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Cartas de Minas

Pedro Saraiva: Sobre a vinda dos 6.000 médicos cubanos

09 de maio de 2013 às 09h43

Por Pedro Saraiva, no blog do Nassif

Olá Nassif, sou médico e gostaria de opinar sobre a gritaria em relação à vinda dos médicos cubanos ao Brasil. Bom, como opinião inteligente se constrói com o contraditório, vou tentar levantar aqui algumas informações sobre a vinda de médicos cubanos para regiões pobres do Brasil que ainda não vi serem abordadas.

— O principal motivo de reclamação dos médicos, da imprensa e do CFM seria uma suposta validação automática dos diplomas destes médicos cubanos, coisa que em momento algum foi afirmado por qualquer membro do governo. Pelo contrário, o próprio ministro da saúde, Antônio Padilha, já disse que concorda que a contratação de médicos estrangeiros deve seguir critérios de qualidade e responsabilidade profissional. Portanto, o governo não anunciou que trará médicos cubanos indiscriminadamente para o país. Isto é uma interpretação desonesta.

— Acho estranho o governo ter falado em atrair médicos cubanos, portugueses e espanhóis, e a gritaria ser somente em relação aos médicos cubanos. Será que somente os médicos cubanos precisam revalidar diploma? Sou médico e vivo em Portugal, posso garantir que nos últimos anos conheci médicos portugueses e espanhóis que tinham nível técnico de sofrível para terrível. E olha que segundo a OMS, Espanha e Portugal têm, respectivamente, o 6º e o 11º melhores sistemas de saúde do mundo (não tarda a Troika dar um jeito nesse excesso de qualidade). Profissional ruim há em todos os lugares e profissões. Do jeito que o discurso está focado nos médicos de Cuba, parece que o problema real não é bem a revalidação do diploma, mas sim puro preconceito.

— Portugal já importa médicos cubanos desde 2009. Aqui também há dificuldade de convencer os médicos a ir trabalhar em regiões mais longínquos, afastadas dos grandes centros. Os cubanos vieram estimulados pelo governo, fizeram prova e foram aprovados em grande maioria (mais à frente vou dar maiores detalhes deste fato).

A população aprovou a vinda dos cubanos, e em 2012, sob pressão popular, o governo português renovou a parceria, com amplo apoio dos pacientes. Portanto, um dos países com melhores resultados na área de saúde do mundo importa médicos cubanos e a população aprova o seu trabalho.

— Acho que é ponto pacífico para todos que médicos estrangeiro tenham que ser submetidos a provas aí no Brasil. Não faz sentido importar profissionais de baixa qualidade. Como já disse, o próprio ministro da saúde diz concordar com isso. Eu mesmo fui submetido a 5 provas aqui em Portugal para poder validar meu título de especialista. As minhas provas foram voltadas a testar meus conhecimentos na área em que iria atuar, que no caso é Nefrologia. Os cubanos que vieram trabalhar em Medicina de família também foram submetidos a provas, para que o governo tivesse o mínimo de controle sobre a sua qualidade.

Pois bem, na última leva, 60 médicos cubanos prestaram exame e 44 foram aprovados (73,3%). Fui procurar dados sobre o Revalida, exame brasileiro para médicos estrangeiros e descobri que no ano de 2012, de 182 médicos cubanos inscritos, apenas 20 foram aprovados (10,9%). Há algo de estranho em tamanha dissociação. Será que estamos avaliando corretamente os médicos estrangeiros?

Seria bem interessante que nossos médicos se submetessem a este exame ao final do curso de medicina. Não seria justo que os médicos brasileiros também só fossem autorizados a exercer medicina se passassem no Valida? Se a preocupação é com a qualidade do profissional que vai ser lançado no mercado de trabalho, o que importa se ele foi formado no Brasil, em Cuba ou China?

O CFM se diz tão preocupado com a qualidade do médico cubano, mas não faz nada contra o grande negócio que se tornaram as faculdades caça-níqueis de Medicina. No Brasil existe um exército de médicos de qualidade pavorosa. Gente que não sabe a diferença entre esôfago e traqueia, como eu já pude bem atestar. Porque tanto temor em relação à qualidade dos estrangeiros e tanta complacência com os brasileiros?

— Em relação este exame de validação do diploma para estrangeiros abro um parêntesis para contar uma situação que presenciei quando ainda era acadêmico de medicina, lá no Hospital do Fundão da UFRJ.

Um rapaz, se não me engano brasileiro, tinha feito seu curso de medicina na Bolívia e havia retornado ao país para exercer sua profissão. Como era de se esperar, o rapaz foi submetido a um exame, que eu acredito ser o Revalida (na época realmente não procurei me informar). O fato é que a prova prática foi na enfermaria que eu estava estagiando e por isso pude acompanhar parte da avaliação.

Dois fatos me chamaram a atenção, o primeiro é a grande má vontade dos componentes da banca com o candidato. Não tenho dúvidas que ele já havia sido prejulgado antes da prova ter sido iniciada. Outro fato foi o tipo de perguntas que fizeram.

Lembro bem que as perguntas feitas para o rapaz eram bem mais difíceis que aquelas que nos faziam nas nossas provas. Lembro deles terem pedidos informações sobre detalhes anatômicos do pescoço que só interessam a cirurgiões de cabeça e pescoço. O sujeito que vai ser médico de família, não tem que saber todos os nervos e vasos que passam ao lado da laringe e da tireoide. O cara tem que saber tratar diarreia, verminose, hipertensão, diabetes e colesterol alto. Soube dias depois que o rapaz tinha sido reprovado.

Não sei se todas as provas do Revalida são assim, pois só assisti a uma, e mesmo assim parcialmente. Mas é muito estranho os médicos cubanos terem alta taxa de aprovação em Portugal e pouquíssimos passarem no Brasil. Outro número que chama a atenção é o fato de mais de 10% dos médicos em atividade em Portugal serem estrangeiros. Na Inglaterra são 40%. No Brasil esse número é menor que 1%. E vou logo avisando, meu salário aqui não é maior do que dos meus colegas que ficaram no Brasil.

— Até agora não vi nem o CFM nem a imprensa irem lá nas áreas mais carentes do Brasil perguntar o que a população sem acesso à saúde acha de virem 6000 médicos cubanos para atendê-los. Será que é melhor ficar sem médico do que ter médicos cubanos? É o óbvio ululante que o ideal seria criar condições para que médicos brasileiros se sentissem estimulados a ir trabalhar no interior. Mas em um país das dimensões do Brasil e com a responsabilidade de tocar a medicina básica pulverizada nas mãos de centenas de prefeitos, isso não vai ocorrer de uma hora para outra.

Na verdade, o governo até lançou nos últimos anos o Programa de Valorização do Profissional da Atenção Básica (Provab), que oferece salários mensais de R$ 8 mil e pontos na progressão de carreira para os médicos que vão para as periferias. O problema é que até hoje só 4 mil médicos aceitaram participar do programa. Não é só salário, faltam condições de trabalho. O que fazemos então? Vamos pedir para os mais pobres aguentar mais alguns anos até alguém conseguir transformar o SUS naquilo que todos desejam? Vira lá para a criança com diarreia ou para a mãe grávida sem pré-natal e diz para ela segurar as pontas sem médico, porque os médicos do sul e sudeste do Brasil, que não querem ir para o interior, acham que essa história de trazer médico cubano vai desvalorizar a medicina do Brasil.

— É bom lembrar que Cuba exporta médicos para mais de 70 países. Os cubanos estão acostumados e aceitam trabalhar em condições muito inferiores. Aliás, é nisso que eles são bons. Eles fazem medicina preventiva em massa, que é muito mais barata, e com grandes resultados. Durante o terremoto do Haiti, quem evitou uma catástrofe ainda maior foram os médicos cubanos. Em poucas semanas os médicos dos países ricos deram no pé e deixaram centenas de milhares de pessoas sem auxílio médico.

Se não fosse Cuba e seus médicos, haveria uma tragédia humanitária de proporções dantescas. Até o New England Journal of Medicine, a revista mais respeitada de medicina do mundo, fez há poucos meses um artigo sobre a medicina em Cuba. O destaque vai exatamente para a capacidade do país em fazer medicina de qualidade com recursos baixíssimos (http://www.nejm.org/doi/full/10.1056/NEJMp1215226).

— Com muito menos recursos, a medicina de Cuba dá um banho em resultados na medicina brasileira. É no mínimo uma grande arrogância achar que os médicos cubanos não estão preparados para praticar medicina básica aqui no Brasil. O CFM diz que a medicina de Cuba é de má qualidade, mas não explica por que a saúde dos cubanos, como muito menos recursos tecnológicos e com uma suposta inferioridade qualitativa, tem índices de saúde infinitamente melhores que a do Brasil e semelhantes à avançada medicina americana (dados da OMS).

— Agora, ninguém tem que ir cobrar do médico cubano que ele saiba fazer cirurgia de válvula cardíaca ou que seja mestre em dar laudos de ressonância magnética. Eles não vêm para cá para trabalhar em medicina nuclear ou para fazer hemodiálises nos pacientes. Medicina altamente tecnológica e ultra especializada não diminui mortalidade infantil, não diminui mortalidade materna, não previne verminose, não conscientiza a população em relação a cuidados de saúde, não trata diarreia de criança, não aumenta cobertura vacinal, nem atua na área de prevenção. É isso que parece não entrar na cabeça de médicos que são formados para serem superespecialistas, de forma a suprir a necessidade uma medicina privada e altamente tecnológica. Atenção! O governo que trazer médicos para tratar diarreia e desidratação! Não é preciso grande estrutura para fazer o mínimo. Essa população mais pobre não tem o mínimo!

Que venham os médicos cubanos, que eles façam o Revalida, mas que eles sejam avaliados em relação àquilo que se espera deles. Se os médicos ricos do sul maravilha não querem ir para o interior, que continuem lutando por melhores condições de trabalho, que cobrem dos governos em todas as esferas, não só da Federal, melhores condições de carreira, mas que ao menos se sensibilizem com aqueles que não podem esperar anos pela mudança do sistema, e aceitem de bom grado os colegas estrangeiros que se dispõe a vir aqui salvar vidas.

Infelizmente até a classe médica aderiu ao ativismo de Facebook. O cara lê a Veja ou O Globo, se revolta com o governo, vai no Facebook, repete meia dúzia de clichês ou frases feitas e sente que já exerceu sua cidadania. Enquanto isso, a população carente, que nem sabe o que é Facebook morre à mingua, sem atendimento médico brasileiro ou cubano.

Leia também:

Governo quer ouvir Embrapa sobre demarcação de terras indígenas

 

169 Comentários escrever comentário »

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O necessário debate sobre os médicos estrangeiros

04/07/2013 - 09h33

[…] o depoimento do médico brasileiro Pedro Saraiva, que é nefrologista e trabalha em Portugal. Lá, 60 médicos cubanos prestaram exame e 44 foram […]

Responder

Romulo Ferrari

03/07/2013 - 16h03

SOBRE A PARALISAÇÃO DOS MÉDICOS
“Greve de médicos? Provavelmente nem …”
Bom! Antes de eu completar a frase acima, que não é minha, quero dizer que estive lendo e ouvindo, atentamente, o “berrinho” que os profissionais de medicina estão dando…
E quero, como profissional da saúde, fazer composição ao sacrificado grupo de médicos que trabalham pelo sucateado sistema de saúde, em “postinhos”, em unidades de pronto socorro, setores de emergência e urgência, etc. Se seus gritos são para reivindicar a melhoria do sistema, melhores salários nesses setores, melhores investimentos, etc.?? O meu grito vai junto, somado ao de vocês.

E nós, outras dezenas de profissões não médicas, mas que compõem o verdadeiro sistema de saúde, nos juntaremos a vocês. Organizaremos manifestações nas ruas, em frente aos setores responsáveis, levaremos faixas, vozes, números. Basta que vocês tenham coragem de falar a verdade. De ir contra a quem está levando esse sistema, tão criticado, ao caos!
Venham a público! Manifestem-se contra o projeto que visa dar reserva de mercado ao profissional médico, com o maior lobby político já visto, naquela casa que se diz “de leis”, conhecido como: ATO MÉDICO! Quanta prepotência.

Qualquer outra reivindicação de vocês, como a de ir contra a contratação de médicos estrangeiros, sem que seu grito vá de encontro com a coerência, os colocará mais em descrédito junto à sociedade do que já estão.
Nos convide para esse evento de reivindicações que vão de encontro aos preceitos de saúde, não esses que tentam reservar o poder mercantil do setor a vocês. Eu me comprometo de ir às ruas com vocês. Digam NÃO ao Ato Médico e mostrem de que lado estão… ou fiquem com o mesmo rótulo.

Enquanto não nos convidam para tal evento, eu os convido para outro:
Velório e enterro da saúde pública no Brasil, promovida pela bancada de médicos no congresso, empresários do ramo de saúde e parlamentares que legislam em causa própria.
Traje? Venha de jaleco, intitule-se “Doutor”, sente em uma cadeira com nível acima das pessoas e acomode-se até que o caixão baixe por completo.
Seus colegas da elite, redes privadas e particulares não estão junto com vocês, né? Pra quê, vocês estão fazendo isso por eles…
Mas nós nos colocamos à disposição: Estamos juntos pela SAÚDE, nunca pelo CORPORATIVISMO.
Nas redes sociais e rodas de “gente” decente, a conversa é:
“Greve de médicos? Provavelmente nem iremos notar. Já não os encontramos em dias sem greve mesmo”. Agora a frase está completa.
E essa gente não sabe que quem paralisou, são os médicos sofridos, aqueles que honram sua profissão e são dignos de todo o crédito de nosso povo.

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    Agostinho Tao

    07/07/2013 - 12h17

    QUE VENHA LOS CUBANOS E TODOS LOS OTROS KKKKKKKKKKKK de uma forma ou de outra terão que engolir , e que sejam todos acupunturistas KKKKKKKK

Hipocrisia não faz bem à Saúde Guia para entender a vinda de médicos estrangeiros | TIJOLAÇO | “A política, sem polêmica, é a arma das elites.”

02/07/2013 - 11h53

[…] o depoimento do médico brasileiro Pedro Saraiva, que é nefrologista e trabalha em Portugal. Lá, 60 médicos cubanos prestaram exame e 44 foram […]

Responder

Pitagoras

29/05/2013 - 23h54

Que venham os cubanos. No assunto são mestres, recebo-os de braços abertos nosos hermanos.

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    Juarez B. Regis

    03/07/2013 - 21h38

    Que venham os cubanos, portugueses e espanhóis.Precisamos sim de médicos presentes, e não ausentes, perambulando pelas cidade grandes.

Everton Silva

29/05/2013 - 19h50

Artigo maravilhoso, parabéns!!!!

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Ministério da Saúde diz governo não desistiu de médicos cubanos - Viomundo - O que você não vê na mídia

22/05/2013 - 19h08

[…] Pedro Saraiva: Sobre a vinda dos 6.000 médicos cubanos […]

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El Pais: Brasil desiste de trazer os médicos cubanos - Viomundo - O que você não vê na mídia

22/05/2013 - 05h07

[…] Pedro Saraiva: Sobre a vinda dos 6.000 médicos cubanos […]

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Jayme Vasconcellos Soares

19/05/2013 - 19h37

O caso das manifestações contra a vinda dos 6000 médicos cubanos para o Brasil é, não só um preconceito racial, mas, também um posicionamento ideológico da direita brasileira, além de, provavelmente, grande parte dos nossos médicos temerem uma maior competência profissional e científica daqueles. Será que o sórdido e condenável bloqueio que vem sendo imposto pelos EUA ao povo cubano, está sendo apoiado pela elite brasileira!? Tenho receio que isto esteja ocorrendo.

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15% DO PIB EM SAÚDE JÁ!!

