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Cartas de Minas

Marco Weissheimer: Multidão sequestrada por fascistas

22 de junho de 2013 às 12h05

 Não há um “movimento” em disputa, mas uma multidão sequestrada por fascistas

Uma multidão sem representantes, cuja direção (rumo) parece ter sido sequestrada por grupos de extrema-direita e passa a atacar instituições públicas, partidos políticos e manifestantes de esquerda, não só não me representa como passa a ser algo a ser combatido politicamente.

Data: 21/06/2013

por Marco Aurélio Weissheimer, em Carta Maior

O que começou como uma grande mobilização social contra o aumento das passagens de ônibus e em defesa de um transporte público de qualidade está descambando a olhos vistos para um experimento social incontrolável com características fascistas que não podem mais ser desprezadas.

A quem interessa uma massa disforme na rua, “contra tudo o que está aí”, sem representantes, que diz não ter direção, em confronto permanente com a polícia, infiltrada por grupos interessados em promover quebradeiras, saques, ataques a prédios públicos e privados, ataques contra sedes de partidos políticos e a militantes de partidos, sindicatos e outros movimentos sociais?

Certamente não interessa à ainda frágil e imperfeita democracia brasileira. Frágil e imperfeita, mas uma democracia. Neste momento, não é demasiado lembrar o que isso significa.

Uma democracia, entre outras coisas, significa existência de partidos, de representantes eleitos pelo voto popular, do debate político como espaço de articulação e mediação das demandas da sociedade, do direito de livre expressão, de livre manifestação, de ir e vir. Na noite de quinta-feira, todos esses traços constitutivos da democracia foram ameaçados e atacados, de diversas formas, em várias cidades do país.

Houve violência policial? Houve. Mas aconteceram muitas outras coisas, não menos graves e potencializadoras dessa violência: ataques e expulsão de militantes de esquerda das manifestações, ataques a sedes de partidos políticos, a instituições públicas. Uma imagem marcante dessa onda de irracionalidade: os focos de incêndio na sede do Itamaraty, em Brasília. Essa imagem basta para ilustrar a gravidade da situação.

Não foram apenas militantes do PT que foram agredidos e expulsos de manifestações. O mesmo se repetiu, em várias cidades do país, com militantes do PSOL, do PSTU, do MST e pessoas que representavam apenas a si mesmas e portavam alguma bandeira ou camiseta de seu partido ou organização.

Em Porto Alegre, as sedes do PT e do PMDB foram atacadas. Em Recife, cerca de 200 pessoas foram expulsas da manifestação. Militantes do MST e de partidos apanharam. O prédio da prefeitura da cidade foi atacado. Militantes do MST também apanharam em São Paulo e no Rio de Janeiro, entre outras cidades.

Em São Paulo, algumas dessas agressões foram feitas por pessoas armadas com facas. E quem promoveu todas essas agressões e ataques? Ninguém sabe ao certo, pois os agressores agiram sob o manto do anonimato propiciado pela multidão. Sabemos a identidade de quem apanhou, mas não de quem bateu.

Desde logo, cabe reconhecer que os dirigentes dos partidos, dos governos e dos meios de comunicação têm uma grande dose de responsabilidade pelo que está acontecendo.

Temos aí dois fenômenos que se retroalimentam: o rebaixamento da política à esfera do pragmatismo mais rasteiro e a criminalização midiática da política que coloca tudo e todos no mesmo saco, ocultando da população benefícios diários que são resultados de políticas públicas de qualidade que ajudam a vida das pessoas.

Há uma grande dose de responsabilidade a ser compartilhada por todos esses agentes. A eternamente adiada Reforma Política não pode mais esperar. Em um momento grave e difícil da história do país, o Congresso Nacional não está em funcionando. É sintomático não ter ocorrido a nenhum dos nossos representantes eleitos pelo voto convocar uma sessão extraordinária ou algo do tipo para conversar sobre o que está acontecendo.

Dito isso, é preciso ter clareza que todos esses problemas só poderão ser resolvidos com mais democracia e não com menos.

O rebaixamento da política à esfera do pragmatismo rasteiro exige partidos melhores e um voto mais esclarecido. A criminalização da política, dos partidos, sindicatos e movimentos sociais exige meios de comunicação mais responsáveis e menos comprometidos com grandes interesses privados.

Não são apenas “os partidos” e “os políticos” que estão sendo confrontados nas ruas. É a institucionalidade brasileira como um todo e os meios de comunicação são parte indissociável dessa institucionalidade.

Não é a toa que jornalistas, equipamentos e prédios de meios de comunicação estão sendo alvos de ataques também. Mas não teremos meios de comunicação melhores agredindo jornalistas, incendiando veículos de emissoras ou atacando prédios de empresas jornalísticas.

Uma certa onda de irracionalidade atravessa esse conjunto de ameaças e agressões, afetando inclusive militantes, dirigentes políticos e ativistas sociais experimentados que demoraram para perceber o monstro informe que estava se formando. E muitos ainda não perceberam. Após as primeiras grandes manifestações que começaram a pipocar por todo o país, alimentou-se a ilusão de que havia um “movimento em disputa” nas ruas.

O que aconteceu na noite de sexta-feira mostra claramente que não há “um movimento” a ser disputado. O que há é uma multidão disforme e descontrolada, arrastando-se pelas ruas e tendo alvos bem definidos: instituições públicas, prédios públicos, equipamentos públicos, sedes de partidos, jornalistas, meios de comunicação.

Os militantes e ativistas de organizações que tentaram começar a fazer essa disputa na noite de quinta foram repelidos, expelidos e agredidos. Talvez isso ajude a clarear as mentes e a desarmar um pouco os espíritos para o que está acontecendo.

Não é apenas a democracia, de modo geral, que está sob ameaça. Há algo chamado luta de classes, que muita gente jura que não existe, que está em curso.

Não é à toa que militantes do PT, do PSOL, do PSTU, do MST e de outras organizações de esquerda apanharam e foram expulsos de diversas manifestações ontem.

Com todas as suas imperfeições, erros, limites e contradições, o ciclo de governos da última década e em outros países da América Latina provocou muitas mudanças na estrutura de poder. Não provocou todas as necessárias e esse é, aliás, um dos fatores que alimentam a explosão social atual. Mas muitos interesses de classe foram contrariados e esses interesses não desistiram de retornar ao poder plenamente. Tem diante de si uma oportunidade de ouro.

Como jornalista, militante político de esquerda e cidadão, já firmei uma convicção a respeito do que está acontecendo.

Uma multidão cuja direção (rumo) passou a ser atacar instituições públicas, sem representantes, sequestrada por grupos de extrema-direita, que rejeita partidos políticos e hostiliza manifestantes de esquerda, não só não me representa como passa a ser algo a ser combatido politicamente. Ou alguém acha que setores das forças armadas e da direita brasileira estão assistindo a tudo isso de braços cruzados?

Leia também:

Dilma rejeita os que pregam “democracia” sem partidos, promete receber manifestantes e foca nos temas do povão

 

91 Comentários escrever comentário »

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#changebrazil: "Sujar o governo brasileiro no mundo" - Viomundo - O que você não vê na mídia

24/06/2013 - 13h07

[…] Marco Weissheimer: Multidão sequestrada por fascistas […]

Responder

marcelo

24/06/2013 - 10h25

É interessante notar como esse assunto mobiliza as pessoas.
Tem comentários gigantes, que dá preguiça de ler só de ver o tamanho, pois ficaram mais longos que o texto. Achei importante registrar que a carga de energia que mobilizou os leitores foi grande.

Os facistas sabem que sabemos que suas chances de tomar o poder só aumentam plantando crise. Por isso acredito que o fogo da direta vai se apagar rapidinho. A realidade do povo no geral tá melhor e isso ninguém, pode questionar. Contra fatos não tem argumentos.

Só pra não me alongar demais é interessante notar que o governo desonerou a todos quando abaixou os preços da energia elétrica, mas isso não refletiu em nada nos preços das coisas. Eles tão embolsando essa diferença. Sobre esses mercenários ninguém protesta?

Responder

Carla

24/06/2013 - 09h08

Isso é apavorante!

http://diretodaaldeia.blogspot.com.br/2013/06/criador-do-changebrazil-esclarece.html

“O que eu fiz foi uma tentativa de sujar o governo Brasileiro no mundo, exatamente como o vídeo diz. Essa tática sempre funcionou bem historicamente. Como também diz no vídeo, a Dilma não pode deixar o Brasil ficar feio no mundo agora. Eu só queria trazer a atenção mundial para o Brasil, e junto com a companheira que não conheço, do vídeo ”No, I´m not going to the world cup”, tenho orgulho de dizer que conseguimos. Agora, com pressão internacional, a Dilma e companhia são mais obrigados a nos ouvir.”

Responder

Mario José Costa

24/06/2013 - 07h34

Querem mais saúde e apoiaram o fim da CPMF “Onde pobre não pagava, mas colocava rico na cadeia”. Querem mais educação mas não pedem os 10% dos royaltes do pré sal para a educação, tanto que não havia um cartaz pedindo isto. Fica difícil apoiar um movimento denominado Anonymos “estrangeiro”.
Também não vi um cartaz pedindo o julgamento da PRIVATARIA TUCANA, REFORMA DO JUDICIÁRIO, LEI DAS MÍDIAS “somente regulamentar a constituição” etc…

Responder

Mailson

23/06/2013 - 22h43

Uma correção no meu comentário anterior: onde se ler “nem o que poderá acontecer aqui dentro caso esta copa fosse cancelada”, leia-se “nem o que poderia acontecer aqui dentro caso esta Copa fosse cancelada”.

Responder

Mário SF Alves

23/06/2013 - 21h06

“Temos aí dois fenômenos que se retroalimentam: o rebaixamento da política à esfera do pragmatismo mais rasteiro e a criminalização midiática da política que coloca tudo e todos no mesmo saco, ocultando da população benefícios diários que são resultados de políticas públicas de qualidade que ajudam a vida das pessoas.”
_________________________________
Basta este parágrafo. Basta este parágrafo para uma reflexão séria sobre as consequências e objetivos da universidade da insensatez à qual nos têm submetido o pseudo jornalismo dos meios de comunicação de massa na última década.
________________________________________
Já quanto ao referido pragmatismo, taí uma questão polêmica. É difícil saber onde termina o pragmatismo e onde começa a covardia e/ou a conivência e a conveniência.
A propósito, alguém aí pode informar qual o limite do atual governo frente às responsabilidades políticas e compromissos sociais. Em face disso, aí, sim, convém discutir o fundamental, ou seja, o que tem sido, foi ou pode ser considerado pragmatismo condenável? É possível obter tal informação e respectiva reflexão sem a imprescindível consideração sobre a correlação de forças afeta ou determinante do referido pragmatismo?
____________________________________

Responder

Véio Zuza

23/06/2013 - 20h41

Grande MARCÃO!!! Onde anda o seu site? não tenho conseguido acessoar Marco Aurélio Weissheimer…
Sobre o texto: é isso, mas QUEM PARIU MATEUS QUE O EMBALE! Aguardamos um “mea culpa” dos “progressistas” que apoiaram essa canalha no início…
Machado de ogum neles!
Saravá!

Responder

Fabio Passos

23/06/2013 - 20h22

Estes grupos de fascistinhas atiraram um belo movimento no esgoto… que escorre das redações do PiG.

As manifestações que foram puxadas pela esquerda derrubaram aumento de tarifa em várias cidades.

Agora uns patetas da direita pedem por ditadura militar. A direita é o inverso de Midas… no que toca vira bosta. rsrs

Responder

renato

23/06/2013 - 19h01

– Ninguém mais fala na CIA. Parece que até que ela fechou. Se foi isso, eu não entendo porque ela tem aquele orçamento, enorme, de bilhões de dólares? Será que não sobram uns trocados para ela aplicar no Brasil?
Brizola.

Responder

Luis Cortinhas

23/06/2013 - 18h50

“contra tudo o que está aí”

Mas não era esse o alogan do PT quando era oposição?

E o movimento “FORA FHC” q o PT tentou emplacar?

Algum petista honesto duvida q, se não fosse o fato do governo federal ser petista, o PT estaria apoiando esse “legitimo direito do povo protestar”?

É incrível como os petistas veem o mundo:

Petistas e “direita fascista”

Seria até engraçado se não fosse tão ridículo…

Responder

Eduardo Raio X

23/06/2013 - 18h42

Foi necessária até onde se postou como um sinal de alerta! A imagem de multidões, engrossando as fileiras de massas sem identidades próprias além de uma pequena forma de pensar, quero mais do social, com qualidade e valor. Se valeu a pena demonstrar a total indignação causada por aumentos abusivos e serviços de transporte ruim e degradante, é hora de juntar cada 0,20 de real num pensamento!? Tem muito mais a ser reivindicado, e eu concordo, agora que tudo passou, vamos mostrar mais inteligência e ouvir mais as pessoas de todos os seguimentos de classe! Os bestiais são sempre os mesmos, envoltos em suas doutrinas ultra passadas e decadentes, querer fazer a meia volta, pode apostar que ouvir, entender, compreender e de tudo realizar não é de suas doutrinas violentas acatar ou materializar em atos!

