmo é preciso luta política. Os partidos políticos são os instrumentos desta luta para mudar leis.

A grande luta política no Brasil ainda é o combate à desigualdade para elevar brasileiros pobres para um padrão de vida de classe média. E essa REDE Matrix de bilionários em torno da Marina tem uma agenda pragmática oposta, como, por exemplo, lutam para pagar menos impostos, mesmo com lucros exorbitantes; condenam verbas para programas sociais; pregam arrocho de salários e aposentadorias para ter mais lucros se pagarem alíquotas menores para manter a Previdência; pregam cortar direitos trabalhistas para poder demitir mais fácil e mais barato. Pregam a privatização e redução de serviços públicos, essenciais para quem não tem condições de pagar.

É luta contra tubarões, que enfrentamos e que produz baixas do nosso lado. Novidade na política é concluir o ciclo dessa luta e conscientizar aqueles que estão plugados na Matrix de dominação da Globo e do Itaú a se libertarem das amarras.

Responder

Luís

16/02/2013 - 19h09

Pois é. E com todo esse gabarito e currículos invejáveis (dignos, realmente, de um Nobel), o DOUTOR Nicolelis ainda é vilipendiado por “defensores” dos direitos dos animais, que o chama de viviseccionista.

Responder

    Frank Alarcón

    19/02/2013 - 13h35

    Sim, ele é viviseccionista. Como boa parte dos cientistas. Currículo top no Lattes não o qualifica como cidadão de moral ilibada. Ainda mais quando a consideração moral para com aqueles que não podem escolher não ser usados como objetos descartáveis (os animais não-humanos na pesquisa) é colocada em jogo. Antes de falar, visite um laboratório de neurociências ou pesquise no NCBI como são feitos experimentos nesse em outros campos. Não é nada bonito. Não é nada ético. Não é nada que possa ser considerado justo para com organismos complexos, sencientes, sociais, que tem muitos interesses e que simplesmente tem tudo isso ignorado por simplesmente não pertencerem à espécie Homo sapiens. O irônico é que um embrião humano, uma mórula, uma única célula humana, tem todos esses benefícios (liberdade, direito à não-tortura, direito à vida, a vida com os seus, etc) preservados ao passo que um cão, um coelho, um rato, um macaco, uma ave, etc, são meros objetos descartáveis facilmente substituíveis. Isso pode ser chamado de ciência, mas não pode ser chamada de consideração ética equilibrada. Se o que defende-se é o conhecimento pelo conhecimento, devemos parar agora com a hipócrita defesa do ser humano acima de todas as coisas. O que vale não é saber mais? Ética pra quê?

    Andréa Ribeiro

    03/03/2013 - 18h56

    É isso mesmo, Frank. “O homem não é um rato em miniatura”, logo os resultados da tal “ciência” que usa (tortura) animais são pífios em termos de gerar saúde efetiva a humanos. Essa “ciência” serve apenas ao lucro almejado a cada ano pela indústria.
    Pq em Cuba a Saúde está melhor? Talvez seja por que Cuba tenha ficado décadas blindada, de certa forma, aos tais remédios-novidades que são despejados todos os anos em nós, todos eles oriundos de testes em animais.
    O que temos hoje é uma população mundial muito doente, tomando remédios que apenas aplacam sintomas, uma população que envelhece dependente do consumo de drogas farmacêuticas até a morte.
    O pilar dessa indústria da doença (bilionária, diga-se) é a “experimentação animal”.
    Eu quero crer que dentro da esquerda brasileira haja vida inteligente, tem que haver.
    CIÊNCIA DE VERDADE SÓ PODE SER FEITA COM ÉTICA DE VERDADE.
    DIGAM NÃO AOS TESTES (TORTURA) EM ANIMAIS.

    Andréa Ribeiro

    03/03/2013 - 21h01

    Quando a imprensa (Rede Globo – Fantástico)CHAMA TORTURA DE DIVERTIMENTO e apóia a indústria bilionária da vivissecção de animais.

    http://vista-se.com.br/redesocial/reporter-do-fantastico-diz-que-macaquinha-torturada-em-experimento-cientifico-esta-se-divertindo/?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed%3A+vista-se+%28Vista-se%29

    Andréa Ribeiro

    03/03/2013 - 22h44

    Retificando a citação :”O rato não é um homem em miniatura”, logo os resultados da tal “ciência” que usa (tortura) animais são pífios em termos de gerar saúde efetiva a humanos.
    Qualquer pesquisa que transfira resultados de uma espécie animal a outra comete erro grosseiro.
    Mas trata-se de uma farsa tão bem montada.. e tão bem montada $$$$$…

    CIÊNCIA DE VERDADE SÓ PODE SER FEITA COM ÉTICA DE VERDADE.
    DIGA NÃO AOS TESTES(TORTURA)EM ANIMAIS.

Gerson Carneiro

16/02/2013 - 16h59

Já no campo da Política a Marina Silva desenvolve mais um partido que ela diz ser novo: “Rede da Sustentabilidade”.

