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Olívio Dutra, o anti-Palocci

28 de junho de 2011 às 10h28

por Lucas Azevedo, de Porto Alegre, em CartaCapital

Em um velho prédio numa barulhenta avenida de Porto Alegre, em companhia da mulher, vive há quatro décadas o ex-governador e ex-ministro Olívio Dutra. Em três ocasiões, Dutra abandonou seu apartamento: nas duas vezes em que morou em Brasília, uma como deputado federal e outra como ministro, e nos anos em que ocupou o Palácio do Paratini, sede do governo gaúcho. Apesar dos diversos cargos (também foi prefeito de Porto Alegre), o sindicalista de Bossoroca, nos grotões do Rio Grande, leva uma vida simples, incomum para os padrões atuais da porção petista que se refastela no poder.

No momento em que o PT passa por mais uma crise ética, dessa vez causada pela multiplicação extraordinária dos bens de ex-ministro Palocci, Dutra completou 70 anos. Diante de mais uma denúncia que mina o resto da credibilidade da legenda, ele faz uma reflexão: “Política não é profissão, mas uma missão transitória que deve ser assumida com responsabilidade”.

De chinelos, o ex-governador me recebe em seu apartamento na manhã de terça-feira 14. Sugeriu que eu me “aprochegasse”. Seu apartamento, que ele diz ter comprado por meio do extinto BNH e levado 20 anos para quitar, tem 64 metros quadrados, provavelmente menor do que a varanda do apê comprado por Palocci em São Paulo por módicos 6,6 milhões de reais. Além dele, o ex-governador possui a quinta parte de um terreno herdado dos pais em São Luiz Gonzaga, na região das Missões, e o apartamento térreo que está comprando no mesmo prédio em que vive. “A Judite (sua mulher) não pode mais subir esses três lances de escada. Antes eu subia de dois em dois degraus. Hoje, vou de um em um.” E por que nunca mudou de edifício ou de bairro? “A vida foi me fixando aqui. E fui aceitando e gostando”.

Sobre a mesa, o jornal do dia dividia espaço com vários documentos, uma bergamota (tangerina), e um CD de lições de latim. Depois de exercer um papel de destaque na campanha vitoriosa de Tarso Genro ao governo estadual, atualmente ele se dedica, como presidente de honra do PT gaúcho, à agenda do partido pelos diretórios municipais e às aulas de língua latina no Instituto de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. “O latim é belíssimo, porque não tem nenhuma palavra na sentença latina que seja gratuita, sem finalidade. É como deveria ser feita a política”, inicia a conversa, enquanto descasca uma banana durante seu improvisado café da manhã.

Antes de se tornar sindicalista, Dutra graduou-se em Letras. A vontade de estudar sempre foi incentivada pela mãe, que aprendeu a ler com os filhos. E, claro, o nível superior e a fluência em uma língua estrangeira poderiam servir para alcançar um cargo maior no banco. Mas o interior gaúcho nunca o abandonou. Uma de suas características marcantes é o forte sotaque campeiro e suas frases encerradas com um “não é?” “Este é o meu tio Olívio, por isso tenho esse nome, não é? Ele saiu cedo lá daquele fundão de campo por conta do autoritarismo de fazendeiro e capataz que ele não quis se submeter, não é?”, relembra, ao exibir outra velha foto emoldurada na parede, em que posam seus tios e o avô materno com indumentárias gaudérias. “É o gaúcho a pé. Aquele que não está montado no cavalo, o empobrecido, que foi preciso ir pra cidade e deixar a vida campeira”.

Na sala, com exceção da tevê de tela plana, todos os móveis são antigos. O sofá, por exemplo, “tem uns 20 anos”. Pelo apartamento de dois quartos acomodam-se livros e CDs, além de souvenires diversos, presentes de amigos ou lembrança dos tempos em que viajava como ministro das Cidades no primeiro mandato de Lula.

Dutra aposentou-se no Banrisul, o banco estadual, com salário de 3.020 reais. Somado ao vencimento mensal de 18.127 reais de ex-governador, ele leva uma vida tranquila. “Mas não mudei de padrão por causa desses 18 mil. Além do mais, um porcentual sempre vai para o partido. Nunca deixei de contribuir”.

Foi como presidente do Sindicato dos Bancários de Porto Alegre, em 1975, que iniciou sua trajetória política. Em 1980, participou da fundação do PT e presidiu o partido no Rio Grande do Sul até 1986, quando foi eleito deputado federal constituinte. Em 1987, elegeu-se presidente nacional da sigla, época em que dividiu apartamento em Brasília com Lula e com o atual senador Paulo Paim, também do Rio Grande do Sul. “Só a sala daquele já era maior do que todo esse meu apartamento”.

Foi nessa época que Dutra comprou um carro, logo ele que não sabe e nem quer aprender a dirigir. “Meu cunhado, que também era o encarregado da nossa boia, ficava com o carro para me carregar.” Mas ele prefere mesmo é o ônibus. “Essa coisa de cada um ter automóvel é um despropósito, uma impostura da indústria automobilística, do consumismo”. Por isso, ou anda de carona ou de coletivo, que usa para ir à faculdade duas vezes por semana.

“Só pra ir para a universidade, gasto 10,80 reais por dia. Como mais de 16 milhões de brasileiros sobrevivem com 2,30 reais de renda diária? Este país está cheio de desigualdades enraizadas”, avalia, e aproveita a deixa para criticar a administração Lula. “O governo não ajudou a ir fundo nas reformas necessárias. As prioridades não podem ser definidas pela vaidade do governante, pelos interesses de seus amigos e financiadores de campanha. Mas, sim, pelos interesses e necessidades da maioria da população”.

O ex-governador lamenta os deslizes do PT e reconhece que sempre haverá questões delicadas a serem resolvidas. Mas cabe à própria sigla fazer as correções. “Não somos um convento de freiras nem um grupo de varões de Plutarco, mas o partido tem de ter na sua estrutura processos democráticos para evitar que a política seja também um jogo de esperteza”.

Aproveitei a deixa: e o Palocci? “Acho que o Palocci fez tudo dentro da legitimidade e da legalidade do status quo. Mas o PT não veio para legitimar esse status quo, em que o sujeito, pelas regras que estão aí e utilizando de espertezas e habilidades, enriquece”.

E o senhor, com toda a sua experiência política, ainda não foi convidado para prestar consultoria? Dutra sorri e, com seu gestual característico, abrindo os braços e gesticulando bastante, responde: “Tem muita gente com menos experiência que ganha muito dinheiro fazendo as tais assessorias. Mas não quero saber disso”.

Mas o senhor nunca recebeu por uma palestra? “Certa vez, palestrei numa empresa, onde me pagaram a condução, o hotel e, depois, perguntaram quanto eu iria cobrar. Eu disse que não cobro por isso. Então me deram de presente uma caneta. E nem era uma caneta fina”, resumiu, antes de soltar uma boa risada.

 

154 Comentários escrever comentário »

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joao

17/07/2011 - 16h43

Pois apesar de estar longe do meu querido,RS cempre acompanho a politica do,RS Olivio é meu maior horgulho
de ter cido eleitor dele deveria cervir de esemplo a muitos petista,prinsipalmentes ous petistas do PI que aumentaran ceus patrimonios até 50 veses em 8 anos.

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azuirferreiratavares

10/07/2011 - 17h00

Olívio Dutra é pra Gente tirar o Chapéu.
Ele representa a Esperança Viva na Humanidade.
Enquanti existir pessoas iguais a ele o Sacrifício de Jesus não foi em Vão.
Olívio representa a experiência do Orçamento Participativo que um Dia vai Frutificar e resolver os problemas de organização e Governo da Humanidade.
Olívio Dutra é fora de séria, como Tiradentes, Sepê Tiaraju e Zumbi.
Temos de sempre lhe exaltar.
Abração amigo para todos.

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Luciene

06/07/2011 - 15h36

Olívio Dutra é representante do PT "ovo frito", ligado à esquerda, que foi sufocado pelo crescimento de setores "moderados" dentro do partido, do qual faz parte Lula, o sindicalista. Essa guinada "ao centro", ou, pela Física, à sua direita, colaborou com a sucesso do partidos em setores mais conservadores da sociedade. Palocci é isso aí: ganhou a eleição para a prefeitura de Ribeirão Preto com apoio de empresário e produtores de cana-de-açúcar, mas era querido pela população. Cresceu o "zóião". Ficou guloso. Deveria se filiar ao PPS, ou ao novo brinquedo, ou melhor, ao partido criado por Kassab. O Brasil vive um fenômeno físico interessante: a ida do PSDB à direita, outrora tímida, agora escancarada, deslocou o PT, seu principal concorrente, também à direita. Faz pensar sobre os opostos se atraírem, e os iguais se repelirem.

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Gabriel

04/07/2011 - 15h51

Era mesmo de se esperar que tal político estaria profetizado ao fracasso, pois a imprensa burguesa não se interessa pelo mesmo, e a grande massa da população não lê esse tipo de blog e se ainda pudesse o fazê-lo não o faria, pois não tem educação para tal gosto. É uma pena, pois pelo depoimento de tal homem ficamos sabendo que o PT também, assim como todos os demais, se vendem. Apenas com uma pequena diferença, o PT de Lula e Dilma, deixa cair umas esmolas da mesa dos fartos desse país. Coisa que o PFL/PSDB nunca o fizeram.

