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Cartas de Minas
Cartas de Minas

Ricardo Gebrim: Cavalo passa selado diante das forças de esquerda

29 de junho de 2013 às 16h48

O Cavalo Passa Selado Diante das Forças de Esquerda

por Ricardo Gebrim, em 27.06.2013, via e-mail

O revolucionário salvadorenho Jorge Schafik Handal (1930-2006), entre tantas contribuições teóricas deixou um texto que é uma verdadeira aula para os que pensam a política como arte da transformação social. Ao analisar um episódio ocorrido às vésperas do golpe militar de 1973, ele mostra como as maiores forças de esquerda perderam uma oportunidade histórica que poderia ter alterado o desfecho que já se anunciava.

Em 29 de junho de 1973, enquanto o Alto Comando das Forças Armadas Chilenas já conspirava com a CIA a preparação do golpe militar, um pequeno grupo de oficiais fascistas, “fora do controle”, se precipita e lança uma sublevação antes da hora.

Este episódio ganhou o nome de Tancazo, por utilizarem tanques. Foram rapidamente derrotados pelas tropas leais comandadas pelo General Prats e pela população, criando um clima de autoestima popular que se converteu no auge da luta popular daquele processo histórico.

Sufocada aquela sublevação, o General Prats alerta para o verdadeiro golpe em andamento e exige o afastamento do Alto Comando conspirador. O texto de Schafik mostra como nenhuma das forças de esquerda conseguiu interpretar a importância do episódio, embora as forças da reação tenham rápido entendido com precisão aquele momento.

Ele explica: “Como atuaram as forças revolucionárias frente a esse fenômeno? Ninguém definitivamente defendeu o Prats e a parte do exército que ele encabeçava. Uns o sacrificaram em interesse de manobras políticas acreditando honradamente que estas trariam a saída da crise; e, os outros, consideraram que a presença de Prats no governo era “a presença da burguesia”, que o pacto com Prats era  “a traição à revolução” e decidiram constituir-se na “oposição operária camponesa”. Quando a corrente de Prats era forte e predominante, quando derrotou o “Tancazo” (junho/1973), as massas intuíram a importância daquele momento para resolver revolucionariamente o problema do poder; se lançaram à rua, como todos sabemos, exigindo golpear profundamente a reação, fechar o parlamento, depurar o exército, mas a direção daquele processo não tomou resolutamente em suas mãos estas bandeiras. Não estou defendendo a idéia de que tudo se resolveria no Chile organizando a luta em torno de Prat; creio sim, que o aparecimento da corrente encabeçada por ele e a onda de massas que seguiu à sua vitória sobre Tancazo  foi o mais próximo que houve durante o governo da Unidade Popular para a solução do problema do poder para a revolução. Essa possibilidade apareceu objetivamente e se constituiu assim numa prova para medir a clareza das forças revolucionárias para a tese do marxismo-leninismo de que “o problema do poder é o problema fundamental de toda revolução”.

Guardadas as imensas proporções, uma vez que não estamos vivenciando nenhum processo de natureza revolucionária é inevitável recordar este texto quando olhamos para os fatos que aceleradamente ocorrem nestes dias.

Qual é o principal desafio político para esquerda na tática da luta eleitoral atualmente?

As conquistas eleitorais que asseguraram a vitória do PT nas eleições presidenciais de 2002, 2006 e 2010 e possibilitaram a conquista de governos estaduais, senadores, deputados e prefeituras também para o PC do B, PSOL e setores de esquerda em outras agremiações, esbarram, para além da correlação de forças em limites concretos do Estado brasileiro.

Os três principais limites estruturais, que aparecem nas análises de várias organizações de esquerda podem ser resumidos nos seguintes:

1) Um Sistema Político que favorece o poder econômico. Das muitas leituras que podem ser feitas sobre o chamado “mensalão”, uma é evidente. O tratamento escandalosamente diferenciado dado ao “mensalão mineiro do PSDB” e ao caso do PT contém um recado claro, se a esquerda utilizar o expediente do “caixa 2” será  duramente criminalizada. O Sistema Político favorece, mesmo nas legendas de esquerda, aqueles que através de um comportamento dócil conseguem obter os recursos financeiros para custear as campanhas cada vez mais milionárias. Um processo que converte qualquer governo progressista no refém de interesses fisiológicos que asseguram a governabilidade.

2) A Concentração dos Meios de Comunicação. Generalizou-se a correta compreensão de que os grandes meios de comunicação atuam como o “partido político” dos grupos dominantes.

3) O Poder Judiciário. Completamente impermeável á participação popular, exercem a linha de frente na contenção das lutas populares, criminalizando, construindo uma jurisprudência restritiva ao direito de greve, contendo lutas e conquistas populares.

