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Ana Flávia Ramos: Nenhuma escola é ilha

08 de abril de 2011 às 23h45

por Ana Flávia C. Ramos, em Tabnarede

Tragédias como a ocorrida na Escola Municipal Tasso da Silveira, no Rio de Janeiro, sempre provocam grande comoção pública, indignação e, obviamente, tristeza pelas muitas crianças perdidas no atentado. Além desses sentimentos, tais fatos provocam também um grande tsunami de “especialistas”, mobilizados em velocidade estonteante pela mídia, para dar laudos e explicações quase matemáticas sobre as motivações do assassino. O atirador Wellington Menezes de Oliveira, segundo as informações desses “cientistas da tragédia” (que variam de “criminólogos” a policiais militares), era tímido, solitário, filho adotivo, “usuário” constante do computador (a “droga” dos tempos modernos segundo os “analistas”), ateu, islâmico, fanático, fundamentalista, portador do vírus da AIDS e, provavelmente, vítima de bullying na escola.

Certamente não há como contestar que todo ato humano, e por isso histórico, se explica a partir da análise de uma cadeia de relações complexas. Como digo aos alunos, nada tem resposta simples e direta. Entretanto, o tipo de questão levantada para entender o terrível ato de Wellington Menezes de Oliveira diz muito mais sobre nós mesmos do que sobre ele. Todos os nossos preconceitos estão embutidos nessas respostas. De fato, não sabemos, e talvez nunca saibamos, por que exatamente ele atirou contra cada uma das crianças (em sua maioria meninas), assim como não sabemos sobre as reais motivações dos muitos atentados como esse, ocorridos em países como Estados Unidos e Dinamarca. Mesmo depois de tudo o que se discutiu, ainda é difícil, por exemplo, explicar Columbine (abril de 1999).

Uma das coisas que mais tem me chamado a atenção é a recorrência da explicação que elege o bullying escolar como um dos fatores que podem desencadear esse tipo de ato violento. A explicação não é nova, Columbine é prova disso. Há mais de dez anos atrás, dois meninos entram em uma escola, de capa preta (quase como em um filme hollywoodiano) e atiram em seus colegas. “Especialistas”, gringos agora, se apressam em dizer as razões: divórcio nas famílias, videogames, filmes violentos, Marilyn Manson, porte de armas facilitado e, como não poderia faltar, bullying na escola.

É inegável que o bullying é uma realidade. É indiscutível que ele é extremamente nocivo e doloroso aos alunos que sofrem com ele. É evidente que há urgência em iniciar um debate para saber como sanar o problema. Mas a pergunta que fica é: o que de fato é o bullying? Ele é um sinal (histórico) de que? E ainda mais: ele é um problema restrito à escola? Por que os alunos são tão cruéis com seus colegas?

Michael Moore, cineasta norte-americano explosivo, tentou dar a sua interpretação para o atentado de Columbine com o documentário Bowling for Columbine (2002).  Moore, ao invés de repetir os clichês da mídia, foi implacável na destruição do senso comum das justificativas moralistas para o evento. Item por item, desde a desagregação da família, Manson, até a polêmica questão do porte de armas foram desconstruídos em sua narrativa. O foco centrou-se em respostas muito mais interessantes, localizadas não nos dois jovens assassinos, mas na sociedade americana. O imperialismo militarista dos Estados Unidos, a ação violenta em outros países, a política do medo (incentivada pelo Estado e pela grande mídia), que reforça e superestima dados sobre a violência urbana, sobre o fim de mundo, e, principalmente, a intolerância com todo tipo de diferença. Racismo, preconceito, homofobia, conflitos religiosos e luta de classes são só alguns dos ingredientes do caldeirão de ódios em que se transformou a sociedade americana.

Como crescer no Colorado, na “livre” América, e não ser conspurcado por esses valores? Como não idolatrar armas e achar que elas são um meio prático de solucionar problemas? Como viver imune a uma sociedade individualista, capitalista, que divide os seus cidadãos o tempo todo em “winners” e “losers”? E mais ainda, como não se deixar levar por uma sociedade que até hoje não consegue lidar com a diferença entre brancos e negros? Uma sociedade que até os anos 1960 não oferecia direitos, oportunidades e tratamentos iguais a todos os seus cidadãos, tem o que para oferecer ao pensamento dos estudantes? Os americanos, ainda hoje, estão preparados para o respeito à diferença? A relação que eles mantêm com os muçulmanos diz muito. Definitivamente a liberdade e o respeito ainda não se transformaram em uma unanimidade por lá.

É claro que mesmo Moore não chega a dar respostas definitivas sobre a questão. E mais ainda: é evidente que ele considera a forma pela qual a instituição ESCOLA trata seus alunos (hierarquias e classificações hostis), ignorando muitas vezes o bullying, tem sua responsabilidade no massacre. Assim como é nítido que a venda facilitada de armas e munição são coadjuvantes importantes da história. Mas Moore foi corajoso ao lançar em cada um dos americanos a responsabilidade da tragédia e discutir aquilo que ninguém teve coragem (ou má fé) de fazer. Nem a mídia, nem o governo, nem a sociedade. É preciso encarar os “monstros”, com franqueza, e não apenas “satanizar” o ambiente escolar, para dar algum significado para esses eventos.

Ontem no Terra Magazine o antropólogo Roberto Albergaria afirmou que a mídia e a sociedade brasileira desejavam o impossível: explicações para um “desvario sem significado”. Segundo ele, o que Wellington Menezes praticou foi o que os estudos franceses chamam de “violência pós-moderna”, caracterizada por uma ruptura irracional, sem explicação. De fato, talvez tenha sido um “ato irracional”, fruto de um momento de insanidade. Mas acredito que esse tipo de resposta não nos ajuda a resolver coisas importantes sobre nós mesmos. A tragédia no Realengo, a meu ver, pode e deve ser início de um debate importante sobre a nossa sociedade.

A tragédia na escola do Rio de Janeiro acontece num contexto bastante relevante. Em outubro de 2009, Geyse Arruda foi hostilizada por seus colegas de faculdade porque, segundo eles, ela não sabia se vestir de modo “apropriado” para freqüentar as aulas. Em junho de 2010, Bruno, goleiro do Flamengo, é suspeito de matar a ex-namorada, Elisa Samudio, por não querer pagar pensão ao filho. Suposta garota de programa, Samudio foi hostilizada na opinião de muitos brasileiros. Após rompimento, Mizael Bispo, inconformado, mata sua ex-namorada Mércia Nakashima em maio de 2010. Em novembro de 2010, grupos de jovens agridem homossexuais na Avenida Paulista, enquanto Mayara Petruso incita o assassinato de nordestinos pelo Twitter. E mais recentemente, em cadeia nacional, Jair Bolsonaro faz discurso de ódio contra homossexuais e negros. Tudo isso instigado e complementado pelo discurso intolerante, preconceituoso, conservador e mentiroso do candidato José Serra à presidência da República. A mídia? Estava ao lado de Serra, corroborando em suas artimanhas, reforçando preconceitos contra Dilma, contra as mulheres e contra os tantos mais “adversários” do candidato tucano.

Wellington matou mais meninas na escola carioca. Se, por um lado, jamais saberemos as reais razões que o fizeram agir dessa forma, por outro sabemos o quanto a sociedade brasileira tem sido, no mínimo, indulgente com atos de intolerância, machismo, ódio e preconceito contra mulheres, negros e homossexuais. Se não há uma ligação direta entre esses diversos acontecimentos, eles pelo menos nos fazem pensar o quanto vale a vida de alguém em um contexto de tantos ódios? Quantas mulheres morrerão hoje vítimas do machismo? Quantos gays sofreram violência física? Quantos negros sentirão declaradamente o ódio racial que impregna o nosso país? O que é o bullying se não o prolongamento para a escola desse tipo de mentalidade? Quantas pessoas apoiaram as declarações de ódio de Bolsonaro via Facebook? Aquilo que acontece no ambiente escolar nada mais é do que um microcosmo do que a sociedade elege como valores primordiais. E o Brasil, que por tanto tempo negou a “pecha” de racista e preconceituoso, vê sua máscara cair.

Não adianta culpar o bullying, achando que ele é um problema de jovens, um problema das escolas. Não adiante grades e detectores de metal nas entradas ou a proibição da venda de armas. Como professora, sei que o que os alunos reproduzem em sala nada mais é do que ouviram da boca de seus pais ou na mídia. Não adianta pedir paz e tolerância no colégio enquanto a mídia e a sociedade fazem outra coisa. Na escola, o problema do bullying é tratado como algo independente da realidade política, econômica e social do país. Mas dá pra separar tudo isso? Dá pra colocar a questão só em “valores” dos adolescentes, da influência do malvado do computador ou dos videogames? Ou é suficiente chamar o ato de Wellington de uma “violência pós-moderna” sem explicação? Das muitas agressões cotidianas, a da escola do Realengo é apenas uma demonstração da potencialidade de nossos ódios. A única coisa que me pergunto é: teremos a coragem de fazer esse tipo de discussão?

Ana Flávia C. Ramos é professora, historiadora pela Unicamp

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125 Comentários escrever comentário »

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Roberto Boca

15/04/2011 - 12h02

Apesar de publicado ainda em 1994, o artigo Youth Violence and the Media da revista The World & I, trás três panelistas, Barbara Hattemer, Ray Surrete e George Gerbner expondo a banalização do ato violento, promovido principalmente pela TV, videogames e na música que incita a criminalidade e a desobediência civil.

O artigo cita ainda uma estatística da época, publicada pela American Psycological Association, demonstrando que mesmo antes de completarem o ensino fundamental, a maioria das crianças já assistiram 8.000 assassinatos e 100.000 atos de violência na TV. Uma grande parte desses atos violentos, tanto em filmes quanto em videogames, a câmera assume posição do personagem que está cometendo a barbárie. A mídia que tenta nos explicar é a mesma que por outro lado também promove a disseminação dos atos violentos. Violência vende mais, é mais barata de produzir e não precisa de tradução. É entendida e assimilada em qualquer idioma. Vale a pena ler e refletir.

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herbert

14/04/2011 - 18h06

Será possivel compararmos esta matança, com o que acontece todos os dias nos hospitais públicos onde seres humanos de todas as idades morrem nos braços de seus parentes por falta de amparo médico, falta de condições humanas de tratamento da saude, falta de vergonha dos nossos " eleitos pelo povo" ?

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jofripus

12/04/2011 - 14h50

Pra mim ficam patentes dois pontos: 1- O desrespeito total à vida humana e, nesse quesito, imputo a responsabilidade disso à nossa cultura, cuja hierarquia põe a vida do ser humano bem abaixo de dinheiro, prostigio, poder, etc. 2 – A impunidade. Sim, isso mesmo, impunidade: esse sujeito acreditava em jesus, segundo li na carta que deixou, ou seja, ele "sabia" que ja estava "salvo" pois, seus pecados, quaisquer que fossem, ja estavam de antemão perdoados. Se ele tivesse a noção de que teria que prestar contas dos seus atos perante quem criou aqueles a quem matou, duvido que tivesse feito esse ato insano. Se tivesse a noção de que teria que corrigir seus erros, pois está nesta terra para aprender, certamente sua atitude seria outra. Imputo a culpa dessas mortes aos insufladores dessas crenças absurdas que criam esses monstros e subvertem a ordem dos valores humanos.