18/05/2013 - 19h10

Aff, só o que me falta colocarem a culpa no atual sistema de saúde nos médicos! ORA, de tudo que é arrecadado em impostos, quanto vai para a saúde?? PRATICAMENTE NADA (NEM 4% DO PIB EM 2012 E EM 2005 MENOS QUE 9% DO ARRECADADO (confira as fontes)!!!! Sou a favor da vinda de MÉDICOS CAPACITADOS, não médicos de segunda linha que fracassam no vestibular e depois fracassam no REVALIDA (prova essa mais fácil que uma prova de residência).. Deveria ser revalida para todos, inclusive para os daqui!!

LOGO LOGO AINDA VÃO COLOCAR MÉDICO VETERINÁRIO para atender no SUS, com o argumento de que é melhor colocar qualquer coisa para atender as pessoas do que nada. Não devemos aceitar o “jeitinho petista”,…

… DEVEMOS EXIGIR O QUE MANDA A CONSTITUIÇÃO MAIS DE 15% PIB INVESTIDO EM SAÚDE!!!!

O QUE FIZERAM COM O ENSINO PÚBLICO BRASILEIRO QUEREM FAZER IGUAL COM A SAÚDE: SUCATEAR EM VEZ DE INVESTIR!!

ISSO É INACEITÁVEL!!

FONTES:
http://www.metodista.br/cidadania/numero-70/brasil-ainda-investe-pouco-em-saude
http://www.opovo.com.br/app/opovo/fortaleza/2012/03/28/noticiasjornalfortaleza,2809989/apenas-3-8-do-pib-e-gasto-com-saude-publica.shtml

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ventura

17/05/2013 - 20h49

Acho que além de médicos, deviam importar também professores porque estão faltando também professores no interior do Brasil. Aqui em Guaporé, desde o inicio do ano não tem professor de matemática no Bandeirantes. Vamos importar de Cuba!

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Florentino Cardoso, sobre os médicos cubanos: "Escória" - Viomundo - O que você não vê na mídia

17/05/2013 - 10h24

[…] Pedro Saraiva: Sobre a vinda dos 6.000 médicos cubanos […]

Responder

Igor Lopes Salgado - ENSA

15/05/2013 - 23h33

Desde a Revolução Cubana, quando Cuba aderiu ao sistema político-econômico comunismo/socialismo, influenciada pela extinta União das Repúblicas Socialistas Soviética, Cuba tem sofrido um forte bloqueio econômico por parte dos Estados Unidos da América. Mas mesmo diante das adversidades, a ilha manteve seus padrões de qualidade de vida, ou seja, seu índice de desenvolvimento humano acima das espectativas. Comprometendo-se a uma das principais propostas de seu sistema político-econômico que engloba uma ‘igualdade’ social em busca do bem-estar populacional, ainda que Cuba não tenha sofrido a modernização garantida pelo capitalismo, a mesma conseguiu muito bem alcançar suas metas no campo social, inclusive na medicina, cujo ramo no tratamento do câncer é referência em todo o mundo, mesmo com recursos pouco abrangentes. Enfim, a vinda de médicos cubanos será benéfica ao país, uma vez que os mesmos não requerem maiores condições, ainda que estas sejam maiores do que em seu país natal, além do fato de serem poucos os médicos brasileiro dispostos a saírem da região centro-sul para atenderam em regiões fora do pólo financeiro do país, logo, as regiões mais distantes desse centro são as que mais carecem de auxílio médico, como regiões da Floresta Amazônica, onde as pessoas estão sujeitas a doenças tropicais e a picadas de insetos, como a Malária e a Doença de Chagas.

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Eduardo

15/05/2013 - 22h12

Sugestão ao CFM : fazer uma reserva de mercado para os médicos brasileiros , ou seja, médicos cubanos somente poderiam atuar em cidades com menos de 50 mil habitantes e não poderiam atender consultas particulares. As farmácias de centros com mais de 50 mil habitantes não poderiam aviar receitas de médicos cubanos.Médicos cubanos somente poderiam ser funcionários públicos ( Se atenderem consultas particulares ou prestarem socorro fora de suas áreas de atuação seriam deportados. Se atenderem pacientes com renda familiar superior a R$ 500,00 mensais seriam multados a cada infração cometida até o limite de 3 infrações anuais., acima disso ,teriam que pagar 3 salarios minimos ao CFM que distribuiria essa receita de forma equânime entre os médicos brasileiros. O CRM cobraria uma taxa anual de permissão aos médicos cubanos e criaria um serviço de fiscalização da atividade dos médicos cubanos no Brasil. A partir daí o CRM com todas as suas prerrogativas legais poderia regulamentar melhor a atividade, de forma a garantir que os cubanos somente atenderiam os pobres e os miserãveis .

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emanuelly machado

15/05/2013 - 19h46

A presença dos médicos Cubanos será algo que irá beneficiar nosso país, pois esses irão contribuir de certa forma para que haja melhorias na nossa saúde pública.A medicina no nossa país é uma profissão realmente concorrida, mas muitos destes médicos estão formando e indo exercer sua profissão em outros países, não podendo deixar de destacar também que o as regiões Norte e Nordeste são carentes desses profissionais, dessa forma os Cubanos irão suprir essa necessidade e ajudar aos necessitados.

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Jorge R

15/05/2013 - 15h43

Sem dúvida alguma o Brasil dá um passo rumo ao progresso da saúde nacional.Um grande talento que os médicos cubanos possuem, como o próprio Pedro Saraiva mencionou, é que eles estão acostumados com a medicina preventiva em massa, o que reflete em sua grande exportação de médicos para mais de 70 países.Infelizmente, no Brasil atual predomina a questão do prestígio social e o destaque individualista do “ser médico”, e que configura um corporativismo em alguns setores que mal podemos perceber.Por isso, no âmbito de um cidadão, aprovo e apoio totalmente a entrada desses profissionais no planisfério médico do Brasil: chega de barrar a atuação dos médicos estrangeiros onde os médicos brasileiros não querem atuar, como no interior do país (e não apenas no eixo sul-sudeste).

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Eduardo

15/05/2013 - 14h32

É! Matheus Teixeira! Voçê e o Zanchetta hein! Como diria o Agildo Ribeiro : CORROROSA hein! Vá estudar rapaz!

Responder

Blanda

14/05/2013 - 22h55

Vejo a vinda de médicos cubanos para Brasil com bons olhos, esses profissionais oferecerão melhor assistência a população da região norte e nordeste do Brasil. Cuba é pioneira em medicina e esses profissionais só irão contribuir. O Brasil, com iniciativas como essa e outras (como o investimento de milhões em aeroportos cubanos) quebra aos poucos o embargo econômico dos EUA sobre Cuba, beneficiando, de uma certa forma, esse país.

Responder

Matheus Teixeira

14/05/2013 - 20h35

Grande discussao acerca dos cubanos trabalharem como medicos sem revalidacao do diploma. O mais engraçado dessa historia e que quando necessitados de serviço de saude de qualidade o Sr. Lula e a Presidente Dilma nao pensaram duas vezes em procurar o Hospital sirio libanes em sao paulo, ja hugo chaves recorreu a medicina cubana… Porque nao se importam medicos ingleses, americanos, espanhois?…idioma? talvez! A saude de la e bem superior a nossa e a de cuba! Deveriam se espelhar em países bem sucedidos. O grande problema e que atras de tudo isso corre uma politica suja, nojenta em que mais uma vez quem acaba perdendo e o povo!
Porque nao o REVALIDA?.Justo com os profissionais formados no país que durante anos de suas vidas estudaram e muito!. Disponivel na internet, edicoes anteriores da prova mostram que o nivel é bem simples!. Talvez se o dinheiro publico fosse investido em melhorias de condicoes basicas de infra estruturas e remuneracao adequada a todos os profissionais de saude, nosso país hoje nao estaria passando por toda essa crise. Saúde publica nao se faz apenas com médicos (e os enfermeiros, tecnicos, fisioterapeutas, dentistas, assistente social?!!).

Responder

    MEDLABOR

    16/05/2013 - 21h11

    MÉDICO DO TRABALHO E/OU MÉDICO EXAMINADOR – ÁGUA BOA MT – 40 HORAS SEMANAIS, 14.000,00 LIQUIDO, INTERESSADOS ENVIAR CURRICULUM PARA [email protected]

    TRABALHO 100% EM AMBULATORIO, INEXISTENTE SERVIÇO EXTERNO.

    50% DO VALOR LIQUIDO DAS CONSULTAS CLINICAS SERÃO AGREGADO AO PAGAMENTO DO MÉDICO.

    CASO O PROFISSIONAL TENHA ESPECIALIDADE EM OUTRA AREA PODERÁ ATENDER NAS DEPENDÊNCIAS DA CLINICA, SENDO FLEXÍVEL O ATENDIMENTO NO MESMO HORARIO DE MEDICINA DO TRABALHO, EX: AS CONSULTAS PODERÃO SER ENCAIXADAS, QUANDO NÃO TIVER CLIENTES PARA ASO.

    G.O. /PEDIATRA/CARDIOLOGISTA/OTORRINOLARINGOLOGISTA/NEUROLOGISTA/DERMATOLOGIA/ REUMATOLOGIA ETC… TENDO REPASSE DE 20% DO ATENDIMENTO, PARA A CLINICA, DISPONIBILIZAREMOS AMBULATORIO, RECEPÇÃO CLIMATIZADA, RECPCIONISTA PARA AGENDAMENTOS, ETC…
    se souber e puder divulgar a vaga, ficaremos eternamente grato.

    att Enzo Lucaroni
    66.9916.3522

frotinha

14/05/2013 - 19h19

Adorei a reportagem.

Responder

Maria Laura (ENSA)

14/05/2013 - 18h01

A vinda de médicos cubanos para o Brasil só vem para somar,ao contrário do que muitas pessoas andam dizendo por aí, esses médicos não irão tirar a oportunidade dos que se encontram aqui,o objetivo do governo ao trazer médicos cubanos é sanar a saúde que em muitos lugares como Amazônia e o Nordeste,não chegam nem em estar em condições precárias pois simplesmente não existem médicos que queiram sair de uma capital para ir morar em um lugar distante sendo que o lucro não vai ser diferente do das grandes cidades.E também não podemos ignorar o fato de cuba ser conhecida também pela desenvolvimento quando se fala em saúde,mostrando mais uma vez que os médicos de la são mais do que capazes de trabalhar no Brasil e ajudar o nosso país a desenvolver.

Responder

Graziela

13/05/2013 - 19h47

Eu realmente não consigo entender o alvoroço sobre o assunto.

Por mais que as condições sejam ruins, é essa população de lugares afastados e sem auxílio médico que mais precisa de ajuda.
Por que os brasileiros não vão pra esses lugares?
Por que não lutam por condições melhores de trabalho?
Por que só se comovem quando o governo acha substitutos estrangeiros para fazer o trabalho que os médicos nativos se recusam a fazer?

Olha a comoção que está sendo feita no Facebook!
Olha os discursos inflamados por toda a internet!
Por que não fizeram isso antes?
Por que não lutaram por melhores condições de trabalho, sendo esse um problema antigo, da mesma forma como estão lutando contra a entrada dos estrangeiros agora??

Tudo isso me faz duvidar do real comprometimento desses médicos em ajudar a população necessitada. E me faz pensar que apenas lutam por interesses próprios.

Tenho certeza que se os médicos cubanos (argentinos, bolivianos, portugueses, espanhois, etc etc) tiverem sua entrada embargada, os médicos brasileiros deixarão as coisas como estão, retornarão aos seus consultórios e continuarão ignorando a população carente do interior. Assim como o Governo faz vista grossa com o SUS e não resolve seus problemas de uma vez por todas.

Responder

    carmen

    14/05/2013 - 14h03

    Certíssima!

    Luciana

    16/05/2013 - 23h25

    Senhora Maria Helena,trabalho no SUS e concordo plenamente com o artigo do Dr Saraiva.Mesmo estando em Portugal ele conseguiu descrever claramente como os médicos por aqui ignoram a situação da população nos interiores mas tem medo de perder mercado para os cubanos.Sorry,mas a verdade é essa quer vc goste ou não.

Rose PE

13/05/2013 - 19h14

Essa medida de trazer médicos cubanos é excelente, além disso mostra o que diz o próprio artigo, os médico brasileiros se recusam de trabalhar em regiões longinquas.

Responder

Ana Paula Andrade

13/05/2013 - 15h43

A questão não é o “médico cubano”, mas o que eles representam: mais um engodo do PT, desta vez, os heróis a baixo custo! Se muitos profissionais, não apenas médicos, não querem ir para o interior do interior é porque muitos lugares não oferecem o mínimo de infra-estrutura. Afinal, diarréia e desidratação, Pedro Saraiva, são combatidas com saneamento básico!
Mas ok, eu sou favorável a vinda de qualquer estrangeiro para o país, de qualquer profissão. Competição é sempre saudável, mas chamar esta ação social de medicina é tão tosco quanto insinuar que os usuários de facebook são papagaios intelectuais! A propósito, de onde o Sr. Pedro Saraiva está escrevendo? Provavelmente de um escritório na Av. Paulista…

Responder

    Conceição Lemes

    13/05/2013 - 16h37

    Ana Paula, leia o texto do Pedro Saraiva antes de criticá-lo. Isso ajuda muito. sds

    Lafaiete de Souza Spínola

    18/05/2013 - 11h21

    Excelente O tópico do Pedro Saraiva!

    É lamentável que as pessoas critiquem, sem ao menos ler.

    O Pedro Saraiva, mesmo em Portugal, está atento ao que se passa no Brasil!

    E a Conceição, muito atenta ao que se passa por aqui!

    Brasileiro, o outro

    22/05/2013 - 15h24

    Como assim, “leia o texto”?
    Ô, Conceição, de que adianta um conselho desses para um analfabeto?
    Deixa a garota. Ela, como tucanalha, tem direito ao jus esperneandi.
    Deixa quieto…

Grecio Lima

13/05/2013 - 11h23

Resumindo, mais uma vez a elite brasileira (dessa vez representada pela maioria dos médicos , ainda bem que não são todos! ) estão pensando da seguinte forma : farinha pouca , meu pirão primeiro!!! Já pensou , aquele médico que vai para o interior enriquece vira herói e depois prefeito e continua a deixar tudo como está para garantir que seu filho também será heroi e prefeito e ai vai… Isso pode acabar , além claro da reserva de mercado que existe ! Médicos em grandes centros e nada no interior o que garante mais rendimentos claro!! Enquanto isso o pobre fica sem atendimento, pois grande parte dos médicos brasileiros que atendem nos postos de saude chegam no meio da manhã e todos os coitados estão lá desde 4 da manha esperando o doutor chegar !!! Chega de hipocrisia se a classe médica fizesse pelo menos a sua minima parte que era cumprir o horários e a carga horária para qual são pagos já melhorava bastante.

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Combate Racismo Ambiental » Sobre a vinda dos 6.000 médicos cubanos

12/05/2013 - 11h35

[…] importa médicos cubanos desde 2009. Aqui também há dificuldade de convencer os médicos a ir trabalhar em regiões mais longínquos, afastadas dos grandes centros. Os cubanos vieram estimulados pelo […]

Responder

Aparecido fracisco de paiv

12/05/2013 - 11h21

Já que há tanta controversia em relação ao assunto médicos cubanos sugiro: fechemos nossas faculdades de medicina, já que somos campeão mundial em faculdade de medicina e vamos estudar lá que é muito mais barato. subvencionado pelo governo, não paguemos altas mensalidades.Mande esses prefeitos ridículos que não querem pagar os médicos um salário decente, para poderem fazer festa com verba publica.Ai gritam a presidência que pelo eu lado quer ganhar eleições de qualquer jeito para criar esse absurdos de importação de mão de obra baratissima de um pais onde medico ganha esmola, prejudicando os profissionais que aqui exercem com dignidade sua profissão. Não falemos dos itinerantes, dos ciganos da medicina, Narrar um naufrágio e facil desde que esteja fora do navio, criticar e filosofar lá de fora e fácil quero ver o faze-lo de dentro da batalha

Responder

Pedro Porfírio: Por que os médicos cubanos assustam - Viomundo - O que você não vê na mídia

12/05/2013 - 11h06

[…] Pedro Saraiva: Sobre a vinda dos 6.000 médicos cubanos […]

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Leandro

12/05/2013 - 06h09

“La medicina cubana és lá mejor.. Yo garanto.” Hugo Chavez

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FrancoAtirador

12/05/2013 - 02h04

Responder

    FrancoAtirador

    12/05/2013 - 03h10

    .
    .
    De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS) da ONU

    Cuba possui 74,7 mil médicos para uma população de 11,267 milhões,

    perfazendo a média de 6,63 médicos por mil habitantes.