Responder

Roberto Locatelli

16/02/2013 - 16h56

Que esse sucesso seja mais um passo para restaurar a visão dos que lesionaram nervo ótico, restaurar a capacidade de andar dos que lesionaram a coluna, etc.

Aqui um close up dos olhos biônicos do sr. Geordi Laforge, navegador da nave Enterprise (NCC-1701-D)

Ele era cego, e tornou-se navegador, primeiro com uso de um aparelho ainda tosco:

Depois, com íris biônicas.

A ciência brasileira, com Nicolelis, se aproxima da ficção científica.

Responder

lulipe

16/02/2013 - 14h58

É a grande e uma das poucas esperanças do Brasil ganhar seu Nobel.Muito pouco para um país do tamanho do nosso.De qualquer forma, parabéns pelo brilhante trabalho do Nicolelis.

Responder

Estevão Zanch

16/02/2013 - 11h58

Ótimo… agora os ratos não precisarão usar óculos noturnos…

Responder

    Gilson Raslan

    19/02/2013 - 09h07

    Estevão, a falta de VISÃO é sua, não dos ratos. A experiência do Prof. Nicolelis vai servir para abrir seus olhos para a realidade brasileira.

Lu Witovisk

16/02/2013 - 10h47

Deem uma olhada nisso:

http://info.abril.com.br/noticias/internet/bill-gates-quer-melhorar-educacao-publica-na-america-latina-14022013-4.shl

“melhoramento” de milho no Mexico, vacinas na Africa, “melhorar” educação publica da AL (obviamente pq aqui o povo está acordando, tantos paises com governos de esquerda, os imperialistas não poderão permitir).

Esse Bill Gates vai aprontar muito ainda.

Responder

Fernando

16/02/2013 - 09h13

Qual a opinião do Nicolelis sobre alimentos transgênicos?

Responder

abolicionista

16/02/2013 - 02h28

“Apagão científico”? Isso me lembra do caso do Boimate. Será que o PIG não sabe a hora de calar a boca?

Responder

Júlio De bem

16/02/2013 - 00h46

Todos comentaram sobre política. Mas ninguém imaginou como será daqui uns anos a vida, pra alguem que, como meu amigo Jair, que sofreu um acidente e depois de mais de 25 anos enxergando normal, se tornou quase que totalmente cego por culpa de um acidente.

Pessoas que perdem parte da visão (muitos trabalhadores passam por isso), encontram nessa “brincadeirinha” com um rato a esperança de um dia poder voltar a enxergar completamente seus filhos, netos ou seu clube do coração na TV.

Será que o som, que está no video também têm a ver com a experiencia? Será que é o som que faz o rato ficar alerta de que uma recompensa o estará esperando no local que tiver uma luz brilhando?

A outra pergunta é: Qual será a chance de acontecer num ser humano o que acontece no rato? Em porcentagem, qual a chance da reação em um rato ser a mesma em um ser humano com um organismo muito maior e mais complexo?

Sexta no globo repórter :D

Responder

Marat

16/02/2013 - 00h13

Matéria muito interessante!
E por falar em apagões, creio que os piores são os de credibilidade, ética e dignidade do PIG. Diante de tal obscurantismo, nossos piguistas não podem ver nenhum tipo de luz no fundo do poço de lama onde estão há muito, muuuuuito tempo!

Responder

alexandre de melo

15/02/2013 - 23h04

quem sabe o prefessor nicolelis consegue implantar um dispositivo na cabeça dos
mesquitas que os permita comer e respirar ao mesmo tempo.
ou uma tinta de jornal que possa desenvolver a inteligencia de quem toca-la,
assim melhoraria o intelecto do beocio que le estadao.

Responder

FrancoAtirador

15/02/2013 - 22h32

.
.
Os ratinhos do Estadão viviam em completa ausência de luz.

O cientista Nicolelis deu um choque nos roedores midiáticos.

Agora, ao menos, eles passaram a enxergar as cores primárias.

Com o choque da Lei de Meios enxergarão o espectro completo.

Responder

    Marat

    16/02/2013 - 16h34

    Perfeito, Franco… De todo modo, esses ratinhos comem ração vinda diretamente dos EEUU (made in Empire do IV Reich), porisso seus defeitos são de difícil correção! Abraços

    Jotace

    18/02/2013 - 19h30

    Uma beleza, Franco, os conceitos. Tanto como são formulados e expostos, quanto nas aspirações que manifestam. Mas, como Lei dos Meios, face ao agachamento do Executivo frente aos outros dois (?) Poderes? É o caso de nós, brasileiros, vivermos sempre nas esperanças de um novo comportamento daqueles que sempre falharam em suas promessas? Abs, Jotace

Urbano

15/02/2013 - 20h43

Bem que ele poderia providenciar um teste nos da oposição ao Brasil, pois como se vê no vídeo, a utilização em um ancestral deles funcionou.