Responder

Julio Silveira

23/06/2013 - 17h46

O que vou dizer pode soar evangélico, não sou, até sou um pouco critico de religiões por que vejo nelas instrumentos de poder material, e muito afinado com interesses. Mas não podemos negar que existem ensinamentos dentro delas que deveriam ser melhor aproveitados pela politica, não pelo lado religioso, mas pelo estratégico que elas ensinam. Por exemplo, o evangélicos, quando pregam, costuma dizer que existe uma luta entre Deus e o Diabo pela alma humana. Que mente vazia é oficina do Diabo, e coisas do gênero. Não deixam de ser verdades, em seu sentido figurado, na construção da vida. Politicamente podem ser exemplares, até servirem para afirmar convicções. A cidadania pende, numa multidão, para o fascismo, por que os discurso dos fascistas tem sido mais eloquente, incisivo, até mesmo coerente com seus resultados e convicções ideológicas que o das esquerdas. Em que pese toda a reflexão, mesmo indignação sobre isso, que possamos sentir, a realidade tem demonstrado que a esquerda não tem conseguido provar ser mais eficiente dentro de suas convicções. Quando tem a oportunidade, geralmente concilia sem aprofundar sua cultura e o conhecimento da cidadania sobre sua utilidade. E aí salta aos olhos mais como uma utopia. Até tem precisado compor com fascistas disfarçados, sob diversos nomes, como oligarcas, reacionários, autoritários, autocráticos etc… Mesmo sendo da natureza do homem acreditar na realização de sonhos, perceber que esperar pelo sonho eternamente, imaginando que provavelmente não será realizado, pode levar pessoas para atos e consequências desesperadas e mais imediatas. Abre-se um grande espaço para a afirmação desses discursos no individuo com a fragilidade do discurso adversário em disputa. E como podemos ver, nos exemplos de fraqueza que fornecem a própria esquerda, que deveria ser exemplar na afirmação de suas convicções, dá justificativa a incredulidade de seu discurso.
Mas, por sorte, o tempo é só uma medida humana e sempre será tempo de começar a fazer a conquista ou reconquista do convencimento, do reforçar as convicções mais humanas. Para isso, a esquerda deve ser menos discursiva, mais perseverante e mais lutadora, pelo resultados que acredita podem conquistar e mergulhar no convencimento da melhora que podem proporcionar a consciência da cidadania.

Responder

Eduardo Oliveira

23/06/2013 - 17h43

Querem transformar o Brasil em um Iraque,Siria, libano ou Turquia.Os estados nacionais são organismos vivos que a todo momento do cotidiano sofrem provocações das virulências dos que estão marginados e encapsulados por não aceitarem os princípios das vias democráticas.Cabem aos cidadãos detectar e denunciar os intolerantes que não aceitam as regras das democracias Legitimamente Eleitas.
Dilma, no ano que vem, pode ser, democraticamente destituída, venham com vossos votos e que vença a melhor proposta.

Responder

Gemano Melo Júnior

23/06/2013 - 17h37

Azenha, meu nome é Otaciel de Oliveira Melo e estou postando um comentário feito por um amigo, o Germano Melo Júnior, que nunca tinha postado até hoje um comentário na internet. Mas ele está muito preocupado com que está acontecendo no Brasil. Depois do comentário do Germano eu tomei a liberdade de publicar a minha civilizada resposta. Vamos lá!

Otaciel:

Um texto longo sobre o “momento atual”. Os demais destinatários certamente
não se encorajarão a ler. Mas você, que nos passa “enciclopédias”, tem
obrigação de ler.

Eu também gostei da fala de Dilma, como você, porém apenas 90%, e digo por
quê.

Seja a atuação da presidenta boa, mediana ou ruim (respeitando o livre
arbítrio de cada um), mas considerando que inquestionavelmente Dilma não
pode deixar de ser reconhecida como uma presidenta trabalhadora, honesta,
avessa à corrupção e determinada a fazer a coisa certa, acho que ela e seu
governo deveriam, no momento atual (momento esse mais favorável do que
qualquer outro), deixar claro para a população que no Brasil há três
poderes independentes e que cada poder tem vários níveis de decisão e de
atuação. Isso porque, sem ir muito longe, tem pessoas de meu ciclo de
amizade que acham que tudo o que há de errado ou emperrado no Brasil é
“culpa do Governo”. Muita gente instruída, mas no entanto pouco preocupada
em fazer um pequeno esforço mental para entender a coisa certa (pois acham
que já entendem o suficiente), ou tendenciosamente desinteressada em
distinguir joio de trigo, pensa dessa maneira (com maior ou menor grau de
razão): “culpa do Governo”. Então, para essas pessoas, seja por
conveniência ou por ignorância, tudo o que há de errado no Legislativo, no
Executivo e no Judiciário, em todas as suas esferas, são exemplos de
“desgoverno”, são mazelas do “Brasil”. Interpretam por exemplo aumentos
absurdos de salário e outras benesses decididas por cada poder (e com
efeito cascata) como sendo insensatezes “do Governo”. Acho portanto que
Dilma deveria aproveitar o momento e buscar uma forma cuidadosa (e não é
fácil…) para fazer o povo (e aí eu incluo o que eu creio que seja a
grande parte dos manifestantes) entender que o esforço do executivo
federal não se materializa de forma fácil e imediata onde deveria, devido
à escada de instâncias que existe entre Dilma e seu Zezinho de
Quixeramobim (mas o Bolsa Família chega rapidinho a seu Zezinho porque é
depósito direto na conta dele; ainda bem? ou ainda mal?).

Veja um exemplo da dificuldade em fazer “a coisa acontecer” no nosso
Brasil: uma gestora da Secretaria de Educação do RN deu uma entrevista no
RN TV (já faz alguns meses) demonstrando quantitativamente que, passado o
tempo necessário, o investimento em informática nas escolas estaduais,
incluindo a preparação de salas climatizadas, a distribuição de
computadores, a instalação de internet, o treinamento de professores e a
contratação de técnicos em manutenção, não resultou em um aproveitamento
concreto e de nível pelo menos mínimo para o alunado, de acordo com o que
foi medido por um teste padrão com os alunos. Como explicar isso?!?!?! É o
que ela estarrecidamente perguntava. E mais ainda: ela identificou que
havia escolas que demoraram um tempo injustificado para instalar os
computadores, outras que demoraram outro tempo injustificado para iniciar
a orientação sistemática aos alunos (que não se restringe apenas a navegar
no “fuckbook”), outras que ainda não haviam instalado todas as máquinas e
uma tal que não tinha instalado máquina nenhuma! E assim, uma das claras
evidências da entrevista dela foi que, às dificuldades que certamente vão
aparecendo ao longo da concretização de qualquer meta inovadora (inovadora
pela dimensão que se pretende), somou-se a total falta de CIDADANIA (o
termo ao final é esse!) de alguns diretores e professores em se empenhar
pela causa. “Segunda-feira eu vejo isso.” “Segunda-feira eu ligo de novo.”
“Já chamei, estou esperando”. “Com quem é mesmo que eu devo falar?” “Ele
ainda volta?”. A fala da gestora foi de fazer chorar! Para mim esse foi um
belo exemplo das dificuldades que há no Brasil para fazer as coisas
acontecerem. Imagine então quando as metas envolvem repasse de verba!
Nesse caso, ninguém segura esse país!

No caso dos problemas de corrupção no Brasil, na sua fala Dilma citou-os
como um grande entrave (não lembro as palavras exatas). Mas ela não os
enfatizou com a intensidade que eu creio que ela gostaria (ou podia; ou
que EU gostaria). Mas citando a corrupção como um problema, mesmo que de
forma pouco enfática (pelo menos para o meu gosto), será que os ouvintes
de fato entenderam que ela estava deixando BEM claro que a corrupção não
parte dela e não é parte dela? Talvez poucos tenham entendido assim, com
toda essa clareza. E muitos nem se dão à si próprio uma pausa para
reflexão sobre isso, pois já estão “contaminados”, vendo tudo “junto e
misturado”. Por isso, acho que a própria Dilma, seus assessores e seus
porta-vozes deveriam aproveitar o grande momento atual para fazer um
trabalho de deixar bem clara a dificuldade que há em se concretizar as
coisas aqui nesse nosso Brasil de meu Deus. E não é por falta de esforço,
empenho e seriedade dela que isso é muito difícil. Pois quer queiramos ou
não, eu acho que demandará muito tempo para mudarmos a má cultura e os
maus mecanismos vigentes no Brasil (e certamente, Otaciel, a concretização
desse sonho, em sua plenitude, não acontecerá na nossa gestão…).

Outro ponto importante que Dilma deve aproveitar para deixar bem claro na
grande oportunidade do momento atual é que ela é do PT mas o PT não é ela.
O PT é Lula (para o bem ou para o mal…), mas o PT não é Dilma. E Lula
quer ser Dilma, mas já está bem claro que ela não quer! Mas é lógico que o
PT é o partido dela, que lhe dá sustentação administrativa, eleitoral,
etc., etc. Não se pode negar. Mas ela demonstra saber conviver muito bem
com esse fato necessário. Pois que Dilma se esforce mais ainda para deixar
muito claras para a população essas dimensões e essas relações. Está
precisando delimitar melhor…

E eis que o momento atual do “clamor das ruas” é, no meu entender,
altamente favorável a Dilma e ao seu Governo (sensu sirito…). Pois creio
que, por todos os motivos, em pouco tempo ela saberá provar que ela estará
reconhecidamente entre os vitoriosos dessas manifestações. E será uma
vitoriosa legítima, juntamente com o povo brasileiro (afora os ladrões de
plantão nos centros e periferias das grandes cidades). Vamos aguardar…

E agora uma palavra sobre esse que podemos chamar de “o quarto Poder”, que
demonstrou força para fazer os governantes (incluindo Dilma) pensarem (e
agirem) na redefinição das prioridades no Brasil. Pois se já não mais
aceitamos o plano colocado pelos governantes para resolver nossos
problemas, forcemos então eles a redefinir esse plano de prioridades.
Excelente! Afinal, qual o mal que existe em se manifestar pacífica e
ordeiramente, como pretende a grande maioria dos manifestantes? Nenhum. O
que no entanto precisamos é de ter cautela, para que nenhum dos quatro
poderes use a força (no caso, a saudável força político-eleitoral e a
inaceitável força da baderna, que aparentemente a ela sempre estará
associada) para questionar o que quer que se decida sob a legitimidade da
Constituição. E a Constituição não pressupõe um poder com força maior do
que os outros, por qualquer caminho ou instrumento. Além disso, é
responsabilidade dos líderes das ruas entender que convocar manifestações
pacíficas sempre trará no seu bojo o grande risco da depredação, da
desordem e da desconstrução. Portanto, eles não podem perder de vista a
cautela e a medida certa. Do contrário, teremos que tronar nossas as
palavras de Regina Duarte, que eu tanto repudiei: “Eu tenho medo”. Eu
entendo que sempre que pomos em prática mecanismos saudáveis para valer
nosso direitos, sempre teremos que considerar as consequências “laterais”
daquilo que de negativo possa vir a se associar a esses mecanismos. Pois é
isso que distingue o instinto irracional (inegociável) almejado pelos
animais, (excluídos os seres humanos) da vontade racional do bicho homem.

E a Copa? É o seguinte: Após 1950, passado um bom número de anos,
suficiente para caducar a satisfação dos brasileiros com a realização de
uma Copa, eis que recomeçamos a “amadurecer” (ou a “enverdecer”???) a
ideia de realizar outra Copa no “País do Futebol”. E ao longo dos anos
pós-1950, essa ideia foi crescendo e sendo discutida e adiada e discutida
e adiada. E “we, the people” fomos nos sentindo meio “desconfortáveis” com
o julgamento e pressão dos “estrangeiros”, particularmente daqueles países
de “Seleções inferiores” que sediavam Copas e que não entendiam como nós,
o “País do Futebol” (Tri, Tetra, Penta…), não voltava a sediar outra
Copa. E em resposta a esse “clamor”, na década de 1990 no auge dos
festejos do Tetra, houve um momento de discussão “mais aprofundada” para
concretizar a realização de outra Copa no Brasil. O debate foi bem
subsidiado por várias vozes e vários setores da “nossa sociedade”, mas
concluiu-se na época (não sei exatamente “quem” concluiu) que ainda não
era o momento. E a pressão na panela foi aumentando… Até que em 2007
(não lembro o ano, e nem vou buscar na internet), o Brasil apostou o
coração, a mente, o pão e o circo na disputa pela Copa no Brasil. A Globo
(talvez a maior interessada e beneficiária desses “eventos”) transmitiu a
escolha ao vivo, o Brasil unido e parado na telinha, gritos e festejos com
a escolha, show em Copacabana e no Anhangabaú, buzinaço na Engenheiro
Roberto Freire aqui em Natal, etc., etc. Era o Brasil no seu mais puro,
mais pleno e mais patriótico estado de ufanismo. Mas agora veio a conta,
com a qual alguns “ingenuamente” insistem em manifestar surpresa (isso é
tão Brasil… Tanto a conta surpreendente quanto a surpresa pela conta).
Mas agora é tarde.
Com o dinheiro da Arena das Dunas daria para colocar a saúde do estado do
RN em condições de atendimento de país de “primeiro mundo” (desculpem o
clichê…), com vários hospitais regionais distribuídos em cidades
geograficamente estratégicas no território do RN e equipados com o que se
possa imaginar de melhor em tecnologia, etc., etc. Mas agora é tarde…

Mas o “clamor das massas” está a obrigar que nossos governantes mudem a
ordem das prioridades: para trás onde for possível e para a frente onde é
preciso. Melhor tarde do que nunca!!! A hora é essa!!!