    Esse índice é mais que o triplo que o do Brasil.

    Outros dados interessantes da OMS sobre a Saúde em Cuba:

    (http://new.paho.org/hq/index.php?option=com_content&view=article&id=6127&Itemid=2408&lang=es)

    Flávio

    12/05/2013 - 09h21

    É como Einstein disse, é mais fácil quebrar um átomo do que o preconceito.

FrancoAtirador

12/05/2013 - 00h48

.
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“Do jeito que o discurso está focado nos médicos de Cuba,
parece que o problema real não é bem a revalidação do diploma,
mas sim puro preconceito [ideológico e má-fé]”.
.
.

Responder

    FrancoAtirador

    12/05/2013 - 01h05

    .
    .
    Detalhe:

    Se o Conselho Federal de Medicina (CFM) aplicasse um exame de admissão ao exercício profissional, como o faz a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB),
    quantos médicos brasileiros diplomados seriam aprovados?
    .
    .
    Formandos de medicina terão prova obrigatória em São Paulo

    Avaliação do Cremesp será pré-requisito para exercer a profissão e fazer a residência médica; alunos se dizem contrários ao exame

    Julia Boarini
    Colaboração para a Folha

    O Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) vai aplicar exame para todos os estudantes do último ano do curso de medicina do Estado.

    A prova será obrigatória a partir deste ano e quem não fizer o exame não poderá exercer a profissão nem fazer residência médica.

    Segundo o órgão, das 28 instituições de ensino que formarão estudantes de medicina neste ano, ao menos 16 apoiaram a medida.

    A AMB (Associação Médica Brasileira) e as sociedades brasileiras de medicina também se declararam favoráveis à avaliação, segundo o conselho.

    Neste ano, o Exame do Cremesp será aplicado em 11 de novembro para cerca de 2.460 alunos do último ano do curso.

    Inicialmente, a prova será realizada uma vez por ano.

    Os estudantes que concluírem a faculdade no meio do ano poderão receber a carteira profissional desde que assinem um termo se comprometendo a fazer a próxima edição do exame.

    O exame é aplicado desde 2005, mas de forma voluntária.

    Nos últimos sete anos, dos 4.821 graduandos que participaram da avaliação, 2.250 não foram aprovados [!!!], equivalente a 46,7% dos candidatos [!!!].

    Nesses anos, houve baixa procura pelo exame principalmente pelo boicote de escolas tradicionais como a USP e a Unicamp.

    Os estudantes argumentavam que o Cremesp não tinha autonomia para realizar uma avaliação externa, e que, caso ocorresse, deveria ser feita ao longo do curso e não no último ano.

    Eles diziam também que, antes de avaliar, seria necessário promover a melhora das condições das escolas de medicina.

    Marcela Vieira Freire, coordenadora geral do Denem (Direção Executiva Nacional dos Estudantes de Medicina) diz que a instituição se mantém contra o exame.

    “Somos contra qualquer exame de ordem porque acreditamos que a medida serviria somente para punir o estudante no final do curso, e não as instituições de ensino responsáveis pela educação médica.”

    O Denem ainda deve avaliar quais medidas serão tomadas contra a obrigatoriedade do exame.

    O Cremesp afirma que a iniciativa de tornar a prova obrigatório foi tomada “em decorrência da queda acentuada na qualidade do ensino médico”.

    De acordo com o cardiologista Braulio Luna Filho, coordenador do exame e 1º secretário do conselho paulista, o Brasil é o único país que não aplica um exame final para avaliar os estudantes de medicina.

    “A saúde pública não é ruim pela falta de médicos, mas pela falta de recursos e pela má qualidade do ensino e de alguns profissionais. Somos contra a abertura indiscriminada de cursos feita pelo MEC (Ministério da Educação), e essa é a forma de avaliarmos o ensino médico no Estado”.

    A diferença entre o Exame do Cremesp e o Exame da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) é que os estudantes que obtiverem índice de acerto abaixo de 60% –nota de corte para aprovação na prova– não serão impedidos de exercerem a profissão.

    Entretanto, o Senado estuda o Projeto de Lei número 217, de 2004, que visa instituir o Exame Nacional de Proficiência em Medicina como requisito legal para o exercício da profissão no país.

    EXAME

    A prova é composta por duas fases, cada uma com 120 questões distribuídas por nove áreas básicas do conhecimento médico: saúde pública, obstetrícia, clínica médica, pediatria, clínica cirúrgica, ciências básicas, saúde mental, ginecologia e bioética.

    As inscrições poderão ser feitas pela internet, a partir do início de outubro.

    O estudante que não fizer o exame não receberá a carteira profissional do Conselho Regional de Medicina.

    Para ser aprovado, é necessário acertar ao menos 60% das questões.

    De acordo com balanço divulgado pelo Cremesp, as áreas que mais tiveram reprovação nos últimos anos foram clínica médica (com 54,9% de acertos), obstetrícia (58,5%), saúde pública (58,8% de acertos) e ciências básicas (59,1%). [!!!]

    A primeira fase é composta por questões teóricas de múltipla escolha. Na segunda fase, os candidatos devem responder à simulações de situações reais em computadores. A prova é feita em parceria com a Fundação Carlos Chagas e teve como modelo de referência os exames feitos nos Estados Unidos e no Canadá.

    Nas últimas edições, algumas das questões que tiveram maior índice de erros foram relacionadas ao diagnóstico e tratamento de tuberculose, sífilis e infecção na garganta e ao atendimento a gestante e crianças. [!!!]

    (http://www.cremesp.org.br/?siteAcao=Imprensa&acao=crm_midia&id=645)

    Falando pra pobre

    13/05/2013 - 17h21

    Que tal chamar uns médicos árabes?

Messias Macedo

12/05/2013 - 00h03

… É muito ‘plausível’ que em mais essa requentada ‘reporcagem’ da ‘INveja [matou Caim!]’, o leitor tomará conhecimento do seguinte enredo! [risos] Um policial aposentado do Tropa de Choque dos governos tucanos permaneceu em Cuba por longevos sete dias [entenderam o ‘sete’?! (de mentiroso, óbvio!)] disfarçado de baiana do acarajé, e vendendo os quitutes no saguão de entrada da Faculdade Nacional de Medicina e Saúde Pública de Havana – ‘no pando de fundo’ do tacho das iguarias, a foto de ACMalvadeza sobreposta à de Fidel Castro [haja risos!]… De volta ao Palácio dos Bandeirantes, o diligente agente secreto entrega o relatório ao ‘Monsenhor'(!?) José (S)erra. O documento ultrassecreto – a ser despachado para os Civitas – relata que os estudantes de medicina em Cuba ao invés de estudarem anatomia, histologia, patologia, propedêutica… Estudam ‘O Capital’ – na versão original em alemão (cruz credo!); técnicas cirúrgicas enquanto procedimentos lesivos aos inimigos capitalistas; técnicas de balística; maneiras ‘capitais’ de jejuar nas selvas alheias;… Enfim, boa leitura!…

Lá isso é jornalismo, sô?! É o jornalismo rola-bostas da [eterna] e beócia oposição ao Brasil!…

(… Ai que sono que deu!… E o medo dos pesadelos!…)

República Desses Infames Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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Messias Macedo

11/05/2013 - 23h06

O espírito da medicina cubana

O que a Grã-Bretanha pode aprender com o sistema médico de Cuba?
Assim começou uma reportagem de um dos mais prestigiosos programas jornalísticos britânicos, o Newsnight, da BBC.
Uma equipe do programa foi enviada a Cuba para entender por que é tão comum o “olhar de admiração” sobre a medicina cubana.
O Diário selecionou trechos que jogam luzes sobre um tema que vem despertando discussões apaixonadas no site e fora dele: a questão da importação de 6 000 médicos cubanos para trabalharem em áreas remotas no Brasil…
(…)

Por Paulo Nogueira – em http://www.diariodocentrodomundo.com.br/o-espirito-da-medicina-cubana/

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SILVA

11/05/2013 - 20h11

Que venham os médicos cubanos, paraguaios, argentinos, chilenos, chineses, japoneses, mexicanos e quantos quiserem. Basta que, para isso, sejam submetidos às Leis vigentes no País. Que, para obterem o registro junto aos CRMs sejam aprovados no REVALIDA. O Médico Brasileiro para trabalhar “lá fora” não tem que ser avaliado? Agui não é casa de mãe-Joana! Sou Médico, recém-formado, trabalho (com muito, muito esmero) na ESF (Saúde da Família): atendo meus pacientes com dedicação: pratico o exame físico do-pé-a-cabeça: trabalho no interior do ES! Acredito que temos escolas médicas suficientes para suprir a necessidade em pouquíssimo tempo: já são 200! Basta que para isso, haja plano de carreira para os Médicos! Não precisamos de estrangeiros! Há milhares de brasileiros querendo graduar-se em Medicina! Há milhares se graduando. Valorizemos o Brasileiro!

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Messias Macedo

11/05/2013 - 17h45

… É importante aclarar que os médicos cubanos não irão atender as elites desse país! É verdade inequívoca que, atualmente, o [eterno] presidente Lula e muitos petistas históricos fazem parte do estrato econômico mais abastado da nossa sociedade! De modo análogo, o programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ não objetiva financiar habitação para a [Magnífica] presidente Dilma Rousseff nem tampouco para o catedrático ministro Guido Mantega, idem para Marina Silva, José (S)erra, Verônica (S)erra, Roberto Freire, Fernando Gabeira, Neymar dos Santos, o português da padaria chique da esquina, enfim… É importante, pois, aclarar que as elites não demandam tratamento para verminoses, disenterias, desnutrição, bronquite, tuberculose… Essas demandas acometem irmãos e irmãs brasileiros(as) que padecem nos rincões miseráveis desse país – enquanto ‘os prefeitins’ constroem patrimônios de Nababos!… Essas populações não estão reivindicando exames sofisticados de imagens, equipamentos de última geração! Essas populações, apenas, esperam – e precisam – ser tratadas humanamente! Muitas vezes o simples olhar de compaixão e a capacidade de ouvir de um médico pode(m) resultar em cura! E/ou em medida profilática (preventiva). Ações profícuas e de baixíssimo custo!
UM APELO: sejamos humanos, e deixemos de lado enviesadas paixões e irracionais contendas ideológicas. E nos coloquemos no lugar dessas pessoas que sofrem! E que, portanto, precisam da assistência à saúde! E essas legítimas demandas são para ‘ontem’!… Que Deus ilumine os nossos pensamentos!

BRASIL (QUASE-)NAÇÃO [depende de nós!]
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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Luiz Baena

11/05/2013 - 17h18

Quem acha que a medicina de Cuba é de primeiro mundo, porque não tem coragem de tratar-se lá. Vão se tratar lá e depois vocês falam se gostaram. Como há um dizer: pimenta nos olhos dos outros é refresco. Pense nisso…

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Messias Macedo

11/05/2013 - 16h58

Por que os médicos cubanos assustam
Enviado por luisnassif, sab, 11/05/2013 – 12:21
Por JC
Do blog do Porfirio

Por que os médicos cubanos assustam

Pedro Porfirio

Elite corporativista teme que mudança do foco no atendimento abale o sistema mercantil de saúde

A virulenta reação do CFM (Conselho Federal de Medicina) contra a vinda de 6 mil médicos cubanos para trabalhar em áreas absolutamente carentes do país é muito mais do que uma atitude corporativista: expõe o pavor que uma certa elite da classe médica tem diante dos êxitos inevitáveis do modelo adotado na ilha, que prioriza a prevenção e a educação para a saúde, reduzindo não apenas os índices de enfermidades, mas sobretudo a necessidade de atendimento e os custos com a saúde.
(…)
Quando se insurge contra a vinda de médicos cubanos, com argumentos pueris, o CFM adota também uma atitude política suspeita: não quer que se desmascare a propaganda contra o regime de Havana, segundo a qual o sonho de todo cubano é fugir para o exterior. Os mais de 30 mil médicos espalhados pelo mundo permanecem fiéis aos compromissos sociais de quem teve todo o ensino pago pelo Estado, desde a pré-escola e de que, mais do que enriquecer, cumpre ao médico salvar vidas e prestar serviços humanitários.

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/por-que-os-medicos-cubanos-assustam

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Luigi Morais

11/05/2013 - 16h25

A questão é que medicina preventiva, que é a proposta dos médicos cubanos, é uma questão de política no Brasil. Admira médicos brasileiros ainda acreditarem que a precariedade da saúde pública em algumas cidades seja de responsabilidade dos médicos. Nem sei se estes que defendem esses ideais cubanos já trabalharam no interior do Brasil e tentaram fazer uma medicina digna. Será que já foram demitidos por algum prefeito por exigirem condições decentes de trabalho. Opinar sobre medicina no Nordeste sem nunca ter pisado lá é no mínimo fácill, mas pode ser medíocre. Enquanto for o médico e não o prefeito, governador e presidente, o responsável pelo caos da saúde no Brasil, as soluções continuarão enganosas.

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Messias Franca de Macedo

11/05/2013 - 15h22

… Depois de mais essa ‘barrigada’ da [aloprada] ‘INveja’, falta, agora, o Gilmar Dantas (sic) conceder uma liminar relâmpago(!) – e notívaga(!) – ao comunista arrependido (idem sic) ‘Roberto Neves Campos Freire’ (ibidem sic) impedindo o governo brasileiro efetivar a contratação dos médicos espiões comunistas a soldo dos Castros! [Somente sorindo!]…

… É a oposição ao Brasil ‘toMATADA’…

… CÂMBIO: de alguma Central Telefônica de algum manicômio/sanatório/hospício qualquer!… … E, depois, os loucos somos ‘nois’!…

República de “Nois’ Bananas
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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Messias Franca de Macedo

11/05/2013 - 15h04

… Ademais, os(as médicos(as) cubanos(as) irão, de cátedra, demonstrar[e ensinar gratuitamente!] aos médicos e gestores brasileiros o modelo, de fato, do Programa Saúde da Família! Aqui, no Brasil, a quase totalidade dos médicos e médicas que trabalham em equipes do Programa Saúde da Família não tem a menor disposição de colocar em prática o pouco dos princípios que aprenderam nas faculdades. Reproduzem o [decrépito e perverso] modelo tradicional de assistência à saúde, compactuando com o atraso e a falta de compromisso humanitário dos ‘prefeitins’ e governadores! Uma Lástima! 6.000 médicos cubanos não irão atender a demanda! O povo brasileiro dirá!…

América Latina é a nossa casa!
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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Messias Franca de Macedo

11/05/2013 - 13h49

… O preço de uma camisa fabricada nos Estados Unidos remunera a mão-de-obra em 57%… Essa mesma camisa fabricada em Bangladesh – e comprada pelos mesmos empresários estadunidenses – remunera a mão-de-obra em 6%!…

… [Portanto] Quem patrocina tragédias a exemplo do desabamento de “uma fábrica têxtil” em Bangladesh, na Índia, não é Cuba, e sim os genocidas Estados Unidos! Os mesmos [nefastos] Estados Unidos da covarde e delinquente invasão do Iraque; os mesmos imperialistas abjetos Estados Unidos da [neonazista] Base Militar de Guantánamo; … Dos golpes na América Latina!… Do embargo criminoso a Cuba!…

América Latina
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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Messias Franca de Macedo

11/05/2013 - 13h39

… Há 06 (seis) milhões (milhões!) de crianças nas ruas do mundo! Nenhuma (nenhuma!) é cubana!…

PANO RÁPIDO!