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ratinho

12/04/2011 - 09h53

Fácil culpar a midia, a educação, tv e internet. Tudo pode se tornar polvora e a faísca é o ódio dentro de nós. O pica pau é o desenho mais sacana da face da terra e nem por isso é censurado. Creio que discutir, sobre nossos ódios enos tornamos disciplinados diante deles farão evitar várias tragédias. Mas estamos longe de tudo isso aqui no brasil, entao dê ao povo TRABALHO. Infelizmente ei de concordar, mente vazia , oficina do diabo ( nao acredito neste tipo de ser , viu,heheh).

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marcflav

12/04/2011 - 00h42

Que tal ler Pierre Clastres in: Arqueologia da violência?
Estes ensaios de antropologia política, escritos com extrema liberdade, reformulam a idéia de dominação nas sociedades ditas primitivas e fundamenta-se na teoria da 'servidão voluntária' de La Boétie para realizar uma crítica incisiva da violência na sociedade ocidental. O autor define etnocídio, critica a antropologia marxista, antecipa a denúncia do massacre dos Yanomami na Amazônia e retoma a discussão sobre a origem do poder nas sociedades indígenas da América do Sul. Assim, sua etnologia eleva-se à esfera da filosofia política; o autor surpreende e encanta, evocando Conrad e Montesquieu, relatos de viagem, a mitologia americana, Freud, Hobbes e Rousseau, em doze ensaios de prosa refinada, erudita e coloquial.
(Reunião dos últimos escritos de Clastres, interrompidos por sua morte prematura em 1977, num acidente)

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    ilton clay

    12/04/2011 - 10h23

    seguinte: C estou satisfeito em meu trabalho terei zelo total com este seja em qual for o ponto,(segurança, higiene etcetc) mas como professor, medico, ou qual seja a profissao Q C exerça para o estado ou municipio sabemos Q nao há esta satisfaçao.
    Nosso" querido e amado governador" mostrou o quanto é humano ao dizer a frase: isso é 1 animal;,bem sabemos Q temos os dirigentes Q merecemos, mas na verdade existem as minorias, e creio fazer parte dela, entao desejo D todo coraçao e muita intensidade Q percamos as olimpiadas, pois esse amado governante as pressas movimentou a inteligencia militar para neste instante tentar dar a segurança Q sempre foi necessaria ao povo carioca, mas este amado governador mostrou com isso Q sempre teve a oportunidade D realiza la, e com + estudos e + eficiencia, entao é isso C deus quizer vamos perder essas olimpiadas.

Rui Takeguma

12/04/2011 - 00h32

acho importante neste momento divulgar um absurdo nacional:
a impossibilidade de se educar nossas crianças em casa…

sou pai de dois filhos e defendo a possibilidade da educação em casa,
mas usando leis que podem até serem úteis em casos de exploração,
elas acabam sendo usadas de forma autoritária pelo Estado brasileiro,
inclusive de forma falsa – vejam os pais do interior de Minas Gerais (Timóteo) que estão sendo processados
por educarem em casa melhor que as escola,
e ainda assim acusados e com risco de perderem a guarda de seus filhos…

por isso defendemos a possibilidade de home-schooling no Brasil…

Rui takeguma http://www.criasdofuturo.blogspot.com

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Nenhuma escola é ilha « Blog do EASON

11/04/2011 - 20h56

[…] Extraído do Viomundo, Blog do Azenha: […]

Responder

oradia dias

11/04/2011 - 20h34

somente para completar a lista de situações de preconceito, teve o caso do jogador de volei q foi xingado pelo público…

Esse texto reforça o q eu venho dizendo: temos q discutir o bulling pela ótica do agressor!!! Que conceitos estão sendo passados para essas crianças p elas acharem q podem maltratar outro ser humano em função de cor de pela, orientação sexual, classe social etc.???? Quando os pais vão perceber que isso não "á coisa de criança". Trabalho em escola e já tivemos mães indo falar q seu filho era vítima de bulling, mas nunca uma mãe de agressor foi demosntrar sua preocupação com as "brincadeiras" que seu filho fazia com os colegas.

Responder

monge scéptico

11/04/2011 - 19h47

Pior que mortandade causada por um doente de frustração, é a "valorização" que as
emissoras de tv, vem fazendo, do horrendo caso, mantendo a ferida aberta e, pena-
lizando a todos que querem ver o caso encerrado, para poder então, com inteligên-
-cia, analiza-lo, sabendo que jamais chegarão a conclusão alguma.
A rede globo parece querer relacionar o caso, onde um frustrado, doente de solidão,
a rede terrorista, que por acaso talvez, tenha chamado à atenção do coitado, pelo mo-
do de agir. Querer relacionar um pobre coitado desesperado, com á alma dilacerada,
]sem tratamento psiquiátrico que bem poderia estar precisando, é no mínimo achar que
somos uns micos.
Deixem os parentes procurarem consõlo em si mesmos e, contarem com nossa solida-
-riedade. Deixem de sensacionalismo!!.
Para as escolas melhores portarias com identificadores e detetores etc, além de um pro-
-jeto bem melhor. FORA O SENSACIONALISMO DO PIG.

Responder

assalariado.

11/04/2011 - 19h38

Reafirmo,meu ponto de vista:discutir a sociedade de luta de classes e suas consequencias se faz necessário.A dicussão esta bonita e também inteligente.

Os preconceitos criados/inventados com segundas intenções,nesta sociedade de luta de classes,nos faz refem da manipulação da midia burguesa e seus lacaios. O preconceito é incentivado,de forma planejada pela classe dominante,tem varias faces e cada um deles é usado dde forma fragmentada para que nós não vejamos na totalidade o que é uma sociedade dividida entre explorados e exploradores.Um exemplo esta dentro deste texto -(não estou dizendo que a Ana Flavia esta mal intencionada)-,por exemplo: "Racismo, homofobia,conflitos religiosos e luta de classes são só alguns dos ingredientes do caldeirão de ódios em que se transformou a sociedade americana." -Ou seja,compreender a origem do racismo,homofobia, conflitos religiosos,enfim… A Ana coloca tudo no mesmo saco e,eu digo que,estes preconceitos,violencias de toda ordem, já é consequencia da luta de classes(causas e efeitos),que é usada pela burguesia como combustivel de desentendimento social em beneficio das elites exploradoras da sociedade.Abraços.

Responder

Arthur Schieck

11/04/2011 - 17h08

Será que é tão difícil assim encontrar o porquê da preferência do assassino em matar meninas? Será que a fé judaico-cristã ocidental não tem nada a ver com a história? A biblia homofóbica, infanticida, machista não indica alguma coisa?
Não aguento mais ver gente fugindo desse tema. Fosse um maluco islâmico tava tudo explicado.
aff!

Responder

    Jairo Alves

    11/04/2011 - 20h02

    Sai daqui, TROLL!

Fabricio

11/04/2011 - 16h26

Bullying é preconceito.

Responder

Raimundo

11/04/2011 - 15h12

A violencia vista todos os dias m nossos televisore são em parte, para não dizer totalmente impossionado pela nossa formade excluir o próximo em detrimento dos nossos achismos. De fato, não adianta nós acharmos que o nosso egoismo criterioso do sempre eu que alimentado por uma socedade vil que elege a sua própria "beleza" vinda dos gregos, e que não existe ralmene no nosso país. Mas que triste beleza é essa! A beleza da mulheres magras e altas, que guardam a beleza da anorexia. A beleza das pessoas ditas brancas, com seu cabelos escovados e alisados mesmo que sejam com formol. Onde está mídia que nunca elegeu aqueles deixados de lado do processo beleza. Nossa sociedade só passará a entender o que é a humanidade no dia que a miss brasil seja uma mulher negra, com seus cabelos trançados e belos, totalmente azeviche. Entenderão tudo isso, no dia que uma pessoa tão bela quanto um Deus grego possa se apaixonar, e amar, um dos excluidos daditadura da beleza da mídia. Mas isso, caros amigos só nos mais belos sonhos. So no dia que a utopia da vida se torne realidade e que os tolos e desnorteados brasileiros deixarem de achar graça do famigerado humor dos CQCeses.

Responder

claudia

11/04/2011 - 15h06

Do blog da Maria Frô
em 08/04/2011

( A primeira voz nesse mar de considerações, artigos, análises, etc sobre a tragédia de Realengo a citar a necessidade políticas públicas em saúde mental)

"Era possível evitar esta tragédia? Muito possivelmente não. Talvez se tivéssemos como política de saúde pública o atendimento psiquiátrico a todos. E é a falta de explicações racionais para o que aconteceu em Realengo que mais nos desespera, nada pode explicar a ação psicótica deste jovem que diante do desespero de crianças dentro da escola, onde o mesmo atirador estudou, não se sentiu comovido e executou à queima roupa 12 crianças, ferindo outras três dezenas delas."

Vale a pena ler o post inteiro!
http://mariafro.com.br/wordpress/2011/04/08/reale

Responder

Flavio

11/04/2011 - 14h50

O artigo da Professora Ana Flávia Ramos é impecável. Nós temos, cada vez com mais força, cultuado idéias preconceituosas e de grande intolerância com o diverso.
Vale a máxima de Luther King (acho que é dele): O pior não é o grito dos maus, mas o silêncio dos bons. (ou qualquer coisa parecida).
Parabéns, a Professora Ana Flávia. Além de muito bem redigido, o artigo aponta um caminho muito pertinente para a questão.

Responder

Joao AM

11/04/2011 - 14h24

não tem nada de irracional na atitude dele. foi premeditado! e o objetivo está dito nas cartas que escreveu: fez isso pra espalhar o medo entre as pessoas que praticam bullying, que não terão paz.

Responder

Jairo Alves

11/04/2011 - 13h51

Olha mais uma do "magnífico" Sarney:
http://g1.globo.com/politica/noticia/2011/04/sarn

Já perceberam uma coisa?

Quando há casos de crimes bárbaros envolvendo menores de idade, sempre surge o falatório sobre a redução da maioridade penal.

Um dos argumentos mais utilizados pelo "especialistas" contrários à ela é que não se pode fazer leis, tomar medidas de grande repercussão no calor dos fatos, durante a emoção do momento.

MAS NESSE CASO DO RJ É JUSTAMENTE O QUE ESTÁ OCORRENDO, E DE FORMA BEM APRESSADA!

Onde estão os dissimulados que dizem que nao se pode tomar "medidas precipitadas", ao sabor de cada crime violento que ocorre?

ONDE ESTÃO ELES?

Responder

M. Inez do E Santo

11/04/2011 - 13h48

Bem colocadas as questões por Ana Flávia.
Sou uma Educadora e Terapeuta Cultural. Postei em meu blog – http://www.vasosagrados.zip.net – um texto "Onde os adultos? " em que compartilho minhas reflexões, trazendo novos (e talvez mais agudos) ângulos para pensar.
Quem quiser dar uma olhada e comentar, será bem vindo!