Lembro que na campanha contra a ex-governadora Olívio perdeu e fiquei sem entender o porque, agora o sei: ele é honesto – não interessa no meio político tal governo.
http://www.liberdade-igualdade-fraternidade.blogspot.com

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Márcia E.DE CALAZANS

01/07/2011 - 18h58

Adorável Olivio ! ah se todos fossem iguais a você !

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Mario Silveira

01/07/2011 - 14h04

O unico político por qual boto a mão no fogo.

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Ramalho

30/06/2011 - 14h01

A tese burguesa da criminalização do enriquecimento dos não burgueses, depois de repetida mil vezes pela imprensa “livre” – esta mesma defendida por Dilma –, passou a ter plena aceitação entre pequeno-burgueses, o que era de se esperar, mas, também, entre acadêmicos, profissionais liberais, artesãos, trabalhadores em geral e outros menos afortunados, se comparados ao burguesões e aos pequeno-burgueses. Antes, o patíbulo público era frequentado pelos “tubarões”, isto é, varejistas, atacadistas, industriais e banqueiros; hoje, pelos funcionários públicos, mas, também, por aposentados, beneficiários de programas sociais, doentes que recorrem a serviços públicos de saúde, estudantes da rede pública, trabalhadores em dissídio por melhores condições de labor etc. Hoje, estes são os vilões, pois a burguesada trocou de papel com suas vítimas, auxiliada prestimosamente pela imprensa “livre”, e se deu bem. Nestes novos tempos, as vítimas veem seus pares como vilões e seus algozes como virtuosos, realmente um espanto.

Bem sinteticamente, a tese burguesa é a seguinte: na vida privada, você pode sonegar – alguns acham que, mais do que poder sonegar, deve-se sonegar, pois é preciso matar o Estado, eufemismo de roubar o Estado, coisa tão ao gosto de neoliberais –, enganar o freguês de caderno – que cliente que nada, é freguês mesmo; há que roubar no preço, no peso, no prazo, na garantia e em tudo o mais que for possível –, explorar empregados, e por aí vai. E tudo na privada, isto é, privadamente, sem qualquer publicidade, pois, como já ensinava o barão, “não se deve dar publicidade ao que se faz na privada”.

Ao mesmo tempo, aos que militam na vida pública há que se impor servilismo, salários baixos, permanente disposição a se submeter a execração pública. Enriquecer? Nem pensar. Por quê? Ora, porque o dinheiro que paga o Estado é público, nosso, por assim dizer, como reitera a burguesia. Ué, mas e o dinheiro que paga supermercado, jornal, televisão, escola, eletrodoméstico, telefone etc. também não é nosso? Não é com o nosso dinheiro que a burguesada se refestela com Krug e Beluga no Monte Carlo, e compra bugiganga “sofisticada” na Shoteby's? É. Portanto, se seria imoral o excesso de renda da nomenclatura pública porque paga por nós, também o seria o da nomenclatura privada, igualmente paga por nós. Uma e outra teriam de ser fiscalizadas e seus excessos de renda denunciados, mormente a nomenclatura privada cuja renda gigantesca e imoral não é alvo de qualquer controle social.

Para os que argumentam que os excessos de renda dos burgueses são aceitáveis moralmente, pois viveriam em ambiente concorrencial e seus ganhos seriam frutos de competência nos negócios, deve-se lembrar (1) que o “mercado” é uma guerra imunda na qual se perpetram roubos, sonegação, corrupção, assassinatos, calúnias, contrabando, apropriação de bens estatais e outras sujeiradas, e onde o que menos conta é competência; (2) que consumidores são obrigados a comprar dos burgueses, pois não se consegue viver sem comer, morar, estudar, ter lazer, ter assistência médica, e, portanto, que tais gastos com a burguesada são tão compulsórios quanto os com o Estado; e (3) isto sem se falar na mais valia e na acumulação primitiva de capital, imoralidades conhecidas denunciadas desde os tempos do velho Carlos. Pensando bem, como se vê, os fundamentos da riqueza da burguesada são imorais, e são podres e fedem (quando virá finalmente os impostos sobre as grandes fortunas e o imposto de renda realmente progressivo? Esqueceram da pauta?).

Gostaria de ver os aparentemente preocupados com o dinheiro público voltarem seus canhões para os que verdadeiramente surrupiam e malbaratam há gerações o dinheiro de todos. Se querem aplicar justiça ao auferimento de renda, se é que querem, que comecem questionando a renda dos muito ricos. Denunciem, também, as roubalheiras empresariais, mormente as perpetradas por multinacionais, os trambiques no câmbio, na Bolsa, na remessa de divisas para o exterior e os muitos outros casos de auferimento formidável e imoral de renda. Depois disto, passarei a ouvir com atenção as perorações contra os valores das aposentadorias de jogador de futebol, de aposentado, de trabalhadores em geral e, até, contra o enriquecimento de Palocci.

O moralismo udenista-lacerdista, a bandeira da oposição, é cadáver insepulto, mas que empolga incautos.

Responder

    ana

    02/07/2011 - 17h51

    Toda razão, a mídia é seletiva. Mas ca pra nós, não dá pra justificar a trapalhada do P. Não está lá para fazer igual, mas para mudar este estado de coisas. Ou não entendi nada!

Lima

29/06/2011 - 20h24

Político sério, competente e de dignidade, uma pena não ter passado na convenção, pois os tramposos fizeram a acrta ao partido e o O´livio teve de abrir mão para entrar o direitoso do Tarso, por favor

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francisco.latorre

29/06/2011 - 18h31

moraleira. rídicula.

pra quem gosta.

..

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    Cristiana Castro

    30/06/2011 - 01h05

    Tb não entendi. O sujeito ganha 21 paus por mês e não consegue nem trocar o sofá!!!???? Das duas, uma; ou tá jogando prá platéia ou é é incompetente, até para administrar as próprias finanças. Com 18% do que ele fatura, já trocamos o sofá e sustentamos uma família. Brincar de pobre é fácil, quero ver ser duro a vera.
    Tem gente aí confundindo partido político com mosteiro ( não é o caso do O.D. ).ele sabe bem a diferença. Não nutro a menor admiração por tipos que posam de pobres para faturar votos. Um sujeito que fatura 21 paus, poderia ter uma postura menos hipócrita. Ridículo.
    Mais ridículo ainda, um jornalista,apresentar ao Brasil, um franciscano que vale 21 mil pratas, por mês.

    Renê

    23/07/2012 - 16h16

    Já esperava encontrar alguém que não admire pessoas honestas, para quem está acostumado a ler crônicas de Polibio Braga e os antigos comentários do Mendelski, hoje empregado de Edir Macedo, não me admira….

    Vinicius Paiva

    21/08/2012 - 23h47

    Ao longo de 15 anos fui vizinho de prédio do Olivio e da Judite, e não é se fazer de pobre. Ninguem falou nada de pobreza ou riqueza. Fala-se de humildade. De não desejar mais do que realmente precisa para viver bem. Alguns politicos e algumas pessoas como você acredito, estaria la no governo gastando seus 18 mil para viagens, novos carros, novos apartamentos. Até q os 18mil não sejam o suficiente para manter essa vida mediocre, e ai partirá pra onde? Ajudas de custos, troca de favores, enfim roubalheira.
    Olivio e a dona Judite são boas pessoas, humildes, de bem com a vida. Não precisam ostentar para satisfazer suas necessidades. E não é por ser politicos, são pq são. Diferente de 90% da população brasileira q vive sonhando com carro novo a cada ano, trocar de casa, comprar comprar. E se viram politicos? Aquela graninha facil ali daquela construtora em troca de uma licitaçao? Certamente aceitariam. Pq precisam comprar uma nova cobertura, um novo carro.

    Queria q o Olivio estivesse concorrendo para Prefeito nesse ano em Porto Alegre.
    Por mim ganharia fácil.

Eduardo Marques

29/06/2011 - 14h10

Creio que a discussão sobre estilo de vida e aposentadoria recebida são absolutamente secundários. Um político deve efetivamente ser conhecido, criticado ou apoiado pelas idéias que defende e projetos que implanta. Olívio sempre atuou em defesa da população trabalhadora. Na administração de Porto Alegre, implantou o Orçamento Participativo, programa que permitiu um aprofundamento democrático até hoje inigualável, colocando Porto Alegre e o país como refêrencia internacional de boas práticas administrativas. Isso para mim é o que importa.

Responder

Jack

29/06/2011 - 13h04

O Olívio mora a cinco quadras de minha casa. Bairro de classe média, nada mais que isso. Quantos comentários preconceituosos, precipitados que leio aqui. Em momento algum percebi, por parte da reportagem, a intencionalidade de atribuir tons dramáticos e de pobreza à história do ex-governador. A palavra mais correta mesmo seria "humildade". Contrapor concepções distintas que homens e mulheres tem em relação à política. Nem todos, amigos, nem todos são seduzidos pela deus capitalista, que corroi com toda e qualquer possibilidade de um cidadão compreender que pode viver com o básico, mesmo ganhando uma bolada por mês. Quanto aos 18 mil mensais…é o status quo. Simples.

