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A revolução no Egito está sendo televisionada

28 de janeiro de 2011 às 14h38

Para quem quiser ver, é seguir a Al Jazeera em inglês, aqui.

*****

Enquanto os aliados observam…

Egito: o dia do acerto de contas

28/1/2011, Robert Fisk: The Independent, UK

Dia de orações ou dia de ira? Todo o Egito está à espera do sabbath muçulmano hoje – para nem falar dos assustados aliados do Egito –, enquanto o envelhecido presidente do país agarra-se ao poder depois de noites de violência que já fazem os EUA duvidarem da estabilidade do regime de Mubarak.

Até agora, há cinco mortos e mais de 1.000 presos, a polícia bateu em mulheres e, pela primeira vez uma das sedes do Partido Nacional Democrático reinante foi incendiada. Aqui, os boatos são perigosos como granadas de gás lacrimogêneo. Um diário do Cairo publicou que um dos principais conselheiros do presidente Hosni Mubarak fugiu para Londres com 97 malas de dinheiro; outros falam de um presidente enfurecido, que grita com os comandantes da polícia, exigindo mais força na repressão das manifestações.

Mohamed ElBaradei, líder da oposição, Prêmio Nobel e ex-funcionário da ONU retornou ao Egito ontem à noite, mas ninguém acredita – exceto talvez os norte-americanos – que venha a converter-se em ímã que dê foco aos movimentos de protesto que se alastram por todo o país.

Já aparecem sinais de que muitos, cansados do governo corrupto e antidemocrático de Mubarak, tentam persuadir os policiais que patrulham as ruas do Cairo a unir-se a eles. “Irmãos! Irmãos! Quanto eles pagam a vocês?” um grupo de manifestantes pôs-se a gritar para os policiais no Cairo. Mas ninguém negocia coisa alguma – não há o que negociar, exceto a partida de Mubarak, e o governo egípcio nada diz e nada faz, mais ou menos exatamente como nos últimos trinta anos.

Há quem fale de revolução, mas não há ninguém para ocupar os lugares dos homens de Mubarak – jamais houve sequer um vice-presidente – e um jornalista egípcio disse-me ontem que conversou com amigos de Mubarak, preocupados com ele, presidente, isolado, solitário. Mubarak está com 82 anos e deu sinais de que se candidatará novamente à presidência – o que é ultraje para milhões de egípcios.

A dura verdade, porém, é que, exceto pela força policial brutal e um exército escandalosamente dócil – o qual, aliás, não apoia a indicação de Gamal, filho de Mubarak – o governo está impotente. Essa é revolução pelo Twitter e revolução pelo Facebook, e a tecnologia, já há muito, derrubou as regras da censura.

Os homens de Mubarak parecem ter perdido toda a noção de iniciativa. Os jornais do partido governista vêm carregados de falsas ilusões autoimpingidas, empurrando as vastas manifestações de rua para os rodapés, como se bastasse a diagramação para esvaziar as ruas – e como se, de tanto esconder os fatos, conseguissem convencer-se de que as manifestações não existiram.

Mas ninguém precisa dos jornais, para ver o que não deu certo. A sujeira das ruas e das favelas, os esgotos a céu aberto e a corrupção de todos os funcionários do estado, as prisões sobrecarregadas, as eleições risíveis, o vasto, esclerosado edifício do poder, tudo isso, afinal, arrastou ou egípcios para as ruas das cidades.

Amr Moussa, presidente da Liga Árabe, observou ponto interessante, na recente reunião de cúpula dos líderes árabes no resort de Sharm el-Sheikh, no Egito. “A Tunísia não está longe de nós”, disse ele. “Os árabes estão quebrados”. Mas… será que estão? Um meu velho amigo contou-me história assustadora sobre um egípcio pobre, que lhe disse que não tinha interesse algum em arrancar os líderes corruptos das fortalezas superprotegidas onde vivem no deserto. “Hoje, pelo menos, sabemos onde eles moram” – disse o homem. O Egito tem hoje mais de 80 milhões de habitantes, 30% dos quais com menos de 20 anos. E perderam o medo.

Nas manifestações, observa-se uma espécie de nacionalismo egípcio – mais do que algum islamismo. 25 de janeiro é Dia Nacional da Polícia – dia em que se homenageia a força policial que morreu em combate contra o exército britânico em Ishmaelia – e o governo não poupou discursos, para dizer à multidão que estariam traindo os próprios mártires. A multidão gritou “Não. Os policiais que morreram em Ishmaelia eram valentes, nada a ver com os policiais de hoje.”

Mas o governo não é completamente cego. Há uma espécie de inteligência na gradual liberação da imprensa e das televisões, nessa pseudodemocracia em cacos. Os egípcios ganharam uma lufada de ar fresco, o suficiente para respirarem, para que se acalmem e calem-se, e voltem à docilidade de sempre, nessa terra de pastores. Pastores e agricultores não fazem revoluções, mas quando são amontoados aos milhões nas grandes cidades, nas favelas, nas casas e nas universidades em ruínas, que lhes dão diplomas, mas não dão trabalho, alguma coisa pode ter acontecido.