E a população deve aproveitar a “lição das Copas” (TRÊS eventos, além do
Pan) para aprender a lidar melhor com nossas “paixões”.

Acho que a marcha do Brasil em direção a um país mais justo, mais moderno,
etc., etc. requer que cuidemos de várias frentes ao mesmo tempo. Mas no
caso das Copas, parece que deu errado. “Shit happens…”

Germano.

Prof. Germano Melo Júnior, PhD, Geólogo
Química/Geoquímica: Ambiental e Prospecção
Departamento de Geologia, CCET
Campus da UFRN
59072-970 Natal-RN.

Ainda do Germano:

“E quanto à guerra da mídia, etc., etc., estou me sentindo muito mal pelo
fato de a mídia estar me colocando no meio de fogo cruzado, intolerável
para um mero leitor, e tentando me transformar em massa de manobra de uma
guerra que passou a ser particular deles. Imagine eu, assinante de Veja,
como estou me sentindo muito mal! Assinante de Veja: precisa dizer mais
nada quanto às gaiatices que eu sou obrigado a COMPRAR?

Exemplo: há duas semanas a Veja fez uma reportagem de capa sobre Dirceu.
Em condições normais de pressão e temperatura, eu bem que gostaria de
saber a “visão oposta” sobre o dito, mas que viesse de uma imprensa séria.
Pois a Veja me fez perder essa grande oportunidade, pois já sei que é só
gaiatice. Eu nem busco mais na Veja essa “visão oposta”. Confesso que
quase nem leio mais muita coisa que sai na Veja. Imagine que foi
enfatizado na reportagem e nas cartas dos leitores da edição seguinte um
tal fato que diz que Dirceu judiava de gatos! Que coisa ridícula! Me
poupe!”

Comentário enviado por mim a Germano sobre a primeira parte do seu comentário:

Germano, excelente a tua avalição. Só discordo dela com relação às duas Copas: na minha opinião Dilma não explicou de maneira satisfatória de onde vieram os recursos para os dois eventos, mas esta tudo explicado pelo governo na internet, mas a maioria das pessoas não leem. Se os estádios não tivessem ficado prontos, a Dilma carregaria a pecha de incompetente. Como ficaram… Claro que é necessário enfatizar a existência de 3 poderes “independentes”, o executivo, o legislativo e o judiciário. Mas é o quarto poder, a mídia, que bagunça todas as tentativa de uma comunicação sadia e honesta (não quero dizer acrítica), pois a mídia no Brasil é partidária e sabe muito bem com quem pode contar para manter o monopólio das comunicações. Mas eu reconheço um defeito muito grave nesse governo: a sua incapacidade de se comunicar com a juventude numa outra instância que não o espaço midiático convencional (JN e assemelhados). O governo ignora quase que totalmente as redes sociais, e deixa para os blogs chamados “sujos” carregarem o piano nas costas.

Otaciel.

Responder

Cláudio

23/06/2013 - 17h13

E o Facebookie (sic) fez-se boohoo com o tal de Anãonymous só fazendo m…perda. Coisa de Anonymouse (ou Anonymou$$ neofasci$$tas).

“Com o tempo, uma imprensa [ = mídia ] cínica, mercenária, demagógica e corruta formará um público tão vil como ela mesma.” >>> Joseph Pulitzer


“Se você não for cuidadoso, os jornais [ = mídias ] farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo” >>> Malcolm X



Ley de Medios Já ! ! !



Responder

Eduardo Alex

23/06/2013 - 15h16

Seria engraçado, não fosse uma possibilidade de tragédia. Antes de partidos e movimentos sociais “profissionais” serem hostilizados, não tive a possibilidade de ver nenhum articulista/formador de opinião esquerdista usar o termo fascista para classificar as ondas de ataques que já aconteciam contra os grandes meios de comunicação, em especial a Globo.Eu, do meu canto anônimo, fui um dos primeiros a identificar certa natureza fascista em algumas ações ditas populares. “Ouvi”, mesmo, foi o silêncio, afinal tratava-se de um levante do povo contra representantes da “elite”, do PIG.
Não vi, nem li nenhum desses representantes esquerdistas da democracia se levantar contra o avanço de vândalos e criminosos contra ônibus, bancos, carros, estabelecimentos comerciais, além de patrimônio público. Pelo contrário, li foi representante do MPL defender o crime, ao falar que os atos eram oriundos de uma “revolta” popular.
Agora, quando parece que a esquerda organizada percebeu que não pode, até o momento, aparelhar o movimento, vem a público classificá-lo como um todo, na prática, de fascista. E o faz apenas porque não estão podendo tirar proveito dele. Certamente, se fosse alguém de um outro partido, que não fosse de esquerda,no poder, dificilmente leríamos ou veríamos algum desses defensores da liberdade da esquerda organizada se manifestando contra.
Fato é que essa hostilidade hoje praticada também contra partidos e movimentos sociais de esquerda, é sintoma de algo defendido pela própria esquerda. Agora não adianta hipocrisia a ponto de defender até o que antes atacavam. Cabe uma reflexão para se defender – SINCERAMENTE – o que realmente importa: a democracia. E isso não vai se fazer levando bandeiras do PT e fazendo defesa da Dilma, que pior do que seja, não vai ser impedida de coisa alguma, pois não há motivos para tando até o momento, menos ainda atmosfera política.

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Messias Franca de Macedo

23/06/2013 - 14h35

… O JORNALISMO FASCISTA E AS CONSPIRAÇÕES COMUNS! ENTENDA
LÁ VEM O MATUTO “COM AS ORELHAS EM PÉ”!

… Depois da ‘veja’ estampar em capa: ‘O menino pobre que mudou o Brasil’… Agora, a mesma ‘veja’: ‘Sete dias que mudaram o Brasil’ – ‘depois dos protestos, nada será como antes’…
… E, aí, a *’jornalista amiga dos patrões barões da “grande” mídia nativa’ “levantou um ‘dedinho’” e afirmou: “**’Meninos’, ‘eu não te conto’, o Datafolha fez uma pesquisa nas ruas entre os manifestantes dos protestos! Vocês sabem quem ficou em primeiríssimo(!) lugar na preferência pela corrida presidencial?” [Toda a pantomima acompanhada de um sorriso ‘verde oliva (sic) de felicidade e regozijo’! – a(de)n(do) sujo nosso!] A resposta pela própria inquisidora (idem sic): “Joaquim Barbosa!” Em seguida, a mesma ‘jornalista amiga dos patrões’, levantou… Dois ‘dedinhos’ – e: “E vocês sabem quem ficou em segundo lugar? Sim, a Marina Silva! Mesmo porque ela não tem vínculos com partidos políticos, apesar de ter vindo do PT, rompido com o PT, e, agora, está organizando a ‘Rede’!” [“Pode ‘to be’?!” – de novo, a(de)n(do) sujo do matuto!] Fala, Cantanhêde, afinal de contas, quem tem microfones e câmeras de TV à disposição, convenhamos, falar o que quer! Não é para isso que serve a democracia?! (ibidem sic) “E vocês sabem quem ficou em terceiro lugar? Nesta mesma pesquisa do Datafolha, realizada nas ruas e entre os manifestantes dos protestos, a presidente Dilma Rousseff fica com, apenas, 10% das intenções de votos! A mesma presidente Dilma Rousseff que, na pesquisa geral do Datafolha, vence as próximas eleições, em primeiro turno, com 51% dos votos…”
Dois ‘dedinhos de prosa do matuto’! A Cantanhêde não esqueceu de levantar ‘os três dedinhos da mãozinha direita'(!!!) ao informar o nome do terceiro colocado na pesquisa [realizada nas ruas, entre os manifestantes dos protestos!]; Os sorrisos progressivamente contagiaram o outro ‘convidado a dedo’ pela âncora do programa e a própria âncora, óbvio!
*Eliane Cantanhêde “da Folha da ‘ditabranda dos Frias’ & dos Marinhos das organizações(!) Globo”!
**’os meninos’: o outro convidado a ‘dedinho’ pela âncora do programa, o Sérgio Fadul [“do jornal ‘O Globo’”] e a âncora do programa ‘Fatos & distorções’(!), GloboNews!
“CINCO(!) ‘DEDINHOS’ DE PERGUNTAS!”:
1- por que será que os três ‘jornalistas amigos dos patrões’ não informaram ao ‘eleitor assinante’ acerca da “metodologia” aplicada na tal pesquisa Datafolha?! [realizada entre os manifestantes dos protestos(!)];
2- será que os três ‘jornalistas amigos dos patrões’ deram conta de que, ao corroborar com uma “pesquisa” que “pesquisa” desqualificar os partidos políticos, estão difundindo um dos preceitos clássicos do fascismo?!…
3- o que está acontecendo no Brasil – em meio à realização da Copa das Confederações(!) – evidencia alguma coincidência com a tal ‘primavera árabe’?!
4 – o que está acontecendo no Brasil – em meio à realização da Copa das Confederações(!) – tem alguma correspondência com o fascismo?!
5- lá isso é jornalismo?!…

NOTA ACAUTELATÓRIA: com relação à questão de número 3, o primeiro-ministro da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, já nos deu a contundente e peremptória resposta:
“Os protestos registrados nos últimos dias no Brasil fazem parte uma conspiração para desestabilizar a presidente Dilma Rousseff, assim como está acontecendo comigo.” Em Denúncias
Erdogan diz que mesma conspiração atua na Turquia e no Brasil
publicado em 22 de junho de 2013 às 21:13

FONTE: http://www.viomundo.com.br/denuncias/erdogan-diz-que-mesma-conspiracao-atua-na-turquia-e-no-brasil.html

E VAMOS ***“AOS FINALMENTES”(!): … “Inté”!…
***lembrando o saudoso Odorico Paraguaçu! Bom político – e militante(!) – aquele!

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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Messias Franca de Macedo

23/06/2013 - 14h31

No auge do clima golpista no país, secretário de Segurança do Rio diz que pode convocar o Exército. Não faltava mais nada
em http://blogdomello.blogspot.com.br/2013/06/no-auge-do-clima-golpista-no-pais.html

LÁ VEM O MATUTO “COM AS ORELHAS EM PÉ”! O MESMO MATUTO ‘BANANIENSE’ QUE SENTE O CHEIRO DE GOLPE DESDE O DIA EM QUE NASCEU EM PINDORAMA!

Prezado, competente e intrépido jornalista brasileiro Antônio Mello, a que ponto nós chegamos: até a [DEMotucana de carteirinha!] Eliane Cantanhêde [“da Folha da ‘ditabranda’ &$ da ‘grobonews'”] está a propalar a tese da “ineficiência” da ABIN!…

… “Pode ‘to be'”?!”…

Felicidades ao egrégio jornalista! E parabéns pelo seu trabalho jornalístico – e cívico!

República de ‘Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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Messias Franca de Macedo

23/06/2013 - 14h06

NOTA PÚBLICA DOS ESTUDANTES BRASILEIROS EM PARIS QUE CANCELARAM O ATO DE SÁBADO 22 DE JUNHO

FONTE: http://mariafro.com/2013/06/23/nota-publica-dos-estudantes-brasileiros-em-paris-que-cancelaram-o-ato-de-sabado-22-de-junho/comment-page-1/#comment-61774

LÁ VEM O MATUTO “COM AS ORELHAS EM PÉ”! O MESMO MATUTO ‘BANANIENSE’ QUE SENTE O CHEIRO DE GOLPE DESDE O DIA EM QUE NASCEU EM PINDORAMA!

… Parabéns aos estudantes brasileiros em Paris! Pela lucidez, discernimento, visão crítica… E coragem pela humildade de reconhecer “o desvio de uma rota”, e se propondo a continuar lutando, movidos(as) pelo espírito democrático e civilizatório – e nacionalista!…
O verdadeiro povo trabalhador brasileiro agradece, penhoradamente!

Felicidades a todos(as) vocês!

Até a vitória Sempre!

… Ah! E fascismo nunca mais!

Respeitosas saudações progressistas, democráticas, civilizatórias, nacionalistas, antigolpistas e antifascistas,

BRASIL (QUASE-)NAÇÃO [depende de nós enquanto ações e reações!]
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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Messias Franca de Macedo

23/06/2013 - 13h38

O POVO BRASILEIRO PEDE RESPEITO! Sobre “a turbulência invisível que tenta desestabilizar o Brasil!” O que poderia ser um apelo à consciência!