Responder

Airton

29/06/2011 - 12h43

Ter um apartamento de 60 metros quadrados e andar de ônibus com um salário de 22 mil reais (18 e tanto com mais 3 e tantos) é uma opção dele. Isso não quer dizer honestidade. Será honesto se aposentar com um salários desses por apenas 4 anos de serviços prestados? Político bom é político morto.

Responder

    Jorge Nunes

    29/06/2011 - 17h16

    Mas o moralismo de bordel é incrível!

    O trabalho de e o significado de seu mandato vão para lixo?

    Em nenhum momento os críticos de Olivio Dutra levantaram o que ele fez nos 4 anos de governador. E sim sua aposentadoria que é de direito do RS.

    Sendo que ele não foi apenas governador do RS, foi prefeito de sua capital. E fez muito pelo avanço e inclusão política e social do povo gaúcho.

Marcelo Sperling

29/06/2011 - 12h26

Olívio é o cara. Mas se engana quem acha que a vida simples dele é um fim em si. Ele é um político sem igual, que da muita inspiracao nas pessoas.

Responder

Marcelo de Matos

29/06/2011 - 12h02

É até compreensível que a oposição, como DEM, PSDB e satélites PPS e PSOL cobrem comportamento mais ético de Palocci. Incompreensível é que setores do próprio PT sejam arregimentados para essa campanha. Basta ver que esse comportamento ético que querem impor aos ministros petistas nunca esteve presente na história do país, especialmente nas últimas décadas. O país é reconhecidamente capitalista, embora muitos pareçam viver fora dessa realidade. Somos a sétima economia do mundo. Grandes negócios se desenrolam diariamente: compra da Esso pela Cosan, associação da última com a Shell, fusão ou coisa parecida do Pão de Açúcar com o Carrefour. É possível que o consultor contratado para esses grandes negócios cobre apenas um salário mínimo? Se cobrar mais que isso está sendo aético?

Responder

João PR

29/06/2011 - 11h21

Pallofi deveria enfiar a cabeça em um buraco, feito avestruz, e não sair mais de lá.
Tristeza saber que existem Paloffis da vida, alegria ao saber que ainda existem Olívios neste mundão onde o dinheiro compra tudo.

Responder

Julio Silveira

29/06/2011 - 11h05

continuando…
ao amigo navegante que criticou Olivio por receber por quatro anos 18 mil, com certeza não foi dele a ideia da lei, e se o critico não for preguiçoso irá verificar que esse tipo de lei, realmente indecente, foi pensado por elementos da direita brasileira, sempre pronta a garfar o contribuinte e meter a mão no dinheiro publico com beneficios para si, e que o Olivio por si só não derrubaria essa lei. Não sejamos hipocritas.

Responder

Julio Silveira

29/06/2011 - 11h01

O Olivio eu sempre admirei aqui no RS e sempre teve meu voto, ao contrario do governador um burgues metido a socialista, como tantos outros dentro deste PT que agora se amostra. Nada como o poder para identificar o homem. Outro bom politico contenstado pela midia corporativa é o Raul Pont, politicos como esses tem uma legião de criticos por que colocam em cheque crenças convenientes de que politica tem que ser feita colocando a mão na m.
E a propósito para aquele amigo navegante do Blog que criticou o Olivio por receber a pensão de 18 mila

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Klaus

29/06/2011 - 10h55

Peraí, quer dizer que o Olívio Dutra PODE receber aposentadoria de R$18.000,00 por um único mandanto que não tem problema? Só ele, só os do PT ou todos os ex-governadores do país? é só para esclarecer, ok?

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    Jorge Nunes

    29/06/2011 - 17h06

    A questão é: por que somente os do PT que não podem?

    Klaus

    30/06/2011 - 08h38

    Basicamente porque eles são melhores que os outros, os demo-tucano-sino-nazi-fascistas.

Bertold

29/06/2011 - 10h48

Olívio Dutra é um homem público muito raro, até em partidos de esquerda, mas daí a tomar suas opções pessoais quanto a acumulação material como valor universal para todo petista (por quê só para os petistas, heim?) é uma forçação de barra moral e ética tremenda de Carta Capital. Será que Mino e sua turma topa abolir o capitalismo e a economia de mercado e apresentar outra alternativa de sobreviência ou qualidade de vida que não precise boa renda ou bens materiais? Espero que me apresentem um modelo prático.

Responder

André Guimarães

29/06/2011 - 08h33

Aposentado com 18 mangos por mês por 4 anos de trabalho??? isso é o mais correto? o mais moral? o mais honesto que vocês têm nas fialeiras de vocês??? imagina quem não presta.

Aliás, cadê o nosso lobista hein??? ninguém aguentou mais suas dantescas palestras???

Responder

    Panambi

    29/06/2011 - 09h55

    Olha o que a liberação pelo STF fez. Era só pra se manifestar e não fumar tudo de uma vez só…..
    P.S. Lembranças ao primo com cérebro.

Olívio Dutra, o anti-Palocci « Blog do EASON

29/06/2011 - 08h04

[…] publicado no Vi O Mundo de Luiz Carlos Azenha […]

Responder

Gerson Carneiro

29/06/2011 - 07h53

O que era para ser regra, tristemente tornou-se a exceção.

Olívio Dutra e Luiza Erundina, dois raros diamantes desse garimpo que é a Política.

Responder

    Marcelo de Matos

    29/06/2011 - 11h45

    Gerson. Não conheço as obras de Dutra no RGS, mas, votei na Erundina e estou arrependido. Ela de fato deve ter saído mais ou menos pobre do governo, mas, não fez muito boa administração. Por exemplo, mandou fechar o Minhocão aos domingos e feriados, causando grande transtorno do trânsito. Seus sucessores mantiveram a medida, que é demagógica. Moro na Avenida Sumaré que, pelas mesmas razões que o Minhocão, teria de ser fechada também. Você prioriza a honestidade. Eu já acho que não basta ser honesto: é preciso ser competente.

    Gerson Carneiro

    29/06/2011 - 16h06

    Marcelo. Sob esse olhar eu digo que: Incompetência tem remédio. Desonestidade não.

    Essa questão do fechamento do Minhocão aos domingos e feriados não foi por causa do barulho?
    É provável que alguém que more no entorno tenha considerado uma ótima medida. É o tipo de medida que nunca vai agradar a todos.

Marcos

29/06/2011 - 06h42

O Olivio é uma figuraça! Ao contrário de 99,99% dos políticos brasileiros ele vê a política como um sacerdócio e não como um caminho destinado unicamente ao auto-enriquecimento.
E sim, é verdade: ele anda de ônibus como um cidadão comum. Ninguém me contou, eu vi.

Responder

ROBERTO

29/06/2011 - 01h29

GRANDE Olívio Dutra !

Carpe diem e uma vida longa cheia de saúde. Aqui em Recife, a expressão que combina literalmente com você é: UM CABRA MACHO QUE RESPEITA O BIGODE.

Um abraço a todos,

ROBERTO

Responder

Julio_De_Bem

28/06/2011 - 23h59

A história deste homem é bem conhecida em Porto Alegre. Olivio Dutra compra no mesmo armazém que seus vizinhos. Fala com todo mundo e não dirige o próprio carro. Vai no jogo do inter como gente normal, de carona.
Você fala com ele, e parece que está falando com seu avô, que além de inteligente, é engraçado, simpático e humilde. Além de passar os ensinamentos da vida e da politica de um septuagenário.

Responder

Rogério Bezerra

28/06/2011 - 23h14

Saber que Olívio Dutra tem essa atitude faz-me respeitá-lo.
Esse fato lembrou-me que quando morava no hospício n°1(SP) conheci, entre tantos clientes ricos, o dono de 300 prédios. Sim, 300 prédios!
Como explicar uma sociedade onde apenas um cidadão tem esse patrimônio?
Entende que isso ainda ocorre porque a “escravidão” é o modelo de sociedade no Brasil.
É um dos “sonhos de consumo” ter empregados, serviçais…
Muitos estrangeiros chegados aqui buscam ter empregados, pois em seus países de origem, mesmo sendo executivos, eles não tem trabalhadores em suas casas. Conheci alguns com até 3 empregados. Os ricos nativos tem 5.
Recebo anualmente uma visita. Ela fala, invariavelmente, que o Bolsa Família “fez os pobres não quererem trabalhar”.
Diz isso do alto dos seus R$ 15.000,00 mensais… Já os bolsistas recebem R$ 200,00.

É difirsi, sô!

Conhec

Responder

fabiano

28/06/2011 - 22h42

Bobagem esse texto trazendo de volta uma espécie de velha discussão de que petista bom é petista pobre. Só não vale roubar e isso vale para qq um. E o Olívio gosta de fazer pose de pobre, ganha uma 18 mil de aposentado do governo do estado (direito dele). Anda de onibus porque quer (tb direito dele).

Responder

    Maria José Rêgo

    29/06/2011 - 11h12

    Menos, Fabiano.

Djalma

28/06/2011 - 22h22

Porque conceição?