Responder

“Nenhuma escola é uma ilha.” O que o Cerra tem a ver com isso | Conversa Afiada

11/04/2011 - 13h27

[…] Extraído do Viomundo, Blog do Azenha: […]

Responder

Emidio

11/04/2011 - 13h02

Azenha, se um blog de direita prega o terrorismo incitando civis a se armarem contra o Governo, isso não é crime?
Se fosse um blog de esquerda cairia o mundo: http://migre.me/4dVhf

Responder

    Romanelli

    11/04/2011 - 13h54

    A burguesia fede!

    Esse Vampiro de Curitiba é um extrema-direita que vive pregando a separação do Sul do resto do país. Agora deu pra pregar o ARMAMENTO da população contra o Governo! Isto sim é "terrorismo"!
    http://migre.me/4dWIU

    Jairo Alves

    11/04/2011 - 16h46

    Batisti é da extrema esquerda italiana e vive aqui às nossas custas.

    Algo a comentar?

Burgos

11/04/2011 - 12h50

Parabéns pelo texto, achei excelente.
Quero complementar com uma resposta para o comentarista "Externo"
Essa "Sociedade moderna Feminista" foi gerada por homens que abandonaram o lar e seus filhos deixando para as mulheres a responsabilidade, e também foi criada por homens que não assumiram a paternidade de uma gravidez, as mulheres foram obrigadas a se tornarem independentes, criando seus filhos sozinhas, tendo que ser pai e mãe ao mesmo tempo, trabalhando e sustentando a casa.
A maioria dos homens não perdeu o comando da familia, a maioria dos homens fugiu dessa responsabilidade, existem dados suficientes que mostram que a maioria dos clientes de homossexuais que fazem programas são casados e se dizem heterossexuais. A maioria dos clientes de prostitutas também são casados. A mentira se instalou na familia por causa de homens sem caráter, e agora querem culpar as mulheres, é fácil apontar o dificil é admitir. Isso gera filhos problemáticos que se criam sem uma figura paterna, revoltados e se sentindo rejeitados.
Até agora eu só ouvi falarem da mãe biológica desse tal Wellington Menezes de Oliveira, parece que ela era doente mental, mas até agora eu não ouvi ninguém falar sobre o pai biológico desse rapaz, quem era? me digam. Alguém foi atrás disso? porque esse rapaz teve que ser adotado? Onde estava o pai biológico?
Qual o verdadeiro histórico desse rapaz???????? Me respondam por favor!

Responder

    Externo

    11/04/2011 - 21h25

    Concordo… realmente os homens tb tem uma responsabilidade nesse problema. Mas como fazer para resgatar os valores da família?? Será que é incentivando o homossexualismo ou a atitude independente das mulheres de hj em dia, que acham que podem fazer tudo??? Elas tem empregos aos montes, tem os homens correndo atrás delas, são elogiadas o dia inteiro, tem um dia do ano só para elas, são cheias de tudo… E na hora de pagar a conta ainda sobra pro coitado do homem… e as feministas ainda chiam: "Onde está o cavalheirismo?". Eu repondo: Dê a mão para uma mulher que vc vai perder o braço.

    As mulheres não só conseguiram a igualdade, como superaram os homens nessa sociedade moderna. Será que a virtude não está no equilíbrio??? Sem machismo, sem feminismo, de igual pra igual, porém cada um comandando em sua especialidade…. essa é minha opinião… me desculpe se desagradei aos leitores mas é assim que eu penso.

Rafael

11/04/2011 - 11h36

Não vai mudar nada, outros surgirão, a educação brasileira não é levada a sério e continbuará assim por décadas, não vejo nenhuma ação nem da sociedade e nem do governo pra mudar isso, esse é o pais do deixa como está pra ver como fica e ponto final.

Responder

pperez

11/04/2011 - 11h35

Enquanto desta fruta sair sumo eles tirarão até a ultima gota.
Depois irão para o bagaço!
Imaginem se essa loucura tivesse acontecido na semana da visita do Obama ao Rio!
No minimo Paes,Cabral e Dilma nesta ordem, estariam contemplados com uma CPI no congresso, após denuncia dos arapongas de Tio Sam!

Responder

damastor dagobé

11/04/2011 - 10h29

e ainda tem gente – acho que mais ainda que o normal – repetindo o mantra da "educação" como panaceia (remedio universal) para todos os males do mundo…desconfio cada vez mais que a tal "educação" é que é fonte desses males..em todo caso pq antes de dar palpites a torto e a direito pq não pegamos O Ateneu, escrito em 1888 por Raul Pompeia e em seguida, Raizes do Brasil de Sergio Buarque de Holanda..aposto que vamos perder muitas ilusões sobre isso.

Responder

@leoc4dio

11/04/2011 - 09h53

olá, paz e bem!

para reflexão sugiro a leitua do ótimo "Sítio da Mente", do Prof. Henrique Schützer Del Nero que pode ser baixado aqui http://www.delneroemaciel.med.br/sitio.htm.

o autor aborda de maneira clara, recomenda aprofundamento, sobre as relações da tríade mente-cérebro-sociedade; alertando, inclusive, para o tipo de sociedade que pode vir a ser campo fértil para o surgimento de desvios graves e riscos de sociopatia.

é por aí…

abraços livres,

Responder

Bonifa

11/04/2011 - 09h39

A Globo está tratando o caso com a mesma disposição de enfiar os dois pés na jaca que teve na questão da bolinha serrista de papel. Apesar do atirador ter na época apenas treze anos de idade, a Globo insistiu que ele poderia estar ligado ao atentado das torres gêmeas de New York, com base na "análise" de alguns dos delírios descritos em manuscritos encontrados em sua casa. Assim, o Alexandre Garcia abriu o Bom Dia com esta pérola: -Matador de Realengo pode ter tido contato com "extremistas".- E olhem que ele ainda deixou barato por não falar "terroristas islâmicos". Haja saco.

Responder

Nenhuma escola é ilha « CartaCapital

11/04/2011 - 09h28

[…] *Matéria publicada originalmente no Vi o mundo […]

Responder

Entre Folhas começa aqui! » Nenhuma escola é ilha

11/04/2011 - 08h46

[…] Publicado no blog  Azenha – viomundo.com.br […]

Responder

Sousa Primo

11/04/2011 - 08h02

Quero aqui falar que esse acontecimento monstruoso . chama os formadores a uma reflexao de comportamento. Devemos dizer que o BULLYING e uma tortura psicolgica sem limites praticada em escolas e que tem a colaboracao de ate de professores e tambem da SECRETARIA de ESTADO da EDUCACAO. pois hoje temos em estados da federacao governados por senhores ligado ao conservadorismo que se autorizao em escolas publicas a aplicacao de testes discrimininativos edeologicos e nao tem nenhum respeito com a chamada classe menos favorecida, logico que nao justifica o ato de realengo mas e preciso dizer aos senhores do poder conservador que em momento claro de mudanca em relacoes de comportamento de professores ,diretores , senadores ,governadores , midia assessores de deputados , deputados , a buscar melhorar a educacao no nosso pais.

Responder

Paulo

11/04/2011 - 05h28

Imagine, junto com John Lennon, um mundo sem religião. Imagine o mundo sem ataques suicidas, sem o 11 de setembro, sem as Cruzadas, sem caça às bruxas, sem as guerras entre israelenses e palestinos, sem massacres sérvios, croatas, muçulmanos, sem perseguição de judeus como "assassinos de Cristo", sem "assassinatos em nome da honra" sem evangélicos televisivos de terno brilhante tirando dinheiro dos ingênuos ("Deus quer que você doe até doer"). Imagine o mundo, sem o açoite da pele feminina pelo crime de ter mostrado em um centímetro.

Responder

ivan

11/04/2011 - 01h29

Precisamos de mais professoras como vc, parabéns!

Responder

João

11/04/2011 - 00h24

Admirei-me da lucidez da autora. A Escola não é uma ilha mesmo! Ela sofre das mazelas criadas pela sociedade, e depois essa mesma sociedade joga sobre os "ombros" da escola a resolução desses problemas.
Enquanto não houver um novo "contrato social", no qual se repense as funções dos atores sociais (família, estado, judiciário) não haverá como mudar este estado de coisas que presenciamos.
Sem querer ser alarmista: acho que se não houver este novo contrato logo, as coisas poderão piorar mais do que já estão.
Em tempo: acho que ainda vai faltar Professor no Brasil. Ao invés de dar aulas, aguentar a violência, levar provas e trabalhos para casa para corrigir, estou pensando em virar azulejista. Sério mesmo: um bom azulejista ganha, em média, R$ 3.000,00 a R$ 4.000,00 aqui na minha região, e está faltando esta mão-de-obra (assim como carpinteiro, eletricista e encanador).
Acho que vou pendurar meu diploma do mestrado na parede, para decorar, e vou para a construção civil.

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Tomudjin

10/04/2011 - 22h28

Na festas dos bons, qualquer lugar está cheio http://www.youtube.com/watch?v=GqThfnoZBa8&fe

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Regina Braga

10/04/2011 - 22h18

Excelente o texto…Excelente o Moore, deu um pega na sociedade como um todo.Plantam, poder,competição,violência…e querem receber flores! Temos feito a mesma coisa,hora de parar e repensar…Como diria o Mario Sergio Cortella- Vamos voltar a fazer pamonhas! Vamos voltar a conviver…na família…na sociedade…obtido o respeito,o ser tolerante renasçe.

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Pedro

10/04/2011 - 21h39

(Cont.) Quero que atentem apenas para esses casos de chacinas perpetradas por pessoas que se encontram no limite do desespero social. Sem esta farra da venda de armas, esses desequilibrados poderiam no máximo jogar pedras nas pessoas, arremessar cadeiras e mesas contra inocentes desprevenidos, quem sabe usar facas e canivetes, e até mesmo armas de fogo. Usar dois revólveres ao mesmo tempo, carregar num piscar de olhos essas armas com um carregador de alta tecnologia militar, dar 100 tiros em pouquíssimo tempo, matar 32 estudantes como aconteceu numa universidade americana, isso tudo nos remete para outra esfera. Vou ser direto. Temos que começar um movimento contra as armas, contra a fabricação de armas, contra sua comercialização. Acho que é isto que vai ser necessário nos dias que virão. Os fabricantes de armas são os maiores cúmplices dessas atrocidades.

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Pedro

10/04/2011 - 21h37

Acho que a professora disse tudo, e concordo com sua posição. Ao contrário do que dizem e vão dizer os chamados especialistas daqui e de todo o mundo capitalista, sobretudo os psicólogos e psiquiatras, mudar os rumos atuais da sociedade é a única forma de enfrentar todo o amontoado de transgressões à vida. Mas gostaria, sem em nada discordar da professora, chamar a atenção para uma questão que, creio, está no centro dessas chacinas: a produção, ou mesmo superprodução, de armas.