… O palanque tem a sua hora! No entanto, a vida real passa muito além – e muito acima – dos abjetos jogos político-partidários e institucionais… Portanto, nós temos que valorizar, prevalentemente, as ideias e as ações que visem, verdadeiramente, o bem coletivo – e que contribuam para o fortalecimento da nação! Ademais, os partidos políticos, os times de futebol, os políticos profissionais, os procuradores – e os procuradores prevaricadores (sic) -, “os imortais (sic) supremos do supremoTF”(!) e das Academias de Letras, os demais juízes, toda a sorte de “dotôres”(!), os(as) jornalistas – “amigos(as) ou não dos patrões barões” (idem sic) -, os governantes… Nós todos, pessoas comuns e mortais, felizmente… Enfim, todos, absolutamente todos passaremos: talvez a única certeza das nossas existências, efêmeras e caóticas!…

Felicidades… A nós todos!

Mundo
Brasil, Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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Che

23/06/2013 - 10h53

José Dirceu tem razão de estar confuso, a situação é atípica:
mo dia 18, Dirceu disse que queria povo na rua;
no dia 21, ele via a manifestação do povo como uma grave ameaça da direita;
no dia 18, Zé Dirceu chamou a PM de SP de violenta;
no dia 21, disse que a PM de SP era omissa.
Que confusão, companheiro.

Responder

Antonio

23/06/2013 - 07h55

Concordo integralmente com o articulista.
Uma manifestação contra o aumento das passagens do transporte em São Paulo com alguns gatos pingados, vindos não se sabe de onde, na Paulista foi reprimida violentamente pela PM do Geraldo. Se esqueceram do Facebook ou contavam com ele para acordar o dragão?
Jovens do Facebook que pensam poder resolver o mundo com os 144 toques do Twitter, infiltrados da direta ou simples criminosos que saqueiam.
As TV’s e a imprensa mostram os distúrbios, não as passeatas. Convidam os mesmos de sempre para discutir a Primavera Brasileira. E a polícia se omite ou não cumpre o papel que lhe cabe. Jovens bem nascidos saem todos os dias em passeatas, sem políticos e sem direção. Anarquia!
Quantos dias ainda faltam para cachorrinhos como Roberto Freire pedir o impeachment da Presidenta?
Para que golpe e Joaquins se podem contar com essa massa amorfa nas ruas?
Quem perdeu as últimas três eleições não quer perder a próxima.
Pelo andar da carruagem, não vai perder!

Responder

Francisco

23/06/2013 - 03h23

O que quer um movimento sem pauta de reivindicações?

O emprego de Dilma.

Fará o que com ele?

Responder

    Mário SF Alves

    23/06/2013 - 21h55

    “Sir William Walker (Marlon Brando), um grande agente do império britânico com dons de persuasão e manipulação pra lá de especiais, é enviado à ilha fictícia de Queimada no meio do caribe. Dominada pelos Portugueses e com forte influência no mercado canavieiro, a Ilha de Queimada é um obstáculo ao comércio dessa especiaria pelo império inglês. Walker então entra como um sabotador. Sua missão consiste em alimentar o caos na Ilha e se possível torná-la aliada dos ingleses no comércio de açúcar. Para tanto, Walker usa de suas artimanhas escolhendo um escravo local chamado José Dolores, que aparentemente tem as qualidades necessárias para liderar uma revolta. Bem sucedido em sua missão e de volta à Inglaterra, Walker recebe 10 anos mais tarde o convite para voltar a Queimada. Dessa vez sua missão é derrubar o monstro que criou.
    Assisti esse filme muitos anos atrás no cinema do Centro Cultural da Vergueiro em São Paulo. Um verdadeiro achado por sinal. Neste filme o roteirista joga na cara do mundo uma crítica ao imperialismo norte americano apoiando as ditaduras de direita na América do sul e no resto do mundo. Fez isso contando uma história aparentemente sem maiores pretensões. Tanto que foi proibida a exibição e divulgação deste filme no Brasil devido à censura na ditadura até esta estréia tardia no cinema da Vergueiro, cuja data não lembro mas estava presente.
    O filme é tão atual quanto podem imaginar. Traçando um paralelo desta época para dias mais atuais, vemos a situação do apoio americano aos Talebãs contra a URSS em 89 e depois sendo o seu carrasco pós 11 de setembro. Tem também o apoio americano ao Saddan contra o Irã e depois sua perseguição devido às supostas armas químicas.
    Walker representa a tirania imperialista capitalista cujos fins justificam os meios. Quando se dão conta de que criaram um monstro, se sentem na obrigação de combatê-lo.”

Marat

22/06/2013 - 23h37

É o MSV (Movimento dos Sem Voto) nas ruas, respaldado pelo PIG…, mas é bom o PIG levar seus soldados em tanques, pois carros são inflamáveis!

Responder

pedro

22/06/2013 - 22h37

“Não há um “movimento” em disputa, mas uma multidão sequestrada por fascistas”
Seria este um discurso formal de se tutelar um movimento apartado das influências políticas? Quem saberá!
Inicio minha crítica à esta primeira frase com estes questionamentos. A mim ela traduz um sofismo desqualificante e inoportuno. “Historicamente, a tentativa em se apropriar da ação é colocar um véu na situação em que nos colocaram como sociedade desorganizada. Onde estão os partidos?”
Aproveito a citar John Locke empirista britânico que nos atualiza em seu pensamento político. “Não se revolta um povo inteiro a não ser que a opressão seja geral”.
Parece que as viúvas políticas, notadamente do PT, tentam se soerguer de um sono dogmático e pragmático, em busca de discutir a dinâmica do movimento o diluindo num processo dialético-crítico dele em si mesmo. Um movimento que se expressa de forma legítima e, apesar deste olhar sócio-político-deformado e fraco, não consegue perceber o valor desta espontaneidade. Por que só eles apontam para este tal sequestro? Creio sim num espernear desapontado, que não consegue admitir a hipótese de espontaneidade de um grupo que recebeu como estopim social a manifestação de ultraje de anos a fio que engatilhou e detonou este processo. Somente alienados pelo condicionamento político concebem que o movimento deveria estar subordinado a alguém ou algum partido, ou estrutura. Pergunto, qual? Neste caso o PT? Não! Esta foi a resposta que deram nas ruas. Não à bandeiras, não aos partidos. Fora todos, do PSOL ao PSTU, passando pelo PSDB e desembocando no PT do Delubio, Zé Dirceu, Genoíno, maracutaias, arranjos políticos, enganação. Não aos AIEs (L. Althusser) pouco reconhecidos, até aqui, pelas viúvas petistas.
Quem disse que a multidão era sem representantes? E a quem elas de fato se faziam necessárias? Aos partidos claro. Somos todos responsáveis e ninguém ao mesmo tempo é por ações fora do escopo de nosso universo. Contudo, o povo em si mesmo estava ali representado, esse era o mote de mérito maior. Na revolução francesa a disputa levou à guilhotina diversos companheiros de pensamento e de primeiro cena no movimento, amigos de sempre. Danton X Robespierre. Do que valeu tudo aquilo? A Gironda interessava a quem afinal? Resposta: A guilhotina. Na revolução bolchevique, do que valeu a disputa interna do poder, pós Lênin, com perseguições e Gulags, assassinato de Trotsky no México. O carniceiro Stalin o que realmente fez ao seu país ao assassinar seus conterrâneos, em nome de uma pretensa, mas falsa unidade de partido. Corações sim se partiram, mas não o desejo do povo de liberdade e expressão. Este nunca foi renunciado, apenas adormeceu.
Falar que a extrema direita está encabeçando isso, ou é esquizofrenia persecutória política, ou desonestidade de perdedor, que perdeu o rumo, com esta manifestação, perdeu o rebolado. Ao atacar instituições públicas, partidos políticos e manifestantes de esquerda, isso pode não representar àqueles que querem nos tomar por tolos e por despolitizados, pq isso virou moda agora, mas representa mais da metade do povo que está farto do poder pelo poder, o CQC brasileiro. E aí está o PT, com suas idiossincrasias e gosto mórbido pelo poder e os cretinos do PSDB esperando o espólio da carniça para repartir e se refastelar no banquete do podre.
Esse movimento me representa sim e a muitos que desprezam a cartilha da obviedade, do poder político, da politicagem. Chega de gestual política de Lula à FHC; Garotinho e Collor; Sarney e Maluf (que curiosamente é aliado do PT em SP!!!). Isto é o velho. Demos um basta! Isso para citar poucos, como a troupe petista (Dirceu, Delubio, Genoíno) e não me venham com a falácia de que todos tem uma história. Hitler, Mussolini e sou proibido, em memória ao grande Manoel Mauricio de Albuquerque que nos ensinou a não guardar nomes de facínoras (eles são muitos), também tinham, e daí?
Da Liberdade.
Um pássaro não pode ser livre na prisão do ar. O povo nunca esteve livre, as a comer migalhas dormidas o pão do poder. E estamos abandonando este ar respirado por décadas, às expensas de teorias sociais de apetite político maior que o espírito da liberdade em si mesma.
Me recordo de Foucault com o princípio do epimeleia heautou. Este princípio de se ocupar de si mesmo se tornou, de maneira geral, o princípio de toda conduta racional, em toda forma de vida ativa que quisesse de fato obedecer ao princípio de racionalidade moral e de sua respsectiva liberdade de escolha. Ele nos mostra que este princípio como um fenômeno cultural de conjunto; foi um acontecimento no pensamento humano. O cuidado de si é uma atitude, com relação a si, com relação aos outros, com relação ao mundo. E este movimento nos apresentou e nos reuniu em torno disto, cuidando de si, de suas ideias, isto é uma forma de atenção, de olhar para seu “interior”, uma observação sobre o que se pensa de si e do mundo que nos habita interna e externamente. Estas ações advém do exame de consciência, de compreensão do passado, atuação presente e os olhos no futuro.
Este imperativo, traduzido por uma espécie de desafio, uma vontade de ruptura da ética política pode ser traduzida também, como uma constatação do fracasso da moral política que nos assola Arroi -Chuí. Esta atitude em nada deve ser depreciada, ao contrário, mais do que um recurso da individualidade a expressão do coletivo em ação é isso que nos apresentam estes fatos. Ela tem enorme valor positivo e nunca negativo, depreciativo, ou quaisquer que sejam as elucubrações possíveis neste cenário. Não se deve olvidar, tampouco, que foi desse jogo que nasceram os movimentos mais expressivos em todas a áreas de construção da expressão e do conhecimento humano. Até aqui, não nos salvou nenhum senhor! Nem feudal nem espiritual, mas o próprio homem, seu cuidado e empenho em si mesmo.
Contudo, devemos, por outro lado, compreender que a intelectualidade política há de sempre procurar respostas à trágica crise que afetou nosso mundo político, sob o signo da razão e buscar as explicações mais pálidas. Aos intelectuerdas de plantão a memória de William Blake há sempre de os assustar. Ele afirmava que “Aquele que deseja e não age engendra a peste” Aí está a peste a nos rondar pelo engendramento fácil e obscuro do poder.
Habermas em seus argumentos em favor da liberdade, nos afirma que a intuição, ainda que indemonstrável, e a auto compreensão cotidiana de sujeitos que agem, nos oferece a crença de sermos livres para agir “assim ou de outra forma”. Isso é um dado legítimo para a afirmação da liberdade humana per se, clara quando é sustentada o desejo de fazer jus a uma evidência, coisa que o próprio Habermas admite não passar de uma intuição, para a qual, no entanto, ele dá a mais alta confiança e credibilidade!
A questão da liberdade encobre e mascara muitos outros. Por que os homens, que se consideram acima do bem e do mal e livres, colocam a si mesmos e aos outros em relações de poder, nas quais se pressupõe mando e subordinação partidária, necessários à expressão de si mesmos? Se chamamos para nós a autonomia e liberdade nas decisões, se vemos a nós mesmos como responsáveis por nossos atos, em suma, se a liberdade é um bem, por que escolhemos, ou deveríamos nos subordinar às regras de orientações que nos são alheias, como partidos e aglomerados Frankstein? A um ser livre, é permitido qualquer escolha, mesmo a escravidão? Esta questão é deletéria, ao verdadeiro sentido da liberdade, já que não provém de uma decisão própria, mas mediada por ações externas ao indivíduo.

Se os homens estão condenados à liberdade, e esta seria uma fórmula limite dela mesma, ainda que, com um forte apelo melancólico, ao rechaçar a ideia de liberdade, que quer se exprimir, seja qual for o mecanismo, esta condenação per se, não desqualifica a liberdade em sua plenitude e produz mais angústia e incerteza. Afinal a quem serviria esta desqualificação, à direita ou às viúvas abandonadas?

Ao tentar esta tutela, tais críticos, imediatamente nos apresentam a questão do homem que não se sente livre, pois que é coagido por seitas e alienções, mas não eles mesmos (críticos). Constrangendo-o a agir diferentemente do modo como pretendemos. Neste rumo Hume nos ensina algo diametralmente oposto: a liberdade como algo que se contrapõe à coibição, e não à necessidade.