América latina
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

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José Almi de Oliveira

11/05/2013 - 12h29

Texto muito bom com uma análise sensata. Que venham os médicos cubanos ou de outro país, desde que as populações mais carentes sejam atendidas. Muito médicos brasileiros, formados por universidades públicas, querem atender apenas em Ipanema ou em bairros nobres de suas cidades.
Vão trabalhar para devolver à população o dinheiro investido em suas formações!!!!!!

Responder

    Stephanie

    11/05/2013 - 19h55

    Está pago em impostos! Posso te afirmar que não foi pouco.

Messias Macedo

11/05/2013 - 10h17

[FOLHETIM] ‘VEJA’: POR QUE A IMPORTAÇÃO DE MÉDICOS CUBANOS VAI INUNDAR O BRASIL COM ESPIÕES COMUNISTAS

Revista da Editora Abril usa linguagem do tempo da Guerra Fria para condenar a vinda de profissionais da área de saúde de Cuba para o Brasil; “deixar o Partido dos Trabalhadores comandar a política externa dá nisso”, afirma a repórter Nathalia Watkins; comando de caça aos comunistas se rearticula no Brasil
11 DE MAIO DE 2013 ÀS 09:02

LÁ VEM O MATUTO COM ‘O DIÁRIO DO CONTRAGOLPE’ NAS MÃOS!

… [Mais] ‘Essa jornalista amiga dos patrões barões da grande MÉRDIA nativa’ deveria, então, graduar-se em medicina – de preferência em um faculdade particular do Gilmar Mendes (sic) – e ir trabalhar no PSF de Jeremoabo, na Bahia, ou no PSF de Pimenta Bueno, em Rondônia, ou no PSF de Tarturugalzinho, no Amapá ou no PSF de… “Vão caçar o que fazer”, golpistas/terroristas de meia tigela, hipócritas, fariseus dos Quintos dos Infernos!… É a oposição ao Brasil ‘toMATADA’, estúpido(a)!…

… OU AINDA, para essa neófita jornalista a mando e $oldo dos terroristas/golpistas/corruptos *Civitas, os pacientes enfermos irão “se entocar” nos barracos, pardieiros e palafitas com medo dos(as) médicos(as) canibais [risos], “comedores de gente”!… É o tal do jornalismo rola-bostas! Lamentável: o [impune] desserviço à nação e, sobretudo, ao honesto e sofrido povo trabalhador brasileiro!…

Hasta la Victoria Siempre!

BRASIL (QUASE-)NAÇÃO [depende de nós, ações e reações!]
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Messias Macedo

11/05/2013 - 09h48

… Texto espetacular, histórico! Imprimi uma cópia “para conter a sanha justiceira (sic) dos profissionais da saúde leitores da ‘veja’ e telespectadores da emissora do BigBosta’brazil’, do Faustão & coisa e tal!”…

Hasta la Victoria Siempre!

BRASIL (QUASE-)NAÇÃO [depende de nós, ações e reações!]
Bahia, Feira de Santana
Messias Franca de Macedo

Responder

Jose Mario HRP

11/05/2013 - 07h49

Como me censuraram no facebook aqui vai a resposta ao ataque a Cuba:
Em Cuba criança não passa fome, adulto também, mas a vida é simples porque o país não recebe investimento por conta da coação por parte dos EUAs.
Aliás , países como a Espanha começaram a investir lá em Cuba mas a crise economica bateu a sua porta.
O Brasil vai ajudar Cuba a explorar o seu pré sal e como no Haiti investirá na construção de estradas e na exploração do turismo.
Nos arriscamos a despertar o ódio dos mafiosos cubanos da baixa Miami, e dos conservadores fanáticos dos EUAs.
Por fim em Cuba não se come criancinhas como esses direitistas do Face book apregoam, há presos politicos porque Cuba está sobre ataque permanente da CIA que alicia traidores para desestabilizar o país.
Cuba exige seu direito de autodeterminação!
Os cubanos são os únicos que podem dizer que sistema politico os governará.
Os mesmos filhinhos de papai que a atacam aqui, jamais viveram sobre o tacão da ditadura canalha que nós com mais de 29 anos viveram.
E Cuba não é nem sombra do que foi o Brasil do golpe de 64!

E como quem já foi a Cuba sabe, lá no aeroporto de La Habana existe um outdoor que trás esse texto:
Hoje 500 milhões de crianças vão dormir com fome, nenhuma é cubana!

Responder

Liz Almeida

11/05/2013 - 01h45

É fato que toda essa discussão é ocasionada, principalmente, por puro preconceito.

Como a elite branca, da qual mais de 90% da classe médica deve fazer parte, aceitará um negro/mulato estrangeiro ser questionado sobre qual a sua profissão, e escutar: Sou MÉDICO(A)… Xiii! Como os médicos pertencentes as altas classes, acostumados a serem tão endeusados, tolerarão isso?

Já estava passando da hora dessa categoria profissional deixar de lado ‘o rei na barriga’.

Responder

Rosileide

10/05/2013 - 18h46

Moro no nordeste e acho que o colega que escreveu o texto realmente não conhece a realidade nordestina,você aceita trabalha no interior o prefeito te paga um, dois meses, depois começa a atrasar o pagamento, quando não resolve dar o calote. Além disso tem que ter muito sangue frio, pois vai ver muita gente morrer por falta de banco de sangue ou condições mínimas de atendimento; vai dar um plantão de obstetricia e vai ter que anestesiar e operar, se quiser resolver alguma coisa, ou então coloca a mulher na ambulância para peregrinar atrás de vaga em cidades maiores; realmente meu amigo, você estar muito longe para fazer qualquer comentário, e como você mesmo disse, em Portugal existe uma prova para revalidar diploma, não é uma coisa automática.

Responder

Rodrigo Leme

10/05/2013 - 14h00

A conta é meio esquisita, não? A Venezuela diz que possui mais de 30 mil médicos cubanos, mais 6000 para o Brasil, mais. Que tem na ilha, mas médicos que eles exportam para outros países, tudo isso em um pais com uma população ínfima…será que todos são médicos mesmo? Será que não estamos levando enfermeiro como medico? E aí, como fica a responsabilidade?

Responder

    Luís Carlos

    10/05/2013 - 14h30

    Rodrigo
    Para os que desconhecem, Cuba forma médicos não apenas para si mesma, mas para o mundo. Sabendo que a saúde é estratégica para a sustentabilidade do desenvolvimento, e que sem uma política de saúde universal e que garanta acesso aos cidadãos do mundo de forma solidária não superaremos jamais a estagnação capitalista e sua péssima distribuição de renda estrutural, Cuba forma médicos para o mundo, e abre sua portas para formar em medicina estudantes de diferentes países, inclusive dos EUA. Cuba não forma para o mercado e sua lógica acumuladora e egoísta, mas para o mundo, de forma solidária. Daí o grande número de médicos formados em Cuba. Bem diferente daqui, onde as vagas são insuficientes para democratizarmos o acesso da população aos serviços e cuidados médicos. Aqui, apesar do SUS, temos ainda a lógica de mercado, da saúde como mercadoria defendida por entidades médicas. Na verdade é aqui no Brasil com nossa sanha mercadológica que temos médicos formados que não sabem aplicar uma injeção.

    Silvio I

    11/05/2013 - 00h22

    Luis Carlos:
    Agregaria a o que você diz que Cuba, tem Faculdade de Medicina, onde recebe estudantes pobres de todo o mundo, para estudar lá. Sendo condição básica, de ser pobre, inclusive tem que provar para ganhar a bolsa de estudo, que realmente sua família e pobre.Que o período de estudo e todo gratuito, e inclusive recebe uma pequena quantia em dinheiro, para alguns gastos.O seja tem roupa,comida e alojamento mais todos os médios para estudar de graça.Durante o período de estudo si em férias ele quer voltar a visitar sua família, se tem que pagar sua passagem.E o compromisso de esses estudante,e quando voltar a seu país de origem, já formados, e ir a prestar serviço a coletividade, da qual sairão.De Brasil tem muitos estudantes que já se formarão médicos lá.O mesmo de Uruguai,Argentina,e de África. Também o Presidente Chaves em Venezuela, fez uma Faculdade de Medicina para formar 100,000 médicos, com as mesmas intenções. Venezuela junto com Cuba fizeram a Operação Milagre, onde mais de um milhão de pessoas foram trasladadas de avião a Cuba gratuitamente, e passarão por cirurgias na vista, e recuperarão sua visão. Toda América, e África,inclusive os EUA se beneficio, de essa benemerência.

    FrancoAtirador

    12/05/2013 - 01h54

    .
    .
    Caro Luís Carlos.

    Muito boas todas as suas colocações aqui no blog.

    O Compañero Sílvio I lembrou da Operación Milagro

    ou La Misión Milagro promovida por Cuba e Venezuela.

    Uma das maiores obras solidárias humanitárias atuais

    que os 2 povos latino-americanos ofereceram ao Mundo.

    (http://bit.ly/12m9gPO)

maristella

10/05/2013 - 13h17

Essa é sem dúvida a melhor carta que li sobre o assunto…sensata, levanta pontos importantíssimos. Porém peca em relação aos “médicos ricos do sul maravilha”…
Há algum tempo ser médico não está relacionado a ser rico. Quem entrou na faculdade de medicina com esse objetivo, escolheu errado. Claro que existem médicos ricos, a minoria da classe e se são, é porque trabalharam muuuito e muitos anos para isso.
Não tenho vergonha de citar meu exemplo, mesmo pq sei que é o exemplo da grande maioria dos colegas: Estudei 6 anos de medicina em uma faculdade particular (ainda pago o valor do curso através do FIES), mais 2 anos de pediatria, 3 de oncologia pediatrica e estou acabando meu mestrado, mais 3 anos…pretendo seguir com o doutorado. São até agora 13 ANOS de estudo. Minha tarefa é curar câncer de criança. Para isso, ganho do convênio onde trabalho 42,00 por consulta por mês, ou seja, se a criança volta 3-4-8-10 vezes no mês, o que quase sempre acontece, eu ganho em média 4 ou 5,00 a consulta.
Impossível ser uma “médica rica do sul maravilha”assim. Não vou para o interior do Brasil não, pois é impossível tratar câncer sem uma estrutura mínima de radioterapia, quimioterapia, transplante de medula óssea. Por isso eu e meu marido , também oncologista, ficamos aqui, lutando para melhores condições de tratar os pacientes com câncer que recebemos do Brasil inteiro. Sim, brigando , porque as condições de trabalho aqui no “sul maravilha”tb estão longe de ser as ideais.
Que venham os médicos estrangeiros…mas que venham com eles o diploma revalidado, a mínima condição de se comunicar com os pacientes e de entender a nossa saúde. Também o mínimo conhecimento médico pois que vi dos colegas estrangeiros, desde que iniciei na residência, está longe disso. Não é preconceito, é fato.
Que venham também mais vagas em UTIs, mais material cirúrgico, mais vagas para cirurgias, mais maquinas de radioterapia…. que crianças parem de morrer por atraso do diagnóstico de câncer o qualquer outra doença.
Eu não desisto, com toda dificuldade e sabendo que nunca serei uma “médica rica do sul maravilha”, essa é a minha escolha.

Responder

    tiago carneiro

    10/05/2013 - 23h36

    Por isso que eles virão, pois ninguém quer ir para o interior. Sim, terão de revalidar o diploma, mas o justo seria uma prova racional, não um absurdo, como é.

    E, provavelmente, você não vai ao interior por não ganhar os seus 42,00 por consulta, caso estivesse lá.

Bertold

10/05/2013 - 12h44

Já repararam as desculpas mais fajutas dos que não querem a vinda de mais médicos (cubanos) para atender a população necessitada? Ineventam mil e uma falacia contra mas não tocam nas necessidades imediatas do povo que precisa do sistema público. Mesmo muitos deles tendo um pé no Estado como servidores para que tenham garantida suas aposentadorais altas e integrais e outro pé na medicina privada ainda tentam esconder de que no fundo são contra medicina social e que defendem a medicina-produto e suas reservas de mercado para enrriquecer as custas de doentes e necessitados que podem pagar.

Responder

Roberto Ferreira

10/05/2013 - 12h16

Por motivos semelhantes deveríamos importar de Cuba políticos… Ah, desculpas, me esquecí : em Cuba não há políticos, Cuba é uma ditadura.

Responder

    Julio Silveira

    10/05/2013 - 13h03

    Me perdoe, mas sua ignorância não te permite entender que em Cuba existem sim politicos, e que o regime Cubano é um regime politico. E é somente por isso que os regimes que combatem o regime politico Cubano criticam a inconveniência da soberana “ditadura” alheia, contestando-a tanto. A esses mesmos regimes que combatem o regime Cubano e seus defensores eu sempre gosto de perguntar aonde estavam quando a nossa Ditadura faziam vitimas nossas?

    Luís Carlos

    10/05/2013 - 14h37

    A ditadura de Cuba é diferente da ditadura daqui. Lá não votam apenas para presidente, pois têm todas outras eleições e participam de dcisões mensalmente, pelo menos. Já aqui, votamos para tudo e mais um pouco e decidimos muito pouco, pois a grande mídia e o mercado decidem tudo, contra o interesse popular, tendo como grande fantoche atual o judiciário.

    Julio Silveira

    11/05/2013 - 09h18

    É verdade Luis, aqui lutam para manter-nos nessa pseudo democracia.
    Democracia nos moldes previstos para se obter controle sobre as massas, não o contrario. Por isso há tanta resistência mesmo entre boa parte da cidadania, crente que que seus senhores são seus servidores.
    E na ignorancia ainda se chocam com os atos autoritarios e auto benevolentes praticados como um escarnio contra os que tem de buscar a sobrevivencia na dureza de seus dia dias. Sem questionar, sabemos que tem muita gente boa que acredita mesmo vivermos numa democracia.

Delvo de Oliveira

10/05/2013 - 09h42

Na grade curricular das faculdades brasileiras (não apenas de medicina, aliás…), quantas horas/aula versam sobre ciências sociais?
Saúde da população e as disciplinas/profissões que dela ocupam-se (ou deveriam ocupar-se…)situam-se em qual campo de observação, estudo, investigação, práticas? Hein???
Resposta rápida: obviamente, no campo das ciências sociais!
Entretanto, essa é a infeliz realidade, os currículos universitários estão centrados nos postulados das ciências “duras” (sem desconhecer,s mas aqui a discussão seria mais de fundo, que inexiste ciência “neutra”, qualquer prática é ideológica)!
Isso foi cuidadosamente estruturado lá atrás, na malfadada reforma realizada na ditadura militar, que entre outras barbaridades, baniu filosofia, sociologia, história (só ficou a oficial, criaram uma excrecência chamada “OSPB” – ordem social e política brasileira – ministrada por militares, policiais, diplomadas da Escola Superior de Guerra na lógica da “guerra fria”, “dos comunistas escondidos em cada desvão da sociedade a subverter as instituições”, na “supremacia do bem contra o mal”, etc…
As faculdades e as práticas profissionais ainda estão carregadas desse entulho. Existe problemas “de origem”, que nenhum governo teve coragem de “peitar”.
Médicos, e quaisquer profissionais que contribuam para o desenvolvimento do povo brasileiro, são necessários e bem vindos!
Tal – e com incomparável mérito e supremacia no caso de enfrentar problemas da saúde /vida da população – qual os capitais, os artistas, os professores universitários, os investigadores científicos, os esportistas…
O resto, é ideologia pura! Negada, claro, camuflada de preconceitos!