“Os tunisianos ensinaram aos egípcios o que é poder orgulhar-se do que se faz” – disse-me ontem outro jornalista egípcio. “São inspiração para nós, mas o regime egípcio é mais esperto que o de Ben Ali na Tunísia. Lá foi preservada uma semente de oposição, ao não meterem na cadeia a Fraternidade Muçulmana, mas, ao mesmo tempo, dizerem aos EUA que o grande inimigo seria o Islã, e que Mubarak ali estava para proteger os EUA do “terror” – mensagem que os EUA sempre gostam de ouvir já há dez anos”.

Há vários indícios de que o poder no Cairo percebeu que algo estaria para acontecer. Ouvi de vários egípcios que dia 24 de janeiro já havia soldados arrancando cartazes de Gamal Mubarak dos muros das favelas – para evitar mais provocações. Mas o alto número de prisões, a violência policial – que espancou homens e mulheres pelas ruas – e o virtual colapso da Bolsa de Valores no Cairo mais sugerem pânico, que astúcia política.

Um dos problemas foi criado pelo próprio regime; foram sistematicamente afastados do poder todos que tivessem algum carisma, mandados para o interior, castrando politicamente qualquer possível oposição verdadeira, muitos, diretamente para a prisão. Hoje, EUA e União Europeia dizem ao regime que ouçam o povo – mas que povo? Onde estão as vozes de liderança?

O levante no Egito não é – embora possa vir a converter-se em – levante islâmico, mas, além do grito em massa de milhões de egípcios que despertam de décadas de humilhação e fracassos, só se ouve nas manifestações o discurso de rotina da Fraternidade Muçulmana.

Quanto aos EUA, a única coisa que parecem capazes de oferecer a Mubarak é uma sugestão de reformas – conversa que os egípcios ouvem há muito tempo. Não é a primeira vez que a violência toma conta das ruas do Cairo, é claro. Em 1977, ouve manifestações imensas de gente que pedia comida – eu estava no Cairo, e vi multidões famintas, de mortos de fome –, mas o governo de Sadat conseguiu controlar a revolta mediante preços mais baixos e muitas prisões e tortura. Também houve motins nas forças policiais – um deles reprimido a ferro e fogo pelo próprio Mubarak. Mas, agora, está acontecendo algo de diferente.

Interessante de observar, não há nenhuma animosidade contra estrangeiros. Várias vezes aconteceu de a multidão proteger jornalistas e – apesar do vergonhoso apoio que os EUA garantem aos ditadores no Oriente Médio – nenhuma bandeira dos EUA foi queimada. Já se vê que há aí alguma novidade. Talvez a multidão que amadurece – e descobre que vive sob um governo que é, ao mesmo tempo, senil e imaturo.

Ontem à noite as autoridades egípcias cortaram todos os serviços de internet e de transmissão de texto por celulares, na tentativa de impedir que os manifestantes se organizassem através de redes sociais. A medida foi tomada no mesmo momento em que uma unidade policial de elite, de forças antiterrorismo, recebeu ordem para tomar posição em pontos estratégicos em toda a capital, preparando-se para o que se estima que sejam as maiores manifestações até agora, previstas para hoje.

Dentre os pontos estratégicos selecionados pelas forças antiterrorismo está a Praça Tahrir, cenário das maiores manifestações até agora. Facebook, Twitter, YouTube e outros sites de contato social tiveram papel vital nos protestos no Egito, exatamente como na Tunísia, para manter os manifestantes em contato e planejar a movimentação dos grupos.

 

90 Comentários escrever comentário »

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@orivaldog

30/01/2011 - 12h39

A grande preocupação é que provavelmente após essas justas revoltas populares os novos governos sejam de caráter teológico e não secular. O que na minha modesta opinião também configura um retrocesso democrático. Mas, como estamos aqui, vamos aguardar para ver.____

Responder

Pedro

30/01/2011 - 13h16

Entre as primeiras medidas do ditador Mubarak: impedir o funcionamento da INTERNET. Muito provavelmente não houve, nem haverá, por parte da ditadura egípcia, qualquer medida que O Globo, O Estadão, A Folha, a Veja, e outros, chamam de agressão à liberdade de imprensa, ou seja, lá, na terra dos ditadores apoiados pelo Departamento de Estado, não haverá qualquer medida coercitiva contra O Globo, A Folha, O Estadão, a Veja de lá. Mas a panela em que todos eles estão está em ebulição e o cozinheiro-mor, o Pentágono, está passando de chef a garçom.
Muita gente que ainda pensa que a grande imprensa pode se regenerar deveria pensar, talvez, que o mundo mudou, está mudando, e que, apesar do Globo, do Estadão, da Folha e da Veja, já está mostrando que outros meios de comunicação, além da Internet, é que têm futuro.

Responder

Roberto Massei

30/01/2011 - 12h42

É um movimento de caráter popular e contra um governo ditatorial. No entanto, nós não sabemos exatamente o que está por trás das manifestações. Há uma crise política e econômica. Na verdade, o mundo todo está virando de ponta cabeça, parafraseando o título do livro de Chritopher Hill.

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Adilson

30/01/2011 - 12h03

Azenha e amigos,

O Globo de hoje chama a poulação egícicia de anarquistas, saqueadores etc. É essa a conotação que esse jornal doente dá a revolução.

Responder

    Francisco Gomes

    30/01/2011 - 12h53

    A direita brasileira mostra totalmente a sua cara. Movimentos populares contra regimes ditatoriais só tem vez se for no Irã. Se for em país aliado dos EUA, são apenas ladrões e anarquistas.