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liz maria

10/04/2011 - 19h31

Todo começou e começa lá nos states, quando os americanos e c/ ajuda dos israelenses incentivam o uso de armas nos lares em todos os locais…incentivam através de seus filmes horrorosos, dos joguinhos "inocentes" aparentemente, daqueles jogos reais que se montam uma guerrinha e um ataca o outro com estilhaços de tintas vermelhas imitando shangue muito shangue… as crianças e jovens assistam essa programaçao deprimente na midia nativa que colocam os mais bonitos sempre na frente, os pobres e negros os não se encaixam dentro do patrão global e etc…tornanam-se muito diferentes…os jovens requesitos que a midia coloca…e sempre term ser vencedor, tirar os primeiros lugares, como isso fosse tão importante, e nessa corrida que voce nunca consegue chegar ao pedestal p/ muitos é motivo de sofrimentos…quem sabe esse rapaz por nunca ter conseguido nada , nem no emprego se destacou possa tê-lo feito uma pessoa amarga, depressiva daí a vingança contra sociedade as jovens bonitinhas etc…hoje só a beleza exterior é que vale…a gente houve na midia quando se fala em festas da classe média alta, em campos do jordão ,por exemplo etc…dizer "tinha muita gente bonita"…gente de grana, c/ belos carros , motos etc…os jovens ficam perturbados, aflitos por essa sociedade que não ensina aceitar a conviver c/ as diferenças…isso é papel dos pais e da escola a ensinar a respeitar a todos e aceitar as diferenças, mas muitas vezes nos sentimos oprimidos…sem até motivação p/ lutar etc…esse rapaz se revoltou contra todos e tudo, contra esse sistema desigual, vazio…e quantos ainda vão se revoltar? não adianta colocar barreiras nas escolas, pois a gente sabe que esse tipo de ataque acontece em todos os locais e nos E<Unidos onde muitos pertencem ao fundamentalismo cristão/judáico farisáico e não muçulmano como a midia a tinha falado acontece também esses ataques..e agora josé? como fica? a festa acabou…?…

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Rafael de O Silva

10/04/2011 - 18h18

Estava procurando um artigo que falasse justamente isso, pois é um pensamento a qual eu estou tendo desde o dia do acontecimento. O que a mídia, as redes sociais e tudo que vem sendo falado não são discurssões estruturais, mas sim na superficiais. Justamente que no momento de tantos atos cotidianos de violência contra a mulher, dos gays na paulista, de tanta informação, a escola parece que deve resolver tudo. E a responsabilidade de cada um? E mídia, que faz o discursso que algo tá errado, mas em sua grade de programação, em seu dia a dia, promove o contrário?
Estarei imprimindo esse texto para reflexão em grupos de jovens a qual eu faço parte.
Abraços
Rafael

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damastor dagobé

10/04/2011 - 17h39

uai sô..se os culpa de tudo é a perda dos valores masculos na chefia da familia, e a desmoralização da figura do pai chefe, provedor, orientador, punidor que se apresenta hoje em dia como burro, idiotizado pela televisão, omisso e covarde ta facil achar o culpado: é o Homer Simpson

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José Antônio

10/04/2011 - 16h23

A Ana Flávia Ramos, foi simplesmente fenomenal, postou as idéias de forma clara, direta e disse muita coisa que precisamos ouvir, para refletir melhor sobre a sociedade que estamos construindo. Por isso, entendo, que devamos abrir as nossas mentes para pensarmos no tipo de sociedade que de fato desejamos construir. É hora de repensarmos o papel da mídia, que de forma descarada e desavergonhada, tenta criar seus estereótipos, em mensagens subliminares. Também é hora de repensarmos as nossas escolas, afinal, a educação a distância já é uma realidade, na formação universitária e porquê não se transformar em uma mais uma opção para a formação básica dos nossos jovens? Toda mudança implica em sofrimento, mas vencidos os obstáculos iniciais, passamos a usufruir os seus benefícios. Para mudar de verdade é necessário ter a mente livre de preconceitos. Parabéns pelas belíssimas reflexões Ana Flávia Ramos.

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bento

10/04/2011 - 16h02

Observem o papel da mídia em tudo isso. Eles estimulam violência e depois ficam posando de bons moços num caso como esses. Eles estimulam a degradação moral, a prostituição e depois fingem que não tem nada a ver com o estado em que se encontra a sociedade. Cinismo impressionante. Em um mundo ideal, um bando de canalhas como esses que dominam a mídia, não teria jamais o direito de fazer o que faz.

Responder

Jairo Alves

10/04/2011 - 16h02

Desarmamento? Um pouco de história.

Um pouco de história para quem esqueceu ou nunca soube:

Em 1929, a União Soviética desarmou a população ordeira. De 1929 a 1953, cerca de 20 milhões de dissidentes, impossibilitados de se defender, foram caçados e exterminados.

Em 1911, a Turquia desarmou a população ordeira. De 1915 a 1917, um milhão e quinhentos mil armênios, impossibilitados de se defender, foram caçados e exterminados.

Em 1938, a Alemanha desarmou a população ordeira. De 1939 a 1945, 12 milhões de judeus e outros "não arianos", impossibilitados de se defender, foram caçados e exterminados.

Em 1935, a China desarmou a população ordeira. De 1948 a 1952, 20 milhões de dissidentes políticos, impossibilitados de se defender, foram caçados e exterminados.

Em 1964, a Guatemala desarmou a população ordeira. De 1964 a 1981, 100.000 índios maias, impossibilitados de se defender, foram caçados e exterminados.

Em 1970, Uganda desarmou a população ordeira. De 1971 a 1979, 300.000 cristãos, impossibilitados de se defender, foram caçados e exterminados.

Em 1956, o Camboja desarmou a população ordeira. De 1975 a 1977, um milhão de pessoas "instruídas", impossibilitados de se defender, foram caçados e exterminados.

Efeito do desarmamento efetuado nos países acima no século XX: 56 milhões de mortos.

Com o recente desarmamento realizado na Inglaterra e no País de Gales, os crimes a mão armada cresceram 35% logo no primeiro ano após o desarmamento. Segundo o governo, houve 9.974 crimes com armas entre abril de 2001 e abril de 2002. No ano anterior, haviam sido 7.362 casos. Os assassinatos com armas de fogo registraram aumento de 32%. Segundo as Nações Unidas, Londres é considerada hoje a capital do crime na Europa.

Tudo isso é óbvio, pois marginais não obedecem às leis.

Com o desarmamento, só gente honesta como você não poderá ter uma arma.

Responder

    FrancoAtirador

    10/04/2011 - 23h30

    .
    .
    O Reino Unido tem um dos menores índices de homicídios por armas de fogo em todo o mundo.

    Segundo as estatísticas oficiais, apenas 43 pessoas foram mortas por armas de fogo no país no ano fiscal de 2009/2010 – 41 na Inglaterra e no País de Gales e apenas dois na Escócia.

    Fonte: BBC Brasil, via R7
    .
    .

    Jairo Alves

    11/04/2011 - 12h58

    O Brasil tem 25,2 homicídios por 100 mil habitantes

    Os EUA (país com muito mais armas que o nosso) apenas 6 homicídios por 100 mil habitantes, menos de um quarto.

    Explique esse dado.

    Obs.: Eu falei de Londres e voce me vem com dados de todo o reino unido. Entendo.

    E os outros dados, sobre china, guatemala, turquia, URSS, alemanha etc, nao vai contestar?

    Caracol

    11/04/2011 - 13h35

    Eu vou.
    Vou contestar perguntando: nesses países aí que você citou,URSS, Camboja, Alemanha Nazista, Turquia, China e Uganda, todos em regime ditatorial e/ou totalitário, após o desarmamento da "população ordeira" foram eliminados dissidentes políticos, judeus, não arianos, armênios e mais outro tantos dissidentes políticos.
    Minha pergunta: segundo você, caso houvesse desarmamento no Brasil, quem é que seria eliminado aqui?

    Jairo Alves

    11/04/2011 - 13h48

    Isso eu nao sei, mas os exemplos da história não te fazem pensar?

    Nao tem conversa, caracol.

    O desarmamento deve valer para BANDIDOS, nao para pessoas cumpridoras da lei.

    Jairo Alves

    11/04/2011 - 13h48

    Segundo o livro escrito pelo professor de história do Bentley College, Joyce Lee Malcolm na Inglaterra a taxa de crimes violentos vinha declinando por séculos à medida que mais armas iam se tornando disponíveis. Foi só começarem a aprovar leis anti-armas e a taxa começou a subir. Após a a proibição a apresentadora Jill Dando, foi morta por um tiro à queima-roupa. Desde então a criminalidade na Inglaterra vem se multiplicando-se por quatro desde a proibição das armas de fogo.

    Os políticos, é claro, sempre dizem que estão atrás apenas dos criminosos, e não de caçadores e de pessoas que apenas desejam a auto-proteção. Mas, por definição, os criminosos não ligam muito para regulações. Restrições legais sobre a venda de armas só servem para fazer com que as pessoas que escrupulosamente seguem a lei não consigam se defender daqueles que não a seguem.

El Cid

10/04/2011 - 15h44

quem não conseguiu baixar o filme "Tiros em Columbine (Legendado), acabei de postar no Megaupload:
http://www.megaupload.com/?d=QUCY5O5W

bom filme para quem baixar !!

Responder

edv

10/04/2011 - 15h42

O artigo cobre bem diversos aspectos reais e importantes da nossa sociedade imperfeita.
Mas ainda que fosse "perfeita", correríamos o risco de vivenciarmos eventos como este, ou os vários nos EEUU, na Alemanha, Dinamarca, Finlândia, Austrália, Inglaterra e logo agora em seguida, na Holanda.
Misoginia, bullying, crença religiosa exacerbada ou uma mera desaprovação de namoro (convenhamos, devida ou não, é "comum", "normal") não levam, por si só, alguém a matar! Coletivamente!…
Mas foi o que aconteceu com um príncipe (nepalês?), que matou a tiros quase toda a sua família, incluindo tios, primos, irmãos pai e mãe! Friamente! (e levou a sucessão real de um pais ao caos!…).
Quantas vítimas de bullying, misóginos, crentes e outros (aqui mesmo os há), saem matando a esmo?!
Ou filhos(as) de famílias (reais ou plebéias) que as matam porque não gostam de seus namorados(as)?
Nestes casos, existe um componente INCOMPREENSÍVEL chamado pisicopatia! (a conhecida "loucura").
Potencializando causas simples ou complexas, sociais ou pessoais, físicas, mentais ou emocionais!
O cara que mata porque a vítima demorou para tirar o tênis…
Há um "defeito" ou "processo" na psique de alguns que os levam a agir com uma lógica que os demais não conseguem compreender.
Ainda que tentemos há uns 15 mil anos!
A pólvora é usada para nos maravilhar com efeitos pirotécnicos…
Mas num cartucho defeituoso, ela pode explodir e causar uma tragédia!
Não adianta ficar discutindo (no caso específico) a pólvora! É a mesma dos outros! A causa foi o defeito!
Há os que descobrimos, consertamos, prevemos, evitamos. E há aquele que não conseguimos…
Um psicopata age loucamente por razões imprevisíveis … Porque mataram o peixinho do aquário!…
Se alguém puder explicar o "funcionamento" e as "razões da loucura", me avisem.
Estarei na primeira fila!