Responder

    Luís Carlos

    10/05/2013 - 17h18

    Concordo plenamente, a ciência focada em números e dados objetivos sob paradigmas meramente positivistas, desconsidera o indivíduo e a cultura e o peso dessas variáveis no todo…. Porém as faculdades de medicina, de forma geral formam técnicos sob perspectivas exatas e não humanas e respeitando o peso cultural e a bagagem individual….
    A melhoria da saúde passa por uma reforma acadêmica e numa mudança de paradigmas… Os professores dinossauros ainda vivem num tempo de ditadura e de medicina curativa e ensinam seus pupilos a reproduzirem a saúde como sendo um bem de consumo, e não, um direito construído por anos de luta!!!

Mauricio

10/05/2013 - 09h28

Sou completamente contra a vinda de médicos estrangeiros, em massa, como se propõe.

Como os nossos “doutores” nacionais irão lotar suas clínicas de especialidades se não houverem pobres doentes? Como os grandes hospitais privados irão sobreviver e ganhar horrores sem receber verbas públicas e do SUS?

Primeiro, teria que acabar com essa farra de fazer medicina na Unicamp, na USP e tantas outras federais e estaduais de alto nível, totalmente de graça, para pegar seu canudo e correr para a clínica particular do pai ou particular qualquer, ser mais um especialista em algum nervo, músculo ou órgão.

Deveria ser lei: quem estuda medicina em universidade pública ou quem estuda em particular a custas do estado, deveriam, obrigatoriamente, por período igual ou próximo ao de estudos, ser médico clínico geral nas áreas mais carentes do país, seja em periferias seja no fim do sertão.

Seria o mínimo que deveriam fazer em troca do que o estado deu.

De que adianta formar milhares de médicos especialistas que correm trabalhar em clínicas particulares ou abrir clínicas?

Segundo, acabar com o financiamento do SUS para hospitais particulares. Deveriam haver investimentos do PAC voltados apenas para construção e aquisição de equipamentos afim de aumentar drasticamente o número de atendimentos realizados exclusivamente pelo SUS. Seria atendimento do SUS, em hospital público do SUS, pelo médico contratado pelo SUS.

Terceirizava apenas serviços de exames mais complexos que não justificasse o estado manter equipamentos e equipes apenas para determinado fim muito específico, desde que houvesse pouca demanda.

Responder

    beth

    10/05/2013 - 16h23

    “Deveria ser lei: quem estuda medicina em universidade pública ou quem estuda em particular a custas do estado, deveriam, obrigatoriamente, por período igual ou próximo ao de estudos, ser médico clínico geral nas áreas mais carentes do país, seja em periferias seja no fim do sertão.” Sou totalmente a favor! Lembram do Projeto Rondon? Era quase uma questão de honra participar ajudando o Brasil Periferia. Tive um primo que fez mestrado na França a custas do estado e passou 4 anos dando aula em Universidade pública. Isso foi lei que não “pegou”?

Nelson

10/05/2013 - 09h15

Se é assim, eu prefiro essa terceirização, meu caro Zanchetta, que tem proporcionado a milhões de pessoas a atenção médica a que todo ser humano tem direito. Cuidados médicos prestados por quem realmente pratica sua profissão com o amor e a dedicação exigidas para tal fim.

Será que tu preferes a terceirização capitalista, aquela aplicada somente para fazer verter cada vez mais lucros para o centro do sistema, para encher de dinheiro gente que já está balofa de tanto lucro? Tu preferes a terceirização que precariza as condições de trabalho de milhões de trabalhadores e os leva ao adoecimento?

Responder

J Souza

10/05/2013 - 08h38

Felizmente há médicos abnegados e altruístas como o médico que escreveu o comentário-post que vive no interior das regiões Norte e Nordeste, levando tratamento especializado aos sofridos brasileiros abandonados por seus colegas egoístas…
Parabéns, Doutor. Se você fosse como seus colegas brasileiros poderia ter até escolhido ir trabalhar na Europa… Mas, não. Preferiu ir atender aos miseráveis nas áreas remotas e inóspitas do Brasil.

Responder

Jose Mario HRP

10/05/2013 - 08h35

Médico paulista não vai pro nordeste e Amazonia nem a pau, nem com salário de 15 mil!
Preconceito, e no fim de semana leva os filhinhos patricinhos para……

Responder

    Valmir

    14/05/2013 - 18h16

    Já tá até desenhado, muito bom!
    Os EUA adoecem as crianças os médicos cubanos curam!

Zanchetta

10/05/2013 - 08h29

Esse negócio de médico cubano é só fachada para mandar dinheiro para Cuba. Vcs sabiam que Cuba recebe anualmente 7 bilhões de dólares pelos médicos espalhaddos pelos amiguinhos pelo mundo?

Chama-se terceirização socialista…

Responder

    Julio Silveira

    10/05/2013 - 09h46

    Chega ser rizivel essa sua manifestação. Se os médicos enviam receita para Cuba é por que recebem por seus méritos, ainda que neste interim voce não se refira, apenas o faz na parte que atende ao seu preconceito de colonizado, quer seja dinheiro para manutenção do socialismo local.
    Evidentemente não entra marotamente no mérito de que a medicina Cubana funciona em seu país muito bem a ponta de exportarem profissionais, e que se não houvessem o embargos aquele país, e aí ficamos no campo das suposições, poderiam ter uma medicina muito superior a de seus possiveis idolos. Cuba é um país admiravel, e só os mediocres não vêem isso, por que consegue sob todas as pressões feitas por seu principal adversário, o poderoso states, ao qual o mundo costuma se curvar, se manter integro em sua determinação de soberania, e atendendo ao interesses de sua gente com mais dignidade que muitos dos paises seguidores dos yankes, onde, no contexto de todo seu povo, só meia duzia costuma estar muita bem. Por causa da cortina de fumaça nos olhos mediocres que costumam comprar argumentos sem qualquer comprovação factual.

    Carlos

    10/05/2013 - 13h52

    Boa, Júlio!

    Falando pra pobre

    10/05/2013 - 12h34

    Qual o problema se ele topar ir para a amazonia?

Marcelo de Matos

10/05/2013 - 08h18

Comércio é troca de mercadorias e serviços. Seu papel é fundamental na história da humanidade. Foi em razão do comércio que o mundo se desenvolveu. Os fenícios, comerciantes da antiguidade, desenvolveram a navegação e o alfabeto por necessidade de comunicação. Comércio é cultura: não há lugar para a burrice no comércio. Os povos que necessitam de matérias primas para movimentar suas indústrias têm de ser atendidos, do contrário irão à guerra para obtê-las. A riqueza de Cuba é a cultura médica que eles querem exportar. A deficiência brasileira nessa área é muito bem conhecida. Nossos profissionais liberais não querem trabalhar nos confins do país. Preferem as capitais, com todos os recursos e próximas do litoral. Alguém tem de suprir as necessidades do Brasil profundo. Por que não os cubanos? Por mero preconceito? Diz o site Opera Mundi que Cuba é o melhor país da América Latina para a maternidade e o 33º do mundo, segundo um índice da organização britânica Save the Children.

Responder

Acorda, meu povo!

10/05/2013 - 03h38

Os cubanos, portugueses e espanhóis em breve serão canonizados pelo seu imenso altruísmo e abnegação. Afinal, não há nenhum tipo de interesse político no advento desta proposta.
BRASIL, UM PAÍS DE TOLOS!!!

Responder

    Jose Mario HRP

    10/05/2013 - 07h21

    Pois é, somos todos tolos, losers, e voce é o único sabido!
    Só que voce não contou para os outros que há cidades do nordeste que não tem médico por que mesmo a prefeitura pagando 15 mil reais não consegue convencer os patricinhos médicos do sudeste a ir praticar “altruísmo” no nordeste!
    Por isso se apela aos cubanos!
    Sabidão, seja mais humilde e não nos julgue pelo teu raciocínio torto e preconceituoso!

maria

09/05/2013 - 23h34

Trabalhar de graça por 2 anos? Não apenas os médicos formados em faculdades federais, mas todas as outras profissões, já que todos se formaram com dinheiro público. Outra coisa: ver paciente morrer sem poder fazer NADA é desumano! Sou médica formada no RS e aprendi a salvar ou pelo menos lutar por vidas e não deixá-las padecer sem antibióticos ou falta de leitos; como ocorre em muitos interiores. Lá não é rico. Os médicos ganham mal, trabalham muito, contudo são éticos. A estrutura é um pouco melhor, mas mesmo assim estressante. Portanto, antes de pensar em soluções fáceis se deve analisar melhor. O que a classe quer é a revalidação e não um decreto!
Em todo o país as prefeituras querem médicos, mas não têm em suas fármacias nem os medicamentos básicos para a sua população. Pacientes diarréicos ou com um simples resfriado não têm acesso aos remédios. Montam hospitais, porém praticam ambulancioterapia, pois não querem gastar nem mesmo com uma tomografia para seus pacientes quando lhes é necessário, e o pior de tudo isso é que o governo investe cada vez menos na saúde e finge que o problema não é dele. Sabe o que os médicos cubanos irão fazer? Pedir asilo político (eu também faria o mesmo).

Responder

    leia

    10/05/2013 - 06h00

    Maria, fui membro do conselho local de saúde (representando os usuários) num bairro pobre da cidade de Campinas SP, por 9 anos. Sei muito bem como trabalham os médicos (funcionários públicos). Vou apenas comparar dois médicos pediatras que atendiam lá na Unidade de Saúde. Um médico que veio no norte do Brasil, de familia pobre, que custou um imenso sacrificio para se formar, e o outro, que teve todas as condicöes confortáveis para adquirir seu diploma. Näo direi aqui os nomes por questäo de ética.Um (o médico que veio do Norte) era imensamente comprometido com a populacäo carente, um médico consciente dos seus deveres, e o outro, apenas brincava de atender. A unidade de saúde era numa regiäo populosa e com muitas criancas carentes. Enquanto um atendia por expediente quase 20 criancas até ultrapassando o que determina a OMS, o outro ficava a debater as questäos dos funcionários públicos e sua agenda de atendimento näo chegava nem mesmo 10 consultas diárias. As mäes desesperadas em busca do atendimento e o médico sem nenhum compromisso com as criancas pobres, debilitadas que chegavam à unidadde. Por isso eu sou a favor dos médicos cubanos. Que venham 6 mil 10 mil 15 mil, nós que estamos lá nas filas dos postinhos estaremos de bracos abertos esperando por esses profissionais.

    Lafaiete de Souza Spínola

    10/05/2013 - 10h16

    Leia,

    Excelente comentário de um excelente tópico.

    Parabens!

    Luís Carlos

    10/05/2013 - 08h19

    Enquanto isso, médicos brasileiros atendem por “fichinhas”, não cumprem carga horária fazendo não mais que hora e meia diária, prescrevem sem sequer olhar para o cidadão a sua frente pois tem que atender em seus consultórios particulares em horário que deveriam estar no serviço público para o qual fizeram concurso e são bancados em despesas particulares por indústria farmacêutica para prescreverem seus medicamentos e dar lucros polpudos à indústria, além de terem 4 ou 5 empregos afirmando que “não faltam médicos no Brasil”, e ridicularizam seus colegas que se especializam e trabalham em saúde da família dizendo arrogantemente que são “médicos de pobres fazendo medicina pobre”. Importante dizer que esses médicos afirmam que não recebem encaminhamentos de profissionais de saúde não médicos, demonstrando total incapacidade de trabalhar de forma interdisclinar. Ainda querem apoio popular para desprezarem a população brasileira e os médicos que têm compromisso social e demais trabalhadores da saúde.

Saçuober

09/05/2013 - 21h59

Que venham os cubanos, vamos deixar de preconceitos, os pobres necessitam de médicos que os atendam, que os orientem.
Se eu não posso ou não quero fazer um serviço, não devo ser tão egoísta a ponto de querer o pior para quem está necessitando do mínimo.
Importamos medicamentos, importamos equipamentos necessários ao exercício da medicina, contratar médicos ou outros profissionais cujas as necessidades conjuturais do país obriguem é tarefa do governo.
A elite médica jamais concordará, mas tem que ser feito.

Responder

    Ademir

    10/05/2013 - 00h12

    “Que venham os cubanos, vamos deixar de preconceitos, os pobres necessitam de médicos que os atendam, que os orientem.” em espanhou, duvido até que vc mesmo entenda! imagine nossos guerreios e guerreiras do interior do Brasil.
    Médico não é curandeiro, é um profissional altamente especializado que precisa de um mínimo de estrutura para trabalhar dignamente, que luta pela saúde pública apesar da ignorância da população carente devido a anos de uma educação tão precária como a saúde, população que não entende que o médico não trabalha sozinho e que cada membro de um posto de saúde tem seu papel no desenvolvimente de um ambiente saudável, essa luta também é sua!

Ludimila de Souza Barros

09/05/2013 - 21h30

O que adianta médicos brasileiros, cubanos, portugueses , seja lá quem for , se nos serviços de saúde não possuem medicações básicas , fios de sutura , rx, funcionários em números suficientes …. O que adianta médicos em regiões que prefeitos e vereadores mandam fechar hospitais, transferindo os mais humildes em seus carros para hospitais de cidades próximas para ganharem votos . Mais uma vez soluções estupidas para enganar os eleitores estúpidos , que acham que é neçessario apenas uma caneta e um receituário para salvar uma vida .

Responder

    Francisco

    09/05/2013 - 22h05

    Então a sua proposta de solução é…

    leitaozinho

    09/05/2013 - 23h29

    Leia o artigo antes de pegar na caneta, digo, no teclado.

Luís Carlos

09/05/2013 - 21h30

A iniciativa do governo federal é muito boa.
Em alguns municípios do interior do Brasill, como na região amazônica, por exemplo, são oferecidos salários de aprox. R$ 30.000,00 ( trinta mil reais) e a maioria dos médicos recusam ir para essas localidades. Dizem o CFM e conselhos regionais de medicina que não faltam médicos no Brasil. Se isto é verdade, porque médicos tem 3, 4, 5 ou mais empregos?? Se não faltam médicos é porque são gananciosos??
A medicina cubana é de alta qualidade e de grande resolutividade, diferente da praticada no Brasil, de forma geral ( com exceções) na qual médicos não tem critério algum para solicitar exames de imagem, por exemplo, pedindo, sem protocolos clínicos, ressonâncias e tomografias sem sequer utilizar antes outros métodos diagnósticos, ou ainda laudos e referências para especialidades, precarimente fundamentados.
As entidades médicas dominam a academia, exercendo forte pressão para dificultar vagas em residências médicas criando enormes reservas de mercado. Essas entidades têm medo da concorrência pois sabem da baixa qualidade da formação que praticam, em geral, com algumas execeções, é verdade.
Muito se fala em importar técnicas e tecnologias de fora. Muitos trabalhadores especializados são trazidos de fora do país por inúmeras empresas, e isso sempre foi feito no Brasil. Mas quando se fala em trazer médicos de fora, para praticar outro tipo de clínica, menos ortodoxa, comunitária, fundamentada em determinantes sociais da saúde e num território espefício, o que mudará o modelo de atenção à saúde praticado no Brasil, aí aparecem objeções e argumentos de rasteira fundamentação ideológica. Globalização apenas para os capitais especulativos irem e virem sem tributação, Ou para outros capitais internacionais. Para médicos de fora do país não pode? Aí não há globalização?? Jogam tudo que sempre impuseram garganta a baixo do povo sem nenhum rubor, na lata do lixo?!?
Parabéns ao Ministério da Saúde pela iniciativa. O povo brasileiro merece atenção, respeito e saúde de qualidade, com compromisso social.

Responder

    Antonio

    09/05/2013 - 22h27

    O problema é que eles não pagam 30 mil. É só anúncio. O teto salarial do município é o salário do prefeito. Daí eles te contratam por licitação, como terceirizado e daí te dão o calote, já que uma vez contratado você não pode rescindir de imediato.