A temida voz dos árabes | joaquim vai ao centro

30/01/2011 - 11h55

[…] Revolução no Egito […]

Responder

Digger

29/01/2011 - 22h10

É incompreensível que uma civilização constituída há milênios como a egípcia, ainda não evoluiu no processo político democrático. É uma tirania sem dó nem piedade, de fazer inveja aos faraós. Deve ser praga de Tutancâmon e tantos outros faraós.

Responder

ZePovinho

29/01/2011 - 20h54

VIDEO: Brzezinski’s Feared “Global Awakening” Has Arrived
Monumental worldwide rallying cry for freedom threatens to derail new world order agenda

………During a Council on Foreign Relations speech in Montreal last year, co-founder with David Rockefeller of the Trilateral Commission and regular Bilderberg attendee Zbigniew Brzezinski warned of a “global political awakening,” mainly comprising of younger people in developing states, that threatened to topple the existing international order.

[youtube oDBlABD01U0 http://www.youtube.com/watch?v=oDBlABD01U0 youtube]

Responder

Paulo Marcel

29/01/2011 - 20h45

Pela primeira vez existe os dois lados da história (ou talvez três).
Existe uma população insatisfeita há 30 anos, que a mídia conservadora americana não mostra, existe uma ditadura "do bem" (como é chamado) que esta mesma mídia não mostra e existe o terror imposto pela população sobre a própria população (o homem é vítima do próprio homem).
Estão ocorrendo furtos, roubos, saques e o Museu do Cairo foi depredado. Peças de milhares de anos foram destruídas. Mas a verdade é assim mesmo, els só presta quando é completa.
Vejam as fotos dos danos ao Museu.
Temos que ter cuidado para não sair de uma ditadura e entrar em outra.
http://todeolhomalandragem.blogspot.com

Responder

    Francisco Gomes

    30/01/2011 - 12h51

    Pode ter certeza que os saques, incluindo do Muse do Cairo, são obra de gangues organizadas e pagas pelo partido do governo, pelo partido de Mubarak. Essa é uma velha tática sempre utilizada pelos governos em momentos assim: contratam vagabundos e gangsters para saquear e implantar o terror, com o objetivo de atribuir tais atos ao movimento revolucionário.

Osmar

29/01/2011 - 20h41

Caros, vale uma mirada: Entrevista con Hossam el-Hamalawy, periodista y bloguero egipcio
Mark LeVine / Al-Jazeera

Traducido del inglés para Rebelión por Germán Leyens y revisado por Caty R.
MUNDO ARABE.ORG 29/01/2011

Hossam el-Hamalawy es un periodista y bloguero del sitio 3arabawy. Mark LeVine, profesor de la Universidad de California Irvine, logró contactar con Hossam a través de Skype para conseguir un informe de primera mano sobre los eventos que se desarrollan en Egipto.

Mark LeVine es profesor de historia en la Universidad de California Irvine e investigador visitante senior en el Centro de Estudios de Medio Oriente en la Universidad Lund en Suecia. Sus libros más recientes son Heavy Metal Islam (Random House) e Impossible Peace: Israel/Palestine Since 1989 (Zed Books).
Fuente: http://english.aljazeera.net/indepth/features/201

Disponivel aqui: http://www.mundoarabe.org/entrevista_egipto.htm

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Rui

29/01/2011 - 19h40

Só acho uma pena é que o povo tenha acordado, mas corra o risco de entrar em coma. Explico. Claro que é bom ver um povo reagindo contra a tirania , corrupção e tal, mas penso que depois cairam nos braços do fundamentalismo religioso. Não logo, mas não demorará.
Essa nem Ossíris resolve.

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ZePovinho

29/01/2011 - 19h15

http://resistir.info/chossudovsky/egipto_29jan11….

……………………….No Egipto, em 1991 foi imposto um devastador programa do FMI na altura da Guerra do Golfo. Ele foi negociado em troca da anulação da multimilionária dívida militar do Egipto para com os EUA bem como da sua participação na guerra. A resultante desregulamentação dos preços dos alimentos, a privatização geral e medidas de austeridade maciças levaram ao empobrecimento da população egípcia e à desestabilização da sua economia. O Egipto era louvado como uma "aluno modelo" do FMI.

O papel do governo de Ben Ali na Tunísia foi impor os remédios económicos mortais do FMI, os quais num período de mais de vinte anos serviram para desestabilizar a economia nacional e empobrecer a população tunisina. Ao longo dos últimos 23 anos, a política económica e social na Tunísia foi ditada pelo Consenso de Washington.

Responder

Carlinhos

29/01/2011 - 19h03

Belíssimo vídeo da revolução egípcia:

[youtube ZTHyHpURRiQ http://www.youtube.com/watch?v=ZTHyHpURRiQ youtube]

Responder

    Eduardo Alencar

    30/01/2011 - 13h38

    Muito bom, principalmente a parte onde o rapaz fala que não importa a sua religião, o que interessa é você lutar pelos seus direitos.

monge scéptico

29/01/2011 - 18h21

depois de trinta anos sendo capacho inánque no oriente médio, este senhor ainda quer
continuar no poder? Inda que fizesse governo totalmente pró povo, trinta anos émuito.
O EGITO cresceu socialmente neste tempo? Não acho.