Responder

Danilo-dane

10/04/2011 - 15h29

Eu, como professor de escola pública, afirmo que lá estão empurrando todo o tipo de problema para ser resolvido. O fato é que a sociedade reproduz toda e qualquer mazela apontada pela autora do texto e, ao mesmo tempo, quer que seus filhos não se contaminem com estes atos patológico de uma sociedade doente. Existem várias situações de violência dentro da escola que nós professores temos que resolver sem nenhum suporte ou ajuda da estrutura pública ou da própria sociedade. Aquela professora assassinada no interior de São Paulo pode elucidar muito bem minha fala. Ao impedir o tráfico dentro de sala de aula, a mesma professora foi vítima da vingança do tráfico. Se a mesma professora tivesse feito "vistas grossas", ou seja, tivesse feito de conta que nada acontecia, poderia ser processada por conivência com o tráfico e exposição de menores. Vários casos são relatados atos de violência de aluno para com o professor e, principalmente, de aluno contra aluno. Quando o conselho tutelar é requisitado, poucos são aqueles que realmente querem ouvir a versão do professor, pois partem do princípio que todo menor é vítima, mesmo que este menor seja o agressor de outro menor. Se este menor agredido recorre ao Conselho tutelar, a escola ou o professor são responsabilizados. Existem muito conselheiro que são sérios e trabalham em conjunto com a escola, com a família e com a sociedade para em benefício do aluno, que é isso que realmente interessa a todos. Contudo, a escola está de mãos atadas para agir, mas querem que ela resolva tudo aquilo que a sociedade faz questão de reproduzir.

Responder

@_taw_

10/04/2011 - 13h44

Perfeita análise! Demonstra muita consciência!

"O que é o bullying se não o prolongamento para a escola desse tipo de mentalidade?"
Na minha opinião, o problema do bullying poderia se tornar uma oportunidade para combater e entender melhor aquilo que o causa.

Agora, quanto ao combate indireto, ao meu ver ver, esse problema tem uma ligação forte com a forma em que se dá uma notícia, ou com a forma que se transmite conhecimento, enfim com a forma em que as idéias, que passam a fazer parte da sociedade, são formadas.

Quanto ao combate direto, nas escolas poderia existir, quem sabe, algum tipo de estímulo, ranking para grupos mais unidos [que mais se toleram] de uma classe, para classe mais unida e para a escola mais unida…

Responder

Vera -profª do MRJ

10/04/2011 - 10h43

Essa é umama reflexão séria e contextualizada. Analisar o triste fato num contexto amplo é um grande desafio para todos os professores, pais, enfim a sociedade. Temos, infelizmente a ideia de que fatos como esses são pontuais e exigem soluções particulares ou mesmo simplistas. Não é assim e nunca será. Mexer com o preconceito é como cutucar um vespeiro.

Responder

Annibal Botto

10/04/2011 - 10h23

Muito bom. É, exatamente, isso: Exige-se da escola um lugar "limpo" das "impurezas" mundanas, enquanto a midia continua a manifestar preconceitos e imagens que transmitem a idéia de que "a violência é um método de resolver problemas". Quem se lembra da vinheta do "big brother brasil" nos últimos dias, nas vésperas do final que perguntava: "Você seria capaz de eliminar alguém por um milhão e meio de reais?". É claro que, podemos intuir que seria eliminar um concorrente do programa. Mas o texto não é tão claro assim…

Responder

Almir Wagner

10/04/2011 - 00h31

A professora Ana Amélia conseguiu traduzir em palavras algo que eu tinha em mente mas não sabia expressar. Realmente o caso diz muito mais sobre nós mesmos, enquanto sociedade, do que sobre o autor dos disparos. Não há nada a acrescentar.

Responder

    Luana

    10/04/2011 - 20h14

    ´´É aquela velha afirmativa da aula de Didática Geral, Azenha, a escola é uma extensão do lar, ou seja, os alunos reproduzem aquilo que trazem na bagagem de casa. Se são famílias intolerantes e preconceituosas, lá estarão os postergadores de tal intolerância.

    Se são boçais, ladinos, reizinhos, arrogantes, vulgares, vaidosos, lá estarão pelos seus atos, reproduzindo tais comportamentos.

Jaime Guimarães

10/04/2011 - 00h21

Muito bom o texto da professora. E bem interessante o panorama recente que ela relembra em suas palavras: realmente, é de assustar como certas manifestações vem ganhando força sobretudo através das redes sociais. Desde os lamentáveis acontecimentos que acompanhamos nas eleições do ano passado até Bolsonaro, a intolerância vem tomando corpo, ganhando destaque não apenas nas palavras, mas nas ações de muitas pessoas.

E chamo a atenção para a falta de afeto em nossas relações cotidianas. Não confundam "afeto" com aquela xaropada à la Gabriel Chalita ou similares. A afetividade está presente também no reconhecimento do outro, como pessoa e não apenas "mais um". Como professor também da rede pública percebo este distanciamento – há várias motivações para isso, e a desvalorização do trabalho docente e suas condições precárias com uma carga horária excessiva podemos citar como alguns fatores, olhando para o lado do magistério. Já em relação ao aluno há tantos outros fatores – mas não apenas dentro da escola, e sim em uma sociedade que vem se acostumando à indiferença e à banalização de atos violentos e até mesmo vulgares – e aí a "espetacularização" da violência e de certos hábitos pela mídia fazem parte deste cenário.

Só um adendo: agora muitas pessoas, inclusive "especialistas", falam da "necessidade em rever a questão da segurança nas escolas". Ora, os professores falam na falta de segurança nas unidades escolares todos os dias! Quando traficantes entram na escola normalmente, ninguém se importa, afinal os professores "que se virem"; agora foi um maluco que entrou em uma escola, armado e disparou tiros para todos os lados. Evidente que o atirador Wellington era conhecido da UE, não tinha histórico de confusões, não era possível prever e etc – no entanto isso demonstra mais uma vez a que tipo de situações alunos e professores. Só para lembrar de uma: ano passado, em Salvador, um aluno esfaqueou um professor dentro da sala de aula. Felizmente o professor sobreviveu.

Mais uma vez, muito bom o texto! Parabéns!

Responder

claudia

10/04/2011 - 00h10

Antes de mais nada, dedico aos familiares das crianças o meu amor de mãe e de brasileira com todo o respeito e carinho que posso encontrar.
Com relação ao artigo, é apenas mais um, em um mar de artigos e postagens, tentando explicar; tecendo considerações ou chamando para um debate social. Ora, não há o que se debater no caso de Wellington e a tragédia de Realengo: estamos diante de um psicótico. Ponto.
Talvez a única coisa a ser lembrada é que esquecemos que em nossa sociedade respiramos o mesmo ar de esquizofrênicos, portadores de toc, delirantes, psicóticos, etc.
Não é porque não pensamos neles que eles não existam!
Não há como evitar, é triste, mas é a realidade!
Acabou de acontecer em um shopping da Holanda!
Acontecerá de novo, infelizmente, não sei aonde e não se pode evitar.
Mas pode-se evitar a "verborragia", a falta de sentido e sentimento na imprensa em geral, a falta de respeito para com as mães e pais que perderam seus filhos; a agressão desnecessária aos familiares do atirador ( o que eles poderiam fazer ????) bem como a utilização política dos fatos!

Responder

    Sérgio

    10/04/2011 - 16h10

    É, Cláudia, estamos apenas diante de um psicótico. Pena que ele simplesmente não pegou o revólver e estourou seus próprios miolos, diante da dor de viver que parece que carregava com ele. De onde será que tirou a ideia de escrever carta, destruir seu computador, vestir-se de preto e ir massacrar as meninas bonitas que o espezinharam anos atrás?
    Se vc se sente mais confortável com a simplificação, tudo bem, pode dormir tranquila. Vc não tem nada a ver com isso.

    claudia

    11/04/2011 - 14h38

    Sérgio,
    Ele jamais pegaria o revólver e atiraria contra a cabeça pois eles não agem dessa forma. Sou psicóloga há 21 anos e posso lhe garantir que "na lógica de Wellington, seria "ilógico" cometer apenas o suícidio. Até onde sei não recebia tratamento. Não posso garantir que com medicação adequada ele não teria feito o que fez…também não adianta agora elocubrar todas as possibilidades de tratamento, internação,etc. O que está feito, está feito.
    @ Carol
    Escolher tipos sociais???
    Eu escrevi que "não é porque não pensamos neles, que eles não existem! Talvez não deixei claro que a sociedade não vê, não enxerga,não entende, não aceita a doença mental. Infelizmente só há debate sobre o tema qdo tragédias como essa acontecem. E relativo, porque a coisa "descamba" rapidinho para a segurança, diretrizes de ensino, bullying, e o espaço para se falar do motivo= doença, desaparece !
    Tenta-se explicar de todo modo o inexplicável, esquecendo que estas minorias ( aí vc acertou!) não existem socialmente. Há debates infindáveis sobre políticas públicas de saúde que versam sobre maternidade, aborto, idosos, câncer, diabetes etc.
    Responda-me: quando foi a última vez que se deu espaço para questionar e cobrar políticas públicas para doença mental?
    Se vc for hipertensa e não tomar a medicação necessária, é mto provável que possa sofrer um enfarto do miocárdio ou um AVC, certo?
    E o doente mental sem tratamento e sem medicação, o que poderá acontecer????
    Em todo esse mar de hipóteses e conjecturas sobre a tragédia de Realengo, o único lugar em li uma citação a respeito foi no blog da Maria Frô, qdo em um post perfeito sobre o assunto ela questionou o acesso ao tratamento das doenças mentais.

    beattrice

    12/04/2011 - 00h35

    É preciso insistir neste aspecto, o problema de Realengo não é de SEGURANÇA pública é de SAÚDE pública, o atendimento na área de saúde mental está desmantelado no BRASIL desde as eras bicudas.

    Carol

    10/04/2011 - 21h40

    É muito cômodo atribuir aos outros (minorias ou oprimidos) a culpa pelos males da sociedade. Vc está pensando como o Externo: sua solução é escolher tipos sociais, isolá-los, recriminálos ou controlá-los.
    Não percebe que casos como a chacina na escola são causados justamente pela atribuição de culpa a um grupo por parte de alguém determinado a resolver esse problema?

Silvio I

09/04/2011 - 23h05

Azenha:
Isto e um caso de um desequilibrado mental. Que já tinha mostrado isso, às pessoas que o conheciam. Deveria ter sido tratado a tempo. Agora a mídia aproveita para opinar, sobre os diferentes fatores por o qual o atirador, precedeu dessa forma.A mídia o que está buscando e sô IBOPE e a venda de jornais.Se explora o dor das pessoas, que perderão seus filhos. Aproveita-se também, a falar mal do governo, por não ter previsto uma coisa, que não tem prevenção. Alguns já propuseram, ate de colocar na entrada das escolas, sensores de metal, e montar uma segurança armada, nas escolas.Sô isto, em cabeças muito privilegiadas, como se pode observar.

Responder

José Manoel

09/04/2011 - 22h43

Não é e nunca será ilha!!!!!!!!!!!! O exemplo básico vem de casa!!!!!!!!!!!!!!!!

