VIOMUNDO

Requião: Regular a mídia é medida sanitária, “de emergência pública”

24 de novembro de 2014 às 17h20

Requião

Discurso do senador Roberto Requião, via e-mail

Há nesta Casa senadoras e senadores que são radicalmente contra qualquer tipo de regulação da mídia.

A justificativa é sempre a mesma: a defesa da liberdade de imprensa. Mas, respondam-me. A propriedade cruzada de meios de comunicação, isto é, o fato de o mesmo grupo empresarial controlar jornais, revistas, rádios, televisões, internet não favorece a monopolização da informação e o consequente manejo de opinião?

Não terá sido por isso que países com instituições sólidas e uma longuíssima estabilidade democrática, como Estados Unidos e Inglaterra, proíbem a propriedade cruzada de meios de comunicação?

A inexistência de qualquer mecanismo que permita ao cidadão o direito de resposta, no caso de notícia mentirosa, injuriosa, ofensiva não significa uma grave ofensa à liberdade de informação e às liberdades individuais?

A unificação e centralização das programações, especialmente nas televisões e no rádio, impostas pelas emissoras que detém o monopólio dessas mídias, cerceando as manifestações culturais regionais, nesse Brasil tão imenso e diverso, não são, igualmente, formas de censura e discriminação e até mesmo preconceito?

A ideologização e partidarização das informações, e a autocensura, que tornam as notícias tendenciosas, cegas, enviesadas não são um gravíssimo atentado à liberdade de informação e ao direito do cidadão de conhecer a verdade dos fatos?

Os dois pesos e as duas medidas usados pelos veículos de comunicação das cinco famílias que monopolizam o setor, na campanha eleitoral deste ano, quer na campanha presidencial quer nas campanhas regionais, não são a prova mais barulhenta do propósito de manipular a opinião pública?

Os gráficos produzidos por observatórios de mídia independentes, durante as eleições presidenciais, avaliando os conteúdos veiculados pelas organizações Globo, Abril, Folha, Estadão, principalmente, não deixam a mais fugaz, fugidia dúvida da parcialidade da cobertura desses veículos.

Ninguém, nenhum jornalista, nenhum parlamentar, nenhum juiz, nenhum promotor, nenhum acadêmico, qualquer cidadão minimamente isento e honesto, confrontado com ao gráficos, deixará de atestar essa parcialidade.

Nada contra. Afinal o parti pris desses veículos é bem conhecido, o que os pressiona a assumir posições indisfarçadas.

O que não é honesto, o que soa cínico, zombeteiro, debochado e hipócrita são as profissões de fé de praticantes de um jornalismo isento, equilibrado e aquele truísmo todo.

Melhor fosse que assumissem limpidamente apoio às candidaturas conservadoras, pelas quais torcem e distorcem. Seria mais digno, mais decente, do que ficarem brandindo indevidamente a bandeira da liberdade de imprensa, cada vez que se aponte a sua nudez, as suas vergonhas expostas.

O caso da capa de “Veja”, a dois dias do segundo turno, é exemplar. E houve até estranhamento entre veículos da dita grande imprensa, com um acusando o outro de frouxo, pusilânime por não repercutir a intrujice.Mas todos, de uma forma ou outra ecoaram a mentira.

Vejam só o que disse o procurador geral Janot sobre o episódio à Folha de S. Paulo: “Estava visível que queriam interferir no processo eleitoral. O advogado do Alberto Youssef operava para o PSDB do Paraná, foi indicado pelo [governador] Beto Richa para a coisa de saneamento [Conselho de administração da Sanepar], tinha vinculação com partido. O advogado começou a vazar coisa seletivamente. Eu alertei que isso deveria parar, porque a cláusula contratual diz que nem o Youssef nem o advogado podem falar. Se isso seguisse, eu não teria compromisso de homologar a delação”.

A Folha, que gostaria que a Globo fosse a fundo na divulgação da mentira de “Veja”, nem ficou corada ao reproduzir, semanas depois, as declarações do procurador.

Já outros veículos, da sagrada e seleta família, não se deram à ocupação de repercutir a gravíssima acusação de Janot.

A prisão de empreiteiros, acusados de vínculos com os desvios na Petrobrás, deu azo a outras manifestações de parcialidade, de partidarismo de nossa mídia.