Da mobilização.
O que começou como uma grande mobilização social contra o aumento das passagens de ônibus e em defesa de um transporte público de qualidade não está descambando, para nenhum experimento. Ao contrário, ela consolida a práxis de respostas antagônicas à projetos tímidos e mitigados pelos interesses do status quo, travestidos de movimento pelo povo e pelo poder instituído. Existem desordeiros sim, mas isso nada tem de fascismo. Tem de banditismo, caso de polícia, crime comum- furto e depredação. Duvido e dou minha cabeça se metade destes bandidos sabem o que é fascismo. Mais da metade tem baixa expectativa de vida, parcos projetos, despreparo de tudo, falta de oportunidade cronificada, enfim sofrem de uma doença social que crassa no planeta desde Hobbes Somos nossos maiores predadores “O homem é o lobo do homem”.
É de um falso simbolismo a ideia de uma massa disforme na rua, “contra tudo o que está aí”, aí está precisamente o mote, os representantes e sua direção. Estar contra políticos e militantes de partidos é um sintoma simétrico à doença instalada e controlada pelo poder. Não há nada de frágil na democracia. Ela é dinâmica e sabe reagir, aí temos este movimento. É de sua natureza esta ação e se ressignifica sempre que necessário.
“Uma democracia, entre outras coisas, significa existência de partidos, de representantes eleitos pelo voto popular, do debate político como espaço de articulação e mediação das demandas da sociedade, do direito de livre expressão, de livre manifestação, de ir e vir”. Sim, mas não é menos democrático o fato de uma sociedade querer romper com tudo o que há criando novas expectativas, a partir de uma nova concepção política, que quer renunciar a tudo o que há de velho, moribundo e eivado da pequenez dos princípios políticos, notadamente os instituídos pelo status quo.
Na noite de quinta-feira, esteve ameaçada a ordem pública, mas não a democracia. Foram atacados estabelecimentos públicos e privados. Houve de tudo. A tal potencialização da violência, estava inscrita muito tempo atrás. A violência de uma falta de política pública para a saúde e a educação e todas àquelas necessidades básicas da população, como melhor distribuição de renda, rompimento com os sistemas de conluio com o governo que assiste a tudo e pouco se manifesta criticamente. Por que não romper politicamente e bloquear concessões e verbas aos corruptos e parasitas do Estado brasileiro? Mas que diabos de militantes agredidos e expulsos de manifestações, do PSOL, do PSTU, do MST, que representavam apenas a si mesmos, se ora, portavam bandeiras ou camisas de seus partidos ou organizações? Será que tem alguém bêbado aqui? Eu fui, sem bandeiras e camisas. Assim, estava por mim mesmo e não tinha me autorizado a pensar em minhas alteras convicções frente ao movimento e nem afirmara posição política, ainda que a tivesse. Quem fez ao contrário representou a si, é verdade, mas sobretudo, a outrem, seus partidos, corporações e filiações. A mim tudo muito simples.
De novo os grupos armados e depredadores de tudo, são criminosos e não podem representar o movimento, tem que ser presos e julgados pelo que fizeram, mas não se pode rever isso sob um prisma representativo de milhares de pessoas, no que acreditavam, no que faziam sob a égide do basta de sacanagem.
Isso sim “Desde logo, cabe reconhecer que os dirigentes dos partidos, dos governos e dos meios de comunicação têm uma grande dose de responsabilidade pelo que está acontecendo”. Mas, ainda que não estejam no mesmo saco, o que se faz necessário, e fruto de uma demanda popular e não das esmolas politicas mal dormidas. A melhor ajuda que um governo pode dar é CONDIÇÕES DE DAR POVO SUAS PRÓPRIAS ESTRATÉGIAS. Mas nunca o paternalismo que assola o estado brasileiro.
E por que o governo não entra de sola do pacto social e na reforma política, não faz recuar esta maldita PEC, o Feliciano e sua corja moralista? Enfim…, põe o Congresso Nacional em marcha pois que não está em funcionando, há tempos. Voto esclarecido? Iluminismo tupininquim? Que tudo isto sirva de alerta ao governo, para o bem e para o mal.
É manipulação dizer que “muitos interesses de classe foram contrariados e esses interesses não desistiram de retornar ao poder plenamente”, pois foram todos mesmos, incluindo os do governo.
Todos temos o direito a fundar nossas opiniões consonantes com nossas convicções, sejamos jornalistas, militantes político de esquerda e cidadãos ou mesmo órfãos do Estado.
Ler sempre nos oferecerá oportunidade ao conhecimento, mas a reflexão dialética sempre haverá de incorporar o que lemos.
E por fim parafraseando Locke “As ações dos seres humanos são as melhores intérpretes de seus pensamentos”. Aqui estamos nós, órfãos do universo, mas de mãos dadas e na esperança construindo corações e mentes, ou deixando-os se autoconstruírem. Isso é melhor a mais darwinista, nos torna mais aptos conviver com nossas naturezas e nos abrigar de profetas do apocalipse.

Responder

    Bacellar

    22/06/2013 - 23h19

    Essa era da boa hein…

    FrancoAtirador

    23/06/2013 - 01h06

    .
    .
    “um povo inteiro” ?!?

    O Povo Inteiro está assistindo o delírio de vocês,

    massa amorfa de manobra da Mídia Bandida Fascista.
    .
    .

    Mário SF Alves

    23/06/2013 - 22h06

    É isso aí, Franco. Primeiro dos problemas: a brucutuzada fascista que aparentemente sequestrou o MPL vai ter de aprender a difícil tarefa de falar a língua do povo. Caso contrário… ih!… vai feder chifre queimado.
    ___________________________
    O sonho fascista liderado pelo PiG de desconstrução da realidade não tem mais limites. Bons tempos aqueles “o da ingênua bolinha de papel”; bons tempos aqueles.

    AlvaroTadeu

    23/06/2013 - 10h42

    Um Pedro cita Locke, dizendo em suma que o povo está nas ruas por causa de uma opressão generalizada. Todos os observadores isentos e honestos são unânimes em dizer que o Governo do PT é infinitamente melhor do que o do PSDB. Essas comparações são baseadas em números. Diminuição da miséria, crescimento do PIB, taxa de juros SELIC, preço do dólar, viagens aéreas, taxa de desemprego, número de jovens frequentando a universidade graças aos programas do governo federal, o Bolsa Família que espantou o fantasma da fome de milhões de lares brasileiros, etc. Na gestão pública, a administração Serra/Kassab em São Paulo foi um fracasso rotundo. Por todos os números, por todos os meios, os tucanos têm muito papo e nenhum trabalho. Não há desculpas após 20 anos de governo, o metrô sequer ter chegado a Congonhas e Guarulhos. Nem sob a Avenida Santo Amaro e Estrada M’Boi Mirim. E os passageiros só conseguindo embarcar nas quartas ou quintas composições no horário de pico. Se não houve reação àquelas administrações desastradas e desumanas, de onde vem tanto ódio? Eu não sei. Mas sei que o sistema Globo de TV, que precisou de empréstimos do BNDES, da Veja, que está alojada num imóvel da PREVI pagando um aluguel irrisório, contrato assinado durante do governo FHC, da Folha de São Paulo que se desqualifica em manchetes escandalosas e desonestas e que tem em suas trincheiras gente cheirosa como Eliane Catanhêde e outros jornalistas de pouca cultura e muita mentira, são esses veículos que dependem do estado que botam lenha na fogueira. Sinceramente, não vejo opressão suficiente para se ir às ruas. A gente vê que as manifestações são todas anti-PT e anti-Dilma. A qual partido e sistema econômico interessam manifestações desse tipo? E nos debates do SPORTV, gente que nem entende de futebol, em mesa redonda, desancando o governo federal? Essa tal “opressão”, Pedro, vem de gente como você, bem de vida mas que odeia emenda constitucional de libertação das domésticas, que diz que a PEC 37 estimula a bandidagem. Você sabe muito bem que Gurgel prevaricou e essa lei vem para coibir abusos de procuradores amigos de gente como Carlinhos Cachoeira, o editor secreto da revista Veja. Mas vi um garoto se manifestar contra a PEC 37 e ele nem soube explicar do que se tratava. Esse é o tipo de “cultura” e jovens que tomaram as ruas para derrubar a presidenta?

    Samir

    23/06/2013 - 11h42

    “Ao contrário, ela consolida a práxis de respostas antagônicas à projetos tímidos e mitigados”
    Neste caso não se usa a crase.
    Abs.

    Bertold

    23/06/2013 - 12h41

    Mano, se tava com vontade de escrever? Apesar da abundância de palavras, frases e citações, você ou não quer ver ou realmente tem problemas de percepção da realidade. Qual é a tua, pari passo com os idiotas da objetividade? Poxa, me dá a dica de como conseguir essa fuga sofística sem que eu me sinta retardado.

    Antonio

    23/06/2013 - 13h00

    Resumo seu longo comentário à resposta da pergunta: Onde estão os partidos?
    Estão onde sempre estiveram com políticos eleitos e reeleitos por um povo amorfo que não se dá ao trabalho de pesquisar, acompanhar e participar.
    Prefere um pai da pátria a lhe prover as necessidades.

Marat

22/06/2013 - 21h21

Tem que começar a haver prisões. E poderia começar com o playboy que tentou destruir o prédio tombado da Prefeitura, ou o pessoal da justi$$$a vai fazer algo diferente? Há muitos cursos bons a distância, de modo que o “arquiteto” poderia estudar num notebook dentro do presídio! É importante as pessoas terem a percepção de que a Justiça é para todos!

Responder

    Lu Witovisk

    23/06/2013 - 12h31

    Mas esse Marat é “trabalhador” e “se disse arrependido”, isso a globosta fez questao de frisar.

    Marat

    23/06/2013 - 14h55

    É, Lu… se nós resolvêssemos atear fogo na sede da Globo e nos disséssemos arrependidos, sentiríamos a mão forte da “justiça”!!!

Esquerda mobiliza periferia e se organiza para barrar o avanço da direita nas ruas - Viomundo - O que você não vê na mídia

22/06/2013 - 21h16

[…] Marco Weissheimer: Uma multidão sequestrada por fascistas […]

Responder

Marat

22/06/2013 - 21h14

Nem podemos dizer que isso é uma democracia… e, leiam o Russia Today. Ali a cobertura é mais próxima da realidade do que o PIG quer mostrar. O Erdogan disse que o modus operandi aqui é o mesmo que ocorre na Turquia… São golpistas e já têm muitos vídeos em inglês… É melhor fazer uma limpa na ABIN e colocar nacionalistas ali!!!!!!!!!!!!!!

Responder

Marat

22/06/2013 - 20h38

Eles estão politizando sim! Agora é contra a PEC 37, e terminou em frente à Prefeitura. Contra o Governo de SP, nada… são fascistas e massa de manobra! perderam no voto e agora querem ganhar na porrada… Bafômetro neles!

Responder

    Marcelo de Matos

    22/06/2013 - 20h58

    Verdade Marat. Precisamos falar sobre a PEC 37. O Viomundo publicou aquele clássico post “O golpe D’Urso”. Chegou a vez de darmos a palavra ao doutor, em defesa da PEC 37: http://www.oabsp.org.br/noticias/2013/05/15/8736/?searchterm=pec 37

    Marat

    22/06/2013 - 21h10

    Marcelo, muito nem sabem o que quer dizer o termo PEC. Outros repetem o que o PIG diz, e quase nenhum deles sabem o perigo que representa o Senhor Gilmar Mendes e o MP-SP, que é um grupelho a serviço do Alckmin e do PSDB!

    JOTACE

    23/06/2013 - 00h13

    E camisas de força para alguns deles, caro Marat…Agraço, Jotace

    Marat

    23/06/2013 - 14h03

    Jotacê, as mesmas camisas de força que o PIG coloca na verdade, ou seja, na censura deles, que é forte. Abraços!

sergio

22/06/2013 - 20h09

Essas passeatas já encheram.
Ano que vem tem eleições, é só os caras elegerem quem eles acham que pode mudar o Brasil.
Na falta de candidatos é só lembrar que qualquer brasileiro, maior 35 anos, pode se candidatar.
Simples assim.

Responder

Maria Thereza

22/06/2013 - 19h56

E a central globo de manifestações e manipulações ressuscitou um modelo que já deu certo: insuflar, amedrontar. Dilma deve aproveitar a oprtunidade e remontar o ministério, pois esse se mostrou covarde e omisso. Não vi um ministro se posicionar, dar uma aparecidinha pra mostra que é do governo. Idem em relação a deputados e senadores do pr´priio PT e da tal base aliada, que pode até trazer votos, mas não serve para mais nada e deve ser posta em seu devido tamanho. E, antes de tudo, cuidar da secom, que me parece um antro de 5ª coluna.

Responder

Paulo

22/06/2013 - 19h49

Incrível como o fascismo virou uma espécie de curinga, pra ser usado em qualquer contexto e situação, sem precisar nem de definição… Se tudo pode ser fascismo, o que é mesmo o fascismo?

Responder

    FrancoAtirador

    22/06/2013 - 21h29

    .
    .
    O termo fascismo deriva de ‘fascio’ (do italiano: ‘feixe’), nome do grupo político que surgiu na Itália no fim do século XIX e começo do século XX.

    O fascismo é um regime autoritário de extrema-direita desenvolvido por Benedito Mussolini, a partir de 1919 na Itália.

    O fascismo italiano foi resultado de um sentimento geral de medo e ansiedade dentro da classe média, devido a convergências de pressões de ordem econômica, política e cultural (moral).