Responder

Marco

29/01/2011 - 18h19

30 ANOS DE MUBARAK NO EGITO E O POVO ACORDOU…
30 ANOS DE TUCANOS EM SP E O POVO PAULISTA ZZZZZZZZZZZZZZ…..

Responder

Polengo

29/01/2011 - 16h35

Bem, estou meio por fora de tudo, é difícil saber o que realmente acontece… mas só de ver o povão indo pra rua desafiar o poder do cara, já dou razão ao povão.

Se todo povão se mobilizasse sempre, (e não precisava ser agressivo), as coisas poderiam melhorar mais depressa.

O problema é que aqui tem a PM do serra/alckmin.

Responder

Luci

29/01/2011 - 14h47

Estamos vivendo um período de contestação às democracias que desrespeitam seus povos. Democracias que não respeitam a soberania popular, oprimem o povo com repressões ditatoriais, oprimem a juventude estão fadadas ao declínio. Os jovens querem diálogo com governantes. A face dos revoltosos do Egito são na maioria jovens que não conhecem liberdade, justiça e igualdade e decidiram manifestar-se pelo direito legítimo de serem ouvidos e de terem direitos e garantias fundamentais respeitados para sobreviver em paz. Jovens que querem o fim da miséria, querem emprego, direito a viver com dignidade.Um país democrático é justo quando o desenvolvimento economico, politico, social cultural tem a participação de todos.Estes jovens que estão nas ruas querem sentir-se parte de seu país, querem ser livres e felizes.

Responder

Manoel Teixeira

29/01/2011 - 14h00

Os EUA apoiam sem a menor cerimônia qualquer ditadura do mundo. Tudo é questão de $, sim. A maioria dos países árabes são ditaduras ferozes e contam com apoio garantido dos EUA. O Irã, por outro lado, tem eleições constantes desde que o Xá, que chegou ao poder em 1954 após um golpe de estado financiado pela CIA, sempre elege seu presidente. A China, por exemplo, maior ditadura comunista do mundo, é a linha de produção do mundo, e ninguém reclama por democracia lá. Reclamam de Cuba, com razão diga-se de passagem. Mas não podemos focar em alguns e esquecer outros. A China, maior ditadura do planeta, tem mais de 1 bilhão de pessoas vivendo sem liberadade. O Egito tem mais de 60 milhões. Realmente, os EUA se movem pelo $, não pela ideologia.

A Irmandade Muçulmana é, de longe, o grupo político mais bem organizado do Egito, e que deve assumir o poder.

Como aconteceu com o Hamas, no lado palestino, ocorrerá uma cruzada dos países ocidentais, Israel e Arábia Saudita, contra a tomada de poder pela Irmandade Muçulmana. A situação está só no começo. Muito sangue será derramado.

Uma coisa, porém, é clara, o mundo árabe terá outra face em 2011.

Responder

    Eduardo Alencar

    29/01/2011 - 15h36

    Fé em Alah que a Irmandade Muçulmana não conseguirá tomar o poder, e sim os setores progressistas e democráticos da sociedade egípicia. A Irmandade Muçulmana terá o direito de se organizar como um partido político legalizado, afinal o Egito será uma democracia, mas, se Alah quiser, jamais passarão dos 20% de representatividade no parlamento, e serão sempre minoria, assim como os fundamentalistas são minoria nos parlamentos de muitas democracias islâmicas pelo mundo.

    Roberto Locatelli

    29/01/2011 - 15h46

    Alias, o governo chinês está censurando o twitter, no que se refere à Revolução Egípcia. Estão com medo que o levante se espalhe por lá também…

Fernando

29/01/2011 - 13h38

Tomara que essa moda não pegue em Cuba.

Prefiro mil vezes uma ´´ditadura“ comunista que um sistema eleitoral de direita.

Responder

    Manoel Teixeira

    29/01/2011 - 14h26

    Infantilidade. Estranho o fato de após 50 anos de revolução comunista em Cuba, o povo cubano ser incapaz de gerar outro comante e o poder ser herdado pelo criador do regime.
    50 anos é tempo demais para se gerar novas lideranças. Se em 50 anos o regime não se mostrou capaz de sobreviver a eleições diretas com multiplos partidos, creio que o que ficou foi uma simples ditadura da família Castro. Uma pena! Mais um 'sonho' enterrado.

Roberto Locatelli

29/01/2011 - 11h38

Não lembro se já postei esse vídeo aqui, mas essa cena de filme tem a ver com o momento:

[youtube WD3ocFjZOIo&feature=player_embedded http://www.youtube.com/watch?v=WD3ocFjZOIo&feature=player_embedded youtube]

Responder

Regina Braga

29/01/2011 - 11h32

O EUA financiou as ONGs pró democracia…Quem está com o pé na lama é Israel.Só queria saber ,porque o Eua voltou-se contra o seu principal parceiro? Vamos continuar com o efeito cascata,,,Síria.Líbia…

Responder

    Eduardo Almeida

    29/01/2011 - 15h33

    Mentira. Os EUA não financiaram a revolução no Egito. A democracia vai triunfar no Egito contra a vontade dos EUA. E a democracia é uma coisa boa, mesmo que você não ache isso.