Mesmo que o ex-ministro tenha negado fortemente, a grande família mediática vinculou um dos diretores da Petrobrás preso a José Dirceu.

E classificou o indigitado de “engenheiro mediano”, para desqualificar ainda mais o suposto padrinho.

Ao noticiar o montante da contribuição das empreiteiras às campanhas eleitorais, porque a bufunfa, o capilé envolvia outros partidos, além dos dois enlameados de sempre, o PT e o PMDB, a mídia não citou qualquer partido. Foi isenta.

É assim, selecionando os fatos e a verdade dos fatos que organizações Globo, Abril, Folha e Estadão, com seus fortes parceiros regionais no Sul, em Minas, no Norte e no Nordeste moldam a opinião pública.

Os clássicos mapas, partindo o país em vermelho e azul, como se o Norte, o Nordeste, Minas e Rio houvessem votado em peso em Dilma e o restante do país houvesse votado cem por cento em Aécio estimularam o ódio, o preconceito, o separatismo, o racismo e uivos fascistas.

E vociferações de um lacerdismo serôdio, adjetivo tão fora de moda que uso em homenagem aos eternos vigilantes, sempre à espreita de um golpe que os redima do fracasso das urnas.

A desclassificação especialmente dos nordestinos, diminuindo-lhes o peso do voto, um ensaio patético de reinstituição do voto censitário, tem o mesmo sentido da campanha conservadora que pretendia anular a vitória de Juscelino Kubitschek, em 1955. Campanha, vê-se, a que aderiu a nossa mídia isenta, democrática e patriótica, sempre a serviço do Brasil.

Naquela eleição, Juscelino teve três milhões e setenta e sete mil votos; Juarez Távora, dois milhões e seiscentos mil votos. A diferença entre os dois foi de quatrocentos e sessenta mil votos. Foi essa diferença que animou Carlos Lacerda e a UDN a lançar a cruzada pela anulação da vitória de JK. Os udenistas argumentavam que os quase 500 mil votos que derrotaram Juarez Távora foram dados pelos comunistas, e como o Partido Comunista Brasileiro fora colocado na ilegalidade, os votos dos comunistas deveriam ser também cassados.

Mas como eles chegaram a esse cálculo se o voto era secreto? Comp distinguir os votos dos comunistas de outros votantes?

Elementar, diziam os udenistas. Nas eleições presidenciais de 1945, dez anos antes, quando o PCB era legal, o candidato dos comunistas, o gaúcho Yedo Fiuza, tivera 569 mil votos.

Ora, dez anos depois, era de se crer que todos os quase 500 mil votos que deram a vitória a Juscelino eram votos comunistas, já que Prestes orientara o voto em JK.

Tão simples assim, diziam os golpistas democráticos. Da mesma forma, hoje, 59 anos depois, com os seus mapas dicotômicos e desonestos, de um primarismo monstruoso, a mídia e os conservadores colocam em xeque, questionam a legitimidade da reeleição da presidente Dilma, por causa dos votos dos nordestinos, dos mais pobres, dos menos instruídos.

Já que o Brasil desenvolvido e mais instruído teria votado majoritariamente em Aécio, como disseram por aí e por aqui também, a reeleição não valeu. Aliás, nem isso é verdadeiro, uma vez que Dilma teve mais votos no Sul e no Sudeste que no Norte e no Nordeste.

Logo, o mapa dicotômico da mídia é uma fraude.Temos, assim, agora, a reprodução farsesca da tentativa de golpe udeno-lacerdista de seis décadas passadas.

De um lado, a mídia ecoa fortemente toda manifestação de inconformidade com a reeleição da presidente. Basta que duas pessoas se reúnam para exibir cartazes pedindo o impedimento da presidente, para que essa massiva demonstração ganhe as cabeças dos noticiários.

Ao mesmo tempo, exige que a presidente escolha “nomes do mercado” para a Fazenda e o Banco Central.

Perderam a eleição, a mídia e a oposição perderam a eleição, mas cobram que a vencedora adote programa do derrotado. E nem ficam constrangidos com tamanha desfaçatez. Afinal, julgam-se domos do país, reservas morais da nacionalidade.