Responder

    Conceição Lemes

    29/06/2011 - 00h11

    Djalma, se vc escrever só maiúsculas parece que vc está gritando. Dificulta também a leitura. abs

ZePovinho

28/06/2011 - 22h22

A grande verdade é que as empresas comrrompem os partidos e homens como o Olívio caem no esquecimento.

Responder

Djalma

28/06/2011 - 21h49

INFELIZMENTE, NO MEU PAÍS, NO NOSSO PAÍS, PARA OS ATUAIS, O SENHOR OLÍVIO DUTRA É UM SUPERADO, PORTANTO, SEM NENHUMA IMPORTÂNCIA.

È EVIDENTE QUE A HONESTIDADE NÃO É UMA VIRTUDE, SIM, UMA OBRIGAÇÃO, DAÍ DIZER QUE A FRASE DO MESTRE RUI BARBOSA, PRONUNCIADA A MAIS DE 100 ANOS, ESTÁ BEM ATUALISSIMA. ESTAMOS CHEGANDO AO PONTO DE SE TER VEGONHA DA HONESTIDADE OU DE SERMOS HONESTO. ATUALMENTE, A HONESTIDADE NÃO DÁ DESTAQUE.

ALIÁS, A DEGRADAÇÃO, A DESTRUIÇÃO, O DESMANTELAMENTO DE UMA SOCIEDADE FAZ PARTE DE UM BEM ARQUITETADO PROJETO, DE UM GENIAL PLANO DE DOMINAÇÃO DE UMA POVO.

SENHORES, NÃO É TRISTE ESTA CONSTASTAÇÃO? ISTO PODE CONTINUAR ASSIM?
QUANDO IREMOS EXERCER NOSSO DEVER CÍVICO(PATRIÓTICO)?

Responder

    Conceição Lemes

    28/06/2011 - 22h10

    Djalma, letras minúsculas nos próximos comentários, por favor. abs

    Julio_De_Bem

    29/06/2011 - 00h15

    Como estamos na internet. Cagaste pelos dedos amigo.

Véio Zuza

28/06/2011 - 21h33

Olivio é gente boa, é honesto, merece respeito. Não tem que fazer voto de pobreza e o salário aos ex-governadores está assegurado em lei. Mas que ele é um pouco incoerente, isso é; sempre falou mal dos altos salários do Estado, botando a culpa nos funcionários graduados – os que tem mais responsabilidade – pelo baixo salário dos professores e brigadianos. Agora ganha R$ 18.000,00 vitalícios por ter sido governador por 04 anos? E ainda é elogiado por levar uma vida simples? Tenham a santa paciência!

Responder

Edu

28/06/2011 - 21h29

Gaucho gosta mesmo é de governadores tipo a Yeda Cruzius, tem linhagem, tem classe, tem dinheiro, e quando deixa o governo tem muito mais. É disso que eles gostam.

Responder

    Marcelo Sperling

    29/06/2011 - 12h14

    tem razao, e o que é pior, a maioria das pessoas votaram nela de brincadeira.

Sônia Bulhões

28/06/2011 - 21h26

Esse André Guimarães é tão perdidinho que troca CartaCapital por Carta Maior…. Ambas são excelentes meios de comunicação.

Responder

    Panambi

    29/06/2011 - 09h56

    Cara Sonia, é puro TROLL-lo-ló…..

O_Brasileiro

28/06/2011 - 21h06

Primeiro, quem hipervaloriza a "pobreza" e a simplicidade de Olívio Dutra é o reportér. O próprio texto explica que ele não é nem um pouco pobre, ganha mais de R$ 21.000,00 por mês. Mais do que toda a renda mensal da minha família.
Segundo, os 16 milhões de miseráveis que, infelizmente, ainda existem no Brasil representam menos de 10% da população. Ou seja, não são a maioria. O que tem que ser feito é conscientizar a maioria de que é um absurdo ter tanta gente na miséria, e que não basta se indignar, pois indignado já tem muita gente por ai. Eles precisam de ações concretas e urgentes.

Responder

Micuim

28/06/2011 - 20h54

Sou petista de primeira hora, mas só saí a fazer campanha na rua mesmo pelo Olívio. É uma pena que os avanços conseguidos no governo dele tenham sido destruídos com tanto empenho pelos sucessores… Agora é torcer que o Tarso tenha tutano para recuperar alguma coisa.

Responder

Nelson

28/06/2011 - 20h02

O Governo de Olívio Dutra foi, disparado, o melhor que o meu Estado teve nos últimos 45 anos. Tivesse sido ele o candidato em 2002, teria vencido o Rigotto e nós teríamos o Rio Grande do Sul em outro patamar hoje.
Mas, para nossa desgraça, Rigotto e Yeda Crusius assumiram o poder e passaram a destruir os avanços que Olívio tinha implementado. Hoje, o Estado degringolou, só piorou, em todas as áreas, depois que Olívio deixou o governo em 2002.

Responder

    Étore

    28/06/2011 - 20h15

    Vou repetir a pergunta: o que o governo Olívio deixou de bom para o estado ?

    Étore

    28/06/2011 - 20h31

    Gostar do Olívio Dutra é uma coisa, alias é até simples pois ele é muito carismático. Agora gostar do governo dele já é bem mais difícil. Por favor cite alguns "dos avanços que Olívio tinha implementado" pois eu realmente não lembro de nada significante.

    Maria Hein

    28/06/2011 - 23h38

    Olá Étore. O RS tendo Olívio como governador, foi o único estado que cresceu, enquanto todo o resto do país, despencava nas garras do FHC e seus pares (se duvidas, pesquise). Enquanto FHC entregava de mão beijada para seus amigos, as eletros, as teles, a Vale, o Olivio ñ permitiu nenhuma privarização nos bens do povo rio-grandense. Isto, para mim, por si só, já é avançar!

    Étore

    29/06/2011 - 00h42

    Oi Maria. Aí discordamos. Acredito que, falando de privatizações, a validade de cada caso deve ser analisada individualmente. A maior lembrança que tenho daquele governo é na verdade a falta de ações para melhorar a vida de todos (ou pelo menos de tentativas). Lembro que houve uma tentativa, fraquinha, de unificar as polícias. Pareceu um goverdo do PMDB, que normalmente entra e sai sem dizera que veio. Pena que os demais que negativaram não disseram porque. De qualquer forma fico contente só por alguém ter respondido com educação. Abraço.

Jair de Souza

28/06/2011 - 20h02

Parte 3 de 3:
Ao colocar sua capacidade intelectual e seu conhecimento da interioridade do aparelho estatal a serviço de algumas das mega-corporações mais caracterizadamente anti-humanas do planeta com o objetivo de dar a elas condições de se imporem com mais facilidade sobre o Estado que as deveria controlar, de ajudá-las a encontrar armas para vencer resistências que os trabalhadores e toda a sociedade precisariam levantar contra suas pretensões destrutivas, o trabalho de nosso consultor é altamente anti-ético e condenável. Mesmo que tivesse sido prestado gratuitamente, a consideração deveria ser a mesma; ainda que Palocci não tivesse condições de morar nem num apartamento igual ao atual de Olívio Dutra.
Para resumir, a diferença toda está na maneira como a pessoa fica rica. Pode-se ficar rico eticamente e pode-se ficar rico de modo anti-ético. Também é possível viver na pobreza mantendo seus valores éticos e a dignidade, assim como também é possível ser pobre e não ter estas qualidades. Meu orgulho por Olívio Dutra e desgosto por Antônio Palocci são frutos deste modo de entender.

Responder

    malba tahan

    04/07/2011 - 21h44

    meu caro Jair:

    a)-Balzac já nos dizia , há quase dois séculos que por traz de toda grande fortuna se escode um crime!
    b)- Proudhon nos mostrou, em 1840 que a propiredade é um roubo;
    c)- Marx, em 1860, mais ou menos, confirmou estes resultados.

    Depois veio a social democracia pra nos convencer de que ganhar bilhões é a coisa mais normal do mundo. Não é. Os recursos são finitos e a capacidade de trabalho também: se poucos detêm muito é porque muitos não t~em nada. É só ver os coeficientes de Gini no Mundo atual e o fracasso do Obama nos EUA, pre se convencer desta verdade econômica fundamental. Agora que o PT tem que dar uma esfriada nestes seus "novos ricos" isso têm: é a prova de que ele será, de fato, democrático e republicano. esfriada

Jair de Souza

28/06/2011 - 20h01

Parte 2 de 3:
Com 103 anos, consagrado como o maior arquiteto do mundo, Niemayer é reconhecido por quase todos que o conhecem como uma pessoa amplamente ética, solidária, de muito caráter. Embora ele tenha ganho muito dinheiro com sua atividade, não há nenhuma instância (que eu saiba) que possa ser apresentada como prova de incoerência entre sua prática de vida e seu ideal político expressado. Nenhum dos trabalhos de Niemeyer foi executado para permitir que os grandes capitalistas tivessem mais condições de esmagar as classes trabalhadoras. É por isso que a gente tende a crer que o lado assumido por Oscar Niemeyer num embate político de um certo momento deve ser o lado ética e moralmente correto. Já as consultorias de Antônio Palocci não apresentam o mesmo perfil. Embora essas consultorias possam ter sido todas feitas com amplo amparo legal, seguramente, não contaram com nenhum amparo ético, ou moral. Falo da moral socialista, pois na moral capitalista elas seriam, não apenas aceitas, mas exemplos modelares a serem seguidos por quantos puderem.