Pois bem, quando as massas ganham as ruas, num processo que foi  deflagrado a partir de uma bandeira clara, precisa e progressista – a redução das tarifas de transporte – assistimos uma intensa disputa política e ideológica, patrocinada pela grande mídia e todas as forças conservadoras pelos rumos do movimento.

Neste momento, tenso, com mobilizações crescentes, com a direita apostando todas as suas fichas em desgastar o governo federal, a resposta da Presidente Dilma é extremamente audaciosa.

Anuncia um Plebiscito para tratar da Reforma Política e sinaliza a convocação de uma Assembleia Constituinte Específica sobre o sistema político!

Para além das análises diferenciadas que as forças de esquerda possam fazer da natureza e papel deste governo é forçoso reconhecer a audácia desta proposta.

Embora os setores médios que estiveram massificando os protestos sejam especialmente sujeitos á propaganda conservadora da grande mídia era evidente seu rechaço ao atual sistema político. Qualquer observador identifica que as mobilizações expressaram um forte sentimento de rejeição ao atual sistema político.

Generaliza-se a percepção de que há uma “blindagem” da política aos verdadeiros interesses do povo brasileiro. Os partidos políticos e os próprios políticos são vistos como parte de uma mesma engrenagem subordinada aos interesses das elitese a democracia representativa se apresenta aos olhos da juventude, como um mecanismo que impede a democracia efetiva.

Mesmo as bandeiras de partidos de esquerda passam a ser vistos como símbolos da burocracia, independentemente de seu histórico de lutas, elemento que possibilitou a pequenos grupos de extrema direita ataca-las com a complacência da maioria dos manifestantes.

É neste contexto, neste estado de ânimo popular, que a Presidenta, audaciosamente lança uma proposta política a um movimento de reivindicações econômicas!

A direita não vacilou um só segundo. Imediatamente compreendeu o que estava em jogo e abriu todas as suas baterias.

O furibundo Ministro Gilmar Mendes deu a linha. “O Brasil dormiu como se fosse Alemanha, Itália, Espanha, Portugal em termos de estabilidade institucional e amanheceu parecido com a Bolívia ou a Venezuela”, proclamou rapidamente.

Imediatamente os articulistas da Rede Globo, Revista Veja etc, proclamaram: “Isso é Chavismo”.

O Vice Presidente imediatamente reuniu-se com Dilma para sinalizar os riscos de romper a aliança com o PMDB. Toda a oposição de direita passou o dia esbravejando no Congresso. Inúmeros juristas Constitucionalistas, tal qual múmias levantando das tumbas foram imediatamente entrevistados para mostrar a “impossibilidade técnica” desta proposta.

Dois ministros petistas, cujo partido havia aprovado essa proposta meses antes em seu Diretório Nacional saíram operando o recuo da Presidenta. O conservadorismo não titubeou. Compreendeu os riscos, entendeu o que está em jogo.

E as forças de Esquerda?

Atônitas ainda com o impacto e expressão das manifestações, a letargia parece ser a marca predominante na maioria das forças de esquerda.

Uma parte parece contentar-se com o “fato consumado”. Não dá mesmo, a própria Presidenta já recuou…

Outros, preocupados com a governabilidade, defendem o recuo e já aceitam até mesmo trocar o Plebiscito por um mero referendo.

Já os setores que se autoproclamam “oposição de esquerda”, enxergam no episódio uma manobra governista para esvaziar as mobilizações pela pauta econômica.

É significativo o posicionamento do PSTU: “A Reforma Política que o governo Dilma propõe é uma tentativa clara de desviar as verdadeiras reivindicações colocada pelas mobilizações que sacodem o país. Nas ruas, a pauta é contra as injustiças sociais, por menos dinheiro para Copa e mais para saúde, educação e transporte, investimento público no serviço público, contra as privatizações e combate à corrupção. Essa tentativa de reforma é uma resposta conservadora que pode tornar a política brasileira ainda mais antidemocrática, como o voto distrital e a cláusula de barreira que afeta diretamente os partidos ideológicos, preservando as grandes legendas de aluguel, como o PMDB de Sarney e Renan Calheiros. O Plebiscito é uma cortina de fumaça. A verdadeira mudança será nas ruas.”

Evidente que “a verdadeira mudança será nas ruas”. Mas, o que proporemos aos que lutam nas ruas? Ficaremos apenas nas lutas econômicas, que são legitimas e devem ser assumidas, quando uma proposta de luta política se coloca?

Este é o debate que está em curso.