A regulação da mídia é imprescindível para a preservação, a consolidação e o avanço da democracia. Porque a grande mídia empresarial é intrinsecamente golpista, geneticamente antidemocrática, arraigadamente elitista.

A regulação da mídia é condição inescusável para se garantir a soberania nacional. Porque os grupos que monopolizam a mídia são entreguistas e, historicamente, se opõem aos interesses nacionais, servindo de cabeça de ponte para o avanço imperial sobre a nossa economia, sobre os nossos recursos naturais, sobre as nossas riquezas, sobre o mercado interno, sobre as nossas relações externas.

Os mais velhos devem se lembrar que, segundo a mídia, o Brasil não tinha petróleo.

Agora mesmo, em voz casada os setores mais dependentes e integrados aos interesses multinacionais de nossa burguesia industrial, financeira e agrária, a mídia ergue as bandeiras antiMercosul, anti-Brics, pró-acordos bilaterais com os Estados Unidos e União Européia, pela ressurreição da Alca, da Teoria da Dependência, da Doutrina Truman, sabe-se lá que passo atrás mais.

A regulação da mídia é vital como a água à terra, como o oxigênio à vida. Porque a mídia monopolista é parte integrante de nossas elites econômicas, políticas, sociais, culturais. E as nossas elites fracassaram miseravelmente na construção de um país desenvolvido, pacífico, culto, justo e solidário.

Porque a mídia monopolista é conivente, quando não cúmplice, com o preconceito, o racismo, a discriminação, a violência contra os trabalhadores, contra os negros, os pardos, os pobres, contra os índios.

Porque a mídia monopolista é indiferente, quando não conluiada com a violência que abate, anualmente, mais de cem mil brasileiros, vítimas da repressão policial, da insegurança urbana e rural, do tráfico de drogas e do crime organizado. Dos acidentes de trabalho, dos atropelamentos no trânsito.

Porque as policias brasileiras estão entre as mais letais do mundo, e a mídia empresarial e monopolista estimula e afiança essa violência à medida que não a investiga, não a denuncia e não a combata. E, com frequência, a enalteça, contribuindo para apertar o gatilho dos executores.

A regulação da mídia é urgente e obrigatória porque a mídia monopolista e empresarial colabora e associa-se com a política de concentração de rendas que faz do Brasil um dos países mais desiguais e injustos do Planeta Terra.

Porque o imposto sobre fortunas, corriqueiro nos países mais desenvolvidos, tem da parte da mídia uma oposição fundamentalista e até mesmo rancorosa. Porque a inexistência desse imposto favorece ainda mais a concentração de rendas e o acúmulo de fortunas fantásticas, e relaciona alguns detentores de concessões públicas de televisão e rádio, como os irmãos Marinho, entre os bilionários mundiais.

A regulação da mídia é uma medida sanitária, de emergência pública.

Porque a mídia é omissa em relação à sonegação e às fraudes fiscais – quando não a pratica– e acoberta que os super-ricos brasileiros têm a quarta maior fortuna do mundo em paraísos fiscais. São mais de um trilhão de reais, cerca um terço de nosso PIB, esse mesmo PIB cuja anemia nos últimos anos a mídia, a oposição e a nossa indignada burguesia tanto tem criticado.

O país campeão em concentração de rendas, onde se alarga cada vez mais a distância entre ricos e pobres, é o país que está no G4 das maiores fortunas depositadas em paraísos fiscais. A regulação da mídia é uma medida anticorrupção, porque as denúncias de corrupção que a mídia monopolista faz são seletivas, parciais, incompletas, dirigidas.

Ou não é corrupção as manobras de que a mídia e os bancos se utilizam para sonegar impostos, fraudar o fisco, não pagar imposto sobre a renda ou pagar menos imposto de renda que os assalariados?

Tão ciosa em escarafunchar as fichas sujas de pequenos e médios delinquentes políticos, a mídia não se ocupa em escarafunchar a origem e a propriedade desse mais de um trilhão de reais refugiados em paraísos fiscais. Difícil investigar?

Não. Incômodo? Certamente. À moda norte-americana, alguns veículos passaram a divulgar o tal do “impostômetro”, uma medição presumida de quanto o Estado arrecada. Mas nenhum espaço para a medição, também suposta, da sonegação.