Roberto Locatelli

29/01/2011 - 11h31

A CUT, ou mesmo a Blogosfera, poderia marcar uma manifestação em apoio ao Egito aqui no Brasil.

Responder

    Apoiado

    29/01/2011 - 18h11

    Sem dúvida.

IV Avatar

29/01/2011 - 10h45

Mais uma ditadura que estava sob o tape do PIG, se a ditadura é da elite, pode

Responder

RK!

29/01/2011 - 10h37

Mubarak envergonha Sadat. Pra quem nao recorda a Tunisia no passado enfretou Roma, biologia nao e deletavel.

Responder

    Eduardo Alencar

    29/01/2011 - 13h04

    "Delenda est Cartago" diriam os senadores em Washington D.C.

Fernando

29/01/2011 - 10h23

Os revolucionários são de esquerda ou apenas querem votar pra presidente?

Responder

    Eduardo Alencar

    29/01/2011 - 13h05

    As duas coisas. Querem votar, para poder eleger alguém que seja uma mistura de Nasser com Lula.

carmen silvia

29/01/2011 - 02h33

Os grandes impérios sempre caíram por excesso de prepotência.Esse início de séc.XXI definitivamente não está sendo bom para o grande império, nem em seus piores pesadelos poderiam imaginar esse novo arranjo global.O início da década passada começa com as torres gêmeas e o início dessa nova década começa com os protestos no Egito,Tunísia e Iêmem.Será que já não está na hora desse povo perceber que alguma coisa não está indo bem pra eles.Errar é humano,repetir o erro é burrice que combinada com prepotência com certeza da merda.

Responder

Rafael Andrade

29/01/2011 - 02h26

Essa é a hora em que a hipocrisia cai sobre a mesa, esparramada.

Responder

Andre

29/01/2011 - 01h49

E quem está querendo tirar Mubarak do poder? É alguma coisa melhor que ele?

Eu vejo esses comentários aqui e sei que há alguns fãs de Sadam Hussein.

Contradição?

Responder

    Marcos Doniseti

    29/01/2011 - 12h17

    Vocês, direitistas, adoram uma Ditadura, não é mesmo? Hitler, Mussolini, Pinochet, Somoza, Médici, Ben Ali e, agora, Mubarak não me deixam mentir.

    Ah, Saddam Hussein foi colocado no poder com a ajuda dos EUA e até invadir o Kuait ele era um dos maiores aliados do Ocidente (EUA e cia) em todo o mundo árabe. Já esqueceu disso, é? Era memória seletiva…

    Andre

    29/01/2011 - 13h51

    E voces esquerdistas adoram um Pol Pot, Stalin, Fidel, Kim Jong-Il, Sadan Hussein, Hugo Chavez, Omar al Bashir, Robert Mugabe etc, né?

    abrantes

    29/01/2011 - 16h04

    André qualquer ditadura seja de esquerda ou de direita é uma imbecilidade. A unica diferença entre elas é que o PIG condena sòmente as de esquerda em todas as reportagens.

    Marcos Doniseti

    29/01/2011 - 18h19

    Pol Pot foi derrubado pelos vietnamitas (governo comunista, não se esqueça disso) e, depois, passou a receber apoio financeiro e militar… dos EUA. Já se esqueceu disso? Logo, coloca ele na conta da Direita, ok?

    Saddam Hussein subiu ao poder com o apoio dos EUA e recebeu substancial ajuda econômica e militar do Ocidente na guerra contra o Irã. Já se esqueceu disso também, é?

    Stalin foi um ditador brutal, e um típico oportunista, mas aniquilou com a Besta Maligna do Nazismo.

    Kim-Jong é tão esquerdista quanto Médici. É apenas mais um ditador. Está pouco se lixando para a ideologia. Nunca simpatizei com ele.

    Chávez foi eleito e reeleito presidente da Venezuela de maneira democrática. Quem tentou derrubá-lo através de um Golpe de Estado e implantar uma Ditadura no país foi a Direita venezuelana e com apoio dos EUA.

    Bashir? Não faço idéia de quem seja. Logo, não tenho como simpatizar com ele.

    Mugabe nunca foi de Esquerda. É apenas o típico ditador africano, brutal e corrupto.

    Xeque-Mate!

    dukrai

    30/01/2011 - 13h07

    toma, desavisado!

    edv

    29/01/2011 - 19h12

    Sadam, não sei, mas…
    Há até alguns fãs dos EEUU em detrimento do Brasil…
    Alguma contradição?

SILOÉ

29/01/2011 - 01h05

A revolta do povo Árabe contra à todos os ditadores, é um efeito dominó, vai cair um por um, graças a essa juventude internauta, que descobriu à tempo o poder de mobilização que tem nas mãos. Todos sem exceção serão depostos. Viva a democracia e viva a internet.

Responder

Renan

29/01/2011 - 00h15

e os EUA malditos comem agora a sopa de cogumelo venenoso da propria aberração que criaram.
A Internet…
que lhes dá a capacidade de pensar e discutir unidamente, como um país, em tempo real, sendo rapidos…
mortíferos…
e não é só no egito que isso acontece.
ja acontece no mundo todo, algumas de forma violenta, outras de forma silenciosa.
será o inicio do comunismo utópico???
eis a questão que paira no ar

Responder

Marat

28/01/2011 - 23h14

Comentário curto, se me permitem: O título da postagem foi inefavelmente maravilhoso!!!