Vamos ignorar a possibilidade histórica de abrir uma possibilidade de luta contra o atual sistema político?

Deixaremos que as forças de direita ganhem esse embate e determinem o recuo do governo, enquanto seguiremos apenas nas lutas econômicas?

Não há como não se lembrar do texto de Schafik Handal….

Ainda estamos em tempo. O Cavalo selado ainda está passando. Ainda é possível interferir nesta luta!

A bandeira de uma Constituinte Exclusiva do Sistema Político, a ser submetida a um Plebiscito Nacional foi lançada. Podemos ignorá-la, rejeitá-la, ou assumi-la. O reascenso da luta de massas apenas está começando, muita água ainda vai rolar, mas a luta política tem ritmos e momentos de alta velocidade. Saber agir neste momento é essencial.

Não nos esqueçamos, um só instante, que a questão central em toda a transformação é a questão do poder.

Leia também:

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18 Comentários escrever comentário »

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Maria Rita

02/07/2013 - 14h56

Se o PMDB está confiante de que vai jogar para a platéia, esqueça. Os conciliadores podem colocar a viola no saco. Afinal, Renam e Alves tem muito a explicar e podem escolher: ou atendem aos chantagistas da mídia e da PGR, ou atendem aos legítimos donos da voz. Tanto faz, vão ser cobrados do mesmo jeito, embora a chantagem continue a ser um ato criminoso e cobra um preço alto demais para um simples mortal. A voz do eleitor é um ato legal e legítimo e é, praticamente, de graça.

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assalariado.

29/06/2013 - 20h54

Insisto, o que vai diferenciar as passeatas d’agora pra frente será a sua pauta de lutas e politizaçao de cada passo a ser dado. Devidamente uniformizados

Sim, estou falando de (pauta de esquerda) x (pauta de direita) e estabelecer prioridades, visto que a pauta é extensa.

Abraços fraternos.

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marco

29/06/2013 - 20h49

Ah!-Ricardo,é encilhado!Selado é pra inglês monarquista.

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marco

29/06/2013 - 20h47

Ricardo,não existem forças de esquerda.Porque?Esquerda não tem força,´posto que suas inspirações,são intelectuais.Intelectuais,gostam de fazer grandes análises ante qualquer fato,basta um chope,uma taça de vinho e ouvintes!O que o atual governo precisa,é de operários com consciência de classes,só isso!

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José X.

29/06/2013 - 19h07

Se esse texto é dirigido às “esquerdas” do tipo PSTU, PSOL, PCO, e mesmo ao novíssimo MPL (que apesar de se dizer “apolítico” é visivelmente de extrema esquerda), então são pérolas jogadas aos porcos. Não dá pra esperar bom senso desse pessoal que vive nas nuvens. No fim das contas, só podemos contar mesmo é com o núcleo “duro” do PT, com Dilma à frente (e Lula, é claro, mas sem protagonismo ostensivo).

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    assalariado.

    29/06/2013 - 20h46

    Jose X, escreve: ‘os partidos de ‘esquerda’ estao nas nuvens’. Entao me responda: O PT de ‘esquerda’ e seus agregados, estao aonde mesmo?

    Obrigado.

    José X.

    29/06/2013 - 23h22

    O PT, através de Dilma, está tentando governar o Brasil, contra a sabotagem diuturna dos quinta-colunas e dos nefelibatas…

Leo V

29/06/2013 - 18h24

A questão central certamente e a questão do poder, como o autor afirma ao final.

Só que outra questão é onde se enxerga o poder. Mudar o sistema político mantendo intacta a fonte real de poder, que é econômica, é e certa forma trocar seis por meia dúzia.

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José Eduardo

29/06/2013 - 18h18

Eis que no Brasil a história sempre se repete como farsa (diria Marx). Foi a desunião das esquerdas na Itália dos anos 1920 e na Alemanha dos anos 1930 que levou os nazifascistas ao poder nesses países. A extrema-esquerda, PSTU e PSOL à frente, também apanhou “solidariamente” com os petistas naquela quinta-feira negra. Sim, precisamos tomar as ruas! Mas com os neonazistas dominando-as até o momento, embora minoritários, não será fácil. Mas muito mais difícil será a esses extremistas da esquerda irresponsável reconhecerem que o que está em jogo é a preservação da democracia. Não se trata mais de luta partidária. Trata-se agora de luta de classes (sem a anestesia do petismo social-democrata via consumo)e de luta política encarniçada pelo controle do Estado cuja finalidade precípua é promover o bem-estar de todos os cidadãos e não somente de um pequeno grupo de privilegiados e seus capachos da classe média.

Responder

    assalariado.