E já que adotamos a moda ianque, deveríamos também adotar a rigorosíssima a legislação norte-americana contra a sonegação.

A regulação da mídia é um ato de defesa do trabalho, do emprego e do salário. Porque a mídia monopolista defende, com radicalismo cada vez maior, o ponto de vista do mercado, do capital financeiro, da elite econômica que prega a adoção de medidas contracionistas que levarão ao desemprego, ao arrocho salarial, ao corte de gastos sociais, à diminuição dos investimentos em saúde, educação, segurança e infraestrutura.

A fúria com que a mídia monopolista reagiu à decisão do governo de reduzir os gastos com juros da dívida pública, redimensionando essa excrescência liberal chamada de superávit primário, é reveladora de seu compromisso com o capital financeiro, com os rentistas, e não com os brasileiros.

Senhores e senhores senadores, a mídia monopolista é a quinta coluna dos interesses antinacionais, antidemocráticos, antipopulares.Regular a mídia é salvar o país do atraso, da pobreza, da violência, da desindustrialização, da dependência da exportação de produtos primários, do sangramento da remessa de lucros para o exterior, do esgotamento de seus recursos naturais, da destruição do Estado que zele pelo bem-estar social. Porque a mídia monopolista não está a serviço do Brasil.

Leia também:

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Investigação VIOMUNDO

Estamos investigando a hipocrisia de deputados e senadores que dizem uma coisa ao condenar Dilma Rousseff ao impeachment mas fazem outra fora do Parlamento. Hipocrisia, sim, mas também maracutaias que deveriam fazer corar as esposas e filhos aos quais dedicaram seus votos. Muitos destes parlamentares obscuros controlam a mídia local ou regional contra qualquer tipo de investigação e estão fora do radar de jornalistas investigativos que trabalham nos grandes meios. Precisamos de sua ajuda para financiar esta investigação permanente e para manter um banco de dados digital que os eleitores poderão consultar já em 2016. Estamos recebendo dezenas de sugestões, links e documentos pelo [email protected]

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edmundo de oliveira

28/11/2014 - 08h26

Presidenta Dilm, o Requião com essa visão ampla acerca da atuação da mídia golpista. Porque não colocar ele como Ministro das Comunicações?

Parabéns pelo comentário.

Responder

Yacov

27/11/2014 - 23h27

‘TÁCA-LE PAU’ !!!

“O BRASIL PARA TODOS não passa na REDE GLOBO de SONEGAÇÃO & GOLPES – O que passa na REDE GLOBO de SONEGAÇÃO & GOLPES é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

Responder

Yacov

27/11/2014 - 23h00

A NOVA MÍDIA, os ‘Blogs Sujos’, em contraposição à VELHA grande MÍDIA, decadente e descaradamente mentirosa e ideológica, deviam promover um movimento nacional em defesa da MÍDIA LIVRE. Não se quer, com a LEI DE MÍDIAS, retirar a liberdade de expressão de ninguém, nem a propriedade, só que a ‘propriedade dos meios de comunicação’ é algo que de ver muito bem discutido, assim como devem ser discutidas e debatida a propriedade particular da água ou do ar, por exemplo. Não !?!? Isso é possível !?! Quem acha que apenas 4 famiglias bilionárias, num país de dimensões continetais e com mais de 200 milhões de habitantes, devem controlar a mídia de massas, com um grande conglomerado que engloba revistas, jornais, rádio, TV, internet, celular, levante a mão !! … Viu !?! Ninguém levantou a não.

“O BRASIL PARA TODOS não passa na REDE GLOBO de SONEGAÇÃO & GOLPES – O que passa na REDE GLOBO de SONEGAÇÃO & GOLPES é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

Responder

mineiro

27/11/2014 - 19h30

eu postei varios comentarios nessa materia , cade os comentarios? ai nao da ne.

Responder

wendel

27/11/2014 - 13h06

” … A MÍDIA MONOPOLISTA É A QUINTA COLUNA DOS INTERESSES ANTINACIONAIS, ANTIDEMOCRÁTICOS E ANTIPOPULARES’ (Roberto Requião).