Responder

Goliveira

15/02/2013 - 18h59

Infelizmente, enquanto o nosso país for monopolizado por uma meia dúzia de famílias mediáticas, só escutaremos opinões advindas do pensamento destes. Eu não sei ao certo como vocês se sentem ao ir a um cinema e assistir um filme nacional cuja produtora seja SEMPRE a Globo Filmes. É por demais ruim a falta de pluralidade em nossa indústria midiática. Todos perdem com isto. A internet é uma benção neste mar poluído em que tentamos boiar para sobreviver. Hoje, graças a grande diversidade de notícias e fontes, nem me dou ao luxo de assistir aos noticiários na TV. Para falar a verdade, os noticiários para mim são enfadonhos por repetir o que já sabia ao longo do dia. O Nicolelis é razão de orgulho nacional. Pensar do jeito que o Estadão quer é sucumbir ao complexo de vira-latas que tentam nos vender a anos. Uma banana para os pessimistas e sabotadores da pátria !

Responder

anac

15/02/2013 - 18h02

Nicolelis é brasileiro tudo o que o PiG odeia.

Responder

Julio Silveira

15/02/2013 - 17h01

E teve gente aqui dentro, mediocres sem noção de sê-lo, que tentaram desmerecer esse brasileiro apenas pela sua afinidade ideologica.
No Brasil a mediocridade vive e prospera no marqueting da midia corporativa, sensacionalista e sem noção.

Responder

ricardo silveira

15/02/2013 - 15h36

No Estadão, como no resto do PIG, diz-se qualquer coisa e quase nada se aproveita.

Responder

Willian

15/02/2013 - 15h07

“Pois um grupo de pesquisadores liderados pelo neurocientista e professor Miguel Nicolelis, do Laboratório de Neuroengenharia da Duke University, nos EUA…”

Ficou ambíguo a informação acima. Do jeito que está, fica parecendo que quem fez a descoberta foi o Laboratório da Duke University, e não o IINN.

Responder

    Conceição Lemes

    15/02/2013 - 15h32

    Obrigada, Willian. Vc tem razão. Vou corrigir. abs

    qwerty

    16/02/2013 - 12h34

    Não se dê o trabalho, Conceição. Esse trabalho (genial, é verdade) foi feito na Duke (tá lá na metodologia do artigo para quem sabe ler inglês, coisa que muito bolsista do Ciências sem Fronteiras tá com problema). O IINN continua apagado. E a comissão do futuro, aquela que você participa, a quantas anda, hein?

Jotage

15/02/2013 - 15h04

Esta pesquisa já é velha, pois acredito que a FSP já implantou neuropróteses nos seus jornalistas, e estes têem um orgasmo para cada sorrisinho do chefe, portanto escrevem tudo o que o chefinho quer ver publicado.

Responder

    Jotage

    15/02/2013 - 15h06

    “…. zinho”. Desculpem.

    andre i souza

    15/02/2013 - 17h30

    Boa!

augusto2

15/02/2013 - 14h59

seu Nicoléli é cabra macho.
E arrétado.

Responder

Hans Bintje

15/02/2013 - 14h50

Conceição Lemes:

Será que é MALEABILIDADE mesmo?

Ou será que a genialidade do Nicolelis está em acessar os – digamos assim – circuitos de retundância do cérebro, os back-ups que o órgão possui para casos de falhas?

Sim, porque é difícil supor que uma informação ou uma atividade seja comandada por apenas um neurônio ou por um restrito número deles, sem que existam outros capazes de assumir essas funções.

Existe capacidade de reserva, e ela vai ser mobilizada para exercer novas funções.

A identificação do infravermelho amplia a capacidade de visão, mas o processamento desses novos dados – acredito eu – vai se dar na região do cérebro que já lida com esse sentido.

Enfim, imagino que não exista a maleabilidade nesse caso, mas uma utilização da capacidade de reserva em partes do cérebro que já lidam com esse tipo de estímulo.

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    Conceição Lemes

    15/02/2013 - 15h34

    Hans, vou pedir pro professor Nicolelis te responder diretamente. Abração e obrigada.

Fernando

15/02/2013 - 13h33

O Jornal Estado de São Paulo e seus assemelhados é que sofrem, fazem 10 anos, de APAGÃO JORNALISTICO.

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Valcir Barsanulfo

15/02/2013 - 12h54

Esse Estadão(sempre atrasado) só come barriga.
Imprensa mal intencionada é só desinformação.

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francisco pereira neto

15/02/2013 - 12h33

O Estadão confunde apagão jornalístico, que ele pratica, com o apagão científico do instituto do brasileiríssimo Nicolelis.
Estadão, VAI PRO RAIO QUE O PARTA!

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PedroCosta

15/02/2013 - 12h17

Em 2012 o professor Nicolelis transferiu seu título eleitoral para São Paulo e declarou voto em Fernando Haddad, será por isso que o Estadão tentou “apagá-lo”?

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RicardãoCarioca

15/02/2013 - 12h13

“Apagão científico” porque o PiG não pesquisa, logo não acha, logo conclui isso.

Quem lê sites como o Inovação Tecnológica, FAPESP, FAPERJ, dentre outros, sabe que a produção brasileira não é ampla, mas robusta e competente no que faz.

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Damastor Dagobé

15/02/2013 - 11h40

quem sabe agora não conseguem desenvolver uns dois ou tres sentidos na turma de dois pés…

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