Responder

Gilmar Bueno

09/04/2011 - 21h25

Assistir à certo documentário sobre o pequeno exército de crianças de Hitler,montado quando Berlin já estava em chamas e no final desse belíssimo documentário uma cria desse exército,já bem corôa disse:Crianças são como vasos ornamentais,depende do que você vai por ali dentro e terminou com uma foto do regimento/dele…Detalhe ele tinha 9 anos…Quase cair do sofá.Senhores estou à falar daquele povo que são responsáveis pelas mais criativas invenções humanas dos últimos 200 anos.Quem duvida de que teríamos mais qualificações/educacionais do que os chucrutes tinham em 1939,acertou!!!No entanto com todo esse currículo,tiveram uma perda de 10 milhões/indivíduos no tal conflito.Alguém do pedaço citou à frase explicações fáceis.É isso aí querem respostas pra tudo,quando deveriam fazer perguntas,simples!!!

Responder

Maria

09/04/2011 - 21h01

Caros moderadores, por favor, removam o comentário preconceituoso e criminoso desse Externo (uma vez que fere o artico terceiro, inciso quarto da contituição brasileira)! É um absurdo que vcs tenham permitido que ele postasse um comentário tão misógino como esse! Conto com a vossa compreensão!

Responder

P A U L O P.

09/04/2011 - 19h48

Abaixo pode ser acessado o 'link' para o melhor texto, que li sobre estes fatos lamentáveis, nãp deixem de ler.
http://dedodomeio.lexlilith.org/000090.html#more

Responder

Eduardo Guimarães

09/04/2011 - 19h39

Parece que eu e a autora pensamos na mesma coisa, provavelmente ao mesmo tempo, possivelmente por tudo aquilo que concluímos serem fatos absurdamente evidentes

Responder

Jose Coura

09/04/2011 - 19h29

Olhando de fora e sem entender nada, o que me preocupa é que boa parte da junventude está sem nenhuma referência de valores morais, neste caso, estou falando simplesmente de respeito, educação, solidariedade, compaixão e valorização de suas atitudes.
O que fale mais? Um tênis, uma camiseta, um relógio, um celular, um jogo ou um poema?
O que fale mais? A vitória do seu time, o beijo ou algo mais na balada ou depois dela ou a limpeza de uma praça?
Sinto como no texto, que como sociedade estamos falhando em nossas escolhas.

Meus respeitos a todos que estão a sofrer com o acontecido.

Responder

    Fabricio

    11/04/2011 - 16h49

    Verdade! os nossos jovens não tem boas referencias!! Sabe qual é a referencia de muitos jovens hoje em dia? BBB e outras escrotices do PiG.

Gustavo Pamplona

09/04/2011 - 19h15

Vocês querem assistir um filme sobre "tiroteios em escola"?

Assistam este: Assassin(s) (1997) http://www.imdb.com/title/tt0118644/

Detalhe, o filme é francês.

Responder

Externo

09/04/2011 - 19h13

Eu acho que falta um meio termo tanto para a autora do artigo quanto para a mídia. Culpar o machismo, o preconceito, a homofobia é o que a mídia quer. A mídia quer tb "enviadar" toda a sociedade (homens e mulheres) e a defesa dos valores da família ficarm de lado. Essa sociedade moderna "feminista" está nos trazendo essas aberrações psicóticas a tona. A "mulher independente" da nossa sociedade atual simplesmente levou a falência da instituição da família. É biblico o conceito de que o homem deve comandar a família e a mulher (com uma função não menos importante) deve cuidar da família. O que vemos hj é a inversão de valores. O homem perdeu o comando da família e os lares estão, em sua grande maioria, em colapso. O homosexualismo virou uma coisa normal pq a "mulher independente" acha que sabe comandar uma família e não incluiu a "firmeza de caráter" e o "valor da palavra" como um conceito familiar. Mulher sabe e muito bem é dar amor, carinho, compreender o próximo, encher um lar de alegria. A mentira se instalou nas famílias e como todos sabemos "A mentira é filha do diabo" .

Responder

    Carol

    09/04/2011 - 20h04

    Externo, seu comentário, por exemplo, é um desses que geram casos como o de Realengo. Vc está falando que a aceitação da homossexualidade e da independência feminina são os problemas da sociedade. Vc acabou de anunciar os alvos! Para qq louco tomar as suas palavras como aval de opinião e sair atirando em gays e mulheres bem sucedidas não demora dois minutos.

    Homero

    09/04/2011 - 20h14

    O que é isso, Externo?! Vc sabe ler??? Entende que a "moral" do texto é completamente contrária aos absurdos que vc está dizendo??? É por causa de pessoas como vc que a nossa sociedade cria cada vez mais montros! Machistas, homofóbicos, intolerantes com os que pensam diferente de vcs! Só posso lamentar que pessoas como vc tenham acesso à internet e possam postar sem restrições as suas opiniões PRECONCEITUOSAS E ATRASADAS!!!!

    Homera

    09/04/2011 - 20h56

    O que é isso, Externo? Vc sabe ler??? Não entendeu que a "moral" do texto é justamente o oposto dos absurdos que vc está dizendo? É por causa de pessoas como vc que se criam esses montros! Só lamento que vc tenha acesso à internet e possa contaminar o mundo com as suas opiniões PRECONCEITUOSAS e oriundas do mais PURO ÓDIO

    Tatiana

    09/04/2011 - 21h27

    Conseguiu ser machista, misógino e homofóbico no mesmo comentário. O que me assusta é que há muitas pessoas como você no Brasil e no mundo.
    Cuidado para não bater sua cabeça quando voltar à caverna onde vive!

    Gilberto

    10/04/2011 - 02h47

    "A mulher independente levou à falencia da familia… O homem perdeu o comando…, Mulher sabe dar amor, carinho.."
    Custo a acreditar que essa anta escreveu isso.

    Externo

    10/04/2011 - 12h12

    Esclarecendo, realmente eu sou contra a forma que o homosexualismo vem sendo tratado e contra essa "mulher feminista e independente" de nossa sociedade. Não sou a favor da violência, nem do ódio contra esses grupos, porém, acho que não sou obrigado a aceitar calado as bizarrices que vem destruindo as famílias brasileiras. Sou a favor da família estruturada, que é a base de uma sociedade sadia. Não sou obrigado a aceitar também desvios de personalidade que vem sendo impostos por essa mídia suja e que nos fazem acreditar que o homossexualismo é uma coisa "normal". Normal pra mim é um casal (homem e mulher). Agora se eu for aceitar o rótulo que vcs querem me colocar de PRECONCEITUOSO, ATRASADO, HOMOFÓBICO, MACHISTA… eu to ferrado, pq eu não sou nada disso. Pelo contrário, eu sou a favor da conversa… dos argumentos em cima da mesa. O que cria monstros, como o da tragédia anunciada no artigo, é o rótulo criado pela sociedade, é o julgamento precipitado.

    Externo

    10/04/2011 - 12h30

    Só pra complementar… a última coisa que sou é misógeno. Eu amo as mulheres. Não gosto do papel que elas vem desempenhando em nossa sociedade e da forma banal como elas tem se vendido e vendido as suas famílias. Graças a Deus não são todas as mulheres que estão com esse pensamento de "independência". Sem dúvida nenhuma a mulher tem uma função importantíssima. Sem elas, nós homens não somos nada e vice-versa. Isso é completamente diferente de me considerarem misógeno.

    tabnarede

    10/04/2011 - 15h10

    de fato, externo, a mulher tem mesmo uma função importantíssima, ela, agora, à revelia de opiniões como a sua, é Presidenta do nosso país! espero que, cada vez mais, nós assumamos esses postos de controle e livremos a gerência do mundo de pessoas que pensam como vc!

    Homera

    10/04/2011 - 15h15

    de fato, externo, a mulher tem, agora, uma função importantíssima, a de presidenta do Brasil! espero profundamente que, à revelia de pensamentos como o seu, nós possamos, cada vez mais assumir esses postos de comando e livrar o mundo da gerência de pessoas como vc! sugiro fortemente que vc busque entender mais profundamente o que é o sentimento da misoginia e o que religiões como a sua incutiram na mente das pessoas sobre o "papel" da mulher ns sociedade… lamentável!

Fábio

09/04/2011 - 19h06

Esse cara só errou de lugar. Em vez de metralhar a escola, tinha que ter metralhado Brasilia.

Responder

    Carol

    09/04/2011 - 20h30

    Que tal não metralharmos ninguém?

    gustavo

    10/04/2011 - 04h56

    de acordo com o seu pensamento, a sua casa seria o lugar ideal…do seu ponto de vista, um hipócira a menos…coitado!!!

FrancoAtirador

09/04/2011 - 18h53

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Concordo, em parte, com o posicionamento do Rogério Leonardo.

Devemos, sim, discutir e debater amplamente o assunto do assédio

de forma abrangente, sempre colocando o preconceito como causa original,

mas não podemos e não devemos ficar apenas na discussão do tema.

É preciso avançar para soluções preventivas e punitivas imediatas,

com ações diretas dos poderes públicos constituídos

contra as práticas, cada vez mais frequentes, do assédio moral,

seja nas escolas, no ambiente de trabalho ou em qualquer outro espaço.

Se a sociedade está doente, cabe ao Estado tratá-la,

"vacinando" as crianças e "medicando" os adultos.

Na verdade, há muito o que se discutir e aqui está se discutindo.

Porém devemos definir o mais rápido possível

qual é a melhor vacina para uns e qual é o melhor remédio para outros,

sob pena de contaminação geral e de uma epidemia incontrolável.
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Responder

Gustavo Pamplona

09/04/2011 - 18h35

Agora a pouco fiquei feliz em saber que um atirador matou 7 (Folha), 6 (G1) e 5 (R7) e se suicidou num Shopping lá na Holanda… Bom.. os portais de noticias parecem que não sabem o número correto até agora 18:35 enquanto escrevo este comentário

Fiquei feliz porque isto certamente vai "despoluir" o noticiário desta noite já que eles não poderão mais culpar a segurança pública do Rio além do mais eles deem tratar de assuntos mais relevantes do que dedicar horas e horas a falar daquilo.

Se algum leitor sentir vontade de me responder, sinta-se livre para isto… ou se preferirem, me negativem… já que meu objetivo aqui no "Vi o Mundo" sempre foi criticar a péssimo jornalismo do nosso querido PIG.

Responder

    Externo

    09/04/2011 - 19h29

    Vc tem problemas camarada… eu sempre leio seus comentários… vc tem cada ideia de girico…
    Fica com Deus.

Carol

09/04/2011 - 18h22

Bullyng é só o nome dado a uma assédio moral específico. Se famílias, escolas e comunidades continuarem tratando outros integrandes da sociedade como, por exemplo, Jair Bolsonaro faz, as escolas podem ser tornar "tão seguras" quanto bancos e continuaremos a "nos surpreender" com o quanto SOMOS crueis. Se a solução for dar uma arma para cada professor, como ouvi no ponto de ônibus hj, ou enchermos as escolas de detectores de metal e vigias armados, somente "nos surpreenderemos" com o aumento no número de chacinas.

Responder

Joni

09/04/2011 - 16h54

Muito bom. O melhor que já li sobre o lamentável acontecimento.