Responder

    Marcelo de Matos

    29/06/2011 - 11h37

    Em que país é praticada mesmo essa moral socialista a que você se refere?

    Marcelo de Matos

    29/06/2011 - 11h40

    Sem culpa sua, Niemeyer tem sido usado para driblar as regras das concorrências públicas. Como há um artigo na lei que permite contratar, sem concorrência pública, profissionais de notórios conhecimentos, ele é sempre contratado dessa forma. Assim foi no Memorial da América Latina, em Sampa, e no Palácio da Liberdade e outras obras, em Belzonte. O arquiteto é extremamente ético, mas, seus contratantes….

Jair de Souza

28/06/2011 - 20h01

Parte 1 de 3:
Este texto com a contrastação das características de Olívio Dutra e Antônio Palocci traz à tona a discussão sobre se pobreza é ou não condição sine qua non para ser fiel aos ideais das maiorias trabalhadoras, ou seja, para ser fiel ao socialismo. Caberia então perguntar: será que por ser pobre uma pessoa está necessariamente identificada com os valores gerais das maiorias trabalhadoras, com os ideais socialistas? Resposta: claro que não. Quem nunca viu numa empresa trabalhadores de poucos recursos que demonstram defender mais os interesses dos patrões do que os próprios patrões? Ou numa empresa jornalística, algum jornalista de condições de vida humildes fazendo a apologia dos ideais apregoados por seus patrões de maneira muito mais veemente do que os próprios patrões conseguiriam fazer? Por outro lado, será que há exemplos de gente que ganhou (ou ganha) muito dinheiro e que mantém com sinceridade uma identificação com os ideais dos trabalhadores, com os ideais socialistas? Resposta: claro que sim. Um exemplo apenas basta para deixar patente isto: Oscar Niemeyer.

Responder

    Marcelo de Matos

    29/06/2011 - 11h33

    Jair: assino embaixo a primeira parte do seu comentário. Nas partes dois e três você viajou na ética. Não vejo como viver numa sociedade capitalista seguindo esses preceitos de não lucrar, não levar vantagem. Se o Palocci fosse pensar assim, melhor que abandonasse o ramo de consultoria. Aliás, em nenhum ramo há essa ética que você apregoa. Por exemplo: quanto ganham os marqueteiros, como João Santana, Duda Mendonça Nizan Guanaes, os três baianos iluminados da publicidade? Quanto ganham ou ganharam os grandes lobistas, como Calmon de Sá, do Banco Econômico, ou Magalhães Pinto, do Banco Nacional, ambos da Bahia, ou Mario Garnero, do Bankinvest, ou Daniel Dantas, do Opportunity, todos por suas relações com governos? Então ganhar dinheiro por conhecer os mecanismos do governo é crime, é imoral? Então vamos sair prendendo meio mundo por aí porque essa prática é comum. Só não vêm isso os mal intencionados piguistas e os inocentes úteis da esquerda, que fazem coro com eles.

marcelo

28/06/2011 - 19h57

Sobre a velha questão: os petistas devem ser franciscanos, valendo-se de voto de pobreza, ou não? Parte da resposta está nos versos do Pedro Tierra, em "Os Filhos da Paixão".

(…)
Aprendemos que os donos do país só nos ouviam
quando cessava o rumor da última máquina…
quando cantava o arame cortado da última cerca.
Carregamos no peito, cada um, batalhas incontáveis.
Somos a perigosa memória das lutas.
Projetamos a perigosa imagem do sonho.
Nada causa mais horror à ordem
do que homens e mulheres que sonham.
Nós sonhamos. E organizamos o sonho.
(…)

Talvez seja um despropósito petistas ajudarem a organizar grandes corporações. Deve ser também questionável para o PT perder o vínculo com o movimento social – tornando-se assim um partido da Ordem.

Naturalmente que o ninguém faz voto de humilidade e de pobreza ao entrar no PT, no entanto, não sei se é ético deixar de organizar o Sonho, de que fala o poema – feito para os 20 anos do PT me parece – para contribuir com o mundo que está ali.

Além disso, não sei porque necessáriamente todo mundo seria partidário do PIG ou ignorante apenas porque critica o que foi óbvio e continua sendo, não há qualquer reforma em andamento para mudar a estrutura que está ali. Nem econômica, nem agrária, nem fiscal. Nada. Falar isso nem mesmo é crítica, é uma constatação. O Lula foi um governo da Ordem, isso é uma constatação. Não se quer dizer com isso que o PSTU seja melho ou o DEM seja melhor. A vida não é bipolar. Há nuances.

Responder

El Cid

28/06/2011 - 19h49

aos trolls, um desafio: poderiam apontar alguém do DEM, PSDB, PMDB, PPS? Uma referência? Afinal, é preciso um contraponto, não acham?

Responder

    Étore

    28/06/2011 - 20h10

    Tenho outra pergunta: o que o governo do Olívio Dutra deixou de bom para o estado ? Um exemplo relevante só basta.

    El Cid

    28/06/2011 - 20h21

    A criação da UERGS e adoção do Orçamento Participativo no âmbito estadual.

    bom, quer tentar responder a minha pergunta agora?

    tsc, tsc, tsc…

    Étore

    29/06/2011 - 00h34

    Era o que eu imaginava. Basta lembrar que o custo para o govenro de um aluno na UERGS na época de sua criação era 4x maior do que o de uma bolsa em uma universidade já existente. Quanto ao OP, por favor, em nível estadual ele é uma peça de ficção, uma faz de conta criado para dar brilho aos cabos eleitorais do partido governante com representação comunitária.

    Étore

    29/06/2011 - 00h35

    Quanto a sua pergunta, ela não passa de uma tentativa de desviar o assunto que aqui é o Olivio Dutra.

    Yarus

    29/06/2011 - 07h24

    Vale Raul Jungmann, PPS? Declarou ter só 17 mil em patrimônios…kkkkk!

Edivvaldo

28/06/2011 - 19h35

Tenho muito respeito por Olívio Dutra,Patrus Ananias e Waldir Pires.

Responder

    Maria José Rêgo

    29/06/2011 - 11h16

    Edivaldo, acrescentaria na sua lista a Luiza Erundina.

    Rogério

    29/06/2011 - 16h49

    De pleno acordo!
    Bem que a nossa Presidenta poderia chamá-los para colaborar com o Governo em cargos de confiança de grande responsabilidade. São patrimônio de toda a Nação tanto pela competência quanto pela ética, esse artigo raro no cenário político nacional.

Antônio de Sampaio

28/06/2011 - 19h21

18 mil reias por uma aposentadoria imoral de governador por um mísero mandato..

Esse é o grande moralista e herói de vocês????

Responder

    Jorge Nunes

    28/06/2011 - 19h49

    mísero mandato?
    Tenta você ser governador de algum estado da federação.

    Outra coisa que não entendi, todos os governadores do RS podem receber e recebem essa aposentadoria, menos os do PT?

    Antônio de Sampaio

    28/06/2011 - 20h45

    Vocês são moralista de cueca rapaz.. isso é imoral…. deixa de falar besteiras velho.. és mais um que é só bla bla bla e muita besteira isso sim….

    O STF tem cassado várias dessas mamatas…. mamateiros imorais… moralistas do cuecão de couro.

    Maria Hein

    28/06/2011 - 23h50

    Bah, Sampaio, mas que inveja, heim meu!!!??? Estuda, vai fazer política, te elege governador e depois abre mão da "mamata" como dizes, mas que para mim, se trata de aposentadoria justa, pois ñ foi criada sómente para o PT, mas sim para todos os que governaram um Estado ou União. Também podes tentar te eleger deputado e lutar para acabar com a "mamata", que achas?

    Jorge Nunes

    29/06/2011 - 06h16

    Estuda, vai fazer política, te elege governador e depois abre mão da "mamata".

    Cite uma aposentadoria de governador que o STF cassou (Dessas várias que citou… como o Brasil se o Brasil tivesse milhares de governadores aposentados).

    Panambi

    29/06/2011 - 09h58

    Mr. Smith, tá de TPM??

    Rogério

    29/06/2011 - 16h51

    E para o Serra ,vc concorda com as aposentadoriazinhas dele? E todos os demais ex-governadores, tudo bem?
    Sossega leão!

marcio gaúcho

28/06/2011 - 18h31

Esse é o nosso Olívio, o governador do povo gaúcho. Excomungado pelas elites, mas amado pelos humildes.
O PT nacional não gosta dele, por ser franco e honesto demais. Idealista, viu ruir todas as suas esperanças ao tentar mudar o modo de fazer as coisas acontecerem. Vencido, recolheu-se humildemente à sua insignificância no partido, pois para o que está aí no PT, ele não serve.
A únicas coisas que ficam depois que se morre são a honra e as idéias. Essas, Olívio Dutra tem de sobra.