    Um aspecto importante do fascismo é que ele usa os seus movimentos de massa para atacar as organizações que se reivindicam das classes trabalhadoras – partidos operários e sindicatos – para derrotar os movimentos de esquerda (anticomunismo).
    .
    .
    Neofascismo Norte-Americano

    O movimento Tea Party não é um partido político, oficialmente não apresenta candidatos e seu nome não apareceu em nenhuma cédula eleitoral; não tem uma liderança central e resulta da adesão informal de grupos locais menores.

    As principais preocupações do movimento incluem o corte do tamanho do governo, a redução de impostos, do desperdício do dinheiro público, da dívida pública e do défit do orçamento federal.

    O moralismo fundamentalista e o anticomunismo também são bandeiras dos integrantes do Movimento Tea Party.

    (http://pt.wikipedia.org/wiki/Fascismo)
    .
    .
    Leia também:

    A ORIGEM DO NAZI-FASCISMO

    A PSICOLOGIA DE MASSAS DO FASCISMO
    (Wilhelm Reich)

    (http://pt.scribd.com/doc/117307562/Wilhelm-Reich-PSICOLOGIA-DE-MASSAS-DO-FASCISMO)
    .
    .

    Paulo

    23/06/2013 - 10h25

    Meu caro, acho que sabemos o que é o fascismo o problema é a tentativa de entender a atual conjuntura das ruas pela ótica do fascismo, na tentativa de desmoralizar o movimento. O que devemos fazer então? Abaixar a cabeça e ficar em casa por medo da direitona e do fascismo? Ficarmos quietos porque só servimos como massa de manobra (aí a típica visão tanto da direitona quanto da esquerda ilustradíssima)? Nos deixar guiar por grupos que se dizem de esquerda, mas que estão prontos a defender a qualquer custo o governo e as coisas como estão (governo cujo partido foi de esquerda num passado remoto)?
    Temos é que pressionar sem medo, governo bom é governo PRESSIONADO. Viva o povo na rua e abaixo a repressão (inclusive a pseudo-ideológica – porque ideologia de esquerda mesmo parece que está em falta).

    abolicionista

    23/06/2013 - 20h21

    Caro FrancoAtirador. Nessa eu concordo com o Paulo, precisamos disputar as ruas, quem não sai de casa por medo já perdeu a guerra.

    É a luta de classes mostrando seu rosto, vamos à luta.

CarmenLya

22/06/2013 - 19h44

Ai! que dó…que dó!!!!!! os fascistas estão chegando!!!!!! o PIG é tão malvado…tomou conta do MPL!!!!! os jovens são massa de manobra da elite cheirosa!!!!
Eu tinha que nascer para assistir isso…a “esquerda” paranóica com o povo na rua. Por favor, rapazes, tenham compostura…já está chato entrar aqui e ler a mesma análise em todos os artigos. Quoque tu, Marco Weissheimer?????? Ora, convoquem o “povão” (já que hoje a classe média esclarecida que levou o PT ao poder foi transformada em inimiga, com ajuda do PIG) para ir às ruas defender Lula e Dilma.
Certamente os bancários, professores, funcionários públicos continuamos querendo um país melhor, mas o PT não nos representa mais. Só prá avisar…vocês estão chatos demais. Outra coisa, agredir quem não concorda não ajuda em nada…apenas demonstra a falta de argumentos racionais para um debate de nível. Ai! que dó….estou com peninha dos “perplexos”, rsrsrsrs

Responder

    Paulo

    23/06/2013 - 10h27

    Pois é, parece que o medo de ser ultrapassado pela história é tanto, que foi preciso sacar o fascismo da cartola.

    desde criancinha

    23/06/2013 - 18h21

    Paulo, infelizmente os white power e os carecas daqui de SP não saem da cartola. Estão nas ruas há muito tempo. Tanto que a mulecada daqui tá imitando os franceses – http://www.youtube.com/watch?v=boVr0SRS1Pw

Leandro

22/06/2013 - 19h30

Ótima análise, Marco. Mas grande parte do povo que está nas ruas não acompanha política, nunca se interessou e nem tem uma base mínima que seja sobre a história nacional. Creio que tudo isso é bom porque o DEBATE está na mídia. As pessoas nunca buscaram tanta informação e estão sendo bombardeadas como agora sobre assuntos políticos nacionais. Isso vai ganhar uma nova dimensão como nunca antes. É a chance de ouro de uma nova visão pessoal. Ao sair da zona de conforto, e saírem as ruas para proclamar o que quer que seja, uma coisa é certa: a conformidade deixa de existir!

Responder

Murdok

22/06/2013 - 18h23

Temos que fortalecer a democracia. Precisamos de partido político, sindicatos, associações, movimentos sociais e tudo que nos possa representar.

Responder

    FrancoAtirador

    22/06/2013 - 19h56

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    ESTÁ NA HORA DO CONTRA-PROTESTO!

    NA RUA!

    PELA DEMOCRACIA E CONTRA O FASCISMO!
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    FrancoAtirador

    22/06/2013 - 20h36

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    É HORA DE CONVERSAR SOBRE O BRASIL

    A democracia deve ser exercida ali onde está o poder. Não há nada mais precioso na vida de uma Nação do que o momento em que o poder se define nas ruas.

    Assegurar que ele seja um poder democrático é a tarefa mais urgente no Brasil nos dias que correm.

    As forças progressistas, preocupadas com os rumos das legítimas manifestações de massa em todo o país, tem uma tarefa simples, prática, urgente e incontornável.

    Reunir-se em todos os fóruns possíveis para exercer a democracia dando-lhe um conteúdo propositivo.

    Conversar sobre o Brasil. Entender o momento vivido pelo Brasil. Formular e reforçar linhas de passagem entre o país que já temos e aquele que poderíamos ter.

    Como bem disse a Presidenta Dilma em seu discurso, 6ª-feira:
    ‘Precisamos oxigenar o nosso sistema político. É a cidadania , e não o poder econômico, quem deve ser ouvido em primeiro lugar’.

    É preciso dar organicidade a essa disposição.

    Os valores que vão ordenar a travessia para o novo ciclo de desenvolvimento brasileiro estão sendo sedimentados nos dias que correm.

    As forças progressistas devem participar ativamente da carpintaria que definirá essa moldura histórica.
    Como?
    Organizando-se para ir às ruas.
    Reunindo-se previamente para conversar sobre o Brasil.
    Em núcleos de base dos partidos, nos sindicatos, nos locais de trabalho, nos círculos de vizinhança, nas escolas, nos condomínios, com a turma do futebol e a do facebook.

    Na 6ª-feira, por exemplo, cerca de 800 pessoas, representando 86 entidades, reuniram-se no Sindicato dos Químicos, em São Paulo, à convite do MST.
    Em pauta: mobilizar um milhão de pessoas na capital, em defesa de um Brasil onde a democracia participativa paute o destino da sociedade e o futuro do desenvolvimento.

    Carta Maior
    .
    .
    É O CAMINHO!
    .
    .

Sylvia Tigre de Hollanda Cavalcanti

22/06/2013 - 18h13

Ótimo texto,perfeita análise.Espero,do fundo da minha alma,que nossos com-
patriotas democráticos acordem pois quem é pré-64 como eu treme nas bases.

Responder

JOTACE

22/06/2013 - 18h10

Como sempre, um belo texto do Marco Weissheimer, onde se pode apreciar não só como vê e sente uma democracia, mas a análise bem fundamentada que faz dos fatos que têm ocorrido e das principais causas determinantes. Que nós, eleitores desejosos de um governo democrático aceitemos das carapuças que nos cabem, a muito comum do deixar à solta aqueles nos quais temos votado e muitas vezes elogiá-los de forma generosa demais, abstendo-nos de considerar que uma crítica é também uma forma de ajuda. De minha parte ainda que, como brasileiro, lamente o que tem ocorrido, estimo que a análise dos fatos por parte das nossas cúpulas sirva para representar uma extraordinária lição aos que governam à distância do povo.

Responder

Urbano

22/06/2013 - 18h03

O bolor fascista esteve presente em todos os momentos do badernaço.

Responder

Rosana Maria Figueiredo

22/06/2013 - 17h45

Concordo contigo Marco.
Não podemos ser ingênuos, os “apartidários” que tomaram as ruas são ou inocentes úteis ou sujeitos que querem o fim do pouco que foi conquistado, nestes últimos anos.
Rosana

Responder

Eunice

22/06/2013 - 17h40

O que eu notei II

1) as rádios agora já estão usando até programas esportivos para participar da campanha fascista.Aliás o fascismo usou bem o esporte. Temos precedente.
a-nunca mencionam governadores, analisam a fala da presidenta negativamente durante horas.Falam de possivel boicote à copa. Falam dos gastos pra copa.
No caso de S.Paulo, nunca mencionam o governador, ou sua relação com o transporte. Aplaudem o “movimento”. Criticam sempre o governo federal.A tarefa mais aguda está entregue – assim como no “movimento” a figuras jovens e nihilistas, aéticas, com mau uso da língua portuguesa e pouca leitura. Bons repetidores portanto.

Responder

Eunice

22/06/2013 - 17h34

O que eu notei:

1) já há pessoas se perguntando ” quem sustenta essa gente sem trabalhar tanto tempo?” “e quem vai abonar as faltas escolares?”?
2)se os organizadores ocupam vagas na universidade pública e vão perder o ano, devido a um mês de protestos, estão ocupando indevidamente essa vaga que deveria ser de outro.
3)não devemos menosprezar a raiva contida nos corações de pessoas faveladas e que tiveram pela primeira vez oportunidade de se expressar, coberta pela multidão. Falo de pessoas honestas, que pulam o esgoto todos os dias, dormem com os ratos nos barracos etc. e se alimentam de linguiça feita de gordura, quando isso é possível.
Acaso algum de vocês leitores deste blog já viram uma favela bem de perto?
Claro que isso é ruim, mas possivel de ter acontecido. É sua maneira de escarnecer de um prefeito e de um governador. Mas a única que os atendeu com palavras, ainda, foi a presidenta. Prefeitos sumiram, governadores sumiram.

Responder

Paulo

22/06/2013 - 16h46

Eu fico me perguntando o porquê dessa insistência em traduzir o sentimento popular em manipulação fascista. Isso só pode vir de quem enxerga no povo uma simples massa de manobra pra esse ou aquele interesse (a visão típica dos partidos políticos de direita ou de esquerda). O povo saiu desorganizado às ruas porque temos no Brasil uma crise de representação. Se o governo do PT não quer ser ultrapassado pela história, tem que se tornar verdadeiramente representativo, não adianta querer que fique tudo na mesma e agir só no discurso.

Responder

    Carol

    22/06/2013 - 19h27

    Respondeu o que eu queria ouvir! Perfeita colocação. Nada mais a acrescentar.

    alexandre

    22/06/2013 - 22h31

    Desde que saímos da ditadura, experimentamos governos democráticos de todos os partidos. O PT criticou todos eles e, no poder, a “esperança” se tornou igual a todos os outros. O resultado está aí.

    Paulo Figueira

    23/06/2013 - 14h06

    Lobos e cordeiros juntos em manifestações contra um governo popular e eleito democraticamente, fica fácil imaginar o destino dos cordeiros.

Carlos

22/06/2013 - 16h03

Estive na manifestação havida no Largo da Batata, em São Paulo, e fiquei chocado com a quantidade de pessoas com nariz de palhaço, com cartazes contra a Dilma, vestidas de verde amarelo, totalmente descoladas do movimento pela redução das tarifas. Não vi nenhuma, nem uminha alusão à tarifa do metro, que sumiu das manifestações e da mídia corporativa. O pessoal do MPL iam na vanguarda da manifestação, não olhando para trás para enxergar as forças do retrocesso, amplamente majoritárias em número, pelo o que vi. Mas não sou Datafolha nem a PM para fazer estatísticas “precisas”, mas que a direita estava assumindo o controle do movimento estava. Os blogueiros sujos, com pouquíssimas exceções (Marilene Felinto e PHA) estavam deslumbrados com o povo na ruas, esquecendo que o fascismo e o nazismo foram movimentos de massa, e que as marchadeiras de 1964 colocaram mais gente na que o MPL, sem a facilidade das redes sociais. Assim, as análises devem adotar rigor metodológico, sem o quê podemos acabar apoiando algo que não estamos entendendo plenamente.
Quanto ao MPL, ao dar condições para ressuscitas o movimento de direita Cansei – o NeoCansei -agiu com certo oportunismo, pois, segundo a coletiva para os blogueiros sujos, confirmaram que sabiam da articulação das forças das direita e que elas estavam assumindo a dianteira das convocações para os atos. Nada fizeram, para garantir o engrossamento do número de participantes, e assim conseguir a vitória dos vinte centavos, quando deveria ter chamado uma coletiva de imprensa, aproveitando que os olhos da mídia internacional estavam voltados para o Brasil, e denunciar a infiltração fascista, a índole golpistas da infiltração, que o MPL é pela democracia, pela garantia dos direitos constitucionais etc, pois o que passou a estar em jogo não era mais a redução da tarifa, mas a desestabilização de governos legitimamente eleitos.
Outra coisa foi acuar o Haddad, eleito há seis meses, como se fosse ele o responsável pelo caos do transporte urbano, pouco se importando de onde vão sair os recursos para garantir a redução; se for da saúde, da educação, pelo aumento de impostos, tanto faz, ele (Haddad) que se vire.
Assim vamos vivendo e aprendendo, mas nada do que está acontecendo tem me surpreendido muito, não porque eu seja especial, não sou, não passo de um anônimo, com uma história comum, mas bastava querer ver.