    29/06/2013 - 21h12

    Jose Eduardo, a classe média reacionário, faz tempo, já percebeu que o que esta em jogo, e que, não basta spmente faz reofrma politica é necessario uque se faça a tal rweforma, porém, como o PIG, já deu a sua pauta dizendo que não podemos mexer nas clausulas petreas da carta margna. Quer dizer teremos duro mesmo é convencer

    assalariado.

    29/06/2013 - 21h36

    Jose Eduardo a classe média reacionária, teleguiada pelo PIG faz tempo, já perceberam o que está em jogo. E as esquerdas na sua totalidade ainda não. Não basta somente fazer reforma politica. Os donos do capital e seus soldados também querem que, a pauta de esquerda (não) apareça e avance sociedade a dentro, e a midia burguesa já captou essa possibilidade dados os movimentos da massas. Por isso a tal reforma o PIG já pautou e diz: Não podemos mexer nas clausulas petreas da carta magna. Quer dizer, teremos que fazer um omelete sem mexer nas estruturas do Estado burgues e sem quebrar os ovos, leia -se lucros, da burguesia capitalista. Teremos que avisar as massas, como?

    Abraços Fraternos.

carlos saraiva e saraiva

29/06/2013 - 18h18

Caro Ricardo, muito lúcido, o artigo. Este movimento, de perfil, nitidamente anarquista, valendo-se da “juventude”, foi e está sendo capturado pela classe média conservadora, a direita, a mídia, e incendiado pela gasolina, sectária e equivocada da denominada “oposição de esquerda”. Creio não haver condições objetivas para um golpe(precisamos ficar atentos)e sim para um desgaste do governo. A iniciativa da presidenta, assumindo o protagonismo do processo, abre a perspectiva para avançar nas rupturas necessárias. As esquerdas, precisam hegemonizar o processo e impulsionar o governo para as conquistas de esquerda.Portanto, nem o golpe(improvável), nem o desgaste do governo e do PT, interessam à esquerda. Isto, apenas facilitaria a volta da direita. Assim , o governo e o PT, devem fazer uma inflexão neste sentido, apoiando-se nas reivindicações e o inconformismo, mesmo que anárquico e difuso, vindo das ruas. As esquerdas, devem aproveitar o cavalo selado e galopá-lo e não assustá-lo.

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Hélio Pereira

29/06/2013 - 18h15

O “Cavalo esta selado”,mas os Dirigentes do PT fingem que não estão vendo.
Em minha opinião se a militância não assumir o comando das lutas,quem vai montar o Cavalo sera a Direita.

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Isidoro Guedes

29/06/2013 - 18h10

CORREÇÃO: Não há retoques a fazer a este texto de Ricardo Gebrim. O que podemos dizer é que ou as esquerdas tomam as rédeas desse processo histórico ou serão engolidas por ele.
“Não nos esqueçamos, um só instante, que a questão central em toda a transformação é a questão do poder”.
A advertência é clara e as esquerdas precisam ter a coragem para assumir o poder de fato. E este é o momento.

Responder

    Eunice

    01/07/2013 - 18h25

    Não custa nada irmos pras ruas. Isso já vem sendo malhado nos blogs sujos faz tempo. Ocorre, que depois disso ao invés de um Hadad teremos um Mercadante. Ao invés de uma Erundina teremos uma Gleisi.

    Ao invés de um Franklin Martins teremos um… Bernardo.

    Suplicy morreu vivo ou se filiou ao PSDB.

    Marta cadê você. Você estava envergonhada pelo mensalão que nem sabemos se existiu. Baixou os olhos na foto.Justo você que devia defender, já que não há provas. Enquanto vc se cala, Gilmal dá o tom.

    Tarso Genro está ocupado. Berzoini parece uma figura legal.

    Ou vocês se juntam e melhoram ou o bebê vai junto com a água.

Isidoro Guedes

29/06/2013 - 18h04

Não há retoques a fazer a este texto de Ricardo Gebrim. O que podemos dizer é que ou a esquerda tomam as rédeas desse processo histórico ou serão engolidas por ele.
As esquerdas precisam ter a coragem para assumir o poder de fato. E este é o momento.

Responder

Oswaldo

29/06/2013 - 18h00

Está no dicionário: “plebiscito: decreto do povo reunido”, É preciso dizer mais? Tá tudo aí.

Responder

Antônio

29/06/2013 - 17h08

ANÁLISE DAS CRÍTICAS FEITAS À DILMA PELA GRANDE MÍDIA.

Tá tudo lá no blog do Nassif:

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/analise-das-criticas-feitas-a-dilma-pela-grande-midia

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