por Luiz Carlos Azenha
A Folha dá no manchetão que “Lula prepara ofensiva para tentar mudar eleição em SP”.
Faz sentido: se não levar Aloízio Mercadante, o candidato do PT, ao segundo turno, pelo menos garante no estado os votos para liquidar a fatura da eleição presidencial no primeiro turno.
Eu, como sou precavido, acho meio estranha essa história de cantar vitória antes da hora, como vejo muita gente fazer.
Pesquisa é pesquisa, voto é voto.
Mas, não há dúvida, a curva das pesquisas não sofreu alteração desde que se iniciou a campanha, lá atrás.
O diretor do Sensus, Ricardo Guedes, acha que a tendência de crescimento de Dilma é sólida:
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Na terça-feira sai mais uma pesquisa CNT/Sensus.
Um dos fatos incontestáveis deste periodo eleitoral é o fortalecimento da reputação de Vox Populi e Sensus, que desde lá atrás cantaram a pedra.
Em São Paulo, o jogo é diferente.
Fiz minha previsão, muito criticada pelos leitores do blog.
Acho que o problema de fundo do PT em São Paulo é não ter entendido lá atrás que era necessário definir uma estratégia para driblar a blindagem da mídia. Presumo, mas é apenas uma presunção, que o partido prefere manter os espaços (?) que tem nos veículos tradicionais.
Seja como for, vi um trecho da propaganda do candidato Mercadante na TV e achei boa: ele elogia algumas coisas existentes em São Paulo, mas diz que o bom não é para todos. Acho que é uma boa linha de campanha. Com certeza encontra ressonância em uma parcela considerável da população.
Noto, inclusive, que o candidato Geraldo Alckmin já fala em rever os contratos dos pedágios paulistas.
Presumo que seja uma vacina contra a nova estratégia de Lula, Dilma e Mercadante.
Será que as coisas vão ficar “interessantes” por aqui?
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