“A regulação da mídia é imprescindível para a preservação, a consolidação e o avanço da democracia. Porque a grande mídia empresarial é intrinsecamente golpista, geneticamente antidemocrática, arraigadamente elitista.”
Comentar mais o quê ???
Parabéns ao senador Roberto Requião por este discurso tão expressivo, revelador e verdadeiro !!!
Estou inclusive repassando, pois acredito que muitos não sabem da luta de Requião no Parlamento, e em toda sua vida pública, para moralizar esta midia golpista!!!!

Responder

Julio Silveira

27/11/2014 - 10h38

Minhas expectativas em relação a este governo estão em queda num abismo profundo.

Responder

    Yacov

    27/11/2014 - 23h20

    Com o OBAMA não é muito diferente … Todos sabemos quem é o responsável pela onda neoliberal dos anos 90, que culminou na crise financeira mundial de 2008 e todas as suas consequências nefastas. A pergunta é: ‘Quem vai botar o guizo no rabo do gato !?’

    ‘Regular a mídia é medida sanitária’ – Considerando que a ‘grande mídia’ é a grande representante do ‘status quo hiper-capitalista-financista-industrializado-concentrador’, não há, a meu ver, conclusão melhor que essa.

    “O BRASIL PARA TODOS não passa na REDE GLOBO de SONEGAÇÃO & GOLPES – O que passa na REDE GLOBO de SONEGAÇÃO & GOLPES é um braZil-Zil-Zil para TOLOS”

mz

26/11/2014 - 23h30

“E as nossas elites fracassaram miseravelmente na construção de um país desenvolvido, pacífico, culto, justo e solidário.”
Disto eles se esquecem e ainda querem se dizer a solução?

Responder

Bernardino

26/11/2014 - 21h57

UMA VOZ QUE CLAMA NO DESERTO!!Grande REQUIAO,daria um bom MInistro das COmunicaçoes,porem este governo nao o indicará!!

“A Camarilha Petista escapou por um TRIZ nestas eleiçoes” palavras de ADRIANO BENAYON no seu jornal: A Nova Democracia.

O PT e a maioria das nossas esquerdas sao geneticamente Covardes,incluindo aí o sr LULA e Dilma.Esse metodo de governar agradando todos os segementos da elite esgotou-se.Não estamos mais em 2002,agora é peddreira e tem que definir o LADO: O emprego,o crescimento e as demandas sociais versus o rentismo e o grande capital oligopolizado.
É urgente a formaçao de uma frente de ESQUERDA como propos os GOMES(Cid e Ciro)para fazer frente aos conservadores e a DDilma quando esta fizesr o jogo do Capital que aliás é marca registrado de seu governicho no 1 mandato

CHEGA de votar em COVARDES!!!Nas proximas eleiçoes estaarei com Luciana Genro e ou com os 37 mmilhoes de nulos,brancos e abstençoes

Responder

Paulo Rodrigues

26/11/2014 - 18h07

Infelizmente dona dilma não deve ter lido esse discurso, e se ler discordara totalmente pois é defensora do controle remoto, como se houvesse opção na mídia. Aliás os chamados blogs sujos que se preparem, com esse congresso recentemente eleito é mais provável que exista uma perseguição a opinião contrária a grande mídia, e pior com apoio de dona dilma.

Responder

Edvard

26/11/2014 - 10h54

Belo discurso!
Uma pena que seja dirigido a ouvidos moucos.
Uma boa parte da plateia é constituída por políticos donos de concessões de rádio e TV, além de ter participação em jornais.
Porque a Constituição não é respeitada neste quesito?

Responder

mineiro

26/11/2014 - 07h34

o que tem que acontecer de agora em diante é todos os politicos do bem independente de qualquer partido formar uma frente de esquerda junto com os movimentos sociais para dar respaldo a pres. e ao mesmo tempo fazer oposiçao nas besteiras que ela esta cometendo e com certeza vai cometer. tem que ter uma frente de esquerda forte, atuante e nao esclerosada como tem muitos por ai. para cobrar e dar respaldo no que for preciso. se nao nunca vai mudar nada nesse pais. porque quem manda nesse pais é a midia , a elite , o judiciario e a extrema direita. nao adianta ficar so falando , se nao agir , cedo ou mais tarde a elite vai tomar o poder. porque de certa forma ja ta tomando a muito tempo. se formar a frente forte de esquerda com cobranças fortes , nao vai haver mudanças nenhuma nesse pais.