    Luís Carlos

    09/05/2013 - 23h03

    Antonio, não se trata de apenas um anúncio. Apesar de ter o limite do teto do prefeito, de fato, conforme argumentas, muitos municípios realmente oferecem e pagam valores altíssimos, chegando até R$30.000,00, ou mais. Trabalho e milito na saúde pública há mais de duas décadas, e conheço experiências como essas em diferentes partes do país, inclusive com médicos brasileiros no interior do AC que se recusam a atender populações ribeirinhas, que distam dois ou mais dias de “voadeira” (tipo de barco pequeno a motor) da sede da cidade, mas que são atendidas por médica brasileira formada em Cuba, e que, infelizmente recebe remuneração menor que a de médicos brasileiros formados aqui que não fazem esse trabalho. Nem precisamos ir ao interior da região amazônica. No interior do RS, cidades de porte médio, com acesso asfaltado são ignoradas e desprezadas por médicos que querem ficar em grandes centros em 3 ou 4 empregos.
    A falta de compromisso é tamanho que alguns médicos tramam fraudes absurdas que tem sido descobertas através de mecanismos com auditorias ou a CartaSUS como os casos de internações forjadas para aumentar faturamentos de prestadores de serviços e mesmo procedimentos como dispensação de medicamentos, como por exemplo, na área de oftalmologia, dentre outras.
    Médicos privados receitam medicamentos com nomes de marca (será que tem alguma vantagem oferecida por laboratórios e distribuidoras para essa prática?) e orientam seus pacientes que pagam por essas consultas a exigir esses medicamentos no SUS, desorganizando o sistema público de saúde e beneficiando laboratórios. Que prática é essa? Há compromisso social e qualidade nesta prática médica? As relações obscuras e nada transparentes entre médicos e indústria faramcêutica deveriam ser apuradas, ou as entidades médicas acham essa relação normal e aceitável?? Ética? E o cidadão como fica nisso tudo? Apenas como pagador dos lucros da indústria e dos prescritores sem escrúpulos?
    Reafirmo, o Ministério da Saúde acerta em trazer médicos de fora do país para ampliar acesso ao serviços de saúde que tem sido negado e combatido por entidades médicas corporativas e que priorizam pura reserva de mercado, e que não tem coragem de admitir isso.

Gerson Carneiro

09/05/2013 - 21h23

Denúncia: médicos cubanos não têm experiência no atendimento a vítimas de ingestão de leite contaminado (leite com formol ou soda cáustica).

Responder

    Nelson

    10/05/2013 - 09h26

    É, meu caro Gerson.

    O caso do leite contaminado, deliberadamente, para render mais lucros para alguns é mais um, somente mais um, a nos obrigar à reflexão. Imaginemos um país ou um mundo em que tudo é entregue à iniciativa privada, deixado à suposta ação equalizadora da “mão invisível” do mercado.

    Esse é o ambiente que podemos vislumbrar para o futuro se continuarmos a permitir que tudo seja privatizado e que tudo o que é público se acabe. Um ambiente em que vigirá a lei da selva: “quem pode mais chora menos”. Um ambiente em que os lucros, os ganhos jorrarão, fartos, para uns poucos, às custas da qualidade de vida do resto.

J Souza

09/05/2013 - 21h04

A importância da revalidação do diploma médico

http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/a-importancia-da-revalidacao-do-diploma-medico?utm_source=dlvr.it&utm_medium=twitter

Enviado por luisnassif, qui, 09/05/2013 – 18:50

Por Rodrigo Machado

Comentário ao post “Analisando o sistema médico de Cuba”

É tão bom que, ao invés de se tratar no Sírio, os nossos políticos poderiam seguir o exemplo de Chávez.

Brincadeiras à parte, se um médico formado no Brasil for trabalhar em Cuba ele não poderá fazê-lo. Ele terá que revalidar o diploma, terá de se submeter a avaliação. E os cubanos têm razão. Cada país tem sua realidade, tanto de sistema de saúde como epidemiológica. Os americanos que estudam em Cuba, por exemplo, para trabalhar nos EUA passam por 3 revalidações e uma residência. Um dia o Brasil chega neste nível, mas estamos longe. Mas, da mesma forma que o brasileiro que quiser ser médico em Cuba, o médico formado em Cuba que vier ao Brasil terá que revalidar.

E eles revalidam. Pegam um emprego em uma prefeitura de Tocantins e um ano depois estão em São Paulo, Rio Grande do Sul ou outro centro carente. Conheço vários exemplos. Assim como os cubanos que saem de Cuba para jogar beisebol não ficam treinando comunidades carentes nos EUA, mas assinam contratos milionários com times da MLB, o médico que se formou em Cuba também tem interesse em trabalhar em um ambiente seguro e melhor remunerado. Aliás, como o regime hoje aceita dólares de seus expatriados, o próprio governo espera que assim seja.

Enquanto se pensar esta questão de forma ideológica e religiosa, não se chegará a lugar nenhum. E bem feito para as entidades médicas, que por anos se negaram a debater se escondendo sob o argumento de um médico para mil habitantes da OMS. OMS é para a África sub-saariana.

Responder

    J Souza

    09/05/2013 - 22h18

    “Nietzsche viveu muito além do instinto… Falava no “sim” e vivia o “não” para a vida… Porque o homem ‘superior’ quer poder dormir sem barbitúricos, quer viver em Naumburg ou na Basiléia, com ‘bruma e sombras’, quer mulher e filhos, quer ter valor e ser reconhecido pelo rebanho, quer tantas coisas banais e, por que não?, quer simplesmente ser burguês. Nietzsche não viveu esse instinto, esse instinto animal de vida.” C. G. Jung
    Viva os “nietzscherianos”, pelo menos por um ou dois anos, médicos “cubanos”…

Ricardo Lima

09/05/2013 - 20h53

Que aula você nos deu, Pedro Saraiva.

Responder

Fabio Passos

09/05/2013 - 20h44

Os medicos de Cuba vem para somar com os medicos brasileiros no atendimento a populacao mais carente. E triste ver os canalhas do PiG, que tem dinheiro para pagar por excelente atendimento de saude, criticando e tentando barrar uma iniciativa de melhorar o atendimento da populacao marginalizada… que sofre e ate morre por atendimento deficiente de saude.

O que sera que merece esta “elite”, que prefere que o povo morra, a ser atendido por medicos de Cuba?

Responder

Pedro

09/05/2013 - 20h33

Não dá para engolir: médicos portugueses argumentam com distância? O que, em Portugal, é distante? Respondo: os ricos dos pobres. Que médico brasileiro vai para a periferia de S. Paulo, para as favelas do Rio?

Responder

Dilson

09/05/2013 - 20h27

E se o médico cubano errar?

Os médicos brasileiros tem exercício da profissão regulamentado pelo CRM local ,podem perder o diploma no caso de uma falta grave. Quem vai cassar o diploma de um médico cubano caso ele mostre imprudência,imperícia ou negligência?

Responder

    Luís Carlos

    09/05/2013 - 22h20

    Quantos médicos brasileiros foram são cassados pelos CRMs?? Só os que não fazem parte da “turma”? Poucos, muito poucos não? Ou será que os CRMs cassam por falta ética médicos brasileiros que fazem concurso para cumprir 20h semanais e fazem aprox. 1h diária atendendo por fichinhas e recebe o salário integral no final do mês, enquanto se evade do local de trabalho para ir atender em seu consultório particular? Tem centeas de exemplos desses no país? Alguém já foi cassado por esse tipo de corrupção e falta ética???

    Dilson

    10/05/2013 - 11h15

    A coisa é um pouco mais complicada que o aspecto ético,ela atinge a esfera penal:
    CP – Decreto Lei nº 2.848 de 07 de Dezembro de 1940
    Art. 282 – Exercer, ainda que a título gratuito, a profissão de médico, dentista ou farmacêutico, sem autorização legal ou excedendo-lhe os limites:
    Pena – detenção, de seis meses a dois anos.
    Parágrafo único – Se o crime é praticado com o fim de lucro, aplica-se também multa.

    A autorização legal para o exercício da profissão é dado pelo CRM,qualquer medico cubano trabalhando sem o devido registro no CFM,em tese,pode ser processado,independente de acordos diplomaticos bilaterais.

renato

09/05/2013 - 20h23

Vou fazer uma pergunta ABSURDA…..ABSURDA
MUITO ABSURDA….
O que tem haver isto com a SUPER BACTÈRIA
encontrada no Nordeste ou Bahia, uma bactéia
que aprendeu a sobreviver a antibióticos
(grande novidade, e não quer morrer nem por reza
braba….
Isto tem alguma coisa haver com a vinda dos médicos!!
Me responda aí Gerson, Roberto, Azenha….

Responder

Falando pra pobre

09/05/2013 - 19h39

Só carreira de Estado resolve?

Qual o salário?

Vão comparecer ao trabalho todo dia?

Vão atender pobre?

Vão conversar ao menos 1/2 hora?

Ressalva que alguns PSs públicos são muito bons. Mas não iriam pra selva, não…

Responder

Falando pra pobre

09/05/2013 - 19h34

Eles não querem ir pro buracão trabalhar e nem deixar os cubanos.
Essa é boa!

Responder

Falando pra pobre

09/05/2013 - 19h32

Dá-nos médicos cubanos, sim. Pra ontem.

Pois eu pago 600,00 de plano de saúde, dos melhores, e fui informada
por um médico que o plano não lhe paga, e que ele não iria atender.
Salvo particularidades, fiquei zangada, aliás estou, tenho plano há 3 meses e não consegui a consulta em nenhum médico do livrinho do convênio,

e também os médicos brasileiros preferem atender 3 consultas de 15 minutos, a 40,00 cada, pelo plano quando não estão em greve, a
colocar uma placa na porta, Consulta 150,00, de 1 hora por paciente.
O que daria no mesmo. E um lucrinho.Mas não fazem pois isso baixa seu “status”.

Ora,a ora, benvindos cubanos, se um deles quiser morar em minha casa, já pode,
Não vou cobrar por 1 ano. O Viomundo pode me ligar a ele.

Responder

Fabio Passos

09/05/2013 - 18h31

Bem vindos os medicos de Cuba.
A “elite” branca e rica odeia o povo pobre e quem lhes presta solidariedade.
E por isso que o PiG da xiliquinho contra tudo de bom que Cuba representa.

Responder

    Falando pra pobre

    09/05/2013 - 19h33

    Valeu Fábio.

    Valmir

    14/05/2013 - 18h19

    É isso ai Fábio! Disse tudo! Fora PIG!

    Fernando Cáritas de Souza

    09/05/2013 - 21h13

    Cuba é um Estado moribundo que ainda sobrevive graças a esmolas, digo, subsídios, de países que insistem em ver no modelo anacrônico e inviável de auto-sustentar-se da ilha caribenha o sonho romântico de uma esquerda socialista que usa a democracia para chegar ao Poder para depois subvertê-la e perpetuar-se no governo.

    Este filme é velho, mas querem revivê-lo, como na Venezuela, Bolivia e em outros países onde se sonha com este “remake”. Fácil saber quais são estes países: são aqueles onde seus líderes chamavam o ditador Fidel eufemisticamente de “El Comandante”…ou simplesmente de “Companheiro”…

    Qual a diferença afinal para um opositor de regime que foi assassinado no “paredón” de Fidel ou dado como “desaparecido” no Chile de Allende??…

    Ditador é ditador não importando se está vestindo pijama verde oliva ou vermelho com a foice e o martelo.

    O Brasil do PT parece acenar para um objetivo de uma “grande e integrada América Latina socialista” na qual os segmentos de suas Sociedades “ricas” (“burgueses”, como empresários e profissionais liberais) serão sistematicamente alvo de políticas para os enfraquecer, rumo a Estados Estatizadores e de Funcionários Públicos, os quais por sua vez os auxilia a perpetuar-se no Poder.

    Um dos fatores que cria a espinha dorsal de qualquer Sociedade é a qualidade intelectual e o tamanho de sua Classe Média, onde se situa a imensa maioria dos profissionais liberais, incluindo os médicos.

    Faça este espinha dorsal dobrar-se e será muito mais fácil subverter e submeter o país a “uma Nova Ordem” político-social-econômica.

    Usar “quinta-colunas” é uma forma de se tentar dobrar esta espinha dorsal.

    Médicos estrangeiros poderiam entrar nesta definição:

    “A ação de uma quinta coluna não se dá no plano puramente militar. Assim como os demais partícipes de uma guerra, os elementos quinta-colunistas agem por meio da sabotagem e da difusão de boatos.
    Em outras palavras, pode-se dizer que a força da quinta coluna reside tanto na possibilidade de “atacar de dentro”, como na CAPACIDADE DE DESMOBILIZAR UMA EVENTUAL REAÇÃO À AGRESSÃO QUE SE INTENTA” http://pt.wikipedia.org/wiki/Quinta_coluna

    Francisco

    09/05/2013 - 22h09

    Cuba tem médioc o Brasil não.

    Cuba tem, até para exportar.

    E Cuba é que vive de esmola?

    Acorda…

    leia

    10/05/2013 - 06h47

    Pois é Fernando, o Brasil foi governado desde 1889 à 2002 por presidentes da direita e nada fizeram para melhorar a vida dos mais pobres, näo melhoraram a educacäo/saúde/transporte, näo conseguiram atender as nescessidades básica da populacäo. Entrou Lula, e agora Dilma, fazem uma revolucäo e voce está indignado com quê mesmo ? Só posso rir da sua santa ignorancia.

    Zanchetta

    10/05/2013 - 08h40

    Cuba vive de esmolas? Vive…
    US$ 7 bi por ano vindo de médicos que são enviados para esses países e que recebem somente 10%. Os outros 90% vão direto para o governo cubano…

    Nelson

    10/05/2013 - 09h47

    O grande Chico Aynsio tinha um personagem chamado Neurótico da Seca.

    Pelo comentário do Sr Souza, dá a impressão de que estamos diante de um Neurótico da Guerra Fria.

    Eliel Cabral

    20/05/2013 - 09h24

    Então Fábio, na realidade eu não acho que eles odeiam, mas eu acho que são indiferentes. Eles têm outros interesses e estão preocupados com o próprio nariz. o lado inverso do amor não é ódio, e sim indiferença que é ainda pior, pois nesse estágio o ser humano é “coisificado” e os indiferentes se tornaram “zumbis” – que andam como corpo sem alma. A coisa tá feia, pq se os médicos se tornaram zumbis, o que não será do restante?

João Vargas

09/05/2013 - 17h42

Grande parte dos médicos brasileiros se formaram em faculdades públicas, custeadas pelos impostos pagos pela população, apesar de serem provenientes de famílias abastadas.Quando chega a hora de devolverem uma parte desta benesse em forma de trabalho público eles desaparecem. Certíssima a atitude do governo brasileiro em importar médicos cubanos.

Responder

wagner paulista de souza

09/05/2013 - 17h34

Pedro Saraiva. Quem é esse cara que vem jogar por terra a grita desses médicos mimados do Sul/Sudeste, com fatos e argumentos tão insofismáveis assim ? Parabenizo e agradeço pela luz lançada nessa questão.

Responder

Mardones

09/05/2013 - 16h54

Não sei a posição do governo, mas já passou da hora de importamos médicos, engenheiros e todo tipo de profissional que venha preenchar as lacunas de nossa sociedade elitista.

Realmente, os médicos brasileiros – na sua maioria de classe alta – não vão seguir carreira na medicina familiar, preventiva. Muito menos atendendo pessoas de camada pobre. Isso é fato.

E diante da gravidade do problema da falta de médicos fora dos grandes centros – por vários motivos -, cabe ao governo buscar as alternativas que atendam às necessidades da população.

Cubanos, chineses, espanhóis, portugueses e gregos com formação suficiente para atender a população necessitada, que venham e serão bem recebidos pelos pacientes. E deixem os ‘cansados’ reclamarem no twiter, face or whatever.

Médicos estrangeiros, já!