Responder

Marat

28/01/2011 - 22h56

Será esse o princípio do pan-arabismo que Gamal Abdel Nasser tanto sonhou? Espero que novos horizontes se abram a esse simpático, inteligente e injustiçado povo!!!

Responder

    Elton

    29/01/2011 - 11h26

    É muito semelhante ao que Nasser desejava, mas na época (1955-1970) não se conseguiu compatibilizar os interesses dos diferentes países, até mesmo porque alguns governantes cederam às pressões dos EUA e Europa ocidental, SEMPRE em favor de Israel. A História está mudando, pra melhor!!!

    Eduardo Alencar

    29/01/2011 - 12h43

    Que o Nasserismo pan-árabe possa ser a força dominante no Egito pós-Mubarak, e não o fundamentalismo islâmico! Que o Egito seja a nova Turquia, com Estado laico, democracia e eleições livres. E que o Nasserismo de esquerda ganhe as eleições e acabe com o neoliberalismo no Egito!

Menezesmaia

28/01/2011 - 22h18

Isso dá um certo orgulho. É história.

<img src="http://english.aljazeera.net/mritems/Images/2011/1/28/2011128163927181112_20.jpg"&gt;

Responder

Carlos Rico

28/01/2011 - 22h03

Orgasmíco é ver o Tio Rei naufragando com sua meia dúzia de gatos-pingados-comentadores.

Responder

Ila

28/01/2011 - 21h56

para quem quiser mandar seu apoio ao povo do egito atraves da avaaz:
http://www.avaaz.org/en/middle_east_people_power/

Responder

Jota Ricardo

28/01/2011 - 21h53

Bastante curioso foi o Jornal Nacional de hoje. A Fátima Bernardes gaguejava, estava perdidinha,diziam que era uma ditadura de 30 anos, mas chamavam Mubarak de presidente, não de ditador( claro!).O correspondente Ari Peixoto disse que a sexta-feira é como ''nosso'' sábado,depois percebeu a gafe e consertou; quer dizer,o Ari , que começou cobrindo assalto em madureira,na RádioTupi do Rio,agora pensa que é judeu americano(sem preconceito,bem entendido). isso mostra que muitos jornalistas da grande(?) mídia se auto-lobotomizam pra não ficarem vermelhos no vídeo.

Responder

    Marat

    28/01/2011 - 23h46

    Jota, "[…] agora pensa que é judeu americano […]" dispensa comentários: G-E-N-I-A-L. Você retratou o espírito pigueano-colonizado de muitos "jornalistas" brasileiros!!! VALEU!!!

Eduardo Lima

28/01/2011 - 21h35

Acho que é cedo ainda para saber se a revolução dará certo, mas é muito bom ver outro regime biônico americano em risco de queda.

Azenha, leia a segunda parte da minha resenha do livro O Sequestro da História – Livro que critica Gabeira e o filme O que é isso companheiro?.
http://www.comunistas.spruz.com/pt/Resenha-do-Liv

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Roberto Locatelli

28/01/2011 - 21h22

Acho que Israel e EUA estão com um "probleminha".

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    Wagner Souza

    28/01/2011 - 23h47

    Roberto Roberto: quando li seu comentario ai e que uma reviravolta se deu em minha cabeca! Tenho exatamente esta visao, e para completar eu diria que Israel mais ainda, de um lado o Libano com seu resbolah e do outro a chance de eliminacao da fronteira entre a Palestina (porque nao chamar assim?) e Egito o estado de Israel esta com um grande pepino nas maos…e como diziamos, um verdadeiro bumerangue na orelha grande! Quanto aos Zionistas americanos, judeus e cristaos???? seu tempo esta chegando!

    Elton

    29/01/2011 - 11h27

    EXATO! Um "problemão"…………..vamos assistir de camarote o jogo virar!!!

Carlos Rico

28/01/2011 - 21h03

Há alguns dias,quando início dos protestos – que,parece-nos,culminará na Revolução Popular – a Globo,específicamente seu telejornal com mais telespectadores,tratavam o ditador Mubarak de presidente,como se este fosse a vítima da insanidade do Povo.

Hoje,sexta-feira,o Jornal Nacional já tratou de explicar o que acontece de fato no Egito,e que Mubarak é um ditador-fantoche de Washington,hoje,queridinho da bruxa da Hilary Clinton.

Mas,trocando de prisma,posso dizer que estou muito feliz.Viva a Internet.Viva o Povo.Só o Povo pode mudar as coisas.Essa força deve ser melhor explorada,sobretudo para por fim às desigualdades,à miséria,tomar posse do Estado,quando impossível dissolvê-lo

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Eduardo Alencar

28/01/2011 - 20h53

Espero que essas revoluções populares se espalhem por todo o Oriente Médio, e que não só a Tunísia, mas também o Egito e outros países consigam varrer os "ditadores amigos" dos Estados Unidos e instaurar verdadeiras democracias na região. Que o forte exemplo de democracia da Turquia, com suas eleições livres, liberdade de imprensa e Estado laico sirvam de inspiração para todo o Oriente Médio. E que governos com forte preocupação social como o brasileiro venham a ser eleitos nesses países, governos que promovam o papel do Estado na regulação da economia, enterrando de vez os dogmas neoliberais. Por ultimo, espero que a primeira medida de um eventual novo governo no Egito seja a abertura total e irrestrita da fronteira com a Faixa de Gaza, permitindo o livre fluxo de pessoas, mercadorias, máquinas, alimentos e medicamentos. Chega do Egito ser cúmplice do genocídio em Gaza!