Responder

Brancaleone

26/11/2014 - 00h11

Meu prezado Requião!!!
Meus honestos respeitos!!!
Votei em voce em quase todas as eleições. Tenho admiração por voce apesar de na última ter votado contra – culpa deste seu partidinho de aluguel… –
Voce muito fez pela minha cidadezinha aqui do Vale do Ribeira…
Mas sinto que está exagerando.
Raiva da derrota talvez.
Inveja dos que se elegeram quem sabe.
Dor de cotovelo mesmo…

Pare com este papinho barrela de “regular a mídia”!!! Esqueceu do seu nome lá nos arquivos do DOPS?? Não lembra mais como eram aqueles tempos???
Esta querendo a velha censura de volta???
Medo da imprensa??

Meu prezado Requião!!!
Não embarque nessa!!!

Responder

Mauro Assis

25/11/2014 - 15h49

Esse é o canto do cisne de quem já foi devidamente aposentado pelo povo do Paraná…

Responder

    Álvares de Souza

    25/11/2014 - 20h23

    É, e no lugar dele o povo do Paraná colocou aquele rapazinho, o Beto, se não me engano, exemplo de honradez, de probidade, de homem sério, impoluto. Ah, povo do Paraná, com aqueles olhinhos azuis, herança genética dos godos e visigodos, colosso de raça eugênica. Beto e vocês são um a cara do outro.

    mineiro

    26/11/2014 - 07h27

    aposentou é, e quem ficou no lugar dele é melhor do que ele cara palida? desde quando demonios tucanos é alguma coisa que presta nesse pais? voces do pr,sp,sc,rs é o exemplo para o brasil do atraso. continua assim com essa inteligencia que voces vao longe. requiao o melhor politico do pr e um dos melhores do brasil e voces do pr elegeu um demonio tucano, que beleza.

    Mauro Assis

    26/11/2014 - 08h47

    Mineiro, de outro mineiro que mora em São Paulo, feliz com o meu Picolé de Xuxu.

    Será coincidência o fato desses estados serem os mais desenvolvidos do país?

    Juro que sentirei saudade do histrionismo do Requião no Senado… resolver não resolvia nada, mas sei lá, agitava…

    Minas também não tá mal não, elegeu o mais tucano dos petistas. Vai dar para matar o desejo de ser governado pelos vermelhos sem ter que encarar um Haddad ou um Agnelo Queiroz da vida.

    zequinha

    26/11/2014 - 17h33

    SP foi o Estado mais desenvolvido do Brasil antes da era tucana, hoje talvez nem seja mais, pois até água está faltando. Já o PR tucano tem ocupado as manchetes como mau pagador de contas. Ou a mídia está exagerando?

    abolicionista

    26/11/2014 - 23h27

    Antes o canto do cisne que o chalreio do tucano…

Flavio de Oliveira Lima

25/11/2014 - 15h29

Ah, se o PT tivesse um senador assim…
Ah, se o Pt tivesse um senador…

Responder

FrancoAtirador

25/11/2014 - 12h34

.
.
PERICULUM IN MORA

O Mandado de Segurança manejado contra ato do Presidente do TSE,

na competência de atividade-meio, em matéria administrativa,

é da competência do próprio TSE, nos exatos termos do art. 21, VI, da LOMAN
(Lei Complementar nº 35/79):

“Art. 21 – Compete aos Tribunais, privativamente:

VI – julgar, originariamente, os mandados de segurança contra seus atos,
os dos respectivos Presidentes e os de suas Câmaras, Turmas ou Seções.”

(http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/lcp/lcp35.htm)
.
.

Responder

Bacellar

25/11/2014 - 12h30

Regular a mídia serviria inclusive pra à médio prazo não perdermos tantos quadros eletivos bons e elegermos tantas figuras estapafúrdias como nesse último pleito. Requião é um grande exemplo. Como o Brasil teria 4 anos melhores com Requião no Paraná, Tarso no RS, Suplicy no Senado, etc, etc…
Imaginem Alckmin com uma mídia imparcial em cima, nem precisava ser mídia de esquerda, apenas imparcial…Não se elegia nem pra conselheiro de comitê de organização das festas de fim de ano do clube de ex-anestesistas de Pindamonhangaba.
A mídia presta um desserviço não apenas do ponto de vista político, ela é um câncer para a república, para a sociedade, para a “civilização” brasileira. Deforma, idiotiza, prega valores deletérios, segregacionistas, obscurantistas.
Essa pasta estou curioso pra ver quem vem (se é que vem):Comunicações.