Responder

    erica

    09/04/2011 - 21h15

    esse texto foi um tapa na cara na nossa sociedade. perfeito e preciso.

Angela Liuti

09/04/2011 - 16h39

Vou seguir na linha de reflexão Michel Moore, cabe muita critica à sociedade brasileira: muita hipocrisia, egoísmo, voltada para o ter, acima de tudo, acima do outro. O mercantilismo da vida, a má distribuição de riquezas, o roubo aos cofres públicos que evitam a boa educação, as boas escolas, boa saúde. A impunidade aos ladrões de colarinho branco , terra onde os bandidos ficam soltos e nós presos entre grades.

A sociedade está doente. Nós todos somos responsáveis por jovens como o Wellington, que não era um bandido e sim foi uma criança ceifada do bom convívio na família de origem , por causa da pobreza, da doença mal cuidada da mãe, sabe-se lá como foi criado na família adotiva; Não se vê demonstrações de apreço ou amorosidade por parte dos familiares que o o criaram, exceto da parte dele em demonstrar o querer de ser enterrado perto da mãe adotiva; Nem foram reclamar seu corpo ainda? Antes de ser condenado por extremismos políticos/ ideológicos, ou pessoa de má indole, porque não verificar se o estado representado pela escola, (que deveria ter outros profissionais além do sobrecarregado professor, como psicólogos e assistentes sociais em seus quadros), acompanhou este jovem em sua trajetória escolar, na adoção?

O desequilíbrio, a doença, a raiva, a dor , que saltaram para fora no ato insano e desatinado de violência extrema contra os jovens inocentes, comprovam que a mente desequilibrada ficou parada em algum lugar do tempo e espaço, naquela escola, quem saberá?

O que é fato agora é que agora os "sinos dobram" por aqueles (as)jovens mortos a esmo (não está comprovado que ele foi seletivo na escolha dos assassinatos), por ele e por todos, nós.
Como não entristecer diante desta tragédia e chorar junto com os pais os filhos mortos. Aí reside a nossa humanidade e a nossa vulnerabilidade e é um bom momento para a reflexão de que pessoas, que povo, que estado somos e a para onde estamos caminhando, em qual direção estamos levando nossos filhos.

Responder

Marcia Costa

09/04/2011 - 16h30

Pra ler texto inteligente é no Azenha! A frase da Professora Ana está perfeita: "o terrível ato de Wellington Menezes de Oliveira diz muito mais sobre nós mesmos do que sobre ele".

Responder

Jéssica Lima

09/04/2011 - 16h20

A não aceitação do outro como ele é ou como ele deseja ser é um problema que precisamos superar urgentemente. Esse é um crime sem precedentes no Brasil e com toda a certeza reflete a discriminação, o preconceito e o pensamento higienista que estamos acostumados a reproduzir na nossa sociedade. Se não houver a genuína intenção de levar o assunto à discussão nacional, deixando as hipocrisias de lado, de nada vai adiantar colocar policiais ou detectores de metais nas escolas. Isso é atacar o sintoma e não a raiz da doença… e a doença a qual me refiro é o preconceito e a intolerância diante das diferenças.

Responder

FrancoAtirador

09/04/2011 - 16h00

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Enquanto o Poder Público não age,

há algumas alternativas às vítimas de assédio moral,

como por exemplo:

1) Buscar auxílio dos Conselhos Tutelares;

2) Registrar ocorrência na Polícia Civil;

3) Procurar a Promotoria de Justiça da Infância e da Juventude (Ministério Público);

4) Contratar um advogado e acionar civil* e criminalmente, no Poder Judiciário, os agressores.

* Na esfera judiciária cível, cabe ação de indenização por danos morais causados pelo(s) ofensor(es), inclusive contra a escola, sendo que os pais respondem pelos filhos menores de 18 anos.

Quem não tem condições financeiras, para pagar um advogado, deve procurar a Defensoria Pública.

Se o assédio moral é na esfera das relações de trabalho, ação de reparação deve ser ajuizada na Justiça do Trabalho.
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Responder

    FrancoAtirador

    10/04/2011 - 15h31

    .
    .
    CÓDIGO PENAL BRASILEIRO (Decreto-Lei nº 2848)

    Art. 129. Ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem:

    Pena – detenção, de três meses a um ano.

    § 1º Se resulta:
    I – Incapacidade para as ocupações habituais, por mais de trinta dias;
    II – perigo de vida;
    III – debilidade permanente de membro, sentido ou função;
    IV – aceleração de parto:

    Pena – reclusão, de um a cinco anos.

    § 2° Se resulta:
    I – Incapacidade permanente para o trabalho;
    II – enfermidade incuravel;
    III perda ou inutilização do membro, sentido ou função;
    IV – deformidade permanente;
    V – aborto:

    Pena – reclusão, de dois a oito anos.

    (…)

    Art. 140 – Injuriar alguém, ofendendo-lhe a dignidade ou o decoro:

    Pena – detenção, de um a seis meses, ou multa.

    (…)

    § 2º – Se a injúria consiste em violência ou vias de fato, que, por sua natureza ou pelo meio empregado, se considerem aviltantes:

    Pena – detenção, de três meses a um ano, e multa, além da pena correspondente à violência.

    § 3º Se a injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência: (Redação dada pela Lei nº 10.741, de 2003)

    Pena – reclusão de um a três anos e multa. (Incluído pela Lei nº 9.459, de 1997)
    .
    .

    FrancoAtirador

    10/04/2011 - 16h24

    .
    .
    CÓDIGO CIVIL (LEI 10406)

    Art. 186. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito.

    (…)

    Art. 927. Aquele que, por ato ilícito (arts. 186 e 187), causar dano a outrem, fica obrigado a repará-lo.

    Parágrafo único. Haverá obrigação de reparar o dano, independentemente de culpa, nos casos especificados em lei, ou quando a atividade normalmente desenvolvida pelo autor do dano implicar, por sua natureza, risco para os direitos de outrem.

    (…)

    Art. 931. Ressalvados outros casos previstos em lei especial, os empresários individuais e as empresas respondem independentemente de culpa pelos danos causados pelos produtos postos em circulação.

    Art. 932. São também responsáveis pela reparação civil:

    I – os pais, pelos filhos menores que estiverem sob sua autoridade e em sua companhia;

    II – o tutor e o curador, pelos pupilos e curatelados, que se acharem nas mesmas condições;

    III – o empregador ou comitente, por seus empregados, serviçais e prepostos, no exercício do trabalho que lhes competir, ou em razão dele;

    IV – os donos de hotéis, hospedarias, casas ou estabelecimentos onde se albergue por dinheiro, mesmo para fins de educação, pelos seus hóspedes, moradores e educandos;

    V – os que gratuitamente houverem participado nos produtos do crime, até a concorrente quantia.

    Art. 933. As pessoas indicadas nos incisos I a V do artigo antecedente, ainda que não haja culpa de sua parte, responderão pelos atos praticados pelos terceiros ali referidos.

    (…)

    Art. 935. A responsabilidade civil é independente da criminal, não se podendo questionar mais sobre a existência do fato, ou sobre quem seja o seu autor, quando estas questões se acharem decididas no juízo criminal.

    (…)

    Art. 942. Os bens do responsável pela ofensa ou violação do direito de outrem ficam sujeitos à reparação do dano causado; e, se a ofensa tiver mais de um autor, todos responderão solidariamente pela reparação.

    Parágrafo único. São solidariamente responsáveis com os autores os co-autores e as pessoas designadas no art. 932.
    .
    .

    beattrice

    12/04/2011 - 00h27

    Lamentavelmente não há respostas institucionais ao assédio e ao bullying, como regra.
    Assim, respostas individuais dos atingidos simplesmente os tornam alvos mais expostos.

Antonio

09/04/2011 - 15h41

A logica argumentativa do "bullyng", conforma apenas o senso critico dos comuns, de um sistema individualista e cruel. na carta ele refere-se apenas a ele, e aquilo que ele criou como verdades absolutas do certo ou errado ou seja, ele foi criado para o individualismo é não para o coletivo, não posso culpar apenas a familia dele, a saciedade (sociedade com ansia de ser e consumir) também tem culpa e como tem!

A questão do prato de comida ou da esmola não muda a realidade do ser apenas ameniza a fome.
mude-o de casa ou de familia e de-lo um oportunidade nova.

Responder

Franciele

09/04/2011 - 15h27

Me senti compreendida nesse texto. Obrigada pela lucidez da analise!Era isso.

Responder

ana db

09/04/2011 - 13h54

A raiz do problema: Preconceito.
O rapaz foi ajustar suas contas com o passado. Por que meninas? O desprezo e humilhações alimentou o odio.

Responder

Rogério Leonardo

09/04/2011 - 12h20

Pois bem, o único fator em comum que eu consegui encontrar em todas as tragédias envolvendo massacres de estudantes nos últimos anos é que todos os "loucos" eram alunos ou ex-alunos da instituição atacada e todos eram rejeitados e "zoados" por seus ex-colegas, ou seja, sofriam bullyng.

Estamos falando de tragédias em países tão distantes e diferentes como: EUA, Alemanha, Brasil, Finlândia.

Repito, o único fator em comum é o "bullyng".

Tem muitos utilizando o pífio argumento de que sofreram "bullyng" e nunca pensaram em matar os colegas.

Me desculpem, mas esse argumento é ridículo. Uma coisa é uma pessoa saudável, com família estruturada e apoio emocional sofrer "bullyng" , outra completamente diferente, é uma pessoa perturbada, sem nenhuma estrutura familiar, solitária, ser perseguida durante anos pelos seus colegas.

Não que isso pudesse ter evitado a tragédia, afinal, a insanidade é uma coisa imprevisível, mas se o "assassino" não tivesse sofrido tantas humilhações durante a época de estudante, talvez direcionasse sua raiva do mundo para outro lado, não em cima de crianças inocentes.

Ou as autoridades levam a sério o combate ao "bullyng" ou, na minha opinião, estarão alimentando a possibilidade de nova tragédias.

Quanto ao texto, discordo do ponto de vista da autora apenas na conclusão de que o "bullyng" não é o fator preponderante a ser atacado. É lógico que a origem do "bullyng" é difusa e passa por todos os fatores levantados, mas, o "bullyng" é a face exposta que pode ser combatida.

Com todo o respeito que mereça a opinião apresentada, o fato é que nós não podemos impedir que os EUA invadam outros países, não podemos impedir que o preconceito exista entre religiões, raças e até nacionalidades diferentes, mas, o ambiente escolar ainda é passível de um mínimo controle por parte dos pais e educadores.

Uma escola, diferente da maioria dos espaços coletivos, é um microcosmo onde o controle das injustiças ainda pode ser feito de forma mais eficiente

Se houver boa vontade de pais e educadores, o "bullyng" pode ser combatido e os alunos mais vulneráveis podem ser protegidos.

Em síntese, acho que o movimento para mudar as coisas deve vir de baixo para cima e o combate ao "bullyng" pode ser o início do combate ao preconceito, discriminação e outras mazelas do mundo contemporâneo. Afinal, é na escola, no primeiro convívio forçado com outras pessoas, que forjamos parte dos valores que levaremos para o resto da vida.