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    Roberto Locatelli

    30/01/2011 - 11h59

    Muito bem lembrado, Eduardo!!

    Um novo governo no Egito significará uma reviravolta em Gaza, pois o povo lá está cercado, como num campo de concentração. De um lado, Israel, o cão de guarda dos EUA, do outro Egito (além da Síria). O ditador egípcio é amigo dos EUA e, portanto, inimigo da Palestina. Um novo governo egípcio que abra as fronteiras com a Faixa de Gaza significará uma vida muito mais digna àquele povo sofrido.

Luis

28/01/2011 - 20h35

É impressionante como a vanguarda da "imprença" brasileira trata o caso. Se fosse na Venezuela, Irã ou qualquer outro adversário do "Grande Irmão", as mocréias da Globo e da Folha estariam descascando os coitados. Como é o corrupto amigo da dona Clinton, aí a conversa muda. Cadê a Cantanhede (a especialista em armas) e a Leitão (a especialista em… nada)?

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    SôniaG.

    28/01/2011 - 23h07

    A Catanhede mais o Trindade da jovem pan estão nesse momento na TVCâmara, no programa Cômite de Imprensa, com o jornalista responsável, professor da UNB que só faz com a cabeça o seu sim a todas as previsãoes dos dois jornalistas. Uma delas? O gov. Dilma será de escandâlo. Aguentei 25 minutos.

    artur

    01/02/2011 - 02h36

    nem precisa de revolução para a mídia Brasileira escancarar esquerdistas, uma exemplo é como hugo chaves é retratado no Brasil!

francisco p. neto

28/01/2011 - 19h53

Roubalheira e corrupção?
Quá quá quá quá…
E colocar quem?
O impoluto PSDB do Serra?
Cê tá com brincadeira né.

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Raphael Tsavkko

28/01/2011 - 19h50

O Global Voices vem fazendo uma grande e excelente cobertura dando voz aos egípcios e divulgando tudo que acontece por lá: http://pt.globalvoicesonline.org/cobertura-especi

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mila

28/01/2011 - 19h50

Cheio de tweets vindos do Cairo e da região. Internet discada, não há como apagar tudo.

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O_Brasileiro

28/01/2011 - 18h49

Viva a INTERNET, a "Che Guevara" global!

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José Ricardo Romero

28/01/2011 - 18h30

Os israelenses podem começar a por as suas trancinhas de molho.

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    mila

    28/01/2011 - 19h52

    Eles estão é rindo. E possivelmente já com acordos com o exército egípcio.

    Roberto Locatelli

    28/01/2011 - 20h28

    Mila, acho que o governo de Israel não está rindo.

    Bonifa

    28/01/2011 - 21h19

    Você viu os carros de repressão do Egito, Mila? São tão sofisticados que até parecem projetos de Israel. Quer dizer, os acordos com Israel, sejam do exército ou não, sejam visíveis ou não, é que estão indo pro beleléu. Mubarak parece que já está deixando o país. O Projeto Baradei com certeza não vai emplacar. E os fracos muçulmanos radicais não têm qualquer possibilidade de assumir o poder. O que isto significa? Que o pesadelo dos euromericanos e israelenses parece em vias de se tornar realidade: o maior país árabe, com 90 milhões de habitantes e nas vizinhanças de Israel, ameaça transformar-se em uma democracia moderna. Este sim, é o pesadelo diluviano que faz tremer Israel.

    Ila

    28/01/2011 - 21h43

    vale a pena ler esse artigo que saiu no guardian dia 16 de janeiro, houve uma manifestação grande em tel-aviv contra os ataques aos direitos civis e humanos em israel. a manifestação mostra uma reorganização da esquerda israelense.
    http://www.guardian.co.uk/world/2011/jan/16/thous

Bonifa

28/01/2011 - 18h19

El Baradei ontem desfilava por Genebra de casaca e cartola, gordo e feliz. Convocado às pressas pelos agentes do "Mundo Livre" para suceder o carcomido Mubarak no lugar de preposto, já que o mesmo não aguenta mais segurar a máscara na face, surgiu numa igreja muçulmana do Cairo como um famélico penitente, com os ossos à mostra. E teve até direito à insuspeita e heróica providência de ser preso. Creio que especialistas de Hollywood foram convocados para esta fantástica "transformação".

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    Roberto Locatelli

    28/01/2011 - 22h09

    Mas com toda essa maquiagem, acho que o El Baradei não vai emplacar. É tarde demais pra isso. O que está ocorrendo é revolução.

    dukrai

    30/01/2011 - 09h38

    O Mubarak indicou o chefão do SNI de lá como vice-presidente, este pode ser o plano B no caso da necessidade de dar linha e deixar alguém tomando conta do pedaço pros gringos. O cara sabe até a receita de quibe do Buradei, que a esta hora só come MacDonald. O plano Z é a Fraternidade Muçulmana emplacar e o que não entra em plano algum é o levante popular se organizar e surgir um MDB das antiga pra juntar a galera do contra. Na pior das hipóteses, e de acordo com o seu plano A Mubarak continuar, uma oposição de briga já está formada e com um figurino de democracia representativa, péssimo pros EUA e Israel.