Responder

Isabela

22/06/2013 - 15h50

Exato! E eu fui vaiada por defender a legalidade. É preciso resistir, vermelhos!
http://isabelacampoidirection.blogspot.com.br/2013/06/manha-de-manifestacao-em-paranavai.html

Responder

FrancoAtirador

22/06/2013 - 15h35

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A Mídia Bandida da International Community está articulada

sob comando e logística do U.S. Department of State:

Já lançaram o ‘Obama BraZileiro, o Caçador de Corruptos’

(http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/06/130620_protestos_brasilianista_pu_cc.shtml)
(http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/06/130620_imprensa_ft_fl.shtml)
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A LUTA AGORA É: DEMOCRACIA x FASCISMO
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Entre democracia e fascismo

Por Paulo Moreira Leite, na IstoÉ

O movimento de caráter semi-insurrecional que vemos no país de hoje exige uma reflexão cuidadosa.

Começou como uma luta justíssima pela redução de tarifas de ônibus.

Auxiliada pela postura irredutível das autoridades e pela brutalidade policial, esta mobilização transformou-se numa luta nacional pela democracia.

Se a redução da tarifa foi vitoriosa, a defesa dos direitos democráticos também deu resultado na medida em que o Estado deixou de empregar a violência como método preferencial para impor suas políticas.

Mas hoje a mobilização assumiu outra fisionomia.

Seu traços anti-democráticos acentuados. Até o MPL, entidade que havia organizado o movimento em sua primeira fase, decidiu retirar-se das mobilizações.

Os manifestantes combatem os partidos políticos, que são a forma mais democrática de participação no Estado.

Seu argumento é típico do fascismo: “povo unido não precisa de partido.”

Claro que precisa. Não há saída na sociedade moderna. Às vezes, uma pessoa escolhe entrar num partido. Outras vezes, é massa de manobra e nem sabe.

A criação de partidos políticos é a forma democrática de uma sociedade debater e negociar interesses diferentes, que não nascem na política, como se tenta acreditar, mas da própria vida social, das classes sociais.

Em São Paulo, em Brasília, os protestos exibiram faixa com caráter golpista.

“Chega de políticos incompetentes!!! Intervenção Militar Já!!!”

No mesmo movimento, militantes de esquerda, com bandeiras de esquerda, foram forçados a deixar uma passeata na porrada. Uma bandeira do movimento negro foi rasgada.

A baderna cumpre um papel essencial na conjuntura atual. Reforça a sensação de desordem, cria o ambiente favorável a medidas de força – tão convenientes para quem tem precisa desgastar de qualquer maneira um bloco político que ocupa o Planalto após três eleições consecutivas.

A baderna é uma provocação que procura emparedar o governo Dilma criando uma situação sem saída.

Se reprime, é autoritária. Se cruza os braços, é omissa.

Outro efeito é embaralhar a situação política do país, confundir quem fala pela maioria e quem apenas pretende representá-la.

É bom recordar que a maioria escolhe seu governo pelo voto, o critério mais democrático que existe.

Nenhum brasileiro chegou perto do paraíso e todos nós temos reivindicações legítimas que precisam de uma resposta.

Também sabemos das mazelas de um sistema político criado para defender a ordem vigente – e que, com muita dificuldade, através de brechas sempre estreitas, criou benefícios para a maioria.

Olhando para a maioria dos brasileiros, aqueles que foram excluídos da história ao longo de séculos, cabe perguntar, porém: os políticos atuais são incompetentes para quem, mascarados?

Para a empregada doméstica, que emancipou-se das últimas heranças da escravidão?

Para 40 milhões que recebem o bolsa-família?

Para os milhões de jovens pobres que nunca puderam entrar numa faculdade? Para os negros? Quem vive do mínimo?

Ou para quem vai ao mercado de trabalho e encontra um índice de desemprego invejado no resto do mundo?

Mascarados que arrebentam vidraças, incendeiam ônibus e invadem edifícios trabalham contra a ordem democrática, onde os partidos são legítimos, as pessoas têm direitos iguais – e o poder, que emana do povo, não se resolve na arruaça, pelo sangue, mas pelo voto.

É óbvio que a baderna, em sua fase atual, não quer objetivos claros nem reivindicações específicas. Não quer negociações, não quer o funcionamento da democracia. Quer travá-la.

Enquanto não avançar pela violência direta, fará o possível para criar pedidos difusos, que não sejam possíveis de avaliar nem responder.

O objetivo é manter a raiva, a febre, a multidão eletrizada.

É delírio enxergar o que está acontecendo no país como um conflito entre direita e esquerda. É uma luta muito maior, como aprenderam todas as pessoas que vivenciaram e estudaram as trevas de uma ditadura.

A questão colocada é a defesa da democracia, este regime insubstituível para a criação do bem-estar social e do progresso econômico.

O conflito é este: democracia ou fascismo. Não há alternativa no horizonte.

Quem não perceber isso está condenado a travar a luta errada, com métodos errados e chegar a um desfecho errado.

(http://www.istoe.com.br/colunas-e-blogs/coluna/309062_ENTRE+DEMOCRACIA+E+FASCISMO?pathImagens=&path=&actualArea=internalPage)

Responder

    FrancoAtirador

    22/06/2013 - 17h44

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    O MOVIMENTO NAS RUAS É APENAS A PARTE VISÍVEL

    O GOLPE FASCISTA NÃO SERÁ TELEVISIONADO
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    What is this, “companheiro”?

    Deu no Tijolaço: ‘Recebi e copio aqui um texto da maior importância, que deve ser lido por todos os que ainda duvidam da presença de grupos organizados de provocadores e por gente contrária ao Brasil que se aproveita dos desejos generosos que movem os jovens que estão se manifestando em todo o Brasil.’

    Por: Fernando Brito, no Tijolaço, via Carta Maior

    Tem boi na linha. #changebrazil? Qual seus interesses?

    “Quanto mais pessoas colocarem pressão sobre o Brasil, mais rápido o Brasil terá que se dobrar”, diz porta-voz anônimo do movimento ChangeBrazil.

    Nem tudo que está acontecendo parece ser espontâneo. Qualquer pessoa que já tenha trabalhado com planejamento de campanha publicitária, especialmente online, sabe que algo assim é possível. Não é tão diferente de planejar o lançamento de um filme ou turnê para o público jovem.

    Há um movimento na internet, que surgiu no dia 14 de junho, voltado principalmente para jovens, chamado #changebrazil (surgiu assim mesmo, em inglês). Em português o nome do movimento é Muda Brasil. Esse movimento postou vídeos, aparentemente espontâneos, que foram vistos por mais de 1 milhão de pessoas, a maioria deles jovens (muitos secundaristas) que estão indo para as manifestações em clima de festa e máscara V de Vingança.

    Na quinta-feira, dia 13 de junho a polícia de Geraldo Alckmin (PSDB) reprimiu de forma violenta manifestantes do Movimento Passe Livre, cidadãos e jornalistas. Logo no dia seguinte a grande imprensa passou a defender o movimento e surgiu um vídeo, em inglês, com legendas em inglês, que se intitulava “Please Help us” (Por favor, nos ajude). O vídeo, com um narrador com visual rebelde (alguém sabe quem ele é?) que já foi visto por mais de 1 milhão e 300 mil pessoas, passa rapidamente sobre tarifa de ônibus, critica a mídia e estimula aos jovens o ódio contras os políticos, enaltece o STF e estimula quem ver o vídeo a espalhá-lo e debater o assunto na internet. Sugiro que quem não entende o clima da juventude no protesto ou que tem ilusões de que eles são de esquerda, o assista. http://youtu.be/AIBYEXLGdSg

    O vídeo parece simples, mas a iluminação e fundo é profissional, foi feito em estúdio, e se prestar atenção, verá que o manifestantes (alguém o conhece?) de inglês perfeito, está lendo um teleprompter. O vídeo é feito em inglês, mas a maioria dos comentários é de brasileiros. Não há acessos a estatísticas. O vídeo foi feito e visto provavelmente por brasileiros, jovens, de classe média e alta que falam inglês. Fala da Copa do Mundo (preste atenção: todos falarão). E termina dizendo que “o povo é mais forte que aqueles eleitos para governá-los”.

    Que movimento pelo Passe Livre faria um vídeo em inglês ? Que é esse sujeito? Quem pagou essa produção, feita em estúdio com teleprompter? http://youtu.be/AIBYEXLGdSg

    As dicas sobre quem ele é o que as pessoas que estão por trás disso querem estão no segundo vídeo, postado durante as manifestações de segunda-feira. Este fala em português. Carregado de sotaque, celebra a tomada do Congresso Nacional por “protestantes” (sic). Esse vídeo foi menos visto, mas não pouco visto, são 66 mil pessoas. http://youtu.be/z-naoGBSX9Y Ele dá parabéns pela manifestação, pelas pessoas mostrarem que “amam” seu país. E segue para dar instruções. Cita as hashtags #changebrazil e o #brazilacordou. Diz que o público não pode se desconcentrar nisso pelo gol do Neymar, ou pelo BBB. Diz que não devem falar de outros assuntos. Mas ao mesmo tempo a mensagem é vazia além de “Muda Brasil”. Ele se refere sempre sobre o que acontece como isso. E no minuto 2:06 ele diz para as pessoas fazerem o material para o exterior porque “quanto mais pessoas colocarem pressão sobre o Brasil, mais rápido o Brasil terá que se dobrar”.

    Que movimento é esse que quer mudar o Brasil fazendo ele se dobrar?
    Ele mistura nas pautas do seu “movimento coisas que todos defendem, como contra a corrupção, e mais verbas para saúde e educação. Talvez por “coincidência” as mesmas pautas centrais, com a mesma linha de discurso foi postada em um vídeo suspostamente feito pelo grupo Anonymous justamente quando as tarifas iam baixar para propor novas causas. Ele já foi visto por 1 milhão e 400 mil pessoas http://youtu.be/v5iSn76I2xs Importante lembrar que como os vídeos do Anonymous usam imagem padrão e voz falada por digitada pelo Google, e são postadas em contas do Youtube aleatórias qualquer um pode fazer um vídeo se dizendo Anonymous.

    O nosso amigo de sotaque não é o único vídeo que veio de fora. Já ficou famoso o vídeo de uma menina bonitinha, Carla Dauden, uma brasileira que mora em Los Angeles, falando contra a Copa do Mundo. Na descrição do vídeo ela diz que tinha feito o vídeo antes dos protestos (talvez para justificar a produção apurada), mas postou no dia 17 de junho . Carla diz Mais de 2 milhões de pessoas o viram. De novo, em inglês com legendas. Pretensamente para o exterior, mas de novo a maioria dos comentários é brasileiro. Ou seja, são para jovens que falam inglês. Diz mentiras como que os custos do evento teriam sido 30 bilhões de dólares, o que parece que os estádios custaram isso. Quando na verdade os custos reais são 28 bilhões de dólares, a maior parte em obras de mobilidade urbana, não estádios – veja o vídeo aqui http://youtu.be/ZApBgNQgKPU Mas quem está checando acusações?

    Prestem atenção. A soma de apenas esses 3 vídeos somente deu 5 milhões de visualizações no Youtube.

    Dê uma busca por changebrazil ou Muda Brasil, o nome dos vídeos em português do “movimento” que quer dobrar o Brasil no Youtube, e descubra você mesmo. Será que está acontecendo um 1964 2.0?
    “Quanto mais pessoas colocarem pressão sobre o Brasil, mais rápido o Brasil terá que se dobrar” Diz porta-voz anônimo do movimento ChangeBrazil

    Nem tudo que está acontecendo parece ser espontâneo. Qualquer pessoa que já tenha trabalhado com planejamento de campanha publicitária, especialmente online, sabe que algo assim é possível. Não é tão diferente de planejar o lançamento de um filme ou turnê para o público jovem.
    Há um movimento na internet, que surgiu no dia 14 de junho, voltado principalmente para jovens, chamado #changebrazil (surgiu assim mesmo, em inglês). Em português o nome do movimento é Muda Brasil. Esse movimento postou vídeos, aparentemente espontâneos, que foram vistos por mais de 1 milhão de pessoas, a maioria deles jovens (muitos secundaristas) que estão indo para as manifestações em clima de festa e máscara V de Vingança.