Responder

Julio Silveira

09/05/2013 - 16h51

Até parece que são os cidadãos Cubanos que morrem em fila do SUS. Basta falar em Cuba e é essa gritaria danada, o papai States não quer que hajam simpatias por aqui por seu quintal e seus cabritinhos fazem direitinho seu trabalho. Se fossem yankes viriam para serem professores de medicina e a turma se curvaria em adoração e provavelmente se esse governo quizesse comprovação a lacaiada acharia um absurdo esse desrespeito com o patrão. Isso lógico que é ideologico, e a lógica ilógica acaba prejudicando os mais pobres, com todos os juramentos e votos de hipocrates, dos hipocritas.

Responder

    Nelson

    10/05/2013 - 09h42

    Muito bom teu comentário, Silveira. É coisa de capacho e de bajulador, mesmo, o que fazem os engomadinhos que estão a criticar a vinda dos médicos cubanos.

Marcia

09/05/2013 - 16h10

Também acredito que Cuba forme bons médicos, e tenho certeza que não tem somente 01 faculdade, deve ter mais de 01 e com diferenças entre elas, pois ja é de conhecimento que os americanos que lá estudam tem grade curricular diferente dos outros alunos, para poderem passar nas provas americanas. Será que os que buscam Portugal não são os bem formados?
Acho estranho um médico que foi viver na tranquilidade do primeiro mundo, mesmo sendo em Portugal, ficar falando com “tanta” propriedade de uma realidade com a qual não convive mais.Muito estranho!
Será que está dificil de ver que serão 6000 cabos eleitorais, que em pouco tempo serão 6000 prefeitos petistas? Na Venezuela o Chavez fez igual, começou com médicos, e depois abriu para outros profissionais cubanos.
Por que será o Paraguai não aceitou os médicos dizendo que o conhecimento era equivalente ao dos enfermeiros paraguaios, será mentira do governo paraguaio?

Responder

JOTACE

09/05/2013 - 16h08

PRIMEIRO OU SEGUNDO LUGAR EM HANSENIANOS?

O excelente artigo do Dr. Pedro Saraiva deixa tudo muito claro quando afirma “Até agora não vi nem o CFM nem a imprensa irem lá nas áreas mais carentes do Brasil perguntar o que a população sem acesso à saúde acha de virem 6000 médicos cubanos para atendê-los”. A verdadeira raíz do problema se baseia na reserva de mercado defendida por muitos profissionais que pretendem ao mesmo tempo a vidinha mais cômoda das grandes cidades. E tudo é ressaltado pelo preconceito que a grande imprensa tem criado a respeito de Cuba. A verdade é que temos muitos dos nossos irmãos sofrendo no interior do país, notadamente na Amazônia e no Nordeste, precisando de médicos que pratiquem a medicina básica. Não podemos nos dar ao luxo de dispensar os tão competentes e dedicados médicos cubanos, quando países europeus de medicina adiantada, integram o elenco de mais de 70 países que vêm contando com eles. Numa das minhas viagens à Amazônia aportei numa pequena cidade e a encontrei engalanada, em clima de festa, até com uma banda de música fardada (que soube depois haver sido contratada)… Fiquei admirado com tudo que via especialmente porque não era dia santificado ou algum feriado importante e indaguei das razões. A cidadezinha aguardava a chegada do barco que traria o médico, o primeiro na história dela! O Brasil é muito grande e, enquanto os médicos do asfalto continuam a defender seus privilégios, não podemos continuar disputando com a Índia o primeiro lugar mundial no ranking de hansenianos. Como é sabido, tal condição se difunde especialmente quando da ausência de higiene, assunto que constitue um dos fundamentos da grande medicina cubana.

Responder

Árley

09/05/2013 - 15h58

Na minha humilde opinião, o problema de saúde no Brasil está nas faculdades de medicina, que formam o aluno para atuar em hospitais particulares e não se preocupam em formar médicos para atuar nos rincões do Brasil. Um primo meu que se formou médico, queria atuar como médico na aeronáutica, salário muito bom, mas um professor seu o tirou de cabeça fazendo com que ele fosse fazer especialidade em cirurgia plástica, dizendo que dá mais dinheiro e não precisava trabalhar tanto. Detalhe ele foi aluno da USP.

Responder

Ivan Arruda

09/05/2013 - 15h19

Azenha, não dá para não indagar: Como é que Cuba consegue preparar tantos médicos assim? E a China então, que estaria preparando 800 mil engenheiros?

Responder

    Marcelo de Matos

    09/05/2013 - 16h39

    Quanto à China posso dizer: eles não começaram essa preparação ontem. No início da década de 60 a China já tinha um enorme contingente de estudantes de ciências. Osni Duarte Pereira, um juiz brasileiro que visitou o país naquela época e escreveu um livro sobre a viagem, já dizia que, por essa razão, a China seria a maior potência do mundo.

Gerson Carneiro

09/05/2013 - 15h14

Pois é… faltam médicos por exemplo no Sertão nordestino. Formandos da USP aceitam ir trabalhar e morar no sertão nordestino? Muitos formandos das próprias capitais nordestinas não aceitam.

Oras… “Mas esses médicos cubanos vêem pra cá tomar nossos empregos”.

“Ah mas se nos der condições e segurança nós iremos”, algiém falou isso a mim, pelo twitter.

Pois bem, os cubanos estão indo com as condições que existem.

Em suma: Não aceitam ir; não vão; não querem que vá. E a população permanece à míngua.

Responder

Gerson Carneiro

09/05/2013 - 15h05

Em 2012, 54,5% dos 2.411 recém-formados em Medicina no Estado de São Paulo foram reprovados no exame do CREMESP.

Imaginem se todos os formandos em Medicina em todo Brasil fossem submetidos ao mesmo exame que são submetidos os estrangeiros.

http://www.cremesp.org.br/?siteAcao=Jornal&id=1675

Está dada a pista…

Responder

André Alexandre

09/05/2013 - 15h04

Excelente artigo. Concordo plenamente com todas as colocações. E digo mais, o corporativismo da categoria médica é tão alto que os mesmos querem privar outros profissionais da saúde com o Ato médico, que vai na contramão dos ideais do SUS e da medicina Cubana (humanista e descentralizada). Para os “Deuses de branco” do Brasil ninguém no mundo sabe trabalhar com saúde além deles mesmos, querem se apropriar de tudo: Psicologia, fisioterapia e até acupuntura. Não estranha o fato dos mesmos menosprezarem os médicos cubanos pois o motivo do desprezo em todos os casos é o mesmo: Reserva de mercado.

Responder

    Gabriel

    09/05/2013 - 20h44

    O ato médico só oficializa a medicina. Nossa profissão não é regulamentada, apesar de ser a mais antiga das disciplinas modernas na área de saúde. Os trechos que invadiam outras profissões foi revisto. As profissões de psicólogo, enfermeiro, fisioterapeuta, odontólogo e nutricionista são regulamentadas e seus direitos, deveres e áreas de atuação são bem definidos. O ato médico não pode anular essas determinações. Essa conversinha de que médico quer invadir outras profissões não cola mais.

Magda Mª Magalhães

09/05/2013 - 14h52

Como o médico brasileiro recém-formado vai trabalhar sem aquela parafernália tecnológica para fazer um diagnóstico? Não estou falando mal do profissional e sim, das universidades.Ao médico não é ensinado nem apalpar o paciente para descobrir o mal, só exames o farão fazer diagnóstico. Fora isto, e é uma condição muito pessoal, alguns tem nojinho de colocar a mão no paciente, nem com luvas.
Sugestões para melhorar o ensino: – obrigatória a residência médica.
– Ao invés de exame no final do curso, módulos, onde os exames seriam feitos periodicamente (O exame da Ordem, apesar do Supremo ter considerado constitucional, penso ter sido uma decisão política e não jurídica). Aliás, em todas as faculdades deveria ter esta avaliação pelo MEC, assim os estudantes não ficariam tão prejudicados como ao final do curso serem impedidos de exercer a profissão.
– Fiscalização efetiva do MEC – muitos mestres e doutores emprestam o nome para a faculdade conseguir autorização para funcionar e, depois, não dão aulas ali.
O troféu óleo de peroba vai para aqueles que acham que, ao final do curso de Direito formou-se um bacharel e, após o exame da OAB, um advogado apto ao exercício da profissão. Quem faz Direito, advogado será. Quem faz medicina, médico será.
A exigência do exame final beneficia em primeiro lugar aos capitalistas sem compromisso com a educação e o povo. Fundam faculdades mequetrefes, sem condições nenhuma e ganham horrores. O estudante que se vire para pagar as mensalidades e passar no exame de seu conselho.
Ah, sou a favor do exame para quem estudou no estrangeiro tal qual exposto pelo autor, Pedro Saraiva.

Responder

    Gabriel

    09/05/2013 - 21h00

    Magda, queria ter pacientes como você. Sou Pediatra, e nos plantões que dou nos PAs da vida, em alguns lugares rola confusão se vc não solicitar um exame de sangue ou um raio-x. Vc pode examinar, botar a mão, olhar ouvido, garganta, fazer exame físico de livro, perder meia hora conversando, e o paciente sai insatisfeito. Em muitos lugares a fama de que médico bom é o que pede exame. Alguns pacientes já chegam falando: Vim fazer um raio-X. Medicina em alguns lugares virou supermercado. Vc entra e sai escolhendo o que quer. Médico pra q?

    Magda Mª Magalhães

    10/05/2013 - 15h53

    Gabriel, você vai ter que mudar a especialidade, de pediatra a geriatra…rs

Gislaine Silva

09/05/2013 - 14h50

Como quase tudo que acontece neste governo, a ideia é boa, mas a execução, com certeza, deixará a desejar. A qualidade é uma característica considerada burguesa pelos companheiros que buscam na revolução de Cuba um modelo para a solução dos muitos problemas que vivemos. Portanto, quando constatarmos isso, novamente, nos resultados, não será surpresa alguma.

Responder

    Paulo Guedes

    09/05/2013 - 16h57

    Já vi que vc é do tipo “não vi e não gostei”. Para com isso. O SUS prá pessoas como vc é uma catástrofe, mas para milhões é o melhor – infelizmente e a culpa não é só do GF, pois quem administra o sistema na ponta sáo prefeitos e governadores – que poderiam alferir. Não se deixe levar por reportagens seletivas ‘grobo’. Aprenda a questionar a real realidade e olhar o entorno além da janela do teu “apê”.
    Vc vai descobrir que está melhor do que vc acha, muito embora ainda tenha muito a melhorar.

Marcus Vinícius Buratti

09/05/2013 - 14h49

Respondendo a algumas pessoas que falaram sobre Cuba. Vivo e estudo em Cuba há mais de 6 anos, mais especificamente 6 anos e 3 meses…termino medicina agora em julho. O curso de medicina aqui em Cuba tem duração de 6 anos e compatibilidade de aproximadamente 90% com a grade curricular brasileira. Cuba tem um sistema de saúde muito bom, cheguei agora do consultório de família e quem quisesse se atender era só chegar. Já fiz plantão em hospital materno, pediátrico, e clinico-cirurgico. Graças a deus tive e tenho uma ótima formação. Todos os tratamentos possíveis no mundo atualmente existe em Cuba. No hospital em que trabalhei era muito bem equipado, com ressonância magnética, Tomografia computadorizada, e tudo o que mais imaginar…Não entendo o tamanho do preconceito….Cuba e França são os dois únicos países no mundo que têm a vacina pentavalente contra DPT, HI-B e Hep.-B, atualmente os EUA importa vacina contra câncer cerebral, única no mundo, vacina de câncer de pulmão também única no mundo. Vacinas com anticorpos monoclonais em fase 3 de ensaio clinico contra câncer de próstata e mama…..PORQUE FALAR DO QUE NÃO SE CONHECE??? A saúde é totalmente gratuita…ninguém paga nada….todos os medicamentos caríssimos que existem no Brasil é dado de graça aqui. Falo isso porque conheço e vivo o dia a dia aqui em cuba. Tive a oportunidade de realizar um curso de saúde pública no Ceará, e nos mandaram para uma cidade que se chama Madalena, a primeira coisa que veio em minha mente é: como Cuba está bem…..Acho que é o momento de deixarmos aqueles velhos preconceitos….os médicos que vão para o brasil vão ajudar muito a população…eles vão aonde ninguém quer ir. Estava conversando hoje com uma dra. Que vai para o Brasil e ela na sua implicidade me disse que pra ela não precisava de luxo não, que era morava em qualquer lugar aqui no Brasil, só queria o básico, o que ela queria era ajudar a população…qual médico pensa assim???Me emociono a cada dia com meus professores cubanos….MUITO OBRIGADO CUBA PELA AULA DA VIDA….

Responder

    Gabriel

    09/05/2013 - 21h10

    Marcos, como colega médico, acho admirável ver isso. O problema do preconceito é realmente grande e vcs tem de se defender. Mas acho uma falta de respeito fazer de qquer jeito, na base do jeitinho brasileiro. A prova de revalidação de diploma para exercer medicina nos EUA é muito mais complexa e muito mais longa do que no Brasil, e mesmo assim lá 20% dos médicos são formados em faculdades estrangeiras. O Brasil possui uma das maiores cargas tributárias do mundo, e possui dinheiro de sobra pra distribuir medicações de maior complexidade, além da dipirona/amoxacilina/captopril. Aqui já fazemos a vacina pentavalente tbém, mas não sei se fabricada aqui ou importada. Sim, sou a favor da vida, acho que existem muitas pessoas doentes no brasil necessitando de um cuidado. Acho que podemos aprender muito convivendo com colegas de diferente formação como você. O foco em Cuba é outro e podemos reformular a maneira como a Medicina é exercida no Brasil. Mas nunca sou a favor de fazer as coisas por baixo dos panos. Nada que beire o ilegal com justificativas de demagogia. Eles estão usando a velha história do “tem gente sofrendo e morrendo, e os médicos estão se lixando” enquanto nessa leva, pretendem trazer não só cubanos, mas brasileiros que foram fazer medicina em Cuba. Marque minhas palavras, pq muitos desses são parentes ou amigos de “alguém” que conhece “alguém” e logo logo estarão bandeando para os grandes centros. Quero muito estar errado. Quero o melhor pro meu país, mas acho que essa medida não vai ajudar. Espero estar errado. Quero quebrar minha cara, morder a língua e ter que me desculpar. Caso sejam competentes realmente, espero que façam seu melhor.

    Marcus Vinícius Buratti

    10/05/2013 - 13h36

    Gabriel…Obrigado pelo debate. Então o projeto será de 3 anos e os médicos cubanos vão de missão médica no Brasil, ou seja, eles não ficarão, terão somente o CRM provisório e depois voltarão para Cuba. Os médicos que vão estão acostumados a fazer missão em todo o mundo, como o próprio Saraiva disse. Aqui da minha cidade, Camagüey-Cuba vão 110 médicos, muitos deles com anos de missões em outros países da áfrica, haití, pasquitão. Inclusive a médica do meu consultório de familia que já está preparada pra ir(ela já fez missão médica de solidariedade na Bolivia e na Guatemala). Acho sim que se trata de puro PRECONCEITO, queria fazer uma pergunta…se fosse anunciado que 6000 médicos americanos ou franceses iriam trabalhar no interior, nos lugares mais pobres, estes seriam massacrados como estão sendo os cubanos? Duvido e muito. Seria feito festa, e acho inclusive que eles seriam chamados pra dar aula para os médicos brasileiros. O preconceito é ideológico. Tudo que vem de Cuba ou Venezuela não presta, como estamos acostumados em ver na TV. Mas Cuba tem médicos trabalhando em missões humanitárias em mais de 70 países do globo, mas no Brasil não pode? Não precisa? Ano passado quando o instituto do Câncer em Barretos anunciou a contratação de médicos europeus oncologistas eu não vi ninguém reclamando….porque ? Eu não sou comunista, nem socialista e nem capitalista, somente luto por um mundo mais justo. Na minha prática clínica tento me doar ao máximo ao paciente, sempre o tratando como gostaria de ser tratado, pegando em pé pra ver lesão e sem nojo de tocar o paciente. Quero muito trabalhar no sistema público brasileiro, e de todo coração, nunca pensei e não penso em abrir clínica ou ao menos cobrar por uma consulta(questão de valores), e respeito os médicos que pensam diferente. Tive a oportunidade de fazer um curso de saúde pública em um lugar bem pobre no Brasil, e trabalhar com esse povo que necessita, e realmente me fascinou….é isso que quero pra mim….Agora acho que os médicos cubanos vão pra unir forças com os brasileiros, aliás, eles vão aonde os médicos não querem ir, acho louvável, aliás eles já estão acostumados a dormir em barracas no haití, ou quando teve o terremóto do Paquistão, que tiveram que dormir em barraca também…só que lá nevava….
    Só pra finalizar, o CRM e CFM acreditam que estão ameaçados, e que têm de manter a reserva de mercado….mas como manter reserva de mercado se eles não tem nenhum interesse em ir aonde os médicos cubanos vão?Estou estudando pra revalidar meu título e fazer o revalida….acredito que a prova deva existir sim, desde que seja justa…tenho a prova do revalida de todos os anos, e se vc já viu, é uma prova muito difícil, principalmente pelo tamanho das questões e o tempo que te dão pra fazer a prova. Aliás sou a favor de uma prova da órdem pra todos os médicos formados, seja brasileiros ou não. Se queremos realmente uma saúde de qualidade é hora de mudanças…talvez essa seja a primeira delas….