Responder

Ronei

28/06/2011 - 18h01

Pois é, não entro no mérito sobre as qualidades do Sr. Olivio Dutra (que por certo as têm), mas com 21.000 reais mensais é muito agradàvel viver de forma frugal e simples…

Responder

Luiz

28/06/2011 - 17h30

Mas, ô coitado. Se informa através do PIG. Deduzo pelas críticas ao governo no mesmo rítmo da imprensa guasca.

Responder

    Luiz

    29/06/2011 - 10h05

    Adendo. Fui eleitor do bigodudo. Torcíamos que ele conseguisse superar as amarras impostas por um tal de Antônio Brito com umas “agências reguladoras”. Quem mais infernizou a vida dele e do estado, foi uma tal de RBS e uma oposição transloucada, igualzinha a de hoje. Prova que eles nunca tiveram projetos, nem antes e nem depois, pois ao voltar ao poder continuaram a desmanchar o Estado e, como o dragão de komodo que ao morder a vítima começa a necrosar a mata por infecção generalizada, quando as instituições estavam ficando todas putrefadas, tiraram seus nacos para suas bocarras insaciáveis, culminando com uma governado de contraventores. No período do seu governo, Olívio ficou mais amarrado que novilho laçado em rodeio. Ruim que na época não houve uma internet ativa como temos hoje.

    Maria Hein

    29/06/2011 - 22h59

    Luiz, a RBS em conluio com o tal do Vierinha (é pequeno até no nome), criaram a CPI da (in) segurança pública, onde o querido Paulo Bisol, na época secretário da segurança, foi execrado e colocado na fogueira. Não compro ZH. É o meu protesto!

ruy marcondes garcia

28/06/2011 - 17h14

Palocci faz parte de um PT que, como diz o Olívio, se institucionalizou totalmente; não passa nem perto de imaginar, quanto mais de propugnar, uma mudança no status quo. Daí, ser perfeitamente normal (e legal) dedicar-se a prestar "consultorias" regiamente remuneradas no exercício do mandato legislativo.
Que nome seria dado a essa prática pelos militantes que fundaram o PT ? Prevaricação é a resposta.
Infelizmente, os Olívios do PT estão com os dias contados. Mas, como dizia o grande Florestan Fernandes, partidos são transitórios; a luta social e política é perene.

Responder

Fernando

28/06/2011 - 17h10

Eu me lembro da epoca em que foi governador…os ataques do Pig local todo dia na tv, jornal e rádio…só quem viveu aquela época sabe como foi….Olivio foi sem duvida uns dos melhores governadores do Rs….o estado crescia mais que o Brasil sob governo tucano!!!!!

Responder

    Étore

    28/06/2011 - 20h07

    "o estado crescia mais que o Brasil sob governo tucano"
    De onde tu tirou esta informação ?

Paulo

28/06/2011 - 16h52

Fui Eleitor de O. Dutra. Se ele candidatar-se a qualquer cargo terá o meu voto. Homem sério, competente, honesto, trabalhador e representante da melhor cepa de políticos que o Brasil já teve.
Infelizmente, ao que parece, é um dos ultimos baluarte da política séria voltada para o ser humano. Grande Olívio!! Já deixou saudades.

Responder

José Mário Comini

28/06/2011 - 16h41

O comparativo é simplesmente ridículo. Cada pessoa ganha a vida e a vive como bem entender. Sou mineiro e sempre gostei muito do Olívio Dutra, só não concordo com sua fala relativa ao Governo Lula, ele participou do primeiro mandato, e não reconhecer os avanços promovidos pelo governo é dar o tom da comodidade de sua vida. Os avanços são inegáveis, reconhecidos internacionalmente, só não reconhece estas viúvas do pai de ninguém ai de cima. Olha bem pessoal o fh é tão incompetente que não sabe se é pai, pode? Quanto a enriquecimento de políticos passem aqui por Minas Gerais, com certeza vão encontrar centenas de milionários.

Responder

Eudes H. Travassos

28/06/2011 - 16h38

Ao contrário de alguns que não conhece bem o PT ou dsó conhece o de São Paulo ou pela mídia, esteja ela mentindo ou não, Olívio faz parte de grupo de políticos dentro do PT que fizeram de sua vida este modelo de militância, posso garantir que ele nesta não está só. é por isso que o PT ainda tem moral pra ir a uma campanha e falar em nome da esperança, esa coisa não vem do topo da pirâmide petista, vem da base. Assim, não será um Palocci, um Zé Dirceu – ainda que pese seu passado e sua história e contribuição- que definem o PT, neste sentido o PT é inconfundível.
Quanto a achar que Olívio está no ostracismo é um engano tolo, primeiro ele já chegou aos seus 70, está em casa na suatranquilidade é mais que natural,… normal, segundo ele tem uma missão importante é presidente de honra do PT Gaúcho, em minha opinião o melhor do Brasil e terceiro, é o que ele mesmo falou, – politica não é uma profissão – e Olívio já deu bastante contribuição.

Responder

Antônio de Sampaio

28/06/2011 - 16h34

Nunca se pode elogiar um petista, leiam esse trecho aqui e vejam se esse Olivio não é mais um demagogo.

""""Dutra aposentou-se no Banrisul, o banco estadual, com salário de 3.020 reais. Somado ao vencimento mensal de 18.127 reais de ex-governador, ele leva uma vida tranquila. “Mas não mudei de padrão por causa desses 18 mil. Além do mais, um porcentual sempre vai para o partido. Nunca deixei de contribuir”.""""

Aposentadoria de ex governador é imoral, recebe 18 mil por 4 anos de mandato??? isso é vergonhoso, isso é imoral, esse cara é ainda pior que o Requião… pelo menos o Requião assume que recebe… esse Olivio é como todo petista, demagogo, socialista do capital alheio.

Fui… é muita demagogia e lambanças… essa turma ainda aplaude..

Responder

    Panambi

    28/06/2011 - 19h31

    Bom mesmo é o Alvaro Dias, né Carmen Leporace II, ou III, ou IV, ou……

    Alvaro Tadeu Silva

    28/06/2011 - 20h29

    Antonio Sampaio,um dos fundadores do seu partido, o PSDB foi o Franco Montoro. Montoro tinha fama de honesto e tinha 5, exatamente, CINCO aposentadorias, isso antes de ter sido governador de São Paulo. Seu nome homenageia, injustamente, o Aeroporto Internacional de São Paulo. Pergunte a qualquer um na Avenidca Paulista: "quem foi Franco Montoro?" Ninguém vai saber responder. Os tucanos aparelharam São Paulo. É nome de Aeroporto, do RouboAnel, da Usina Hidrelétrica de Avanhandava, e logo que o defensor da cannabis bater as botas, vão trocar o nome da Avenida Paulista.

    Maria Hein

    28/06/2011 - 23h42

    Bravo, Alvaro!!!!!! É isso aí… Bem lembrado!

Marcelo de Matos

28/06/2011 - 16h29

Quero consignar aqui minha homenagem a outro Dutra que, segundo a lenda, morreu pobre: o general Eurico Gaspar Dutra, que foi nosso 16º Presidente da República. Lembro-me que um tio, já falecido, sempre elogiava essa virtude de Dutra. Até alguns jornalistas, ao se referirem ao ex-presidente, costumavam colocar entre parêntesis (esse morreu pobre).

Responder

    Antonio L

    29/06/2011 - 01h43

    Não dá para comparar. Olívio nunca mandou torturar nem matar ninguém. Além disso, é um democrata que exerceu seus mandatos eleito pelo voto popular e não através de golpe militar.

Ivan Arruda

28/06/2011 - 16h00

Mesmo depois de tantos cargos ainda mora em aApartamento financiado pelo BNH e nem dirigir sabe? Nem sei como ainda não o expulsaram do partido. A Yeda poderia entrar em seu lugar.

Responder

Leonardo

28/06/2011 - 15h56

Ah, mas <ironic mode ON> ele mandou a Ford embora, e a <VelhodoChoque mode ON> Segurança Pública era um CAOS <VelhodoChoque mode OFF>, o plano era fundir as polícias gaúchas… Mexeu com muita gente…

Procurem no Youtube quem é o VelhodoChoque, comentarista político/esportivo da Filosofia Rebessiana…

Responder

Rasec

28/06/2011 - 15h39

Como Olívio existem muitos, não só no PT, mas a mídia insiste em pautar o debate e destratar a classe política!

Responder

Remindo Sauim

28/06/2011 - 15h33

Nosso querido Olívio Dutra ainda vai ser crucificado por ganhar estes R$ 21.100,00 mensais de aposentadorias. Acho que ele devia ser o primeiro a renunciar a esta pequena furtuna. Não vejo diferença nenhuma entre Olívio e Palocci, ambos estão dentro da lei.

Responder

Antonio

28/06/2011 - 15h18

A maioria acima, incluindo Azenha, está de bom tamanho para fazer parte da Liga das Senhoras Católicas: sobra moralismo e transborda burrice!

Responder

    Edfg.

    28/06/2011 - 16h58

    Fanáticos assinam embaixo de qualquer barbaridade que os graduados do Partido cometerem.