Responder

Luiz

25/11/2014 - 11h55

Muito bom texto, isso só mostra que se quisermos termos uma democracia forte e consolidada teremos que regulamentar a mídia. Um país somente progride em suas várias facetas caso tiver uma verdadeira democracia.

Responder

nelson Souza

25/11/2014 - 11h50

Não é de hoje que ele tem esta posição, realmente sem regulação da mídia estamos com o quarto poder PIG, sem nenhum ônus, para defender a burguesia em detrimento dos verdadeiros interesses do povo brasileiro.
Tem que valer a constituição de 1988 que fala na regulação, nenhum politico poderá ter meios de comunicação, se tiver renuncie, a regulação da mídia tem que acontecer no próximo mandado da presidenta Dilma é inaceitável continuar como esta. PARABÉNS REQUIÃO que orgulho nos dá sua postura como cidadão e político.

Responder

abolicionista

25/11/2014 - 10h45

Requião é brilhante, votaria nele para presidente.

O que não entendo é porque nenhum político do PT diz essas coisas, é mero apego à governabilidade?

Responder

O Mar da Silva

25/11/2014 - 09h34

Infelizmente, os partidos não têm o menor interesse em regular a mídia. Afinal, é com essa mídia seletiva e golpista que a maioria deles consegue se eleger e fazer fortuna na vida política nacional.

Faltou o Requião falar do #Devolve Gilmar. Aliás, tão importante quanto a regulação da mídia é retirar das empresas privadas o poder de compra sobre o Congresso Nacional. Essa tarefa, o Gilmar vai impedir até quando puder.

Responder

Mário SF Alves

24/11/2014 - 22h40

“Senhores e senhores senadores, a mídia monopolista é a quinta coluna dos interesses antinacionais, antidemocráticos, antipopulares.Regular a mídia é salvar o país do atraso, da pobreza, da violência, da desindustrialização, da dependência da exportação de produtos primários, do sangramento da remessa de lucros para o exterior, do esgotamento de seus recursos naturais, da destruição do Estado que zele pelo bem-estar social. Porque a mídia monopolista não está a serviço do Brasil.”
____________________________

Aplausos!

Só uma pequena observação:

Não seria a quinta coluna dos interesses nacionais, democráticos, populares?

Responder

Mário SF Alves

24/11/2014 - 22h31

“A regulação da mídia é vital como a água à terra, como o oxigênio à vida. Porque a mídia monopolista é parte integrante de nossas elites econômicas, políticas, sociais, culturais. E as nossas elites fracassaram miseravelmente na construção de um país desenvolvido, pacífico, culto, justo e solidário.”
___________________________
É disso que se trata.

E desde quando é preciso ser de esquerda para ter o entendimento disso? Não basta ser minimamente educado, minimamente esforçado ou minimamente capaz de estabelecer relações?

As mesmas relações que no tempo da ditadura estiveram engavetas, de tal modo autoritariamente compartimentalizadas que jamais se interconectavam.

Procedimento idêntico não tem sido diuturnamente adotado pelos representantes da mídia empresarial ao rechaçarem qualquer proposta ou exigência cívica e constitucional de sua regulamentação?

Responder

Alberto

24/11/2014 - 21h49

Este deveria ser ministro da presidente Dilma, em um destes ministérios: Fazenda, Comunicações ou da Justiça.

Responder

Fabio Passos

24/11/2014 - 21h14

Falou e disse, Requião!
Análise precisa do que representa o PiG: O sustentáculo do Apartheid Social. A máquina de propaganda da “elite” branca e rica. Uma âncora que nos mantém presos ao atraso.

Livrar-se do PiG é fundamental para construir uma nação democrática, próspera e justa.

Responder

Paulo Assis

24/11/2014 - 20h40

Simplesmente brilhante!

Responder

Che Gutierrez

24/11/2014 - 20h06

Brilhante, verdadeiro e muito esclarecedor!

Responder

Maria Dilma

24/11/2014 - 19h03

Avante Requião!

Responder

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