Marcus Vinícius Buratti

09/05/2013 - 14h48

Olha só…..sou interno de medicina e atualmente vivo em Camagüey-Cuba…..conheço a realidade da medicina cubana e atuo no último ano de medicina….Infelizmente se trata de preconceito puro, de pessoas que não sabem o que estão falando….Longe de denegrir ou acusar, gostaria de dizer que conheço alguns dos médicos que vão trabalhar aí no Brasil, e são profissionais muito bons……Minha formação como médico foi muito boa e vejo com tristeza o grande preconceito por parte de alguns médicos brasileiros….só resta lamentar a tamanha falta de educação e acusações que nada ajudam para solucionar o problema da população….os médicos que vão para o Brasil são médicos com anos de experiencia em missões em outros países do orbe……minhas lástimas ao pensamento daqueles que são tão pobres de espírito que não sabem reconhecer o mérito de outros profissionais…..fico com dó dos companheiros médicos cubanos que vão para o Brasil e sofrer tanto preconceito….mas fico feliz pelos pacientes, que serão muito bem atendidos…..Longe de polemizar, essa é minha opinião…..Obrigado Cuba por me formar médico e me ensinar de solidariedade, humanismo e por ensinar a lutar por uma saúde para todos….

Responder

J Souza

09/05/2013 - 14h33

Viva Cuba, que se preocupa com a formação de seus médicos e que sabe gerir sua saúde pública!
Que inveja!

Responder

    J Souza

    09/05/2013 - 14h36

    P.S.: Será que dá para importarmos também os ministros da Educação e da Saúde de lá?

souza

09/05/2013 - 14h16

parabéns ao médico pelas palavras muito bem colocadas.

Responder

Roberto Locatelli

09/05/2013 - 14h12

As faculdades de medicina são das mais elitizadas. A AMPLA maioria dos formandos é de classe média alta ou acima. Quando se formam, abrem consultórios nos bairros chiques para implantar silicone no traseiro de madames.

Há prefeituras que oferecem salário de R$ 25 mil para trazer médicos, mas sem sucesso.

A médio prazo, os médicos cotistas mudarão essa realidade. Mas, como disse o articulista, é preciso uma solução JÁ. Que venham os médicos cubanos!!

Responder

André Fernandes Peres

09/05/2013 - 13h29

Como Médico Veterinário, achei excelente o ponto -“Seria bem interessante que nossos médicos se submetessem a este exame ao final do curso de medicina. Não seria justo que os médicos brasileiros também só fossem autorizados a exercer medicina se passassem no Valida? Se a preocupação é com a qualidade do profissional que vai ser lançado no mercado de trabalho, o que importa se ele foi formado no Brasil, em Cuba ou China?”
Acredito que TODOS os cursos superiores deveriam ter uma prova final para validação do diploma. Quem sabe com eixos gerais e específicos, para cada um receber um diploma compatível com a sua formação.
O exame da OAB, apesar de parecer excessiva, poderia servir de exemplo. Assim quem sabe teríamos melhores profissionais em todas as áreas.

Responder

    Gerson Carneiro

    09/05/2013 - 15h19

    E ainda assim o exame da OAB deixa passar uma leva ruim em redação e interpretação de texto.

    Magda Mª Magalhães

    10/05/2013 - 16h18

    Não acho que o exame da OAB seja um exemplo a ser seguido de olhos fechados. Vejo-o com muitas críticas. Como disse anteriormente, o MEC deveria dividir todos os cursos superiores em módulos e, periodicamente, o estudante seria avaliado. E não só um exame no final do curso. Embora o STF tenha entendido o exame da OAB como constitucional, não é o que penso. Todos são iguais perante as leis? Então, em todos os cursos superiores deveria haver uma avaliação. Não ao final do curso e sim, periodicamente. Esta avaliação poderia ser feita pelo MEC em conjunto com os conselhos de classes. Mau desempenho de certa percentagem dos alunos teria punição à faculdade e, como consequência final, o fechamento. O estudante não deve arcar sozinho com o ônus de escolas ruins.

andré

09/05/2013 - 13h18

as populações carentes precisam de ajuda conforme vc comentou. mas os cubanos serão obrigados a ficar nestes locais sem a mínima estrutura por quanto tempo? serão impedidos do direito de ir e vir, de pedir demissão e procurar trabalho em locais melhores? ou terão autorização apenas para trabalhar no local escolhido pelo governo?
concordo com vc em um ponto: sou a favor da prova para validação do diploma de médico ao final do curso de medicina. concordo que há médicos de pessima qualidade que não deveriam exercer na área. os centros academicos e estudantes estão brigando para não ocorrer. onde me formei os estudantes são contra, mas apesar de ex aluno sou a favor. e não o faço por ser “fácil falar depois que me formei”.
interessante e importante seu ponto de vista. mas há anos o cfm luta por plano de carreira para trabalho em regiões interioranas e melhores investimentos no sus…
mas ao governo é mais facil pagar pouco para médicos cubanos (independente da qualidade) trabalharem em locais onde não irão realizar investimentos e tais serão obrigados a aceitar …mas por quanto tempo?

Responder

    Falando pra pobre

    10/05/2013 - 12h36

    Convenio é contrato, se colocarem as condições por certo tempo, terão de cumprir.

willian

09/05/2013 - 13h02

Não quero saber se o gato é pardo, quero que ele cace os ratos.

Responder

    Gerson Carneiro

    09/05/2013 - 15h24

    Willian é a mais nova revelação da Filosofia no Brasil.

Mineirim

09/05/2013 - 10h54

Até agora não vi nem o CFM nem a imprensa irem lá nas áreas mais carentes do Brasil perguntar o que a população sem acesso à saúde acha. Essa frase já diz muita coisa. Aliás, como disse o artigo, passariam os médicos aqui formados se fizessem o teste brasileiro? Eu, que não sou médico faço, também um desafio: peguemos 2 ou 3 médicos das 10 melhores escolas de medicina do País e façamos um teste cego (levar uma criança com verminose – barriga d’água, em algumas regiões do brasil – para eles diagnosticarem com os recursos existentes nas regiões carentes do interior do Amazonas, por exemplo). Sinceramente, gostaria de ver o grau de acerto (ou seria de erro?…) deste teste.

Responder

Maria Helena

09/05/2013 - 10h35

19.02.2013
Paulo Davim sugere carreira de Estado como solução para distribuir médicos pelo país

O senador Paulo Davim (PV-RN) defendeu em Plenário nesta terça-feira (19) a criação de uma carreira de Estado para os médicos do país. O senador contestou a afirmação de que não há médicos suficientes para atender à população brasileira e explicou que o problema não está no número de profissionais, mas em sua distribuição geográfica.

Paulo Davim citou pesquisa divulgada esta semana pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) que mostra a situação dos médicos. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estabelece como ideal a média de um médico para cada grupo de mil habitantes. No Brasil, existem 400 mil médicos, em uma média de dois para cada mil habitantes – mais do que exige a OMS.

O problema, apontou o senador, está na distribuição geográfica desses profissionais. A maior parte deles se concentra no centro-sul do país. O Distrito Federal, por exemplo, tem quatro médicos por grupo de mil habitantes. O Rio de Janeiro tem 3,6. Em São Paulo, a média é de 2,6 profissionais por mil habitantes.

Já no Nordeste, essa média cai para 1,2 médicos para cada mil brasileiros e, no Norte, existe apenas um médico para cada grupo de mil.

Davim acrescentou ainda que, todos os anos, ingressam no mercado de trabalho entre seis mil a oito mil novos médicos. O Brasil possui 167 faculdades de Medicina, sendo o segundo país em número de escolas – na frente de países como China, Canadá, Estados Unidos e França e atrás apenas da Índia.

– A má distribuição traz problemas graves para a saúde publica do Brasil. Quando tivermos uma carreira de estado não vai faltar médico no interior deste país, como não falta juiz ou promotor de justiça – defendeu o senador, destacando que hoje o médico precisa confiar nas promessas da prefeitura sobre seu salário, que, às vezes, deixa de ser pago por falta de verba.

Ele argumentou que é preciso criar uma carreira de Estado para os médicos da rede pública, a exemplo do que é feito no Judiciário, como forma de assegurar aos médicos progressão profissional à medida que atuem no interior do país. Outra medida a ser tomada pelo governo, defendeu, é a oferta de vagas de residências médicas proporcional às necessidades de cada região. Se no Norte faltam pediatras, lá seriam ofertadas a maior parte das vagas de residência em pediatria. Se no Nordeste há poucos ginecologistas e obstetras, para lá seriam reservadas as residências nessas áreas.

– Eu defendo a carreira de Estado, é a única saída, não existe outra – resumiu.

Responder

Maria Helena

09/05/2013 - 10h25

Por que Pedro Saraiva não está exercendo medicina no Brasil? Por nada não, só pra saber. É muito cara de pau quem deixou os “pobres carentes” aqui abandonados, como ele se referes aos cidadãos brasileiros e foi encher as burras em Portugal e ainda fica querendo dar uma de santo.
Ele está muito por fora do que está acontecendo por aqui. O artigo dele passa longe de ir às raízes do problema. Em muitos aspectos é sofrível e reflete um pessoa que nem sabe o que é o SUS, só se interessa pela medicina privada.
A importação de médicos pelo governo é uma tentativa mordaça à uma luta da categoria que cresce: o SUS deve ter seu quadro de recursos humanos concursado,
No Brasil não há falta de médicos. Se não há falta de médicos por que o governo está importando médicos (seja de onde for)? Por desfaçatez, por não querer cair na real, que é o fato de que o SUS necessita de ter um corpo médico próprio, concursado, para todo o país, nos moldes das carreiras do Judiciário, com plano de cargos e salários. É desfaçatez querer fazer SUS de excelência à custa da precarização do trabalho médico!
Aposto que se for estabelecida uma carreira para médicos do SUS, como é para promotor e juiz, se faltaria médico em qualquer dos 5.570 municípios brasileiros. O Governo Dilma tem que cair na real. O Ministro Padilha tem de ser gestor e não ficar fazendo pirotecnia. Padilha fez mal à saúde!

Responder

    valdecir

    09/05/2013 - 13h12

    Algumas categorias fazem corporativismo, reserva de mercado. Este é o ponto.
    Por que os médicos cubanos têm índices de aprovação altos em Portugal, um país cujo sistema de saúde está entre os melhores, e baixíssimos aqui no Brasil, onde o sistema de saúde é por definição excludente e precário? Talvez isto se deva ao preconceito de nossa classe médica ou ao nosso modelo elitista. Ser médico no Brasil não serviço, é status. Até pouco tempo, somente rico estudava medicina. E a medicina para os ricos está ótima. Por que a população não defende os médicos?

    jorge poa

    09/05/2013 - 13h23

    M. Helena,
    você ao menos leu o artigo ? Pelas considerações que teceu, parece que não.

    DENISE

    09/05/2013 - 13h53

    Boa parte dos cursos de medicina no Brasil não preparam médicos e sim pessoas apenas com diplomas e que se consideram elite por ter um diploma mesmo que não saiba nada só querem exercer a profissão nos grandes centros.
    O caos na saúde pública é notório nos grandes centros, imagine nos lugares longinquos do Brasil, nas populações ribeirinhas, indígenas, sem médicos!
    Acho uma hipocrisia criticar o governo por trazer médicos cubanos para amenizar a situação das regiões mais carentes!
    Pelo menos de uma coisa tenham certeza, em Cuba cuidar da saúde é prioridade e não opção, como é para a maioria dos médicos no Brasil,onde muitos que fazem parte do serviço público chegam a cobrar ao paciente por serviços pagos pelo SUS!
    Se o Conselho de Medicina não tem capacidade para trabalhar as universidades de medicina afim de que os médicos que se formam aceitem cuidar de diárreias, pré-natais, partos, em lugares onde os recursos são poucos que baixem a crista e parem de auxiliar a imprensa do quanto pior melhor e lutem por melhores salários e aceitem médicos que vão fazer aquilo que a maioria dos médicos no Brasil não querem: cuidar da prevenção de doenças em lugares onde há poucos recurso e muita pobreza.
    Chega de hipocrisia!
    Quem sabe aprendam com esses médicos que saúde deve ser prioridade e comecem a não deixar grávidas e seus filhos morrerem por falta de atendimento ou outros pacientes morrerem porque os médicos estão de plantão numa festinha de aniversário de algum colega!

    Roberto Locatelli

    09/05/2013 - 14h09

    Ele foi embora na época do THC. Uma época em que muitos brasileiros iam para a Europa pois não havia esperança no Brasil.

    francisco castro

    09/05/2013 - 14h19

    Caros leitores,sinceramente,estamos diante de uma questão meramente corporativista!
    Todos nós conhecemos a farta predominância” prepotente” existente na classe médica brasileira,que se vê ameaçada pela abertura proposta em questão.
    Dessa mesma forma,há manifestação contrária aos cursos particulares locais de medicina.Ou seja,quanto mais médicos,menor destaque individual social e ou profissional.Mentes pobres e mercenárias,como em todas as outras classes profissionais.
    Esse papo de plano de carreira no sus…é conversa fiada,na verdade,eles querem continuar “semi-Deuses”,como se consideram,nada além disso!
    Que venham os cubanos e tantos outros que se proponham a trabalhar em prol da nossa sofrida saúde pública.
    Exerçam cada um sua medicina particular e deixem para os outros,cubanos ou não,estendam as mãos pela saúde coletiva.

    Cleide

    09/05/2013 - 14h50

    Maria Helena,

    Acho que no seu caso o problema é de escolaridade primaria, leia e interprete com atenção!!

    jose marcos

    09/05/2013 - 16h00

    O problema Dona Maria Helena é que grande parte de quem estuda medicina no Brasil acha que tem que ficar rico. Conheço muitos municípios que pagam mais de R$6.000,00 por 20 horas de trabalho e não aparecem sequer candidatos para o concurso. Chega de aguentar esta verdadeira mafia de branco no Brasil!!!

    leia

    10/05/2013 - 07h11

    Sem contar que no interior de SP muitos médicos do SUS, trabalham nas unidades uma hora, mas assinam por 6 horas, e completam seus salários nos consultórios dos planos. Há dois anos atrás a PF bateu e feio numa operacäo, onde os profissionais faziam isso. Riam da cara dos usuários do SUS, portanto Maria Helena, a classe médica no Brasil está desmoralizada, querem estudar nas melhores universidades públicas, pegar seus diplomas,e………. o resto a senhora completa como quiser.

    Agostinho Tao

    07/07/2013 - 12h20

    BOA

    Falando pra pobre

    09/05/2013 - 19h36

    Sra Maria Helena,

    Favor nos esclarecer qual seria o salário para o SUS,

    Grato,

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