    El Cid

    28/06/2011 - 19h43

    errado, trollzinho! estes que relaciono agora vão impedir a entrada do Azenha na tal liga:

    Serra, o Papa Bento XVI, o Carlos Lacerda, o Gilmar Dantas, Eliane Catanhede, Reinaldo Azevedo, Augusto Nunes, Diogo Mainardi, o Willian Waack e a Heloísa Helena.

domingos

28/06/2011 - 15h13

Como seria o Brasil se estivesse nas mãos da direita. LULA resolveu o problema, mostrou que o povo brasileiro pode mais. Quanto ao Olívio Dutra é um orgulho saber que no mundo da política existem pessoas com esse caráter.

Responder

monge scéptico

28/06/2011 - 14h47

Talvez OLÌVIO tenha compreendido filosoficamente, as limitações humanas,
e que não precisamos de muito para viver bem.
Os que amealham como corvos tudo que podem e, de qualquer jeito, talvez
padeçam do complexo de escassez; são doentes. precisam de cadeia!

Responder

    Julio Cesar Bastos

    28/06/2011 - 17h28

    leigo vivído
    Basta apender a pensar fora da dominante escola que a gente percebe: dinheiro não é atributo é recurso. Podemos abrir ou fechar a mão.
    Somos suficientemente humanizados pra "comprar" o prazer. mas a parte animal decide se vai ou não incorporar, "receber". (Se bem que prosperam academias formando… músculos.)

Sergio Lirio

28/06/2011 - 14h42

Em resposta aos comentários equivocados sobre o texto publicado na revista da qual sou redator-chefe e às defesas, explícitas ou não, do ex-ministro. Os petistas, como nenhum outro político de qualquer partido, não podem:
1) montar e gerir uma consultoria financeira ao mesmo tempo em que assumem uma função pública com algum ponto de conexão com os interesses de seus clientes. Palocci participou da discussão e elaboração de vários projetos econômicos quando deputado federal;
2) preferir ser leal aos clientes privados e não aos eleitores (que o elegeram e que não o elegeram);
3) valer-se da porta giratória entre os setores público e privado para amealhar um belo patrimônio que não seria obtido de outra forma senão pela esperança dos potenciais clientes de terem suas demandas atendidas pelos órgãos públicos. Se não era rico antes e quer ficar, o recomendado é optar pela carreira privada, em vez de misturar as duas.
Quanto ao perfil do Olívio Dutra, não se trata de defender a vida franciscana. A intenção foi mostrar que é possível exercer postos importantes na política sem se deixar seduzir pelas "oportunidades" geradas por estes cargos. Dutra, ao que parece, não faz questão de ter um apartamento de 6,6 milhões de reais.

Responder

    Remindo Sauim

    28/06/2011 - 15h25

    Vamos lá Sergio Lirio, qual foi a lei que o Palocci infringiu. Por favor, número da lei e artigo. Se não infringiu nenhuma lei não é culpado de nada. Quem o acusou cometeu leviandade e quando é criticado por estas acusações se defende dizendo que os outros estão equivocados. Quem com ferro fere, com ferro será conferido.

    Sergio Lirio

    28/06/2011 - 17h06

    Se você, Remindo, se apega a um argumento legalista, o problema é seu. Mas pense: não é este o método clássico que a turma da bufunfa usa para "controlar os danos", para cooptar as "ameaças"? Não é assim que se domestica quem, em tese, surge como defensor das mudanças? Continuo a achar que um deputado federal eleito, alguem que escolheu a carreira politica, nao pode manter uma consultoria em paralelo ao mandato. Seja isso permitido ou não pela lei.

    José Silva

    28/06/2011 - 18h16

    A questão não é legal e sim moral.

    Remindo Sauim

    29/06/2011 - 10h33

    Ganhar 20 mil por mês de aposentadoria enquanto milhões ganham menos que um salário também não me parece muito moral. Não discuto a honestidade do Olívio, só acho que não é contraponto para o Palocci. Como gaúcho votei e votarei sempre no Olívio. Independentemente do que ganha ou deixa de ganhar fez muito por nosso Estado, Mas acho que o Palocci fez muito mais pelo Brasil.

    Sergio Lirio

    29/06/2011 - 11h42

    Ai você muda o argumento Remindo. Assim não vale. Quem disse que a reportagem celebra a "pobreza". O cara foi governador, prefeito, deputado federal e recebe pensão por estas funções. Mas não há sinais de que tenha buscado o enriquecimento fácil.

Regina Braga

28/06/2011 - 14h39

Viu, não da prá perder as esperanças…Exemplo é tudo…Aproveite PT e aprenda…Nem tudo é esperteza,nem a política é emprego.

Responder

O_Brasileiro

28/06/2011 - 14h12

Primeiro, o ex-governador não é pobre. Como ele mesmo assume, ganha mais de R$ 21.000,00 por mês.
Segundo, como ele mesmo admite, na política prevalece a vontade da maioria. E os 16 milhões de miseráveis do Brasil não são a maioria! A maioria são os outros 175 milhões… E eles não querem só comida na mesa, nem andar de ônibus atrasado e apertado!

Responder

Gustavo Pamplona

28/06/2011 - 14h11

Mais sobre dinheiro… Vocês ficam aí criticando o Palocci agora acho que todos vocês devem saber que tem muito jornalista por aí que recebem fortunas…

Vocês acham que o casal nacional (Bonner + Fátima) recebe quanto por mês? Pelo menos meio milhão cada (500 mil) ou seja eles ganha no mínimo 1 milhão por mês e eles (e vocês também!) ficam criticando políticos que recebem bem menos.

Quero que vocês deem uma olhada nisto aqui: (Se bem que muitos de vocês já deram… )
http://www.conversaafiada.com.br/economia/2011/06

Deixa eu falar uma verdade para vocês…

A resistência a reforma tributária (e a tarifação de impostos sobre fortunas) não vem da classe política, meus amigos… vem da classe jornalística mesmo e dos donos dos oligopólios midiáticos… (PIG)

Eles sabem que se forem aplicadas as regras, eles é que terão o dinheiro deles tomado pelo governo.

Esta vai com o PORCO (opcional)

—-
Gustavo Eduardo Paim Pamplona – Belo Horizonte – MG
Desde Jun/2007 falando verdades no "Vi o Mundo"! ;-)
Fundador do PORCO – Partido de Oligarcas Representantes de Capitalistas Opressores (PIG)

Responder

LULA VESCOVI

28/06/2011 - 14h01

Esse,infelizmente é de um PT que não existe mais.Por isso,esse ostracismo em que está metido.

Responder

    Mel

    28/06/2011 - 15h17

    Pra ser petista e legal, tem que fazer voto de pobreza? Os outros mortais tudo bem? Jornalista, jogador de futebol, atores e atrizes bacanas, cantores bregas e legais, modelos, podem? Ah! Como ele é legal, tá tão pobre, mora tão mal. Não acho que o Palocci tá certo, mas tambem louvar o Olívio porque tá morando humildemente é o fim! Petista tem que dar palestras e não cobrar nada? Todos cobram, mas petista não pode. Isso me soa muito estranho???

Marcos W.

28/06/2011 - 13h59

Os comentaristas que fazem malabarismos para justificar a roubalheira e que não são petistas,eu os entendo.Os que são petistas e também tentam justificar o injustificável,eu também entendo!

Responder

    El Cid

    28/06/2011 - 19h39

    … é de espantar então a sua ginástica cínica, hipócrita, udenista e emburrecedora, devidamente teleguiada
    pela mídia venal !

    Antônio de Sampaio

    28/06/2011 - 20h47

    Não passam de corruptos e imorais.. amigo.. onde tem PT tem bandalheira.

Celina

28/06/2011 - 13h53

Olìvio é a essência do que um dia foi o glorioso PT. Lástima que muitos de seus membros se desvirtuaram.

Responder

betinho2

28/06/2011 - 13h44

Grande Olívio Dutra, como político e ser humano. Morei e casei em São Luiz Gonzaga, cidade próxima de Bossoroca onde Olívio nasceu. Eu o conheci quando era ainda funcionário do Banco do Estado do Rio G. do Sul – Banrisul. Como se diz no RS, um fio daquele bigodão dele é "documento". E não precisa reconhecer em cartório…rsrs. Mais um que o PIG tentou, quando governador, assassinar a reputação.

Responder

trombeta

28/06/2011 - 13h41

Carta capital e Vi o mundo ajudando o PIG no pessimismo militante que mira na política a desgraça da humanidade, quem sabe a gente não chama a milicada para dar um "choque de honestidade" ou chama algum jornalista clarividente pra resolver os problemas do planeta?

Matéria provinciana, estreita, simplista… o título poderia ser vamos voltar a andar de tanga?

Responder

    El Cid

    28/06/2011 - 19h37

    o comentário acima expressa a "dor de cotovelo" em sua escala máxima… trombetinha !!

CLAUDIO LUIZ PESSUTI

28/06/2011 - 13h23

Ele e feliz no mundo que construiu .O bom nome que construiu, as realizacoes como governante, etc, a camaradagem dos verdadeiros amigos de partido, aqueles que ainda tem ideologia de esquerda.Nao precisa comer lagosta com Chablis para ser feliz.Eu o invejo, mais do que a alguns nababos por ai, que para se sentirem felizes tem que comprar o amor de beldades.