    Na quinta-feira, dia 13 de junho a polícia de Geraldo Alckmin (PSDB) reprimiu de forma violenta manifestantes do Movimento Passe Livre, cidadãos e jornalistas. Logo no dia seguinte a grande imprensa passou a defender o movimento e surgiu um vídeo, em inglês, com legendas em inglês, que se intitulava “Please Help us” (Por favor, nos ajude). O vídeo, com um narrador com visual rebelde (alguém sabe quem ele é?) que já foi visto por mais de 1 milhão e 300 mil pessoas, passa rapidamente sobre tarifa de ônibus, critica a mídia e estimula aos jovens o ódio contras os políticos, enaltece o STF e estimula quem ver o vídeo a espalhá-lo e debater o assunto na internet. Sugiro que quem não entende o clima da juventude no protesto ou que tem ilusões de que eles são de esquerda, o assista. http://youtu.be/AIBYEXLGdSg

    O vídeo parece simples, mas a iluminação e fundo é profissional, foi feito em estúdio, e se prestar atenção, verá que o manifestantes (alguém o conhece?) de inglês perfeito, está lendo um teleprompter. O vídeo é feito em inglês, mas a maioria dos comentários é de brasileiros. Não há acessos a estatísticas. O vídeo foi feito e visto provavelmente por brasileiros, jovens, de classe média e alta que falam inglês. Fala da Copa do Mundo (preste atenção: todos falarão). E termina dizendo que “o povo é mais forte que aqueles eleitos para governá-los”.

    Que movimento pelo Passe Livre faria um vídeo em inglês ? Que é esse sujeito? Quem pagou essa produção, feita em estúdio com teleprompter? http://youtu.be/AIBYEXLGdSg

    As dicas sobre quem ele é o que as pessoas que estão por trás disso querem estão no segundo vídeo, postado durante as manifestações de segunda-feira. Este fala em português. Carregado de sotaque, celebra a tomada do Congresso Nacional por “protestantes” (sic). Esse vídeo foi menos visto, mas não pouco visto, são 66 mil pessoas. http://youtu.be/z-naoGBSX9Y Ele dá parabéns pela manifestação, pelas pessoas mostrarem que “amam” seu país. E segue para dar instruções. Cita as hashtags #changebrazil e o #brazilacordou. Diz que o público não pode se desconcentrar nisso pelo gol do Neymar, ou pelo BBB. Diz que não devem falar de outros assuntos. Mas ao mesmo tempo a mensagem é vazia além de “Muda Brasil”. Ele se refere sempre sobre o que acontece como isso. E no minuto 2:06 ele diz para as pessoas fazerem o material para o exterior porque “quanto mais pessoas colocarem pressão sobre o Brasil, mais rápido o Brasil terá que se dobrar”.

    Que movimento é esse que quer mudar o Brasil fazendo ele se dobrar?
    Ele mistura nas pautas do seu “movimento coisas que todos defendem, como contra a corrupção, e mais verbas para saúde e educação. Talvez por “coincidência” as mesmas pautas centrais, com a mesma linha de discurso foi postada em um vídeo suspostamente feito pelo grupo Anonymous justamente quando as tarifas iam baixar para propor novas causas. Ele já foi visto por 1 milhão e 400 mil pessoas http://youtu.be/v5iSn76I2xs Importante lembrar que como os vídeos do Anonymous usam imagem padrão e voz falada por digitada pelo Google, e são postadas em contas do Youtube aleatórias qualquer um pode fazer um vídeo se dizendo Anonymous.

    O nosso amigo de sotaque não é o único vídeo que veio de fora. Já ficou famoso o vídeo de uma menina bonitinha, Carla Dauden, uma brasileira que mora em Los Angeles, falando contra a Copa do Mundo. Na descrição do vídeo ela diz que tinha feito o vídeo antes dos protestos (talvez para justificar a produção apurada), mas postou no dia 17 de junho . Carla diz Mais de 2 milhões de pessoas o viram. De novo, em inglês com legendas. Pretensamente para o exterior, mas de novo a maioria dos comentários é brasileiro. Ou seja, são para jovens que falam inglês. Diz mentiras como que os custos do evento teriam sido 30 bilhões de dólares, o que parece que os estádios custaram isso. Quando na verdade os custos reais são 28 bilhões de dólares, a maior parte em obras de mobilidade urbana, não estádios – veja o vídeo aqui http://youtu.be/ZApBgNQgKPU Mas quem está checando acusações?

    Prestem atenção. A soma de apenas esses 3 vídeos somente deu 5 milhões de visualizações no Youtube.

    Dê uma busca por changebrazil ou Muda Brasil, o nome dos vídeos em português do “movimento” que quer dobrar o Brasil no Youtube, e descubra você mesmo. Será que está acontecendo um 1964 2.0?

    (http://www.tijolaco.com.br/index.php/what-is-this-companheiro)

    (http://www.cartamaior.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=22232)
    .
    .

    Antonio

    23/06/2013 - 22h04

    Vivi 63/64, naquela época era em preto e branco.
    Agora vai pelo Facebook, a mesma estória, infelizmente com o mesmo final.
    Uma ditadura ou um governo dissociado dos anseios populares como tem foram todos os governos brasileiros exceto por Getúlio, os dois últimos e o atual.

Scavone: Mídia aposta na desmoralização da política - Viomundo - O que você não vê na mídia

22/06/2013 - 14h27

[…] Marco Weissheimer: Uma multidão sequestrada por fascistas […]

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Celia Maria Alves Ribas

22/06/2013 - 14h17

Excelente texto, quando a classe media (sem ter nenhuma politizaçao, nem ao mesmo se lembra em quem votou na ultima eleiçao), sai a rua , apoiada pelos meios de comuniçao (principalmente Rede Globo), nao passa de uma insanidade.

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Luiz H

22/06/2013 - 14h10

Copiei e colei do comentário de Irena no MPL:

Tem muita gente por ai que chama a atenção para a direita infiltrada nas manifestações. Ora, só agora devemos pensar nisso ou sempre, a todo instante? Por que também não se ter atenção à direita encravada no governo? Basta olhar os ministérios. Nomes inclusive que figuram entre os serviçais da ditadura. Ou a direita que, na encolha, faz aprovar projetos degradantes, como o Estatuto do Nascituro, sem que a base do governo e o próprio governo se posicionem claramente contra. Parece que só se deve combater a direita dos outros porque essa gente que acusa a presença da direita nas manifestações, esquecem a presença da direita no governo. Assim é muito cômodo!!!!” Não fui eu que escrevi, mas um jornalista da velha guarda (Alceste Pinheiro) que por muito mais do que vocês já lutou e continua acreditando. Pra mim, vocês foram o movimento dos $0,20 centavos. Sorry. O Brasil é muito grande. Reaças, libertários, esquerda, direita, tem quem nem se lixe pra essas diferenças, tem polícia, tem mocinho, tem bandido. Tem Lula, tem FHC, tem luletes e efeagacezetes, tem Freixos, paus, pedras e seixos. Quem é que pode controlar no meio de 100 mil pessoas, quem é bom, gentil, educado e honesto?
Mais ainda, quem tem as mesmas bandeiras que as minhas? O MPL acreditava – mesmo – que todo mundo que foi pra rua – inclusive em solidariedade ao movimento de SP (Salvador, por exemplo, não teve reajuste de passagem, a despeito de seu deplorável sistema de transporte), pensa igual e tem – E-XA-TA-MEN-TE as mesmas bandeiras do MPL. Tem quem seja contra PEC37, PEC33 e tem – também (pra minha tristeza, decerto) – os que querem redução da maioridade penal. Fazer o que? É o Brasil, com sua imensa diversidade.
Há políticos honestos? Acredito que sim, mas a gente consegue precisamente identificá-los? Quem se arrisca? Conseguiríamos identificar os bons eleitores, separar o joio do trigo e identificar aqueles que vandalizam as calçadas em seus cotidianos, que vandalizam os sinais vermelhos, que molham as mãos dos guardas nos dias úteis e em finais-de-semana, que fazem ligações internacionais de seus empregos e passam horas ao telefone, como não fariam se fossem pagar a conta; e que fazem plágios de trabalhos acadêmicos)? Acho que não.
O Brasil é muito grande, mas parece que é pequeno. E o MPL se apequenou.

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    Gabro

    22/06/2013 - 15h28

    É por aí mesmo…

    A complexidade do mundo nos impede de ver as coisas com clareza…

    Ainda mais no calor dos acontecimentos…

    Daqui a 50 anos, quando os livros de história terão depurado os fatos, extrairemos um sentido para tudo o que está correndo e identificaremos quais são os atores da partida.

    Ou não…

cid elias

22/06/2013 - 14h07

Grande Marco! Também nunca me representou, desde o primeiro dia desconfiei desses “protestantes”. A grande maioria dessa massa manipulada não sabe o que acontecia há 15 anos atrás, não tem a mínima noção do que aconteceu em 64, são alimentados pelas notícias da grande mídia, mesmo que digam que não. E o oportunismos dos crápulas é cada vez maior – vi um vídeo do cristóvão buarque – demagogia em altíssimo grau, dá nojo!

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    Rose Noronha

    23/06/2013 - 10h58

    Volta LULA!

abolicionista

22/06/2013 - 13h59

Concordo em parte com a análise. Contudo, não é apenas a classe média que está nas ruas. Na Paulista sim, são os almofadinhas indignados. Contudo, nas estradas e na periferia, os chamados vândalos estão mostrando o avesso da despolitização operada pela assim chamada inclusão pelo consumo.

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Tomudjin

22/06/2013 - 13h56

O gigante só vai acordar, de fato, depois de entender quem realmente está programando o despertador.

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    Gabro

    22/06/2013 - 15h18

    Comentário de muita sensibilidade.
    Assino embaixo.

tori

22/06/2013 - 13h51

“Ou alguém acha que setores das forças armadas e da direita brasileira estão assistindo a tudo isso de braços cruzados?”
Baderneiros apolíticos atacam, a torto e a direito, prefeituras e sedes de governo em todo o país. Chegam a atacar o Itamarati, o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto, mas respeitam o STF, onde, prostrados e com a devida distinção, oferecem a Joaquim o que é de Joaquim e à casa grande o que é da casa grande. Não é sintomático?
Com a palavra, o salvador da pátria.

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Vânia Beatriz Müller

22/06/2013 - 13h28

É isto tudo! E bem dito!

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Ivan Novaes Machado

22/06/2013 - 13h02

Perfeita sua analise. Na mimha opiniao, como Promotor de Justica ha mais de duas decadas, ha um grupo diisciplinado, organizado e hierarquizado organizando esses atos fascistas de destruicao de tudo. Grupo que impede a livre manifestacao do cidadao so pode ter interesses escusos e autoritarios. Ocupe Wall Street tinha uma meta e uma bandeira. Mas esses manifestantes sao contra o proprio regime democratico.

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    Vlad

    22/06/2013 - 13h17

    E contra muitas outras coisas, inclusive férias de 60 dias para algumas otoridades aquarteladas em seus privilégios desde sempre.

    Edno Lima

    22/06/2013 - 14h21

    Bobalhão, aqui ninguém está interessado em saber se vc é promotor de justiça,de vendas ou de eventos; se é juiz togado, de futebol ou de paz. Guarde seu título para usar com suas negas.

    leia

    22/06/2013 - 15h30

    Voce tem razäo, tambem acho isso. Aliás desde o primeiro dia do manifesto, já desconfiei. O governo tem que acordar, botar a ABIN para controlar determinados sites nazistas, tá cheio por aí viu ? O tal do anônymous é um deles. Tenho um sobrinho, 28 anos , é evangélico e defende o povo judeu com unhas e dentes, mas é täo abestalhado que é seguidor do anônymos. Ele näo percebe o jogo, pois os nazistas säo esperto, e jogam dos dois lados. Para o jovem que é evangélico eles apresentam como sendo “contra o aborto/sexo antes do casamento e contra os gay”. Para os jovens que säo modernos, eles aparecem com idéias novas , apenas apresentam como o defensor do Brasil, do verde e amarelo , e é contra essa raca de corruptos que é o PT.Os jovens estäo caindo de quatro nessas maldades toda. Um outro sobrinho chegou até comprar a máscara dos anônymus para ir às manifestacöes. Näo consigo convencê-los da isca.

    Assis

    22/06/2013 - 15h35

    Prezado Ivan,
    Parece que os grupos fascistas invadiram o blog e estão lhe censurando.
    Mas, sou obrigado, abrindo um parenteses, a concodar que há muitos privilégios no MP. O que nao desabona as suas corretas colocações.

André Singer: Para que lado vão os personagens que tomaram as ruas? - Viomundo - O que você não vê na mídia

22/06/2013 - 12h57

[…] Marco Weissheimer: Uma multidão sequestrada por fascistas […]

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Luís Carlos

22/06/2013 - 12h42

Bom texto que coloca de forma clara e objetiva os fatos dessa semana. Os que odeiam pobres saíram para falar contra eles, contra as mudanças promovidas pelos 10 anos de governos populares de Lula e Dilma. O niilismo de grupo de fascistas surge oportunisticamente incitando a violência inoculada insidiosamente pela Globo ao longo de sua existência, e mais acintosamente nos últimos 10 anos. A repetição de ataques contra a política pelos grandes meios de comunicação cria clima nocivo a democracia brasileira, fazendo tudo parecer igual e sem alternativas.
Com a fala de Dilma ontem, novo momento deve ser iniciado nessa seqüência de fatos dos últimos dias. Afirmou apoio e abertura às reivindicações populares e separou manifestantes e fascistas. Apressentou pauta ideológica e popular a ser ampliada a partir das revindicações. Enfrentou o tema dos “apartidários” que tem se apresentado com antipartidos e a importância de instituições fortes em uma democracia. Mais, informou sobre recursos da Copa, informação esta sempre negada pelos grandes veículos de comunicação.

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