Abdula Aziz

28/01/2011 - 18h18

Ainda sonho com uma manifestação dessas aqui no Brasil e, quem sabe, em toda a América do Sul, contra toda essa corrupção e roubalheira. Mas ainda o povo tá mais preocupado com o futebol e o churrasco do fim de semana. Continuemos a viver como gados no pasto de cabeça baixa e ruminando.

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    Jairo_Beraldo

    28/01/2011 - 19h26

    Pelo nome, voce deve ser árabe. Pô, cara, terrorismo não é com a gente…somos mais é de falar do vizinho.

    visitante

    28/01/2011 - 21h56

    E qual o problema com o nome ser árabe? Isso é preconceito, pois o que o Abdula falou ai é pura manifestação de nacionalismo.

    Jairo_Beraldo

    29/01/2011 - 13h12

    Problema algum e preconceito nenhum…só queremos é continuar a esculhambar o vizinho.

    Leider_Lincoln

    29/01/2011 - 09h22

    Ele não é árabe não, é troll mesmo. Se fosse árabe, seria Abdulahziz, que basicamente significa "o mais humilde dos servos de Deus". Este aí de cima é só algum leitor da Veja, Globo ou Coturno Noturno querendo aparecer mas com medo de mostrar a cara…

    dukrai

    30/01/2011 - 09h22

    nem mostrou a cara e já levou uma bolacha rs

    Nelson Luiz

    28/01/2011 - 23h07

    No Brasil o regime é democrático. Podemos nos manifestar por meio de eleições, imprensa, internet, manifestações públicas, etc..

    Roberto Locatelli

    29/01/2011 - 11h33

    Tempos atrás, Abdula, teve um tal de movimento "Cansei". Mas não emplacou. A direita, em toda a América Latina, está sendo derrotada.

Luci

28/01/2011 - 17h21

O Egito está em chamas literalmente, o povo está nas ruas enfrentando os tanques do exército, desafiando toque de recolher decretado pelo governo. Agência Reuters divulga que a sede do governista Partido Nacional Democrático foi incendiada no Cairo na noite desta sexta-feira (horário local) depois de um toque de recolher entrar em vigor mostraram iomagens da TV Al Jazeera. A TV Estatal confirmou que o prédio foi incendiado. Prédios pertencentes ao partido em outras cidades do país também foram incendiadas ao longo do dia segundo testemunhas. http://br.reuters.com/article/worldNews/idBRSPE70

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Bonifa

28/01/2011 - 17h14

El Baradei ontem desfilava por Genebra de casaca e cartola, gordo e feliz. Convocado às pressas pelos agentes do "Mundo Livre" para suceder o carcomido Mubarak no lugar de preposto, já que o mesmo não aguenta mais segurar a máscara na face, surgiu numa igreja muçulmana do Cairo como um famélico penitente, com os ossos à mostra. E teve até direito à insuspeita e heróica providência de ser preso. Creio que especialistas de Hollywood foram convocados para esta fantástica "transformação".
A propósito, Baradei foi o escolhido para "agir" no comando da Agência Internacional de Energia Atômica, quando aquele famoso embaixador americano que nem a direita americana aceitava de tão durão que era, vetou para o cargo o nome de Samuel Pinheiro. Também foi escolhido para o politicamente insuspeito Prêmio Nobel da Paz. Trata-se pois, do próprio "Escolhido" do "Mundo Livre". Te engana, Terceiro Mundo!

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Carlos

28/01/2011 - 16h28

Depois os americanos acusam Chávez e Morales. O primeiro de ser ditador, antiamericano e querer se perpetuar no poder; o segundo de ser antiamericano e querer se perpetuar no poder também. E no Oriente Médio? Governantes há 30 anos no poder. Egito, país onde o povo é miserável. Eles podem; pois são fantoches americanos. Eta ianques malvados, perversos e pervertidos. Onde estão aqueles acusadores de tantos governos que não leem a cartilha americana? Omitem-se, escondem-se e botam o rabinho entre as pernas.

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Lucas Cardoso

28/01/2011 - 16h23

Analistas que eu li dizem que o exército do Egito é mais leal a seu ditador que o exército da Tunísia. Pode haver mais violência. Mas o Egito é mais poderoso que a Tunísia, e mais próximo da panela de pressão que é o Oriente Médio. Se os egípcios conseguirem um governante independente do Ocidente, será só uma questão de tempo para o resto do mundo árabe se libertar.

Dá pra ter esperança. Um novo mundo está pra nascer no Oriente Médio e Norte da África.

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carlos anselmo

28/01/2011 - 15h55

taí, azenha, um caba que conhece o oriente médio como ninguém, esse tal de robert fisk.
seus artigos e livros já davam um idéia do que poderia acontecer naquela região do planeta.
um exemplo: o vazamento da wikileaks sobre as negociações secretas entre as lideranças de israel e dos palestinos só veio confirmar o que já dizia o correspondente do the independent. mahamoud abbas é um reles traíra.
abçs

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    Wagner Souza

    28/01/2011 - 23h55

    E Traira sem espinha, das grandes!…ha ha ha!!!!!!

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