Responder

    antonio

    09/04/2011 - 15h18

    "bullyng" não deve ser a esplicação logica dos fatos, pois grandes nomes das nossa historia também sofreram bullyng e não reagiram dessa forma: Gande, Cristo, mandela…,etc.
    A questão central se deve ao pensamento individual sobbre o coletivo:
    vc é unico, só o seu bem está seja viavel, etc…….
    Essa questão do ser individualista, dar uma esmola ou um prato de comida da na mesma,
    não mudar a realidade do ser: mude- o de casa ou de familia e de-lo uma oportunidade nova.

    vamos também colocar detector de metais nas portas de nossas casas assim saberemos o estranho "filho" que está entrando em nossas casas!

    beattrice

    12/04/2011 - 00h25

    Concordo com sua análise, há uma tendência em minimizar os efeitos do bullying e isso não contribui para evitar situações como a ocorrida, tampouco para evitar que vidas sejam destruídas devido à pusilanimidade das escolas.

Valdo Mendes

09/04/2011 - 12h13

Detectores de metais nas portas das escolas resolveriam grande parte do problema. Não adianta querer negar isso.

Ao invés de ficar tentando entender PORQUE o assassino cometeu este ato, coisa que provavelmente nunca será totalmente desvendada, é mais produtivo tentar entender COMO ele conseguiu fazer isso, COMO conseguiu entrar em uma instituição do Estado, na qual existem crianças sob responsabilidade do Estado, e cometer uma chacina.

O Brasil tem Forças Armadas para se defender de um ataque estrangeiro. Ninguém se pergunta PORQUE algum país estrangeiros atacaria o Brasil, apenas tratamos de nos prevenir em caso de um ataque, possuindo nossas Forças Armadas.

Um banco tem seguranças armados e portas giratórias com detectores de metais. Ninguém fica discutindo as razões pelas quais alguém assaltaria um banco. Apenas se toma medidas preventivas diante de uma ameaça real.

O fato é: se não temos explicações definitivas para o problema dos massacres em escolas, e nem uma solução definitiva para que os jovens não pensem mais em cometer tais atos, não podemos ficar de braços cruzados diante de uma ameaça real. Precisamos de defesas, precisamos que a escola possa proteger seus alunos de eventuais ataques. Para isso é necessário detector de metais, é preciso segurança no acesso ao ambiente escolar, que não pode ser invadido por qualquer louco.

As escolas particulares, dos filhos da elite, são bastante seguras. Porque a escola pública, do filho do pobre, tem que ser uma peneira, onde entra qualquer um?

Responder

    Jairo Fernando

    09/04/2011 - 17h39

    Não é bem assim…
    Um aluno matou o professor em escola particular aqui em Belo Horizonte.
    Há diversos outros casos que podem ser citados, este é só um exemplo.
    O assassino do Rio NÃO INVADIU a escola. Ele era ex-estudante da escola, pediu histórico escolar, perguntou por antiga professora.
    Escolas não têem nada de valor que necessite de seguranças, detector de metais, etc. Não podem tornar um fato triste, lamentável mesmo, em paranóia.
    E quando alguém quer invadir um local que tem sistema de segurança, a primeira vítima é o segurança.

    Adilson Botelho

    09/04/2011 - 18h19

    É isso mesmo. Os "intelectuais" da elitezinha de classe média alta com certeza vão esbravejar e dizer que isso é "fascismo". Enquanto isso, os filhos deles estão muito bem protegidos em escolas particulares cheias de seguranças armados.

    Segurança para o filho do pobre também! Detectores de metais já!

    Marcelo Fraga

    09/04/2011 - 19h58

    Detector de metais serve pra quê? Para detectar metais, correto?
    O detector atua onde? Somente naquele espaço onde ele está instalado, correto?

    Não sei se você (e os outros tantos) analisaram direito, mas eu acho que não é apenas com uma arma de fogo que se pode matar uma pessoa. Com uma simples caneta é possível matar uma pessoa. Um detector de mentais não resolveria nesse caso.

    Por outro lado, para alguém determinado a assassinar alguém não interessa se há ou não um maldito detector de metais. Ele pode simplesmente entrar pela porta dos fundos, exceto se você propôe tornar as escolas verdadeiras prisões, o que parece que é a sua vontade.

sadaki yama

09/04/2011 - 11h59

Explicitar as causas para explicar esse assassino , seria simplificacao grosseira, tratando-se de relacoes humanas, intersubjetivas, durante varios anos da existencia desse louco. Mas analisar o universo em que viveu e os seus entornos e possivel. Sem analisar, estudar e debater seria irresponsabilidade, mas um fato e ate visivel porque diariamente, por varias vezes no mesmo canal ou em canais diferentes, os chamados pastores de varias matizes de seitas chamadas evangelicas, reproduzem atraves da fala, o que a irresponsabilidade da igreja catolica medielval praticou durante seculos: teorizacoes, e interpretacoes de conveniencia da Biblia, que culminaram em horriveis torturas, e assassinatos puros em nome de Deus. Agora atraves ondas de TV, e mostrado que tudo e obra do diabo e que deve ser purificado, e so salvam se forem guiados por esses comerciantes da fe que se auto denominam pastores. Quem duvidar que assista. E quando sera que a nova regulamentacao da midia vai acontecer ?

Responder

    Marcelo Fraga

    09/04/2011 - 19h54

    Mas chamá-lo de louco também não é uma simplificação grosseira? Isso porque nada se sabe sobre as motivações e problemas do rapaz.

    edv

    10/04/2011 - 14h43

    A loucura jamais será uma "simplificação".
    Ele é tão complexa e variada que a maioria de nós jamais conseguirá "compreendê-la".
    E olha que já tentamos há uns 15 mil anos…

assalariado.

09/04/2011 - 11h38

Texto é bom (SE),não tivesse parado no meio do caminho.Doenças "pós modernas",geradas,na sociedade de -(LUTA DE CLASSES,esta é a palavra magica escondida nas entre linhas das análises do capital e social contemponaneo),valores estes que, não vão além de pensamentos individualistas,em detrimento das necessidades do coletivo social.Vc faz um relato dos resultados da pscologia burguesa,de dominio sobre a sociedade que ela manipula.Por isso as elites através de seu braço politico,o PIG,lançam toda uma legião de preconceitos que,de forma fragmentada,plantam o pensamento único para colher senso comum,e é claro,chamam seus "especialistas" para "explicar" porque de tanta violencia social.Discutir luta de classes e consequencias se faz necessário. Pedir paz/tolerancia não faz parte do jogo do capital. Paz/ tolerancia estão entrelaçados/contraditório devido a própria natureza da luta de classes,sugere que, para eu me dar bem e aparecer, tenho que derrotar o meu próximo,usa-lo como escada, mesmo que pra isso tenha que matar e roubar os meus semelhantes, assim funciona o pscologico do capital em nossas mentes.

Responder

Ricardo Pirola

09/04/2011 - 11h33

Texto inspirador. Melhor análise sobre o caso.

Responder

Marcelo Fraga

09/04/2011 - 10h54

Eu não costumo dizer isso, mas esse foi o melhor texto que já li sobre o assunto até agora.
Não tenho nada a acrescentar.

É aquilo que eu comentei em outro post: o assunto precisa ser tratado meio que friamente, para assim podermos discutir os reais problemas e tentar resolvê-los.

Que lucidez!

Responder

Mauro A. Silva

09/04/2011 - 10h22

Massacre contra alunos: ASSASSINOS DE MULHERES E SEUS CRIMES DE ÓDIO SILENCIADOS
Posted on 9 09UTC abril 09UTC 2011 by Mauro A. Silva| Deixar um comentário | Editar

Muito interessante o artigo da Lola Aronovich, professora da UFC, com mestrado e doutorado em Literatura em Língua Inglesa pela UFSC. Ela diz que o massacre foi um crime de ódio, uma crime contra meninas…
sexta-feira, 8 de abril de 2011

ASSASSINOS DE MULHERES E SEUS CRIMES DE ÓDIO SILENCIADOS
Eu, como todo mundo, estou chocada com a tragédia no Rio, em que Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, entrou numa escola municipal, matou dez meninas e dois meninos, e se suicidou após ser atingido por um policial.
Já sabemos que essa diferença entre vítimas meninas e meninos não foi por acaso. Um aluno que chegou a conversar com o assassino relatou: “Tiros nos meninos era só pra assustar. Ele matava as meninas com tiros na cabeça. Nas meninas, ele atirava para matar. Nos meninos, os tiros eram só para machucar, nos braços ou nas pernas”. Outros relatos apontam que seus alvos eram garotas bonitas. Mais depoimentos afirmam que ele se referia às meninas como “seres impuros”. E a carta que ele deixou mostra um jovem muito perturbado e confuso, que se diz virgem e que não quer ser tocado por “impuros”.

Eu quero chamar a tragédia pelo nome: foi um crime de ódio (hate crime, em inglês). Crime de ódio é quando alguém mata uma pessoa especificamente pelo seu gênero, cor, orientação sexual ou religião. Wellington não entrou na escola atirando a esmo. Ele não matou qualquer um. Ele matou meninas. Foi lá com esse objetivo. Foi premeditado.

(leia o artigo completo aqui) http://escrevalolaescreva.blogspot.com/2011/04/as

Responder

    José Manoel

    09/04/2011 - 22h48

    Com todo o respeito, o cara era um surtado!!!!!!!!!!!!!!!!!! Fazer ilações numa hora dessas não me parece ser o mais premente! A família deveria ter uma avaliação sobre o monstro. Mas, como ninguém avalia ninguém, aconteceu a barbárie!!!!!!!

PAULO

09/04/2011 - 07h49

EXCELENTE TEXTO,PARABÉNS……

Responder

lucia

09/04/2011 - 07h34

Excelente análise sobre tragédias como a de Realengo. Sem dúvida, a insanidade que assistimos reflete a insalubridade das relações e valores da nossa sociedade.
A discussão tem que ser iniciada nestes termos, abandonando-se as explicações fáceis dos tais "especialistas" da mídia que procura espetacularizar a tragédia e todos nós que buscamos a resposta que não nos responsabilize ( principalmente as autoridades) e nos livre da reflexão necessária.
Obrigada Ana Flávia por nos trazer a lucidez.

Responder

FrancoAtirador

09/04/2011 - 00h48

.
.
Realmente.

Bullying nada mais é do que uma expressão inglesa

cunhada para designar o assédio moral

praticado especificamente por crianças e adolescentes.

A raiz do assédio é a mesma para crianças, adolescentes e adultos:

O PRECONCEITO, A DISCRIMINAÇÃO DE QUALQUER NATUREZA.
.
.

Responder

Caio Henrique

09/04/2011 - 00h43

Não , não teremos a coragem de discutir , não nessa sociedade cada vez mais conservadora.

Responder

    Marlene

    10/04/2011 - 17h03

    Caio,

    Embora entre poucos, já estamos fazendo a discussão. E se cada um de nós se decidir pela iniciativa de levar esta mesma discussão adiante, quem sabe conseguiremos mudar um pouco nossa triste realidade. Afinal, eu acredito na capacidade de irradiação de bons propósitos.

    Um abraço,

    Marlene

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