Responder

Paulo Roberto

28/06/2011 - 13h16

Homens como Olívio tinham de estar à frente do PT nacional. Como educador e gaúcho da cepa podia arrebanhar as ovelhas desgarradas, que sempre ocorrem nos grandes rebanhos de elite.

Responder

Fabio_Passos

28/06/2011 - 13h04

Comportamento exemplar do Oíivio Dutra.
A reportagem elogiosa da CartaCapital é excelente.

Responder

André Guimarães

28/06/2011 - 12h42

Pior de tudo que esse depoimento de Dutra, desmonta e detona completamente o Lula, metido a socialista de meia pataca e a gostar de pobre, Lula usa e abusa do capitalismo selvagem, praticando lobismo de forma descarada, já que suas palestras não passam de delirios de auto lovação e megamolania, ganhando milhões com isso, com lobbi puro e simples, vivendo com altíssimo padrão de renda, de forma nabesbaca.

Esse pobres diabos por aqui ainda caem no papo furado de que Lula é de esquerda ou socialista, esse incautos acreditam mesmo que Lula gosta de pobre.

E não me venham com seu bla bla bla furado de classe C ou que seja, quem tira as pessoas da pobreza é o capitalismo, Lula mesmo não tem nada a ver com isso….

Responder

    Marcelo Fraga

    28/06/2011 - 13h41

    O que que uma olavete quer aqui dando pitaco?
    Esqueceu onde fica o blog do reaça-mor, "O Filósofo"?

    Panambi

    28/06/2011 - 14h20

    O primo burro do Eduardo Guimarães! Ah, não é primo…

    Tenório

    28/06/2011 - 16h45

    Fiquei deveras embasbacado.
    "Nabesbaca" seria um híbrido de nabo com babaca?

    Marcelo Fraga

    28/06/2011 - 19h16

    A minha cota para falar com as viúvas do Farol já estourou.
    Vai lá no blog do Cabeção que, quem sabe, ele te consola.

    Roberto Locatelli

    28/06/2011 - 16h04

    "Quem tira as pessoas da pobreza é o capitalismo". Essa piada foi a melhor do dia!

    Luiz

    28/06/2011 - 16h10

    Pobres diabos são os que saíram da pobreza? Puro preconceito. Possívelmente foi você, ou então o FHC, que retirou eles da miséria.

Marcelo de Matos

28/06/2011 - 12h03

Não sei não, mas, segundo ouvi dizer, José Genoíno também mora em casa modesta no Ceará. Se pobreza é sinônimo de moralidade, beleza. O Zé não deve ter levado vantagem nenhuma naquele episódio dos dólares na cueca do assessor do irmão. Aquilo foi coisa de uma empresa de eletricidade lá do Norte. Palocci, também, foi vítima de mais um episódio de assassinato de reputação. Essa Carta Maior é de doer: "No momento em que o PT passa por mais uma crise ética, dessa vez causada pela multiplicação extraordinária dos bens de ex-ministro Palocci". O que a Carta Maior queria? Que Palocci cobrasse um salário mínimo para prestar consultoria a grandes empresas? Por exemplo: o grupo Pão de Açúcar está pensando em fusão com o Carrefour. Se Palocci for escolhido para consultor quanto deverá cobrar? Quanto cobrava Bresser Pereira nessas ocasiões? Não dá para comparar Olívio Dutra com Palocci. Cada um deve saber a competência que tem.

Responder

    André Guimarães

    28/06/2011 - 12h38

    O que a Carta Maior queria? Que Palocci cobrasse um salário mínimo para prestar consultoria a grandes empresas?

    Não, o que Carta Maior quer é que Paocci apenas pare de roubar… deixa de ser tonto rapaz.

    Paulo Roberto

    28/06/2011 - 13h06

    A questão não é de competência. É de sabedoria e de integridade de caráter. Tivéssemos mais uns cem Olivios espalhados por aí, em cargos chaves da Nação, e talvez as coisas fossem diferentes.

    Edfg.

    28/06/2011 - 13h12

    Realmente, um médico-sanitarista-financista-especialista em fusões bilionárias custa caro…

    Fábio

    28/06/2011 - 13h23

    Prezado Marcelo.
    Ao que me consta o Genoíno reside em São Paulo, no Bairro do Butantã. Infelizmente andou em "má companhia" no PT (alías, no PT, o que não falta são más companhias).
    Quanto ao Bresser Pereira, ele foi funcionário do Pão de Açucar durante muitos anos, o que é bem diferente de "prestação de serviços de consultoria".
    Comparar uma pessoa íntegra (Olívio Dutra) com um oportunista (Palocci) é ofensa ao primeiro.
    Abraços

    Marcelo de Matos

    29/06/2011 - 11h36

    Genoino trabalha como assessor especial do ministro Nelson Jobim, em Brasília. Como pode morar no Butantã? A revista Isto é mostrou sua casa no Ceará. É uma casa bem simples.

    Conceição Lemes

    29/06/2011 - 13h10

    Marcelo, Genoino mora no Butantan, sim. Os pais dele estão no Ceará. abs

Gustavo Pamplona

28/06/2011 - 12h00

Então quer dizer que se você tem dinheiro e que o ganhou prestando consultoria (tá… vamos fingir que acreditamos…) , mas é (oops… foi) um político e que caiu em desgraça devido a denúncias de um Partido da Imprensa Golpista (falo do lance do caseiro, não agora…) entao significa que não pode comprar um apartamento de 6,6 milhôes?

Vamos supor que vocês tivessem a mesma quantia de dinheiro, eu pergunto: Vocês não fariam o mesmo?

Digo… ir morar em lugar mais "confortável". Deixem de ser hipócritas, meus amigos… sabemos como são as pessoas, no fundo, no fundo, somos todos mesquinhos (a humanidade) e sempre queremos mais.

É… o nível de "alienação" destes blogs está beirando o absurdo

—-
Gustavo Eduardo Paim Pamplona – Belo Horizonte – MG
Desde Jun/2007 não alienando no "Vi o Mundo"! ;-)

Responder

    Julio_De_Bem

    29/06/2011 - 00h08

    Aí que tá gustavo. A historia acima é do Olívio, que mesmo com os encantos do poder – a ex-governadora do RS comprou uma casa de 1,7milhões- permanece no mesmo lugar, desde quando trabalhava na mesma agência do Banrisul da mãe do Jorge, meu amigo. Por isso ele é digno de admiração. A historia acima não é balela pq eu ví pessoalmente. Mas quanto ao que você falou, eu com 6 milhoes compraria uma aviãozinho pequeno e uma casa luxuosa pra cacete. Torraria sim o dinheiro e até tentaria ajudar as pessoas, mas eu gastaria muito mais comigo. Ou seja, eu não seria merecedor dessa grana. Concordo quando fala que tem muita gente que gosta de fazer uma propagandinha enganosa pra ganhar um "legalzinho" no comentário e ser considerada uma pessoa especial (somente no próprio mundinho). Acho que um adjetivo melhor que alienação é o cinismo mesmo.

Carlos M.

28/06/2011 - 11h39

Me orgulho de já ter apertado a mão dessa pessoa, passa muita energia positiva. Nesse pode-se votar de olhos fechados.

Responder

    André Guimarães

    28/06/2011 - 12h36

    Ainda bem que você nunca apertou a mão do Lula.

    Panambi

    28/06/2011 - 14h22

    E você, já beijou o FFHH??

Ivonete

28/06/2011 - 11h33

E na mega-sena? petista pode apostar?

Responder

    Marcelo de Matos

    28/06/2011 - 11h53

    Melhor não, Ivonete. De acordo com a ideologia da classe dominante, e também dos partidos nanicos de esquerda, petista não pode enriquecer em hipótese alguma. Se ganhar alguma grana já se torna tucano. Vários ministros do governo Dilma estão sendo acusados de parentesco com essa ave. No passado os petistas expulsaram de suas fileiras Airton Soares e Francisco Weffort. Parece que confundem moralidade com pobreza, inclusive de espírito. Victor Hugo, em Trabalhadores do Mar, fala em "miserável no duplo e lamentável sentido da palavra". Quer dizer: inclui a pobreza de espírito. Precisamos tomar cuidado com isso.

    Paulo Roberto

    28/06/2011 - 13h09

    Pode, sim, como milhões de brasileiros desesperançados!

Marcelo Fraga

28/06/2011 - 11h28

Olívio é índio velho. Gaúcho bagual. Um dos pilares do partido.
Ele é um dos motivos para eu votar no PT. Ainda tenho a bandeira do partido com a assinatura dele e do Lula.

Responder

Luiz Souza

28/06/2011 - 11h28

Como se diz aqui no Rio Grande do Sul:

Gente como Olívio Dutra "não dá em touceira"! Pra que não fique um significado dúbio: são únicos !

Responder

Paulo

28/06/2011 - 11h27

Velho Olívio, o cara é uma figura e não fez voto de pobreza, na verdade é uma pessoa simples e não quer perder isso.

Responder

    Fernando

    28/06/2011 - 17h06

    isso mesmo Paulo!!!

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